Frente Brasil Popular

  • “Os senadores vão jogar a biografia no lixo e aprovar o impeachment?”, pergunta jurista

    Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil condena golpe de Estado no país

    A jurista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carol Proner fala sobre a sentença do Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil, condenando o golpe de Estado ocorrido no país com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

    “Além de servir como denúncia e conscientização das pessoas, a decisão desses renomados juristas de diversos países tem uma função didática, já que está mais do que comprovado não haver nenhum motivo para o impedimento da presidenta”, diz.

    Organizado pela Frente Brasil Popular e pela Via Campesina Internacional, o Tribunal Internacional ocorreu no Rio de Janeiro durante a terça-feira (19) e a quarta-feira (20) e contou com a presença de juristas provenientes de diversos países, como Itália, México, França, Espanha e Costa Rica, todos especializados em direitos humanos e defensores da liberdade. A condenação ao golpe foi unânime.

    “Isso já mostra que toda essa história de ‘pedaladas fiscais’, não passou de desculpa para a efetivação desse golpe parlamentar”, afirma Proner. Mas, fala, “todo o mundo já sabe que a presidenta não cometeu crime para perder o seu mandato legítimo”.

    A decisão do Tribunal Internacional pela Democracia, de acordo com Proner, "é um contraponto às argumentações sem sentido da jurista Janaína Paschoal e servirá para levar ainda mais adiante a denúncia do golpe a instâncias internacionais".

    A condenação do Tribunal Internacional diz que o impedimento da presidenta “viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

    carol proner

    Carol Proner diz que o Tribunal Internacional é um contraponto aos argumentos de Janaína Paschoal

    Para o bispo mexicano Raul Veras, candidato ao Prêmio Nobel da Paz, em 2012, o processo de impeachment à mandatária brasileira “não se trata de algo isolado, é algo articulado, muito bem pensado e apoiado por um poder que parece ter seus tentáculos nos cinco continentes e visa interromper um projeto político”.

    A professora da Universidade Carlos III em Madri (Espanha) Maria José Farinas Dulce, acredita que estamos sofrendo “uma contrarrevolução neoliberal e conservadora, que rompe as bases sociais e integradoras. Estamos em regressão democrática, em regressão constitucional, portanto, estamos em luta”.

    “O que está acontecendo aqui é uma conspiração contra a democracia”, afirma Azedeh Shahshahani, jurista iraniana-norte-americana. “Aqueles que estão falando contra Dilma Rousseff são acusados de corrupção e devem ser punidos por isso. Se um presidente pode continuar ou não a presidir, não deveria depender de ter a maioria no Congresso. Esse processo está baseado em algo que só pode ser definido como: capitalista, misógino e fascista”.

    Proner também ressalta o caráter misógino e machista da elite brasileira, que “vestiu a camisa da seleção brasileira e foi para a rua pedir o impeachment e agora esse silêncio, quase constrangedor, diante de todas as comprovações de que não há crime de responsabilidade da presidenta”.

    A professora de Direito da UFRJ lembra que a perícia do Senado não encontrou sinal de crime da presidenta e recentemente o Ministério Público Federal a inocentou das acusações sobre o que a mídia chama de “pedaladas fiscais”.

    Então fica claro, para ela, “ninguém mais tem dúvida de que esse processo de impeachment visa atacar as políticas de combate às desigualdades e a democracia”. Por isso, ela pergunta: “os senadores vão jogar a biografia no lixo e aprovar o impeachment?”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • 100 mil brasileiros foram às ruas pelas “Diretas Já”, e a PM tentou calá-los na maior baixaria

    Este foi um domingo (4) como poucos para a jovem democracia brasileira - da última vez que centenas de milhares saíram para gritar “Diretas Já!” pelas ruas de São Paulo, estavam também vivendo um regime de exceção, e igualmente temiam as agressões dos militares. Os 100 mil que caminharam entre a Av. Paulista e o Largo da Batata em 2016, no entanto, protestaram contra Temer a plenos pulmões, e exigiram uma nova eleição presidencial. Se impuseram diante de um governo que desconhece o conceito de cidadania.

    A dupla Temer-Alckmin havia “proibido” o protesto na quinta-feira (1), é bom lembrar. Temer chegou ao ponto de autorizar o uso das Forças Armadas contra quem ousasse chamá-lo de “golpista”, e Alckmin disponibilizou sua Tropa de Choque para garantir o silêncio. Em resposta, foram sumariamente ignorados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que continuaram a organização do evento. Coube ao prefeito Fernando Haddad procurar o secretário de Segurança Pública do estado, Mágino Barbosa Filho, para lembrá-lo que um governo não tem o poder de proibir uma manifestação.

    O ato deste domingo em nada lembrou os cinco anteriores, que aconteceram em todos os dias da semana e foram classificados de “grupos pequenos de não mais que 40 a 100 vândalos” pelo presidente Temer. A começar porque as 100 mil pessoas presentes dizimaram aquela avaliação torpe, tanto em números, quanto em comportamento. Não houve qualquer tentativa de vandalização ou enfrentamento por parte dos manifestantes. A presença de famílias inteiras, com crianças de colo, idosos e até cachorros, deu um tom otimista ao evento.

    Entre as lideranças políticas, compareceram figuras como Eduardo Suplicy (ex-senador), Ivan Valente (deputado federal), Luiza Erundina (deputada federal), Alexandre Padilha (ex-ministro da Saúde de Dilma), Lindbergh Farias (senador pelo RJ), Guilherme Boulos (coordenador do MTST) e Adilson Araújo (presidente da CTB).

    “O ‘Fora Golpista’ passou a ser uma questão de sobrevivência. A classe trabalhadora, que luta por direitos sociais, precisa cumprir o seu papel nessa fase importante da luta política nacional”, explicou Araújo, em vídeo ao vivo (abaixo). “Vai ser muito importante levantar essa bandeira para fazer prevalecer as conquistas da classe trabalhadora. Nenhum direito a menos! Vamos juntos nessa luta, nessa caminhada!”, concluiu.

    Alcance nacional

    Muitas outras cidades aderiram aos protestos contra o golpe. Em Curitiba (PR), o quinto dia de luta levou 7 mil a gritarem o “Fora Temer” e pedir novas eleições, marcando uma contagem crescente de participantes. Ali, quem se destacou foi o movimento feminista, que conduziu a manifestação do início ao fim.

    Salvador (BA) também marcou um comparecimento relevante, com cerca de 5 mil pessoas, que andaram entre o Campo Grande e o Farol da Barra. A deputada federal Alice Portugal, candidata a prefeita da cidade pelo PCdoB, também participou do ato, e fez coro aos que lembravam dos 92% de desaprovação que Temer sofre entre os soteropolitanos.

    Já o Rio de Janeiro aproveitou o clima de resistência propício do Ocupa MinC para realizar uma caminhada até o Canecão, onde artistas resistem há mais de 100 dias contra Michel Temer. A marcha começou no início da tarde, perto das 13h, em frente ao Copacabana Palace, com cerca de 5 mil pessoas. A deputada federal e candidata à prefeitura Jandira Feghali foi uma das lideranças do ato, e fez um discurso enfatizando a necessidade de novas eleições diretas: “Neste momento, a única coisa que pode salvar o processo democrático é convocar uma eleição para a presidência da República", disse. Ela estava acompanhada por Marcelo Freixo, também candidato à prefeitura - um gesto de pluripartidarismo que não passou despercebido.

    Florianópolis teve participação também, mas na sexta-feira. 48 horas antes, mais de 13 mil pessoas atravessaram a cidade para gritar contra o golpe de Estado e exigir eleições.

    diretas ja 2016 florianopolis rio salvadorDa esquerda para a direita: Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador (Fotos: NINJA)

    Fora do Brasil, Paris e Nova Iorque tiveram concentrações relevantes, e Barcelona aproveitou o seu Dia do Brasil para denunciar a crise política. Em Nova Delhi, na Índia, o mesmo aconteceu durante o Brics Film Festival.

    Violência gratuita e baixaria da PM

    Infelizmente, a noite teve uma conclusão desagradável para quem chegou ao Largo da Batata, em São Paulo. Foram mais de 5 km de caminhada para chegar ali, por volta das 20h45. Apesar de terem sido provocados diversas vezes pela PM ao longo do trajeto, não houve um episódio sequer de violência entre os paulistanos. Os policiais chegaram a atravessar com o batalhão armado bem no meio da manifestação, e depois apagaram as luzes no túnel da Rebouças. Tudo o que conseguiram foi ouvir palavras de ordem ainda mais vibrantes. Já no Largo, os líderes das Frentes fizeram seus discursos de encerramento e pediram uma dispersão pacífica.

    Mas paz não era o que a PM queria, e o que seguiu foi um espetáculo de repressão arbitrária por parte da Tropa de Choque.

    Em poucos minutos, os tanques do Choque ocuparam o Largo e começaram a disparar canhões de água aleatoriamente. Os soldados primeiro fecharam o metrô Faria Lima para os manifestantes, e em seguida começaram a atirar balas de borracha e bombas de gás em todas as direções, causando pânico. Os ataques de gás acertaram inclusive o deputado federal Paulo Teixeira e Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia. 

    repressao largo da batataA Tropa de Choque atacou de forma completamente gratuita os manifestantes, enquanto se dispersavam. Feriram 12 pessoas (Foto: AFP)

    A atitude beligerante despertou reações violentas em alguns manifestantes, que foram então detidos por “vandalismo”. E novamente os brutamontes atacaram os jornalistas que registravam os excessos, incluindo um da rede britânica BBC.

    Questionado, o comandante da segurança, Henrique Motta, disse apenas que não controlava as ações do Choque. O Choque, por sua vez, respondeu que a corporação atendia um pedido do Metrô, que teria reportado ações de vandalismo na estação. A assessoria de imprensa do Metrô, no entanto, negou qualquer comunicação com a Polícia ou vandalismo registrado. Nesse jogo de empurra, as bombas continuaram a explodir.

    No final dessa baixaria, o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (GAPP) confirmou ferimentos em 12 pessoas: 3 alvejados por balas de borracha, 4 atingidos por estilhaços de bomba, 5 com dificuldades respiratórias graves por conta do gás. Entre os últimos, estava um cadeirante, que entrou em estado de pânico e não conseguiu se empurrar para longe das explosões.

    Prisões arbitrárias, negação do direito de defesa

    Mais tarde, descobriu-se que a mesma PM apreendera sem qualquer razão alegada 27 jovens que estavam a caminho do ato, por volta das 16h30, e que manteve-os encarcerados por mais de 6 horas sem acusação formal. Negou-lhes também o acesso a advogados. O defensor público Marcelo Carneiro Novaes, barrado na tentativa de defendê-los, disse aos Jornalistas Livres: “Em 32 anos de advocacia, é a primeira vez que vejo um advogado não conseguir ingressar num prédio público onde são exercidas as atividades da polícia judiciaria”. Ele se declarou “espantado” com o comportamento da PM.

    O coronel Motta nega que a atitude tenha sido política: “Estava apenas fazendo o meu trabalho”. Para o sociólogo Sérgio Amadeu, no entanto, a PM paulista vem apresentando um perfil cada vez mais próximo de uma polícia política, aliada de Geraldo Alckmin. “Claramente, a polícia age de modo idêntico àquele que enfrentei no regime militar. Todavia, na época da ditadura, os advogados podiam falar com os presos. Vivemos um Estado de exceção”, analisou em seu perfil no Facebook.

    Talvez o maior dos mistérios, diante desse desastre de atuação da PM, tenha sido a imagem escolhida pela Globo News para ilustrar o confronto: uma vidraça quebrada em um estabelecimento na avenida Paulista. Assim a rede justificou o que a PM fez: em decorrência de uma ação isolada, há 5 quilômetros do local de confronto.

    Seria uma surpresa, se não fosse a mesma corporação que negou a existência das Diretas em 84.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • 100 mil nas ruas de BH para defender a democracia

    A capital mineira viveu um ato histórico na última sexta-feira (18), quando mais de 100 mil pessoas saíram em passeata contra a tentativa de golpe no Brasil. A manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular, CTB, CUT, MST, MAB, movimentos sociais, sindicais, estudantis, já mostrava sua grandeza na concentração, com a Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte, lotada. Os manifestantes tomaram as ruas e seguiram pelo centro da cidade. Durante o percurso houveram muitas demonstrações de apoio ao ato, muitos trabalhadores do comércio acenavam e aplaudiram a marcha em defesa da democracia. Após a passeata, que seguiu pela Avenida Afonso Pena, a manifestação terminou com a Praça da Estação, que tem capacidade para 150 mil pessoas, toda ocupada.

    A reação ao golpe mostrou força. Muitas pessoas que aderiram ao movimento relataram estar nas ruas pela primeira vez e demonstraram preocupação com o discurso fascista de setores da direita. Muitos cartazes e faixas questionavam a parcialidade da justiça, em especial ao juiz Sérgio Moro. Elas denunciavam também a falta de investigação de políticos da oposição, como no caso do senador Aécio Neves, que foi citado mais de cinco vezes em delações, mas continua preservado na operação Lava-Jato.

    Da CTB-MG

  • Artistas e intelectuais chamam para o ato desta sexta (18) contra o golpe à democracia

    Artistas, jornalistas, cineastas e intelectuais se mobilizam contra o golpe e convocam para a participação no ato da Frente Brasil Popular desta sexta-feira (18) em todo o país. “Há um golpe em marcha, mas juntos podemos combatê-lo”, afirma o jornalista carioca José Trajano.

    José Trajano diz que juntos vencemos:

     

    O jornalista esportivo reforça a necessidade de união de todas as forças democráticas contra a golpe da direita. “Se a gente tem alguma divergência partidária é hora de colocar isso em segundo plano. Nós temos que nos unir porque há um golpe em marcha, um golpe da direita”.

    O ator baiano Wagner Moura desabafa contra essa onda de ódio e violência. Sobre o judiciário ele afirma que “é evidente que as investigações estão sendo usadas como massa de manobra para a disputa política”.

    Assista Wagner Moura aqui.

    Moura aprofunda a crítica dizendo que “a grande imprensa, evidentemente, se a gente olhar pra trás, todos estiveram envolvidos no golpe de 64”. Já a cantora carioca Leci Brandão também dá o seu recado e reafirma que “não vai ter golpe”.

    O músico pernambucano Lirinha grava mensagem convocando para as manifestações do dia 18 “como uma pessoa que ama este país, que ama as pessoas deste país”. Vejo “uma vereda de injustiça, baseada em devolver o poder para grupos que sempre se opuseram à força desta Nação”, acentua.

    Lirinha chama para a luta:

     

    A cineasta paulista Tata Amaral afirma que "a gente tá vendo uma mudança muito bonita na cultura, no imaginário e na produção de nós brasileiros. Por isso a gente vai pras ruas dia 18. Não vai ser possível o projeto de segurar alguns privilégios pra uma parcela pequena da população. Isso não vai mais funcionar".

    Tata Amaral privilégios para poucos nunca mais:

     

    Enquanto Moura ressalta seu desejo de que se acabe o “circo midiático” e as investigações e o trabalho do judiciário respeitem a Constituição. “Sou a favor das investigações, mas sou mais a favor da democracia. Por uma investigação desprovida de ódio político e pela defesa da democracia e do Estado de Direito”.

    Já Lirinha complementa afirmando que “por amor ao país vamos seguir em frente contra esse golpe das altas torres nas coberturas do nosso Brasil”. Todos artistas e intelectuais comprometidos com o país e com a democracia se engajam na luta contra o golpe à democracia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Ato contra PEC 241 reúne centenas de manifestantes na Câmara dos Deputados

    Entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares lotaram nesta quarta-feira (5) o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados num ato de protesto contra a PEC 241/2016, projeto que congela investimentos públicos em áreas estratégicas como Educação, Saúde, Transporte Público e demais áreas sociais. A proposta, encaminhada ao Congresso por Michel Temer, pode ser votada ainda esta semana pela Casa.

     "PEC 241 nada mais é do que tirar o povo do orçamento", disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), em seu discurso no ato.

    Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira, “uma vez aprovada, essa PEC vai significar menos Samu, menos cirurgia oncológica, menos Saúde da Família. A aprovação dessa PEC vai significar a morte. Por isso devemos batizar a 241 como a PEC da morte. Não podemos admitir que o principal contrato com o povo brasileiro, que foi a Constituição de 1988, seja rasgado”.

    Ontem (4), um relatório favorável à proposta foi apresentado pelo relator,  deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciava a votação da PEC para a segunda-feira (10).

    Um acordo entre a relatoria e o governo alterou o início do congelamento dos recursos de saúde e educação, que começaria em 2017, para 2018, com o intuito de diminuir a resistência entre os parlamentares.

    “Essa PEC não pode passar, temos que denunciar deputados e senadores que apóiam esse projeto do governo golpista que quer entregar nosso País para a privatização, terceirização e para os interesses norte-americanos. Então estamos aqui neste ato unificado para tentar sensibilizar a população a acordar para as ameaças desse projeto”, afirmou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

    Carmen Lúcia, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) no CNS, diz que o congelamento de gastos públicos com Saúde por 20 anos "significa também que não podemos criar um serviço novo porque esse dinheiro não cresce. Então, isso é um retrocesso sem tamanho, não vamos poder dar conta dos serviços que a área demanda porque não vamos atender nem aos serviços existentes quanto mais instituir novos. A população aumenta e o dinheiro não".

    Ao discursar em nome da CTB, Aldemir Caetano destacou - "Tudo aquilo que estava sendo construído à luz da democracia, à luz do desenvolvimento, à luz dos direitos sociais está agora sendo detido. E o grande exemplo disso é a PEC 241, aliada a uma série de projetos que estão no parlamento". 

     

    Confira aqui a íntegra do seu discurso:

     

     

     De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

  • Com a presença de Lula, ato nesta sexta (18) reunirá setores progressistas em defesa da democracia

    A Frente Brasil Popular, em reunião na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), exortou suas entidades participantes a convocar  a militância para as ruas. As estimativas preliminares apostam em mais de cem mil pessoas e levam em conta apenas a listagem dessas entidades, mas a confirmação da presença do ex-presidente Lula e outros figuras carismáticas da esquerda promete intensificar a adesão de novas bandeiras progressistas.

    Leia mais

    Frente Brasil Popular divulga agenda de atos e mobilizações em todo o país 

    No espaço da metrópole paulistana, ficou acordado que a manifestação será restrita ao corredor da Avenida Paulista, tendo concentração sob o vão do MASP a partir das 17h e início das atividades às 19h. O evento contará com a presença de artistas e lideranças historicamente ligados às lutas sociais, que darão ao ato um caráter cultural. Outras grandes manifestações estão planejadas para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília - este último como preparação para a Marcha Unitária a Brasília, a ser realizada no dia 31.

    A preocupação da Frente é fazer uma demonstração que se posicione contra a última manifestação conservadora, do dia 13. O aumento da popularidade das idéias de extrema direita nas ruas revelou a necessidade de uma contraposição efetiva por parte dos setores populares. O discurso das entidades que compõem a Frente se unifica neste sentido: contra o ultraconservadorismo crescente na discussão da política e pela manutenção da normalidade democrática. 

    Confira o manifesto orientador das atividades do dia 18 abaixo:

    DEFENDER A DEMOCRACIA CONTRA O GOLPE

    São Paulo, 11 de Março de 2016

    Os movimentos sociais organizados na FRENTE BRASIL POPULAR irão mais uma vez às ruas no dia 18 de março (sexta-feira), em centenas de cidades brasileiras manifestar-se pela mudança na política econômica, em defesa da democracia e contra o golpe.

    Os acontecimentos dos últimos dias são preocupantes e devem mobilizar todos e todas que valorizam a conquista da democracia como um patrimônio do país. O conservadorismo da direita, aliado ao uso político de instituições de Estado tem produzido uma profunda instabilidade econômica, social e política, além de fomentar o ódio e a intolerância, a exemplos das iniciativas desnecessárias e ilegais contra o ex-Presidente Lula.

    Não admitiremos o retrocesso nos direitos do povo brasileiro. Iremos às ruas em defesa das conquistas políticas e sociais, da democracia, da liberdade e contra a tentativa de golpe em curso.

    * EM DEFESA DA DEMOCRACIA, CONTRA O IMPEACHMENT

    * EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS, PELA MUDANÇA DA POLÍTICA ECONÔMICA

    * NÃO VAI TER GOLPE

    Portal CTB

  • Com a presença de Lula, mais de 100 mil gritam “Fora Temer” na Paulista em São Paulo

    As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram nesta sexta-feira (10) o Dia Nacional de Mobilização no país inteiro. Em todas as capitais e em dezenas de outras cidades, milhares foram às ruas gritar “Fora Temer” golpista.

    Mais de 100 mil pessoas lotaram o vão do Masp, na avenida Paulista em São Paulo. Enfrentando o frio paulista e mostrando toda a disposição de permanecer nas ruas até o governo golpista voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído, fora de Brasília.

    “Estamos mais uma vez nas ruas para denunciar esse golpe à nossa democracia e combater as propostas de retirada dos direitos conquistados pela classe trabalhadora e pelo povo brasileiro”, disse Wagner Gomes, secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Representantes de inúmeras entidades também discursaram, mostrando total disposição de resistir ao golpe, que pretende promover um desmonte no Brasil, como disse Lula. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral denunciou a perseguição que os golpistas pretendem aos movimentos sociais.

    “Eles querem acabar coma nossa resistência da juventude que está nas ruas e não sairá delas enquanto não barrarmos esse golpe infame”, falou Carina. “Querem calar a UNE, mas jamais calarão. Nós representamos os universitários brasileiros e jamais desistiremos de lutar pelo nosso país”.

    A multidão de todas as cores, foi à loucura com a chegada do ex-presidente Lula, que foi o último a discursar e ressaltou a importância dos estudantes estarem ocupando escolas em defesa da educação pública, dos artistas defenderem a cultura nacional e de as mulheres gritarem todos os dias contra a cultura do estupro.

    “Conseguimos fazer a maior revolução social deste país”, diz Lula. “Eu fui o único presidente do Brasil que participou de todas as reuniões do G8. É a carta dos presidentes dos países ricos. Eu fui convidado para todas e não foi porque era mais bonito, eu fui pra todas porque nós fizemos neste país, graças a vocês, a maior revolução social da nossa história”, ressalta.

    Wagner também enfatizou que “é muito importante a presença de um líder com o Lula. A CTB continuará defendendo os interesses da classe trabalhadora, da unidade das forças progressistas e os interesses nacionais, inclusive podendo ir à greve geral”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Com presença de Lula, Frente Brasil Popular convoca grande ato em São Paulo no dia 9 de abril

    A coordenação da Frente Brasil Popular reuniu-se na sede nacional da CTB, em São Paulo, na sexta-feira (1) para definir os próximos passos da jornada de luta pela democracia. Na opinião dos organizadores, a avaliação do ato do dia 31 de março  foi positiva, devido à grande adesão dos movimentos sociais e alcance na sociedade. Para os coordenadores, a mobiização cumpriu seu papel de denunciar o golpe arquitetado pelos reacionários.

    O principal ponto de articulação foi a preparação da Assembleia Popular em Defesa da Democracia e Contra o Golpe, no próximo dia 09 de abril (sábado). A proposta é ocupar o Vale do Anhangabaú com eventos culturais e aulas públicas. A expectativa é reunir mais de 100 mil pessoas. Embora o ex-presidente Lula tenha presença confirmada para o evento, os coordenadores da Frente cogitam a possibilidade trazer também a presidenta Dilma Rousseff. 

    Para o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, o ato de São Paulo desta quinta-feira (31) se destacou ao superar o público esperado. "A gente achou que seria um ato pequeno, acabou sendo um ato de mais de 50 mil pessoas, só em Sã Paulo. No Vale do Anhangabaú, nós pretendemos colocar 100 mil pessoas com a participação do presidente Lula. Estamos fazendo também um convite para a presidenta Dilma, para que a gente possa manter a ofensiva contra o golpe", afirmou Gonçalves, ao completar que os dirignetes analisam a possibidade de construir um documento unitário, que  deve ser aprovado nessa Assembleia", sugeriu.

    Sobre os objetivos da mobilização, Onofre disse acreditar que "avançamos muito". "O povo brasileiro já enxergou o golpe, e mesmo as pessoas que acham que o governo tem problemas defendem a democracia. Isso é fundamental. Com a mobilização do dia 31, o governo ganhou um grande fôlego, e o povo brasileiro entendeu o que está por trás disso", concluiu.

    Renato Bazan - Portal CTB

  • Confira: Agenda de luta em Minas para sexta-feira

    A Frente Brasil Popular de Minas Gerais se reuniu nesta terça-feira (12) para traçar o calendário dos atos de resistência pelo estado, que ganham especial peso diante da votação do impeachment no Plenário da Câmara dos Deputados.

    Na véspera da votação do impeachment, a Frente, que tem participação da CTB-MG, realizará uma sequencia de atos para mostrar à população a resistência ao golpe. Ainda na sexta-feira (15), a manifestação começará de madrugada com o fechamento da BR-381, no município de Contagem, na altura do bairro Cidade Industrial.

    A partir das 11 horas, está marcado um grande ato em frente à reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Da CTB-MG

  • CTB e movimentos sociais de Goiás levam solidariedade e esperança aos presos políticos

    Depois da visita feita nesta quarta-feira (24), às 14h, o Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino (veja página do comitê no Facebook aqui) para levar solidariedade a José Valdir Misnerovicz, um dos importantes ativistas da luta pela terra em Goiás, preso político há 3 meses no estado (leia mais aqui), o comitê saiu renovado na disposição de luta. A visita ocorre na Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia.

    "Valdir nos pareceu confiante e nos pediu a dedicação de 5 minutos por dia,  pela liberdade e pela causa", conta Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), que também representa a Frente Brasil Popular (FBP) do estado.

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    Ailma Oliveira, presidenta da CTB-GO com outros visitantes solidários aos presos políticos

    “Organizamos essa visita para levar esperança, solidariedade e perspectiva de luta para que sejam libertados todos os prisioneiros políticos de Goiás, diz Oliveira.

    Além de Misnerovicz, os trabalhadores rurais Luiz Batista Borges e Lázaro Pereira da Luz continuam presos “de maneira totalmente arbitrária e antidemocrática”, afirma Oliveira. Ela conta que importantes lideranças estaduais estarão presentes, representando diversas entidades da sociedade civil organizada.

    Portal CTB

  • CTB-MA convoca a população para participar da Caminhada Contra o Golpe, neste sábado (30)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA) empreende todos os esforços para uma grande Caminhada dos Trabalhadores e Trabalhadoras Contra o Golpe, marcada para este sábado (30), na capítal São Luís.

    A manifestação em defesa da democracia, dos interesses da classe trabalhadora e do país é promovida pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.

     

    ctb ma defesa democracia 30 abril 2016

  • CTB-MA convoca sociedade para a Vigília pela Democracia no centro de São Luís

    A Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo estão coordenando a realização da Vigília pela Democracia, em São Luís, neste domingo (17).

    No evento que promete ser uma resposta dos trabalhadores, trabalhadoras, militantes do movimento social, juventude e sociedade em geral à tentativa de golpe formulado por setores elitistas (Veja, Istoé, Rede Globo e Fiesp, etc.), está previsto para iniciar às 8 horas da manhã, na Praça Nauro Machado, coração do Centro Histórico da capital maranhense. O ato se estenderá por todo o dia.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA), parceira na organização e mobilização do evento, informou que a expectativa é de que, inicialmente, no período matutino, a vigília reúna mais de 20 mil pessoas. "A parcela da sociedade progressista e que acredita na democracia como motor do desenvolvimento social estará presente na Vigília deste domingo. Estamos certos que a votação do impeachment será a favor do Brasil e pela manutenção da ordem democrática", ressaltou Joel Nascimento, presidente da CTB-MA.

    CTB, UNE, Ubes, UBM, Marcha Mundial das Mulheres, União por Moradia Popular, MST, UJS, CUT, CSB, UGT, Nova Central, FETAEMA, PT, PCdoB, são algumas da entidades que já convocaram suas bases militantes e a sociedade em geral para a mobilização.

    Está prevista a apresentação de atores, artistas e cantores regionais, shows, apresentações populares com arte e cultura, entre outros. Um telão vai transmitir a votação diretamente do Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    Fonte: CTB-MA

  • CTB-RJ participa de ato show do Dia do Trabalhador contra o golpe

    Uma homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que constróem esse Brasil e mais um palco de luta contra o Golpe e os retrocessos representados pelos golpistas e conspiradores, essa foi a tônica do ato show realizado pela Frente Brasil Popular (da qual a CTB-RJ faz parte) na Lapa, no último dia 29.

    A atividade foi marcada pela presença de diversas lideranças de partidos políticos de esquerda, das centrais sindicais (CTB e CUT), de importantes sindicatos, movimentos de juventudes e outros movimentos sociais que se inserem na luta pela democracia e pela ampliação de direitos.

    Após as falas das entidades presentes, houve uma apresentação do cantor Arlindo Cruz, para comemorar antecipadamente a importantíssima data do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. O presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, avaliou como sendo muito importante a atividade da última sexta-feira e reafirmou a luta contra o golpe e em defesa dos trabalhadores. 

    "Hoje, a Frente Brasil Popular do Rio de Janeiro faz o grande ato, nos arcos da lapa, em defesa e comemoração do Dia do Trabalhador. Ato que também é um símbolo de resistência da democracia e, fundamentalmente, em defesa dos direitos dos trabalhadores que o pretenso governo golpista já se assanha em retirar. Não vamos permitir! Não vai ter golpe! A luta só começou".

    Fonte: CTB-RJ

  • CTB-RJ: Rio de Janeiro diz não ao golpe!

    Na última sexta-feira, 18, cerca de 50 mil pessoas coloriram as ruas do Centro do Rio em um ato histórico organizado pela Frente Brasil Popular e mobilizado por diversos movimentos sociais, centrais sindicais e estudantes. Durante a manifestação, que tomou conta da Praça XV, os trabalhadores deixaram um recado para a direita brasileira: Não vai ter golpe!

    Foi nesse clima de luta, alegria e união, que a população gritou contra a tentativa de golpe ao governo Dilma, pela saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e contra a agenda política que vem sendo colocada pela bancada de oposição ao governo. Agenda essa, que a todo momento se mostra contrária aos interesses dos trabalhadores.

    Diversas organizações, entidades, partidos progressistas, sindicatos, centrais sindicais (CTB e CUT), artistas, e representações de diversos segmentos da sociedade, estiveram reunidos para defender a democracia do Brasil de um golpe das forças conservadoras.

    A deputada federal do Partido Comunista do Brasil, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), uma das principais lideranças na luta contra o golpe da direita, afirmou:

    “Aqui nós construímos a possibilidade da esperança do presente e do futuro, lá eles criminalizam a política e abrem espaço para o que há de pior que é o fascismo no Brasil. Eles levantam a Constituição mas nunca a leram, pois se tivessem lido não defenderiam um golpe como defendem hoje. Eu fiz questão de vir de vermelho, mas também vim com a bandeira do Brasil. A bandeira do Brasil é nossa e não deles. Quem defende a soberania nacional e a pátria brasileira somos nós, eles querem entregar tudo, a Petrobrás, o Brasil, as estatais, as nossas terras. Aqui nós defendemos direitos, aqui não defendemos a exclusão”.

    O deputado federal do Partido dos Trabalhadores, Wadih Damous, fez que questão de alertar que:

    “Não podemos nos iludir, há uma tentativa de golpe de Estado em marcha, patrocinado não só pelos partidos golpistas de oposição mas também pela grande imprensa, tendo como centro a Rede Globo de televisão, e o sistema de justiça brasileiro, tendo à frente o juiz fascista Sérgio Moro”.

    A deputada estadual comunista, Enfermeira Rejane (PCdoB), destacou que:

    “Aqui hoje nós temos o povo brasileiro gritando que esse país tem rumo, que esse país quer a democracia. Nós vamos fazer o movimento da luta democrática pelo Estado de direito em todas as praças, em todos os bairros. Esse é o levante da classe trabalhadora e depois de hoje ninguém derruba esse governo. Fora Eduardo Cunha! Fora Rede Globo! Não vai ter golpe!”.

    Roberto Amaral, liderança histórica da esquerda carioca, salientou: “O que as forças conservadoras querem é transformar o Estado democrático no Estado do neoliberalismo”.

    O deputado estadual, Marcelo Freixo (PSOL), afirmou que:

    “Quem luta em defesa da democracia tem que estar na praça pública nesse momento. O que tá em jogo aqui é a democracia. Não precisamos ter tanques nas ruas para ter ameaça de golpe, este golpe pode vir pelo Judiciário”.

    Já Glauber Braga, deputado federal pelo PSOL, destacou que “com a democracia ameaçada não é permitido omissão”.

    O diretor do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, comentou sobre a importância da mobilização dos trabalhadores e da união de toda população pela construção dessa frente popular no atual cenário político:

    “Hoje, o que nós assistimos é a tentativa de um golpe contra o Estado democrático de Direito. Nós sabemos bem o que acontece quando a direita assume o poder: é o sucateamento das empresas públicas, privatizações, terceirizações, entre tantas outras práticas que representam exclusivamente o interesse do capital privado”.

    O sindicalista ressaltou a necessidade de continuar nas ruas em defesa dos direitos dos trabalhadores:

    “Os trabalhadores brasileiros, através de muita luta, suor e sangue conseguiram conquistar os direitos trabalhistas que temos hoje. É em nome dessa história que estamos aqui para assegurar que não haja retrocesso. Vamos continuar nas ruas e praças defendendo a democracia, os direitos trabalhistas e lutando pela igualdade social. Nós, trabalhadores dos Correios, integramos essa frente para defender o país contra a ânsia do capital privado”, afirmou.

    Por Bruno Ferrari (Portal Vermelho) e Marcela Canéro (Sintect-RJ); foto dos Jornalistas Livres

  • Dirigentes da CTB conclamam entidades estaduais para mobilização nacional no dia 18

    Os movimentos sociais liderados pela Frente Brasil Popular, da qual a CTB faz parte da coordenação, estão mobilizando suas forças em todo o país para a realização de manifestações descentralizadas no dia 18 de março (sexta-feira). O ato servirá de intermediário para a Marcha Nacional Unficada, que levará centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras a Brasília no dia 31.

    “A CTB está ativa na organização do grande ato do dia 18. Realizaremos protestos nas principais capitais e cidades do Brasil, com um caráter bastante definido: pela democracia, contra qualquer tentativa golpista, pela retomada do crescimento econômico e pela defesa dos direitos dos trabalhadores e do direito previdenciário”, explicou o vice-presidente da Central, Nivaldo Santana. “Por isso achamos importante que as CTBs estaduais, as entidades sindicais filiadas e o conjunto dos trabalhadores contribuam com essa grande mobilização. O povo mobilizado, organizado e consciente será capaz de deter e superar a atual onda conservadora no nosso país”, conclamou.

    A manifestação dará continuidade às várias ações promovidas em defesa da democracia desde 2013, e terá importância central na resistência contra o ato conservador do próximo domingo (13). “Temos que lutar para convencer a sociedade de que é preciso avançar, e não retroceder. Quem viveu no Brasil na época da ditadura militar, na época do projeto neoliberal, tem obrigação de participar no dia 18 para garantir nossos direitos e um Brasil democrático”, disse Celina Areas, secretária nacional de Formação e Cultura da CTB.

    Para o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, as manifestações conservadoras colocam um desafio de resposta aos movimentos sociais e sindicais brasileiros. “É evidente que se manifestar é um direito do Estado democrático, mas a incitação ao ódio, agressões, preconceito contra pobres e negros, sobretudo aos nordestinos e imigrantes, presentes naquelas organizadas pelas lideranças conservadoras, trazem de volta o racismo e a xenofobia, coisas que se enfraqueciam neste país. Penso que isso tem que ser combatido veementemente”, analisou. Para ele, trata-se sobretudo de uma tentativa de reconquista do poder por vias autoritárias, distantes do voto popular. “A direita perdeu as eleições, seria sensato esperar 2018 para disputar novamente. Nesse quadro de instabilidade, com um Congresso desmoralizado e paralisado, perdemos todos, o Brasil e o povo brasileiro”, concluiu.

    Os detalhes da mobilização serão providos nos próximos dias pela Frente Brasil Popular.

    Portal CTB

  • Em plenária, Frente Brasil Popular reafirma luta contra golpe e conclama participação no 1º de Maio

    Nesta quarta-feira (25), a Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sindicais e sociais, realizou nova plenária para deliberar sobre o próximos passos da luta contra o golpe. O evento aconteceu na cidade de São Paulo na quadra dos Sindicato dos Bancários de São Paulo, e teve na mesa a presidenta da UEE-SP, Flavia Stefanny; Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares; Orlando Silva, deputado federal pelo PCdoB; uma integrante da Marcha Mundial das Mulheres, e Emídio de Souza, do PT-SP.

    O primeiro discurso foi de Orlando Silva, que falou sobre a posição central do grupo na resistência ao impeachment. "O que nós construímos nesta semana é um indicativo forte de que nós não vamos desistir, da mesma forma como não desistimos na luta pelas escolas. Não é a primeira vez na história do Brasil que as elites afastam a Constituição para que a elite cumpra com seus interesses. Em um dos casos, levaram o Getúlio Vargas, no outro, afastaram pelas armas um presidente democraticamente eleito. Não é um golpe contra o PT, é um golpe contra todo o nosso projeto, e eles se utilizam de uma enorme máquina midiática, que tenta iludir o povo contra aqueles que o querem defender. Nesta fase, é fundamental que a gente aprofunde a denúncia contra o golpe e o que virá se o Michel Temer assumir a presidência. Eles escreveram o que querem implementar no Brasil, é a Ponte Para o Futuro! É aquele projeto dos anos 90, cujo Estado tem pouquíssimas funções e privatiza tudo o que existe de estrutura pública", disse. Fez uma breve análise, também, sobre os eventos semelhantes que ocorrem fora do Brasil: "Quero lembrar a todos aqui que o que acontece no Brasil é algo exclusivo do nosso país, mas de toda a América Latina. Essa luta não é apenas brasileira, mas dos os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo".

    Por fim, falou das batalhas a serem travadas num possível governo Temer: "Muitos deputados já estão, desde o ano passado, tentando reduzir os programas de proteção social como o Bolsa Família, que é uma conquista e uma proteção fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Eles querem universalizar também a terceirização e a flexibilização dos direitos trabalhistas, que será um imenso ataque aos trabalhadores. Mas esses aí que abraçaram o capeta conhecem agora o inferno da resistência popular, porque aqui no Brasil existem os movimentos organizados dos trabalhadores, dos estudantes, dos aposentados, das mulheres. Vamos lutar, e com muita energia, porque o que eles querem é criminalizar também os movimentos populares - no dia seguinte da votação do impeachment, já pediram uma CPI da Une e uma nova lei que flexibilize a contribuição sindical".

    O presidente do PT-SP falou sobre a estratégia de corpo-a-corpo que adotarão nas próximas semanas: "Nós precisamos cercar os golpistas até a votação no Senado, cobrar de cada um deles a postura de defesa da democracia. O Temer não aguentou um único dia de pressão, botou aqueles seguranças. Nós temos que cobrar especialmente a senadora Marta Suplicy, porque ela foi eleita por muitos dos que estão aqui, com o devido compromisso com a democracia. A nossa ação nas ruas, nos aeroportos, nas redes sociais tem que ser ainda mais intensa. A nossa unidade é o que tem encorajado as pessoas a irem às ruas e enfrentar a discussão. Nós temos que valorizar o papel dos artistas, dos intelectuais. Temos que reconhecer o público que se levantou durante a homenagem feita a Chico Buarque para dizer que não vai ter golpe, reconhecer o que o Zé de Abreu fez no Faustão. Porque o que vem depois disso, companheiros, é o ataque aos direitos individuais e civis e um ataque direto aos direitos dos trabalhadores". Fez também o devido reconhecimento do papel da Frente no combate pela democracia: "Estou satisfeito em dizer que o PT reconhece o papel da Frente Brasil Popular. Foram vocês que nos deram fôlego e capacidade de reação. Não tem preço o que está acontecendo aqui, e nós vamos enfrentar essa luta!".

    A Frente reafirmou que não aceitará o golpe tramado por forças antidemocráticas, antipopulares e antinacionais e conclamou os movimentos civis organizados a integrararem o tradicional 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista, a partir das 10h. A atividade deste ano terá um caráter de assembleia popular da classe trabalhadora, que tem se mobilizado contra o golpe em curso. Para isso, o ato será composto por um momento inter-religioso, seguido pelo político, com a presença de lideranças partidárias e dos movimentos sociais e sindical, e um outro momento com shows e atrações culturais.

    Estão confirmadas as participações de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Detonautas, Chico César e Luana Hansen. Também haverá feira gastronômica, unidades móveis de atendimento, atrações para as crianças e outros serviços à população.

    Serviço

    1º de Maio – Assembleia Popular da Classe Trabalhadora contra o Golpe, na Defesa da Democracia e Por Nossos Direitos

    Quando: Domingo (1º de Maio), a partir das 10h

    Onde: Vale do Anhangabaú, em São Paulo (metrô Anhangabaú ou São Bento)

  • FBP organiza ato contra o golpe nesta segunda (11); parecer do impeachment é analisado na Câmara

    Nesta semana em que a luta contra o golpe no Brasil ganha um capítulo decisivo, mobilizações contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff se intensificam em todo o País. Em Brasília, a Frente Brasil Popular organiza hoje (11) um Ato em Defesa de Democracia e Contra o Golpe, com concentração a partir das 16h, em frente ao Teatro Nacional.

    A manifestação ocorre no dia em que a Comissão Especial de Impeachment na Câmara, composta por 65 parlamentares, vota o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à continuidade do processo de afastamento da presidenta. No entanto, seja qual for o resultado na Comissão, o caso segue para votação no plenário da Casa.

    As mobilizações contra o golpe, organizadas pela FBP, seguem até o dia da votação do impeachment pelo plenário, prevista para ocorrer no próximo domingo (17). Na sexta-feira (15) a Frente realiza uma Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe e no domingo, acontece uma Vigília pela Democracia, em todas as capitais do País e em Brasília.

    Para ser aberto à votação no plenário, o pedido de impeachment necessita de dois terços de votos (342) dos 513 deputados. Se for aprovado, o processo segue para análise do Senado.

    A CTB, entidade que integra a FBP, tem intensificado a luta contra o golpe, em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas. Para o presidente da central, Adilson Araújo, "a classe trabalhadora é quem mais tem a perder se o golpe do impeachment não for barrado. As classes sociais e os políticos que estão por trás da campanha contra a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, a pretexto de combater a corrupção, têm por objetivo principal a destruição dos direitos sociais conquistados pelo povo brasileiro não só durante o governo Lula mas ao longo de toda história. Querem o fim da CLT", alertou Adilson, em artigo publicado no Portal CTB.

     

    Serviço

    Ato pela Democracia e Contra o Golpe

    Hoje, segunda-feira (11/04)
    Concentração às 16h
    Teatro Nacional, Brasília - DF

    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

  • Frente Brasil Popular

    A Frente Brasil Popular foi criada em agosto de 2015 por militantes de movimentos populares, sindicais, da juventude, negros, mulheres, LGBT, pastorais, partidos políticos, intelectuais, religiosos e artistas. Objetivo da Frente é o de enfrentar de forma unitária as forças conservadoras e golpistas que cresceram no esteio das Jornadas de Junho de 2013.

    O grupo propõe outra política econômica, de cunho progressista, para caminhar em direção às transformações estruturais modernizantes que o Brasil precisa. Também se propõe a defender as liberdades democráticas e os direitos civis, trabalhistas e sociais, com atenção à soberania nacional e à inclusão popular na política. Por último, defende o aprofundamento dos processos de integração latino-americana em curso, como a Unasul, a Celac e o Mercosul.

  • Frente Brasil Popular de MG fará ato contra a Rede Globo

    A CTB-MG propaga nesta quinta-feira (7) a mensagem do comando estadual da Frente Brasil Popular. Trata-se de uma mobilização-relâmpago para um ato contra a Rede Globo de televisão. Confira:

    "A Rede Globo é a principal porta-voz do Golpe de Estado que tentam consumar no Brasil. Mentiras, manipulação, partidarismo, escárnio com a inteligência do público.

    A emissora está por trás de todos os demais golpes na história recente do país: suicídio de Getúlio em 54, golpe militar contra Jango em 64 (que levou o país a mais de 20 anos de sangrenta ditadura), caso PROCONSULT na eleição para prefeito do RJ na década de 80, manipulação do debate presidencial em 1989 que proporcionou a vitória de Fernando Collor sobre Lula, entre outros.

    Sonegadores contumazes, estão a serviço do capital especulativo internacional. A Globo sempre esteve contra o Brasil! Basta!

    Por estes motivos, a Frente Brasil Popular- Minas Gerais convoca os mineiros para o ato Contra a Globo no dia 09/04. O ato será realizado em frente a Sede da Globo Minas (Av. Américo Vespúcio, 2045, Caiçara, Belo Horizonte.

    Haverá exibição de filme, projeção e transmissão ao vivo do Jornal Contra o Golpe."

    ato contra a globo fbp mg quadrado

    Da CTB-MG

  • Frente Brasil Popular de MG fará ato contra a Rede Globo neste sábado (9)

    A CTB-MG propaga nesta quinta-feira (7) a mensagem do comando estadual da Frente Brasil Popular. Trata-se de uma mobilização-relâmpago para um ato contra a Rede Globo de televisão. Confira:

    "A Rede Globo é a principal porta-voz do Golpe de Estado que tentam consumar no Brasil. Mentiras, manipulação, partidarismo, escárnio com a inteligência do público.

    A emissora está por trás de todos os demais golpes na história recente do país: suicídio de Getúlio em 54, golpe militar contra Jango em 64 (que levou o país a mais de 20 anos de sangrenta ditadura), caso PROCONSULT na eleição para prefeito do RJ na década de 80, manipulação do debate presidencial em 1989 que proporcionou a vitória de Fernando Collor sobre Lula, entre outros.

    Sonegadores contumazes, estão a serviço do capital especulativo internacional. A Globo sempre esteve contra o Brasil! Basta!

    Por estes motivos, a Frente Brasil Popular- Minas Gerais convoca os mineiros para o ato Contra a Globo no dia 09/04. O ato será realizado em frente a Sede da Globo Minas (Av. Américo Vespúcio, 2045, Caiçara, Belo Horizonte.

    Haverá exibição de filme, projeção e transmissão ao vivo do Jornal Contra o Golpe."

    ato contra a globo fbp mg quadrado

    Da CTB-MG

  • Frente Brasil Popular de São Paulo convoca jornada de lutas

    Em reunião realizada na noite desta quinta-feira (7), a Frente Brasil popular de São Paulo (FBP/SP) convocou ampla jornada de lutas. Na pauta, a mobilização geral da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.

    O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalahdoras de São Paulo (CTB/SP), Onofre Gonçalves, acentuou a centralidade do momento e a necessidade de unidade neste momento de encruzilhada que vive o Brasil. "A unidade e mobilização serão fundamentais para vencermos mais essa etapa. Barrar golpe, defender a democracia e pela retomada do crescimento são bandeiras para a CTB/SP", destacou ele. 

    Como resolução da reunião, Onofre informou que FBP/SP definiu  que no próximo dia 11 de abril (segunda-feira) haverá blitz nos principais aeroportos do Estado de São Paulo (Congonhas, Guarulhos, Viracopos, Ribeirão Preto). "Nossa meta é fazer coro aos deputados antes de embarcarem para Brasília e pressioná-los a votar contra o impeachment", destacou Onofre.

    Ele também informou que no próximo dia 15 de abril (sexta-feira) haverá atos espalhados por São Paulo, um "trancaço" simultâneo em conjunto com os movimentos da Frente Povo Sem Medo. A agenda desses atos será fechada próxima segunda-feira (11),  às 13h na sede da CTB Nacional, na Liberdade.

    A Frente também definiu a organização de um grande acampamento cultural, no Largo da Batata, pelo movimento de artistas contra o Golpe. Será mantido por uma semana, entre o dia 10/04 ao dia 17/04, e contará com uma vasta programação cultural e de artistas renomados.

    Além de todos esses movimento, a FBP/SP convoca todos e todas para grande vigília pela democracia e contra o golpe. O ponto de mobilização será a Caixa Econômica Federal da Avenida Paulista, às 21h, do próximo sábado dia 16/04, e durará até o final da votação do Golpe, no dia 17/04.

    Joanne Mota - Portal CTB

  • Frente Brasil Popular divulga agenda de atos em defesa dos direitos em todo o país #Dia22EuVou

    Sob as bandeiras de Nenhum direito a menos e Rumo à greve geral, centrais sindicais e movimentos sociais vão às ruas em todo o país contra as reformas trabalhista e previdenciária que, se aprovadas, irão promover um retrocesso histórico nas garantias e direitos das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

    Confira o calendário das manifestações que ocorrerão nesta quinta-feira (22):

    Goiânia (GO) - Às 9hs, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás

    Campina Grande (PB) - Às 15h, na Praça da Bandeira

    Rio de Janeiro (RJ) - Às 17h, na Candelária

    São Paulo (SP) - Às 19h, no Masp

    Taubaté (SP) Às 8h, na Praça Dom Epaminondas 

    Campinas (SP) - Às 17:30h, no Largo do Rosário

    Curitiba (PR) - Às 18h, na Praça Santos de Andrade

    Natal (RN) - Às 18h30, na Via Direta Shopping

    Sergipe (SE) - Às 18hs, na Praça da Bandeira

    Cuiabá (MT) - Às 16hs, na Praça Ipiranga

    Vitória (ES) - Às 9h, na Assembleia Legislativa do Espirito Santo

    Fortaleza (CE) - Às 13h, na Avenida Duque de Caxias

    Juiz de Fora (MG) - Às 18h, no Parque Halfed

    Portal CTB

  • Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo se reúnem na CTB para encaminhar resistência ao golpe

    Representantes da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo estiveram reunidos nesta quarta-feira (20), na sede da CTB nacional, em São Paulo, para decidir sobre os próximos passos do movimento de resistência ao golpe em marcha no Brasil.

    Com a presença do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, do presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Gilherme Boulos e de dezenas de representantes de diversas outras entidades, a reunião decidiu que os atos no Dia do Trabalhador - 1º de maio - serão unificados e de denúncia ao golpe que a direita tenta dar no país para atacar as conquistas da classe trabalhadora.

    "O objetivo é deixar claro que os trabalhadores e trabalhadoras não aceitam cortes em seus direitos e não reconhece nenhum governo que tome de assalto o poder, destituindo uma presidente eleita pelo voto popular", diz Adilson Araújo.

    Para ele, a resistência que tomou as ruas de todo o país, não pode parar. "Esse movimento tem que se fortalecer ainda mais e permanecer nas ruas para impedir retrocesso e fazer o Brasil avançar".

    Boulos questiona o que fazer diante de um "Congresso extremamente conservador como o que temos". Ele mesmo conclui que somente "nas ruas poderemos derrotar o golpe e impor uma agenda mais favorável aos trabalhadores".

    A reunião definiu a divulgação de uma declaração política conjunta das duas frentes para ser amplamente divulgada em todo o mundo, denunciando o golpe.

    Além disso, várias ações estão sendo planejadas, como bloqueio de estradas, panfletagens em grandes concentrações urbanas e todo o tipo de mobilização que possa mostrar que vai ter luta.

    "Neste 1º de maio, as duas frentes estarão mais uma vez juntas para construir unitariamente um Dia Nacional de Luta e mostrar aos senadores que nenhum governo ilegal e ilegítmo terá sossego neste país", afirma Adilson.

    Portal CTB

     

     

     

  • Frente Brasil Popular reafirma resistência ao golpe em carta à presidenta Dilma

    “Nossa luta contra o governo golpista e seu programa para retirada de conquistas será implacável. Buscaremos a unidade e a mobilização das mais amplas forças populares, combatendo sem cessar, até derrotarmos a coalizão antidemocrática que rompeu com o Estado de Direito”, diz trecho da carta da Frente Brasil Popular divulgada nesta quarta-feira (31).

    A carta refere-se ao resultado da votação que decretou o afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita para o cargo no país. Com um roteiro traçado e esperado, o golpe foi consumado nesta quarta, com 61 senadores votando sim pelo impeachment, mesmo sem nenhum crime de responsabilidade comprovado contra ela.

    “Mais cedo do que pensam os usurpadores, o povo brasileiro será capaz de rechaçar seus planos e retomar o caminho das grandes mudanças", diz outro trecho da carta endereçada a Dilma.

    Clipe de "Apesar de Você", de Chico Buarque 

    Confira a íntegra do documento abaixo:

    Carta da Frente Brasil Popular:

    Companheira Presidenta

    Dilma Rousseff

    Primeiramente, como dizem as ruas, fora Temer!

    A maioria dos senadores brasileiros dobrou-se à fraude e à mentira, aprovando um golpe parlamentar contra a Constituição, a soberania popular e a classe trabalhadora.

    As forças reacionárias, ao interromper vosso legítimo mandato, impuseram um governo usurpador, que não esconde seu perfil misógino e racista.

    Atropelaram o resultado eleitoral, condenaram uma mulher inocente e sacramentaram o mais grave retrocesso político desde o golpe militar de 1964.

    Esta ruptura da ordem democrática materializa os propósitos antipatrióticos e antipopulares das elites econômicas, empenhadas em privatizar o pré-sal, as companhias estatais e os bancos públicos, além de vender nossas terras para estrangeiros, comprometendo a produção nacional de alimentos e o controle sobre as águas.

    Os golpistas querem, entre outras medidas, reduzir investimentos em saúde, educação e moradia, eliminar direitos trabalhistas, acabar com a vinculação da aposentadoria básica ao salário mínimo, enterrar a reforma agrária e esvaziar programas sociais.

    A agenda dos usurpadores rasga as garantias da Constituição de 1988 e afronta as conquistas obtidas durantes os governos do presidente Lula e o da companheira, com o claro intuito de favorecer os interesses das oligarquias financeiras, industriais, agrárias e midiáticas, aumentando seus lucros em detrimento dos trabalhadores e das camadas médias.

    Durante os últimos meses, ao lado da companheira, resistimos contra o golpe institucional por todo o país. Milhões de brasileiros e brasileiras participaram de manifestações e protestos, em esforço unitário para defender a democracia, os direitos populares, a soberania nacional e o resultado das urnas.

    A voz da companheira, em discurso de 29 de agosto frente a seus julgadores, nos representa. Ali se fez ouvir, com dignidade e audácia, a verdade sobre o golpe em curso, sua natureza de classe e sua ameaça ao futuro da nação, pois os usurpadores não escondem sua submissão aos centros imperialistas e buscam destruir a política externa independente construída a partir de 2003.

    Hoje a resistência apenas começa. Nas ruas e nas instituições. Nos locais de estudo, trabalho e moradia. Mais cedo do que pensam os usurpadores, o povo brasileiro será capaz de rechaçar seus planos e retomar o caminho das grandes mudanças.

    Nossa luta contra o governo golpista e seu programa para retirada de conquistas será implacável. Buscaremos a unidade e a mobilização das mais amplas forças populares, combatendo sem cessar, até derrotarmos a coalizão antidemocrática que rompeu com o Estado de Direito.

    Estamos certos de que a companheira continuará a inspirar e protagonizar a resistência contra o golpismo.

    Do mesmo lado da trincheira e da história, lutaremos até a vitória de um Brasil democrático, justo e soberano.

    Brasília, 31 de agosto de 2016

    Frente Brasil Popular

    Portal CTB

  • Frente Brasil Popular se reúne em São Paulo para avançar na guerra ao golpe, nesta segunda (20)

    O Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular (FBP) se reúne nesta segunda-feira (20), em São Paulo, para analisar a conjuntura política, com a provável presença do presidenciável do PDT Ciro Gomes e da filósofa Marilena Chauí.

    Além do debate, a FBP decidirá o calendário de lutas e a preparação de sua Conferência Nacional.

    “A frente tem atuado com firmeza para a união da classe trabalhadora com os movimentos sociais e partidos políticos democráticos para barrar o golpe da elite, aliada dos interesses estrangeiros no país”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ele explica que essa reunião é importante para que as mobilizações do novo calendário de lutas consigam abranger ainda mais setores da sociedade com o objetivo de “denunciar os prejuízos à nação com os projetos do governo golpista, diametralmente opostos aos interesses da maioria da população e do país”.

    Além dos temas já citados, os organizadores da FBP discutirão ainda a forma de preparar a greve geral e da marcha massiva programada para o dia 5 de agosto, na abertura da Olimpíada 2016, no centro do Rio de Janeiro.

    A pauta contém também o encaminhamento da preparação da Conferência Nacional da frente, programada para novembro. “Cada vez mais as forças democráticas entendem a necessidade de unir forças para vencer as ideias conservadoras veiculadas pela mídia golpista, que prega o pensamento único”, acentua.

    Além de ficar “patente a necessidade de ampliação dos horizontes culturais, aumentando assim o conhecimento da realidade”, diz Rogério. “Dessa forma poderemos intervir melhor e combater o neoliberalismo e o imperialismo com mais qualidade”.

    Para os organizadores da FBP, os últimos acontecimentos derrubaram a máscara do golpe, que tem a incumbência de acabar com a Operação Lava Jato e liquidar com os direitos sociais e trabalhistas conquistados nos últimos anos.

    “A Frente Brasil Popular tem o papel de aglutinar as forças que defendem um projeto de desenvolvimento voltado para os interesses da classe trabalhadora e que vise o permanente combate à desigualdade e às discriminações”, finaliza.

    Serviço:

    O que: Reunião Coletivo Nacional Frente Brasil Popular
    Quando: Segunda-feira (20), das 9h às 17h
    Onde: São Paulo, no Colégio Pio XI (Rua Pio XI, 1100 - Alto da Lapa)

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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