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Ter, Jun

17º congresso da FSM

  • Representantes de mais de 70 entidades sindicais oriundos da África, Ásia, América Latina e Europa se reunirão entre os dias 5 e 8 de outubro na cidade de Durban, na África do Sul, para o 17º Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM).

    Federação Sindical Mundial realiza no Paraguai plenária preparatória para 17º congresso

    O secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, está em Atenas (Grécia), na sede da FSM, para ajudar nos preparativos da atividade. Ele concedeu ao Portal CTBuma entrevista exclusiva na qual falou sobre o atual momento político e os desafios do movimento sindical diante deste cenário adverso. Leia abaixo a íntegra: 

    divanilton brasil ctb
    Portal CTB: O 17º Congresso da Federação Sindical Mundial ocorre em um momento de ofensa das forças conservadoras contra a classe trabalhadora em todo o mundo. Neste contexto, qual o papel do movimento sindical internacional na defesa dos direitos e como a classe trabalhadora deve agir frente a esta ameaça?

    Divanilton Pereira: A civilização contemporânea passa por uma severa ameaça. O capitalismo, mais uma vez, com sua natureza excludente e concentradora de capitais através de uma de suas maiores crises, impõe aos povos e, sobretudo, à classe trabalhadora uma escalada de perdas de direitos e de perspectivas. O desemprego e o genocídio contra os imigrantes são as manifestações mais trágicas da atualidade.

    A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico.

    “Pelas conquistas das necessidades contemporâneas para os trabalhadores e contra a pobreza e as guerras geradas pela barbárie capitalista” é o lema da atividade que vai de encontro ao momento atual de crise do capitalismo mundial e suas consequências. Qual a importância da organização sindical neste cenário?

    Vivemos num quadro político desfavorável para a classe trabalhadora em nível mundial. O capital financeiro hegemoniza a economia, determina a política e dita sua agenda anti-povo e anti-trabalho. A resultante deste quadro é o aumento da pobreza, uma juventude sem perspectiva e o desemprego chegando este ano aos 200 milhões, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    Além disso, acirram-se as disputas geopolíticas, criando um ambiente crescente de incertezas e tensões. O consórcio imperialista, liderado pelos EUA, luta por sua hegemonia e reage patrocinando atrocidades e guerras. O lema do 17º Congresso da FSM está em sintonia com esse quadro e o seu aprofundamento nos debates, contribuirá para que o sindicalismo classista em nível internacional resista contra essa ofensiva espoliadora.

    Qual a importância da atividade acontecer na África do Sul, um dos países que com o Brasil, Rússia, India e China, compõem o (Brics)? Como esse bloco, que tem um banco próprio, pode ser uma alternativa a hegemonia dos países ricos?

    Vivemos uma transição na geopolítica, na qual novos polos produtivos e econômicos disputam exercer um maior protagonismo e sem o tutelamento absoluto da tríade FMI, Banco Mundial e Banco Central Europeu. A constituição do BRICS é a expressão máxima dessa reação.

    Logicamente que esse movimento não é um passeio. Por ameaçar o status quo hegemônico atual, seus integrantes sofrem as mais variadas contestações, sanções e conspirações – como a do Brasil – para inviabilizá-lo. A realização do congresso da FSM na África do Sul aproxima o sindicalismo classista dessa importante possibilidade histórica.

    Além de nossos históricos laços culturais, será uma honra para todos os participantes conhecerem in loco um povo que é um dos símbolos da luta anticolonialista e antisegregacionista. A terra de Nelson Mandela.

    Qual a expectativa da CTB para este congresso?

    A mais promissora possível. Estamos com uma delegação composta de 44 companheiros e companheiras, 45% de mulheres. É a maior representação da história do sindicalismo classista brasileiro. Esse coletivo expressa na prática a valorização que a CTB dá ao internacionalismo e à solidariedade classista.

    A nossa identificação com a FSM é histórica e é sustentada pelo conteúdo de nossos programas. Uma concepção anti-imperialista, antineoliberal e socialista.

    Estamos convictos de que as resoluções desse congresso, além de fortalecerem o nosso ideário e aperfeiçoarem o conhecimento de nossos sindicalistas sobre o movimento sindical internacional, reforçarão as lutas da classe trabalhadora em nível mundial.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • O dia 3 de outubro é marcante para a classe trabalhadora mundial afinal, na data, a Federação Sindical Mundial (FSM) foi fundada, em 1945 na França, e para celebrar a ocasião, todo ano, a entidade e seus filiados, entre eles a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se manifestam reafirmando suas bandeiras de luta.

    Presidente da CTB enaltece 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    Este ano, devido a realização do 17º Congresso da FSM, que acontece de 5 a 8 de outubro na cidade de Durban (África do Sul), e contará com a presença de representantes de entidades sindicais de quatro continentes, o “Dia Internacional de Ação” será concentrado na realização do encontro.

    “As atividades para lembrar o dia de hoje, significativo para o movimento sindical mundial e também para a classe trabalhadora, estão concentradas no congresso, que ocorre em um momento em que os povos precisam estar unidos para resistir à ofensiva conservadora”, expressou o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que está auxiliando nos preparativos do encontro.

    Em 2015, ao completar 70 anos da organização internacional, o Brasil sediou o Simpósio Sindical seguido pelo Dia de Ação com uma caminhada pelas ruas de São Paulo que teve a participação de sindicalistas de todo o mundo, entre eles, o secretário-geral da FSM, George Mavrikos.

    Segundo o sindicalista “as consignas da FSM: classista, unitária, democrática, moderna e independente expressam nossas diretrizes, todas em sintonia com as demandas da classe trabalhadora em nível mundial”, frisou.

     Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Cerca de dois mil trabalhadores de 111 países e cinco continentes estão em Durban, cidade litorânea da África do Sul, participando da 17ª edição do congresso internacional da Federação Sindical Mundial (FSM). São sindicalistas provenientes de 1,2 mil entidades sindicais classistas e comprometidas com os lemas: unidade, luta e internacionalismo. Juntos, representam mais de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras ao redor do mundo.

    Discurso de Adilson Araújo, presidente da CTB, no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    A CTB está presente com 44 delegados e delegadas, de todo o Brasil, todos dirigentes sindicais de diferentes áreas de atuação, e comprometidos com a denúncia do golpe, do governo ilegítimo de Michel Temer e das graves ameaças à classe trabalhadora. Esta é a maior delegação da história da central em um congresso internacional e reflete a exata dimensão que a CTB vem dando à crise que a classe trabalhadora mundial enfrenta no Brasil e em diversas partes do mundo.

    “A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico. E por isto o Congresso, neste momento, é tão importante”, avalia o secretário internacional da CTB, Divanilton Pereira, coordenador da FSM para o cone sul e um dos organizadores do encontro. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos primeiros oradores ainda no final da manhã desta quarta-feira (5). Denunciou a situação política brasileira, o golpe, os interesses poderosos dentro e fora do país envolvidos neste processo, e a infame e retrógrada política externa brasileira, que reverte um posicionamento progressista e solidário na América Latina que vinha sendo construído há 12 anos.

    Atacou duramente os EUA e sua ativa atuação nos desmandos e desmontes em curso no Brasil, com destaque também à Petrobras: "Os EUA ganharão com a mudança das regras de exploração do pré-sal, feitas sob encomenda da multinacional Chevron com o descarado propósito de entregar o petróleo brasileiro aos monopólios estrangeiros de mão beijada".

    E finalizou, sob aplausos e gritos de Fora, Temer!, que permearam o dia inaugural do Congresso: “São imensos os desafios que emergem nesse cenário de adversidades para as forças progressistas, o sindicalismo classista, a CTB e a nossa querida Federação Sindical Mundial (FSM). A experiência histórica vai mostrando que não haverá um desfecho positivo para a crise nos marcos do capitalismo. É hora de reiterar e renovar a luta pelo socialismo”.

    Mandela, Mabhida e Amandla

    A abertura do evento contou com a participação do presidente da África do Sul e do Congresso Nacional Africano (ANC) , Jacob Zuma, que, em seu discurso, condenou o imperialismo mundial pela tragédia dos imigrantes e refugiados e destacou a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras como a chave para se avançar e reverter o cenário hostil dos tempos atuais.

    Lembrou Nelson Mandela, líder maior e símbolo da luta contra o Apartheid e a opressão, e Moses Mabhida, lendário dirigente sindical e líder do partido comunista no país de 1978 até 1986, ano de sua morte. Mabhida dá nome ao estádio de esportes que sediou a Copa do Mundo e é um dos maiores do país.

    George Mavrikos, presidente da FSM, fez um histórico das ações da federação ao longo de seus 71 anos de história, e foi seguido pelo presidente do Congresso das Centrais Sindicais da África do Sul (Cosatu), Sdumo Dlamini, que comunicou a todos que haverá uma greve geral nesta sexta-feira (8), motivada, principalmente, por revindicações sobre as condições de transporte e educação.

    Ao longo do dia, os sindicalistas da Cosatu, única e histórica central sindical sul africana, encantaram o estádio, entoando cantos da música folclórica africana. Os dirigentes também usam uma palavra especial para convocar a luta e a união: Amandla, do idioma zulu, que significa "poder", ao que todos respondem: "awethu", que quer dizer "nosso".

    Amanhã tem mais.

    Natália Rangel, de Durban, para o Portal CTB

    Foto: Fernando Damasceno

  • Em seus 70 anos de atuação em defesa dos direitos trabalhistas, a Federação Sindical Mundial vem acompanhando e fortalecendo a emancipação do trabalhadores e trabalhadoras. Ela se tornou um instrumento imprescindível para a luta de classe diante de um mundo cada vez mais globalizado, em que o capital ignora as fronteiras e leis nacionais.

    A organização dá grande ênfase ao sindicalismo classista, de forma muito similar à CTB, e congrega os ativistas entidades de cunho socialista e anti-capitalista.

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) enviou uma nota para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), na última terça-feira (20), em apoio aos atos que ocorrerão por todo o Brasil na próxima quinta (22).

    Vamos mobilizar para a paralisação nacional nesta quinta (22), conclama presidente da CTB

    No comunicado, a entidade internacional a qual a CTB é filiada e que irá realizar em outubro seu 17º Congresso, reforçou a defesa da democracia e as denúncias da classe trabalhadora contra o golpe. Leia a íntegra: 

    A Federação Sindical Mundial apoia o ato da defesa dos direitos no Brasil em 22 de setembro

    A Federação Sindical Mundial (FSM) que está se preparando para seu 17º Congresso, em nome de seus 92 milhões de membros nos 5 continentes, reitera seu apoio ao ato unitário da defesa dos direitos para o dia 22 de setembro no Brasil.

    A FSM soma sua voz  com as centrais contra o governo de Michel Temer que tenta "jogar a conta da crise econômica nas costas da classe trabalhadora e dos mais pobres".

    Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil têm a oportunidade de mostrar que não aceitarão perder direitos históricos nem sequer vir precariamente no século 21. O lema da unidade e da luta da classe trabalhadora deve espalhar-se em toda parte! Assim se conseguirá o sucesso do ato de 22 de setembro.

    Portal CTB 

  • Os sindicatos e organizações filiados à Federação Sindical Mundial (FSM) no Paraguai realizaram, no último sábado (17), uma plenária geral de divulgação do 17º Congresso, que ocorrerá na África do Sul em outubro e deve reunir sindicalistas e entidades dos cinco continentes.

    Durante o encontro, os presentes analisaram as informações e desafios da FSM para os próximos anos e, ao mesmo tempo, avaliação a situação da classe trabalhadora paraguaia, destacando quais tarefas ocorrerão no país.

    No fim da plenária, foi aprovado um relatório que será apresentado no congresso e entre outros pontos firmou-se o compromisso de continuar fortalecendo a presença da FSM no Paraguai.

    Com informações da FSM Paraguai