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Sex, Abr

13º salário

  • #EleNão: 500 mil nas ruas de São Paulo contra o fascismo e o retrocesso

    As manifestações contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, lotaram as ruas de ao menos 114 cidades em todas as unidades da federação do país. A maior delas, no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 500 mil pessoas, segundo a organização, durante todo o ato liderado pelo movimento Mulheres Contra Bolsonaro.

    A CTB marcou presença porque “nós queremos receber o 13º salário, o abono de férias e remuneração igual para trabalho igual”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Além disso, diz ela, “esse candidato representa o aprofundamento mais radical das reformas feitas por Michel Temer que causaram desemprego, recessão e retirada de conquistas fundamentais da classe trabalhadora”.

    Gente de todos os gêneros, cores, ideologias, idades, crenças religiosas, coloriram as ruas de São Paulo com a força das mulheres e da juventude para disseminar o amor contra o ódio. “Nós não aceitamos o retrocesso e a humilhação”, acentua Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “as forças do campo democrático e popular unidos saberão dar um sonoro não à candidatura do ódio, das armas e da violência. O Brasil precisa de paz, de mais educação, mais saúde, mais justiça, com valorização do trabalho e combte às desigualdades”. Um cartaz dizia: "Vote como uma garota, ele não" e as mulheres cantavam alegres: "O Bolsonaro pode esperar, a mulherada vai te derrotar".

    A manifestação suprapartidária contou com a presença dos presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) e das candidatas à vice-presidentas Manuela D’Ávila (Fernando Haddad), Kátia Abreu (Ciro Gomes) e Sonia Guajajara (Boulos), além de muitos artistas e candidatas e candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “Nós defendemos a liberdade das mulheres, ele não. Nós defendemos o 13º salário, e o direito das trabalhadoras e trabalhadores, ele não. Nós gritamos ‘fora Temer’, ele não. Nós defendemos que as mulheres, os negros, os indígenas, LGBTs tenham dignidade e façam parte de um grande sonho de Brasil, ele não”, postou Manuela em seu Twitter.

    Parte dos manifestantes rumou em passeata por onze quilômetros até o vão do Masp (Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista. Durante o percurso muitos "buzinaços" de apoio, um “Lulaço” improvisado com os trompetistas que puxam essas manifestações em diversos pontos do país e cantos e palavras de ordem pela liberdade.

    Por volta das 20h40, terminou o ato com a disposição de se manter o moivmento de resistência ao fascismo firme e forte, mesmo após a eleição. "As mulheres e a juventude mostraram que a unidade é possível para a superação da crise, com criação de empregos e de um projeto nacional de desenvolvimento voltado para os direitos de todas as pessoas", conclui Luiza 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • 13º Salário: primeira parcela deve injetar na economia cerca de R$ 211 milhões

    A primeira parcela do 13º Salário começou a ser paga nesta sexta (30) e a previsão é que o direito injete na economia cerca de R$ 211,2 bilhões, já descontada a inflação, uma cifra 1,3% menor que a de 2017. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    Todavia, mesmo diante a cifra e do avanço em relação a 2017, o consumo não deve subir, já que mais de 61 milhões de brasileiros devem usar o dinheiro extra de fim de ano para pagar as dívidas. 

    Ou seja, quem não está devendo, aproveitará um pouco menos do que no ano passado nas compras de fim de ano.

    Portal CTB

  • CBF cogita extinguir seleção feminina de futebol e Temer quer acabar com Bolsa Atleta

    Mal acabaram as Olimpíadas Rio 2016 e a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda extinguir a seleção brasileira permanente de futebol feminino. Segundo notícias veiculadas pela mídia, um dirigente da CBF argumenta que a prática esportiva não emplaca. Esquece que precisa de maiores incentivos e investimentos por parte, inclusive, da CBF.

    A goleira da seleção brasileira feminina de futebol, Bárbara Micheline do Monte Barbosa, de 28 anos, se disse surpresa com a notícia. “É muito triste ficar sabendo de uma coisa tão grave pela imprensa. Sinceramente, espero que essa notícia não se confirme. São anos de dedicação, agora acabar com tudo, é triste demais”, diz.

    A seleção permanente foi criada em janeiro de 2015 com objetivo de fortalecer o elenco para a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015 e para os Jogos Olímpicos deste ano. A seleção permanente “é um grande passo, no momento, para termos uma equipe mais competitiva”, disse na época o técnico Vadão (Oswaldo Fumeiro Alvarez).

    Bárbara, que ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, acredita que o fim da seleção permanente deixará “muita gente desempregada e será desastroso para o nosso futebol feminino”.

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    Ela afirma que os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) garantiram que a seleção seria mantida “independentemente dos resultados". Por enquanto é isso que temos de oficial”.

    Inclusive, Bárbara conta que rescindiu contrato com um clube alemão para se dedicar totalmente à seleção. "Outras atletas também rescindiram e se isso acontecer a situação ficará difícil, principalmente para as jogadoras de base, já que alguns clubes iniciaram investimentos no futebol feminino, mas isso pode acabar se essa decisão da CBF se confirmar”.

    O técnico Vadão defende a manutenção da seleção permanente. "Precisamos ter um plano de governo para desenvolver a modalidade nas prefeituras, se possível nas escolas, com os clubes abraçando. Foi provado que, com condições de trabalho, a gente é capaz de mostrar bom futebol".

    Mas os problemas da modalidade esportiva não param por aí. As jogadoras Rosana Augusto, Andréia Suntaque e Gabi Zanotti reclamam de quebra de promessa dos cartolas da entidade máxima do futebol brasileiro.

    Elas contaram ao canal de esportes destinado às mulheres ESPNW que foi pedido às jogadoras levarem carteira de trabalho e todos os documentos necessários para “sermos registradas”, diz Andréia. “Nos apresentamos e ficamos esperando”, explica.

    Rosana também confirma que “foi falado que teria um contrato. Algumas meninas já tinham assinado com alguns clubes, e muitas desistiram justamente porque queriam estar na seleção para disputar Copa do Mundo do ano passado”.

    “Pedimos explicações de quais seriam os benefícios. Achávamos importante porque teríamos o FGTS, 13º e a garantia de continuar na seleção”, afirma Rosana. “Entregamos toda a documentação exigida. E aí se passaram meses, um ano e meio, e ninguém tem contrato até hoje. Não tínhamos nenhuma segurança. Prometeram carteira de trabalho assinada e não assinaram”, diz Gabi.

    Depois de reclamarem com a CBF, as três não tiveram mais os seus nomes entre as selecionadas para representar o Brasil. Nem mesmo a Rosana que já tinha 16 anos de serviços prestados à seleção.

    Michel Temer medalhistas

    Isaquias Queiroz e Erlon de Souza não teriam condições de competir sem o Bolsa Atleta, que Temer quer acabar

    Para piorar ainda mais, o governo golpista de Michel "Fora" Temer ameaça acabar com o programa Bolsa Atleta que garante a possibilidade de vários atletas se dedicarem às suas modalidades esportivas com mais tranquilidade.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Dá para imaginar aumento de patrimônio de 432%, em quatro anos?

    O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo conseguiu essa façanha. Para conferir basta digitar 432% no Google e ver que o patrimônio do deputado federal, candidato à reeleição, cresceu essa cifra em quatro anos.Esse índice exorbitante está nas declarações de bens dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em 2014, quando se elegeu pela primeira vez, o parlamentar tinha declarado à Justiça Eleitoral R$ 205 mil em bens. Este ano, o candidato declarou um patrimônio de R$ 1,395 milhão – um aumento de 432%.

    Por isso, a frase “digite no Google 432%” se espalha pelas redes sociais desde a segunda-feira (1º). Infelizmente não se trata de nenhuma proposta sobre aumento de salários. Mas você conseguiria imaginar um ganho desse porte?

    Quantos anos, as trabalhadoras e trabalhadores precisariam trabalhar para conseguir um aumento desses? Incalculável. Mesmo porque, enquanto o general da reserva Hamilton Mourão quer acabar com 13º salário, a família de Bolsonaro enriquece na política.

    O super enriquecimento, não se restringe a Eduardo. Desde 2006, Jair Bolsonaro aumentou sua riqueza em 168% e o deputado estadual Flávio Bolsonaro aumentou em 55%, em oito anos.

    As declarações de bens de todos os candidatos nas eleições de 2018 podem ser conferidas na íntegra no site do TSE.

    Portal CTB

  • Em discurso no sul do país, vice de Bolsonaro defende fim de férias e 13º

    Em palestra no Clube de Dirigentes Lojistas, em Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (26), o general da reserva Antônio Hamilton Martins Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, revelou mais alguns itens da agenda econômica de um eventual governo: acabar com as férias e o 13º salário.

    Assista: 

    Durante a palestra, ele afirmou que o 13º salário, direito trabalhista garantido no Brasil, é mais uma das "jabuticabas brasileiras", assim como o pagamento das férias. "Só no Brasil a pessoa entra em férias e ganha mais", disse ele.

    Mourão enfatizou a necessidade de implementar com rigor a reforma trabalhista e acabar com todas as garantias e direitos trabalhistas que ele classificou como "visão dita social com o chapéu dos outros" ou ainda "mochila nas costas do empresário".

    O candidato deixou o local onde proferiu palestra em um Landau 1972, veículo que pertenceu ao ditador Emilio Garrastazu Médici, natural de Bagé. 

    Ao contrário do que afirma Mourão, o 13º salário não é uma exclusividade do Brasil. Diversos países garantem benefícios semelhantes aos seus trabalhadores e trabalhadoras, entre eles Portugal, Áustria, México e Alemanha.

    Ele também desdenhou a Constituição federal: "Todos os nossos problemas econômicos têm origem na Constituição brasileira de 1988", afirmou Mourão, dizendo que a carta, que completa 30 anos no próximo dia 5 de outubro, criou direitos que o país não tem como pagar.

    Em Bagé, falando a latifundiários da região, Mourão também defendeu o fim da estabilidade no serviço público e criticou a educação nas escolas e o ensino de filosofia, defendendo disciplinas que incutam na juventude "valores morais".

    Segundo a RBS, o candidato deixou o local onde proferiu palestra em um Landau 1972, veículo que pertenceu ao ditador Emilio Garrastazu Médici, natural de Bagé. Médici chefiou a fase mais sangrenta da tortura e perseguição a opositores políticos no país. Foi sob seu governo, de 1969 a 1974, que foram assassinados Carlos Lamarca e Carlos Marighella.

    Portal CTB com Correio Braziliense

  • Em vídeos, a atriz Camila Pitanga e o Ministério Público atacam projeto que escancara terceirização

    Dois vídeos viralizam na internet. O primeiro traz a atriz Camila Pitanga para desmentir que a reforma trabalhista proposta pelo governo golpista de Michel Temer vá criar empregos. “O que gera emprego é crescimento econômico”, afirma.

    Além disso, ela reforça que o projeto 4302, que escancara a possibilidade de terceirização vai piorar a qualidade do emprego. As pessoas poderão ser demitidas “sem receber as verbas rescisórias”, diz.

    Assista Camila Pitanga atacando a terceirização: 

    A atriz alega também que as trabalhadoras e os trabalhadores poderão ficar sem férias, 13º salário, enfim “sem futuro”.

    Já o vídeo do Ministério Público do Trabalho (MPT) ataca com veemência o projeto de terceirização. O MPT lista todos os direitos que a classe trabalhadora perde e conclui que “trabalhador não é descartável”.

    Por isso, o MPT é contra a terceirização que “explora trabalhador e lesa a sociedade”. E pode deixar as pessoas sem nenhum direito trabalhista, rasgando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    O Ministério Público do Trabalho se define contra o PL 4302: 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Operários votam Estado de Greve no Complexo Ford de Camaçari

    O Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari (Bahia), filiado à CTB, está realizando, desde o começo da manhã desta quinta-feira (28), uma assembleia na porta do Complexo Ford. Os trabalhadores de todos os turnos estão reunidos para tratar do pacote de propostas apresentado pela fábrica, em mesa de negociação que ocorreu ontem (27). Referindo-se às propostas como um “pacote de maldades”, os operários deverão decretar, ao final do ato, o Estado de Greve.

    Veja só o que a Ford Camaçari quer, conforme informações divulgadas pela própria empresa, através de um talk paper, na quarta-feira (27/02):

    ▪ Tirar o lanche das máquinas e o desjejum no refeitório;

    ▪ Reduzir a PLR para R$ 11.100,00 (antes era R$ 18.500,00);

    ▪ Pagar primeira parcela do 13º em out/19;

    ▪ Plano médico ter valor fixo por cabeça (cada dependente um valor fixo);

    ▪ Aumentar a taxa de coparticipação do plano médico para 10% mensal;

    ▪ Aumentar de 1% para 6% a taxa de cobrança tanto do transporte quanto da alimentação no refeitório e mudar o cardápio do refeitório;

    ▪ Tirar PLR dos jovens aprendizes;

    ▪ ADM não receberá mais farda;

    ▪ Congelar salários por 12 meses (sem database e sem step a cada 6 meses);

    ▪ Tirar o ticket alimentação;

    ▪ PLR de parceiras seguir o valor das auto-peças e não o valor praticado pela Ford;

    ▪ Pagamento do adicional noturno baseado na legislação vigente;

    ▪ Prática de banco de horas;

    ▪ Desvincular a PLR do financeiro com o do ADM;

    ▪ Demissão de 700 funcionários, sendo percentual Ford outro percentual parceiros;

    ▪ Demissão sem pagamento de PDV.

  • Por 13º servidores de Juiz de Fora podem cruzar os braços dia 21 de dezembro

    O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF), Amarildo Romanazzi, informa que os trabalhadores e trabalhadioras vão paralisar suas atividades no próximo dia 21 de dezembro, caso o pagamento do décimo-terceiro salário não seja efetuado até o dia anterior – ou seja, 20 de dezembro.

    “Isso foi deliberado na última assembleia dos servidores, no dia 29 de novembro, e agora aproveitamos para comunicar a possível paralisação aos membros e frequentadores do poder Legislativo e ao mesmo tempo é um pedido aos vereadores que intercedam para que isso, o não pagamento, não passe de uma possibilidade”, disse Amarildo Romanazzi.


    O presidente do SINSERPU-JF também protesta contra o processo de sucateamento da Guarda Municipal. Para o sindicalista é preciso, antes de mais nada, efetivar novos integrantes à corporação. “Há gente insuficiente e uma grande sobrecarga de trabalho. A Prefeitura tem a oportunidade de amenizar isso, fazendo efetivação de novos profissionais”, argumentou Amarildo Romanazzi.

    Fonte:  Sinserpu-JF

  • Um general a serviço do capital contra o trabalho

    Segundo “O antagonista”, site direitoso comandado pelo jornalista Diogo Mainardi, o general Mourão, vice-presidente da República, foi efusivamente aplaudido em seis ocasiões durante um discurso de 29 minutos que pronunciou na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para uma plateia de 700 empresários, que a nossa mídia de referência costuma classificar de “pesos pesados do PIB brasileiro”.

    A façanha aconteceu terça-feira (26) na sede da federação empresarial, que desempenhou destacado papel no golpe de Estado de 2016, que foi essencialmente um golpe do capital contra o trabalho. Paulo Skaf, presidente da entidade, foi candidato derrotado a governador de São Paulo e, segundo a PF, teria embolsado pelo menos R$ 5,1 milhões ilegalmente através de Caixa 2 de campanha.

    Pregação reacionária

    Mourão provocou frisson nos ricos capitalistas ao criticar a política de valorização do salário mínimo, enaltecer a reforma trabalhista do golpista Temer, prometer novas rodadas de redução de direitos e defender o neoliberalismo, que em sua tosca concepção “nada mais é do que a defesa intransigente do direito à propriedade privada”.

    Durante a campanha eleitoral ele já tinha prometido acabar com o 13º Salário, conquista suada da classe trabalhadora que na opinião de Mourão é mais um ônus para o patronato que deve ser abolido. O ideal nas relações entre capital e trabalho para o vice de Bolsonaro é retroceder às condições existentes no início do século 20, quando inexistia Direito do Trabalho no Brasil, a jornada diária era de 16 horas e trabalhava-se de domingo a domingo sem descanso semanal remunerado.

    Isto nada tem a ver com o desenvolvimento nacional, é sob este aspecto um contrassenso. A política de valorização do trabalho, e em especial do salário mínimo, marca do governo Lula, foi por muitos apontada com razão como uma causa do crescimento econômico porque evidentemente fortaleceu o mercado interno ampliando a demanda e o consumo popular. Além disto, é uma modesta retribuição pelo esforço de quem realmente produz a riqueza nacional, assim como a aposentadoria e outros direitos. Em contraposição, o nehttps://web.whatsapp.com/1e0c518d-e7eb-4442-8a89-262f3d108b57">oliberalismo é apenas fonte de miséria, desemprego e estagnação econômica.

    De todo modo, a pregação reacionária soou como música nos ouvidos que compunham a requintada plateia, que voltou a cobrar empenho pela reforma da Previdência. O general anda todo saliente por esses dias nebulosos em que a crise institucional, agravada pela escandalosa incompetência da equipe que tomou conta do Palácio do Planalto, alimenta as apostas no fim prematuro do atual governo. Mourão quer ser a alternativa, não do povo mas das classes dominantes.

    Ainda há quem acredite que vão encontrar nos chefes militares um porto seguro, de serenidade, racionalidade e estabilidade ou ordem e progresso, como sugere nossa bandeira. Lembrem-se de 1964, quando se aliaram aos EUA, aos latifundiários e à burguesia no golpe militar que instalou no Brasil um regime de terror, tortura e assassinatos. Escreveram uma página sombria da nossa história, que só foi virada pela vontade e força do povo brasileiro manifesta na memorável campanha das Diretas Já.      

    Umberto Martins

     

  • Vice de Bolsonaro ataca mais uma vez o décimo terceiro salário; confira

    O general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, voltou a atacar a existência do 13º salário. De passagem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nesta terça-feira (2), Mourão afirmou que o 13º é “um custo” para os empresários.

    "As declarações do general desnudam para além do receituário fascista e persecutório dessa extrema-direita", diz Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB. "No plano geopolítico, já rende homenagens a Donald Trump (presidente dos Estados Unidos)"  e "sobre a nossa soberania, defende o aniquilamento da estrutura estatal produtiva e bancária e dos direitos trabalhistas e sociais".

    Sobre o 13º

    O 13º salário foi criado pela Lei 4.090, em 13 de julho de 1962, durante o governo de João Goulart, deposto em 1964 por um golpe de Estado. Mesmo assim, o salário adicional que deve ser pago até no máximo em 20 de dezembro de cada ano, foi regulamentado pelo Decreto 57.155, de 3 de novembro de 1965, em plena ditadura.

    Inclusive a Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, define o 13º salário como uma conquista a ser preservada. No inciso oitavo do artigo 7º determina que o décimo terceiro salário de ser pago "com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria”.

    Para Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, as trabalhadoras e trabalhadores não conseguem nem pensar em ficar sem esse adicional. “O 13º já está incorporado ao orçamento doméstico das famílias e movimenta a economia do país todos os anos, principalmente para as festas natalinas e passagem do ano”.

    Esta é a segunda vez que o general candidato ataca a existência do 13º salário (leia aqui). Além disso, ele também criticou as crianças criadas por mães e avós como "desajustados" (veja aqui).

    O projeto da candidatura da extrema-direita pretende "aprofundar os ataques às conquistas da classe trabalhadora para além do já feito pela recente reforma trabalhista", acentua Pereira. "A eleição desses fascistas introduziria o país no caos político e social".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB