Continua o impasse nas negociações entre professores federais e governo. A greve, iniciada no dia 17 maio, atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.
Na última quarta-feira (25) o governo federal apresentou uma proposta que atendeu apenas uma parcela da categoria, representada pelo Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) . Para o Proifes a nova proposta de reestruturação das carreiras dos professores de Universidades e Institutos Federais, apresentada pelo governo.
De acordo com o presidente da entidade, Eduardo Rolim, houve avanço no processo negocial com a aceitação de 15 pontos considerados inaceitáveis na proposta anterior. “Mostramos ao governo a importância de uma carreira atrativa para novos docentes e valorizada tanto para os que estão na ativa, quanto aos aposentados”, disse Rolim.
Segundo o Proifes, os professores terão até o dia 01/08 para se posicionar. Nos encontros, será votado o posicionamento de cada instituição sobre o fim ou continuidade da greve dos docentes, que já dura 71 dias.
Rejeição
Já a Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior), outra entidade que representa a categoria, divulgou um comunicado oficial rejeitando a nova proposta do Ministério do Planejamento. O documento afirma que as alterações nos percentuais de aumento apresentadas pelo Planejamento "foram dirigidas às situações que demonstravam maior perda de valor real até 2015", mas que, mesmo assim, "a maioria dos docentes terá valor real reduzido nos seus salários".
O texto alega ainda que questões consideradas importantes pelos docentes, tais como a estruturação e a progressão de carreira; a gratificação por projetos institucionais e atividade de preceptoria; e os critérios para promoção de professores foram jogadas para frente, ficando sob a dependência da criação de grupos de trabalho. Para a Andes, isso evidencia "o esforço do governo para retirar os pontos polêmicos da mesa de negociações durante a greve, avocando a si, no futuro, a discricionariedade para tomar as decisões".
De acordo com o sindicato, o texto foi encaminhado às universidades de todo o país, a fim de embasar assembleias que acontecerão entre esta quinta-feira (27) e segunda-feira (30).
Portal CTB
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