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Sáb, Abr

Anti-imperialismo

  • Entidades sindicais em todo mundo farão atos nesta quarta (11) em defesa da democracia

    Nesta quarta-feira (11), Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre, o movimento sindical internacional organiza manifestações nas embaixadas do Brasil no exterior para exigir a libertade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde sábado (7).  

    Vigília democrática: movimentos nas ruas para exigir liberdade de Lula

    Argentina, Estados Unidos, El Salvador, México, País Basco, Panamá, Paraguai, Portugal, Uruguai entre outros países, estão convocando a população para protestar neste dia de luta em defesa da democracia. Em nota, as centrais sindicais brasileiras entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) consideraram a decretação da prisão de Lula "uma medida radical que coloca a sociedade em alerta", diz do documento (leia aquí a íntegra). 

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) e outras organizações de Portugal entregaram, na última sexta (6), um abaixo-assinado na embaixada brasileira naquele país repudiando a condenação arbitrária de Lula

    Paraguai e El Salvador também realizaram protestos, nesta semana, em frente à embaixada em seus respectivos países. Uma delegação de sindicalistas uruguaios está em Curitiba junto aos milhares de manifestantes que estão acampados próximo à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para prestar apoio ao ex-presidente.

    Peru, Suécia, Inglaterra, Itália e Holanda também confirmaram atos hoje. Confira:

    Argentina: 

    cta autonoma

    cta dostrabalhadores

    México:

     

    mexico

    País Basco:

    paisbasco

    Portugal:

    portugal

    Uruguai:

    uruguai

    Paraguai e El Salvador realizaram os protesos nesta semana: 

    paraguailulalibre

    el salvador

     

    Érika Ceconi para o Portal CTB - Foto capa: Reuters/Ueslei Marcelino 

  • "Federação Sindical Mundial se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos", diz nota

    Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim a cidade como capital do governo israelense diversas lideranças, organizações e entidades sindicais em todo o mundo manifestaram seu repúdio à atitude de Trump, entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM), que divulgou uma nota em apoio ao povo palestino. 

    Leia abaixo a íntegra: 

    Não à decisão do presidente dos EUA

    A Federação Sindical Mundial condena a decisão do presidente dos Estados Unidos de declarar Jerusalém como a capital de Israel. Esse ato revela como o imperialismo é impiedoso, bárbaro,agressivo.

    Temos a responsabilidade de dar apoio ao heroico povo palestino contra essa agressividade. Precisamos apoiar esse povo, que há tempos luta contra a ocupação de um exército, contra as políticas dos governos israelenses, contra as políticas que os obrigam a aceitar a ocupação de Israel.

    A FSM sempre esteve e sempre se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos, que hão de continuar sua luta. A FSM usará todos os fóruns internacionais para promover as justas demandas do Povo Palestino. A FSM também irá revelar as responsabilidades dos líderes sindicais “amarelos” que dão suporte à política de Israel.

    Todas as entidades sindicais Palestinas que têm orgulho de lutar em defesa de seu povo virão ao nosso encontro, em solidariedade a eles. Todos os sindicalistas nas bases de suas entidades, que estão lutando contra sindicalistas corruptos e comprometidos, vão nos encontrar ao seu lado.

    As circunstâncias de hoje, especialmente após a inaceitável decisão do presidente dos EUA, exigem um movimento sindical classista, renovado, internacionalista, massivo e unitário.Um movimento sindical livre de intervenções burocráticas e corrupção. Somente um movimento sindical que é organizado de modo independente e que luta com todas as categorias da FSM pode dar o apoio que o povo Palestino necessita.

    Atenas, 6 de dezembro de 2017

    O Secretariado 

    Portal CTB 

  • "FSM fortalece luta de classe dos trabalhadores", afirma dirigente

    “Nestes 70 anos, a Federação Sindical Mundial (FSM) vem acompanhado e fortalecendo a emancipação dos trabalhadores e trabalhadoras, por isso é um instrumento imprescindível para a luta de classe”, disse o vice-presidente da organização, João Batista Lemos, em entrevista para o Portal CTB.

    Leia também:

    “A mão do imperialismo continua viva e nós temos que combatê-la”, diz dirigente da CTB
     Dirigente da CTB afirma que refugiados na Europa são vítimas do imperialismo 

    Durante a conversa, Batista destacou o papel da FSM na resistência do sindicalismo classista ao nazifascismo e sua luta pelo socialismo. “Com a desintegração da União Soviética nós tivemos um revés muito grande. Houve até mesmo o avanço do sindicalismo pró-capitalismo, mas apesar disso a FSM acompanhou a resistência à ofensiva do capital e lutou conta o pensamento único neoliberal”, frisou o sindicalista.

    A partir de 2005, após a realização do 15º Congresso da entidade em Havana (Cuba) o movimento sindical internacional “começou a ter uma certa virada”, destacou Batista. Ele expressou que naquele período cresceu na América Latina o desejo por governos progressistas e de esquerda.

    “Com o apoio solidário da Central dos Trabalhadores de Cuba - CTC, da Venezuela, Bolívia e outros países, a FSM se reestruturou e ampliou sua atuação em outros continentes como a África, através do Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (Cosato), importante iniciativa na terra de Mandela”, sublinhou.

    Outro fator que favoreceu o fortalecimento do sindicalismo classista, segundo ele, é a crise sistêmica do capitalismo que gera desemprego e perdas de direitos em todo o mundo fazendo com que aumente resistência dos trabalhadores à globalização neoliberal.



    Simpósio Sindical Internacional

    Neste contexto de crise internacional ocorrerá no Brasil, em São Paulo, a comemoração pelos 70 anos da FSM entre os dias 1 e 3 de outubro com um simpósio que debaterá temas como os tratados de livre comércio em contraponto aos blocos de integração como a Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).

    Sobre o tema, vice-presidente da FSM, lembrou-se de que em novembro completam-se 10 anos da derrota da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), proposta dos Estados Unidos com o objetivo de subordinar a economia dos países, inviabilizando projetos próprios de desenvolvimento nacional.

    “Para tentar substituir a Alca o imperialismo busca tratados de livre comércio bilaterais e a gente deve combatê-los”, disse. Para ele o sindicalismo classista deve trabalhar rumo à integração soberana e solidária da América Latina.

    Batista citou como exemplo a formação da Celac e de blocos como o Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como alternativas ao imperialismo.

    “Nosso continente é rico em população, em riquezas naturais, em experiência política de luta de classe. O mundo caminha para um mundo mais multipolar isso favorece a luta dos trabalhadores em todos os países”, falou.

    Ameaça golpista na América Latina

    Os países da América Latina têm sofrido ameaças de golpes contra seus governos progressistas e de esquerda, para o sindicalista, que enfrentou a ditadura militar no Brasil (1964-1985) e atualmente é anistiado, os setores mais conservadores da sociedade não aceitam o protagonismo da classe trabalhadora. “A melhor forma de defender a integração é defender os governos democraticamente eleitos”, destacou.

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    Neste sentido, ele afirmou que o Ato Mundial Anti-imperialista, que ocorrerá no dia 3 de outubro (data de fundação da FSM), ganhará um caráter mais amplo em defesa da soberania nacional.

    O ato irá encerrar as atividades em homenagem ao septuagésimo aniversário da FSM e contará com a presença de movimentos sociais brasileiros de moradia, juventude, mulheres entre outros.

    A atividade político-cultural será realizada na Praça das Artes (Av. São João, 281), centro da capital paulista e terá a apresentação de diversos artistas latino-americanos entre eles a brasileira Fabiana Cozza.

    Outras informações sobre a atividade no evento do facebook 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • “Sindicalismo mundial precisa fortalecer sua unidade de ação”, diz dirigente cubano

    O sindicalismo na América Latina e Caribe foi o tema debatido, na manhã desta terça-feira (14), no Sindicato dos Marceneiros em São Paulo, por dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) com o representante da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), Ernesto Freire.

    CTB irá realizar plenária com o sindicalista cubano Ernesto Freire, em São Paulo

    O cubano está na capital paulista esta semana para participar de um intercâmbio sindical. Para o presidente da central brasileira, Adilson Araújo, esta ação é fundamental para trocar experiências e pensar em uma estratégia comum do movimento sindical na região.

    “A integração regional é essencial para a classe trabalhadora mundial potencializar suas ações e resistir à ofensiva imperialista”, disse Araújo durante sua intervenção na mesa mediada pelo secretário de Relações Internacionais, Divanilton Pereira. 

    Freire fez uma análise sobre a atuação do movimento sindical na América Latina e Caribe e avaliou que é preciso fortalecer a unidade de ação do movimento sindical. “A única saída é a integração”, expressou o sindicalista.

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    O vice-presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), João Batista Lemos, concorda com Freire. Ele destacou também a necessidade de renovação dos quadros sindicais para combater a onda conservadora. “Precisamos forjar novas lideranças para atuarem no movimento sindical internacional”, expressou.

    No fim da reunião, Batista falou sobre o papel do Encontro Sindical Nossa América (Esna) e como a FSM pode intervir para fortalecer os laços entre a CTB e as centrais sindicais internacionais como a CTC.

    Plenária Sindical

    Nesta quinta-feira (16), Ernesto Freire irá participar da Plenária Sindical “Conversando com Cuba”, na qual irá dialogar com os sindicalistas sobre “Cuba, atualização política e os EUA”, entre outros temas. 

    O encontro será a partir das 14 horas no auditório do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente), que fica na Avenida Tiradentes, 1323.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Bolsonaro avança contra Mercosul: "queremos proposta mais enxuta"

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (16) que a cooperação com a Argentina na questão da Venezuela é o exemplo mais claro de convergência de posições e identidades de valores entre os dois países.

    Em declaração no Palácio do Planalto por ocasião de visita do presidente da Argentina, Maurício Macri, Bolsonaro disse ainda que ambos concordaram a respeito da importância do aperfeiçoamento do Mercosul e de se propor uma nova agenda de trabalho para o bloco.

    “O Mercosul precisa valorizar sua tradição original de redução de barreiras”, disse ele ao lado de Macri, ao defender que o propósito é que o bloco seja enxuto e tenha relevância.

    Macri, em pronunciamento após a fala de Bolsonaro, disse que a parceria estratégica entre Brasil e Argentina se fortaleceu com a chegada ao poder do novo presidente brasileiro, e criticou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a quem chamou de “ditador”.

    Fonte: Brasil247

  • Bolsonaro viola a Constituição para agradar Donald Trump

    Por Umberto Martins

    O governo Bolsonaro provocou deliberadamente uma crise diplomática na fronteira do Brasil com a Venezuela e resolveu envolver o país, sem o consentimento do seu povo, na aventura da guerra híbrida que os EUA deflagraram contra a Venezuela, que está caminhando aceleradamente para uma intervenção militar aberta, encoberta pela retórica de “ajuda humanitária” e defesa da democracia.

    A decisão do governo de extrema direita de enviar “ajuda humanitária” ao país vizinho, integrando-se à estratégia de Washintgon contra o presidente de Nicolás Maduro, é uma notória intervenção no conflito interno que divide a sociedade venezuelana. O mesmo se pode afirmar acerca do reconhecimento do governo paralelo liderado pelo deputado Juan Guaidó, um lacaio do imperialismo que se autoproclamou presidente depois de receber orientação (ou ordem) neste sentido por telefone do vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

    É plenamente justificável a reação do governo bolivariano de fechar a fronteira com o Brasil em Roraima, que vem sendo usada como pretexto pelo governo do senhor Jair Bolsonaro para promover novas provocações, cujas consequências são ainda imprevisíveis, mas em nenhuma hipótese favoráveis ao povo ou à nação brasileira. Só quem ganha com isto são os imperialistas estadunidenses, que querem se apoderar das maiores reservas de petróleo do planeta.

    Constituição

    Além de não corresponder aos interesses nacionais, e também por isto, tal política viola a Constituição brasileira, promulgada em 1988, que em seu Artigo 4º consagra os princípios da não intervenção, respeito à autodeterminação dos povos, cooperação entre as nações para o progresso da humanidade e a defesa da solução pacífica dos conflitos nas relações internacionais. Estabelece ainda, em seu parágrafo único, que a “República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.

    A orientação tresloucada do atual governo, expressão daquilo que Nelson Rodrigues batizou de “espírito de vira lata”, contradiz todos esses princípios fundamentais estabelecidos na Constituição. Bolsonaro, no colo de Donald Trump, está desempenhando o vil papel de capanga dos EUA na geopolítica regional, que envolve interesses globais das corporações ligadas ao petróleo e o duelo que a potência hegemônica no mundo capitalista trava com a China e a Rússia com o objetivo de preservar e ampliar seu domínio internacional.  

    Petróleo e geopolítica

    A propaganda mentirosa marqueteada pelo imperialismo, com a cumplicidade da mídia burguesa em todo o continente, procura demonizar o presidente legítimo da Venezuela e pintar o conflito como uma peleja entre democracia e autoritarismo, bem como encobrir a intervenção militar com propósitos supostamente humanitários. Porém, a agressão imperialista contra o regime chavista tem outra natureza e objetivos bem menos nobres.

    Começa pelo petróleo. Conforme revelou o ex-diretor do FBI Andrew McCabe durante um programa de entrevistas da rede MSNBC, no final de 2017 o próprio Trump teria externado sua intenção de ir à guerra contra a Venezuela, argumentando que “eles têm todo o petróleo e estão na nossa porta de fundos”. O óleo negro é fonte perene de conflitos bélicos não só no Oriente Médio e África, em geral guerras por procuração orientadas à distância pelos falcões do Pentágano.

    Entrelaçada com a avidez das transnacionais pelo petróleo, temos como pano de fundo do drama que se desenvolve na Venezuela (e não apenas lá) a crise geopolítica em curso no mundo. O ataque à Venezuela é, simultaneamente, uma grave ofensa à China e à Rússia, nações que apoiam e mantêm com o governo Maduro uma parceria estratégica. A potência asiática, comandada pelos comunistas, investiu dezenas de bilhões de dólares no país enquanto o governo Putin estreitou os laços políticos, econômicos e militares com a revolução bolivariana.

    China e Rússia

    China e Rússia opõem-se energicamente à política imperialista dos EUA, que hoje tem declaradamente o propósito de conter a expansão da influência econômica e política da China na América Latina e implodir o Brics. Eis uma outra razão pela qual a política do Trump tupiniquim vai na contramão dos interesses nacionais do Brasil.

    Do ponto de vista do poderio econômico relativo, os EUA são uma potência em franca decadência e estão sendo superados pela China em diversos aspectos, incluindo o PIB medido pelo critério de Paridade de Poder de Compra (PCC), numa prova muito prática e concreta da superioridade da economia socialista de mercado sobre o capitalismo neoliberal. O Brasil é hoje muito mais dependente comercial e financeiramente da China do que dos EUA. Só temos a perder com as relações carnais entre Donald Trump e Jair Bolsonaro, que fez continência à bandeira da potência imperialista e declarou ser fã número um do presidente norte-americano.

    O declínio da maior potência imperialista do planeta também ocorria no plano político em nossa região, que caminhava para um novo arranjo geopolítico com as políticas externas soberanas e integracionistas promovidas pelos governos progressistas de Hugo Chávez, Lula, Evo Morales, Rafael Correia e outros líderes de esquerda com fortes raízes nos movimentos sociais. A mudança na região convergia com as transformações em curso no mundo e o deslocamento do poder econômico do Ocidente para o Oriente, o que se traduziu na parceria China/Celac.

    Retrocesso

    Tal realidade, porém, foi revertida nos últimos anos ao custo de golpes de Estado (em Honduras, no Paraguai, no Brasil e agora na Venezuela) e a eleição de líderes da extrema-direita neoliberal na Colômbia e na Argentina. Os EUA estão retomando plenamente o controle geopolítico do continente.

    É preciso acrescentar que esta dimensão geopolítica do conflito na Venezuela é, em geral, solenemente ignorada pela mídia hegemônica, dedicada ao serviço, sujo e diuturno, de desinformação da opinião pública (ou publicada) para embelezar o golpe de Estado e vender a intervenção militar imperialista como “ajuda humanitária” e defesa da democracia.

    Se não for derrotado, o golpe em curso na Venezuela vai coroar a vitória do imperialismo e aprofundar o retrocesso político na América Latina. Isto pode retardar, mas não vai reverter o processo histórico de decadência dos Estados Unidos no cenário internacional, determinado pelo desenvolvimento desigual e o crônico parasitismo que corrói a maior economia capitalista do mundo. A história vive hoje um dilema entre sombras e luz e muito embora as sombras predominem no momento, a luz tende a prevalecer no futuro. 

    As forças democráticas e progressistas não devem vacilar nem se deixar seduzir pelo canto de sereia regido pelo imperialismo. A intervenção imperialista dos EUA na Venezuela merece o mais profundo repúdio dos povos da América Latina e de todo o mundo. A defesa do sagrado direito dos povos à autodeterminação, previsto na Constituição brasileira, está na ordem do dia.

    Veja o que diz a Constituição sobre as relações internacionais do Brasil:

    Título I  

    Dos Princípios Fundamentais

    Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

           I - independência nacional;

           II - prevalência dos direitos humanos;

           III - autodeterminação dos povos;

           IV - não-intervenção;

           V - igualdade entre os Estados;

           VI - defesa da paz;

           VII - solução pacífica dos conflitos;

           VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

           IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

           X - concessão de asilo político.

    *Editor do Portal CTB e autor do livro "O golpe do capital contra o trabalho"

  • Chavismo ganha em 17 dos 23 Estados nas eleições regionais da Venezuela

    O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu em 17 dos 23 estados do país nas eleições para governadores realizadas no domingo (15), segundo os resultados oficiais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

    Com 95,8% das urnas apuradas, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, disse que os resultados são "irreversíveis", explicando que nestas eleições houve uma participação de 61,14% do censo eleitoral.

    O PSUV conseguiu ganhar da oposição o estado de Miranda (centro-norte) governado pelo duas vezes pelo candidato à presidência do país Henrique Capriles, e os estados de Lara  e Amazonas.De acordo com o CNE, os candidatos da oposição venceram em cinco Estados.

    O presidente, Nicolás Maduro, comemorou a vitória chavista. "Ganhamos 75% dos governos do país (...) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas”, disse.

    "A oposição teve cinco vitórias, as reconhecemos como fizemos sempre, e há um governo em disputa", disse, ao se referir a Bolívar, cujo resultado ainda não foi divulgado devido à diferença apertada de votos entre os dois adversários.

    Com Opera Mundi 
    Foto: Agência Efe 

     

  • Coletivo Internacional da CTB destaca simpósio pelos 70 anos da FSM

    O Coletivo Internacional da CTB realizou, na última quinta-feira (14), sua quarta reunião para apresentar um balanço das atividades realizadas no primeiro semestre e organizar as próximas.

    O assessor da CTB, Aloísio Barroso, fez uma análise da conjuntura internacional alertou para a situação da Europa e dos Estados Unidos que, desde 2007, enfrentam uma crise sistêmica do capitalismo que já deixou milhares de desempregados.

    Neste sentido, ele destacou o papel da China como uma nova potência financeira e exemplificou com o Brics (bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que constituíram um banco próprio e um fundo de reserva. “Em meio à crise das potências, estão sendo criados mecanismos coletivos que se legitimam”, informou.

    Barroso também refletiu a mudança da postura dos EUA em relação à Cuba e ao Irã. “Eles [Estados Unidos] querem disputar o mercados nestes países”, alertou.

    Após a palestra, os participantes deram informes das atividades que participaram e receberam orientações para as próximas como a 104ª Conferência Internacional da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que ocorrerá em junho na Suíça e terá uma delegação da CTB. Outro assunto abordado pelo secretário de Relações Internacionais da central, Divanilton Pereira, foi o plano de ação para a FSM Cone Sul, com propostas de atividades na região.    

    70 anos da FSM 

    Um dos principais temas pautados no encontro foram os preparativos para o Simpósio em homenagem aos 70 anos da Federação Sindical Mundial (FSM), que será realizado em São Paulo entre os dias 1 a 3 de outubro e contará com centenas de sindicalistas de todo o mundo, entre eles o secretário-geral da FSM, George Mavrikos. 

    O evento terá uma vasta programação com debates, atos e atividades culturais. No Dia Internacional da Ação da FSM, celebrado no dia de sua fundação (3 de outubro), ocorrerá no Memorial da América Latina um "Ato Anti-imperialista" que deve contar com a presença de líderes internacionais que lutam pela soberania dos países e povos. 

    Portal CTB 

  • Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela realiza ato político-cultural nesta sexta (1º) em São Paulo

    Em solidariedade ao povo venezuelano, o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela - composto partidos políticos, veículos da mídia alternativa e organizações sociais entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - promove, no dia 1º de setembro, um ato político-cultural para somar esforços na defesa da democracia e da paz no país irmão. O evento é aberto e ocorre na sede do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, no centro da capital paulista (Rua Araújo, 216, próximo ao metrô República), a partir das 18h.

    Com muita música, comida e bebidas típicas da Venezuela, o encontro terá um ato político com as presenças de Vanessa Grazziotin (senadora pelo PCdoB-AM), Guilherme Boulos (Frente Povo Sem Medo), Ivan Valente (deputado federal pelo PSOL), Lindbergh Farias (senador pelo PT-RJ), João Pedro Stédile (coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST) e pelo escritor Fernando Morais.

    venezuela ato politico

    O evento tem como proposta reunir lideranças do movimento social, de partidos e todos os simpatizantes solidários ao povo venezuelano, para celebrar a cultura do país e manifestar apoio aos avanços por eles obtidos. Esses avanços devem se aprofundar com a Assembleia Nacional Constituinte, eleita por 8 milhões de votos no dia 30 de julho e já em pleno funcionamento.

    Prestar apoio e reafirmar valores como a integração e a defesa da autodeterminação do povo venezuelano é, na avaliação do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, uma tarefa urgente frente às graves ameaças feitas, por exemplo, por Donald Trump. Em pronunciamento recente, o presidente estadunidense cogitou explicitamente a possibilidade de intervenção militar no país latino-americano.

    Manifestar solidariedade também é uma resposta do povo brasileiro às posições tomadas pelo governo Temer, que se alinham automaticamente aos ataques contra a Venezuela, e ao terrorismo midiático predominante no noticiário dos grandes grupos de comunicação, repleto de desinformação e extremamente enviesados e irresponsáveis em relação à complexa situação vivida pelo país vizinho.

    Todos são bem vindos ao ato político cultural pela paz na Venezuela. Convide seus amigos e manifeste sua solidariedade ao povo venezuelano no dia 1º de setembro!

    Confirme sua presença na página oficial do evento no facebook.

  • Conferência Sindical Internacional da FSM repudia ofensiva imperialista

    No segundo e último dia da Conferência Sindical Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM), realizada nesta terça-feira (2) em Bruxelas (Bélgica), mais sete organizações discorreram sobre suas especificidades políticas.

    Leia também: CTB participa de conferência da Federação Sindical Mundial que começa nesta segunda (1), na Bélgica

    O representante da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME, por sua sigla em grego), Nikos Theodorakis, trouxe ao plenário a dramática situação dos imigrantes. Uma imensa quantidade de mulheres, homens e crianças que são vítimas das ações imperialistas em seus países.

    O sindicalista do ramo da construção da Venezuela, Marco Túlio, defendeu o processo revolucionário bolivariano e denunciou o império estadunidense pelos seus permanentes objetivos que visam inviabilizar o projeto liderado por Hugo Chávez e hoje conduzido por Nicolás Maduro. “Nós são somos uma ameaça. Somos uma esperança”, concluiu Túlio resgatando uma frase do atual presidente da Venezuela contrapondo-se ao governo Obama por ter decretado o país como ameaça aos EUA.

    mavrikosaddiva1O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, em sua exposição, contextualizou esse conjunto de agressões como uma reação furiosa do consórcio imperialista liderado pelos EUA. Ele afirmou que "diante de uma tendência que aponta para um novo arranjo geopolítico, o império apela para agressões e atrocidades". Leia a íntegra do discurso aqui discurso aqui.

    Os participantes enalteceram a importância da realização desse evento promovido pela Federação Sindical Mundial.“Evento como este reforça a luta contra o esgotado arranjo geopolítico do pós-segunda guerra e se soma ao conjunto de movimentos, sobretudo dos países que ao formarem novos blocos, buscam reforçar o multilateralismo e constituir alternativas ao parasitismo financeiro do FMI e do Banco Mundial”, declarou Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais da CTB que também participou dos debates.

    No final foi aprovada a resolução política da conferência e entregue a presidência do Parlamento Europeu exigindo a imediata suspensão de todos os embargos e agressões contra os povos.

    De Bruxelas, Bélgica
    Adilson Araújo, Divanilton Pereira e Jenny Dauvergne

  • CTB denuncia EUA e governo Temer em congresso sindical da FSM, na África do Sul

    Cerca de dois mil trabalhadores de 111 países e cinco continentes estão em Durban, cidade litorânea da África do Sul, participando da 17ª edição do congresso internacional da Federação Sindical Mundial (FSM). São sindicalistas provenientes de 1,2 mil entidades sindicais classistas e comprometidas com os lemas: unidade, luta e internacionalismo. Juntos, representam mais de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras ao redor do mundo.

    Discurso de Adilson Araújo, presidente da CTB, no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    A CTB está presente com 44 delegados e delegadas, de todo o Brasil, todos dirigentes sindicais de diferentes áreas de atuação, e comprometidos com a denúncia do golpe, do governo ilegítimo de Michel Temer e das graves ameaças à classe trabalhadora. Esta é a maior delegação da história da central em um congresso internacional e reflete a exata dimensão que a CTB vem dando à crise que a classe trabalhadora mundial enfrenta no Brasil e em diversas partes do mundo.

    “A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico. E por isto o Congresso, neste momento, é tão importante”, avalia o secretário internacional da CTB, Divanilton Pereira, coordenador da FSM para o cone sul e um dos organizadores do encontro. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos primeiros oradores ainda no final da manhã desta quarta-feira (5). Denunciou a situação política brasileira, o golpe, os interesses poderosos dentro e fora do país envolvidos neste processo, e a infame e retrógrada política externa brasileira, que reverte um posicionamento progressista e solidário na América Latina que vinha sendo construído há 12 anos.

    Atacou duramente os EUA e sua ativa atuação nos desmandos e desmontes em curso no Brasil, com destaque também à Petrobras: "Os EUA ganharão com a mudança das regras de exploração do pré-sal, feitas sob encomenda da multinacional Chevron com o descarado propósito de entregar o petróleo brasileiro aos monopólios estrangeiros de mão beijada".

    E finalizou, sob aplausos e gritos de Fora, Temer!, que permearam o dia inaugural do Congresso: “São imensos os desafios que emergem nesse cenário de adversidades para as forças progressistas, o sindicalismo classista, a CTB e a nossa querida Federação Sindical Mundial (FSM). A experiência histórica vai mostrando que não haverá um desfecho positivo para a crise nos marcos do capitalismo. É hora de reiterar e renovar a luta pelo socialismo”.

    Mandela, Mabhida e Amandla

    A abertura do evento contou com a participação do presidente da África do Sul e do Congresso Nacional Africano (ANC) , Jacob Zuma, que, em seu discurso, condenou o imperialismo mundial pela tragédia dos imigrantes e refugiados e destacou a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras como a chave para se avançar e reverter o cenário hostil dos tempos atuais.

    Lembrou Nelson Mandela, líder maior e símbolo da luta contra o Apartheid e a opressão, e Moses Mabhida, lendário dirigente sindical e líder do partido comunista no país de 1978 até 1986, ano de sua morte. Mabhida dá nome ao estádio de esportes que sediou a Copa do Mundo e é um dos maiores do país.

    George Mavrikos, presidente da FSM, fez um histórico das ações da federação ao longo de seus 71 anos de história, e foi seguido pelo presidente do Congresso das Centrais Sindicais da África do Sul (Cosatu), Sdumo Dlamini, que comunicou a todos que haverá uma greve geral nesta sexta-feira (8), motivada, principalmente, por revindicações sobre as condições de transporte e educação.

    Ao longo do dia, os sindicalistas da Cosatu, única e histórica central sindical sul africana, encantaram o estádio, entoando cantos da música folclórica africana. Os dirigentes também usam uma palavra especial para convocar a luta e a união: Amandla, do idioma zulu, que significa "poder", ao que todos respondem: "awethu", que quer dizer "nosso".

    Amanhã tem mais.

    Natália Rangel, de Durban, para o Portal CTB

    Foto: Fernando Damasceno

  • CTB e movimentos sociais convocam ato mundial anti-imperialista

    No dia 3 de outubro, a Federação Sindical Mundial (FSM) completa 70 anos para celebrar a data, a CTB e movimentos sociais brasileiros farão um ato mundial anti-imperialista em São Paulo. 

    “Diante o atual cenário de crise do capitalismo a classe trabalhadora é quem mais sofre seus efeitos. O movimento sindical precisar estar unido para enfrentar mais esta luta”, declarou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    O ato ocorrerá após a realização de um Simpósio Internacional que deve reunir sindicalistas de mais de 30 países de todos os continentes para debater a atuação do movimento sindical, assim como lembrar a luta da FSM nestas sete décadas.

    “O movimento sindical e social deve intensificar seu protagonismo político, denunciar e combater o imperialismo e apontar alternativas [...] temos o desafio de elevar a mobilização e a consciência da classe trabalhadora, defender a democracia, o direito das nações à autodeterminação, a paz mundial e novos projetos nacionais de desenvolvimento fundados na valorização do trabalho”, diz a convocatória.

    Após o ato político será realizada uma atividade cultural com a presença de artistas latino-americanos além do show de Fabiana Cozza, a programação conta com DJ DanDan, Banda del Pepe, Denis Família e ProjetoNave & Síntese. (confirme sua participação no evento do facebook)    

    O ato mundial anti-imperialista que terá como cenário o Vale do Anhangabaú, próximo a Praça das Artes, tem o apoio e participação de entidades do movimento social e sindical, entre elas, a Intersindical, a União Sindical dos Trabalhadores (UST), União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Mulheres, União de Negros pela Igualdade, Confederação Nacional de Associações Comunitárias, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem-Terra, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fora do Eixo e Mídia Ninja.

    Leia abaixo a íntegra do documento:

    Por uma nova ordem mundial

    Vivemos um momento crítico da história, marcado pela crise econômica e geopolítica do capitalismo. O acirramento das contradições inerentes ao sistema, a radicalização da luta de classes e dos conflitos internacionais são evidências desse quadro. É um tempo desafiador para o movimento sindical, as forças democráticas, revolucionárias e anti-imperialistas em todo o mundo.

    A classe trabalhadora é a maior vítima da crise. Sofre uma feroz ofensiva neoliberal. Vive o drama da estagnação econômica e do desemprego em massa, que condena ao ócio involuntário mais de 200 milhões de desempregados, segundo dados da OIT. Direitos sociais e trabalhistas são suprimidos ou flexibilizados. A soberania das nações é colocada em xeque e atropelada em várias regiões.

    Na Europa, sob o manto da austeridade fiscal e o tacão da Alemanha, os governos e a troika promovem o impiedoso desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. Em alguns países, como é o caso da Grécia, há uma queda acumulada de 25% do PIB. Já na Espanha, metade da juventude está desocupada. A conversão ao euro, assimétrica e desigual, resultou para muitas nações na perda de suas soberanias na determinação da política econômica, ditada e imposta pela cúpula da União Europeia, BCE e FMI.

    Na Ucrânia os EUA e a Otan armam e respaldam política e ideologicamente um governo de extrema direita com o propósito de afrontar a Rússia. No Oriente Médio o imperialismo semeia a guerra para preservar e fortalecer seu domínio. Na Ásia estimula hostilidades contra a China no mar do Sul, enquanto na América Latina está associado à onda conservadora e neofascista que ameaça a Venezuela, Argentina, Equador e Brasil, conforme denunciou recentemente o presidente da Bolívia, Evo Morales.

    A lei do desenvolvimento desigual das nações e o parasitismo econômico da potência hegemônica levou ao progressivo declínio do poderio econômico relativo dos EUA e, como contrapartida, à ascensão da China, que hoje já pode ser considerada, sob variados aspectos, a maior economia do planeta.

    Este acontecimento evidencia o esgotamento do arranjo geopolítico negociado em Bretton Woods - fundado no padrão dólar e na hegemonia estadunidense -, revelando a necessidade de uma nova ordem mundial e enseja objetivamente uma transição nesta direção. Os acordos e decisões adotadas nas últimas cúpulas do Brics, bem como a determinação chinesa de criar o Banco Asiático de Infraestrutura, lançaram as bases fundamentais dessa possibilidade de uma nova ordem mundial.

    Este movimento converge com as iniciativas integracionistas de governos da América Latina e do Caribe que resultaram na fundação da Unasul, Alba e Celac. Desta última, destaca-se a decisão de transformar a América Latina e o Caribe numa zona de paz, onde os eventuais conflitos devem ser solucionados por meio do diálogo, rejeitando-se intervenções estrangeiras. Uma clara atitude anti-imperialista.

    Os Estados Unidos reagem a esses novos ventos da história e manobram em todas as esferas e por todos os meios para interditar e reverter a integração político-econômica latino-americana e caribenha, bem como a ascensão da China e do Brics. Com sua política expansionista e cerca de 800 bases militares pelo mundo, patrocina tragédias e atrocidades contra os povos, sobretudo no Oriente Médio. Articula movimentos desestabilizadores e reacionários contra projetos progressistas e respalda a política criminosa de Israel contra o povo palestino.

    Esta reação imperial traz na carona o espectro do nazi-fascismo e instala no mundo uma situação tensa, incerta e perigosa.

    Nessa complexa conjuntura, o movimento sindical e social deve intensificar seu protagonismo político, denunciar e combater o imperialismo e apontar alternativas. Em aliança com as organizações progressistas e revolucionárias, temos o desafio de elevar a mobilização e a consciência da classe trabalhadora, defender a democracia, o direito das nações à autodeterminação, a paz mundial e novos projetos nacionais de desenvolvimento fundados na valorização do trabalho. No curso da luta vamos pavimentar o caminho para uma nova ordem geopolítica, efetivamente democrática e multilateral, e para o socialismo.

    Convictos desses objetivos, convocamos o povo brasileiro, o sindicalismo classista nacional e internacional, os movimentos sociais, os democratas e progressistas para o Ato Mundial Anti-imperialista que será realizado as 09horas do dia 3 de outubro de 2015 na Av. São João, 281, Centro, São Paulo, SP.

    São Paulo, SP, 18 de agosto de 2015

  • CTB prestigia ato que celebrou o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino

    Refugiados palestinos que vivem no Brasil receberam seus passaportes, na última segunda-feira (27), durante ato solene na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A iniciativa faz parte da celebração pelo Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, comemorado em 29 de novembro.

    Dia de Solidariedade ao Povo Palestino será celebrado com ato solene nesta segunda (27)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou da atividade e foi representada pelo dirigente Rogério Nunes que prestigiou o ato ao lado da diretora cetebista, Gilda Almeida.

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    Para Rogério o evento foi muito positivo e reafirmou "a solidariedade classista que a CTB tem com os povos oprimidos e que sofrem interferência do imperialismo, no caso da Palestina, de Israel com o apoio dos Estados Unidos", disse o sindicalista.  

    Durante a atividade, pacifistas, políticos e organizações ligadas ao mundo árabe puderam expressar todo o seu apoio a Palestina e sua luta contra as ações sionistas de Israel contra seu povo.

    No fim do encontro, que contou com atividades culturais como a apresentação de um monólogo expressando a dor do povo palestino, o embaixador daquele país no Brasil, Ibrahim Alzeben, agradeceu pelo ato e destacou a importância da solidariedade internacional.

    “Agradecemos, em nome dos 70 anos de luta, em que mais de 7 mil estão presos e metade da população palestina está refugiada”, destacou Alzeben, que logo após sua fala entregou para os refugiados presentes seus respectivos passaportes dando a possibilidade de retorno à sua terra natal.

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    A ação foi uma iniciativa conjunta da deputada Leci Brandão (PCdoB) e do deputado Pedro Tobias (PSDB) e contou com apoio da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), da Sociedade Árabe Palestino Brasileira de São Paulo, do Instituto Jerusalém do Brasil, da Confederação Palestina Latino Americana e do Caribe (COPLAC) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

    Portal CTB 

     

     

  • CTB realiza ato em São Paulo contra o bloqueio econômico dos EUA a Cuba. É hoje, participe!

    A Federação Sindical Mundial (FSM) iniciará, na próxima quarta-feira (26), uma Campanha Internacional em Solidariedade a Cuba para denunciar o bloqueio político e econômico contra a ilha caribenha - que completou 55 anos – e exigir a devolução do território de Guantánamo.

    Entidades sindicais organizam atos no Brasil para denunciar bloqueio econômico dos EUA a Cuba

    A iniciativa vem de encontro com as recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou o cancelamento da política de aproximação entre os dois países e afirmou que vai reforçar o bloqueio.

    Atendendo ao chamado da entidade sindical mundial, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) promoverá um ato político em São Paulo que contará com a participação do cônsul-geral de cuba na capital paulista, Antonio Mata.

    Dia da Rebeldia Nacional

    A data escolhida para inaugurar a campanha da FSM é celebrada em Cuba como o “Dia da Rebeldia Nacional”. Em 1953, daquele 26 de julho, sob a liderança de Fidel Castro, jovens atacaram os quartéis de Moncada, em Santiago e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, marcando o início da Revolução Cubana.

    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial, Divanilton Pereira, esta campanha de solidariedade é estratégica para reforçar a integração regional contra as ameaças imperialistas.

    “Hoje, denunciar e exigir o imediato fim do bloqueio político-econômico contra Cuba e a devolução da base de Guantánamo ao seu povo é uma jornada extraterritorial, pois faz parte das lutas nacionais, integracionistas e libertárias da América Latina e Caribe”, expressou o sindicalista, que participará da ação em Atenas, Grécia.

    Entidades sindicais filiadas e amigas da FSM em todo o mundo realização atividades denunciando as ações dos Estados Unidos e seus aliados contra a ilha caribenha.

    Em São Paulo, a CTB promoverá um Ato Político em Solidariedade a Cuba, que será no auditório do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente) localizado na Avenida Tiradentes, 1323 - próximo à estação Armênia do metrô a partir das 14 horas.

    Serviço:

    Ato Político em Solidariedade a Cuba
    Quando: 26/07 – Quarta-feira
    Onde: Sintaema (Avenida Tiradentes, 1323 – Ponte Pequena – SP)
    Horário: 14h00

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Cuba: Brasil faz parte do triângulo de cerco à Venezuela, enquanto Washington move tropas preparando possível invasão

    Confirmado: militares dos Estados Unidos perto da Venezuela

    Por Sergio Alejandro Gómez e Edilberto Carmona Tamayo, no CubaDebate

    Os recentes movimentos de tropas dos EUA, relatados por fontes públicas e pela mídia, confirmam que Washington está se preparando para agir militarmente na República Bolivariana da Venezuela, sob o pretexto de uma suposta “intervenção humanitária”.

    Cuba assegurou em 13 de fevereiro, por meio de uma declaração do governo revolucionário, que os Estados Unidos pretendem fabricar “um pretexto humanitário para iniciar uma agressão militar contra a Venezuela” e denunciou vôos militares na região do Caribe como parte dos preparativos.

    Embora fontes em Washington e alguns dos países envolvidos tenham sido rápidas em negar as denúncias cubanas, as últimas informações disponíveis ratificam e ampliam a evidência de um cerco militar premeditado contra Caracas.

    “Os Estados Unidos silenciosamente acumulam seu poder militar perto da Venezuela”, disse o jornalista e especialista militar britânico Tom Rogan no jornal Washington Examiner.

    “Uma importante presença naval e marítima dos Estados Unidos está operando perto da Colômbia e da Venezuela. Seja por coincidência ou não, essa presença dá à Casa Branca uma gama crescente de opções “.

    Segundo Rogan, em menos de uma semana o Pentágono é capaz de mobilizar 2.200 fuzileiros navais, jatos de combate, tanques e colocar dois porta-aviões na Venezuela.

    Os três pontos do tridente norte-americano ficam no Caribe, Colômbia e Brasil.

    Não é por acaso que o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul, visitou Bogotá, Brasília e Curaçao durante as últimas semanas, sob a cobertura da alegada organização da entrega de “ajuda humanitária” para a Venezuela.

    Com a autorização da Holanda, os Estados Unidos organizam um centro de distribuição para a alegada ajuda na ilha de Curaçao, a poucos quilômetros das fronteiras com a Venezuela.

    Mas a mobilização militar é muito mais ampla na região do Caribe.

    Na denúncia cubana, explica-se como, entre 6 e 10 de fevereiro de 2019, foram feitos vôos de aeronaves de transporte militar para o Aeroporto Rafael Miranda de Porto Rico, a Base Aérea de San Isidro, na República Dominicana e para outras ilhas do Caribe estrategicamente localizadas.

    Agora, há o anúncio de que a Marinha dos Estados Unidos moveu um Grupo de Ataque de Porta-Aviões (CSG) no Oceano Atlântico e na costa da Flórida.

    A frota consiste no porta-aviões USS Abrahm Lincoln (CVN-72), um cruzador de mísseis e quatro contratorpedeiros, bem como uma fragata da marinha espanhola convidada a participar.

    “Os GSGs têm recursos de plataforma cruzada para operar onde e quando necessário. Além de possuir a flexibilidade e sustentabilidade para lutar em guerras de escala e garantir a liberdade dos mares, o CSG são visíveis e um poderoso compromisso dos EUA com seus aliados, parceiros e amigos”, diz um comunicado de imprensa oficial da Marinha americana.

    A bordo do USS Abraham Lincoln, porta-aviões nuclear da classe Nimitz, está o Embarked Air Squadron (CVW) 7, equipado com os Lockheed F-35C Relâmpago II, o mais avançado caça-bombardeiro que opera no arsenal dos EUA.

    O grupo iniciou no dia 25 de janeiro os exercícios COMPTUEX, supostamente destinados a preparar a formação, antes de um destacamento militar.

    Embora sua localização atual e o destino sejam desconhecidos, os consultores militares Stratfor e Southfront localizaram o GSG em algum ponto do Atlântico, na costa do estado da Flórida.

    Nos últimos dias, foi relatado que o grupo havia tentado um cruzamento de estreitos, uma manobra necessária para entrar no Mar do Caribe, a alguns dias de navegação.

    Rogan aponta outra informação interessante em seu artigo [no Washington Examiner]. Os Estados Unidos poderiam ter não apenas um, mas dois porta-aviões na faixa operacional da Venezuela, em uma semana.

    O porta-aviões USS Theodore Roosevelt e o navio USS Boxer, de desembarque anfíbio, estão “casualmente”, agora, no porto de San Diego, na Califórnia, a menos de uma semana da costa do Pacífico colombiano.

    “O Boxer tem a bordo a décima primeira unidade expedicionária marinha (MEU), uma das 7 MEU que compõem o Exército dos EUA. Esta unidade de fuzileiros navais tem aproximadamente 2.000 homens. O propósito expresso de uma MEU é oferecer uma capacidade de rápida implementação militar “, diz Rogan.

    Colômbia, para onde Bolton quer enviar 5.000 soldados

    Desde a época do Plano Colômbia, inaugurado em 1999, a Colômbia é um dos principais aliados militares dos Estados Unidos na região.

    Washington estava prestes a instalar formalmente sete bases militares na Colômbia no governo do presidente Alvaro Uribe, mas uma decisão do Tribunal Constitucional bloqueou o plano.

    No entanto, Bogotá tem encontrado maneiras de contornar os controles e, finalmente, a presença dos EUA nas principais instalações militares do país andino foi autorizada.

    Essa aliança estreita atingiu as manchetes no final de janeiro, quando o Conselheiro de Segurança Nacional na Casa Branca, John Bolton, revelou “acidentalmente” um texto em seu notebook com o plano de enviar 5.000 soldados dos EUA para a Colômbia, como parte da operação contra a Venezuela.

    O próprio presidente Donald Trump não descartou a idéia e, quando perguntado sobre isso durante uma reunião com seu colega colombiano, Iván Duque, ele simplesmente disse: “Vamos ver”.

    O presidente colombiano, por sua vez, preferiu não responder com um “sim” ou um “não” à possibilidade de a Colômbia permitir a entrada de tropas americanas, apesar do jornalista Bricio Segovia, da Voz da América, ter perguntado a ele.

    Durante a entrevista, Segovia perguntou a Iván Duque:

    — A Colômbia estaria disposta a receber 5.000 soldados em seu território?

    Ao que o presidente colombiano respondeu: — Não sou bom em ler textos de outras pessoas.

    Segovia insiste: — Você esteve com ele (John Bolton) recentemente?

    — O que eu posso dizer é que estamos trabalhando duro para a libertação do povo venezuelano e estamos fazendo isso com um cerco diplomático bem-sucedido. Esse cerco diplomático é sem precedentes. Esse cerco diplomático isolou o ditador. Esse cerco diplomático é irreversível e a continuidade disto virá do efeito dominó que deve ser ativado pelas Forças Militares da Venezuela — respondeu Duque.

    — Mas a Colômbia está disposta a receber tropas militares em seu território? — insiste Segovia.

    — Eu tenho sido claro, a solução em que acredito está no cerco diplomático. A continuidade do cerco diplomático deve gerar o efeito dominó na Venezuela, quando outros membros das Forças Armadas declararem sua lealdade a [o presidente autodeclarado] Juan Guaidó — ressaltou Iván Duque.

    — Então, a Colômbia não está disposta a receber tropas americanas em seu território … — diz Segovia.

    — Nós fomos claros. O mais importante para a Venezuela alcançar a liberdade é o cerco diplomático, diz Duque.

    — Então, é um não? — insiste Segovia

    — O cerco diplomático é a ferramenta mais importante na história da América Latina. Então, acho que é um grande triunfo a comemorar. A continuidade disso é representada pelo fato de que há mais soldados venezuelanos, assim como aqueles que já o fizeram nos últimos dias, entregando sua lealdade e juramento a Juan Guaidó.

    Embora a chegada de 5.000 soldados não tenha sido confirmada, os Estados Unidos operam uma ponte aérea a partir da base militar em Homestead, na Flórida, para a cidade colombiana de Cucuta, a 2.600 km de distância.

    Para as operações, pelo menos três aviões militares de transporte pesado de longo alcance, C-17 Globemas, fabricados pela Boeing, com capacidade de carga de 180 toneladas, e entre 80 e 100 tripulantes, são utilizados.

    Homestead é também a sede do controverso Comando Sul dos EUA.

    É o Unified Command das Forças Armadas dos Estados Unidos que opera na América Latina e no Caribe e um dos nove comandos que estão diretamente ligados ao topo da liderança do Departamento de Defesa.

    Opera em um raio de ação de 32 países, 19 deles na América Central e do Sul e o restante no Caribe. Desde 1997, sua sede é no estado da Flórida.

    Antes, desde 1947, baseava-se no Panamá.

    Sua própria história reconhece, como antecedente “glorioso”, o desembarque de fuzileiros navais ianques naquele país, no início do século XX.

    O Comando Sul, também conhecido pela sigla em inglês USSOUTHCOM, se tornou um símbolo do intervencionismo americano na região e tem sido um aliado das forças militares e paramilitares ligadas a mortes, torturas e desaparecimentos em nações latino-americanas e no Caribe, há mais de um século.

    Nos últimos anos, o USSOUTHCOM vem armando, treinando e doutrinando exércitos nacionais para servir aos interesses dos EUA.

    O objetivo é evitar o uso de tropas americanas e, assim, reduzir a oposição política nos Estados Unidos.

    No modelo, Washington dirige e treina exércitos latino-americanos através de “programas conjuntos”, extensivos e intensivos, e subcontrata empresas mercenárias privadas que prestam serviços militares especializados, com oficiais “aposentados” do exército norte-americano.

    O Brasil de Bolsonaro, um novo aliado do Pentágono

    O Brasil, o maior país da América do Sul e com as maiores forças militares, tornou-se nos últimos anos um aliado inesperado do avanço do Pentágono na região.

    Os governos de Michel Temer (interino, após um golpe parlamentar) e Jair Bolsonaro pretendem mudar a matriz do nacionalismo forte que se consolidou durante os governos do Partido dos Trabalhadores.

    Em uma das primeiras entrevistas depois de assumir o cargo de presidente, Bolsonaro garantiu ao canal SBT que haveria a possibilidade de instalar uma base militar norte-americana no país.

    Mas Bolsonaro, um ex-capitão, retirou a ideia ao receber fortes críticas de seus próprios generais.

    No entanto, ninguém duvida da proximidade do novo presidente brasileiro com seu colega americano, nem da admiração de dois de seus filhos pelo Mossad (serviço secreto de Israel) e pelo exército israelense.

    O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos esteve na semana passada no Brasil e foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, com quem discutiu o “caso da Venezuela”.

    Bolsonaro comprometeu-se a usar o estado de Roraima como um centro de coleta para a alegada ajuda humanitária para a Venezuela e, portanto, para o triângulo logístico dos EUA.

    Seja qual for o objetivo da mobilização militar ordenada pela Casa Branca — dos preparativos para uma agressão direta ou como medida de pressão psicológica –, o que é inegável neste momento é que os Estados Unidos jogam suas cartas na região para cercar a Venezuela por todas os caminhos a seu alcance.

    Diante desse cenário, Cuba convocou todos os povos e governos do mundo para defender a paz e se opor, juntos, às diferenças políticas ou ideológicas, para impedir uma nova intervenção militar imperialista na América Latina e no Caribe, que prejudicaria a independência, a soberania e os interesses dos povos do Rio Grande à Patagônia.

    Fonte: Viomundo, que acrescentou a seguinte observação: Os serviços de inteligência de Cuba estão entre os melhores do mundo e os da Venezuela, formados pela CIA no tempo da DISIP (Direção dos Serviços de Inteligência e Prevenção), renomeada SEBIN por Hugo Chávez, não ficam muito atrás. A DISIP, aliás, é acusada de ter ajudado o terrorista Luis Posada Carriles a derrubar um avião da Cubana de Aviación em 6 de outubro de 1976, causando a morte de 73 civis. É um atentado praticamente desconhecido na grande mídia, por motivos óbvios: ela é de direita e identifica o terrorismo como sendo “de esquerda”. Não fica bem dizer que um terrorista que circulava livremente pelos Estados Unidos derrubou um avião lotado de civis, inclusive uma equipe de esgrima de Cuba que havia acabado de competir na Venezuela. Já imaginou, um inimigo de Fidel Castro ser tachado de “terrorista”? A mídia jamais faria isso com seus “parceiros”.

  • Dirigente da CTB afirma que refugiados na Europa são vítimas do imperialismo

    Nos últimos meses, notícias de refugiados mortos ao tentarem cruzar a fronteira de seus países têm chocado o mundo. Uma das cenas mais impactantes foi a do menino sírio de três anos de idade encontrado afogado em uma praia da Turquia.

    Leia também: “A mão do imperialismo continua viva e nós temos que combatê-la”, diz dirigente da CTB

    Esta é uma das piores crises migratórias na Europa desde 1945. Segundo dados da Organização Internacional para Migrações (OIM), desde janeiro mais de 430.000 migrantes e refugiados cruzaram o Mar Mediterrâneo em busca de melhores condições de vida, destes cerca de 2.750 morreram ou desapareceram durante a travessia.

    Estes migrantes refugiados saem de seus países de origem para escapar de guerras, perseguições e do terrorismo perpetrado por grupos radicais que são financiados pelas indústrias bélicas, como denuncia o secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes.

    “Estas guerras, como a que ocorre na Síria, são forjadas pelo imperialismo norte-americano que financia os grupos islâmicos radicais extremamente conservadores para disseminar o ódio e a divisão dentro daqueles países”, destaca o sindicalista.

    Para ele, estas correntes migratórias são consequência da necessidade de girar a economia norte-americana e sua indústria bélica. “Os Estados Unidos e seus aliados vivem das guerras e precisam destes conflitos de tempos em tempos para fazer girar sua economia”, expressa o dirigente.

    O secretário da CTB reafirma ainda a posição da central em defesa da humanidade. “Neste momento difícil do cenário internacional da crise capitalista que trata homens, mulheres e crianças de forma tão brutal, somos solidários aos refugiados que têm direito ao trabalho, lazer, moradia, enfim, a uma vida digna”, sublinha Nunes.

    Segundo ele, o ato mundial anti-imperialista que ocorrerá no dia 3 de outubro em São Paulo, data em que a Federação Sindical Mundial (FSM) completa seus 70 anos, será muito significativo para os movimentos sociais em todo o mundo.

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    “A CTB com sua visão de classe, principalmente, em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras convida e convoca todos aqueles que são contra o sistema capitalista e estas barbáries provocadas por ele”, conclama.

    O ato, que ocorrerá na Praça das Artes (Avenida São João, 281), região central da capital paulista, está sendo realizado pela CTB e tem o apoio das entidades: Intersindical, UST, UNE, Ubes, MST, MTST, UBM, Conan, Unegro, Barão de Itararé, UJS, Facesp e Cebrapaz.

    De acordo com os organizadores, o evento contará com apresentações culturais e a presença de lideranças políticas e sindicais de todo o mundo.  Participe do evento no facebook

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Dirigente da CTB saúda encontro de jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial

    A Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza seu quarto encontro nos dias 28, 29 e 30 (quinta, sexta e sábado) em Buenos Aires (Argentina).

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    Com o tema “O papel dos jovens trabalhadores no contexto da crise mundial”, jovens da região compartilharão suas experiências e buscarão ações conjuntas em defesa dos direitos. 

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, que também ocupa a secretaria geral adjunta da FSM e é coordenador da entidade internacional no Cone Sul enviou uma saudação ao encontro.

    Leia abaixo a íntegra:

    É com entusiasmo que saúdo mais esse vigoroso encontro da juventude da Federação Sindical Mundial. Uma agenda consolidada que já integra a consciência juvenil e classista de nossa região.

    Ele ocorre inserido numa contínua crise capitalista que impõe um severo retrocesso civilizacional. A juventude é vítima considerável desse processo. São limitadas as condições para a sua formação e baixas as oportunidades de trabalho.

    Segundo a OIT, essa crise já produziu 13,1% de jovens desempregados no mundo, 37,7% da juventude mundial, ou seja, 156milhões estão pobres ou extremamente pobres. Esse quadro potencializa uma crise de perspectivas que se abate sobre o mundo juvenil.

    Sob tais efeitos, a região latino-americana e caribenha, em particular o Cone Sul, sofre fortíssima ofensiva neocolonial. Sob a coordenação imperialista estadunidense e apoiadas em forças nacionais apátridas impõem um programa ultraliberal que desconfigura as nossas nações. Uma situação de desalento e subcondição social para os jovens e as mulheres.

    Solidarizo-me, em particular, com o povo e a juventude argentina, pois estão sendo duramente afetados pelo desgoverno Macri. Aos anfitriões e convidados dessa jornada recupero uma frase de um líder ilustre dessa terra, Ernesto Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos".

    Viva o 4º Encontro da Juventude da FSM Cone Sul

    Viva a juventude classista da FSM!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira,
    Vice-presidente da CTB, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial e Coordenador da FSM Cone Sul.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Documentário ajuda a entender os interesses dos EUA

    O documentário Why We Fight, do diretor Eugene Jarecki, mostra as causas que levaram os americanos à guerra contra o Iraque, indo além do 11 de setembro de 2001. Para isso, remonta a história desde a Segunda Guerra Mundial, contando com entrevistas com militares, executivos e políticos a fim de procurar fatores que explicariam a guerra, ao mesmo tempo que desmente a grande falácia de que os Estados Unidos estariam invadindo regiões como, por exemplo, o Oriente Médio, para levar liberdade e democracia.

     

    Por qué luchamos - Por que lutamos from olho.cósmico on Vimeo.

    Em vários momentos do documentário aparece o pronunciamento de despedida do ex-presidente Dwight D. Eisenhower (1953 - 1961), no qual ele alerta para o perigo que o complexo militar-industrial poderia trazer. Não é à toa já que, atualmente, este é um grande mercado em que diversas empresas privadas competem, as quais são aliadas aos políticos do Congresso, exercendo sua influência principalmente através do lobby. Enquanto a guerra for lucrativa para este setor, ela não irá acabar tão cedo.

    Além dos interesses do mercado produtor de armas, há também o alienamento dos militares. Notamos nas entrevistas que esses não sabiam, por exemplo, quais eram os alvos do primeiro ataque no Iraque, nem o porquê eles estavam bombardeando os prédios que eram os alvos. A manipulação da mídia para fazer a opinião pública (que mostrou sua importância após o fracasso do país na guerra contra o Vietnã) abraçar a guerra, nesse sentido, também opera um importante papel.

    Outro ponto que merece ser explorado é a questão do petróleo, sendo essa de relevância para a segurança energética dos Estados Unidos, pois hoje em dia o país não consegue suprir suas demandas e se tornou um dos maiores importadores deste produto. Os americanos invadem países do Oriente Médio que possuem grandes reservas de petróleo desde a metade do século passado, quando a então British Petroleum pediu ajuda no Irã. E devemos lembrar que o complexo militar-industrial consome muita energia e, por isso, tem interesse em assegurar o fornecimento de petróleo.

    O documentário e as questões que são mostradas nele ajudam a pensar os interesses dos Estados Unidos para além do Oriente Médio, como na Venezuela, e até mesmo no Brasil, já que são esses os países que mais produzem petróleo na América do Sul. O atual presidente americano, Donald Trump, possui fortes ligações com a indústria de armas do país que, através da Associação Nacional do Rifle, exerce lobby sobre seu governo.

    Ou seja, há muito mais interesses por trás das ameaças de invasão no território venezuelano, bem como no apoio incondicional que o futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, presta aos Estados Unidos do que somente a superficial defesa da liberdade e democracia contra a “ameaça” comunista.

    Fonte: FPA

  • Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    A partir desta quinta-feira (28), a capital da Argentina, Buenos Aires, sedia o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que se reúne jovens do campo e da cidade de diversas categorias de toda a América Latina e Caribe para debater os desafios do setor diante da crise capitalista.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    “Nesse momento de ofensiva do imperialismo em nossa região é essencial que a gente consiga construir a unidade da classe trabalhadora e da juventude latino-americana”, declarou a secretária da pasta, Luiza Bezerra, que participa da ação.

    Segundo a sindicalista, encontros como este “cumprem o papel de ajudar na formulação teórica e na construção de um plano de lutas conjunto que guie nossa atuação no próximo período”, expressou a dirigente eleita durante o último congresso da Central realizado em agosto.

    Além dos debates políticos o encontro, que ocorre até o sábado (30), terá atividades culturais. A delegação brasileira conta com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    “Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos e organizados para enfrentar os ataques ultraliberais e conservadores que temos sofrido, bem como encontrando alternativas para retomada do crescimento e melhoria de vida da nossa juventude”, frisou Luiza.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Faltou assunto pra Bolsonaro em Davos

  • Maduro: levaremos a Venezuela pelo caminho da prosperidade

    Nesta quinta (10), o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou durante seu juramento presidencial diante do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que levará o país pelo caminho da prosperidade social e econômica.

    Durante a posse, o mandatário jurou fazer cumprir os mandatos da carta magna de defender a independência e integridade da Pátria.

    "Juro em nome do povo da Venezuela, por nossos antepassados e o grande cacique Guicaipuro, pelo Primeiro Negro e os nossos povos afrodescendentes, pelo Libertador Simón Bolívar, pelos libertadores da América, pelo legado do comandante Hugo Chávez, pelos meninos do país, que não darei descanso a meu braço e repouso a minha alma, e que cumprirei e farei cumprir todos os mandatos da Constituição para tentar defender a independência e a integridade absoluta da Pátria", expressou.

    Para seu novo exercício presidencial, Maduro foi eleito com 67,84 por cento dos votos, nas eleições realizadas em 20 de maio de 2018.

    Fonte: Prensa Latina

  • Movimentos sociais solidários com a Venezuela contra ofensiva dos EUA

    A Venezuela está sob forte pressão dos EUA, que pretendem consumar um golpe contra o presidente Nicolás Maduro, legitimamente eleito, e impor ao país um novo regime político liderado pelo deputado Juan Guaidó. Na próxima sexta-feira (8), às 14 horas, lideranças dos movimentos realizarão uma manifestação de solidariedade ao país e ao presidente Maduro diante do Consulado da Venezuela em São Paulo, na rua general Fonseca Téles, 564, no Jardim Paulista.

    “Vamos defender o sagrado direito do povo venezuelano à autodeterminação e denunciar a intervenção imperialista dos EUA”, comentou Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB. Veja entrevista de Maduro no youtube sobre a conjuntura do país: https://www.youtube.com/watch?v=79yrsvJDVRA.

  • Nova “ação terrorista” na Venezuela é atribuída aos EUA

    Um incêndio afetou três tanques de armazenamento de petróleo em uma instalação da estatal venezuelana PDVSA na Faixa do Orinoco - informou o governo nesta quinta-feira (14), atribuindo o fato a uma "ação terrorista" dos Estados Unidos.

    A deflagração aconteceu na quarta à tarde em Petro San Félix (estado Anzoátegui, ao norte), disse o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, general Manuel Quevedo.

    "Foi uma ação terrorista que denunciamos em nível internacional", declarou o oficial à emissora pública VTV.

    Quevedo culpou, em particular, o senador republicano americano Marco Rubio, considerado um dos artífices da estratégia dos Estados Unidos para tirar do poder o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

    Eis a mensagem que ele postou na internet:

    "@MarcoRubio ordenou mais violência na Venezuela. A direita e sua marionete @jguaido aumentaram as incursões terroristas contra a PDVSA. Atacaram os Tanques de Armazenamento de Petro San Félix para afetar a produção petroleira. Entreguistas", disse o o general no Twitter.

    O ministro se referia ao líder de oposição Juan Guaidó, lacaio do imperialismo que se autoproclamou presidente interino da Venezuela por orientação do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

    Quevedo não relatou feridos no atentado, que acontece uma semana depois do início de um apagão que afetou por dias 22 dos 23 estados do país, além de Caracas.Maduro atribuiu o corte de energia a "ataques cibernéticos e eletromagnéticos" do Pentágono e ao Comando Sul americano.

    O sistema de energia elétrica já foi restabelecido na Venezuela. O apagão começou há uma semana, na quinta passada, e afetou todo o país. Um incêndio teria sido a causa do blecaute. O governo Maduro encontrou indícios materiais de sabotagem, enquanto os EUA e a oposição usaram o episódio para tentar manter acesa a chama do golpismo.

    A Faixa do Orinoco abriga as maiores reservas de petróleo do mundo e os imperialistas norte-americanos estão ávidos para se aproprierem desta riqueza, o que explica a escancarada ingerência nos conflitos domésticos do país. Em abril de 2002 eles estiveram por trás de um fracassado golpe contra Hugo Chávez.

    "Os EUA decidiram, também, despojar a Venezuela de seus recursos petroleiros em troca de apoiar @jguaido com violência. Os gringos não querem intercâmbio econômico. Pediram os campos de petróleo em propriedade. Sentem desprezo pelos venezuelanos", afirmou Quevedo.

  • ONU e OEA rejeitam plano dos EUA contra Venezuela

    O governo de Donald Trump foi derrotado nas últimas reuniões da OEA (Organização dos Estados Americanos) e do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em que levaram a proposta de deslegitimar o governo de Nicolás Maduro, reeleito presidente da Venezuela, e respaldar o golpe de Estado pretendido pelo oposicionista Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino. “Por isso, eles não esperavam”, comemorou o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

    Na ONU, a maioria dos conselheiros considerou que os problemas internos do país devem ser tratados pelo próprio povo, respeitando-se o sagrado direito à autodeterminação das nações. China e Rússia, potências nucleares com poder de veto no Conselho de Segurança, manifestaram formalmente apoio a Maduro e à soberania da Venezuela. “A verdadeira ameaça à paz são os EUA e seu desejo de participar do golpe”, declarou o embaixador russo Vasili Nebenzia.

    O papa Francisco também se pronunciou sobre a crise no país sul-americano domingo (27) e defendeu uma “solução justa e pacífica” para os dilemas. “O que me assusta é o derramamento de sangue”, afirmou, o que foi interpretado como uma condenação velada à política belicosa dos EUA.

    Portal CTB

  • Rússia alerta: EUA acham que América Latina é seu quintal

    Especialistas russos estão na Venezuela como parte do acordo de cooperação técnico-militar de 2001 com Caracas, que não precisa de mais aprovação, informou o Kremlin após relatos da chegada de dois aviões militares com tropas e cargas. Diante das relações do governo Trump, a chancelaria russa respondeu que os EUA ainda consideram "a América Latina uma área de seus interesses exclusivos; seu próprio 'quintal' e exige obediência inquestionável" como era nos tempos coloniais sob a Doutrina Monroe.

    A Rússia desenvolve suas relações com a Venezuela "em estrita conformidade com a Constituição deste país e no pleno respeito de sua legislação", declarou a representante oficial do Ministério de Relações Exteriores, Maria Zakharova.

    Acordo

    O acordo existente foi ratificado tanto pela Rússia quanto pela Venezuela, e "não exige aprovação adicional da Assembleia Nacional da Venezuela", ressaltou.

    Zakharova estava respondendo a um pedido da mídia para comentar sobre a suposta "intromissão" russa nos assuntos venezuelanos.

    Na sequência de relatos de que dois aviões militares russos transportando cerca de 100 militares e cargas desembarcando no país no sábado, a Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou como "um ato prejudicial à soberania venezuelana", enquanto o Departamento de Estado dos EUA insistiu em que era "uma escalada imprudente da situação" no país.

    Intervenção imperialista

    Um dos mais fortes defensores da derrubada do governo de Nicolás Maduro, o conselheiro de Segurança dos EUA, John Bolton, também ficou indignado ao escrever no Twitter que: "os EUA não tolerarão forças militares estrangeiras hostis se intrometendo nos objetivos comuns de democracia, segurança e democracia do Hemisfério Ocidental, e o estado de direito."

    Washington reconheceu o líder da oposição, Juan Guaidó, como o presidente legítimo da Venezuela e chegou a considerar a chamada "intervenção humanitária" para derrubar Nicolás Maduro do poder.

    Zakharova respondeu a Bolton dizendo que suas palavras provam que os EUA ainda consideram "a América Latina uma área de seus interesses exclusivos; seu próprio 'quintal' e exige obediência inquestionável" como era nos tempos coloniais sob a Doutrina Monroe.

    Doutrina Monroe

    A Doutrina Monroe, nomeada em homenagem ao presidente dos Estados Unidos James Monroe, era uma política de oposição ao colonialismo europeu no hemisfério ocidental a partir de 1823, com Washington essencialmente reivindicando a administração das Américas. Ao mesmo tempo, a doutrina afirmava que os EUA não interfeririam nos assuntos internos dos países europeus.

    Se os americanos negam a outros países o acesso ao Hemisfério Ocidental, ele levanta a questão "o que eles estão fazendo no Hemisfério Oriental?", questionou a diplomata russa, referindo-se à forte presença militar dos EUA na Europa e seu envolvimento em "revoluções coloridas" nos Estados da antiga União Soviética e nos Balcãs.

    "Talvez, eles acreditem que as pessoas desta parte do mundo ficarão agradecidas quando Washington mudar seus líderes intencionalmente e matar os indesejados. Ou os EUA ainda acreditam que as pessoas estão esperando que os americanos lhes tragam a democracia nas asas de seus bombardeiros. Pergunte aos iraquianos, líbios ou sérvios sobre isso", afirmou a representante do Ministério de Relações Exteriores russo.

    A Rússia também fez questão de deixar claro nesta quinta-feira (28) que as tropas que chegaram nos últimos dias à Venezuela permanecerão no país "o tempo que for necessário" para o regime de seu aliado, o presidente Nicolás Maduro; na quarta-feira (26), o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu à Rússia que saia da Venezuela, após a tensão criada pelo envio de militares e materiais russos para Caracas; e o chanceler brasileiro, o lacaio Ernesto Araújo, repetiu o que foi dito por Washington, que os militares russos enviados à Venezuela devem deixar o país se o seu propósito for o de "manter o governo de esquerda no poder". Levou uma banana e foi ignorado pelos russos.

    Fonte: Sputnik e 247

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