Manifestações Nacionais

  • 11/11/16 - Dia Nacional de Paralisações

    Ao menos 19 estados aderiram aos protestos e paralisações contra a “PEC do Fim do Mundo” nesta sexta-feira (11). Organizados pela Frente Brasil Popular, os atos somaram dezenas de milhares de pessoas por todo o país, reunindo diversas categorias em um ensaio para uma greve geral. A pauta central foi o combate à PEC 241, que tornou-se PEC 55 no Senado.

    Apelidade de PEC da Morte, do Fim do Mundo, da Maldade ou dos Ricos, a proposta muda a Constituição brasileira e determina um congelamento dos investimentos sociais por 20 anos. O objetivo de se lançar mão de uma medida tão radical seria reorganizar as contas do país - razão que é derrubada por 9 em 10 economistas, que vêm benefícios apenas ao mercado financeiro e ao pagamento dos juros da controversa dívida pública brasileira.

  • As 7 maiores cidades de Rondônia participarão dos protestos no 28 de Abril

    Os organizações rondonenses estão engajados na organização do 28 de abril, e acreditam que o ato será ainda maior do que o do 15 de março. Da última vez, participaram da passeata 5 mil pessoas - desta vez, o presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, estima que aparecerão entre 10 e 12 mil.

    As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB). Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

    Leia também: Servidores federais de Rondônia aprovam adesão de greve geral do dia 28

    O ato da capital será feito em formato de passeata, a partir de três diferentes concentrações em Porto Velho: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários, e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontrarão na Av. 7 de Setembro às 10h, de onde seguirão em caminhada para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer.

  • Belo-horizontinos também param nesse sexta (31); confira o trajeto e participe!

    Os trabalhadores de Belo Horizonte também participarão da manifestação desta sexta-feira (31). Coordenados pela Frente Brasil Popular e centrais, os belohorizontinos farão a concentração do ato na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais às 17 horas, e seguirão pela Av. Olegário Maciel até a praça Raul Soares. Daí, seguirão para a Av. Amazonas até a Praça Sete, e depois farão o percurso pela Av. Amazonas até a Praça da Estação.

    A chegada no último ponto deve ocorrer por volta das 18h30, mas esses horários são uma estimativa. Ao final, diversas atividades culturais serão iniciadas.

    "Quem não puder estar na ALMG às 17 hs, encontre-nos pelo percurso ou venha somar conosco na Praça da Estação! Venha lutar por seus direitos e pelo direito dos seus filhos, netos, enfim, pelos nossos direitos e das futuras gerações!", escreveu a CTB-MG em mensagem. O Portal CTB estará lá.

    Portal CTB

  • UM MILHÃO DE PESSOAS saíram às ruas contra as reformas de Michel Temer

    Um milhão de pessoas. Essa foi a dimensão nacional da paralisação deste 15 de Março, organizada por nove centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, os partidos políticos progressistas e centenas de movimentos sociais. Com uma pauta unitária, as manifestações aconteceram em todos os 27 estados do Brasil, interrompendo o fluxo de comércio exterior por um dia inteiro e congelando a maior metrópole do país. Nada mal para a primeira grande mobilização de 2017.

    São Paulo foi a cidade com a maior concentração de manifestantes, superando a marca dos 200.000 no ponto alto do evento. Outras capitais atingiram marcas igualmente impressionantes, como Belo Horizonte (com 150.000 pessoas), Rio de Janeiro (100.000), Fortaleza (50.000), Curitiba (60.000), Recife (40.000), Brasília (20.000) e Campo Grande (20.000).

    As primeiras atividades se iniciaram às 5h da manhã nas portas de milhares de locais de trabalho pelo país, declarando as paralisações de setores muito variados. Portos, correios, escolas públicas e privadas, transportes metropolitanos e postos de saúde foram apenas alguns dos pontos a terem suas atividades suspensas ou reduzidas para que os trabalhadores pudessem participar dos atos em defesa da aposentadoria. Em São Paulo, a paralisação total do serviço de metrô e ônibus pela manhã fez com que a cidade ficasse dormente.

    Ao contrário das manifestações do ano passado, o foco deste Dia Nacional de Lutas não foi a oposição ao golpe de Michel Temer, mas às propostas que seu governo vem empurrando sobre a população - especificamente, a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. O apelo mais palpável dessas pautas fez com que muitos trabalhadores normalmente avessos a atos políticos comparecessem às atividades promovidas pelas centrais.

    Unidade de discursos

    O palanque erguido sobre o caminhão de som da Frente Brasil Popular na Avenida Paulista foi palco de dezenas de falas diferentes, variando de representantes de movimentos estudantis até o aguardado discurso do ex-presidente Lula.

    <#15M - Dia Nacional de Luta pela Previdência

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos que usou o microfone diante da avenida lotada: “O Brasil hoje acordou mais cedo, disposto a dar uma resposta a esse governo ilegítimo que tenta impor a todo custo uma agenda extremamente neoliberal. Nós sabemos o quanto foi importante a conquista da CLT, o quanto foi importante a luta pela democracia e a conquista da Constituição Cidadã de 1988. Nós aprendemos a fazer a lição de casa, e apostamos numa forma nova de governar este país, e agora esse governo entreguista tenta a todo custo liquidar nossas conquistas! Eles querem nos transformar nos patinhos da FIESP, mas aqui tem povo, tem periferia!”.

    Ele exaltou a resposta firme dos metroviários diante da tentativa de impedir a greve pelo governo de São Paulo, e elogiou as respostas positivas que a população deu à imprensa quando questionados sobre a situação. Mencionou também a provocação do relator da Reforma da Previdência, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que afirmou que as manifestações não mudam "absolutamente nada". “Ele que tente colocar a reforma em votação, nós não vamos deixar!”, disse Adilson.

    Fala similar foi oferecida por Guilherme Boulos, coordenador-geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Boulos também chamou o 15 de Março de “dia histórico”, mas atribuiu a força dos atos justamente à participação de pessoas para além dos movimentos organizados. “Uma coisa é ocupar as ruas com os movimentos sociais, outra coisa é quando o povo e a periferia resolve ir para o protesto. A cidade parou! Isso aqui é um aviso: nossa paciência acabou!”, disse. Boulos sugeriu aos manifestantes que visitem cada deputado para cobrá-los do voto contrário à reforma, e disse que pretende impedir a votação de acontecer, nem que seja pela ocupação do Congresso Nacional.

    Outra liderança a subir no caminhão foi a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel “Bebel” Noronha. Ela foi responsável pela agregação de um ato setorial que ocorria na Praça da República à manifestação das centrais, somando 80 mil educadores à Av. Paulista. Bebel frisou os dificuldades que sua categoria enfrenta para se aposentar, a começar pelo tempo mais longo de formação dos profissionais, e refletiu sobre a real importância da Previdência:

    “Não se pode pensar em aposentadoria somente como um problema econômico, ela é uma proteção social, é a garantia de dignidade da população. Eles criaram essa crise, deram o golpe, e agora querem sangrar os trabalhadores, mas não fomos nós que criamos isso! Nós não vamos deixar, se votarem contra nós, a gente vai parar esse país”. A mensagem foi repetida até por setores mais sectários da esquerda, como o PCO e o PSOL.

    O discurso de Lula

    A última fala, como de praxe, foi a do ex-presidente Lula, que preferiu fazer um discurso breve sobre o superávit oculto da Previdência e as conquistas ao longo dos governos do PT. Lula comentou a importância de vincular as aposentadorias ao Salário Mínimo, e criticou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por tratar a Previdência como um “problema”. Assista sua fala na íntegra no vídeo abaixo:

    “O que eles querem é enfiar goela abaixo do povo brasileiro uma reforma que vai impedir a aposentadoria de milhões", analisou. “Ao invés de acabar com a aposentadoria, faça com que a economia volte a crescer que o problema está resolvido”, continuou, arrancando aplausos dos manifestantes.

    Ele criticou também a falta de credibilidade que Michel Temer imprimiu sobre o governo brasileiro. “O Brasil era um país que era respeitado pelos EUA, pela China, pela Rússia, pela Índia, e agora este presidente não tem coragem de viajar para a Bolívia com medo de ser rejeitado. É um governo fraco, mas que conseguiu uma força que nenhum representante eleito conseguiria, e usa essa força para desmontar o que demorou tanto para construir”, disse. “Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado neste país não foi apenas contra a Dilma, foi contra todos nós”.

    A solução, para Lula, só virá com a convocação de novas eleições presidenciais. “Está muito claro que o povo só vai parar de protestar quando voltar a ter um governo democraticamente eleito. O governo tem que voltar a governar, o BNDES tem que voltar a investir, é preciso parar com essa bobagem de cortar, de terceirizar, porque só vende quem não sabe governar”.

    Por Renato Bazan - Portal CTB