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Qui, Jun

8 de Março

  • Por que em pleno século 21 as mulheres ainda são tolhidas em assumir o protagonismo de suas próprias vidas? Do impedimento de cortar o próprio cabelo sem autorização do marido até a sub representação nos espaços de poder e decisão as mulheres enfrentam o histórico e ideológico tratamento de seres de segunda categoria, relegadas ao espaço privado e mesmo nesse espaço, no qual são apresentadas como "rainhas", sofrem todo tipo violência. No trabalho, ganham menos que os homens por um trabalho igual e às vezes mais complexo, sofrem todo tipo de assédio e precisam lidar com a dupla ou tripla jornada. Nos espaços de poder e decisão, em especial no parlamento e representações em movimentos sociais,, sofrem violência política.

    As mulheres que ousam entrar na política enfrentam muitos riscos. Em especial as mulheres negras e militantes dos movimentos sociais com ênfase nas mulheres do campo. Marielle Franco, vereadora da cidade do Rio de Janeiro, foi executada aos 38 anos num atentado que também tirou a vida de seu motorista. Dorothy Stang, Margarida Alves, Dora Priantes, Francisca das Chagas Silva, Maria Ildonei de Lima Pedra, Leila Cleópatra Ximenes, também foram assassinadas e como no caso de Marielle, ninguém foi preso ou foi preso e depois solto para viver e conviver em sociedade.

    Presença de mulheres no Congresso é muito menor que maioria das nações do G-20 e da América Latina; no mundo, País é apenas o 157º de 187 países segundo dados do Banco Mundial.

    Dentre os países do G20, onde México e África do Sul são os primeiros lugares, o Brasil fica na vice lanterna. Só ganha do Japão.

    Na América Latina, Cuba e Bolívia tem mais de 50% de representação feminina no parlamento. Brasil só ganha do Haiti, ficando mais uma vez com vice lanterna.

    Em que pese esforços do movimento de mulheres, das parlamentares da bancada feminina e com organismos internacionais como a ONU Mulheres no Brasil 50-50 que procura parcerias institucionais com o governo brasileiro, Estados e municípios para que sejam atingidas as metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável com ênfase na igualdade de gênero, buscar seu empoderamento na vida pessoal ou pública, o Brasil ainda amarga apenas 10,7% de mulheres no parlamento e pode significar risco às suas próprias vidas.

     

    Isis Tavares é presidenta da CTB-AM e secretária de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

  • Será celebrado nesta sexta-feira (8), o Dia Internacional da Mulher. É uma data para reflexão e mobilização em torno de uma luta pela igualdade e emancipação das mulheres, vítimas de uma opressão já milenar que sob o capitalismo ganha formas mais sutis e perversas e se manifesta com particular força e evidência no mercado de trabalho, onde elas ganham menos e são vítimas de assédio moral e sexual. A discriminação e a cultura patriarcal, machista, transparece igualmente nas estatísticas sobre violência doméstica e feminicídio, que estão sendo estimulados pelo governo obscurantista e reacionário de Jair Bolsonaro.

    Em homenagem ao 8 de Março, reproduzimos abaixo a nota da Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Março Mulher

    Pela vida e direitos da mulher;

    Defesa da democracia e soberania do Brasil

    Contra o desmonte da Previdência Social

    “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica, sindical ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.

    Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.” Simone de Beauvoir

    8 de março, dia dedicado à luta das mulheres. Essa é uma luta estratégica, pois lutamos pela nossa emancipação e da classe trabalhadora.

    Em 2018 o projeto representado pelas forças progressistas sofreu uma derrota política, ideológica e estratégica. A ascensão ao governo do Brasil de uma força de extrema-direita acarreta, a cada dia, mais violência e descaso para com as questões de gênero. Isso tudo nos assusta, mas também faz com que as mulheres se organizarem mais e melhor para combater essa política.

    O governo Bolsonaro é ultraliberal na economia, autoritário na política e conservador e retrógrado nos costumes. E, como dizia Simone Beauvoir, em qualquer crise política, econômica, sindical ou religiosa os direitos das mulheres são os primeiros a serem atacados.

    A celebração do 8 de março – Dia Internacional da Mulher, em 2019, tem um significado especial para nós mulheres. O povo brasileiro tem um dito popular “ano novo, vida nova”. Para a classe trabalhadora e, nós mulheres em particular, os números dizem muito. A mulher no mercado de trabalho ganha 76% do salário dos homens. Cargos de gerência e direção: as mulheres representam apenas 37%. Participação na política (dados/2017): entre 172 países, o Brasil ocupa a 154º posição. Mulher no movimento sindical: ainda somos invisíveis, com apenas 26% nas direções dos sindicatos e nas Centrais Sindicais 21,18%. Taxa de Feminicídio no Brasil: quinta maior do mundo segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). 43% das agressões ocorrem dentro das casas das vítimas; 59% das mulheres vítimas de violência doméstica são negras; a cada 11 minutos uma mulher é estuprada; a cada dois segundos uma menina ou mulher é vítima de violência física, além de piadas e situações de constrangimento que têm ligação direta com feminicídio.

    ”Por trás dos números ainda há algo que precisa ser debatido: quais valores sustentam tamanha diferença? Para que essas porcentagens sejam alteradas a nosso favor, não se trata apenas de matemática. Assumir cargos de decisão para nós, mulheres, representa enfrentar uma imagem historicamente construída de que não somos feitas para isso.” (Mulher de Classe nº 8- Valéria Morato e Carina Aparecida)

    Com apenas dois meses e meio de governo, o ineditismo do atraso: “Menina veste rosa, menino veste azul”; fechamento da maioria dos conselhos que têm participação social; aplicação de uma reforma trabalhista e terceirização; entrega do patrimônio brasileiro; autorização para matar; reforma da previdência social; Lava Jato na Educação e mais um ataque ao movimento sindical na tentativa de sufocar financeiramente e   frear, assim, a resistência da classe trabalhadora contra o desmonte do estado de direito.

    É imprescindível o fortalecimento da nossa unidade.

    Gritemos   alto e em bom som:

    Resistiremos, lutaremos, ocuparemos as ruas neste 8 de Março pela vida e direitos da mulher, em defesa da democracia, valorização do trabalho e soberania nacional, contra qualquer tentativa de retirada de direitos. Não à reforma da Previdência Social.

    Vamos fortalecer as atividades do Março Mulher. Construir a greve geral, engrossar as manifestações do dia 22. Só com a nossa participação e unidade é que venceremos.

    Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB

    Celina Alves Arêas

  • Em todo o mundo, as mulheres marcham nesta quinta-feira (8) - Dia Internacional da Mulher - pela igualdade de direitos e pelo fim da violência. “As mulheres trabalhadoras sempre lutaram por seus direitos,enfrentando todas as adversidades", diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Por isso, diz ela, "estaremos todas nas ruas, neste 8 de março, para barrar a ofensiva patriarcal contra nossas vidas e mostrar que queremos viver sem medo”, complementa.

    Ela acentua ainda que as mulheres são maioria na população brasileira, mas estão sub-representadas nas instâncias de poder. “A representação feminina no Congresso Nacional beira os 10%, sendo que somos 52% da população”.

    Para mudar essa realidade, Arêas propõe uma intensa campanha pela eleição de mais mulheres neste ano. “Precisamos eleger uma bancada de mulheres comprometidas com a luta por direitos iguais e pelo combate constante à violência que cresce dia a dia no país”.

    O Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra em seu 11º Anuário que a violência contra a mulher apavora. Em 2016 foram assassinadas quase 5 mil mulheres e ocorreram registros de quase 50 mil estupros, em 2016.

    “Mas sabemos que a violência doméstica campeia. Por isso, estamos propondo ações para coibir essa violência”, afirma Berenice Darc, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-DF. “Há necessidade de um trabalho a nível nacional para criar uma cultura de paz e respeito”.

    Arêas complementa Darc ao afirmar que as escolas estão chamadas a cumprirem papel importante na desconstrução da cultura do estupro e da ideologia patriarcal. “É fundamental as pessoas entenderem a necessidade imperiosa de se debater as questões de gênero nas escolas”, define.

    Aires Nascimento, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB, concorda e afirma que os “os meios de comunicação, de uma forma geral, mostram a figura da mulher como um simples objeto do desejo masculino, ignorando que somos seres humanos com anseios, desejos e vontades próprias, além de termos a mesma capacidade para o trabalho, os estudos, enfim para tudo na vida”. Para ela, é preciso mostrar a mulher como ela é, um ser humano que merece respeito.

    Assista "O céu de Suely", de Karim Ainouz, e reflita sobre a necessidade de igualdade de gênero 

    Já Sandreia Barroso, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-PI, diz que “o debate das questões de gênero não pode se circunscrever somente aos bancos escolares, embora o papel das escolas seja preponderante pra desde a tenra infância mostrar aos meninos o respeito como norma civilizacional”.

    De acordo com Arêas, as mulheres da CTB mostram que são de luta e batalham para “termos maior presença em todos os movimentos de luta por justiça e igualdade”. Para ela, especificamente em 2018, “precisamos nos unir para aumentar substancialmente a bancada feminina no Congresso e fazer que todos os 365 dias do ano sejam dias das mulheres”.

    “Já passou da hora de acabarem as violências e as discriminações que sofremos. Vamos dar um basta em tudo isso, levando o necessário debate sobre igualdade de gênero no movimento sindical e em todos os setores da vida, defendendo nossos direitos nas ruas, no mundo do trabalho, nas escolas, nas redes sociais, em todos os setores da vida”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Trabalhadoras, estudantes, jovens, aposentadas, mulheres de todas as cores, credos, orientações sexuais e idades se uniram, debaixo de forte chuva, na tradicional praça da Candelária para o ato unificado do 8 de Março. A atividade, construída de forma unitária pelos mais variados movimentos feministas. A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ participou ativamente do ato.

    Nem mesmo a forte chuva que caiu na tarde deste 8 de março no Rio de Janeiro afastou as mulheres da luta. Unidas em defesa dos seus direitos e com o slogan “Por Uma Democracia Feminsta e Popular”, as trabalhadoras fizeram suas falas ainda na praça, antes de seguirem em passeata até a Assembleia Legislativa (Alerj) antes de encerrarem o ato na Praça XV. Além das representantes dos movimentos sociais, parlamentares como as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB) e Benedita da Silva (PT) e a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) passaram pela atividade e fizeram uma saudação às trabalhadoras. A dirigente do Sinfa-RJ e da CTB-RJ, Arlene Carvalho fez uma contundente fala contra as Reformas de Temer e as classificou como violência contra a mulher.

    “A questão das reformas de Temer e da Violência contra a mulher estão intimamente ligadas. Com a Reforma Trabalhista, a mulher saiu perdendo, e isso é violência. Nós somos obrigadas a trabalhar, mesmo estando gestantes, expostas à situações insalubres, enfrentamos dificuldades nas situações nossos filhos precisam ser acompanhados pelo responsável, no caso a mãe. Hoje, nós somos 50% das chefes de família no emprego formal e muito numerosas na informalidade, sustentando nossas famílias de dentro da nossa casa. No mundo do trabalho, sofremos com a violência de, mesmo quando mais capacitadas, sermos preteridas ou admitidas com menores salários para uma mesma função", diz Arlene.

    manifestacao 8m rj 2018 2

    A Secretária da Mulher Trabalhadora, Kátia Branco, considerou o ato como sendo vitorioso e aproveitou para fazer uma dura crítica ao McDonald’s, que virou notícia em todas as redes sociais por uma suposta homenagem às mulheres com filiais funcionando apenas com mulheres. “Hoje, em pleno Dia Internacional da Mulher, o país ficou chocado com a notícia de que o McDonald’s havia colocado apenas mulheres para trabalhar em algumas unidades. Isso não é homenagem, é um ultraje!"

    Ela complementa afirmando que esse ato representa "a exploração da mulher para o lucro dos donos da empresa em pleno 8 de março! É por isso que nós lutamos por emancipação e por um feminismo classista, aliado à luta de classes, que enfrente toda essa estrutura que oprime as mulheres no dia a dia, que nos impõe piores salários em mesma função e que tenta nos tirar direitos fundamentais conquistados com muita luta”.

    Ela enfartiza ainda que "é muito importante que esse ato tenha sido construído por tantas entidades diferentes. Foi assim que enfrentamos a agenda golpista de Eduardo Cunha, foi assim que enfrentamos a agenda neoliberal do usurpador Michel Temer, é com essa unidade que impedimos o avanço da Reforma da Previdência e será com essa unidade que iremos reconstruir a democracia no Brasil e derrotar os setores conservadores que deram um golpe na nossa democracia".

    O ato transcorreu sem maiores incidentes com palavras de ordem que pediam a legalização do aborto, a igualdade de salários, o fim de todos os assédios, o fim da violência contra a mulher e a derrubada do presidente golpista Michel Temer.

    Acesse o álbum com as fotos da concentração do #8M na Candelária, clicando AQUI.

    José Roberto Medeiros - CTB RJ (Texto e foto)

  • Neste Dia Internacional da Mulher - 8 de março -, o Portal CTB seleciona oito canções de diferentes autoras que intercaladas mostram que a luta das mulheres pela emancipação feminina tem história. O que comprova mais uma vez que a música popular brasileira desde sempre esteve antenada com os principais temas do momento histórico e, como toda boa arte, transcendem o tempo e permanecem atuais. Aprecie sem moderação.

    “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta", diz Simone de Beauvoir. Lutar por igualdade de gênero é lutar pela emancipação da humanidade.

    Vamos ás canções que elas falam por si:

    Machuca, de Chiquinha Gonzaga

     

    Flor Mulher, de Luana Hansen 

    Baila Comigo, de Rita Lee e Roberto Carvalho 

    Bate a Poeira, de Carol Conka 

    Alvorecer, de Dona Ivone Lara e Décio Carvalho

    Da Menina, de Tulipa Ruiz 

    Voz de Mulher, Sueli Costa e Abel Silva 

    Infinito Particular, de Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown 

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • O Dia Internacional de Luta da Mulher se aproxima e as ações do 8 de Março em todo o país focam no mote "Margaridas na Luta por Democracia e Garantia de Direitos", pautando a denúncia dos retrocessos vividos na atual conjuntura política, social e econômica brasileira, destacando os seus impactos sobre a vida das mulheres.

    O conjunto de movimentos de mulheres parceiras da Marcha das Margaridas elencou três importantes eixos políticos para avançar nas nossas mobilizações do 8 de Março:

    * Em defesa da previdência social, pública, universal e solidária;

    * Pela democracia e protagonismo das mulheres na política;

    * Pela vida das mulheres e contra todas as formas de violência;

    O 8 de março desse ano também tem o caráter de ser a 1ª chamada da sexta edição da Marcha das Margaridas, que será realizada em agosto de 2019.

    As ações são descentralizadas nos estados e municípios, unificando mulheres do campo, das florestas e das águas, e também com as mulheres da cidade, se estendendo a todo o mês de março. São atos como caminhadas, audiências públicas, debates sobre os temas que unificam as mulheres no 8 de Março, místicas sobre a importância da Marcha das Margaridas, oficinas, rodas de conversa, divulgação em rádios e jornais, manifestações, plenárias, entre outras formas de expressão para marcar a agenda política do Dia Internacional de Luta das Mulheres e da Marcha das Margaridas.

    A secretária de mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Mazé Morais, está participando no começo desta semana da Plenária Estadual de Mulheres de Rondônia, passará o 8 de Março em Brasília, em ação interna na Contag com as mulheres e do Ato unificado convocado pelo Fórum de Mulheres do Distrito Federal e entorno, e finalizará a semana no Piauí, em atividade organizada pela Fetag-PI e posse da nova Diretoria da Federação. “Neste 8 de Março reafirmamos o grito por democracia e garantia de direitos. Nós, mulheres, temos sentido os efeitos cruéis dos desmontes das políticas públicas. Também é hora de fazermos acontecer a Marcha em nossas comunidades, municípios e estados, construindo os caminhos que levarão as Margaridas até Brasília, em 2019. Para isso, é fundamental unificarmos a luta e consolidarmos alianças com os movimentos campo e da cidade, que fazem a luta feminista”, destaca Mazé Morais.

    #RumoAMarchaDasMargaridas2019

    Fonte: Contag - Verônica Tozzi, com informações da Secretaria de Mulheres da Contag. Arte: Fabrício Martins

  • O Mapa da Violência 2015 constatou que entre os anos de 2003 e 2013, o assassinato de mulheres negras aumentou 54,2% no Brasil. “O fato mostra a necessidade de se fazer o recorte racial até nas comemorações do 8 de março (Dia Internacional da Mulher)”, afirma Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Segundo a sindicalista, os índices alarmantes de violência contra as mulheres negras mostram que estão ocorrendo mais denúncias. “A nossa dor antes era invisível, começou a ganhar visibilidade na última década”.

    Além do crescimento de 54% de assassinatos em 10 anos, o Ministério da Saúde verificou que mais de 59% dos registros de violência doméstica no Ligue 180 foram feitos por mulheres negras em 2015. 

    Elas são as maiores vítimas também da mortalidade materna (53,6%) e de violência obstétrica (66%), segundo levantamento da Fiocruz em 2014. Já o Dossiê Mulher 2015 mostra que mais de 56% das vítimas de estupro no Rio de Janeiro são negras.

    De acordo com Custódio, isso ocorre porque uma larga porcentagem das mulheres negras vivem em condições de vulnerabilidade. "Sem a presença do Estado e de políticas públicas”. Ela explica ainda que embora tenham ocorrido melhorias, a situação ainda é difícil.

    Assista vídeo do Instituto Patrícia Galvão 

    Segundo Cardoso, com as políticas públicas criadas nos governos Lula e Dilma, as mulheres negras buscaram mais estudo para aprimorar-se e ter melhores oportunidades de vida.

    “As estatísticas comprovam que as mulheres passaram a estudar e se dedicar mais no aprimoramento profissional. As negras sabiam que tinham de ir ainda mais fundo para ter alguma possibilidade de condições iguais no mercado”, conta.

    Mas os salários não subiram. As mulheres negras ainda enfrentam mais dificuldades para se recolocarem no mercado de trabalho e sofrem mais discriminação.

    “O movimento sindical precisa acordar para essa disparidade e encampar para valer as lutas por igualdade de gênero e raça”. Elas ganham 40% a menos do que o homem branco, seus filhos morrem muito jovens e de forma violenta e sofrem por não poderem fazer nada.

    "E por tudo isso, estaremos nas ruas lutando pela igualdade de gênero e racial. Queremos pôr fim ao esmagamento diário do qual somos vítimas”, afirma a sindicalista. A campanha das mulheres corre o mundo e elas prometem parar no dia 8 contra a violência e as reformas da previdência e trabalhista.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: www.silviacerqueira.com.br

     

  • Na sexta-feira (3), o Portal CTB selecionou oito canções do rico repertório da música popular brasileira para homenagear as mulheres pelo 8 de março – Dia Internacional da Mulher (veja aqui). Agora repete a dose para atender a inúmeros pedidos. Nas duas publicações são 16 canções da mais fina flor da MPB.

    O cancioneiro brasileiro sempre encantou o imaginário popular, com profunda ligação aos temas candentes da sociedade. As questões da mulher não fogem à regra e fazem parte da nossa música com intrínseca ligação entre os anseios femininos de igualdade, liberdade e justiça.

    A temática evolui conforme ocorre evolução da luta emancipacionista promovida pelas feministas, que não nasceu hoje, tem história. Mas a MPB acompanha com muita poesia cantada como só os poetas conseguem vislumbrar.

    Essas canções ajudam mulheres e homens a construir o mundo novo, onde ninguém precise viver com medo de nada.

    Deleite-se com essas pérolas. E não seja moderada:

    Desinibida (Tulipa Ruiz e Tomás Cunha Ferreira) 

    A Mulher do Fim do Mundo (Alice Coutinho e Romulo Fróes)  

    Eu Sou Neguinha? (Caetano Veloso)  

    Cor de Rosa Choque (Rita Lee e Roberto de Carvalho)  

    Eduardo e Mônica (Renato Russo) 

    Lei Maria da Penha (Luana Hansen e Drika Ferreira) 

    Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo) 

    Explode Coração (Gonzaguinha) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • Durante a reunião realizada em São Paulo na terça-feira (26), os dirigentes das centrais sindicais procuraram definir as atividades que precederão a realização do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro. Entre elas constam a ampla divulgação de uma análise crítica do projeto, a criação de uma calculadora para estimar as perdas, notas técnicas, realização de reuniões com os movimentos sociais, ação no Congresso juntos aos parlamentares e organização de comitês de base, ou comitês locais, para a mobilização e o esclarecimento dos trabalhadores e trabalhadoras.

    Veja abaixo uma breve memória da reunião:

    1. Apresentação sintética dos impactos da Reforma Previdência Social. Encaminhamentos:
    2. Divulgação de Análise da Reforma da Previdência (26/02)
    3. Calculadora para estimar os efeitos da reforma – lançamento em breve
    4. Notas Técnicas (Reforma e Mulher; Reforma e desigualdade)
    5. Realizar uma reunião técnica com Centrais Sindicais para fazer balanço dos impactos da Reforma da Previdência
    6. 22 de março: Dia Nacional em defesa da Previdência e da Aposentadoria (Alerta e Esclarecimento). (rumo à greve geral)
    7. Reunião de Preparação do processo de mobilização e organização do dia 22/03.
    8. Reunião dia 28/02, às 10 hs, na sede do Dieese em São Paulo.
    9. Organizar o trabalho de comunicação e Articular Mídias
    10. Realizar um encontro com movimentos sociais e organizações diversas
    11. Organizar o trabalho no Congresso Nacional – Presidentes Câmara dos Deputados e Senado + Lideranças Partidárias + Frente Parlamentar em defesa da PS + parlamentares
    12. Realizar Jornada de debates nos estados para formar multiplicadores locais sobre o tema (Centrais e Dieese)
    13. Incluir nos eventos e comemorações do 8 de março o tema da previdência social
    14. Organizar comitês locais de mobilização e esclarecimento
  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB/PA e seus sindicatos de base em conjunto dos movimentos de mulheres percorreram ruas e avenidas em Belém do Pará contra o machismo, a violência e os feminicídios que vitimizam milhares de brasileiras todos os anos, bem como contra a reforma previdenciária, os efeitos da trabalhista e denunciando os desmontes promovido pelo governo extremista de Jair Bolsonaro nas políticas públicas conquistas nos últimos anos.

    Na manhã desta sexta-feira, 08/03/2019, aproximadamente 3 mil mulheres e homens dos movimentos sindicais e sociais como CTB, CUT, CONLUTAS, MST, MAB, UBM, UJS e diversos seguimentos e organizações do movimento feminista e sindicatos de diversas categorias, movimento negro, partidos de esquerda, estudantes e movimentos populares realizaram a Marcha das Mulheres em defesa da democracia, soberania e dos direitos humanos e sociais da classe trabalhadora brasileira, em especial das mulheres. O ato ocorreu em todo o Brasil.

    A ação foi organizada pela Frente Feminista, composta por diversas organizações de Mulheres e movimentos sindicais e sociais que representou um grande ato de unidade das diversas forças políticas paraenses.

    Para Márcia Pinheiro, diretora da CTB Pará e do núcleo da educação, "no Pará, o avanço do capital afeta diretamente a vida das mulheres camponesas, sejam pelo agronegócio ou pelos grandes projetos, como Belo Montes, instalações de usinas hidroelétricas no estado, sem levar em consideração as realidades e peculiaridades locais do povo camponês local e os impactos ambientais", frisou a dirigente.

    A secretária da Mulher da CTB Pará, Deusarina Lisboa, que é diretora do Sindicato dos Rodoviários do Pará, ao usar da palavra representando a Central classista, disse que a "marcha cumpre o papel de denunciar os ataques de Bolsonaro as mulheres, com a reforma da previdência social" afirmando ainda que "a MP 873 objetiva liquidar a resistência a reforma em curso, asfixiando as entidades da classe trabalhadora, os sindicatos, que serão implacáveis contra os intentos nefastos do governo fascista e neoliberal", finalizado Deusarina defendendo a necessidade da "retomada de um novo projeto nacional de desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda no Brasil".

    Fonte: Cleber Rezende, presidente da CTB/PA.

  • O Coletivo de Mulheres da CTB-RJ se reuniu na manhã desta terça-feira (30) para preparar a participação da central nas manifestações do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. “Defendemos a unidade de todas as centrais sindicais e movimentos feministas para juntas derrotarmos a ideologia do patriarcado que nos oprime”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Às 14h30, a sindicalista participou da cerimônia de posse das conselheiras do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro, no qual a CTB-RJ tem representação. Já o início da noite, às 18h, representantes de todas as centrais sindicais e movimentos sociais de mulheres se reuniram para preparar as manifestações do 8 de março. Inclusive Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB é conselheira pelo PCdoB-RJ. Branco e Célia Regina de Almeida representam a CTB-RJ.

    katia reuniao unificada 8 de marco

    “A agenda foi cheia, mas a unidade das mulheres empolga. Nos dá a certeza de que o Dia Internacional da Mulher no estado vai ser um marco na luta pela emancipação feminina e pelo fim dos retrocessos promovidos pelo desgoverno Temer”, acentua Branco.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Portal Catarinas (catarinas.info) denunciou no mês passado, que uma mulher de 26 anos procurou o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba com sequelas de um aborto mal feito e acabou sendo encaminhada à prisão onde permaneceu por três dias (leia mais aqui).

    No Mês da Mulher, devido ao 8 de março - Dia Internacional da Mulher - “uma das questões que mais aflige o movimento feminista brasileiro, diz respeito ao aborto ainda ser ilegal no país. Para piorar, o Congresso ultraconservador quer proibir a interrupção da gravidez sob qualquer circunstância”, explica Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Atualmente a legislação brasileira admite o aborto em três condições. Quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher, é resultante de estupro e se houver diagnóstico de anencefalia fetal.

    Já a secretária da Saúde e do Trabalho da CTB, Elgiane Lago afirma que é por esse tipo de discriminação e humilhação por que passa a mulher pobre que “o aborto deve ser legalizado. Assim, essa jovem não precisaria passar por essa situação. Um bebê não é materializado apenas pela mulher e por que só a mulher é responsável?”

    Ela aposta “que o médico não perguntou sobre o pai da criança, mas foi logo condenando a mulher”. Lago reforça a necessidade de união das mulheres “para evitar a perda de conquistas importantes para nossa vida ser melhor”.

    Pereira concorda com ela e diz que os profissionais de medicina não podem se arvorar em juízes. “A função dos profissionais de saúde é tratar de seus pacientes. Não julgar e muito menos condenar. Esse profissional feriu a ética médica ao quebrar o sigilo de sua paciente, deve responder por isso ou o hospital se comprometerá com essa postura ilícita”.

    A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), feita pelo Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, em 2010, mostra que uma em cada cinco brasileiras já realizou aborto. Além disso, descobre que a mulher que aborta é casada, religiosa, tem filhos e costuma ser forçada a responsabilizar-se sozinha por sua decisão.

    “A prática do aborto é considerada crime no Brasil, mas o atendimento humanizado e sigiloso é um direito. Mulheres que chegam ao hospital público com complicações de uma interrupção – voluntária ou não – da gravidez também devem ter garantido esse atendimento, conforme prevê a Norma Técnica do Ministério da Saúde ‘Atenção Humanizada ao Abortamento’. O hospital abriu sindicância para investigar se houve quebra de sigilo, que além de ser crime viola o código de ética dos profissionais de saúde”, informa o Catarinas.

    De acordo com a reportagem, “o delegado disse que a denúncia foi feita por um enfermeiro que ligou para a polícia. Se houver confirmação, vamos pedir a abertura de processo ético-disciplinar no Coren-PR (Conselho Regional de Enfermagem do Paraná)”, afirma a assessora executiva Maria Goretti Lopes.

    Já a advogada Beatriz Galli, integrante do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem Brasil), disse ao Catarinas que a quebra de sigilo profissional é crime, previsto no artigo 154 do Código Penal, e desrespeita a regra de atendimento às mulheres em situação de abortamento.

    Para Lago, não é mais possível que as mulheres sejam punidas quando decidem interromper uma gravidez. “Num país onde milhares de mulheres são estupradas todos anos, a violência doméstica atinge outras milhares todos os dias e quem deveria tratar de uma mulher adoecida, a envia para a cadeia”. 

    Conheça outras histórias pelo site somostodasclandestinas.milharal.org

    A secretária da Mulher Trabalhadora, Pereira, chega à conclusão de que além de "tomarmos as ruas neste dia 8 para combater as reformas da previdência e trabalhista, é necessário dar um basta às inúmeras discriminações que as mulheres vêm sofrendo cotidianamente em todos os setores, inclusive na saúde, principalmente após a tomada de poder pelo golpistas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Portal Catarinas

  • Em defesa da igualdade e da equidade de gênero, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se mobiliza em pelo menos 13 estados para as manifestações desta quinta-feira (8) - Dia Internacional da Mulher - no país.

    “Nos 108 anos do Dia Internacional da Mulher, estamos nas ruas mais uma vez denunciando a violência que nos aflige”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “O Brasil continua sendo um dos países mais violentos, onde a cada 2 horas ocorre um feminicídio”, alerta.

     ACOMPANHE NOSSA GALERIA DE FOTOS: 

    8 de Março pelo Brasil - CTB na luta!

     

    Por isso, de acordo com Arêas, estão ocorrendo atos unificados contra “o desmonte de nossos direitos”. A sindicalista afirma ainda que as mulheres vêm se mantendo à frente das lutas por igualdade e por “um mundo sem violência e sem opressão”.

    Mais uma vez, as mulheres dão o exemplo de atuação e se unem para combater o machismo, a desigualdade e a cultura do estupro.

    Saiba onde ocorre a manifestação em seu estado:

    Amazonas

    ctb am 8m

    Com o tema “Paralisação Internacional das Mulheres: perdas de direitos? Eu não aceito”, as amazonenses se concentram na Praça da Saudade, no centro de Manaus, às 15h. “A nossa luta é pelo bem viver de todas e todos e contra os retrocessos promovidos por esse governo ilegítimo”, diz Nailée Santos, secretária da Mulher da CTB-AM. Ela conta que o ato será unificado.

    Bahia

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    As baianas realizam manifestações em diversos municípios do estado. Na capital Salvador, a concentração se dará na Praça da Piedade, às 13h.

    A manifestação que promete ser grande une todas em defesa da emancipação feminina, pelo fim da violência contra a mulher, contra o racismo, o machismo, o ódio, a intolerância religiosa e todas as discriminações de gênero.

    Ceará

    Grande manifestação em Fortaleza, na Praça da Bandeira, com concentração ás 8h30 da manhã.

    Distrito Federal

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    As brasilienses se unem para a vida das mulheres ser respeitada. “Ao mesmo tempo lutamos contra o golpe de Estado que acabou com a democracia e com os direitos da classe trabalhadora, em especial das mulheres e dos negros”, afirma Berenice Darc, secretária da Mulher da CTB-DF. A manifestação começa em frente ao Museu Nacional da República, no centro de Brasília, às 14h.

    Maranhão

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    A secretária da Mulher da CTB-MA, Sandra Maria Ferreira Gonçalves explica que a conjuntura e a repressão às mulheres, “determina a nossa unidade para sermos mais fortes porque a violência já extrapola o impensável”.

    As maranhenses se concentram em frente ao Colégio Liceu Maranhense, no centro da capital São Luís, às 15h30. A CTB e todas as centrais sindicais marcham juntas pelo bem viver e pela cultura da paz.

    Minas Gerais

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    A CTB-MG participa ativamente junto com o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais de Minas Gerais das manifestações do 8 de março – Dia Internacional da Mulher – unificado com os movimentos sociais.

    “Todas juntas para derrotar a opressão, a desigualdade e a violência”, diz Alaíde Moraes.

    “Temos manifestações em todo o estado no campo e na cidade pela renovação do Congresso Nacional nesta eleição, principalmente aumentando a bancada feminina para combatermos os retrocessos em nossos direitos”, conclui.

    As mineiras tomam a Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, a partir das 10h da manhã, com extensa programação, onde ocorrem debates, apresentações culturais e muita reflexão sobre como acabar com o machismo.

    Pará

    A concentração das paraenses começa às 8h30, na sede do INSS, na avenida Nazaré, no centro de Belém. Com ato unificado e caminhada pelas ruas da cidade. Atividades com falas, manifestações artísticas, muita animação e muita reflexão sobre o empoderamento das mulheres.

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    Paraíba

    As paraibanas decidiram realizar manifestações pelos municípios, mas ocorrerá grande manifestação em João Pessoa, a partir das 9h.

    Paraná

    Acompanhe toda a programação aqui.

    A CTB-PR participa juntamente com as outras centrais sindicais e com os movimentos sociais dos atos ao longo do Dia Internacional da Mulher, nesta quinta-feira (8), no centro de Curitiba e em diversos municípios.

    A concentração para a grande marcha acontece na Praça da Mulher Nua, a partir das 16h30. As mulheres saem pelas ruas da capital paranaense às 18h15 e encerram o ato com show do grupo feminista Horrorosas Desprezíveis na Boca Maldita.

    Pernambuco

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    Recife será tomada pelas "Mulheres por um novo projeto de Brasil", a paritr das 16h, no Parque 13 de Maio.

    Rio de Janeiro

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    As cariocas prometem um grande ato unificado para tomar a capital fluminense, com o tema “Mulheres na luta por uma democracia feminista e popular”. De acordo com Kátia Branco, as mulheres do Rio de Janeiro estão mais unidas do que nunca “contra a intervenção militar no estado, contra os retrocessos, em defesa da vida das mulheres e contra a cultura do estupro”.

    A concentração da marcha unificada ocorre na Candelária, às 16h. “Este 8 de março promete. Vamos bagunçar o coreto do machismo e balançar o patriarcado. Vamos á luta para conquistar nossos espaços".

    Rio Grande do Sul

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    A CTB-RS une-se às trabalhadoras do campo e da cidade e realiza grande ato unificado no Dia Internacional da Mulher em Porto Alegre, nesta quinta-feira (8), a partir das 7h da manhã. “Marchamos contra as reformas trabalhista e da previdência, que aprofundam as desigualdades sociais, atingindo diretamente as mulheres”, afirma Lérida Pivoto Pavanello, secretária da Mulher da CTB-RS.

    A concentração da grande caminhada pelo centro de Porto Alegre começa às 17h, na Esquina Democrática. A participação de todas e todos é fundamental.

    Santa Catarina

    As trabalhadoras de Santa Catarina começam as manifestações às 8h da manhã no Largo da Alfândega, centro de Florianópolis. “O nosso ato pretende mostrar a importância de a mulher ocupar os espaços públicos”, diz Valfrida de Oliveira, secretária da Mulher da CTB-SC.

    “Estaremos debatendo todos os temas que possam nos levar a reflexões sobre como melhorar a vida das mulheres”, acentua. A marcha pelas ruas da capital catarinense começa às 17h.

    São Paulo

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    As paulistanas se concentram na Praça Osvaldo Cruz, às 16h. Em seguida saem em marcha pela avenida Brigadeiro Luís Antonio para encontrar as educadoras e educadores municipais de São Paulo e marcharem até a avenida Paulista, encerrando o ato em frente ao gabinete da Presidência da República.

    Leia mais

    Sedin convoca paralisação no dia 8 de março contra administração de João Doria. Assista!

    “Lutamos pela volta da democracia, pela revogação da reforma trabalhista, pelo engavetamento da reforma da previdência, contra a cultura do estupro, a discriminação, o assédio sexual no transporte público, nas ruas e no ambiente de trabalho”, conta Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP. 

    Sergipe

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    Mulheres na luta e resistência contra a violência, por direitos e democracia. Esse é o lema da manifestação pelo Dia Internacional da Mulher em Aracaju, marcada para esta quinta-feira (8), a partir das 7 horas, no Terminal do Distrito Industrial (DIA), zona sul da capital sergipana.

    Após panfletagem, as feministas caminham até o Palácio dos Despachos onde será entregue uma carta ao governador sergipano com diversas reivindicações pelos das mulheres.

    Portal CTB

  • “Mais uma vez estamos nas ruas da maior cidade do país neste histórico 8 de março para defender nossos direitos e barrar as reformas da previdência e trabalhista que trazem tantos prejuízos às mulheres trabalhadoras”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A animação da dirigente da CTB-SP tem motivos. Juntamente com mulhres de pelo menso 40 países, cerca de 50 mil mulheres marcharam pelas ruas da capital paulista contra as reformas do governo Temer e contra a violência.

    “Não podemos mais ficar caladas diante tantos estupros e assassinatos. O Brasil é o quinto país mais violento com as mulheres e isso tem que acabar”, reforça Bitencourt. “Precisamos estar permanentemente nas ruas pela democracia, que é a melhor forma de avançarmos no processo civilizacional”.

    Durante a caminhada, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que as mulheres jovens não sairão das ruas até o restabelecimento da ordem democrática.

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres: 

    “Queremos ter aposentadoria no futuro e trabalho digno agora. Queremos também uma educação pública de qualidade, que contribua para a construção de uma sociedade mais justa e igual”, diz. Por isso, “defendemos uma reforma do ensino que contemple a juventude e os profissionais da educação. Não aceitaremos que privatizem nossas escolas”.

    O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, afirma que a central tem a igualdade de gênero como um de seus pilares. "O sindicalismo classista combate a exploração do trabalho assalariado e todas as formas de opressão. Dessa forma, a luta emancipacionista das mulheres contribui decisivamente para a construção de uma sociedade livre, democrática e iguatária e deve ter todo o apoio dos homens".

    Com as mulheres negras e indígenas à frente da marcha, que saiu das Praça da Sé, a passeata parou em frente ao posto do INSS na rua Xavier de Toledo para mostrar que as trabalhadoras e as jovens não aceitam a retirada de direitos. “Aposentadoria fica, Temer sai” Foi a palavra de ordem mais utilizada.

    Acompanhe as fotos da manifestação aqui.

    Já a secretária da Mulher do Sindicato dos Correios de São Paulo, Arlete Miranda (afastada para tratamento de saúde) reclama que o “Congresso e o governo Temer querem retroceder em muitas décadas na questão dos direitos trabalhistas, mas principalmente tirando conquistas das mulheres, que sempre são as mais prejudicadas.

    A passeata se encerrou após o encontro com as professoras e professores que estavam em assembleia no Vão do Masp, na avenida Paulista e outros grupos de mulheres que se juntaram para mostrar que não aceitam mais serem discriminadas e violentadas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Renato Bazan

  • A avenida Paulista, em São Paulo, ficou toda feminista neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher. “Estamos nas ruas pelos direitos das mulheres viverem sem medo”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    Com muita irreverência, mulheres de todas as cores e ideologias davam o seu recado contra o machismo, que vem matando há séculos. “A nossa manifestação é para chamar a atenção da sociedade sobre a violência que ceifa vidas e machuca meninas e mulheres”, diz Eliana Reinaldo, do departamento da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP).

    Bitencourt entende a necessidade urgente de uma ampla mobilização da sociedade sobre os direitos das mulheres e as questões de gênero. “O Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres e o campeão de violência contra a população LGBT”, denuncia.

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    Para ela, “as pessoas precisam aprender a respeitar o outro e esse aprendizado só poderá ser efetivo se a mobilização for total com amplo debate nas escolas e em toda a sociedade”. Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), concorda com ela e realça o papel central da educação na resistência ao golpe e ao machismo.

    “Já passou da hora de darmos um basta em toda essa violência. O governo golpista ataca nossos direitos de todas as maneiras e as universidades vêm respondendo à altura. Mas ainda ocorrem estupros dentro dos campi universitários e nada é feito, Somos invisibilizadas”, ataca.

    Por isso, complementa, “estamos na luta para mostrar que as mulheres são o futuro e as universidades devem produzir ciência, conhecimento que ajudem a sociedade a evoluir. O conhecimento é uma importante ferramenta contra o machismo”.

    Mara Kitamura, do Sindicato dos Professores de Sorocaba, também acredita na importância da educação para combater essa chaga. “É necessário educar as crianças com base no respeito ao diferente, à divergência, à vida, ensinando a solidariedade e a generosidade”.  Principalmente, para mostrar “que ninguém é melhor do que ninguém”.

    Enquanto a marcha prosseguia, Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, afirma que as meninas estão sofrendo com o desemprego e com a falta de perspectivas. “As meninas têm sobre seus ombros as responsabilidades domésticas já muito cedo e sofrem do preconceito e da estigmatização no mercado de trabalho, além do assédio sexual constante em suas vidas, seja na rua, na escola ou até mesmo em casa”, diz.

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    Bitencourt define a questão afirmando que “estamos nas ruas pela vida das mulheres, pela democracia e pela soberania nacional. A nossa luta é por igualdade, justiça, liberdade e por uma vida digna para todas e todos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • CTB-RS une-se às trabalhadoras do campo e da cidade e realiza grande ato unificado no Dia Internacional da Mulher em Porto Alegre, em 8 de março de 2018. Lutamos pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres e denunciamos o feminicídio que mata mulheres todos os dias. Mantemos posição contrária às reformas trabalhista e da previdência, que impõem o aumento das desigualdades sociais, atingindo diretamente as mulheres, mexendo apenas nos direitos das trabalhadoras e trabalhadores e privilegiando as classes dominantes. Defendemos as liberdades democráticas para todas e todos!

    Confira nossa agenda de mobilização e participe:

    7h – CAMINHADA “Mulheres tomam a Capital do RS”, com concentração na Ponte do Guaíba.

    8h – Encontro da caminhada na Rodoviária de Porto Alegre. Segue para escrachos na Prefeitura, no Judiciário, no Palácio Piratini e na Assembleia Legislativa (término na Praça da Matriz).

    15h – Grande Assembleia de Mulheres: Greve internacional 2018, na Esquina Democrática.

    17h – CONCENTRAÇÃO E ESQUENTA para o ATO E CAMINHADA DAS MULHERES, na Esquina Democrática.

    Fonte: CTB-RS

  • Mais uma vez o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga pesquisa onde comprova que a mulher trabalha 7h30, por semana, a mais que os homens. Além disso, os salários femininos são cerca de 30% menores do que o dos homens.

    De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as manifestações deste 8 de março – Dia Internacional da Mulher – marcarão a força de mais da metade da população brasileira. Ela ataca a reforma da previdência.

    “Somente no dia em que houver igualdade de gênero no país, no mundo do trabalho, nas instituições públicas e privadas, no Congresso e na família é que se poderá pensar em igualar o tempo de contribuição para a aposentadoria entre os sexos”, diz. Pereira cita também o projeto de lei que escancara a terceirização e precariza ainda mais o trabalho da mulher.

    “Os governantes e os parlamentares deveriam se ater aos textos constitucionais contra a discriminação, em vez de procurarem aumentar o foço entre os gêneros”. Ela afirma que recaem ainda sobre as mulheres as responsabilidades de cuidar da família, dos filhos e os afazeres domésticos".

    A sindicalista comenta também a questão do assédio moral e sexual. "Nós somos assediadas desde o momento em que pisamos na rua, no transporte coletivo, no trabalho e muitas vezes até dentro de casa", reforça.

    Tarefas domésticas

    Ela se refere à informação de que 90% das mulheres declararam ao IBGE exercer trabalho não remunerado, ou seja, atividades domésticas. Segundo o levantamento, em 2015, 40% dos lares brasileiros eram chefiados por mulheres, 34% deles sem a presença do cônjuge. Em 2000, 24,9% das famílias eram chefiadas por mulheres.

    Os dados revelados pelo IBGE mostram o dilema que as mulheres vivem na sociedade brasileira. “Nós trabalhamos mais, ganhamos menos, temos mais responsabilidades e sofremos mais discriminações”, afirma Pereira.

    Assista a menina Helena Prestes Lopes, bisneta de Luís Carlos Prestes 

    Contra a violência

    Ela lembra também que a campanha deste ano do 8 de março “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”, protesta contra a violência a qual as mulheres são vítimas constantemente.

    No Brasil, são denunciados cerca de 50 mil estupros anualmente. E estima-se que apenas 10% das vítimas denunciem. A cada 11 minutos uma mulher é vítima de violência doméstica e milhares são assassinadas todos os anos pelo fato de serem mulheres.

    “Se com as políticas públicas da última década, a violência contra a mulher continua alarmante, os estupros crescem dia a dia, o feminicídio também, imagine com um governo que abandona as políticas de proteção às mulheres e se recusa a debater as questões de gênero”, questiona.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reforma da previdência vai impactar ainda mais a vida da mulher. “Carregamos conosco a responsabilidade pela maternidade e pela família. Os homens têm apenas 5 dias de licença paternidade, podendo chegar a 20 dias, se a empresa aderir ao programa Empresa Cidadã”. Mas ela garante que pouquíssimas aderiram.

    Aborto legal

    Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que pode levar à legalização do aborto. “Essa questão começa desde a imposição que se tenta impor sobre que tipo de roupa a mulher deve vestir”, diz.

    “Aí parte para o poder de decisão sobre o próprio corpo. Querem decidir por nós o que devemos fazer com os nossos corpos e isso é inconcebível”. Para ela, a luta pela legalização do aborto é centenária e precisa levar em consideração o direito de a mulher decidir e a questão da saúde pública.

    “A decisão pela interrupção da gravidez deve ser tomada pelo casal, mas em geral, as mulheres decidem sozinhas e arcam com tudo. A sociedade só faz é condenar sem levar em conta as condições de vida da mulher”, afirma Pereira. "É um crime contra os direitos humanos o que as mulheres pobres sofrem em clínicas de aborto clandestinas".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: O barato de Floripa

  • No primeiro Dia Internacional da Mulher – 8 de março – depois do golpe à democracia brasileira com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras prometem sair às ruas para pôr fim à violência de gênero e os retrocessos do governo Temer.

    As mulheres prometem cruzar os braços, pelo mundo afora, contra a cultura do estupro e todas as formas de discriminação de gênero. O slogan usado já diz tudo: “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

    De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “já passa da hora de dar um basta. Todas juntas podemos derrotar o machismo que nos oprime e construir um mundo onde predomine a justiça e a igualdade”.

    A CTB defende a equidade para avançar à igualdade nas questões de gênero. Entre as principais bandeiras que tremulam na campanha feminista deste ano está o combate às reformas da previdência e trabalhista (saiba mais aqui).

    Assista depoimento da atriz Sonia Braga aos Jornalistas Livres: 

    As mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a se recolocarem no mercado de trabalho. Além disso, “trabalhamos horas a mais que os homens todas as semanas, temos que dar conta de casa e dos filhos, geralmente sem apoio de ninguém”, reforça Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    A situação das mulheres negras é ainda mais degradante, informa Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Trabalhamos em situação mais precarizada, em serviços de menores salários e ainda moramos mais longe, em situação de vulnerabilidade total”.

    Tristemente, o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres. “A cultura do estupro mata milhares todos os anos, grande parte constituída de meninas, com menos de 14 anos e dentro de casa, por pessoas conhecidas ou da família”, diz Lenir Fanton, secretária da Saúde da CTB-RS.

    Confira explicação da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila sobre a reforma da previdência: 

    “É muito importante que a CTB e as demais centrais sindicais definam como prioridade a bandeira da igualdade de gênero para que as mulheres, que constituem 52% da população do país possam viver em paz, em segurança e possa realizar-se plenamente como ser humano”, defende Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES.

    Por isso, “levaremos para as manifestações em todo o país, além da denúncia da perversidade das reformas do Temer, a necessidade de termos mais mulheres na política para asvançarmos nas conquistas dos últimos anos. Políticas públicas abandonadas pelo governo golpista”, sintetiza Pereira.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A mulher sempre esteve presente em todos os gêneros que fazem parte do cancioneiro popular do país. Algumas autoras e alguns autores conseguiram captar o universo da alma feminina de maneira singular e com rara beleza encantam os ouvidos mais exigentes. Neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher - vá para as ruas defender a igualde de direitos e impedir os retrocessos, mas cante conosco a força da mulher brasileira.

    As oito canções selecionadas versam sobre separação, amor, sexo, violência, mulheres negras, que sofrem dupla discriminação. Mostram com certa acidez, mas com muita candura, que toda mulher quer amar, ser livre e viver sem medo.

    Inclusive a lista contém o hino das feministas brasileiras "Maria, Maria".

    Aprecie sem nenhuma moderação, mergulhe fundo:

    100% Feminista (MC Carol e Carol Conka) 

    Olhos nos Olhos (Chico Buarque) 

    Malandragem (Cazuza e Frejat) 

    Coisas do Mundo Minha Nega (Paulinho da Viola) 

    Acreditar (Dona Ivone Lara) 

    Mulheres Negras (Yzalú) 

    Beija Eu (Marisa Monte e Arnaldo Antunes) 

    Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Dia Internacional da Mulher – 8 de Março – será lembrado, em Aracaju (SE), em um ato com o tema Aposentadoria fica, Temer sai – Pela Vida das Mulheres!, promovido pela União Brasileira de Mulheres de Sergipe (UBM-SE), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetase) e UJS. As sergipanas participarão de uma aula pública no auditório do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), às 8 horas, e, em seguida, sairão em caminhada pelas principais ruas do Centro comercial da capital até à Praça General Valadão.

    “A reforma da Previdência do governo Temer atinge mais as mulheres. Ela amplia a jornada de trabalho no campo e na cidade, e aumenta a idade para aposentadoria. Precisamos dizer não ao fim da aposentadoria”, afirma Maria de Lourdes Pereira, integrante da coordenação da UBM-SE. Para ela, está claro que o Governo Temer quer acabar com a aposentadoria a que as trabalhadoras e os trabalhadores rurais e urbanos têm direito.

    Por isso, as direções das entidades optaram pela realização de um aula pública sobre os aspectos jurídicos da Reforma da Previdência e o impacto dessa na vida da mulher e da jovem do campo e da cidade. Segundo Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, a reforma é uma agressão violenta aos direitos da mulher.

    “Violenta com requintes de crueldade. Nós, mulheres sindicalistas, temos que compreender que a tarefa de denunciar esse caráter da reforma é tão importante quanto à luta sindical diária. É uma luta pelo direito à vida, à dignidade no trabalho, à aposentadoria”, salienta. A secretária da CTB Nacional enfatiza que o governo quer que a mulher tenha igualdade com o homem na aposentadoria, mas, ao longo da história, essa mesma mulher é tratada desigualmente pela sociedade. “Recebe menos que os homens quando desempenha a mesma função e trabalha muito mais”, diz.

    Além da reforma da Previdência, outros temas serão debatidos na aula pública, a exemplo da questão da violência contra a mulher e a importância da participação da mulher na política e no sindicato. Entre os palestrantes estão os advogados Valdilene Martins e Thiago D’Ávila Fernandes Fontes. Maria de Lourdes, da UBM, enfatiza que a violência contra a mulher está banalizada e, ao invés de combatê-la, o governo desmontou o ministério que produzia as políticas públicas para as mulheres.

    “Nós ainda vivemos em uma sociedade machista, patriarcal e conservadora e, apesar de sermos maioria, não temos esse reconhecimento. Portanto, devemos nos posicionar de forma clara contra essa reforma que penaliza as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Vamos dizer não à redução de recursos para a saúde e a educação; não ao machismo, à homofobia e à violência contra a mulher”, enfatiza.

    Niúra Belfort - CTB-SE

     

  • A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, participou, nesta quarta-feira (15), de um importante debate no Sindicato dos Moedeiros sobre o Dia Internacional da Mulher - 8 de março. A atividade faz parte da agenda de luta das mulheres trabalhadoras e reuniu bom público na sede da Casa da Moeda, no centro da capital fluminense.

    O debate reuniu diversas lideranças feministas que abordaram temas coma a questão do mundo do trabalho, os direitos da mulher, as reformas da previdência e trabalhista, além de pautas históricas como o direito ao corpo e a emancipação das mulheres.

    “Esse debate foi muito produtivo na medida em que nos permitiu abordar de forma mais profunda temas de suma importância para as mulheres trabalhadoras. A categoria deu um excelente retorno às exposições e os envolvidos na atividade estão de parabéns pelo espaço criado para o debate.” – disse Branco.

    Além dessas questões, o evento também compôs o calendário de lutas contra as reformas da previdência e trabalhista e serviu como agente mobilizador para a ato do Dia Nacional de Luta, na Candelária, centro da cidade.

    Fonte: CTB-RJ

  • No mundo todo, a crise financeira internacional vem afetando diretamente os direitos das mulheres, e muitos direitos já conquistados estão sendo ameaçados: direito ao trabalho digno; à terem filhos se, quantos e quando quiserem; apoio dos estados à maternidade com creches e; no Brasil querem acabar, inclusive, com o direito das mulheres à aposentadoria, tudo isso sempre sob o frágil argumento do “corte de gastos”.

    O que está por trás da falaciosa argumentação de que o estado gasta demais, é o desejo de certa elite parasita de acabar com os investimentos públicos em políticas sociais para remeter mais e mais dinheiro para o sistema financeiro, não importando se à custa da vida de milhões de pessoas. Neste cenário de amplificação da pobreza e desemprego, somos nós, mulheres, as mais expostas e vulneráveis, especialmente as mulheres pobres e negras.

    Com o movimento feminista internacional, nos unimos às mulheres de todo o mundo que, neste 8 de Março, realizam a paralisação internacional sob o mote “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós!” Lutamos contra a crise e em defesa do trabalho das mulheres.

    Na contramão de todos os países desenvolvidos, as mulheres e todo o povo brasileiro, sofremos com o golpe e a deposição de nossa primeira presidenta eleita, Dilma Rousseff. Sob o comando ilegítimo de Michel Temer, e o Brasil despenca nos rankings internacionais. Dizem tentar construir saídas para a crise, mas, atendendo aos reclamos do capital financeiro, apostam em políticas que já fracassaram em todo o mundo.

    A receita amarga que preconiza o corte de investimentos e a privatização do patrimônio público mostrou-se um fiasco onde quer que tenha sido aplicada, e, ao contrário de construir saídas, ampliou a crise financeira e jogou a conta nas costas das trabalhadoras e dos trabalhadores. A dita “Reforma” da Previdência significa, na prática, o fim da aposentadoria para os trabalhadores brasileiros.

    Para nós mulheres, a injustiça será em dobro, pois, além dos absurdos 49 anos de trabalho para ter o direito à se aposentar, igualaram o tempo de contribuição necessário entre homens e mulheres, como se toda a carga de trabalho extra realizado em casa, quase que exclusivamente pelas mulheres, não valesse absolutamente nada! Por isso, não admitimos essa “Reforma” e exigimos a manutenção dos nossos direitos previdenciários.

    A política suicida de Temer também está conduzindo o país ao caos e, cada vez mais, são os nossos direitos que estão sob risco. Sem investimento do Estado, a Lei Maria da Penha corre o risco de virar letra morta, deixando as brasileiras à mercê da violência doméstica, num dos países mais violentos com suas mulheres em todo o mundo: a cada 15 segundos, uma brasileira é espancada. Direitos consolidados como o direito ao aborto em casos de estupro e risco de vida para a mãe, também estão sendo ameaçados. O risco de retroceder décadas é real, o que nos dá ainda mais gana para lutar!

    Nós, mulheres brasileiras, sempre demos provas de nossa combatividade! Deixamos claro, mais uma vez, que não aceitaremos o autoritarismo e o machismo e que não aceitaremos nenhum direito a menos! Para tanto, é necessário que o Brasil se una em torno de um projeto de país, encampado por forças políticas democráticas e com legitimidade para exercer o poder. Ou seja, a luta contra o machismo e a garantia de mais direitos para as mulheres brasileiras passa pela luta decidida contra o governo golpista.

    Nenhum direito a Menos. Fora Temer! Diretas Já!

    União Brasileira de Mulheres

  • O Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira (8), foi marcado por protestos e greves em vários países. Dezenas de mulheres, de maneira independente ou apoiadas por entidades, saíram às ruas para exigir igualdade de gênero e o fim do feminicídio. Se em 2018 o slogan de 8 de março foi o #MeToo, neste ano é o #BalanceForBetter, que pede igualdade de gênero em todos os âmbitos sociais.

    No Brasil ocorreram manifestações em dezenas de capitais e cidades. No centro das lutas destacou-se a defesa da Previdência contra a proposta de reforma da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, que é ainda pior do que a apresntada por Temer e tem como principal objetivo a progressiva privatização do sistema previdenciário, através do sistema de capitalização.

    Na Itália, houve atos em todo o país, com paralisações nos setores de transporte, escolas e saúde. Os protestos ocorreram em Bolonha, Catania, Florença, Gênova, Milão, Nápoles, Roma e Turim. Na Espanha, as mulheres organizaram a segunda greve geral feminista para pedir igualdade salarial.

    Com respaldo da Justiça e de sindicatos locais, a paralisação também atingiu várias áreas. Já em Israel, membros do movimento progressista "Mulheres do Muro" convocaram um protesto no Muro das Lamentações, mas o ato foi interrompido por grupos ultra-ortodoxos. Em Hamburgo, na Alemanha, quem roubou a cena foram as ativistas do Femen, que estamparam slogans de luta pelo corpo. Em Berlim, o Dia Internacional da Mulher virou feriado pela primeira vez, em decisão tomada no início do ano.

    Nas Filipinas, dezenas de mulheres saíram às ruas para protestar contra o presidente Rodrigo Duterte, que foi chamado de "misógino". Elas criticaram as políticas "macho-fascistas" do atual governo. No Quênia, as manifestações tiveram como enfoque o fim do feminicídio e da violência contra a mulher. (ANSA)

    Com informações do site Notícios ao Minuto

  • O Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira (8), foi marcado por protestos e greves em vários países. Dezenas de mulheres, de maneira independente ou apoiadas por entidades, saíram às ruas para exigir igualdade de gênero e o fim do feminicídio. Se em 2018 o slogan de 8 de março foi o #MeToo, neste ano é o #BalanceForBetter, que pede igualdade de gênero em todos os âmbitos sociais.

    No Brasil ocorreram manifestações em dezenas de capitais e cidades. No centro das lutas destacou-se a defesa da Previdência contra a proposta de reforma da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, que é ainda pior do que a apresntada por Temer e tem como principal objetivo a progressiva privatização do sistema previdenciário, através do sistema de capitalização.Em São Paulo, foi realizada uma "grande marcha em defesa da democracia, soberania e dos direitos" na tarde desta sexta, conforme informou a este Portal o presidente da CTB, Adilson Araújo. "Mulheres ganharam as ruas para denunciar o desmonte do país e a crescente violência de que são vítimas", declarou o sindicalista.

    Europa

    Na Itália, houve atos em todo o país, com paralisações nos setores de transporte, escolas e saúde. Os protestos ocorreram em Bolonha, Catania, Florença, Gênova, Milão, Nápoles, Roma e Turim. Na Espanha, as mulheres organizaram a segunda greve geral feminista para pedir igualdade salarial.

    Com respaldo da Justiça e de sindicatos locais, a paralisação também atingiu várias áreas. Já em Israel, membros do movimento progressista "Mulheres do Muro" convocaram um protesto no Muro das Lamentações, mas o ato foi interrompido por grupos ultra-ortodoxos. Em Hamburgo, na Alemanha, quem roubou a cena foram as ativistas do Femen, que estamparam slogans de luta pelo corpo. Em Berlim, o Dia Internacional da Mulher virou feriado pela primeira vez, em decisão tomada no início do ano.

    Nas Filipinas, dezenas de mulheres saíram às ruas para protestar contra o presidente Rodrigo Duterte, que foi chamado de "misógino". Elas criticaram as políticas "macho-fascistas" do atual governo. No Quênia, as manifestações tiveram como enfoque o fim do feminicídio e da violência contra a mulher. (ANSA)

    Com informações do site Notícias ao Minuto