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Qua, Jun

América Latina

  • "Aborto legal no hospital” foi a palavra de ordem das manifestantes a favor do projeto de lei, aprovado após mais de 20 horas de discussões na Câmara dos Deputados da Argentina, na manhã desta quinta-feira (14).

    Pelo projeto, a interrupção da gravidez passa a ser permitida até a 14ª semana de gestação no país vizinho, com o placar de 129 deputados a favor, 125 contra e uma abstenção.

    Agora o projeto vai ao Senado. De qualquer forma “a aprovação pela Câmara já significa um grande avanço e o tema continuará sendo debatido de forma ampla e sem preconceitos na Argentina, ao contrário do Brasil onde os meios de comunicação e os setores conservadores deturpam o debate sobre o aborto”, define Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Milhares de militantes tomaram as ruas de Buenos Aires para acompanhar a votação e segundo informações de um correspondente da Rádio França Internacional na capital argentina, o número de manifestantes a favor da descriminalização do aborto chegou a ser quatro vezes maior que dos manifestantes contrários.

    “A pressão popular surtiu efeito e sensibilizou os parlamentares, mesmo que a vitória tenha sido apertada”, afirma a sindicalista mineira. Apenas em Cuba, no Uruguai e na Cidade do México, o aborto é legalizado na América Latina.

    Veja como foi a manifestação nas ruas 

    Na Argentina a situação é similar a do Brasil. No país vizinho a interrupção gravidez é permitida em casos de estupro ou de risco de morte para a mãe. No Brasil, além desses dois motivos, soma-se aos casos de bebês anencéfalos (sem cérebro).

    Várias ONGs argentinas apontam que 17% das 245 mortes de mulheres grávidas registradas em 2016 foram causadas por abortos mal feitos. As estimativas apontam para a realização de aproximadamente 450 mil abortos s todos os anos. De acordo com o Ministério da Saúde argentino, de 2006 a 2016, aforam registradas 3.314 mortes maternas, sendo que 681 mulheres morreram por abortos clandestinos, 25% delas tinha entre 25 e 29 anos.

    “No Brasil, a situação é tão grave quanto na Argentina e os parlamentares ainda pensam em proibir a interrupção da gravidez em qualquer circunstância, inclusive em casos de estupro”, assinala Celina.

    Para ela, o debate sobre o aborto dever ser feito “de maneira séria, sem argumentos virulentos e preconceituosos, porque milhares de mulheres pobres morrem todos os anos por causa de abortos mal feitos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações de agências. Foto: Jorge Saenz/AP Photo

  • "Aborto legal no hospital” foi a palavra de ordem das manifestantes a favor do projeto de lei, aprovado após mais de 20 horas de discussões na Câmara dos Deputados da Argentina, na manhã desta quinta-feira (14).

    Pelo projeto, a interrupção da gravidez passa a ser permitida até a 14ª semana de gestação no país vizinho, com o placar de 129 deputados a favor, 125 contra e uma abstenção.

    Agora o projeto vai ao Senado. De qualquer forma “a aprovação pela Câmara já significa um grande avanço e o tema continuará sendo debatido de forma ampla e sem preconceitos na Argentina, ao contrário do Brasil onde os meios de comunicação e os setores conservadores deturpam o debate sobre o aborto”, define Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Milhares de militantes tomaram as ruas de Buenos Aires para acompanhar a votação e segundo informações de um correspondente da Rádio França Internacional na capital argentina, o número de manifestantes a favor da descriminalização do aborto chegou a ser quatro vezes maior que dos manifestantes contrários.

    “A pressão popular surtiu efeito e sensibilizou os parlamentares, mesmo que a vitória tenha sido apertada”, afirma a sindicalista mineira. Apenas em Cuba, no Uruguai e na Cidade do México, o aborto é legalizado na América Latina.

    Veja como foi a manifestação nas ruas 

    Na Argentina a situação é similar a do Brasil. No país vizinho a interrupção gravidez é permitida em casos de estupro ou de risco de morte para a mãe. No Brasil, além desses dois motivos, soma-se aos casos de bebês anencéfalos (sem cérebro).

    Várias ONGs argentinas apontam que 17% das 245 mortes de mulheres grávidas registradas em 2016 foram causadas por abortos mal feitos. As estimativas apontam para a realização de aproximadamente 450 mil abortos s todos os anos. De acordo com o Ministério da Saúde argentino, de 2006 a 2016, aforam registradas 3.314 mortes maternas, sendo que 681 mulheres morreram por abortos clandestinos, 25% delas tinha entre 25 e 29 anos. 

    “No Brasil, a situação é tão grave quanto na Argentina e os parlamentares ainda pensam em proibir a interrupção da gravidez em qualquer circunstância, inclusive em casos de estupro”, assinala Celina.

    Para ela, o debate sobre o aborto dever ser feito “de maneira séria, sem argumentos virulentos e preconceituosos, porque milhares de mulheres pobres morrem todos os anos por causa de abortos mal feitos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações de agências. Foto: Jorge Saenz/AP Photo

  • Começa agora, às 19h, a conferência "A luta política na América Latina hoje", com as presenças de Dilma Rousseff, presidenta eleita do Brasil, e Cristina Kirchner, ex-presidenta da Argentina. Assista o vídeo ao vivo no link logo abaixo:

    O evento é aberto e gratuito (até o limite de público do espaço), e também conta com a participação de Monica Valente, secretária de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, e Iole Ilíada, vice-presidenta da Fundação Perseu Abramo. A conferência acontece na Casa de Portugal (Avenida da Liberdade, 602, Liberdade, São Paulo, SP) e conta com transmissão ao vivo pela página da FPA no Facebook, com retransmissão no portal da instituição.

    Dilma Rousseff e Cristina Kirchner participam nesta sexta (9) de conferência sobre América Latina

    Apoiam a realização do evento o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Fundação Maurício Grabois, a Fundação Rosa Luxemburgo, Insituto Nacional Hamilton Cardoso e o Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (Clacso).

  • Por Altamiro Borges

    “Seu ódio não é bem-vindo aqui”. Com essa palavra-de-ordem estampada em faixas e cartazes, milhares de argentinos foram às ruas de Buenos Aires nesta quinta-feira (6) para protestar contra a visita do fascistoide Jair Bolsonaro ao país. Os atos foram organizados por diversas organizações políticas e de direitos humanos e por movimentos sociais e culturais – entre eles, Mães da Praça de Maio Linha Fundadora, Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, coletivo Nenhuma a Menos e Central dos Trabalhadores da Argentina. 

    Logo no início da tarde, houve uma marcha no centro da cidade até a Casa Rosada, sede oficial do governo. No local, tradicional palco de protestos na capital, ocorreu o festival “Argentina Rechaça Bolsonaro”, com a apresentação de vários artistas. Em manifesto, as entidades enfatizaram que “a violência que [Bolsonaro] emite, negando os crimes contra a humanidade das ditaduras, coloca em perigo a continuidade democrática de um dos países com maior peso na nossa América Latina”. O texto ainda ironiza o odiado Maurício Macri, “um dos poucos presidentes no mundo que fariam uma foto” com o fascista brasileiro. 

    Como relembra o jornal Brasil de Fato, “as reações contrárias à viagem de Bolsonaro começaram desde que ela foi anunciada, ao final de maio. Desde então, passaram a circular nas redes sociais argentinas cartazes com dizeres como ‘seu ódio não é bem-vindo aqui’ e ‘Argentina rechaça Bolsonaro’. No dia 22 de maio, após o anúncio da visita presidencial, a Anistia Internacional enviou carta a Macri em que expressa ‘preocupações em matéria de direitos humanos’. O documento afirma ainda que a ‘retórica hostil’ de Bolsonaro ‘estimula a proliferação de discursos de ódio, polarização e poderiam legitimar violações aos direitos humanos’”. 

    Nova York, Paris e o vexame mundial 

    A manifestação desta quinta-feira sinaliza que Jair Bolsonaro virou um pária internacional – o que prejudica a imagem e os próprios negócios do Brasil no exterior. Famoso por sua postura racista, machista e homofóbica, o fascistoide já é motivo de protestos em vários países. Em maio, o presidente brasileiro que bate continência à bandeira dos EUA cancelou presença no “jantar de gala” em sua homenagem em Nova York (EUA). Após muita hesitação, o convescote foi transferido para Dallas, mas também foi esvaziado e virou novo vexame. 

    Já nesta terça-feira (4), o presidente Emmanuel Macron desistiu de participar do VI Fórum Econômico Brasil-França, em Paris, que teve a presença do general Santos Cruz como o representante do governo brasileiro. O gesto foi encarado por setores da mídia como uma humilhação. Em frente ao local do evento, manifestantes gritaram slogans contra Jair Bolsonaro, a prisão política de Lula e o assassinato de Marielle Franco. Mais de 20 organizações não governamentais francesas exigiram o rompimento de negócios com o governo “fascista” do Brasil. Uma petição contrário ao Fórum Econômico obteve mais de seis mil assinaturas.

  • Segundo a instituição, número de pessoas que vivem na pobreza subiu 7,3 milhões desde 2014, atingindo 21% da população, ou 43,5 milhões de brasileiros.

    Um relatório do Banco Mundial divulgado nesta quinta-feira (04/04) afirma que a pobreza aumentou no Brasil entre 2014 e 2017, atingindo 21% da população (43,5 milhões de pessoas).

    O documento intitulado Efeitos dos ciclos econômicos nos indicadores sociais da América Latina: quando os sonhos encontram a realidade, demonstra que o aumento da pobreza nesse período foi de 3%, ou seja, um número adicional de 7,3 milhões de brasileiros passou a viver com até 5,50 dólares por dia.

    No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milhões (17,9%). O quadro negativo teve início com a forte recessão que o país atravessou a partir do segundo semestre daquele ano, que durou até o fim de 2016.

    O Banco Mundial avalia que o fraco crescimento da América Latina e Caribe, especialmente na América do Sul, afetou os indicadores sociais no Brasil, país que possui um terço da população de toda a região.

    Mesmo assim, o Banco Mundial manteve as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com altas de 2,2% em 2019 e 2,5% em 2020. As projeções são melhores do que as de outros países, como o México (1,7%), mas ficam abaixo de nações como a Colômbia (3,3%). Os países com previsão de queda no PIB são a Argentina (- 1,3%) e a Venezuela (-25%).

    Para a região da América Latina e Caribe, o crescimento deve ser menor do que o do Brasil. As estimativas iniciais eram de 1,7%, mas, no mais recente relatório, elas despencaram para 0,9%, puxadas pelo péssimo desempenho da Venezuela. O crescimento da América do Sul também deverá sentir os efeitos da crise venezuelana, ficando em apenas 0,4%.

    O relatório destaca as incertezas quanto à reforma da Previdência, afirmando que sua aprovação "depende da formação de coalizões", uma vez que o partido governista não tem maioria no Congresso. A instituição elogia o Brasil por buscar um programa "ambicioso" de reformas, mas afirma que o país é o caso mais preocupante na região depois da Venezuela.

    O Brasil deverá ter um déficit fiscal de 6,9% do PIB em 2019 e um déficit primário de 1,2% do PIB. A dívida pública deve corresponder a 80% do PIB.

    "As perspectivas de crescimento para este ano não mostram uma melhora substancial em relação a 2018, como consequência do crescimento débil ou negativo nas três maiores economias da região – Brasil, México e Argentina – e do colapso total na Venezuela", afirma o relatório. Se excluídos os números venezuelanos, o PIB da América do Sul teria alta de 1,8% em 2019.

    O relatório afirma que os programas sociais podem ser os mais eficazes amortecedores dos choques econômicos. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Carlos Végh, essas iniciativas são comuns em países desenvolvidos, mas não nessa região.

    "A região deve desenvolver, além dos programas estruturais existentes, ferramentas de rede de segurança social que possam apoiar os pobres e os mais vulneráveis durante o ciclo de baixa nos negócios", afirma o relatório.

    O Banco Mundial afirma que a América latina e Caribe é a região com os indicadores mais voláteis em todo o mundo por ser exposta a fatores externos (como preços das commodities e liquidez internacional) e instabilidades institucionais e políticas.

    O Banco Mundial analisou três indicadores: taxa de desemprego, pobreza e necessidades básicas insatisfeitas (habitação, educação e saneamento).

    RC/ots

     

    Com informações de dw.com

  • Apontado como um risco à civilização global, Jair Bolsonaro voltou a atacar Cristina Kirchner e, mais uma vez, deverá tornar mais fácil sua vitória contra Mauricio Macri. Numa agressão à soberania do povo argentino, Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (3) um veto à possível eleição da senadora Cristina Kirchner como presidenta do país vizinho. Ela presidiu a Argentina entre 2007 e 2015 e lidera todas as pesquisas eleitorais, com larga margem sobre o atual presidente, o direitista Mauricio Macri, que afundou o país numa crise brutal devido às mesmas receitas econômicas que Bolsonaro tenta implantar no Brasil. O pleito acontecerá em 27 de outubro próximo.

    Bolsonaro insinuou que poderá se colocar novamente a serviço dos EUA para torpedear a democracia na América Latina: "Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso continente". Numa ameaça explícita, afirmou que quando os diplomatas “falham”, as Forças Armadas precisam atuar. “Quando os senhores falham, entram nós das Forças Armadas. E confesso que torcemos e muito para não entrarmos em campo”, declarou. Após a cerimônia, acrescentou, em tom bélico: “Quando acaba a saliva, entra a pólvora. Não queremos isso”.

    Ele discursava na formatura de novos diplomatas do Itamaraty, em Brasília, no Dia do Diplomata, quando lançou o ataque ao povo argentino, aparentemente de improviso: "Aproveito o momento, o momento ímpar por ser ouvido pela nossa querida, estimada e necessária imprensa, que, além da Venezuela, a preocupação de todos nós deve voltar-se um pouco mais ao sul agora, para a Argentina, por quem poderá voltar a comandar aquele país. Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso continente".

    Ao final da solenidade de formatura dos novos diplomatas, Bolsonaro concedeu uma entrevista a jornalistas na qual reafirmou as ameaças. "Minha maior preocupação é com a Argentina hoje em dia", disse.

    É o segundo dia consecutivo que Bolsonaro brande ameaças contra o povo argentino. Na quinta-feira, em sua transmissão semanal pelo Facebook, havia dito que "pede a Deus" para que Cristina não vença as eleições em outubro.

    O capitão fascista tem razão para ficar com medo, pois o fracasso da restauração neoliberal empreendida pelo seu colega argentino, Maurício Macri, é notório e a resposta do povo virá em outubro muito provavelmente com a vitória de Cristina, que como Lula sofre uma dura perseguição judicial.

    É o mesmo futuro que aguarda Jair Bolsonaro e sua desastrada política econômica. Quem viver verá. Daí o medo ao se ver refletido no espalho do vizinho e as bravatas, que por sinal terão efeito inverso ao desejado, pois o líder da extrema direita brasileira não é bem visto pelos argentinos, é rejeitado e rechaçado pela maioria do povo do país.

    Com informações do 247

  • A coluna Notas Internacionais da Socióloga e Cientista Política, Ana Prestes, desta quarta (23), destaca repercuções da presença do Brasil no Fórum Econômico Mundial e a conjuntura na Venezuela. Acompanhe: 

    Notas internacionais (por Ana Prestes) 23/01/19

    – Bolsonaro falou e o mundo ouviu. Era abertura do Fórum Econômico Mundial que ocorre há quase 40 anos em Davos. O chairman Klaus Schwab tentou arrancar mais algumas palavras com as perguntas pós-pronunciamento. Foi difícil. Foi sofrível. Teve propaganda turística sobre a Amazônia e o Pantanal, teve Deus e a família, “direitos humanos reais”, Ministros modelo (Moro, Guedes, Araújo), teve apenas 9% de território pra agricultura e 30% (dado errado, por sinal) para florestas, teve investimento em segurança, teve deseologização e “nada de esquerda voltar a governar na América Latina!”. Faltou terminar a participação com um “é o que tem pra hoje”. Foi o primeiro presidente do hemisfério sul, da América Latina e fora do G7 a abrir o evento.
     

    – O chanceler Ernesto Araújo avançou ainda mais na retórica anti-Maduro e se referiu ontem em mensagem via twitter ao presidente da Venezula como “ex-presidente”. Enquanto isso, o auto-proclamado presidente interino Juan Guaidó tomou para si uma das funções do poder executivo e nomeou o embaixador “especial” da Venezuela na OEA. Alinhados, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e o conselheiro de segurança da Casa Branca, John Bolton, se pronunciaram sobre o país no dia de ontem. Pence convocou o “bom povo” da Venezuela para ir às ruas nesse 23 de janeiro e Bolton voltou a afirmar que o governo Trump só reconhece a Assembleia Nacional venezuelana como a “única instituição democrática legítima da Venezuela”.

    – São esperadas grandes manifestações e confrontos nesse 23 de janeiro na Venezuela. O 23 de janeiro é uma data simbólica no país, pois nesta mesma data, em 1958, uma insurreição cívico-militar derrubou o ditador Marcos Pérez Jiménez. A derrubada foi precedida por uma grande greve geral e na noite do dia 22 a Marinha e a Guarda de Caracas se pronunciaram contra o presidente, fazendo com que esse fugisse para Santo Domingo na manhã do dia 23. Em 2019, tanto a oposição como o governo Maduro reivindicam a data como símbolo de suas aspirações.

    – A alta representante da UE para Relações Exteriores, Federiga Mogherini, informou que está sendo criado um grupo internacional para ajudar no diálogo entre Nicolás Maduro e a oposição na Venezuela. O grupo deve começar a trabalhar nas primeiras semanas de fevereiro. Chefes das missões dos estados-membros da UE em Caracas têm se reunido com membros do governo Maduro e da Assembleia Nacional (oposição). Cerca de um milhão de europeus vivem na Venezuela.

    – A Arábia Saudita anunciou que deixará de importar frango de cinco frigoríficos brasileiros. Até ontem, portanto, eram 30 os frigoríficos do Brasil que forneciam para o país, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O embargo teria sido por critérios técnicos, mas não foram divulgados quais. O tipo de carne de importação suspensa e a halal, que segue os princípios do Islã tanto no abate como no processamento. As empresas brasileiras tiveram que adaptar suas fábricas e funcionários para a preparação da carne a ser exportada. A Arábia Saudita é o país que mais importa carne de frango do Brasil, seguido da China, do Japão e da África do Sul.

    – Foi fechado nessa terça (22) um novo tratado de cooperação franco-alemão com a intenção de abrir caminho para a criação de um Exército europeu. O tratado aponta para uma convergência das políticas econômica, externa e de defesa, além de uma “assembleia parlamentar comum” a ser composta por 100 deputados entre franceses e alemães. Há ainda uma cláusula de defesa mútua, no caso de agressão a um dos países. O último tratado do gênero foi assinado em 1963 pelo então chefe do Estado francês, general Charles de Gaulle e o então chanceler alemão Konrad Adenauer.

    – Se está tudo bem entre França e Alemanha, não se pode dizer o mesmo sobre a relação entre França e Itália. Os líderes dos dois principais partidos da coalizão que governa a Itália, Movimento 5 Estrelas e Liga, Luigi di Maio e Matteo Salvini, têm atacado sistematicamente o presidente francês Emmanuel Macron na temática da migração. Eles acusam a França de provocar a chegada de migrantes na Europa pro conta de uma suposta política “neocolonialista” na África. Os ataques provocaram a convocação por parte de Macron da embaixadora italiana na França, Teresa Castaldo, para explicações. O embate maior se dá em torno da relação com a Líbia e a intenção dos italianos de fechar em absoluto suas fronteiras para migrantes africanos que chegam dos portos líbios. Há poucas semanas, Di Maio também manifestou apoio explícito aos jalecos amarelos que protestam contra Macron há mais de 10 semanas.

    – Seguindo seu plano contra o furto de combustíveis, o governo mexicano convocou em quatro dias 2000 motoristas para conduzirem os caminhões tanque que farão o abastecimento dos postos de distribuição de gasolina no país, substituindo a chegada do combustível pelos dutos que são perfurados para furto. Há poucos dias uma explosão matou quase 100 pessoas em dos pontos de assalto aos dutos. Os caminhões não estão imunes aos assaltos nas estradas, mas o governo está pagando pra ver.

    – A União Europeia mandou avisar: um Brexit duro (sem acordo) vai implicar no estabelecimento de uma fronteira física entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

    – O Itamaraty, que sempre primou pelo princípio da reciprocidade no caso da concessão de vistos de entrada no Brasil para cidadãos de outros países, pode vir a liberar unilateralmente os vistos para norte-americanos e canadenses. Os EUA, por seu lado, não demonstram nenhuma intenção de liberar vistos para brasileiros. Aliás, desde 2018 os brasileiros têm enfrentado maiores obstáculos para obter o visto para os EUA, com exigência de entrevistas presenciais a grupos de idade que eram dispensados, como menores de 16 anos e maiores de 65 (passou a ser maiores de 14 e menores de 79). Seria algo benevolente ao extremo por parte do chanceler Araújo, sem pedir nada em troca.

    – O tribunal constitucional do Congo declarou Felix Tshisekedi presidente do país, após eleições bastante conturbadas em 30 de dezembro de 2018. O candidato que ficou em segundo lugar no pleito, Martin Fayulu alega fraudes e não reconheceu a declaração. A União Africana também pediu suspensão do resultado por “sérias dúvidas” sobre o processo eleitoral.

    – Outro país conflagrado na África nos últimos dias é o Zimbabue. As forças de segurança do país estão reprimindo violentamente os sequentes protestos no país gerados pela alta dos combustíveis em até 150%. São os maiores protestos desde a queda de Mugabem em 2017.

    – Um mês e um dia é o período de duração da paralisação parcial do governo dos EUA por conta do impasse em torno da construção de um muro na fronteira com o México.

    *Ana Prestes é socióloga, doutora em Ciência Política, foi assessora sindical de políticas educacionais e chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Esporte e da Secretária de Educação no município de Contagem. Nascida em Moscou, durante o exílio de sua família, perseguida pela ditadura no Brasil, Ana Prestes também é neta do Cavaleiro da Esperança, Luiz Carlos Prestes, e sempre se dedicou às lutas em defesa da democracia, da cultura e da educação. Atualmente trabalha na assessoria de comissões da Câmara dos Deputados.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor. 

  • “Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional”, alertou o embaixador Celso Amorim em entrevista exclusiva concedida ao Portal CTB.

    Celso Amorim debate globalização, direitos e democracia em seminário internacional da CTB

    O diplomata e ex-ministro participa, na próxima quinta-feira (24), em Salvador (Bahia), do Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho” que antecede o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e reúne dirigentes sindicais de 29 países. 

    Amorim foi chanceler nos dois governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff. Na conversa, ele destacou, entre outros temas, a mudança na política externa brasileira a partir de 2003.

    Leia abaixo a íntegra da entrevista:

    Portal CTB: Durante os oito anos de governo Lula, o Brasil protagonizou a chamada política externa “altiva e ativa”. Como foi possível ter uma diplomacia independente do alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos?

    Celso Amorim: O Brasil é um grande país, quinto em território e população e uma das dez maiores economias do mundo (chegou a ser a sétima). Além disso, seu povo reflete uma pluralidade de origens que o torna especial aos olhos de outros. Talvez mais importante: com quase 17 mil quilômetros de fronteira e dez vizinhos, o Brasil não se envolveu em conflito armado na região por um século e meio. Tudo isso credencia o nosso país a ter uma ação forte e independente no cenário internacional. Esse foi o pensamento de Rio Branco, Rui Barbosa e San Tiago Dantas, cada um deles refletindo as realidades de suas épocas. A eleição do presidente Lula e a perspectiva de que o país voltasse a ter um período de crescimento, acompanhado, desta vez, de firme combate à desigualdade (sua maior chaga), elevou a autoestima do povo brasileiro, o que não poderia deixar de se refletir na política externa. Essa atitude desassombrada, aliada à capacidade de articular alianças com países e blocos, permitiu ao Brasil atuar com desenvoltura ímpar no cenário internacional, angariando respeito, mesmo daqueles que não pensavam como nós.

    Como estas políticas de integração regional, fortalecimento da relação Sul-Sul e a aproximação com países Árabes e da África favoreceram Brasil no cenário mundial?

    A integração da América do Sul foi uma prioridade do governo do presidente Lula, que se empenhou no fortalecimento do Mercosul e na constituição de uma Comunidade Sul-Americana de Nações (CASA), que resultou na Unasul. Também se empenhou em um mais amplo entendimento entre todos os países da América Latina e Caribe, convocando, pela primeira vez na história, uma cúpula dessas nações (CALC), realizada em Sauipe, na Bahia. Ao mesmo tempo, foram criados ou fortalecidos laços com países africanos e árabes, sempre que possível com o envolvimento dos nossos vizinhos, fato de que são exemplos a ASPA (Cúpula América do Sul-Países Árabes) e a ASA (Cúpula América do Sul – África). De igual importância foi a criação do Fórum IBAS, com a participação das três maiores democracias multiétnicas e multiculturais do mundo em desenvolvimento: Índia, Brasil e África do Sul. O IBAS está na raiz dos BRICS, até então uma mera sigla criada por um economista de um banco de investimentos. Todas essas articulações, entre outras (como aproximação com o Caribe), facilitaram a busca de objetivos comuns em fóruns como a Organização Mundial de Comércio (OMC) e as Nações Unidas, o que ensejou decisões favoráveis desses órgãos em temas de nosso interesse, bem como facilitou a eleição de brasileiros para cargos importantes em entidades como a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e a OMC.

    Depois de Honduras e Paraguai, o Brasil foi outra vítima do chamado “golpe suave”, agora a Venezuela está sendo fortemente atacada numa tentativa de desestabilização do governo de Nicolás Maduro. O que há por trás destes golpes e quais interesses em questão?

    As sociedades latino-americanas e caribenhas são marcadas por fortes desigualdades, provenientes em grande parte do sistema escravista que nelas prevaleceu por longo tempo. Além disso, suas elites econômicas e políticas guardam forte relação com os países centrais. Qualquer tentativa de romper com essa estrutura social desigual e o status de dependência nas relações internacionais gera reações. As situações mencionadas na pergunta guardam semelhanças, mas não são idênticas. No caso de Honduras, o presidente Manuel Zelaya, foi apeado do poder, segundo relatos, com um fuzil encostado a sua cabeça. O presidente Fernando Lugo, por sua vez, foi objeto de um golpe parlamentar em um momento em que se encontrava muito debilitado. O caso do Brasil é mais complexo: a derrubada da presidenta Dilma exigiu manobras sutis e prolongadas, que lhe pudessem dar alguma aparência de legalidade. Os indícios de interferência externa são muito claros nas três situações. No caso do Brasil (um processo ainda não terminado), o objetivo é barrar um projeto de país que, além de afetar interesses internos, foi percebido como potencial ameaça à hegemonia norte-americana na região e para além dela, dada a projeção que a diplomacia brasileira adquiriu na África, no Oriente Médio etc.

    Após o golpe no Brasil, várias medidas como a terceirização, a reforma trabalhista, a redução de programas sociais e a privatização de setores estratégicos estão sendo rapidamente aprovadas, na sua opinião há uma ofensiva do capital internacional?

    Há, sem dúvida, uma grande ofensiva do capital internacional, sobretudo o financeiro, que dispõe de poderosos aliados em nosso país, a começar pela grande mídia. Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional.

    Como fica a diplomacia brasileira no governo Michel Temer?

    Não fica.

    Érika Ceconi – Portal CTB
    Foto: Agência Brasil

  • Em solidariedade ao povo venezuelano, o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela - composto partidos políticos, veículos da mídia alternativa e organizações sociais entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - promove, no dia 1º de setembro, um ato político-cultural para somar esforços na defesa da democracia e da paz no país irmão. O evento é aberto e ocorre na sede do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, no centro da capital paulista (Rua Araújo, 216, próximo ao metrô República), a partir das 18h.

    Com muita música, comida e bebidas típicas da Venezuela, o encontro terá um ato político com as presenças de Vanessa Grazziotin (senadora pelo PCdoB-AM), Guilherme Boulos (Frente Povo Sem Medo), Ivan Valente (deputado federal pelo PSOL), Lindbergh Farias (senador pelo PT-RJ), João Pedro Stédile (coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST) e pelo escritor Fernando Morais.

    venezuela ato politico

    O evento tem como proposta reunir lideranças do movimento social, de partidos e todos os simpatizantes solidários ao povo venezuelano, para celebrar a cultura do país e manifestar apoio aos avanços por eles obtidos. Esses avanços devem se aprofundar com a Assembleia Nacional Constituinte, eleita por 8 milhões de votos no dia 30 de julho e já em pleno funcionamento.

    Prestar apoio e reafirmar valores como a integração e a defesa da autodeterminação do povo venezuelano é, na avaliação do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, uma tarefa urgente frente às graves ameaças feitas, por exemplo, por Donald Trump. Em pronunciamento recente, o presidente estadunidense cogitou explicitamente a possibilidade de intervenção militar no país latino-americano.

    Manifestar solidariedade também é uma resposta do povo brasileiro às posições tomadas pelo governo Temer, que se alinham automaticamente aos ataques contra a Venezuela, e ao terrorismo midiático predominante no noticiário dos grandes grupos de comunicação, repleto de desinformação e extremamente enviesados e irresponsáveis em relação à complexa situação vivida pelo país vizinho.

    Todos são bem vindos ao ato político cultural pela paz na Venezuela. Convide seus amigos e manifeste sua solidariedade ao povo venezuelano no dia 1º de setembro!

    Confirme sua presença na página oficial do evento no facebook.

  • Com o objetivo divulgar a cultura latino-americana no Brasil, será realizada uma exposição entre os dias 11 e 14 de junho que reunirá toda a gastronomia, dança, música, artesanato típicos dos 21 países que integram a região.

    A CTB recebeu em sua sede, nesta quinta-feira (21), os organizadores do evento. “A integração da América Latina deve ser transformar numa doutrina no Brasil”, disse o secretário de Relações Internacionais da Central, Divanilton Pereira.

    O encontro ocorrerá na cidade de Poá (São Paulo) e, segundo um dos organizadores, o argentino Pablo Martin Bringa, a ideia é de que ela seja itinerante para levar toda esta diversidade cultural para a população.

    Pablo destacou a presença especial do Consulado Itinerante do Equador além de outros consulados e associações culturais que apoiam a iniciativa.

    Para ver a programação completa clique aqui no site oficial.

    Portal CTB 

  • Jovens da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Colômbia, Paraguai, Uruguai, e Venezuela participaram do 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que ocorreu em Buenos Aires nos dias 28, 29 e 30 de setembro.

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    A secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra, participou da iniciativa junto à delegação brasileira que contou com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Em entrevista ao PortalCTB, a dirigente informou que a formação sindical foi um dos enfoques no plano de ação dos jovens da região. “A juventude precisa se integrar neste projeto já que 2018 foi tirado como o ano da formação da FSM”, expressou ela.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    De acordo com Luiza, a atividade, que contou com a participação de cerca de 400 pessoas, reforçou a questão da unidade internacional da classe trabalhadora “para sairmos desse momento difícil de avanço das forças conservadoras, imperialistas e ultraliberais”, frisou.

    Além das exposições, os jovens se dividiram em grupos de debate abordando temas como a crise capitalista, o avanço tecnológico e seu impacto na classe trabalhadora.

    Dirigente da CTB saúda encontro de jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial

    Durante a ação, os jovens contaram com os relatos dos venezuelanos sobre a situação do país que está sendo duramente atacado por forças conservadoras contra o governo de Nicolás Maduro.

    A próxima edição do encontro, que ocorre ano que vem, será sediada pelo Uruguai.

    Portal CTB 

  • A Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza seu quarto encontro nos dias 28, 29 e 30 (quinta, sexta e sábado) em Buenos Aires (Argentina).

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    Com o tema “O papel dos jovens trabalhadores no contexto da crise mundial”, jovens da região compartilharão suas experiências e buscarão ações conjuntas em defesa dos direitos. 

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, que também ocupa a secretaria geral adjunta da FSM e é coordenador da entidade internacional no Cone Sul enviou uma saudação ao encontro.

    Leia abaixo a íntegra:

    É com entusiasmo que saúdo mais esse vigoroso encontro da juventude da Federação Sindical Mundial. Uma agenda consolidada que já integra a consciência juvenil e classista de nossa região.

    Ele ocorre inserido numa contínua crise capitalista que impõe um severo retrocesso civilizacional. A juventude é vítima considerável desse processo. São limitadas as condições para a sua formação e baixas as oportunidades de trabalho.

    Segundo a OIT, essa crise já produziu 13,1% de jovens desempregados no mundo, 37,7% da juventude mundial, ou seja, 156milhões estão pobres ou extremamente pobres. Esse quadro potencializa uma crise de perspectivas que se abate sobre o mundo juvenil.

    Sob tais efeitos, a região latino-americana e caribenha, em particular o Cone Sul, sofre fortíssima ofensiva neocolonial. Sob a coordenação imperialista estadunidense e apoiadas em forças nacionais apátridas impõem um programa ultraliberal que desconfigura as nossas nações. Uma situação de desalento e subcondição social para os jovens e as mulheres.

    Solidarizo-me, em particular, com o povo e a juventude argentina, pois estão sendo duramente afetados pelo desgoverno Macri. Aos anfitriões e convidados dessa jornada recupero uma frase de um líder ilustre dessa terra, Ernesto Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos".

    Viva o 4º Encontro da Juventude da FSM Cone Sul

    Viva a juventude classista da FSM!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira,
    Vice-presidente da CTB, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial e Coordenador da FSM Cone Sul.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • A partir desta quinta-feira (28), a capital da Argentina, Buenos Aires, sedia o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que se reúne jovens do campo e da cidade de diversas categorias de toda a América Latina e Caribe para debater os desafios do setor diante da crise capitalista.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    “Nesse momento de ofensiva do imperialismo em nossa região é essencial que a gente consiga construir a unidade da classe trabalhadora e da juventude latino-americana”, declarou a secretária da pasta, Luiza Bezerra, que participa da ação.

    Segundo a sindicalista, encontros como este “cumprem o papel de ajudar na formulação teórica e na construção de um plano de lutas conjunto que guie nossa atuação no próximo período”, expressou a dirigente eleita durante o último congresso da Central realizado em agosto.

    Além dos debates políticos o encontro, que ocorre até o sábado (30), terá atividades culturais. A delegação brasileira conta com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    “Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos e organizados para enfrentar os ataques ultraliberais e conservadores que temos sofrido, bem como encontrando alternativas para retomada do crescimento e melhoria de vida da nossa juventude”, frisou Luiza.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Os membros do Conselho Presidencial da Federação Sindical Mundial (FSM) na região da América Latina se reuniram, na última terça-feira (13), em Alajuela, na Costa Rica, para planejar suas próximas ações e fortalecer a entidade.

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Divanilton Pereira representou a central na reunião que contou com a presença de sindicalistas do Peru, Nicarágua, Cuba, México, Guiana Inglesa, Argentina, Equador e Chile  além do país anfitrião.

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    O secretário-geral da Federação Sindical Mundial (FSM), George Mavrikos, prestigiou a atividade que foi realizada na sede do sindicato costarriquenho Undeca.

    Para Divanilton Pereira a América Latina enfrenta hoje um grande desafio diante do avanço das políticas neoliberais e as consequências sofridas pela classe trabalhadora que perde direitos sociais e trabalhistas.

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    Segundo ele, neste momento, o papel do movimento sindical internacional se torna fundamental para enfrentar este novo quadro e resistir aos intentos imperialistas na região.

    “Precisamos fortalecer a agenda anti-imperialista, antineoliberal e defender a democracia, a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora”, sublinhou Divanilton também é secretário-geral adjunto a FSM.

    O dirigente avaliou positivamente o encontro e acredita que a Federação Sindical Mundial América Latina sai fortalecida da atividade.    

    Érika Ceconi para o Portal CTB  

  • Destruição da organização é um gesto político contra um recente passado de construção da integração sul-americana, através das presidências de Chávez (Venezuela), Lula (Brasil), Kirchner (Argentina), Evo (Bolívia), Correa (Equador) e Lugo (Paraguai)

    Por Ana Prestes

    – Uma imagem emocionou o mundo nesta segunda-feira (15). A catedral de Notre Dame, em Paris, em chamas. O fogo começou por volta das 19h, horário de Paris. A igreja de estilo gótico, que data de 1163, passava por obras de restauração. Outro incêndio já a havia atingido em 1871. “Nós vamos reconstruir Notre Dame”, disse Macron às portas da catedral. Na medida em que o fogo avançava, a preocupação dos bombeiros era de que a estrutura não desabasse, e parece que não há risco de desabamento. As duas torres também ficaram preservadas. O teto e a agulha principal (de 93 metros e marca da catedral) foram destruídos. O presidente Trump dos EUA, que sempre gosta de roubar a cena, tuitou durante o incêndio que era preciso usar tanques de água aéreos e rápido, ao que os bombeiros franceses (quando questionados) responderam que seria colapsar de vez toda a estrutura e os imóveis adjacentes. Enfim, o monumento é o mais visitado da Europa, segundo o Le Monde, recebendo cerca de 13 milhões de visitantes por ano e foi imortalizado na literatura mundial através da obra de Victor Hugo, “O Corcunda de Notre Dame”.

    – Uma nota do Itamaraty emitida nesta segunda (15) informou que o governo brasileiro denunciou o Tratado Constitutivo da Unasul, formalizando assim sua saída da organização. A decisão já havia sido comunicada ao Equador que é o país depositário do acordo e onde está a sede da organização, próxima ao monumento Mitad del Mundo e que é um dos mais modernos edifícios do Equador. A nota informa que data de abril de 2018 a decisão de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru de romper com a Unasul, por fim também se juntou a Guiana. Está em andamento a construção de outra entidade, o Foro para o Progresso da América do Sul (Prosul). Segundo a nota, o Prosul “terá estrutura leve e flexível, com regras de funcionamento claras e mecanismo ágil de tomada de decisões”. A destruição da Unasul é um gesto político contra um recente passado de construção da integração sul-americana, através das presidências de Chávez (Venezuela), Lula (Brasil), Kirchner (Argentina), Evo (Bolívia), Correa (Equador) e Lugo (Paraguai). Acabar com a Unasul é acabar com um legado do ciclo progressista da América Latina do princípio do século XXI.

    – O Grupo de Lima se reuniu nesta segunda (15). Estiveram Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, observadores do Equador e representantes da oposição venezuelana. A nota oficial do encontro é um texto sobre a Venezuela em que pedem para o secretário-geral da ONU, a Agnu (Assembleia Geral) e o CS (Conselho de Segurança) para que “tomem medidas para evitar maior deterioração da paz e segurança na região”. Pedem também assistência humanitária para o país. Apelam para Rússia, China, Cuba e Turquia para que deixem de apoiar Maduro. Convidam México, Uruguai e Bolívia a se juntarem ao grupo. Rejeitam qualquer ameaça ou ação que implique intervenção militar na Venezuela e condenam “ingerência estrangeira” (Rússia e China) e pedem retirada dos serviços de inteligência, segurança e forças militares mobilizados sem respaldo dos venezuelanos (recado para Rússia e China). Próxima reunião deve ser na Guatemala.

    – Bolsonaro não será mais homenageado no Museu de História Natural de Nova Iorque. O museu emitiu nota nesta segunda (15) dizendo que não vai aceitar sediar uma cerimônia em homenagem ao presidente Bolsonaro. Na nota, a direção alega que alugou o espaço sem saber quem seria homenageado. O evento para o qual o espaço seria destinado é a premiação da “Pessoa do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-EUA a ser realizado no dia 14 de maio. O evento é anual desde 1970 e conta com cerca de mil convidados que pagam até 30 mil dólares por entrada para o jantar de gala. O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, do Partido Democrata, também já havia se pronunciado contrariamente à homenagem no museu ao chamar Bolsonaro de “um ser humano perigoso”. Em resposta, um assessor internacional de Bolsonaro, Filipe Martins, chamou De Blasio de “toupeira” e de “comunista”. Ano passado o brasileiro homenageado pelo prêmio foi Sérgio Moro.

    – Apesar de comemorar a vitória do Partido Social Democrata (SPD) na Finlândia, muitos finlandeses estão preocupados com a ascensão do partido de extrema direita Verdadeiros Finlandeses, que ficou apenas uma cadeira parlamentar atrás do SPD. O foco do partido é o movimento anti-imigração. A Finlândia assume a presidência da União Europeia no próximo mês de julho.

    – Na corrida para o parlamento europeu, o partido Verdadeiros Finlandeses já anunciou sua aliança com os partidos de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Partido Popular Dinamarquês (DPP) e Liga (Itália). Segundo Matteo Salvini, líder da Liga, a ideia é “fazer da “Aliança Europeia dos Povos e das Nações” o grupo europeu mais numeroso, vencer e mudar a Europa”.

    – Foi revelada nos últimos dias uma reunião do “think tank” norte-americano Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS) no último 10 de abril, em que foi realizada uma mesa intitulada “Avaliando o uso da força militar na Venezuela”. A lista de cerca de 40 convidados conta com funcionários de alto nível de embaixadas da Colômbia e do Brasil. A revelação foi feita pelo jornalista Max Blumenthal, que teve acesso à lista de convidados. O diplomata brasileiro presente seria Carlos Velho. Cópia da lista de convidados está disponível no twitter do jornalista @MaxBlumenthal.

  • O governo da China realiza um seminário reunindo jovens da China, América Latina e Caribe para debater as questões da juventude no mundo contemporâneo.

    Cerca de 200 jovens mostram suas visões sobre tudo o que afeta suas vidas nos âmbitos político, social e econômico. "Muito importante a realização desse evento para trocarmos experiências com jovens de outros países e buscarmos soluções para a melhoria de vida da juventude", diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O seminário começou no domingo (12) e termina na quinta-feira (23), em Pequim. Em seu discurso na abertura do evento, Wang Jialei, da direção-geral para a América Latina e Caribe do Departamento Internacional do Partido Comunista Chinês, destacou o papel de protagonismo da juventude para o desenvolvimento da China.

    Com esse evento, o governo chinês pretende elevar o patamar dos debates sobre as perspectivas de futuro mantidas pelos jovens da China, da América Latina e do Caribe, enxergando como fundamental a participação da juventude nos destinos das nações. 

    Portal CTB

  • Com a confirmação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na última quarta-feira (31), diversos países da América Latina e Caribe expressaram seu apoio à democracia e repudiaram o golpe.

    Equador, Bolívia e Venezuela anunciaram que vão chamar para consultas o embaixador de seus respectivos países do Brasil, a medida é considerada um dos mais graves gestos da diplomacia.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ainda que irá congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo brasileiro. Em resposta, o Itamaraty chamou para consultas o embaixador brasileiro em Caracas, Ruy Pereira e anunciou que irá chamar de volta os diplomatas em La Paz e Quito.

    Em nota, o órgão condenou a posição de Cuba que também divulgou um comunicado rechaçando “energicamente o golpe de Estado” cometido no Brasil e contra a presidenta (leia aqui em espanhol). 

    A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, lamentou, em seu twitter, que a América do Sul esteja de novo sob domínio da extrema direita. E manifestou solidariedade, dizendo: “Nosso coração está junto ao povo brasileiro, Dilma Rousseff, Lula e os companheiros do PT”. 

    A Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (Fmln) de El Salvador denunciou que “é um retrocesso antidemocrático, articulado e dirigido por obscuros setores da oligarquia”, diz o comunicado da organização (leia aqui em espanhol)

    Já a central sindical uruguaia PIT-CNT, realizou um ato em repúdio ao impeachment que teve a participação do ex-presidente, José Mujica, que afirmou “O que houve no Brasil foi um golpe de Estado. Coloquem o nome que quiserem, mas é assim”, assegurou Mujica.

    O secretário-geral da organização, Marcelo Abdala, disse que a destituição de Dilma foi “obra de corruptos que acusam politicamente Dilma, sem argumento, sem crime cometido”, expressou o sindicalista.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Nesta quinta (10), o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou durante seu juramento presidencial diante do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que levará o país pelo caminho da prosperidade social e econômica.

    Durante a posse, o mandatário jurou fazer cumprir os mandatos da carta magna de defender a independência e integridade da Pátria.

    "Juro em nome do povo da Venezuela, por nossos antepassados e o grande cacique Guicaipuro, pelo Primeiro Negro e os nossos povos afrodescendentes, pelo Libertador Simón Bolívar, pelos libertadores da América, pelo legado do comandante Hugo Chávez, pelos meninos do país, que não darei descanso a meu braço e repouso a minha alma, e que cumprirei e farei cumprir todos os mandatos da Constituição para tentar defender a independência e a integridade absoluta da Pátria", expressou.

    Para seu novo exercício presidencial, Maduro foi eleito com 67,84 por cento dos votos, nas eleições realizadas em 20 de maio de 2018.

    Fonte: Prensa Latina

  • Organizações sociais, grupos e comitês de solidariedade ao povo brasileiro se manifestarão nesta sexta-feira (15) em frente às embaixadas do Brasil em diferentes cidades do mundo para expressar seu apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

    A atividade internacional foi convocada pela Articulação Continental dos Movimentos Sociais da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) para levantar a voz do povo contra o golpe de Estado que a direita pretende executar contra o governo eleito.

    Estas manifestações, em diferentes partes do mundo, coincidem com uma grande jornada de protestos em todo o Brasil para respaldar e defender a democracia do país, assim como as conquistas sociais alcançadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuado na gestão da presidenta Dilma.

    Os ativistas alertaram ainda que a tentativa de levar a um julgamento político a mandatária brasileira é um plano orquestrado pela direita para atentar contra a ordem democrática e constitucional do Brasil.

    Argentina 

    Entre os movimentos sociais que protestam nesta sexta está a central sindical argentina CTA-autônoma, que realiza um ato em solidariedade e apoio ao povo brasileiro e à democracia. O evento ocorre às 14horas (horário local) na Embaixada do Brasil naquele país. Além da mobilização, os argentinos apresentarão aos diplomatas um declaração contra o golpe. 

    Em declaração para a imprensa local, o secretário de Relações Internacionais da CTA-Autônoma, Adolfo Aguirre, frisou: “Estamos em permanente contato com os companheiros do Brasil, para manter-nos informados e alertas diante desta investida. A solidariedade de toda a região é fundamental para rechaçar o golpe no Brasil e frear a arremetida contra a democracia. Por isso fazemos ecoar o lema “Não vai ter golpe, vai ter luta” e sairemos às ruas nesta sexta para lutar junto aos nossos companheiros brasileiros”, expressou o sindicalista. 

    Com informações TeleSur 

  • Lideranças dos movimentos sociais realizan nesta sexta-feira (8), às 14 horas, na capital paulista, uma manifestação de solidariedade à Venezuela e ao seu legítimo presidente, Nicolás Maduro, diante do Consulado da Venezuela, situado na rua general Fonseca Téles, 564, no Jardim Paulista. A direção da CTB, que estará presente na manifestação, divulgou nota contra a intervenção imperialista liderada pelos EUA no país. Leia abaixo:

    O povo venezuelano e a sua revolução bolivariana vivem uma de suas maiores ameaças. Um consórcio internacional golpista, liderado pelos Estados Unidos, fabricou um desconhecido fantoche (Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente) e, através dele, agride as normas das relações internacionais e tenta derrubar o presidente legitimamente eleito do país, Nicolás Maduro. 

    Neste momento, a luta anti-imperialista desloca-se para a América Latina e tem como centro a defesa da autodeterminação do povo venezuelano e o respeito da América Latina como uma Zona de Paz. Como aprovou a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em 2014, “baseada no respeito aos princípios e normas do Direito Internacional", os países se comprometem a solucionar pacificamente suas diferenças e conflitos, "expatriando para sempre" a ameaça da força como ferramenta política na região.

    O combate à ingerência externa contra a Venezuela tem a ver com o enfrentamento da onda direitista no mundo e em nossa região. Assim pensam e se orientam os classistas da CTB. 

    O povo venezuelano está fazendo a sua parte, resistindo nas ruas. Quanto a nós, devemos intensificar atos e agendas que denunciem mais uma manobra imperialista e prestar total solidariedade ao povo venezuelano e ao seu presidente Nicolás Maduro.

    Com base nessas opiniões, a reunião ocorrida ontem, 05/02, em São Paulo, a maior e mais representativa do Comitê pela Paz na Venezuela desde a sua constituição em 2017, definiu uma atividade que expressa nossa solidariedade e combate ao cerco midiático golpista contra a soberania da Venezuela (veja abaixo).

    Mãos à obra!

    Adilson Araújo - 

    Presidente nacional da CTB

    Nivaldo Santana - Secretário de Relações Internacionais da CTB

  • Lideranças populares e partidos políticos do campo progressista na América Latina denunciaram nesta quarta-feira (23) a tentativa de golpe contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Horas antes, Jair Bolsonaro (PSL) e chefes de Estado que integram o chamado Grupo de Lima reconheceram o opositor venezuelano Juan Guaidó como "presidente encarregado" do país.

    O PT e suas bancadas na Câmara e no Senado qualificaram a decisão de Bolsonaro como subserviente aos Estados Unidos, ressaltando que foi o presidente estadunidense, Donald Trump, quem primeiro reconheceu Guaidó como presidente nesta quarta: "Decisão do novo governo autoritário brasileiro de não reconhecer o mandato do presidente Maduro contraria as mais altas tradições da diplomacia do país. Essa decisão agressiva do governo brasileiro demonstra que o nosso país já não tem mais política externa autônoma, tendo-se alinhado acriticamente, e contra seus próprios interesses, à agenda geopolítica belicista e antilatinoamericana de Donad Trump".

    A presidenta nacional do partido, Gleisi Hoffmann, seguiu a mesma linha: "Começamos hoje na América Latina a caminhada dos conflitos que tanto repudiamos em outros continentes. Líbia, Iraque, Síria são lembranças atuais das decisões arrogantes dos Estados Unidos e seus parceiros políticos. O Brasil só tem a perder com esta intervenção na Venezuela".

    A direção nacional do PCdoB também divulgou uma nota contra a tentativa de golpe: "O Brasil há 140 anos não tem conflitos militares com seus vizinhos. Ao contrário, sempre adotou os caminhos negociados e equilíbrio pragmático nas relações internacionais, em especial com os vizinhos latino-americanos e caribenhos, como fator estabilizador no continente. O PCdoB condena veementemente tal posição e se mantém solidário com os preceitos de respeito à autodeterminação, não-intervenção e solução pacífica dos conflitos como princípio pétreo do ordenamento nas relações exteriores de nosso país".

    Pelo Twitter, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos também questionou a decisão do presidente brasileiro: "Bolsonaro apóia golpe na Venezuela ao reconhecer o deputado Juan Guaidó como presidente. Com isso, a diplomacia brasileira se torna extensão do Departamento de Estado dos EUA. A crise na Venezuela precisa de solução democrática e pacífica, sem ingerência externa".

    A Frente Brasil Popular utilizou a mesma rede social para se solidarizar com Maduro, presidente eleito da Venezuela: "O Brasil, por suas características históricas, geográficas e territoriais deve servir para se estabelecer a paz na Venezuela e não querer provocar uma guerra. A instabilidade pode servir aos interesses dos poderosos, mas não serve nada ao povo e trabalhadores".

    Evo Morales, presidente da Bolívia, considera o movimento contra Maduro como um ataque à democracia: "Nossa solidariedade ao povo venezuelano e ao irmão Nicolás Maduro, nestas horas decisivas em que as garras do imperialismo buscam novamente ferir de morte a democracia e a autodeterminação dos povos da América do Sul. Não vamos mais ser quintal dos EUA".

    Na Argentina, milhares de pessoas se reuniram em frente à Embaixada da Venezuela, em apoio a Maduro, minutos após o comunicado oficial do presidente Maurício Macri – que reconheceu Guaidó como "presidente encarregado".

    O porta-voz da secretaria de Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, declarou à agência Bloomberg que, para a administração do presidente eleito López Obrador, o mandatário legítimo da Venezuela é Nicolás Maduro.

    Cuba e Nicarágua se manifestaram, da mesma forma, em apoio ao governo chavista, eleito em maio 2018. Fora do continente, Rússia, Turquia e China também emitiram comunicados oficiais para reforçar a legitimidade de Maduro no cargo de presidente.

    Fonte: Brasil de Fato

  • O principal jornal dos Estados Unidos, The New York Times(NYT) publicou recentemente uma reportagem “South America’s Powerful Women Are Embattled. Is Gender a Factor?” (“Mulheres no poder são alvo de machismo latente na política da América Latina?”).

    “Gênero, dizem os analistas, não é a causa dos atuais problemas das líderes. Mas, acrescentam eles, o declínio coletivo das três mulheres aponta para uma persistência de atitudes machistas na região, especialmente dentro do establishment político”, afirma o NYT.

    Esse declínio, segundo o jornalista argentino Sergio Berensztein, mostra que há “forças poderosas que resistem a estas mudanças”. Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que “o capitalismo reforça o patriarcado para manter o poder dos ricos contra os pobres”.

    Para a sindicalista, “a pressão contra as mulheres no poder é muito mais intensa em relação aos homens. Isso ocorre porque a luta por igualdade de gênero, assusta a elite. Então atacam as mulheres como se fossem responsáveis pelos erros dos homens”.

    “É como se as líderes mulheres estivessem recebendo toda a repercussão pela corrupção dos homens”, diz Farida Jalalzai, professora de política de gênero na Universidade Estadual de Oklahoma para o NYT. “Seria surpreendente se não houvesse a dinâmica do gênero por trás disso”, reforça.

    O jornal norte-americano destaca ainda que vários políticos têm sido acusados de corrupção. Mas tem sobrado para as mulheres. Nesse contexto, “as mídias locais têm contribuído muito para perpetuar os ataques às mulheres mandatárias de seus países”, lembra Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    A presidenta do Chile, Michelle Bachelet também é citada na reportagem porque enfrenta problemas similares às suas vizinhas. Tem sido sistematicamente acusada de atos ilícitos que, lá como aqui, são feitos sem provas.

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    Em relação ao Brasil, o jornal diz que “a indignação pública sobre um escândalo de propinas na companhia nacional de petróleo se aglutinou em torno de Dilma e ajudou a impulsionar o processo de impeachment, mesmo que ela não esteja diretamente nomeada na investigação”.

    Aqui, fala Ivânia, “os ataques misóginos à presidenta Dilma têm sido a tônica da mídia, como fez a revista IstoÉ, com várias acusações sem nenhuma comprovação, tentando dizer que as mulheres não são preparadas emocionalmente para governar”.

    Manifestação de mulheres contra a cultura do estupro na avenida Paulista em São Paulo:

     

    “Mesmo que o sistema de cotas venha impulsionando as carreiras de mulheres políticas na região, há uma sensação de que as atitudes tradicionais nunca realmente ficaram para trás”, diz o NYT. “A mais recente safra de esposas presidenciais, dizem os observadores, são modelos de feminilidade”.

    A reportagem cita o governo golpista de Michel Temer, “que nomeou um gabinete desprovido de mulheres” e “é casado com uma ex-participante de concurso de beleza”. Marcela Temer foi personagem da reportagem “bela, recatada e do lar”, da revista Veja, que provocou fúria das feministas, tão deslavado machismo”, diz Gicélia.

    Na Argentina não é muito diferente, diz o jornal. Juliana Awada, esposa do presidente Mauricio Macri, é uma designer de moda e faz o jogo “bela, recatada e do lar”, quase tanto quanto a esposa do Temer.

    Berensztein cita alguns exemplos de “atitudes machistas residuais”. Tanto que “Isabel Macedo, a nova noiva de Juan Manuel Urtubey, um proeminente governador argentino com ambições presidenciais, foi uma atriz de telenovelas, como tem Angélica Rivera, a primeira-dama do México”, observa a reportagem.

    Mas, nem tudo está perdido. O NYT ressalta o movimento de mulheres que tomou as ruas, principalmente no Brasil, mas também na Argentina com o movimento “Ni Una Menos”, também contra os sucessivos estupros ocorridos no país.

    No Brasil, as mulheres tomam as ruas para combater tenazmente a cultura do estupro, que levou o ator pornô, Alexandre Frota, ao Ministério da Educação para propor cerceamento do debate de gênero nas escolas e censura aos educadores.

    ChX212dU4AAZy01“Estaremos nas ruas e nas escolas, todas por nós e sempre unidas vamos transformar o mundo. O machismo mata, mas o feminismo nos redime e constrói o mundo novo”, afirma Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    O debate de gênero nas escolas é essencial para a “construção de uma sociedade mais humana”, realça Camila. “Uma civilização só avança com conhecimento e conhecimento pressupõe democracia e liberdade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com agências

  • Vanja Santos, a presidenta recém-eleita da União Brasileira de Mulheres (UBM), fez uma visita de cortesia para conhecer a nova sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nesta segunda-feira (27), em São Paulo.

    “Estou viajando o país para articular com o movimento feminista o fortalecimento da resistência à ofensiva contra as conquistas das mulheres nos últimos anos”, diz Santos. Ela reconhece que a CTB vem se destacando na defesa da igualdade de gênero.

    “O movimento emancipacionista reconhece a atuação da CTB na luta das mulheres por igualdade”, afirma. Além do mais, a central “tem sido uma grande parceira da UBM, nos aproximando ainda mais das mulheres trabalhadoras”.

    Santos conversou com o Portal CTB também sobre os retrocessos nas questões de gênero no mundo inteiro. “Trump (Donald, presidente dos Estados Unidos) abomina os direitos humanos e a igualdade de direitos em todos os setores. Isso se reflete na América Latina com crescimento da violência contra as mulheres e a população negra e pobre”.

    A ativista feminista ataca inclusive o papel de naturalização da violência promovido pela mídia comercial. “A mídia notícia as agressões, os crimes, mas o faz de uma maneira superficial. Tentam justificar a violência contra as mulheres como algo natural porque nos apresentam como objetos do desejo do homem e imputam razões passionais para os feminicídios".

    Lembrando que o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres, o primeiro contra a população LGBT e o genocídio da juventude negra, pobre e da periferia cresce ano a ano. “A mídia e os governantes são como um espelho para a população que acabam achando muito natural agredir ou matar mulheres, pobres e todos os que se assemelham ao feminino”, acentua.

    Por isso, conclui Santos, “lutamos para termos mais mulheres em todos os ambientes. Seja nos legislativos, nos executivos, no mundo do trabalho e no movimento sindical. Queremos mais presença em cargos com poder de decisão”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Os professores da Universidade Nacional Experimental Rafael Maria Baralt, instituição que, através da docência, investigação e extensão, busca a transformação e desenvolvimento da sociedade venezuelana, emitiram nota denunciando a intromissão dos Estados Unidos nos assuntos internos do país latino-americano. Segue a íntegra:

    COMUNICADO

    Os professores da Universidade Nacional Experimental Rafael Maria Baralt repudiam o intervencionismo dos Estados Unidos em sua estratégia de deslegitimação do governo do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolas Maduro Moros.

    O povo soberano da Venezuela, digno herdeiro do Libertador Simon Bolívar, é o único legitimado para qualificar seu sistema democrático e o fez legal e repetidamente nos últimos 19 anos, ante os olhos do mundo, depositando sua confiança nos resultados de 25 processos eleitorais, assim como nas profundas transformações sociais enunciadas em nossa Constituição.

    Portanto, nós, os docentes membros do Sindicato Único Bolivariano de Professores da Universidade Nacional Experimental Rafael Maria Baralt, rechaçamos categoricamente a intervenção e a qualificação de ilegítimo ao governo do presidente Nicolas Maduro emanada a vice-presidência dos Estados Unidos da América, em representação de seu porta-voz, senhor Mike Pence. Venezuela é governada pelos venezuelanos, não aceitamos ingerência imperial, estamos dispostos a defender no cenário que se apresente nossa pátria e nossa soberania.

    Do mesmo modo, a República Bolivariana da Venezuela demonstrou crer nas leis internacionais, no diálogo e na autodeterminação dos povos. Neste sentido, exigimos que o governo dos Estados Unidos da Améria não interfira em nossos assuntos internos e respeite o sistema constitucional que o povo soberano da Venezuela construiu com paz, liberdade e independência.

    Cabimas, Venezuela, 22 de janeiro de 2019

    Fonte: Contee

  • O programa Extra Classe dessa semana faz uma análise geopolítica da América Latina, inclusive relacionando a conjuntura brasileira com processos vividos, ou em curso, por outros países do continente.

    Os diversificados tipos de golpes de Estado enfrentados por outros países, nos últimos anos, são analisados por especialistas que refletem também as novas estratégias usadas pelo neoliberalismo. Não cabe mais um golpe militar, como o vivido nos anos 60 e 70. Por isso, o Brasil experimenta um golpe sofisticado, realizado com o apoio institucional.

    O programa aborda ainda os exemplos de resistência e articulação, promovendo reflexões sobre os desafios e horizontes na construção de uma América Latina livre, democrática e soberana. O exemplo de resistência da Venezuela, ao imperialismo americano, tem um destaque especial no programa por ser o país onde se iniciou a onda de governos progressistas.

    O Extra-Classe é produzido pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais e vai ao ar todos os sábados, às 10h da manhã, pela Rede Minas, com reprises às terças, 13h40. As edições anteriores ficam disponíveis em: www.sinprominas.org.br

    Fonte: Sinpro-MG