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Ter, Abr

Lula

  • Entidades sindicais em todo mundo farão atos nesta quarta (11) em defesa da democracia

    Nesta quarta-feira (11), Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre, o movimento sindical internacional organiza manifestações nas embaixadas do Brasil no exterior para exigir a libertade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde sábado (7).  

    Vigília democrática: movimentos nas ruas para exigir liberdade de Lula

    Argentina, Estados Unidos, El Salvador, México, País Basco, Panamá, Paraguai, Portugal, Uruguai entre outros países, estão convocando a população para protestar neste dia de luta em defesa da democracia. Em nota, as centrais sindicais brasileiras entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) consideraram a decretação da prisão de Lula "uma medida radical que coloca a sociedade em alerta", diz do documento (leia aquí a íntegra). 

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) e outras organizações de Portugal entregaram, na última sexta (6), um abaixo-assinado na embaixada brasileira naquele país repudiando a condenação arbitrária de Lula

    Paraguai e El Salvador também realizaram protestos, nesta semana, em frente à embaixada em seus respectivos países. Uma delegação de sindicalistas uruguaios está em Curitiba junto aos milhares de manifestantes que estão acampados próximo à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para prestar apoio ao ex-presidente.

    Peru, Suécia, Inglaterra, Itália e Holanda também confirmaram atos hoje. Confira:

    Argentina: 

    cta autonoma

    cta dostrabalhadores

    México:

     

    mexico

    País Basco:

    paisbasco

    Portugal:

    portugal

    Uruguai:

    uruguai

    Paraguai e El Salvador realizaram os protesos nesta semana: 

    paraguailulalibre

    el salvador

     

    Érika Ceconi para o Portal CTB - Foto capa: Reuters/Ueslei Marcelino 

  • "Lula, conte com a CTB", diz dirigente Nivaldo Santana em Jornada em Defesa da Democracia

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa da Jornada em Defesa da Democracia, uma atividade em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que presta depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, nesta quarta-feira (10).

    Lideranças dos movimentos sociais e parlamentares de todo o Brasil estão no Paraná para prestar seu apoio a Lula. O vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, acompanhado pela secretária de Imprensa e Comunicação, Raimunda Gomes e pela presidenta da seção estadual da entidade sindical no Amazonas, Isis Tavares participam do ato “Um Brasil Justo para Todos e pra Lula Também”.

    nivalto ctb doquinha isis lula

    “O povo brasileiro vive um período intenso de luta. A nossa greve geral de 28 de abril contra o fim da aposentadoria e em defesa dos direitos trabalhistas paralisou mais de 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores do Brasil inteiro”, declarou Nivaldo Santana em discurso nesta tarde na Praça Santos Andrade, onde ocorre a atividade.

    De acordo com ele, esta é uma demonstração da "luta do povo contra essa agenda do governo golpista que está afundando o Brasil e jogando milhões de trabalhadores no desemprego e na miséria”, expressou.

    Assista abaixo a íntegra do discurso:



    Nivaldo denunciou ainda a partidarização da Operação Lava Jato e “Estado de exceção” vivido no Brasil. Na última terça (9), o Instituto Lula teve as atividades suspensas pela Justiça Federal sob a alegação de que o lugar “possa ter sido instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”, conforme declaração do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, em Brasília.

    “Nós da CTB somamos nossa voz com amplas forças políticas e sociais que defendem um novo rumo para nosso país: com democracia, desenvolvimento e defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Lula, conte com a CTB”, exclamou Santana.

    Pela manhã, o secretário-geral da CTB Paraná, Zenir Teixeira, fez um discurso no qual denunciou as medidas do governo ilegítimo de Michel Temer contra a população. “Eles querem escravizar a classe trabalhadora”, disse ao se referir às reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam no Congresso.

    Segundo ele, a organização e a unidade dos movimentos sociais e partidos políticos progressistas e de esquerda são fundamentais para enfrentar as medidas contra a retirada de direitos classe trabalhadora.

    “Nossa luta é justa por um Brasil soberano e livre do imperialismo. Um Brasil socialista que tenha como centro a valorização do homem pelo homem”, finalizou Teixeira.

  • #LulaLivre: CTB e entidades convocam protesto internacional nesta segunda (23)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e demais organizações sociais brasileiras fizeram uma convocação para as entidades sociais em todo o mundo realizarem, nesta segunda-feira (23), atos em frente às embaixadas brasileiras no exterior para denunciar a condição de preso político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Leia abaixo a íntegra da convocatória:

     LULA LIVRE!

    PROTESTO INTERNACIONAL

    A situação política, econômica e social do Brasil deteriora-se a cada dia. Há dois anos, um consórcio golpista formado por banqueiros, parte do empresariado, setores do poder judiciário e da polícia federal, emulados pelos grandes meios de comunicação, derrubaram ilegalmente uma presidenta legitimamente eleita. Derrotada quatro vezes seguidas pelas lideranças de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff tiveram que apelar a um atalho para voltarem a presidir o país.

    Naquela ocasião, essa orquestração direitista afirmava que a normalidade do país voltaria com o afastamento das forças populares da Presidência da República. Pelo contrário, aplicando uma agenda ultraliberal que vende o patrimônio nacional, em particular o Pré-sal, que desnacionaliza a economia e retira direitos sociais e trabalhistas, o país já conta com 13 milhões de desempregados, aumento da miséria e redução da massa salarial.

    Todo esse processo é apoiado por uma forte campanha midiática que reforça essa pauta regressiva e criminaliza os movimentos sociais e a esquerda e, em especial, a liderança do ex presidente Lula. Essa elite imaginava que toda essa ofensiva seria capaz de separar a maior liderança popular do país do seu povo. Pelo contrário, as pesquisas de opiniões públicas mostram que Lula é o favorito.

    Com o objetivo de impedir que Lula se candidate à Presidência nas próximas eleições de outubro, essas forças reacionárias desencadearam medidas típicas de um Estado de exceção, agredindo a democracia, o direito de defesa e descumprindo escandalosamente a Constituição do país. Aceleraram uma sistemática perseguição ao ex-presidente que culminou com a sua ilegal prisão no último dia 07 de abril.

    Portanto, o país tem, após décadas, um ex-presidente como novo preso político.

    Indignados, mas mobilizados contra essa violência, o movimento sindical e social brasileiro, juntamente com democratas, intelectuais, artistas e líderes religiosos desenvolvem, desde a prisão do ex-presidente Lula, intensa jornada pelo LULA LIVRE! Uma campanha que se amplifica pelo país e pelo mundo.

    Dentro dessa agenda, nós que integramos essa resistência democrática, conclamamos o movimento sindical, estudantil, social e democrático de todo o mundo a protestarem em frente às embaixadas do Brasil no próximo dia 23 de abril contra o arbítrio da prisão do ex-presidente lula. LULA LIVRE!

    São Paulo, 17 de abril de 2018.

    Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Nivaldo Santana, secretário de Relações Internacionais da CTB.

    Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial (FSM).


    Rafael Bogoni, secretário-executivo da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE).


    Antônio Barreto, presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebra
    paz).

    Portal CTB 

  • Andifes constata aumento de pobres e negros nas universidades federais com Lei de Cotas

    De acordo com levantamento feito pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), as classes D e E tiveram importante crescimento nas universidades federais entre 2010 e 2014 por causa das cotas sociais e raciais.

    “Tivemos uma mudança significativa no perfil dos estudantes, sobretudo depois da Lei das Cotas, o que comprova que o discurso de que só estudam filhos de ricos nas universidades federais, é um mito”, afirma Ângela Paiva Cruz, presidenta da Andifes.

    Em 2014, 66,19% dos alunos vinham de famílias com renda per capita de até R$ 1.320; em 2010, eram 44%. Já os estudantes de famílias com renda de até R$ 2.640 passaram de 40,66% para 51,43%, enquanto que, no patamar de renda entre R$ 7.920 e R$ 8.800 o índice de estudantes caiu de 6,57% para 2,96%.

    “As políticas afirmativas foram criadas para igualar as oportunidades. Para isso, é fundamental corrigir as distorções históricas que relegaram negros, índios e pobres, impedindo o ingresso deles no ensino superior”, diz Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “A partir deste estudo da Andifes nós poderemos trabalhar de forma mais eficiente para que os programas e ações em educação, tenham continuidade afim de produzir os efeitos esperados pela sociedade”, diz a coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Valorização das Universidades Federais, deputada Margarida Salomão (PT-MG).

    Para Cruz, “o mito de que a universidade federal é para elite está sendo destruído”. Mas ela faz uma ressalva porque para acabar com a “educação elitista” são necessários mais de 15% de jovens no ensino superior.

    Pela pesquisa, o Brasil conta com 17% dos jovens nas universidades, mas o número considerado ideal pela Andifes, seria a presença de 34% de jovens no nével superior. Importante também o crescimento da presença de alunos negros e pardos.

    Veja a pesquisa completa aqui.

    Em 1997 eram 2,2% pardos e 1,8% negros. Em 2014 esse número subiu para 47,57%, entre negros e pardos. “O levantamento mostra a importância das cotas para corrigir a discrepância entre pobres e ricos e negros e brancos nas universidades”, reforça Custódio.

    O levantamento comprova a bandeira do movimento estudantil de que os estudantes necessitam de ajuda de custo para se manterem nas universidades. De acordo com a Andifes, 45,72% dos estudantes disseram não ter mais do que 5 horas extras para estudar. Outros 42% responderam que a dificuldade financeira atrapalha o desempenho.

    Importante melhorar o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). “Sem a assistência fica difícil os jovens se manterem em seus cursos, porque precisam de transporte, alimentação e comprar seus materiais”, diz Custódio.

    Para a presidenta da CTB no Amazonas, Isis Tavares, a pesquisa da Andifes reforça a necessidade de os docentes atuarem com mais firmeza em defesa de seus direitos e de melhores condições estruturais para as escolas no país.

    De acordo com ela, os avanços aconteceram por causa da "muita luta dos docentes e estudantes e das políticas públicas criadas nos governos Lula e Dilma e que acora correm riscos de serem extintas".

    Tavares ataca também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016 que se aprovada, “acaba com o Plano Nacional de Educação e com toda as possibilidades de uma educação pública, com qualidade e liberdade”.

    Asssista o vídeo Alerta à sociedade: PEC 241/2016, com Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação 

     

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Até a Rede Globo reconhece que a democracia acabou no Brasil. Assista!

    Ao noticiar a prisão ilegal do ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega, e depois a revogação dessa prisão pelo juiz golpista Sergio Moro, o apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da TV Globo, foi translúcido e disse que "Mantega foi quem mais tempo ocupou o cargo de ministro da Fazenda durante a democracia no Brasil". Exatamente isso: "durante a democracia no Brasil", não precisa dizer mais nada.

    Assista Evaristo Costa em ato falho 

    Já no programa Painel, da Globonews, sobre a aceitação pelo juiz Sergio Moro da denúncia feita pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o ex-presidente Lula. A apresentadora Renata Lo Prete ficou com cara de taxo com a análise de Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo.

    "Todas as ações da Lava Jato de um modo geral são politicamente orientadas", disse. E a decisão de Moro de acatar o pedido do MPF visa, de acordo com Fornazieri, influenciar as eleições municipais deste ano, o movimento "Fora Temer" e atingir a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

    Veja o professor Fornazieri 

    Portal CTB

  • Ato Cultura pela Democracia reúne Lula e Chico Buarque no Rio de Janeiro hoje

    Quem estiver na capital fluminense nesta segunda-feira (11), pode ter o privilégio de acompanhar o ato Cultura pela Democracia, às 17h, na Lapa. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente ao lado de Chico Buarque e muitos artistas e intelectuais. Entre eles, já confirmaram presença Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, Fernando Morais, Gregório Duvivier e Letícia Sabatella. 

    Discurso de Chico Buarque no dia 31 de março em ato contra o golpe. Ele diz "não vai ter golpe. De novo não":

     

    Todos os setores da cultura brasileira participam ativamente de atos contra o golpe. Artistas de todos os matizes estão dando a cara a tapa, sem medo de ser feliz. Chico e Lula têm históricos na defesa das liberdades democráticas e nos direitos da classe trabalhadora.

    Beth Carvalho canta Não Vai Ter Golpe de Novo (música feita especialmente para a ocasião):

     

    O ato ocorre hoje, porque a Comissão de Impeachment, da Câmara dos Deputados, deve votar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) - que já tem gente dizendo que quem escreveu foi Eduardo Cunha -, favorável ao impedimento da presidenta Dilma, mesmo sem comprovação de nenhum crime praticado por ela.

    A Fundição Progresso será palco dos inúmeros espetáculos e se a lotação exceder, as pessoas poderão acompanhar por um telão que será montado nos Arcos da Lapa. Lula deve se pronunciar às 19h30. Depopis todos sairão em cortejo para o grande palco da Lapa, que reunirá o colorido dos blocos de carnaval, do samba, do forró e da MPB e a atitude do Hip Hop e do Funk.

    "Lula é o cara", disse certa vez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Chico Buarque se transformou numa das maiores referências culturais do país.

    Clipe de Vai Passar, que virou hino da redemocratização do país:

     

    Atos como esse estarão ocorrendo em todo o país, com inúmeros acampamentos em praças públicas contra o golpe. Grande parte de trabalhadores e trabalhadoras da cultura está engajada nessa luta em defesa da liberdade.

    Leia mais:

    João Bosco e Aldir Blanc convocam para ato em defesa da democracia no dia 11

    TV Poeira lança vídeo didático sobre o impeachment e suas consequências

    Artistas fazem ocupação permanente do Largo da Batata, em São Paulo, pela democracia

    Chico Buarque, Wagner Moura e Fernando Morais lançam manifesto e convocam para ato dia 11

    Em mobilização histórica, Brasil se levanta contra o golpe e pela democracia

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • Ato em defesa da democracia reúne milhares de pessoas em Itabuna

    Com o grito de “Não vai ter golpe!”, milhares de pessoas lotaram às ruas de Itabuna na última sexta-feira (18). O ato, convocado pela Frente Brasil Popular, reuniu, segundo os organizadores, cerca de 5 mil pessoas. Após ficarem concentrados no Jardim do Ó, homens, mulheres e crianças de todas as idades, seguiram em marcha pacífica até a Praça Adami, quando lideranças dos movimentos sociais e políticas discursaram sobre a atual conjuntura política nacional.

    No rosto e na expressão de cada um, a certeza e a consciência de defender, sobretudo, a soberania nacional e sua democracia. “O povo não é bobo”, dizia o cartaz de uma estudante. “Reveja a sua fonte de informação. Livros de história é uma boa opção”, falava outro cartaz.

    O presidente do Sindicado, Jorge Barbosa, foi uma das lideranças que discursaram na manifestação. “Está em curso à tentativa de golpe no nosso país, por isso, precisamos ir às ruas mais vezes, conversar com os nossos familiares e amigos, utilizar as redes sociais com inteligência e objetividade. Nós temos que conscientizá-los que o golpe é contra o povo brasileiro, contra o direito dos trabalhadores, acabar com os programas sociais, privatizar as estatais e entregar o patrimônio público, especialmente o pré-sal, ao capital estrangeiro. Vamos continuar firme nessa luta. Viva o povo brasileiro! Viva o Estado Democrático de Direito”, finalizou.

    Em Salvador, cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação em defesa da democracia que se iniciou no Campo Grande e encerrou na Avenida 7 de Setembro.

    Em todo o Brasil, o Ato em Defesa da Democracia e Contra o Golpe levou milhões de trabalhadores e trabalhadoras para as ruas, pedindo em uníssono a manutenção do mandato da presidenta Dilma Rousseff e da posse como ministro da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maior concentração foi em São Paulo, fechando completamente a Avenida Paulista, com 500 mil pessoas.

    Fonte: Seeb-Itabuna

  • Caminhada em defesa da democracia reúne 100 mil pessoas em Salvador

    O povo da Bahia deu mais uma demonstração de força. Cerca de 100 mil pessoas de todos os segmentos da sociedade e diversas cidades do estado se uniram em uma grande caminhada em defesa da democracia e o Estado democrático de direito na tarde desta sexta-feira (18/3), em Salvador. A praça do Campo Grande passou a ser ocupada no início da tarde, quando os manifestantes começaram a se reunir para protestar contra a tentativa de golpe orquestrado por setores conservadores da sociedade, com o apoio da grande mídia e de parte do Judiciário.

    Logo o local ficou lotado e a caminhada saiu em direção à praça Castro Alves, pintando de vermelho, verde e amarelo a avenida Sete de Setembro. O grito de “não vai ter golpe” era preponderante nas faixas, cartazes e falas das lideranças sociais, sindicais e políticas que se revezaram em cima do trio para chamar a atenção sobrea a necessidade de manter a mobilização e a resistência contra mais esta tentativa de ataque à democracia.

    O apelo ecoou nas ruas e muita gente que estava nas lojas e prédios de escritórios se uniram à caminhada ou acenaram bandeiras, manifestando apoio também à defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff e a nomeação do ex-presidente Lula como ministro chefe da Casa Civil.

    Todo o movimento social organizado participou da caminhada levando também as bandeiras com os direitos conquistados durante os anos de gestão progressistas no governo federal. Além do povo de Salvador, vieram caravanas de Jequiriçá, Pintadas, Monte Santo, Maragogipe, São Francisco do Conde, Barreiras, Camaçari, Valença, Juazeiro, Jaguarari, Bonfim, Adustina, Mutuípe, Valente, Santo Amaro, Riachão do Jacuípe, da Chapada Diamantina e do Baixo Sul.

    A CTB Bahia participou desde o início do processo de organização, mobilização e realização da atividade, convocada pela seção baiana de Frente Brasil Popular. Os sindicatos e dirigentes sindicais classistas formaram um grande bloco de trabalhadores em defesa de um país mais justo e com mais direitos para a população.

    “Hoje foi uma demonstração de que de fato o povo está disposto a lutar contra tentativa de golpe neste país. O fato de uma manifestação reunir 100 mil pessoas em um dia de semana é prova de que o povo está disposto a defender o mandato da presidente eleita. Principalmente por que nós sabemos, que o que eles querem é colocar o país a venda e entregar as nossas riquezas ao capital internacional. Tem ainda as decisões de um juiz parcial, que demonstrou a sua disposição de derrubar o governo. Para barrar isso é que o povo veio para as ruas dizer que não vai ter golpe”, comemorou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    CTB BA

  • Celso Amorim denuncia ofensiva do capital internacional em entrevista ao Portal CTB

    “Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional”, alertou o embaixador Celso Amorim em entrevista exclusiva concedida ao Portal CTB.

    Celso Amorim debate globalização, direitos e democracia em seminário internacional da CTB

    O diplomata e ex-ministro participa, na próxima quinta-feira (24), em Salvador (Bahia), do Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho” que antecede o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e reúne dirigentes sindicais de 29 países. 

    Amorim foi chanceler nos dois governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff. Na conversa, ele destacou, entre outros temas, a mudança na política externa brasileira a partir de 2003.

    Leia abaixo a íntegra da entrevista:

    Portal CTB: Durante os oito anos de governo Lula, o Brasil protagonizou a chamada política externa “altiva e ativa”. Como foi possível ter uma diplomacia independente do alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos?

    Celso Amorim: O Brasil é um grande país, quinto em território e população e uma das dez maiores economias do mundo (chegou a ser a sétima). Além disso, seu povo reflete uma pluralidade de origens que o torna especial aos olhos de outros. Talvez mais importante: com quase 17 mil quilômetros de fronteira e dez vizinhos, o Brasil não se envolveu em conflito armado na região por um século e meio. Tudo isso credencia o nosso país a ter uma ação forte e independente no cenário internacional. Esse foi o pensamento de Rio Branco, Rui Barbosa e San Tiago Dantas, cada um deles refletindo as realidades de suas épocas. A eleição do presidente Lula e a perspectiva de que o país voltasse a ter um período de crescimento, acompanhado, desta vez, de firme combate à desigualdade (sua maior chaga), elevou a autoestima do povo brasileiro, o que não poderia deixar de se refletir na política externa. Essa atitude desassombrada, aliada à capacidade de articular alianças com países e blocos, permitiu ao Brasil atuar com desenvoltura ímpar no cenário internacional, angariando respeito, mesmo daqueles que não pensavam como nós.

    Como estas políticas de integração regional, fortalecimento da relação Sul-Sul e a aproximação com países Árabes e da África favoreceram Brasil no cenário mundial?

    A integração da América do Sul foi uma prioridade do governo do presidente Lula, que se empenhou no fortalecimento do Mercosul e na constituição de uma Comunidade Sul-Americana de Nações (CASA), que resultou na Unasul. Também se empenhou em um mais amplo entendimento entre todos os países da América Latina e Caribe, convocando, pela primeira vez na história, uma cúpula dessas nações (CALC), realizada em Sauipe, na Bahia. Ao mesmo tempo, foram criados ou fortalecidos laços com países africanos e árabes, sempre que possível com o envolvimento dos nossos vizinhos, fato de que são exemplos a ASPA (Cúpula América do Sul-Países Árabes) e a ASA (Cúpula América do Sul – África). De igual importância foi a criação do Fórum IBAS, com a participação das três maiores democracias multiétnicas e multiculturais do mundo em desenvolvimento: Índia, Brasil e África do Sul. O IBAS está na raiz dos BRICS, até então uma mera sigla criada por um economista de um banco de investimentos. Todas essas articulações, entre outras (como aproximação com o Caribe), facilitaram a busca de objetivos comuns em fóruns como a Organização Mundial de Comércio (OMC) e as Nações Unidas, o que ensejou decisões favoráveis desses órgãos em temas de nosso interesse, bem como facilitou a eleição de brasileiros para cargos importantes em entidades como a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e a OMC.

    Depois de Honduras e Paraguai, o Brasil foi outra vítima do chamado “golpe suave”, agora a Venezuela está sendo fortemente atacada numa tentativa de desestabilização do governo de Nicolás Maduro. O que há por trás destes golpes e quais interesses em questão?

    As sociedades latino-americanas e caribenhas são marcadas por fortes desigualdades, provenientes em grande parte do sistema escravista que nelas prevaleceu por longo tempo. Além disso, suas elites econômicas e políticas guardam forte relação com os países centrais. Qualquer tentativa de romper com essa estrutura social desigual e o status de dependência nas relações internacionais gera reações. As situações mencionadas na pergunta guardam semelhanças, mas não são idênticas. No caso de Honduras, o presidente Manuel Zelaya, foi apeado do poder, segundo relatos, com um fuzil encostado a sua cabeça. O presidente Fernando Lugo, por sua vez, foi objeto de um golpe parlamentar em um momento em que se encontrava muito debilitado. O caso do Brasil é mais complexo: a derrubada da presidenta Dilma exigiu manobras sutis e prolongadas, que lhe pudessem dar alguma aparência de legalidade. Os indícios de interferência externa são muito claros nas três situações. No caso do Brasil (um processo ainda não terminado), o objetivo é barrar um projeto de país que, além de afetar interesses internos, foi percebido como potencial ameaça à hegemonia norte-americana na região e para além dela, dada a projeção que a diplomacia brasileira adquiriu na África, no Oriente Médio etc.

    Após o golpe no Brasil, várias medidas como a terceirização, a reforma trabalhista, a redução de programas sociais e a privatização de setores estratégicos estão sendo rapidamente aprovadas, na sua opinião há uma ofensiva do capital internacional?

    Há, sem dúvida, uma grande ofensiva do capital internacional, sobretudo o financeiro, que dispõe de poderosos aliados em nosso país, a começar pela grande mídia. Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional.

    Como fica a diplomacia brasileira no governo Michel Temer?

    Não fica.

    Érika Ceconi – Portal CTB
    Foto: Agência Brasil

  • Central sindical portuguesa defende democracia no Brasil

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) enviou uma mensagem, na última terça-feira (23), para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) em solidariedade ao povo brasileiro.

    A nota se refere ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorre hoje (24) em Porto Alegre, e denuncia a parcialidade da Justiça no caso.

    “Um rolo compressor da democracia que procura instrumentalizar politicamente o sistema de justiça num suposto combate à corrupção para impedir Lula da Silva de participar nas eleições presidenciais deste ano, negando-lhe o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal”, alerta o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra:

    Solidariedade com a luta em defesa da democracia e da soberania no Brasil

    O golpe institucional que afastou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil em 2016 fez parte do assalto do grande capital brasileiro e internacional às riquezas deste país, abrindo caminho a privatizações de grandes empresas estratégicas, ao desbaratamento de recursos naturais, à destruição de importantes conquistas laborais e sociais, a uma maior exploração do trabalho e ao empobrecimento dos trabalhadores e do povo.

    Com o golpe quiseram calar a voz de governos (Lula da Silva e Dilma Rousseff) que na região e no mundo se inseriram num rumo alternativo ao domínio do imperialismo, substituindo-a por um governo que faz eco dos seus interesses. O processo do Brasil é indissociável da campanha de assalto a conquistas democráticas e de afirmação soberana de direitos, de progresso e justiça social alcançadas pelos trabalhadores e os povos em vários países da América Latina.

    Um rolo compressor da democracia que procura instrumentalizar politicamente o sistema de justiça num suposto combate à corrupção para impedir Lula da Silva de participar nas eleições presidenciais deste ano, negando-lhe o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal – princípios básicos de uma ordem democrática reconhecidos em instrumentos internacionais de direitos humanos – condicionando dessa forma o processo e o resultado eleitoral. Um rumo reaccionário cuja concretização negaria o inalienável direito soberano do povo brasileiro de decidir o seu futuro livre de qualquer condicionamento interno e externo.

    A CGTP-IN junta-se à ampla campanha de solidariedade internacional e em defesa da democracia e da soberania no Brasil, reiterando aos trabalhadores, ao povo e ao movimento sindical deste país a solidariedade e o apoio na sua luta contra o golpe, em defesa dos seus direitos políticos, laborais e sociais, um rumo indissociável da candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais.

    Lisboa, 23 de Janeiro de 2018
    A Comissão Executiva

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Coletivo de juventude da CTB participa de reunião da jornada de lutas e planeja ações para 2018

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou, na última quarta-feira (10), no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, da primeira reunião da Jornada Nacional de Lutas da Juventude 2018.

    O encontro contou com a presença de jovens de diversas entidades que planejaram suas ações para este ano entre elas está a mobilização em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será julgado em segunda instância na próxima semana em Porto Alegre.

    "A juventude estará na luta, nas ruas e nos locais de trabalho pautando o fim do golpe, cobrando o retorno da democracia e o direito de Lula concorrer à presidência. A resistência não termina dia 24, pelo contrário, apenas se intensifica”, disse Anderson Guahy que integra o coletivo de juventude da CTB e representou a central no encontro.

    Para a secretária nacional de juventude da central, Luiza Bezerra, os jovens trabalhadores são os mais afetados com a agenda ultraliberal do governo Michel Temer e, por isso, estarão mobilizados e nas ruas em defesa da democracia.

    A próxima reunião da Jornada de Lutas será realizada na próxima quinta-feira (18), em Porto Alegre, onde serão feitos os encaminhamentos das ações do grupo. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 
    Foto: Patrícia de Matos 

  • Contra o estado de exceção, liberdade para Lula

    A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, representando os principais partidos e movimentos progressistas do país, repudiam o mandato ilegal de prisão contra o presidente Lula.

    A decisão tomada pelo juiz Sérgio Moro expressa mais uma etapa do golpe de Estado contra a democracia, as conquistas do povo brasileiro e a soberania de nossa nação.

    Prender o histórico líder da classe trabalhadora para impedi-lo de participar do processo eleitoral é o objetivo que mobiliza os setores mais reacionários do sistema de justiça, dos meios monopolistas de comunicação e das elites brasileiras.

    O bloco golpista, ao rasgar a Constituição de 1988 e recorrer à perseguição judicial contra o ex-presidente, tem como intenção implantar, a ferro e fogo, sua agenda antipopular, antinacional e antidemocrática.

    Seus porta-vozes forjaram um clima de intolerância e ódio, animando grupos neofascistas e incentivando a violência contra a esquerda e os movimentos sociais.

    A única resposta digna e patriótica contra essas agressões é a resistência.

    Desde a histórica cidadela dos trabalhadores brasileiros, em São Bernardo do Campo, convocamos todos os democratas a cerrarem fileiras em defesa da liberdade do presidente Lula e contra o arbítrio.

    Estamos ao lado do presidente Lula nessa batalha decisiva, juntos na luta por suas prerrogativas constitucionais, dispostos a resistir contra a truculência e a mesquinharia dos que tomaram as instituições de assalto.

    Estradas estão sendo bloqueadas. Mobilizações despontam nas principais cidades e regiões. Vários governos denunciam ao mundo os atropelos em curso.

    Convocamos todos a se somarem aos atos unitários programados para hoje e nos próximos dias em todo Brasil. E todos que puderem se dirigir imediatamente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

    Também orientamos a que sejam organizados comitês populares em defesa da democracia e da liberdade do presidente Lula.

    Não nos calaremos diante da injustiça.

    Contra as armas da tirania, os povos e os cidadãos têm o direito à desobediência e à rebelião.

    São Bernardo do Campo, 6 de abril de 2018

    Frente Brasil Popular

    Frente Povo Sem Medo

  • CTB a luta é pra valer: este 1º de Maio promete ser o maior da história

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) presente no grande ato do 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com Lula e Dilma para fazer este Dia do Trabalhador o maior da história do Brasil.

    Trabalhadores e trabalhadoras contra o golpe de Estado em marcha para devolver o poder à direita entreguista, antinacional e antipopular. Em todo o país, a CTB leva sua brava militância para as ruas em defesa da democracia.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb

    A hora é essa. Às ruas para mostrar que o Brasil não é uma “república de bananas”. Se a classe trabalhadora não tomar as ruas para defender suas conquistas e a democracia, a coisa pode ficar muito pior.

    A CTB se mantém firme na luta e defende a unidade de todas as forças democráticas e populares do país para construir uma frente ampla contra o golpe e para fazer o Brasil avançar rumo ao país dos sonhos e do futuro com liberdade, justiça e igualdade. #CTBALutaÉPraValer.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb 1

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Joanne Mota

  • CTB participa de ato em defesa da democracia que reuniu Lula, Chico Buarque e muitos artistas no Rio

    O ato Cultura pela Democracia está acontecendo no histórico palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, para acompanhar a votação do parecer da Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ex-presidente Lula e Chico Buarqueestarão no evento.

    “Estamos aqui para escrever um novo capítulo na história. Para o Brasil avançar. A democracia está nas mentes e corações. Queremos um país justo para todos os brasileiros e brasileiras”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Já a jovem presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, disse que é preciso preservar o que foi conquistado no país: "A gente conquistou tantas coisas nos últimos anos e é isso que está em jogo. Vamos barrar esse golpe para manter todos as nossas conquistas”.
    O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acredita que a virada virá com a unidade dos movimentos sociais nas ruas. “O jogo está virando e, no dia 17, vamos encher todas as ruas deste país”.

    arcos da lapa

                        crédito: Ronaldo Leite

    O dirigente da CTB e presidente do Partido Comunista do Brasil no Rio de Janeiro, João Batista Lemos, defende a necessidade de “unidade de todas as forças democráticas, progressistas e populares para o país retomar o crescimento”. 

    Em seu discurso, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, convoca todos a barrar o golpe. "Vamos barrar esse golpe capitaneado pela direita reacionária. Não vai ter golpe!”.

    Guilherme Boulos, da Frente Povo Sem Medo, reforça o coro contra o golpe e defende uma nova agenda para o país "sem esse ajuste fiscal e essa reforma da Previdência”.

    O vocalista dos Detonautas, Tico Santa Cruz, celebra a participação da classe artística no movimento em prol da democracia no país. É importante “o engajamento geral dos artistas que acreditam que esse impeachment é uma tentativa nítida de golpe e manipulação”.

    Portal CTB, com informações de Joanne Mota, do Rio de Janeiro

    Foto do destaque: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

     

     

  • Em defesa histórica, Cardozo escancara frágeis teses da acusação contra Dilma Rousseff

    Em um histórico discurso nesta terça-feira (30), José Eduardo Cardozo fez a defesa da presidenta Dilma Rousseff no Senado federal e rebateu os crimes alegados pela acusação, conduzida pelos advogados Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal, e que sustentam o processo de impeachment.

    Na primeira etapa de sua defesa, Cardozo comparou o julgamento de hoje com o que se deu durante a ditadura militar, quando Dilma, aos 19 anos, foi presa e torturada por seu ativismo político contra o regime. Cardozo destacou que no passado os militantes políticos eram presos, assassinados e torturados “pelo conjunto da obra”, já que na falta de uma acusação embasada, produziam-se pretextos.

    O mesmo recurso a que os senadores têm recorrido hoje, nas sessões do impeachment no Senado. Na falta de um crime e de provas, eles alegam como motivo maior para sua deposição "o conjunto da obra”.

    Golpe sem tanques

    “Hoje destituições de presidente não se fazem mais com tanques ou com armas. O que é um golpe? Golpe é uma destituição ilegítima de um presidente da República, pouco importando a forma ou o modus pelo qual ele é feito. Não se podia chamar tanques e armas. Criaram-se pretextos jurídicos, pretextos econômicos”, disse Cardozo.

    O objeto deste processo são três decretos de abertura de crédito suplementar e atrasos nas operações financeiras do Plano Safra. Cardozo rebateu ambos em detalhes, explicando as injunções políticas utilizadas nos processos para transformar ações regulares, como os decretos suplementares, realizadas normalmente nas gestões de Lula e de FHC, nos últimos 20 anos, em ações criminosas.

    E ainda lançando mão da retroatividade. Já que a acusação argumenta que Dilma, ao emitir decretos em julho de 2015, descumpriu resolução só aprovada em outubro deste mesmo ano, que alterou a norma. É mais ou menos como mudar a regra do jogo no meio do jogo e punir o jogador por infração retroativamente.

    Justiça retroativa

    Para explicar os decretos, Cardozo citou a Lei de Responsabilidade Fiscal, do ano 2000. “Entende-se que os decretos podem ser baixados, se eu fizer a compatibilização com a meta. De que forma? Através de decretos de contingenciamento. Que estão previstos onde? No art. 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal. Por quê? Porque, como o contingenciamento limita o gasto, a autorização de acréscimo do gasto não tem efeito fiscal e não afeta a meta fiscal. E para viabilizar tudo isso, foi feito um procedimento técnico, adotado há mais de uma década, por pareceres técnicos que examinam se há compatibilidade ou não. Isso chega como um despacho burocrático para a Senhora Presidenta da República, com os pareceres dizendo: ‘Olha, esse decreto não afeta a meta’. Isso está aprovado nos autos.” E foi exatamente como ocorreu, até que a norma fosse alterada três meses depois. 

    Sobre as chamadas pedaladas fiscais, que se referem ao Plano Safra, de investimento na agricultura familiar, agronegócios e pequenos agricultores, Cardozo argumentou que não ali nenhuma operação de crédito do governo com os bancos públicos, mas simplesmente um atraso no pagamento, que foi devidamente pago posteriormente. Ele refuta a afirmação de que foi firmado um contrato de crédito entre as partes. 

    "Vocês já viram atraso de pagamento virar novo contrato? Eu nunca vi. Eu atraso um pagamento, "ah, virou um novo contrato". É o mesmo contrato atrasado. Se o empregador atrasa o pagamento do empregado, isso não é um novo contrato. É o atraso do primeiro. É o que aconteceu. É um atraso. Criou-se que esse atraso de pagamento é uma operação de crédito. Sabem por quê? Para dizerem que isso é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para proibirem isso não para o futuro, mas para o passado! ", disse Cardozo.

    Cardozo também exibiu provas de que o Tribunal de Contas da União analisou em 2009 a mesma tabela de créditos adicionais, e que não viu irregularidade e a aprovou. Ele leu trecho do documento, o mesmo que está anexado nos autos do processo. "E se aprovou é por quê? Porque estava certo, a seu ver. Isso em 2009. Se em 2015 entendeu que não estava mais certo, o que aconteceu? Mudança de opinião. Há alguma dúvida nisso?". 

    Mesmo sem existirem dúvidas em relação à possibilidade de crime de responsabilidade neste processo, os senadores continuam dando mostras de que seguirão firme em seu propósito condenatório. Cardozo invocou a Justiça da História, que irá retificar no futuro os graves erros do presente, se o impeachment se confirmar.

    Assista ao pronunciamento na íntegra:

    Portal CTB - foto: Geraldo Magela/Agência Senado

  • Entidade sindical do Paquistão condena tentativa de golpe no Brasil

    Em nota enviada para a CTB, a Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU, sigla inglês), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), condena as tentativas de golpe pelas forças conservadoras no Brasil.

    Os paquistaneses denunciam que este ataque contra a democracia “não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos”, diz o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra: 

    A Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU) condena os movimentos golpistas das forças de direita brasileira que nunca perdoaram a opção feita pela luta contra a pobreza e a natureza social das reformas dos governos Lula e Dilma em favor dos trabalhadores e da maioria das pessoas.

    Esse ataque sem precedentes, que visa o retorno do Brasil a uma situação de instabilidade permanente para facilitar a ascensão da burguesia ao poder não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos, para reverter e até mesmo destruir os processos de transformação econômica, social e progressiva da política em toda a América Latina.

    A APFUTU em nome dos trabalhadores que representa no Paquistão, envia sua solidariedade com o movimento sindical, os trabalhadores e as pessoas do Brasil na sua luta que eles estão desenvolvendo na defesa de seus trabalhos e das conquistas sociais, da democracia e do desenvolvimento seu país.

    Com Unidade,

    Azam S Zia, All Pakistan Federation of United Trade Unions (APFUTU)

    Portal CTB 

     

  • FMI volta ao comando e recomenda: encolher o salário mínimo, limitar gastos e acelerar reformas

    O famigerado receituário do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a estampar o noticiário dos jornais brasileiros. Após missão oficial ao país, nesta sexta-feira (29) foi divulgado o relatório produzido pela instituição sobre a situação da economia brasileira.

    Entre outras medidas, as autoridades monetárias recomendaram a revisão da fórmula para cálculo do salário mínimo (para baixo, naturalmente), a aprovação de um teto para os gastos públicos (PEC 241) e as reformas previdenciária e trabalhista no Brasil. Além de uma sugestão: promover condições "mais atraentes aos investidores estrangeiros".

    Encolhendo o salário

    Sobre o salário mínimo, o relatório indica: "A fórmula para as revisões do salário mínimo afeta o crescimento de pensões e outros benefícios e é, portanto, uma grande fonte de pressão fiscal no médio prazo. O vínculo entre benefícios sociais e o salário mínimo merece revisão, enquanto a fórmula do salário mínimo deveria ser revisada para melhor refletir as melhoras em produtividade".

    Atualmente, a atualização do salário mínimo no Brasil eleva o rendimento acima da inflação. Leva em conta o IPCA do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e riquezas produzidos em um país, de dois anos atrás. Em 2015, o Congresso Nacional aprovou a fórmula com vigência até 2019.

    Esta medida adotada no primeiro governo Lula é responsável por uma valorização recorde do salário mínimo no país, uma das grandes conquistas das últimas gestões populares e progressistas de Lula e Dilma Rousseff. 

    PEC 241

    No comunicado, o FMI também considera acertada a intenção do governo de controlar os gastos públicos. A proposta do Palácio do Planalto é limitar os gastos à inflação do ano anterior, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241.

    Para o fundo, "a aprovação e imediata implementação do teto de gastos  (…) ajudaria a melhorar a trajetória do gasto público no longo prazo e permitiria a estabilização e eventual redução da participação da dívida pública no PIB". E o arrocho avança no detalhamento feito pelo relatório para os estados:

    "A trajetória ascendente dos gastos em muitos estados, incluindo alguns dos maiores, precisa ser contida por meio da adoção de uma regra similar à proposta pelo governo federal", defendeu o organismo internacional.

    Previdência

    Com relação à Previdência Social, o FMI defendeu uma reforma ampla, incluindo a modificação das regras para idade. "No interesse da prudência fiscal, bem como da equidade e justiça, a reforma deveria abranger os regimes para empregados do setor público em todos os níveis do governo", afirma o comunicado.

    O organismo é favorável ainda a que o Brasil faça uma série de reformas estruturais, incluindo a trabalhista. Outras reformas estruturais propostas são mudanças regulatórias para tornar o programa de concessões "mais atraente a investidores", de acordo com o relatório, para resolver os gargalos de infraestrutura. O FMI defende também uma abertura da economia, com redução de tarifas e barreiras não tarifárias.

    E o relatório conclui com uma vaga referência aos segmentos menos favorecidos: "Para mitigar o impacto das mudanças sobre os pobres, o pacote de reforma deveria incluir disposições destinadas a proteger os mais vulneráveis".

    Portal CTB com Agência Brasil 

  • Frei Betto participa de homenagem a Fidel Castro nesta sexta (19)

    O teólogo brasileiro Frei Betto participará da homenagem pelos 57 anos do triunfo da Revolução Cubana e do 90º aniversário de seu líder, Fidel Castro, que ocorrerá nesta sexta-feira (19), na Câmara Municipal de São Paulo. 

    Amigo de Fidel, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e integrante do primeiro mandato do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Frei Betto é autor do livro “Fidel e a Religião”.

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    Ele confirmou sua presença na atividade desta sexta organizada pelos partidos PCdoB, PSOl, PT, PSB e PDT, e que terá a participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    No dia 13, a CTB celebrou o aniversário de Fidel Castro com uma grande comemoração em São Paulo que foi saudada pela Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), por meio de uma nota enviada à central sindical brasileira.

    Serviço:

    90 anos de Fidel Castro e 57 anos de Cuba Livre do Imperialismo

    Data: dia 19/08 - sexta-feira
    Local: Câmara Municipal de São Paulo, plenário 1º de Maio (Viaduto Jacareí,100)
    Horário: das 15 às 18 horas

    Portal CTB 

  • Golpe traz de volta FMI, arrocho e recessão

    O dia 31 de agosto de 2016 entra para a história como a data em que a elite ataca a democracia para acabar com o projeto de governo a favor do povo que vinha ocorrendo nos últimos 14 anos.

    Esse golpe, disfarçado de impeachment, nada mais é do que uma farsa para banir os direitos do povo brasileiro. Um ataque direto aos direitos trabalhistas e sociais, conquistados com os governos Lula e Dilma. Mais ainda querem aniquilar os programas sociais, de distribuição de renda.

    O projeto do governo sem voto, acarretará perdas de conquistas históricas da classe trabalhadora. Pretendem liquidar direitos sociais e individuais, pelos quais as mulheres, os negros e negras, os povos indígenas e a comunidade LGBT verão suas conquistas irem para o ralo com essa elite branca e rica no poder.

    Já começam com a intenção de privatizar o ensino médio e superior na educação. Além de intencionarem impor o projeto “Escola Sem Partido” (saiba mais aqui), que nada mais é do que a imposição do fascismo, da falta de diálogo e do obscurantismo em salas de aula, tirando da juventude, essencialmente a mais pobre, a oportunidade de um desenvolvimento pleno, onde a cognição e a emoção caminhem lado a lado para a formação se um adulto completo, generoso e solidário.

    Acabar com as cotas sociais e raciais nas universidades também trará um prejuízo enorme aos negros e negras, aos pobres e aos povos indígenas. A elite não engoliu a adoção das cotas, que elevaram o número de negros nas universidades como nunca se viu (leia mais aqui).

    Composto por 80% de homens brancos, o Senado Federal cassou a presidenta Dilma para pôr fim às políticas de combate à pobreza, que melhorou a vida de mais de 40 milhões de pessoas, criando políticas públicas para promover acesso à cultura, educação, saúde, moradia, enfim uma vida digna para todos e todas.

    Fundamental neste momento a união de negros e negras com as forças democráticas para combater esse golpe nas ruas e nas redes todos os dias, todas as horas e segundos. Não tem arrego. Essa luta é nossa, por nós e pelas gerações futuras.

    Esse golpe parlamentar-jurídico representa trazer novamente para a vida dos brasileiros e brasileiras o fantasma do Fundo Monetário Internacional com sua receita de arrocho salarial, fim dos direitos trabalhistas e forte recessão na economia.

    Por isso, conclamamos todos e todas à luta. Não vamos permitir que manchem novamente a bandeira brasileira com o sangue de nossa juventude. Lutar sempre!

    Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB

     

  • Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila: Um atentado à democracia

    Manuela, Lula e Boulos em ato pela democracia (Foto: Ricardo Stuckert)

    Os tempos em que vivemos representam o maior ataque à democracia desde o fim da ditadura militar. O golpe parlamentar que colocou Temer no poder, a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes e a ofensiva contra Lula, do atentado a sua caravana à absurda e ilegal decisão de prendê-lo, exigem unidade da esquerda pela defesa da democracia e contra a escalada de violência fascista no país.

    Como pré-candidatos à Presidência, temos clareza de que diferenças programáticas para as eleições não impedem nossa unidade como reação ao momento sombrio atual.

    A face mais visível da luta democrática no país é a defesa irrestrita da liberdade do ex-presidente e, para além disso, do seu direito de ser candidato nas eleições presidenciais deste ano. Lula é a maior liderança social do Brasil. Tirá-lo do jogo político é um visível casuísmo eleitoral. Essa luta não é apenas daqueles que concordam com as posições de Lula e do PT.

    O alcance da ofensiva é muito mais amplo. Enganam-se aqueles que pensam que eles sejam os únicos alvos dessa prisão. Isso faz parte de um ataque contra o campo progressista e os direitos sociais. Não começou com Lula e não terminará com ele.

    A decisão apequenada do Supremo de legitimar até aqui uma medida inconstitucional, como é a prisão em segunda instância antes do trânsito em julgado, ameaça a presunção de inocência e o direito à ampla defesa de todo cidadão. Sem falar em mais uma ilegalidade do juiz Sergio Moro ao expedir um mandado de prisão antes de se esgotarem todos os recursos.

    Lula não está acima da lei. Nem ele, nem nenhum de nós. Nem mesmo os juízes que o condenaram e os ministros que negaram o fiel cumprimento da Carta. Mas ele tampouco está abaixo da lei. Foi condenado sem provas; seu julgamento em segunda instância foi acelerado só para inviabilizar sua candidatura, buscando resolver as eleições no tapetão do Judiciário.

    A chicana procedimental da ministra Cármen Lúcia negou-lhe o justo direito de recorrer em liberdade. A prisão tenta calar sua voz, enfraquecer as esquerdas e perpetuar o golpe de 2016.

    É um escárnio ter um mandado de prisão contra Lula sem que haja nenhuma prova que o comprometa, ao mesmo tempo em que Temer foi flagrado em gravações nada republicanas no porão do Palácio e seu assessor direto foi filmado correndo com malas de dinheiro nas calçadas de São Paulo.

    Ou ainda Aécio Neves, que teve seu pedido escandaloso de dinheiro a Joesley Batista ouvido por todos os brasileiros, chegando a insinuar a morte de um possível delator de seus crimes. Temer segue no Planalto e Aécio, no Senado. De um lado, provas sem punição; do outro, punição sem provas.

    Defendemos que casos de corrupção devem ser investigados e punidos, mas é preciso tomar cuidado com o discurso que se vale do pretenso combate para destruir adversários políticos. Quando juízes se portam como chefes de partido, não se pode falar em justiça.

    Se queremos combater a corrupção, temos que levantar a bandeira de uma profunda reforma política, afastando o poder público da influência do poder econômico e aproximando o povo das decisões.

    Do contrário, trata-se tão somente de alimentar o sentimento de desesperança nas saídas políticas de uma maneira perigosa, abrindo assim as portas para soluções de cunho fascista sem nenhum compromisso com a democracia e as liberdades constitucionais.

    É urgente a construção de uma unidade democrática contra a prisão arbitrária de Lula, a escalada da intolerância política e a garantia de eleições livres. Nessa mesa devem ter assento aqueles que, ante a barbárie, põem-se ao lado da democracia.

    A defesa da liberdade de Lula é um divisor de águas nessa batalha. Não deixaremos as ruas e a luta. Para além das eleições, é o futuro do Brasil que está em jogo. Enfrentaremos as injustiças, de toga ou de farda. Lula livre!

    Guilherme Boulos é coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), é pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL

    Manuela D'Ávila é deputada estadual pelo PCdoB no Rio Grande do Sul, é pré-candidata do partido à Presidência da República

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Hoje, no Rio de Janeiro, ato Cultura pela Democracia reúne Lula e Chico Buarque

    Quem estiver na capital fluminense nesta segunda-feira (11), pode ter o privilégio de acompanhar o ato Cultura pela Democracia, às 17h, na Lapa. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente ao lado de Chico Buarque e muitos artistas e intelectuais. Entre eles, já confirmaram presença Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, Fernando Morais, Gregório Duvivier e Letícia Sabatella. 

    Discurso de Chico Buarque no dia 31 de março em ato contra o golpe. Ele diz "não vai ter golpe. De novo não":

     

    Todos os setores da cultura brasileira participam ativamente de atos contra o golpe. Artistas de todos os matizes estão dando a cara a tapa, sem medo de ser feliz. Chico e Lula têm históricos na defesa das liberdades democráticas e nos direitos da classe trabalhadora.

    Beth Carvalho canta Não Vai Ter Golpe de Novo (música feita especialmente para a ocasião):

     

    O ato ocorre hoje, porque a Comissão de Impeachment, da Câmara dos Deputados, deve votar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) - que já tem gente dizendo que quem escreveu foi Eduardo Cunha -, favorável ao impedimento da presidenta Dilma, mesmo sem comprovação de nenhum crime praticado por ela.

    A Fundição Progresso será palco dos inúmeros espetáculos e se a lotação exceder, as pessoas poderão acompanhar por um telão que será montado nos Arcos da Lapa. Lula deve se pronunciar às 19h30. Depopis todos sairão em cortejo para o grande palco da Lapa, que reunirá o colorido dos blocos de carnaval, do samba, do forró e da MPB e a atitude do Hip Hop e do Funk.

    "Lula é o cara", disse certa vez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Chico Buarque se transformou numa das maiores referências culturais do país.

    Clipe de Vai Passar, que virou hino da redemocratização do país:

     

    Atos como esse estarão ocorrendo em todo o país, com inúmeros acampamentos em praças públicas contra o golpe. Grande parte de trabalhadores e trabalhadoras da cultura está engajada nessa luta em defesa da liberdade.

    Leia mais:

    João Bosco e Aldir Blanc convocam para ato em defesa da democracia no dia 11

    TV Poeira lança vídeo didático sobre o impeachment e suas consequências

    Chico Buarque, Wagner Moura e Fernando Morais lançam manifesto e convocam para ato dia 11

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • Jornal Guardian publica carta de apoio a Lula com lideranças britânicas; leia em português

    O jornal britânico The Guardian publicou, na última sexta-feira (13), uma curta carta em que denuncia a perseguição política cada vez mais clara ao ex-presidente Lula. O texto, assinado por políticos, acadêmicos e ativistas da Grã-Bretanha, chama o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff de “remoção anti-democrática” e condena as práticas ilegal recorrentes da Operação Lava Jato na tentativa de remover Lula da vida política brasileira.

    Confira a tradução:

    “Depois da remoção anti-democrática de Dilma Rousseff como presidenta do Brasil, através de um processo que viu 62 senadores reverterem os votos de 54 milhões, houve uma campanha de difamação sem precedentes contra o ex-presidente Lula. Esse ‘julgamento por mídia’ é uma tentativa de impedir Lula de participar do processo político. Sendo uma figura altamente popular por suas reformas que tiraram milhões da pobreza, Lula é considerado um possível candidato nas eleições de 2018. Investigando Lula, procuradores foram incapazes de encontrar qualquer atividade ilegal. Apesar disso, eles o submeteram a várias constrangimentos e detenções, levando à instalação de uma investigação na ONU devido às preocupações de que seus direitos teriam sido infringidos. Nós, subscritos, nos opomos a essa campanha concertada contra Lula, e prestamos solidariedade para aqueles lutando pela democracia e pelo progresso social no Brasil.


    Chris Williamson, ex-membro do Parlamento e membro do Partido Trabalhista
    Roger Godsiff, membro do Parlamento Britânico
    Grahame Morris, membro do Parlamento Britânico
    Elaine Smith, membro do Parlamento Escocês
    Neil Findley, membro do Parlamento Escocês
    Baronesa Jean Corston
    Lord Martin O’Neill
    Lord David Lea
    Len McCluskey, secretário-geral da central Unite the Union
    Tim Roache, secretário-geral da central GMB
    Kevin Courtney, secretário-geral da NUT
    Manuel Cortes, secretário-geral da TSSA
    Mick Whelan, secretário-geral da Aslef
    Ronnie Draper, secretário-geral da BFAWU
    Roger McKenzie, secretário-geral assistente da Unison
    Owen Tudor, chefe de relações internacionais e europeias da TUC
    John Hendy, advogado do Queen’s Council
    Ann Pettifor, economista
    Dr. Julia Buxton, professora de políticas públicas na Central European University
    Dr. Francisco Dominguez, chefe de estudos latino-americanos da Middlesex University
    Salma Yaqoob, ativista
    Matt Willgress, editor da página No Coup in Brazil”

    Portal CTB

  • Juiz que impediu posse de Lula é o retrato da elite que se aparelhou no Judiciário; veja histórico

    Não há como negar que o juiz federal de primeira instância Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, tenha tomado os noticiários hoje. Ao emitir decisão liminar impedindo a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como Ministro da Casa Civil, Catta Preta jogou ainda mais gasolina na coluna de fogo em que transformou Brasília nesta semana. No parecer, ele alega que o ingresso de Lula acontece à luz das investigações da Lava-Jato, algo que o governo nega com veemência.

    A Internet, sendo Internet, demorou apenas algumas horas para descobrir o intenso anti-petismo que Catta Preta nutre em sua vida particular. Sabe-se agora que o juiz não apenas participa das passeatas pelo impeachment desde o início, como também se diz grande fã de Ronaldo Caiado (PSDB-GO), senador que já foi cassado e que responde a processos diversos por uso de trabalho escravo em seus latifúndios, entre outros.

    Trata-se de um pessoa sob extrema suspeição.

    O histórico de Catta Preta também foi levantado, e revela uma personalidade altamente alinhada com interesses do empresariado, com decisões que até mesmo interromperem o pagamento de impostos. Está, portanto, plenamente afinado com o público que promove hoje o golpe de Estado, e seu histórico comprova essa análise. Confira:

    Acabou com a multa para demissões desmotivadas - Em 2014, Catta Preta tornou-se famoso entre advogados trabalhistas por emitir decisão que isentava a Camargo Corrêa a cobrança do adicional de 10% sobre o valor da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de dispensa do funcionário sem justa causa. A decisão abriu precedente para que outras empresas pudessem usar do mesmo recurso, facilitando demissões sumárias por todo o país.

    Contra o CADE e a Lei dos Genéricos - Em 2011, o juiz proferiu sentença anulando decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que condenava 21 laboratórios por terem montado um cartel contra a entrada de medicamentos genéricos no Brasil. A decisão havia sido anteriormente validada pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. Catta Preta permitiu que o grupo continuasse com suas atividades desimpedidas.

    Distribuiu os aumentos na energia elétrica para consumidores, mas isentou geradoras - Em 2013, os geradores de energia venceram disputa com o governo relativa a custos adicionais de operação das termelétricas - cifras que atingiam bilhões de reais. Catta Preta Neto era o responsável pelo caso, e sustou os efeitos de decicões tomadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que havia determinado o rateio dos custos entre todos os agentes do setor elétrico, inclusive geradores. O juiz alegou à época que todos os custos, inclusive de natureza operacional, fossem pagos pelos consumidores finais, mesmo em meio à maior crise de baixa dos reservatórios hidrelétricos até então.

    Livrou as teles de contribuir com a cultura nacional - Já em 2016, o magistrado levou seu viés corporativista para a área da produção audiovisual. Diante de um processo aberto pelo SindiTelebrasil, entidade que representa as operadoras de telecomunicações, ele expediu liminar que estancou o repasse da taxa sobre exploração comercial de obras audiovisuais à Ancine (Agência Nacional do Cinema). Trata-se da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), criada para fomentar o mercado audiovisual brasileiro com iniciativas de formação de mão de obra qualificada, preservação do acervo, cineclubismo, desenvolvimento de novas linguagens e talentos, entre outros. A reação dos cineastas e produtores foi dramática.

    Para somar injúria ao dano, a decisão de Catta Preta se deu por conta de um reajuste de 28,5% no valor da taxa, autorizado pelo Ministério da Fazenda e que representaria quase R$ 200 milhões anuais em fomento aos profissionais do setor. Apesar da alta cifra, o aumento representaria apenas 0,4% do faturamento conjunto das operações de telefonia e internet do país, que gira em torno de R$ 230 bilhões. A Advocacia Geral da União luta hoje para reverter esse quadro de favorecimento.

    Manteve procuradora ligada a contrabando no MP, peitando Rodrigo Janot - Em 2012, a procuradora da República Gisele Bleggi Cunha foi afastada da função depois que a maioria dos membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) atestou a prática de contrabando por sua parte. Catta Preta, “para defender uma garantia do povo brasileiro”, negou o afastamento com uma decisão liminar que apontava um detalhe técnico como argumento: apesar das provas, a decisão do Conselho havia sido dada alguns meses depois do período probatório de dois anos. Além do contrabando, Cunha seria afastada por excesso de faltas, e “misturar interesses institucionais com familiares”.

    Um detalhe curioso é que o procedimento era movido, à época, pelo então subprocurador-geral da República Rodrigo Janot, o mesmo que hoje conduz a Procuradoria-Geral da República. O mundo dá voltas.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • Lula trará agenda positiva para empresários e trabalhadores como ministro, diz economista

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado no dia 16 de março como o novo ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. Depois que o juiz Itagiba Catta Preta Neto emitiu uma liminar suspendendo sua nomeação, foi a vez do ministro do STF Gilmar Mendes. O governo ainda recorre na plenária do Supremo.

    Em seu blog no site da revista Exame, da editora Abril, o economista Gilson Schwartz publicou no mesmo dia 16 um texto apontando que Lula poderia formalizar uma segunda “Carta aos Brasileiros”, documento de 2003 que acalmou os agentes do mercado nacional e costurou a política econômica dos primeiros anos do petismo no poder. Gilson Schwartz trabalhou como economista-chefe de Henrique Meirelles — cotado por Lula para o comando do Ministério da Fazenda.

    O DCM conversou com ele para saber sobre a influência de Lula na atual situação e o que há por trás dessa perspectiva mais otimista.

    Você diz que Lula no Ministério da Casa Civil poderia resultar numa “Carta aos Brasileiros 2”? Por que isso aconteceria?

    A paralisia econômica e política têm muitas causas, mas sair desse estado de coisas exige a reconstrução da confiança. Ao menos do ponto de vista econômico, isso acontece quando são alteradas as convenções e as expectativas. Vários economistas, inclusive o Delfim Netto, falaram sobre a necessidade de uma reconstrução de expectativas. É a tal agenda de reformas. Se tudo não passar de jogo de cadeiras e recomposição ministerial, sem um programa de longo prazo, jogaremos água na fervura.

    O ministro Gilmar Mendes diminuiu as chances de participação de Lula no governo. O ex-presidente poderia influenciar por outras vias?

    Poderia. Explicitamente agora, Lula é “o cara”, como dizia Obama. Mais do que nunca é importante deixar claro a natureza política, e não jurídico-criminalística, da participação dele na redefinição de rumos do governo e da política econômica. Agora se ele entrar formal ou informalmente e nada mudar, inclusive nos titulares de Fazenda e Banco Central, aí fica complicado, não é?

    Diversos veículos de imprensa ventilam Henrique Meirelles na Fazenda ou no Banco Central por causa de Lula. Tendo trabalhado com ele, é realmente um aceno positivo aos mercados?

    Minha experiência com ele foi na condição de economista-chefe do BankBoston. Não trabalhei no Banco Central porque ele não quis levar pessoas do mercado, que tinham atuado diretamente com ele, para as funções lá. As opiniões de Henrique Meirelles são conhecidas por suas intervenções periódicas na imprensa.

    O seu retorno ao governo, em qualquer posição, fortalece a hipótese de uma sinalização firme de compromisso com estabilidade de preços, sem dúvida. Ele trará responsabilidade fiscal e internacionalização da economia brasileira.

    Você compara o ex-presidente Lula com Getúlio Vargas ao escrever que “é aquela estratégia conhecida como o modelo do violinista: segurar com a esquerda, mas tocar com a direita”. Ele vai reatar com empresários e banqueiros?

    A comparação é para ilustrar a hipótese de fortes reformas estruturais, institucionais e na regulação, com ênfase no potencial de recuperação do crescimento econômico. Faria isso sem comprometer os princípios de sustentabilidade que são essenciais para a reconstrução da confiança empresarial e financeira. Como Getúlio Vargas, talvez o ex-presidente Lula tenha ainda essa capacidade de costurar uma agenda não apenas nas coalizões partidárias, mas em cenários de longo prazo com ganha-ganha tanto para os capitalistas quanto para os trabalhadores.

    No meu artigo, cito uma nota do Edmar Bacha que, há mais de uma década, diante da chegada de Lula e do PT ao poder, indicava o potencial de alinhamento entre reformas e crescimento econômico num governo de esquerda. Essa oportunidade está presente agora e não deveria ser perdida no Brasil.

    O mercado tem medo que o governo utilize 372 bilhões de dólares de reservas para melhorar a economia. A presidente nega. Você acha que existe a possibilidade?

    Acho nula essa possibilidade. Reservas internacionais são como a bomba atômica, porque existem para evitar a guerra cambial e atuam sobre convenções e expectativas. Usá-las para pedalar seria um tiro no pé.

    Quais são suas perspectivas para o câmbio no curto e no longo prazo pós-Lula no ministério?

    Já ocorreu o ajuste cambial. Dependendo das mudanças na área econômica, existe agora até mesmo o potencial de uma nova pressão pela valorização do real. Levando em conta que o debate em torno da elevação dos juros nos EUA continua, no longo prazo será possível reduzir muito rapidamente os juros e evitar que um novo ciclo de otimismo nos coloque novamente numa situação cambial incômoda. Essa situação pode acontecer, digamos assim, até o fim do mandato de Dilma.

    Você me falou no começo deste ano que está desenvolvendo, com Marcelo Petersen Cypriano, uma saída da recessão brasileira ainda em 2017. Lula contribui para este cenário?

    Vamos apresentar nossos cenários no final de abril em seminário na FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Desde o final do ano passado, com base apenas em dados econômicos, defendemos um cenário mais otimista que a média do mercado. Dependendo da nova equipe e do compromisso com reformas estruturais que relancem um cenário de longo prazo, o retorno de Lula pode tornar ainda mais rápida a recuperação.

    Há possibilidade do governo Dilma cair? Se sofrer impeachment, há alguma previsibilidade econômica neste contexto?

    Nosso cenário político tem sido menos catastrófico que a média do mercado e é muito evidente, entre as opiniões na grande imprensa das últimas semanas, que ganharam peso as visões de uma incerteza ainda maior no caso do impeachment prosperar. Com a retomada da iniciativa política do PT, reforma ministerial e garantias absolutas de respeito ao Estado de Direito e às instituições da República, acho que os corruptos serão capturados e condenados.

    É possível dizer que economistas que refletem pensamento de curto prazo estão afetando negativamente as perspectivas do país?

    Houve erros de timing, houve corrupção, houve excessos na gestão da política econômica de inflação da demanda no curto prazo, em boa medida porque era inevitável uma subordinação do governo à lógica da reeleição. Daí a acreditar que o mundo acabou e o Brasil vai perder uma década houve exagero entre economistas, políticos e comentaristas.

    Mas não é apenas o Brasil que enfrenta dificuldades. Quando se olha para a economia norte-americana, que também passa pelo seu próprio ciclo eleitoral, o horizonte já não é de uma década perdida.

    O pensamento de longo prazo segue otimista mesmo com crise em outros países?

    China, Rússia, EUA, União Europeia… todos estão em movimento, de juros negativos a rearranjos políticos. Ninguém está olhando a crise passivamente. Se o governo Dilma, com Lula, sair da lógica de curto prazo e reconstruir uma visão de futuro, indicando claramente por onde o Brasil voltará a brilhar.

    Isso envolve rediscutir metas e prioridades. Vamos todos ostentar nosso orgulho verde e amarelo, mas para torcer por nossos atletas nos Jogos Olímpicos.

    Por Pedro Zambarda, do Diário do Centro do Mundo

  • Lula: "O governo precisa tomar a iniciativa. O emprego precisa ser uma obsessão"

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um café da manhã com blogueiros na manhã desta quarta-feira (20), em São Paulo, na sede de seu Instituto. Ao longo de cerca de três horas, Lula falou sobre combate à corrupção, a situação econômica do país e suas sugestões para superar a crise, o momento político da presidenta Dilma e do PT, entre outros temas. Você pode ler o resumo do encontro no site do Instituto Lula.

    Lula falou sobre a importância de preservar o crescimento econômico para manter o desenvolvimento atingido nos últimos 13 anos, e ressaltou o papel do governo neste processo: “Se o governo não está pondo dinheiro [na economia], porque o empresário vai por? O governo precisa tomar a iniciativa. Você precisa escolher o que fazer, com investimento público. Precisamos de uma forte política de financiamento, temos muitas obras inconclusas que precisam ser terminadas”, disse, e ressaltou o Plano de Investimento em Logística, nesse sentido. “Não existe nada mais edificante para um ser humano do que ser capaz de prover seu próprio sustento. O jovem está ansioso para trabalhar. O emprego precisa ser uma obsessão para nós”, continuou.

    O líder petista sugeriu que a presidenta reintroduza políticas de crédito e financiamento no curto prazo, com objetivo de reaquecer o consumo e os investimentos de forma imediata, seguidas de amplos investimentos em infraestrutura, articulando o movimento sindical e os empresários num pacto de crescimento. “Se a gente fizer tudo isso, a gente faz a roda da economia girar. Aí o governo vai arrecadar mais, e ter mais capacidade de investimento”, explicou.

    Ele lembrou do caso dos Estados Unidos, que ao longo da crise emitiu trilhões de dólares para aquecer a própria economia, como um exemplo de endividamento proveitoso: apesar de terem subido sua dívida de 74% para 105% do PIB, evitaram uma depressão econômica que poderia ter estagnado aquele país por décadas. “O Obama endividou o país, mas para fazer a economia girar. Você cria um ativo que vai dar retorno e vai te ajudar a arrecadar mais. Agora falam da nossa dívida, ela cresceu porque o PIB caiu. Se o PIB crescer, ela cai. Então o jeito da gente consertar a economia, na minha opinião, é fazer a economia crescer”, falou.

    O ex-presidente deu ainda um contra-exemplo: a Grécia. “Eles começaram uma crise que 30 bilhões resolviam, mas depois de 10 anos de discussão, chegou a uma situação que 200 bilhões não resolviam”, lembrou.

    Para Lula, Dilma precisa reestabelecer o diálogo com a sociedade, organizar a base política com outros partidos e assumir compromissos com aliados no Congresso. “Política é assim. Se tem uma coisa que o Congresso Nacional adora, e qualquer parlamento do mundo, é presidente fraco. Veja o papel do Eduardo Cunha: ele se presta a criar uma pauta-bomba todo dia, sem se importar se tem algo pra votar que tenha importância para o país. Pelo amor de Deus, precisamos pactuar com a base aliada, para que a minoria não paralise este país. O governo foi eleito para governar, e não pode permitir que a pauta negativa paralise o país”, concluiu.

    Portal CTB, com informações do Instituto Lula

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