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Ter, Jun

abril de lutas

  • São 10 mil pessoas que caminham por Porto Velho, capital de Rondônia, contra as reformas trabalhista e previdenciária de Michel Temer. O ato saiu partir de três diferentes concentrações: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação; a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários; e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontraram na Av. 7 de Setembro, de onde seguem para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto em discurso.

    O presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, acompanha a atividade e é uma das lideranças. "Nós estivemos na organização disso aqui, e considero que a CTB recuperou o protagonismo neste processo", avaliou. As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB).

    Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

  • A classe trabalhadora parou o Brasil nesta sexta-feira (28), e o protesto contra os retrocessos do governo Temer chegaram aos ouvidos de todo o mundo. Com ampla adesão, a greve geral está sendo aplaudida por ao menos 17 entidades internacionais.

    Cinco desses comunicados o Portal CTB já publicou aqui, mais cedo. Abaixo está uma lista atualizada das organizações que manifestaram saudações formais às paralisações contra a Reforma Trabalhista e a Previdenciária, recebidas até às 15h30 de hoje. Confira:

    • Federaçao Sinidcal Mundial (FSM);
    • Encontro Sindical Nossa América (ESNA);
    • (Portugal) Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (Intersindical Nacional);
    • (Portugal) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Publicas, Concessionárias e Afins;
    • (Portugal) SITAVA – Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos;
    • (Uruguai) PIT CNT;
    • (Argentina) Federação Latino-americana para a educação e a cultura (FLATEC);
    • (Argentina) CTA dos Trabalhadores;
    • (Cuba) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção;
    • (Panamá) Central Nacional dos Trabalhadores do Panamá;
    • (Africa do Sul) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Saúde Educação e Afins (NEHAWU);
    • (Chipre) Federação de Trabalhadores do Chipre;
    • (Grecia) Frente Militante dos Trabalhadores da Grecia (PAME);
    • (Haiti) Coalisão Nacional dos Sindicatos do Haiti;
    • (Uganda) Sindicato de base dos trabalhadores agrícolas de Uganda;
    • (Pais Basco) LAB;
    • (Mexico) Nova Central dos Trabalhadores do México.

    Portal CTB

  • Ao menos 32 museus e instituições de cultura de São Paulo paralisaram suas atividades em decorrência da greve geral da última sexta-feira, 28 de abril. Na lista abaixo, aparecerem todas as entidades que aderiram à greve total ou parcialmente, por decisão das trabalhadoras e trabalhadores reunidos em assembleias locais, e não o posicionamento institucional.

    O Museu da Casa Brasileira funcionou, mas parte de seus funcionários aderiu à greve. A decisão sobre a adesão é a orientada pelo Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais no Estado de São Paulo (Senalba-SP), cuja nota oficial você pode ler aqui.

    Abaixo, segue a lista de todos os locais paralisados:

    • Museu da Imigração;
    • Museu Lasar Segall;
    • Museu da Imaginação;
    • Museu do Café;
    • Museu da Cidade;
    • Museu Afro Brasil;
    • MASP;
    • Caixa Cultural;
    • Museu de Arte Sacra;
    • Itinerância da 32ª Bienal de Arte de São Paulo;
    • Museu da Pessoa;
    • Memorial da Resistência;
    • Rede Museu da Energia;
    • Fundação Ema Klabin;
    • SESC Pompeia (educadores terceirizados);
    • SESC Ipiranga (educadores terceirizados);
    • SESC Campinas (educativo fixo e terceirizados da itinerância 32ª Bienal de Arte de São Paulo);
    • SESC Santos;
    • SESC Belenzinho (Educativo da Itinerância 13ª Bienal Naïfs do Brasil);
    • SESC São Carlos;
    • SESC Interlagos;
    • Centro de Pesquisa e Referência - SESC;
    • MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia);
    • Pinacoteca do Estado;
    • Museu do Ipiranga;
    • Museu da Imagem e do Som;.
    • Instituto Tomie Ohtake;
    • Memorial da Inclusão;
    • Instituto Itaú Cultural;
    • Pinacoteca do Estado de São Paulo;
    • Espaço Cultural Porto Seguro.

    Portal CTB

  • Múltiplas categorias de trabalhadores mato grossenses estão aderindo às paralisações do 28 de abril, principalmente na Educação Pública, nos Bancários, entre os Rurais, os Transportes e os servidores de diferentes esferas do Judiciário. No total, entre 40 e 50 sindicatos já declararam apoio à greve. Entre eles, estão representadas 7 centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, CSB, Nova Central, Conlutas e Intersindical). A categoria mais mobilizada é a dos servidores públicos estaduais, com 15 sindicatos alinhados.

    Quem informa o estado da mobilização é a presidenta da CTB-MT, Nara Teixeira.

    Os planos de paralisação no estado do Mato Grosso envolvem primariamente o congelamento do transporte público em Cuiabá, mas haverá greves também nos bancos e nos serviços de segurança privada. Para além disso, haverá panfletagem em várias cidades, e o ato principal da capital será realizado às 15h, na Praça Ipiranga. Depois das falas das lideranças, os manifestantes seguirão em passeata.

    Portal CTB

  • Os organizações rondonenses estão engajados na organização do 28 de abril, e acreditam que o ato será ainda maior do que o do 15 de março. Da última vez, participaram da passeata 5 mil pessoas - desta vez, o presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, estima que aparecerão entre 10 e 12 mil.

    As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB). Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

    Leia também: Servidores federais de Rondônia aprovam adesão de greve geral do dia 28

    O ato da capital será feito em formato de passeata, a partir de três diferentes concentrações em Porto Velho: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários, e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontrarão na Av. 7 de Setembro às 10h, de onde seguirão em caminhada para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer.

  • Movimentos sociais e sindicatos de todo o Brasil marcam para a próxima sexta-feira, dia 28 de abril, uma greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo Poder Executivo e em tramitação no Congresso Nacional. Às vésperas da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem início amanhã, dia 26, em Aparecida (SP), o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, concedeu entrevista tratando da posição da entidade sobre as manifestações. Reafirmando a convocação feita pelo Conselho Permanente, no mês passado, dom Leonardo considera “fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas”.

    Confira a entrevista:

    Qual é a posição da CNBB sobre a anunciada greve geral do dia 28 de abril?

    A partir de amanhã, quarta-feira, 26 de abril, os bispos estarão reunidos em assembleia geral, em Aparecida (SP). A assembleia é a instância suprema da Conferência e dela pode sair novo posicionamento. Posso agora, reafirmar o que o Conselho Permanente da CNBB já declarou em Nota: “Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.

    Nesse sentido, consideramos fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas. Claro que nosso olhar se dá na perspectiva da evangelização e nossa posição brota das exigências do Evangelho. E isso significa reafirmar a busca do diálogo, da paz e do entendimento. Na afirmação dos bispos está a orientação de que esses momentos sejam marcados pelo respeito à vida, ao patrimônio público e privado, fortalecendo a democracia.

    Qual o impacto de uma greve geral neste momento?

    Certamente o conteúdo das manifestações se dará no sentido de defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, de modo muito particular dos mais pobres. O movimento sinaliza que a sociedade quer o diálogo, quer participar, quer dar sua contribuição. Reformas de tamanha importância não podem ser conduzidas sem esse amplo debate.

    O Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensível ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas. Os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e para construir uma nação justa e fraterna querem participar das discussões e encaminhamentos.

    É oportuno apresentar propostas de reformas na atual conjuntura?

    O Brasil vive um momento particular de sua história, uma crise ética. Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do cenário político, sem falar da crise econômica que atinge a todos. Como encaminhar mudanças sem o respaldo da sociedade? Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT merecem estudo, pesquisa e aprofundamento. Sem diálogo não é possível criar um clima favorável que vise o bem do povo brasileiro

    Da CNBB

  • A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) decidiu deflagrar uma greve nacional, por tempo indeterminado, em apoio às pautas do dia 28 de abril, que já promete ser a maior dos últimos trinta anos. O ecetistas começarão a paralisação no dia 26, às 22h, e estarão envolvidos nos atos seguintes.

    Além do repúdio total a Michel Temer e às reformas da Previdência e Trabalhista, os funcionários dos Correios entrarão em greve para protestar contra o fechamento de agências ao longo do último ano, a suspensão de férias que atinge parte do pessoal e pela realização de novos concursos e contratações nos quadros da empresa. Eles reclamam do sucateamento e denunciam a tentativa de privatização da ECT, e pedem a saída de Guilherme Campos da presidência, pela sua conivência com o desmonte da empresa.

    “Foram esses empresários, e os conglomerados que comandam, que financiaram o golpe. Com eles Temer assumiu compromissos, que está encaminhando com suas reformas. É por isso que todas as medidas desse governo tira direitos e benefícios dos trabalhadores. Nas reformas, são conquistas históricas que podem ser perdidas”, explicou o presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect, Elias Diviza. Para ele, os trabalhadores devem ampliar a mobilização encaminhada pelas Centrais. “É o caminho para impedir esse retrocesso histórico, e para impedir a privatização dos Correios e demais estatais”, indicou.

    Os trabalhadores dos Correios tiveram papel importante nas manifestações dos dias 15 e 31 de março, com uma paralisação que envolveu mais de 8.000 pessoa só em São Paulo. O repúdio da categoria às reformas de Temer e às tentativas de privatização da empresa provaram-se fundamental para atrasar os planos dos golpistas. O risco é particularmente grande para os ecetistas, pois a empresa pode ser vendida às multinacionais do setor - algo que tiraria dos funcionários a capacidade de dialogar com a cúpula, e minaria os direitos conquistados.

    Por tudo isso, os ecetistas chamaram todos os 36 sindicatos da categoria a apoiar a greve geral unificada a partir de 26 de abril.

    Portal CTB

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira participa de ato pela libertação do preso político Luiz Batista Borges, importante liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Goiás.

    Centenas de trabalhadores e trabalhadoras protestaram na manhã desta quinta-feira (20), em frente ao Tribunal de Justiça de Goiás, em Goiânia. Borges está preso há um ano, sob a acusação de formação de quadrilha, no município de Rio Verde, interior do estado.

    ailma ctb go

    De acordo com lideranças do MST, O protesto, chamado de “Ato de Descomemoração de Aniversário de 1 Ano de Prisão Provisória”, também faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.

    Para Oliveira, “a prisão de lutadores do povo, funciona como uma ameaça a todas as pessoas que pensam o país de uma forma diferente de quem está no poder momentaneamente”. Muito menos, garante a professora sindicalista, tratar como bandido quem defende a posse da terra para quem nela trabalha”.

    Mesmo porque, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou decisão, definindo o MST como organização social, mas isso “tem sido ignorado em Goiás e imputam ao Borges crimes já provados que não ocorreram”, diz.

    A presidenta da CTB-GO afirma também que a campanha pela libertação desse preso político do governo de Goiás, faz parte do Abril de Lutas, que culmina com a greve geral na sexta-feira 28). “Nesse dia, vamos parar o Brasil”, reforça.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) realizou, nesta quarta-feira (5/4), uma plenária na região metropolitana a fim de analisar a conjuntura estadual e nacional, tendo como principal objetivo articular uma greve geral, no próximo dia 28 de abril.
    A análise foi feita pelo presidente da Afocefe (Sindicato dos Técnicos Tributários), Carlos De Martini, que lembrou que o discurso de crise usado historicamente pela direita em todo o mundo para implementar mudanças é o mesmo usado agora, no Estado e no país. Uma fala, segundo o dirigente, construída de forma proposital para vender o patrimônio público, como é o caso, no Rio Grande do Sul, da proposta do Governo Sartori de vender as fundações.

    “A Afocefe, juntamente com outras entidades, está pedindo a CPI da anistia fiscal, na Assembleia Legislativa, para averiguar a regularidade dos contratos de concessões. Um Estado na penúria financeira não pode sair distribuindo dinheiro a rodo. Somente de benefícios fiscais, o Rio Grande do Sul concede ao ano R$ 9 bilhões, sem o mínimo controle social e do Estado’’, apontou.

    O dirigente da Afocefe apontou caminhos para a superação da crise financeira, sem precisar penalizar ainda mais os servidores públicos, e defendeu a fiscalização do Estado para acabar com a sonegação. “Ano passado, no Estado, somente em ICMS, foram sonegados R$ 7 bilhões. A cada dez segundos, se perde um salário de um professor. Enquanto isso, o déficit do Estado é estimado em cerca de R$ 3 bilhões’’, afirmou De Martini.

    O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, coordenou a mesa da plenária e, em sua fala, relembrou os primeiros passos do Governo Temer: articular e aprovar a PEC dos gastos, que congela investimentos em saúde e educação por 20 anos, no Brasil. “Temer propõe medidas que visam diminuir o papel do Estado para financiar o capital. Em 2012, a representação da indústria no PIB brasileiro era de 19,2%. No final de 2017, deve ser de 9%”, afirmou.

    Vidor abordou outros assuntos polêmicos que prejudicam diretamente os trabalhadores brasileiros. A terceirização ampliada, aprovada no final de março na Câmara, que irá acelerar a precarização do trabalho no Brasil e o aumento da criminalização dos movimentos sindicais e sociais, que prejudicam as manifestações de rua e as greves. Para barrar retrocessos, a saída que está sendo chamada pela CTB e outras centrais sindicais é a greve geral, no próximo dia 28 de abril. Um dia que deve ficar marcado como de resistência da classe trabalhadora.

    Outro objetivo das plenárias regionais que vem sendo realizadas em cidades do interior do Estado, desde fevereiro, é preparar as regiões para o 4º Congresso Estadual da CTB, que acontece nos dias 1º e 2 de junho, no auditório da Fetag, em Porto Alegre. Ao final da plenária, foram eleitos coordenadores da região metropolitana, que devem ficar encarregados de organizar as atividades da Central até o Congresso.

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    Coordenação executiva:

    Luiz Fernando Lemos - Fecosul

    Silvana Conti - Simpa

    Fábio Cunha – Sindicato dos Artistas/Fitedeca

    Célia Chaves - Sindifars

    Coordenação geral:

    Fabrício Loguércio – Justiça Federal

    Denilson de Aguiar Rodrigues - Fetar

    Núbia Martins – Sisergs

    Marco Aurélio – Panificação

    Daniel Sebastiani - Sinpro

    Luiza Bezerra – Bancários

    Luciane Congo – Simpa

    Carlos De Martini – Afocefe

    Alexandre Dias –Simpa

    Marino – Sidergs

    Paulo Fernando da Silva – Seaacom

     

    Por Aline Vargas/CTB-RS

  • Os movimentos sociais e sindicais do Rio de Janeiro deliberaram nesta segunda-feira (24) sobre as ações do 28 de Abril, dia da greve geral contra as reformas de Temer. Entre as principais decisões estão a realização de piquetes em frente às garagens de ônibus de diversos municípios e a realização de um grande ato na Cinelândia às 18h.

    Nos dias anteriores à manifestação, os ativistas fluminenses farão panfletagens em diversos pontos da capital e do interior. Já no 28, as atividades começarão à 1h da manhã, com bloqueios rodoviários, e seguirão pelo dia com piquetes e trancaços pelas ruas. Haverá uma aula pública da UEE no CACO/UFRJ às 14h, para tratar das reformas, que depois se transformará numa caminhada até a Cinelândia.

    Às 15h, os comerciários também sairão em caminhada do sindicato até a Cinelândia. E assim farão dezenas de outras entidades, para lutar contra a Reforma da Previdência e a Trabalhista.

    Muitas categorias já confirmaram suas participações dos protestos, com especial destaque para os bancários e professores. À CTB-RJ, 32 sindicatos já declararam apoio ao 28 de Abril:

    Sinpro-Rio

    Radialistas

    Sintergia

    Bancários-RJ

    Bancários de Teresópolis

    Bancários da Baixada

    Bancários de Campos

    Sindpetro-NF

    SEPE (rede municipal e estadual)

    ADUR-RJ

    SINTUR

    Adcefet

    Asfoc SN

    Sindsprev/RJ

    Adufrj

    Sintufrj

    Correios

    Sintecefetrj

    ADUFF

    SINTUFF

    Asduerj

    ASCON Rio

    Sindsaferj

    Sind. Seguridade Itaguai

    Sintifrj

    Bancários de
    Macaé

    Sinpro - Macaé

    Enfermeiros

    Intersindical Portuária

    Rodoviários

    Sindscoppe

    Assincra

     

    As manifestações do 28 crescem a cada minuto, e já têm potencial para agregar a maior greve geral dos últimos 30 anos.

    Portal CTB, com informações da CTB-RJ

  • Com o tema “Democracia e luta em defesa do emprego e dos direitos”, foi realizado no último dia 18 de abril, na cidade de Governador Valadares, o 3º Encontro Regional Vale do Rio Doce/Alto Rio Doce/Vale do Aço de Trabalhadores(as) da CTB-MG.

    O encontro aconteceu no Polo da Fetaemg - Governador Valadares e contou com a participação de cerca de 60 entidades sindicais e mais de 200 participantes entre dirigentes sindicais, autoridades e movimentos sociais da região.

    A Atualização da Conjuntura Internacional, Nacional e Estadual e a Tese Guia foi realizada pelo dirigente da Contee, José Carlos Arêas, presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva e pela diretora nacional da CTB, Katia Gaivoto.

    A leitura e aprovação do balanço de atividades, metas e plano de lutas, bem como avaliação do trabalho na regional Vale do Rio Doce da CTB-MG foi realizada no período da manhã.

    Para o dirigente da CTB, Jose Carlos Maia, o Encontro foi bastante positivo, pois ajudou no fortalecimento da Central, preparou os dirigentes para os encontros estadual e nacional e ainda colocou a CTB como elo condutor da unidade dos movimentos sindicais e sociais.

    Aproveitando o Encontro da CTB, foi lançado em conjunto com movimentos sindicais e sociais mais um chamado de unidade para a batalha mais importante dos trabalhadores que é a GREVE GERAL, convocada para o dia 28 DE ABRIL contra a Reforma da Previdência e trabalhista que tanto mal causarão aos trabalhadores do campo e da cidade.

    Da CTB-MG

  • No gráfico acima, a mancha rosa é favorável à greve geral, e a azul é contrária.

    Um estudo da Fundação Getúlio Vargas concluiu que as menções à greve geral do último dia 28 de abril a tornaram um evento, nas redes sociais, mais importante que as manifestações pró-impeachment de 2015 e 2016.

    Todos os recordes foram batidos.

    E a maioria das posições nas redes foram, de maneira esmagadora, positivas à greve, como se vê no gráfico acima.

    Abaixo, trecho da conclusão:

    brasilemgreve recorde redes sociais

    Abaixo, o estudo completo:

    Do Cafézinho

  • Trabalhadores de todo o país fizeram uma greve geral e histórica contra as reformas trabalhista e previdenciária que o Governo Temer quer impor, mesmo sem o apoio de 96% da população.

    Primeira manifestação coesa, de norte a sul, contra um Governo de representação pífia. Greve geral que mostrou a força do povo e ganhou repercussão na mídia internacional. Nos jornais e tvs de todo o mundo que reconheceram o movimento popular e democrático, ao contrário da mídia brasileira, que classificou as manifestações de baderna e tratou os trabalhadores como vagabundos.

    Todos que cruzaram os braços em greve geral mostraram claramente que não querem e não podem perder seus direitos, como a aposentadoria. Mulheres e homens que vão morrer sem gozar desse direito, mesmo depois de ter contribuído por 49 anos!

    No Rio de Janeiro, os trabalhadores têm motivos a mais para ser contra qualquer proposta e se manifestar legitimamente, por ter seus direitos violados diariamente.

    Trabalhadores do Rio estão sem salários há meses recebendo com atraso, até hoje não receberam o 13°. Servidores públicos passando necessidade e sem dignidade. Esses trabalhadores que se juntaram a manifestação no centro do Rio, assim como as milhares de pessoas que ali estavam, foram surpreendidos com a extrema violência da Polícia Militar. E a cada manifestação popular vemos aumentar de forma brutal e indiscriminada a repressão por parte da PMRJ!

    Eu estava lá, junto a milhares de outros trabalhadores, pacificamente. Nós fomos covardemente encurralados. Viramos alvo de bombas, gás de pimenta, balas de borracha.

    Não há nenhum sinal de preparo da tropa, que deveria estar lá para garantir o direito democrático de expressão e reunião pacífica da população, ou do uso de inteligência para impedir que arruaceiros e bandidos se aproveitem da ocasião para prática de vandalismo e de outros crimes. É inadmissível que a polícia da segunda maior cidade brasileira haja dessa forma!

    Estou até agora tentando entender a razão da polícia encurralar e deixar os manifestante sem saída. Foi um “cerco” e não uma intervenção para dispersar. Bombas foram atiradas no palco onde líderes sindicais, parlamentares e representantes da sociedade civil faziam suas falas. Foi uma tocaia contra a democracia.

    Não se pode acreditar que o propósito tenha sido apenas dispersar. Assustador!

    O Governador e o Comandante da PM devem explicações à população do Rio pela desastrosa ação da corporação.

    O Ministério Público precisa adotar medidas judiciais cabíveis para punir esses abusos e a ALERJ precisa se posicionar claramente contra esses tipo de ação e rever com urgência o papel das polícias do Rio.

    Porém, nem a imprensa entreguista dos interesses do povo nem a PM com seu comando antidemocrático e submisso aos coturnos do capital irão diminuir o real tamanho do que vimos acontecer no Brasil no dia 28 de abril!

    Precisamos manter acessa essa chama! Ampliar o debate! Ocupar as ruas e devolver o poder ao povo brasileiro!

    Enfermeira Rejane é deputada estadual do PCdoB-RJ


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Trabalhadores de toda a Bahia estão mobilizados na greve geral desta sexta-feira, 28 de abril. Desde o início da manhã, tem vias interditadas em várias regiões do estado, os ônibus do transporte coletivo não circulam nas principais cidades e diversas categorias estão com as atividades paralisadas em protesto contra a terceirização, a reforma trabalhista e a reforma previdenciária.

    Estão acontecendo greves e manifestações na capital Salvador e nas cidades de Irecê, Camaçari, Itabuna, Guanambi, Caitité, Jequié, Ipiaú, Ilhéus, Jacobina, Madre de Deus, Xique-Xique, Feira de Santana, Lauro Freitas, Alagoinhas, Simões Filho, Juazeiro, Brumado, Paulo Afonso, Barreiras, Porto Seguro, Itagimirim e Belmonte.

    Em Salvador, os ônibus não circulam, as escolas e os bancos estão fechados e o comércio funcionam parcialmente apenas em alguns pontos. Além disso, há manifestação na região do Iguatemi, com o fechamento das vias e também na Avenida Sete de Setembro.

    "Até o momento, a greve cumpriu o seu papel de paralisar as atividades da indústria, do comércio, do transporte e também parte do serviço público. O que temos é a adesão de diversas categorias de diferentes setores ao movimento, resultando em ruas e centros comercias vazios. Muita gente participou da greve, ficando em casa nesta sexta-feira. Os protestos realizados até o momento também tiveram uma grande adesão. Isso mostra que o povo entendeu a importância da greve, que é a maior que fazemos desde 1984", avaliou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    Repressão contra os manifestantes

    Mesmo com manifestações pacificas os trabalhadores e movimentos sociais sofreram com a repressão policial no município de Lauro de Freitas, quando a Polícia Militar usou balas de borrachas para dispersar o protesto dos trabalhadores.

    Em Salvador, seguranças da CCR Metrô Bahia - concessionária responsável pelo Sistema Metroviário de Salvador usou de violência para expulsar jovens e trabalhadores, mobilizados pela greve, que gritavam palavras de ordem na estação Iguatemi.

    Os seguranças da estação, armados, foram orientados a lançar bombas e gazes contra os manifestantes, protagonizando cenas de selvageria, segundo as pessoas que assistiram à perseguição. Ao correrem dos profissionais da segurança, alguns dos estudantes e trabalhadores caíram e chegaram a ser pisoteados pelo restante do grupo em fuga.

    O ato foi repudiado pelas centrais e as Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, que ressaltaram o caráter pacífico e legítimo da manifestação em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

    Por Eliane Costa, da CTB-BA

  • O Portal CTB está reunindo as fotos enviadas pelas sedes estaduais em uma galeria do nosso Flickr, onde os principais eventos da central são capturados em fotografias públicas. Intitulado "#BrasilEmGreve - Todos contra as reformas", o conjunto vai crescer ao longo do dia.

    Todo o conteúdo do Flickr é livre, regido sob a licença Creative Commons, e publicado em tempo real. Clique na galeria logo abaixo e confira o 28 de Abril. Não deixe de visitar o nosso perfil quando precisar de boas fotos da central que mais cresce no Brasil!

    #BrasilEmGreve - Todos contra as reformas

    Secretaria de Comunicação da CTB

  • A Diretoria do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro deliberou pelo apoio incondicional ao movimento nacional de paralisação contra as reformas trabalhista e da Previdência, e pelo restabelecimento do estado de direito no país.

    A Diretoria do Sindicato considera que o governo ilegítimo de Michel Temer, apoiado em um congresso servil e acovardado, tem procurado destruir os avanços sociais obtidos com a Constituição de 1988, implementando uma agenda neoliberal e socialmente injusta, que não tem apoio da população.

    A precarização do trabalho em saúde, o congelamento por 20 anos dos gastos com saúde e educação, o desmonte da Previdência, a desnacionalização da economia, somados ao desemprego e estagnação econômica, criam um ambiente de caos e insegurança para toda a população.

    O sindicato recomenda aos médicos que discutam em seus locais de trabalho, tanto nos serviços públicos como na rede particular, as formas de organização para expressarem com veemência, no dia 28 de abril, seu apoio à luta da população brasileira pelos direitos sociais e a democracia.

    Rio de Janeiro, 26 de abril de 2017, diretoria do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro.

    Do SINMEDRJ

  • Na manhã da última quarta-feira (12), as centrais sindicais em Minas (CTB, CUT, UGT, Força Sindical, CSP-Conlutas, CSB, CGTB e Intersindical), em conjunto com movimentos populares e estudantis, definiram em Plenária as estratégias e organização para a greve geral marcada para o dia 28 de abril. Na deliberação, as centrais farão na sexta-feira do dia 28 um ato unificado com concentração na Praça Sete às 09 horas. De lá, a manifestação seguirá em passeata pela cidade.

    Os sindicalistas destacaram a importância do movimento unificado e as frentes de resistência no país para barrar as propostas dos golpistas contra a classe trabalhadora. As centrais, em suas bases, farão mobilizações para construção da greve geral. Durante a plenária, foi grande a participação do movimento estudantil que irá somar as forças no dia 28. Estiveram presentes lideranças da UEE-MG, UCMG, além de entidades como UJS, Unegro, dentre outros.

    As mobilizações para greve geral estão sendo direcionadas unitariamente com todas as centrais e movimentos populares contra as reformas da previdência e trabalhista. Outro motivo da greve que unificou a classe trabalhadora é a terceirização irrestrita aprovada recentemente pelo governo golpista e que irá expor a classe trabalhadora a níveis altíssimos de precarização do trabalho.

    Um material com assinatura de todas as centrais foi distribuído para ampliar a panfletagem nas bases de cada sindicato.

    Da CTB-MG

  • Nos últimos meses, os trabalhadores da Cedae têm enfrentado uma verdadeira maratona com a luta contra a privatização da empresa. A categoria está unida em defesa da Cede pública, estatal e indivisível, envolvendo inclusive o movimento comunitário.

    O governo Temer quer a todo custo privatizar o saneamento brasileiro, começando pela Cedae, em conluio com o governador Pezão e o presidente da Alerj, Jorge Picciani.

    Nesta luta contra a venda criminosa da Cedae, a categoria realizou passeatas e várias manifestações. Esteve na linha de frente na Alerj, enfrentando a repressão policial, para tentar impedir a entrega da empresa. Foram sete dias de greve na resistência.

    Os trabalhadores também fizeram uma grande manifestação na porta do Ministério Público do Rio de Janeiro para cobrar uma intervenção no processo da Alerj que autorizou a venda da empresa. Foi protocolado no MP um abaixo-assinado com mais de 11 mil assinaturas, contra a privatização da Cedae, recolhidos entre os cedaeanos e a população.

    A direção do Sindicato também já esteve com vários prefeitos, que têm se posicionado contra a venda da empresa, pois os municípios do interior serão os mais afetados com a privatização.

    Por isso, os cedaeanos estão mobilizados contra as reformas da previdência e trabalhista de Temer e a privatização da Cedae. Dia 28 de abril será um momento de muita resistência em todo o país. Os trabalhadores vão dar um basta nesse governo golpista e exigir eleições gerais já!

    Não à reforma da previdência!
    Não à reforma trabalhista!
    Fora TEMER!

    Da CTB-RJ

  • A CTB-TO considera um “grande sucesso” a manifestação da capital do estado, Palmas, onde se reuniram 15 mil pessoas para protestar contra Michel Temer e suas reformas. A concentração, realizada em frente ao Colégio São Francisco às 8h, seguiu para o Palácio Araguaia, sede do governo estadual, onde foi realizado um ato com as principais lideranças regionais.

    O presidente da CTB-TO, Antonildo Alexandre de Medeiros, foi um oradores, e também um dos organizadores do evento. Junto com representantes de mais três centrais sindicais (CUT, UGT, Nova Central), destacou a surpresa da imprensa com a quantidade de manifestantes.

    “A adesão foi muito boa, a aceitação foi enorme, todos aqui sabiam muito bem o que estavam falando”, avaliou. “Foi o resultado de uma campanha muito bem conduzida de comunicação com as bases, a gente fez panfletagem, fez visita, e o resultado está aí”. O comando estadual contratou ainda espaços publicitários em sites e rádios locais.

    Com a presença de mais de 20 sindicatos, em especial o dos Bancários, as manifestações do Tocantins atingiram pelo menos 10 municípios, entre eles Gurupi, Porto Nacional, Piracema, Miranorte, Taguatinga, Augustinópolis, Tocantinópolis, Araguatins e Guaraí. Em Palmas, a mobilização foi tamanha que grande parte do centro comercial fechou as portas (ou nem abriu).

    “Hoje foi um passo importante na luta contra esse governo, eles ficaram com medo do povo. Aqui no Tocantins, 7 dos 8 deputados federais eleitos votaram a favor dessas reformas, e a gente vai dizer bem quem são eles, vamos falar para o povo o que fizeram”, explicou Antonildo. “A luta vai continuar!”

    Portal CTB

  • A Polícia Militar dispersou de forma brutal a manifestação organizada na cidade do Rio de Janeiro, que aconteceria agora às 18h na Cinelândia. Com uso de bombas de gás e balas de borracha, os PMs miraram o palco montado pelas centrais sindicais, onde dezenas de lideranças e artistas se alternariam ao microfone. A manifestação já aglomerava mais de 30 mil pessoas. O repórter José Roberto Medeiros, da CTB-RJ, descreve o clima tenso que se instalou:

    Os sindicalistas que falavam no momento das agressões tentaram apaziguar os policiais, lembrando-os que o protesto é também pelo direito deles, mas a resposta da corporação foi mais uma rajada de bombas. Gradativamente, o cerco foi tornando-se mais agressivo, até tornar-se correria. Inconformados, os manifestantes passaram a entoar gritos pelo fim da Polícia Militar.

    “O governo não respeita o nosso povo. Temos na manifestação jovens, mulheres, pessoas da terceira idade, trabalhadores, e mesmo assim nos atacam!”, lamentou Alexandre Dionil, sindicalista da CTB envolvido na manifestação. Ele gravou o vídeo abaixo, no qual é possível ouvir as bombas e tiros no trecho final.

    A agressão é especialmente deprimente diante do enorme trabalho de mobilização promovido pelos movimentos sociais ao longo de abril, inclusive dentro das corporações de segurança pública. Nos dias anteriores à manifestação, os ativistas fluminenses fizeram panfletagens por todo o estado, num esforço abrangente para conscientizar a população das reformas.

    Dezenas de categorias se prepararam para este ato, que tinha tudo para ser histórico. Diversos municípios realizaram seus próprios atos. Para o dirigente da CTB-RJ, José Carlos Madureira, tudo até aqui era um “sucesso geral”.

    Portal CTB

  • As manchetes que deram notícias da greve geral do dia 28 último, apontam para a conduta agressiva da polícia com táticas de dominação e apavoramento que inibiu, feriu e dispersou a população que tomou pacificamente às ruas em protestos as últimas reformas do governo.

    Existe nessa conduta, algo de arbitrário construído culturalmente e atribuído ao papel da polícia como aplicadora da lei e da ordem e as relações de dominação, onde o uso não comedido da força física, por parte de policiais militares em algumas operações de policiamento ostensivo, resulta em proliferação de conflitos e violência, e o cidadão ao invés de se sentir protegido percebe esta instituição como arma adicional contra si.

    A polícia, em seu nascedouro como instituição que fazia parte da construção da cidade, foi criada para se ocupar dos vilarejos que cresciam desordenados, o cuidador da polis, garantia todo tipo de serviço, desde comunicar enfermidades às autoridades da coroa como ajudar nas práticas mercantis. Nesse seguimento, desde a Idade Média até o século XVI o governo soberano do príncipe, vai se desenvolver primeiro sobre as coisas sobre um território, depois sobre os súditos que nele habitam, sendo a lei o exercício da soberania e o que permitirá alcançar qualquer finalidade de controle. Nesse caso a polícia se detinha do cuidado dos pobres e dos trabalhadores e os mantinha regulados em prol da segurança e tranquilidade da nobreza.

    Essa polícia já nasceu micropolítica pelo viés temerário da ocupação dos territórios que circundava a nobreza, que por temer pela própria segurança, atribuíram a este espaço, um poder disciplinar que era amplamente exercido por estes policiais.

    A vigilância, ferramenta biopolítica de contenção, tem como alvo principal a população pobre e trabalhadora, e se efetiva através de um conjunto de mecanismos que o poder dispõe para se exercer, o que pode ser descrito como técnicas de poder-saber, nesse sentido, polícia, população e segurança, vão se organizando simultaneamente e no conjunto deste engendramento o medo é a produção e as normas a fórmula que norteia o comportamento da população. A produção dos corpos pelas técnicas disciplinares do poder-saber pressupõe que determinadas práticas policiais obedeçam ao princípio da autorização que possibilita e reforça os efeitos do poder legítimo.

    Com o sucesso deste dispositivo as atribuições não demoraram a aumentar e a polícia já nas práticas de contenção coercitivas já naturalizadas culturalmente, tinha também por ofício se ocupar daqueles sem rumo, perdidos pelas ruas dos territórios da realeza, os “vagos” ou ”vagabundos”, os errantes. Nesse contexto, para aqueles que não se encaixavam ou não atendiam ao chamado da norma, do policiamento e da segurança lhes era aplicado à punição da vigilância pela posse do seu corpo pelo governo e para exemplo e suplício em praça pública. Agora o governo também defende o indivíduo do outro indivíduo que não serve para a cidade, e o sentimento de medo alterado em sua estrutura, se volta para o medo dos seus semelhantes.

    Não é difícil entender como estratégias de policiamento chegou até a modernidade pela instauração dessa policia. O vínculo entre polícia e cidade foi tão forte que regulamentou a maneira como os homens podiam e deviam se reunir, se comunicar, coabitar, intercambiar, coexistir, circular, falar, vender e comprar que não pode absolutamente ser dissociada de uma teoria e de uma prática governamental nos espaços urbanos como escopo de mantença da ordem e do cuidado da tranquilidade da cidade. Assim, nas malhas da rede política do poder de polícia e em defesa da sociedade a polícia procedeu no dia 28, como sempre historicamente procedeu através dos tempos, com práticas culturalmente naturalizadas de dominação, coerção e violência dentro da norma disciplinar, autorizativa, reguladora e governamental sobre os corpos manifestantes da população pobre e trabalhadora que nesse dia ocupara as ruas para protestar.

    Por Márcia Ferreira é vice-presidente do Sindicato dos Servidores Civis do Ministério da Defesa (Sinfa-RJ)


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Reunidos em assembleia na noite da terça feira (11), trabalhadores do sistema metroviário de São Paulo aprovaram a participação na greve geral de 24h, convocada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril.

    Com a deliberação os metroviários se unem à inúmeras categorias e reforçam de maneira decisiva a mobilização, que promete parar o país contra as reformas trabalhista e Previdenciárias de Michel Temer e a terceirização ilimitada aprovada na Câmara Deputados.

    No dia 15 de março, quando movimentos sociais e sindical realizaram uma grande mobilização em preparação à greve geral, a participação dos metroviários, que paralisaram o sistema por 24h em São Paulo, foi crucial e contou com o apoio, inclusive, da população que utiliza o sistema.


    Metroviários param em São Paulo; mais de 90% da categoria diz não ao desmonte da Previdência
    Apesar da manipulação midiática, usuários do metrô de São Paulo manifestam apoio à paralisação

    Para Wagner Fajardo, coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários e integrante da CTB, com a participação dos trabalhadores em transporte, o sucesso do movimento tende a se repetir. “A adesão dos metroviários e de outros trabalhadores de transporte com certeza contribuirá decisivamente para o sucesso do movimento em São Paulo e incentivará a adesão de outras categorias. Com a unidade do movimento sindical, no dia 28 realizaremos uma grande uma grande greve geral, como nossos vizinhos argentinos que deram um belo em exemplo paralisando o país contra os ataques ao direitos dos trabalhadores no último dia 06. Aqui no Brasil, vamos mostrar que não aceitaremos qualquer retirada de direitos”, afirmou Fajardo.

    Ainda durante a assembleia, a categoria aprovou ainda uma grande mobilização da categoria contra o processo de terceirização das bilheterias do Metrô com a realização de uma plenária e reuniões nas áreas.

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    Portal CTB

  • Seguindo a recomendação da Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect), os trabalhadores do Sintect-SP decidiram em assembleia deflagrar uma greve de toda a categoria, começando nesta quinta-feira (27). O encontro aconteceu no CMTC Clube, em São Paulo.

    A paralisação seguirá por tempo indeterminado, até que a diretoria dos Correios recue em sua tentativa de retirar direitos já conquistados em negociações anteriores. A greve, apoiada de forma unânime pelos presentes, seguirá no mínimo até o dia 2 de maio, quando uma nova assembleia fará a avaliação do movimento. Entre os encaminhamentos, ficou decidido que os trabalhadores dos Correios participarão tanto das mobilizações do dia 28 de abril quanto no 1º de Maio, quando as centrais farão um ato unitário no MASP com a presença do ex-presidente Lula.

    correios-ctb.jpgA luta contra a privatização da empresa é um dos principais eixos orientadores da greve (Foto: Joanne Mota/CTB)

    Para o presidente do Sintect-SP, Elias Diviza, a participação na greve geral terá um duplo caráter, tanto setorial quanto de interesse geral. “O dia 28 é a greve de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A empresa tentou dizer que todos os 8.500 trabalhadores parados em São Paulo só estavam fazendo isso pela greve geral - não é só por isso, não! Nós estamos parados para defender nossos empregos, o nosso direito de férias, as condições das agências, e também o de todos os brasileiros!”, disse.

    Diviza mencionou a necessidade de fortalecer a campanha salarial, e pediu aos companheiros que usem o período de paralisação para conscientizarem seus colegas e familiares. Ele criticou os Correios duramente por terem voltado atrás em acordos já realizados, como o que regula o usufruto das férias, e conclamou os trabalhadores a se imporem diante do pouco comprometimento da cúpula. “A gente tem que parar para fazer essa empresa nos respeitar, quem faz a empresa somos nós! Nesse momento, a coisa já está judicializada, e os direitos estão mantidos até agosto, mas não podemos baixar a guarda por isso, porque senão eles nos tiram outras coisas”, observou.

    Assista abaixo ao discurso completo:

    Além de Diviza, se dirigiram ao público o presidente da CTB Nacional, Adilson Araújo, e José Carlos Negrão, do Sindicato dos Condutores de São Paulo.

    Adilson parabenizou os trabalhadores por se organizarem contra as reformas de Michel Temer e a tentativa de privatização dos Correios, e os chamou de “vanguarda do sindicalismo brasileiro”. “Vocês não têm a dimensão do que significa isso aqui, do tamanho da nossa responsabilidade para com o destino deste país. O que nos preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons, e nós não temos motivo nenhum para permanecer em silêncio diante da imposição de uma agenda ultra-liberal”, conclamou, relembrando a dureza dos anos sob Fernando Henrique Cardoso.

    “Foi justamente quando a gente começou a acumular forças que eles tomaram o governo de assalto. Está cada vez mais claro que o golpe dado foi um golpe do capital contra o trabalho, por um Parlamento de traidores”, continuou.

    Adilson listou as lutas dos trabalhadores do Correios, e as conectou com as preocupações maiores da classe trabalhadora. Retirada de direitos já conquistados, privatizações, reduções salariais - todas são confrontos transversais na conjuntura atual. “Diante disso tudo, eu pergunto: o que nós vamos fazer? Nós temos que fazer a greve geral!!!”.

    Já José Carlos Negrão, em sua saudação, fez um pedido de unidade entre as diferentes correntes sindicais neste momento de confronto. Para ele, “parte do que esta acontecendo é por que nos falta unidade. Muitas vezes a gente deixa que as nossas disputas internas fiquem no nosso caminho”.

    “O nosso país passa por um grande ataque internacional, mas mais precisamente pra cima dos trabalhadores. Nesse exato momento, 513 deputados estão lá em Brasília votando o fim das leis do trabalho. Este é o momento de encostar os problemas internos e ir para cima desse governo golpista!”, disse, entre aplausos. Ele lembrou da interrupção dos transportes na sexta-feira, que irão dos ônibus e metroviários até serviços mais amplos como o dos ferroviários, dos aeroviários e dos portuários. “A nossa greve geral caminha a passos largos”.

    Assista ao discurso de Negrão e Adilson abaixo:

    Portal CTB

  • Depois dos ecetistas de São Paulo, foi a vez do Rio de Janeiro se mobilizar contra os ataques do governo. Em assembleia realizada nesta quarta-feira (26), os trabalhadores de diversas unidades dos Correios aprovaram a greve a partir das 22h de hoje. A paralisação das atividades é por tempo indeterminado. As reivindicações são contra a ameaça de privatização, fechamento de agências, falta de segurança, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária. Segundo o presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, a greve é a única forma de pressionar a direção dos Correios e o governo:

    “Nós estamos vivendo grandes ataques. A empresa ameaça retirar direitos históricos da categoria, o governo quer privatizar a ECT e impor reformas que escravizam os trabalhadores. Nós vamos nos unir com todas as outras categorias e movimentos sociais contra essas arbitrariedades e mostrar a força da classe trabalhadora. Vai ter luta, vai ter greve.”

    A greve dos trabalhadores dos Correios é nacional. Trabalhadores de todos os estados do Brasil realizaram assembleia no dia de hoje, com o objetivo de formar uma grande corrente de resistência contra os ataques aos trabalhadores. “Nós vamos parar em todo país. Vamos mostrar que os pilares dessa empresa são os trabalhadores e nenhum projeto neoliberal vai conseguir retirar nossos direitos, sucatear a empresa nem privatizar o patrimônio público”, ressaltou Martins.

    Outra reivindicação da categoria é a abertura das contas da empresa, conforme explica o diretor jurídico do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida:

    “A direção dos Correios afirma que o motivo das ameaças de demissão, fechamento de agências, entre outras medidas de corte de despesas, é o fato da empresa estar no vermelho. Porém, não abre as contas, não age com transparência. Sendo uma empresa pública, nós temos o direito de acessar esses dados. Queremos saber para onde está indo o capital do povo.”

    A assembleia também mobilizou os trabalhadores para a GREVE UNIFICADA nacional que será realizada na próxima sexta-feira (28), promovida pelas centrais sindicais e diversos movimentos sociais, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária.

    Da CTB-RJ