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Sáb, Fev

1917: A Greve Geral

  • Com apoio da CTB, documentário sobre a greve de 1917 estreia hoje. Não perca!

    O filme 1917: A Greve Geral (90 minutos/2017), de Carlos Pronzato, tem sua primeira exibição pública nesta terça-feira (11) no espaço Matilha Cultural, na capital paulista. O documentarista falou recentemente ao Portal CTB sobre a sua mais recente obra ainda em produção. As produções do cineasta argentino, radicado na Bahia, em geral recebem financiamento de entidades do movimento social. 

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) cedeu infraestrutura e financiamento para que a história da primeira greve geral ocorrida no Brasil pudesse ser contada nas telonas do país. "Trabalhar dessa maneira é um desafio constante, mas o prazer de ver a obra concluída em clima de total liberdade é inexplicável", diz Pronzato sobre a sua forma escolhida de trabalhar.

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    Filme reflete sobre a primeira greve geral do Brasil ocorrida em 1917, ano da Revolução Russa

    Ele contou ainda ao site Esquerda online que os trabalhos começaram em meados de 2016 com visitas aos arquivos de São Paulo e Campinas, onde se encontra o Arquivo Edgard Leuenroth, que recebeu este nome em homenagem ao célebre jornalista e militante anarquista. Ele também realizou muitas leituras do material acadêmico produzido até hoje sobre o tema do documentário.

    Para o cineasta, outro desafio é conseguir levar para a tela do cinema "um retrato fiel dessa que foi a primeira Greve Geral do país e tentar trazer para estes tumultuados dias o espírito dos grevistas de 1917".

    "Espero que as pessoas que assistirem ao filme, reflitam sobre a crise que se abate no Brasil e que essa reflexão ajude a fortalecer o movimento sindical e de oposição ao governo Temer", conclui Pronzato.

    Serviço

    O que: 1917, A Greve Geral, de Carlos Pronzato

    Quando e onde: Primeiras exibições Públicas em São Paulo, com a presença do diretor e equipe em todas as exibições. 

    Dia 11 de julho, terça, às 17h: Matilha Cultural (R. Rêgo Freitas, 542, República, tel.: 3256-2636)

    Dia 11 de julho, terça, às 19h: Apeoesp - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Praça da República, 282, tel.: 3350-6000)

    Dia 12 de julho, quarta, às 16:30h: Cedem - Centro de Documentação e Memória da UNESP (Praça da Sé, 108, tel.: 3116-1701). Comenta: Christina Lopreato

    Dia 12 de julho, quarta, às 19h: ECLA - Espaço Cultural Latino-Americano (R. Abolição, 244 – Bixiga, tel.: 3104-7401)

    Dia 13 de julho, quinta, às 16h: Sindicato dos Marceneiros (R. das Carmelitas, 149, Centro, tel.: 3107-8438)

    Dia 13 de julho, quinta, às 19h: Livraria Tapera Taperá (2º andar, loja 29, Av. São Luís, 187, República, Tel.: 3151-3797)

    Dia 14 de julho, sexta, às 19h: Associação Cultural José Martí (R. Joaquim Távora, 217, Santos)

    Dia 15 de julho, sábado, às 20h: Centro Cultural Benjamin Peret (R. Serranos, 90, Vila Bosque, perto do metrô Saúde, tel.: 5072- 2464)

    Dia 17 de julho, segunda, às 19h: Sede Social do Clube Atlético Juventus (R. Comendador Roberto Ugolini, 20, Mooca, tel. 2271-2000)

    Quanto: De graça

    Portal CTB. Foto: Divulgação

  • Filme reflete sobre a primeira greve geral do Brasil ocorrida em 1917, ano da Revolução Russa

    No dia 28 de abril deste ano, aconteceu a maior greve geral da história do país, 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços. Para um melhor entendimento das lutas da classe trabalhadora brasileira, Carlos Pronzato realiza o documentário “1917: A Greve Geral”.

    O cineasta argentino, radicado no Brasil, acredita ser muito importante a compreensão da história para se entender o presente. Por isso, adotou a forma de documentários para suas obras.

    “Não tenho como objetivo construir peças de museus, mas filmes que deem voz aos que são marginalizados ou rejeitados pela história oficial”, diz Pronzato. “Uso a plataforma audiovisual com temas sociopolíticos juntamente com materiais históricos para que não percam a vigência”.

    Última nação a abolir a escravidão em 1888, o Brasil de 1917 engatinhava em seu processo de urbanização e industrialização. A República marginalizava a população negra do mundo do trabalho, empurrando-a para a periferia, e trazia para o país operários europeus, com a clara intenção de branquear a sociedade.

    pronzato lopreto velozo filme greve 1917

    Pronzato conversa com Christina Lopreato, acompanhado do cinegrafista Xeno Velozo, no vão do Masp, em São Paulo (Foto: Marcelo Chaves)

    A primeira greve geral ocorrida no Brasil, se deu basicamente em São Paulo e Rio de Janeiro por onde a industrialização se acelerava. E com a chegada de operários da Europa em crise, e forte influência do clima criado com a Revolução Russa, a greve se agiganta com o assassinato do sapateiro espanhol José Martinez, de apenas 21 anos.

    “O auge deste período foi a greve geral de julho de 1917, que paralisou a cidade de São Paulo durante vários dias. Os trabalhadores em greve exigiam aumento de salário. O comércio fechou, os transportes pararam e o governo impotente não conseguiu dominar o movimento pela força. Os grevistas tomaram conta da cidade por trinta dias”, conta o historiador Hermínio Linhares em seu livro “Contribuição à história das lutas operárias no Brasil”.

    Os grevistas queriam a liberdade das pessoas presas por participar do movimento, direito de associação da classe trabalhadora, abolição da exploração do trabalho de crianças com menos de 14 anos, contra o trabalho noturno de jovens com menos de 18 anos e das mulheres e aumento salarial, jornada de trabalho de 8h diárias, entre outras reivindicações.

    Em suas obras mais recentes, Pronzato examinou por dentro as ocupações de escolas em São Paulo 2015 com a obra “Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile! Escolas ocupadas em São Paulo”, lançado no início de 2016. Também documentou as escolas ocupadas no Paraná no ano passado no filme “Ocupa tudo: escolas ocupadas no Paraná”, que estreou neste ano.

     Assista o filme Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile! Escolas ocupadas em São Paulo

    Influenciado pelo neorrealismo italiano (movimento cultural surgido nos anos finais da Segunda Guerra Mundial, com grande destaque no cinema) e pelo Cinema Novo (movimento cinematográfico surgido na década de 1950 com a vontade de levar às telonas a alma do Brasil), Pronzato busca levar reflexão sobre os fatos que marcam a história recente da classe trabalhadora e dos movimentos sociais de contraposição ao capitalismo.

    “Ao refletir sobre a primeira greve geral do Brasil, pretendo recuperar o espírito dos grevistas de 1917”, realça o documentarista. Ele também contou a trajetória de Che Guevara na Bolívia até o seu assassinato em 1967, no filme “Carabina M2, uma arma americana – o Che na Bolívia” (2008) e “A Revolta do Buzu” (2002), sobre protestos contra aumento de tarifa no transporte público de Salvador.

    Com larga utilização do Arquivo Público do Estado de São Paulo e Arquivo Edgard Leuenroth de Campinas (SP) ele remonta a história com acervo fotográfico e de texto de rara qualidade.

    Também agradece a Francisco Foot Hardman, Christina Lopreato e José Luiz Del Roio. Ele conta ainda que iniciou sua mais recente obra em meados de 2016 e o prevê a conclusão para o mês que vem. Com edição de Renato Bazan.

    Assista Ocupa tudo: escolas ocupadas no Paraná

    Para o cineasta é fundamental contar essa história, justamente para melhor compreensão da conjuntura política do país neste momento. “Vivemos uma situação de graves retrocessos, mas a classe trabalhadora dá mostras de reação e resistência”.

    “Tenho como fundamento em minha obra a colaboraçao com as questões populares e com isso trazer reflexão e ajudar na construção de uma nova sociedade. Somente com conhecimento podemos avançar com mais qualidade", conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Greve Geral chega ao Cine Bijou, em São Paulo, neste sábado (16)

    O famoso Cineclube Bijou, na Praça Roosevelt, 184, centro de São Paulo, apresenta o documentário 1917: a Greve Geral, de Calos Pronzato,às 15h. O filme trata da primeira greve geral ocorrida no Brasil há 100 anos.

    Essa greve geral, se deu basicamente em São Paulo e no Rio de Janeiro por onde a industrialização se acelerava. Sob liderança anarquista - fortes no movimento sindical naquele ano -, a greve se agiganta com o assassinato do sapateiro espanhol José Martinez, de apenas 21 anos.

    O mundo era sacudido por uma guerra e grave crise e os efeitos do que acontecia na Rússia, que culminou com a primeira revolução socialista do planeta, também em 1917.

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    Filme reflete sobre a primeira greve geral do Brasil ocorrida em 1917, ano da Revolução Russa

    “O auge deste período foi a greve geral de julho de 1917, que paralisou a cidade de São Paulo durante vários dias. Os trabalhadores em greve exigiam aumento de salário. O comércio fechou, os transportes pararam e o governo impotente não conseguiu dominar o movimento pela força. Os grevistas tomaram conta da cidade por trinta dias”, conta o historiador Hermínio Linhares em seu livro “Contribuição à história das lutas operárias no Brasil”.

    Já Pronzato diz que o documentário ganha em importância devido à conjuntura que o Brasil vive e se faz necessário refletir sobre a nossa realidade presente aprendendo com os acontecimentos do passado.

    “Não tenho como objetivo construir peças de museus, mas filmes que deem voz aos que são marginalizados ou rejeitados pela história oficial”, diz Pronzato. “Uso a plataforma audiovisual com temas sociopolíticos juntamente com materiais históricos para que não percam a vigência”.

    O documentário teve diversas pré-estreias em algumas capitais do pais. Já o lançamento oficial aconteceu no Rio de Janeiro no dia 7 de dezembro na Sede da OAB, em evento promovido pelo jornal Tribuna da Imprensa Sindical e o Centro de Documentação e Pesquisa da OAB. Na ocasião, o diretor do filme levou o prêmio Destaque Sindical Liberdade de Imprensa.

    Serviço:

    O que: 1917: a Greve Geral, de Calos Pronzato

    Onde: Cine Bijou (Praça Roosevelt, 184, centro de São Paulo)

    Quando: Sábado (16), 15h

    Quanto: Grátis

    Portal CTB