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Anti-imperialismo

  • Entidades sindicais em todo mundo farão atos nesta quarta (11) em defesa da democracia

    Nesta quarta-feira (11), Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre, o movimento sindical internacional organiza manifestações nas embaixadas do Brasil no exterior para exigir a libertade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde sábado (7).  

    Vigília democrática: movimentos nas ruas para exigir liberdade de Lula

    Argentina, Estados Unidos, El Salvador, México, País Basco, Panamá, Paraguai, Portugal, Uruguai entre outros países, estão convocando a população para protestar neste dia de luta em defesa da democracia. Em nota, as centrais sindicais brasileiras entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) consideraram a decretação da prisão de Lula "uma medida radical que coloca a sociedade em alerta", diz do documento (leia aquí a íntegra). 

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) e outras organizações de Portugal entregaram, na última sexta (6), um abaixo-assinado na embaixada brasileira naquele país repudiando a condenação arbitrária de Lula

    Paraguai e El Salvador também realizaram protestos, nesta semana, em frente à embaixada em seus respectivos países. Uma delegação de sindicalistas uruguaios está em Curitiba junto aos milhares de manifestantes que estão acampados próximo à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para prestar apoio ao ex-presidente.

    Peru, Suécia, Inglaterra, Itália e Holanda também confirmaram atos hoje. Confira:

    Argentina: 

    cta autonoma

    cta dostrabalhadores

    México:

     

    mexico

    País Basco:

    paisbasco

    Portugal:

    portugal

    Uruguai:

    uruguai

    Paraguai e El Salvador realizaram os protesos nesta semana: 

    paraguailulalibre

    el salvador

     

    Érika Ceconi para o Portal CTB - Foto capa: Reuters/Ueslei Marcelino 

  • "Federação Sindical Mundial se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos", diz nota

    Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim a cidade como capital do governo israelense diversas lideranças, organizações e entidades sindicais em todo o mundo manifestaram seu repúdio à atitude de Trump, entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM), que divulgou uma nota em apoio ao povo palestino. 

    Leia abaixo a íntegra: 

    Não à decisão do presidente dos EUA

    A Federação Sindical Mundial condena a decisão do presidente dos Estados Unidos de declarar Jerusalém como a capital de Israel. Esse ato revela como o imperialismo é impiedoso, bárbaro,agressivo.

    Temos a responsabilidade de dar apoio ao heroico povo palestino contra essa agressividade. Precisamos apoiar esse povo, que há tempos luta contra a ocupação de um exército, contra as políticas dos governos israelenses, contra as políticas que os obrigam a aceitar a ocupação de Israel.

    A FSM sempre esteve e sempre se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos, que hão de continuar sua luta. A FSM usará todos os fóruns internacionais para promover as justas demandas do Povo Palestino. A FSM também irá revelar as responsabilidades dos líderes sindicais “amarelos” que dão suporte à política de Israel.

    Todas as entidades sindicais Palestinas que têm orgulho de lutar em defesa de seu povo virão ao nosso encontro, em solidariedade a eles. Todos os sindicalistas nas bases de suas entidades, que estão lutando contra sindicalistas corruptos e comprometidos, vão nos encontrar ao seu lado.

    As circunstâncias de hoje, especialmente após a inaceitável decisão do presidente dos EUA, exigem um movimento sindical classista, renovado, internacionalista, massivo e unitário.Um movimento sindical livre de intervenções burocráticas e corrupção. Somente um movimento sindical que é organizado de modo independente e que luta com todas as categorias da FSM pode dar o apoio que o povo Palestino necessita.

    Atenas, 6 de dezembro de 2017

    O Secretariado 

    Portal CTB 

  • "FSM fortalece luta de classe dos trabalhadores", afirma dirigente

    “Nestes 70 anos, a Federação Sindical Mundial (FSM) vem acompanhado e fortalecendo a emancipação dos trabalhadores e trabalhadoras, por isso é um instrumento imprescindível para a luta de classe”, disse o vice-presidente da organização, João Batista Lemos, em entrevista para o Portal CTB.

    Leia também:

    “A mão do imperialismo continua viva e nós temos que combatê-la”, diz dirigente da CTB
     Dirigente da CTB afirma que refugiados na Europa são vítimas do imperialismo 

    Durante a conversa, Batista destacou o papel da FSM na resistência do sindicalismo classista ao nazifascismo e sua luta pelo socialismo. “Com a desintegração da União Soviética nós tivemos um revés muito grande. Houve até mesmo o avanço do sindicalismo pró-capitalismo, mas apesar disso a FSM acompanhou a resistência à ofensiva do capital e lutou conta o pensamento único neoliberal”, frisou o sindicalista.

    A partir de 2005, após a realização do 15º Congresso da entidade em Havana (Cuba) o movimento sindical internacional “começou a ter uma certa virada”, destacou Batista. Ele expressou que naquele período cresceu na América Latina o desejo por governos progressistas e de esquerda.

    “Com o apoio solidário da Central dos Trabalhadores de Cuba - CTC, da Venezuela, Bolívia e outros países, a FSM se reestruturou e ampliou sua atuação em outros continentes como a África, através do Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (Cosato), importante iniciativa na terra de Mandela”, sublinhou.

    Outro fator que favoreceu o fortalecimento do sindicalismo classista, segundo ele, é a crise sistêmica do capitalismo que gera desemprego e perdas de direitos em todo o mundo fazendo com que aumente resistência dos trabalhadores à globalização neoliberal.



    Simpósio Sindical Internacional

    Neste contexto de crise internacional ocorrerá no Brasil, em São Paulo, a comemoração pelos 70 anos da FSM entre os dias 1 e 3 de outubro com um simpósio que debaterá temas como os tratados de livre comércio em contraponto aos blocos de integração como a Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).

    Sobre o tema, vice-presidente da FSM, lembrou-se de que em novembro completam-se 10 anos da derrota da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), proposta dos Estados Unidos com o objetivo de subordinar a economia dos países, inviabilizando projetos próprios de desenvolvimento nacional.

    “Para tentar substituir a Alca o imperialismo busca tratados de livre comércio bilaterais e a gente deve combatê-los”, disse. Para ele o sindicalismo classista deve trabalhar rumo à integração soberana e solidária da América Latina.

    Batista citou como exemplo a formação da Celac e de blocos como o Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como alternativas ao imperialismo.

    “Nosso continente é rico em população, em riquezas naturais, em experiência política de luta de classe. O mundo caminha para um mundo mais multipolar isso favorece a luta dos trabalhadores em todos os países”, falou.

    Ameaça golpista na América Latina

    Os países da América Latina têm sofrido ameaças de golpes contra seus governos progressistas e de esquerda, para o sindicalista, que enfrentou a ditadura militar no Brasil (1964-1985) e atualmente é anistiado, os setores mais conservadores da sociedade não aceitam o protagonismo da classe trabalhadora. “A melhor forma de defender a integração é defender os governos democraticamente eleitos”, destacou.

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    Neste sentido, ele afirmou que o Ato Mundial Anti-imperialista, que ocorrerá no dia 3 de outubro (data de fundação da FSM), ganhará um caráter mais amplo em defesa da soberania nacional.

    O ato irá encerrar as atividades em homenagem ao septuagésimo aniversário da FSM e contará com a presença de movimentos sociais brasileiros de moradia, juventude, mulheres entre outros.

    A atividade político-cultural será realizada na Praça das Artes (Av. São João, 281), centro da capital paulista e terá a apresentação de diversos artistas latino-americanos entre eles a brasileira Fabiana Cozza.

    Outras informações sobre a atividade no evento do facebook 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • “Sindicalismo mundial precisa fortalecer sua unidade de ação”, diz dirigente cubano

    O sindicalismo na América Latina e Caribe foi o tema debatido, na manhã desta terça-feira (14), no Sindicato dos Marceneiros em São Paulo, por dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) com o representante da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), Ernesto Freire.

    CTB irá realizar plenária com o sindicalista cubano Ernesto Freire, em São Paulo

    O cubano está na capital paulista esta semana para participar de um intercâmbio sindical. Para o presidente da central brasileira, Adilson Araújo, esta ação é fundamental para trocar experiências e pensar em uma estratégia comum do movimento sindical na região.

    “A integração regional é essencial para a classe trabalhadora mundial potencializar suas ações e resistir à ofensiva imperialista”, disse Araújo durante sua intervenção na mesa mediada pelo secretário de Relações Internacionais, Divanilton Pereira. 

    Freire fez uma análise sobre a atuação do movimento sindical na América Latina e Caribe e avaliou que é preciso fortalecer a unidade de ação do movimento sindical. “A única saída é a integração”, expressou o sindicalista.

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    O vice-presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), João Batista Lemos, concorda com Freire. Ele destacou também a necessidade de renovação dos quadros sindicais para combater a onda conservadora. “Precisamos forjar novas lideranças para atuarem no movimento sindical internacional”, expressou.

    No fim da reunião, Batista falou sobre o papel do Encontro Sindical Nossa América (Esna) e como a FSM pode intervir para fortalecer os laços entre a CTB e as centrais sindicais internacionais como a CTC.

    Plenária Sindical

    Nesta quinta-feira (16), Ernesto Freire irá participar da Plenária Sindical “Conversando com Cuba”, na qual irá dialogar com os sindicalistas sobre “Cuba, atualização política e os EUA”, entre outros temas. 

    O encontro será a partir das 14 horas no auditório do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente), que fica na Avenida Tiradentes, 1323.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Bolsonaro avança contra Mercosul: "queremos proposta mais enxuta"

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (16) que a cooperação com a Argentina na questão da Venezuela é o exemplo mais claro de convergência de posições e identidades de valores entre os dois países.

    Em declaração no Palácio do Planalto por ocasião de visita do presidente da Argentina, Maurício Macri, Bolsonaro disse ainda que ambos concordaram a respeito da importância do aperfeiçoamento do Mercosul e de se propor uma nova agenda de trabalho para o bloco.

    “O Mercosul precisa valorizar sua tradição original de redução de barreiras”, disse ele ao lado de Macri, ao defender que o propósito é que o bloco seja enxuto e tenha relevância.

    Macri, em pronunciamento após a fala de Bolsonaro, disse que a parceria estratégica entre Brasil e Argentina se fortaleceu com a chegada ao poder do novo presidente brasileiro, e criticou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a quem chamou de “ditador”.

    Fonte: Brasil247

  • Chavismo ganha em 17 dos 23 Estados nas eleições regionais da Venezuela

    O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu em 17 dos 23 estados do país nas eleições para governadores realizadas no domingo (15), segundo os resultados oficiais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

    Com 95,8% das urnas apuradas, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, disse que os resultados são "irreversíveis", explicando que nestas eleições houve uma participação de 61,14% do censo eleitoral.

    O PSUV conseguiu ganhar da oposição o estado de Miranda (centro-norte) governado pelo duas vezes pelo candidato à presidência do país Henrique Capriles, e os estados de Lara  e Amazonas.De acordo com o CNE, os candidatos da oposição venceram em cinco Estados.

    O presidente, Nicolás Maduro, comemorou a vitória chavista. "Ganhamos 75% dos governos do país (...) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas”, disse.

    "A oposição teve cinco vitórias, as reconhecemos como fizemos sempre, e há um governo em disputa", disse, ao se referir a Bolívar, cujo resultado ainda não foi divulgado devido à diferença apertada de votos entre os dois adversários.

    Com Opera Mundi 
    Foto: Agência Efe 

     

  • Coletivo Internacional da CTB destaca simpósio pelos 70 anos da FSM

    O Coletivo Internacional da CTB realizou, na última quinta-feira (14), sua quarta reunião para apresentar um balanço das atividades realizadas no primeiro semestre e organizar as próximas.

    O assessor da CTB, Aloísio Barroso, fez uma análise da conjuntura internacional alertou para a situação da Europa e dos Estados Unidos que, desde 2007, enfrentam uma crise sistêmica do capitalismo que já deixou milhares de desempregados.

    Neste sentido, ele destacou o papel da China como uma nova potência financeira e exemplificou com o Brics (bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que constituíram um banco próprio e um fundo de reserva. “Em meio à crise das potências, estão sendo criados mecanismos coletivos que se legitimam”, informou.

    Barroso também refletiu a mudança da postura dos EUA em relação à Cuba e ao Irã. “Eles [Estados Unidos] querem disputar o mercados nestes países”, alertou.

    Após a palestra, os participantes deram informes das atividades que participaram e receberam orientações para as próximas como a 104ª Conferência Internacional da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que ocorrerá em junho na Suíça e terá uma delegação da CTB. Outro assunto abordado pelo secretário de Relações Internacionais da central, Divanilton Pereira, foi o plano de ação para a FSM Cone Sul, com propostas de atividades na região.    

    70 anos da FSM 

    Um dos principais temas pautados no encontro foram os preparativos para o Simpósio em homenagem aos 70 anos da Federação Sindical Mundial (FSM), que será realizado em São Paulo entre os dias 1 a 3 de outubro e contará com centenas de sindicalistas de todo o mundo, entre eles o secretário-geral da FSM, George Mavrikos. 

    O evento terá uma vasta programação com debates, atos e atividades culturais. No Dia Internacional da Ação da FSM, celebrado no dia de sua fundação (3 de outubro), ocorrerá no Memorial da América Latina um "Ato Anti-imperialista" que deve contar com a presença de líderes internacionais que lutam pela soberania dos países e povos. 

    Portal CTB 

  • Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela realiza ato político-cultural nesta sexta (1º) em São Paulo

    Em solidariedade ao povo venezuelano, o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela - composto partidos políticos, veículos da mídia alternativa e organizações sociais entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - promove, no dia 1º de setembro, um ato político-cultural para somar esforços na defesa da democracia e da paz no país irmão. O evento é aberto e ocorre na sede do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, no centro da capital paulista (Rua Araújo, 216, próximo ao metrô República), a partir das 18h.

    Com muita música, comida e bebidas típicas da Venezuela, o encontro terá um ato político com as presenças de Vanessa Grazziotin (senadora pelo PCdoB-AM), Guilherme Boulos (Frente Povo Sem Medo), Ivan Valente (deputado federal pelo PSOL), Lindbergh Farias (senador pelo PT-RJ), João Pedro Stédile (coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST) e pelo escritor Fernando Morais.

    venezuela ato politico

    O evento tem como proposta reunir lideranças do movimento social, de partidos e todos os simpatizantes solidários ao povo venezuelano, para celebrar a cultura do país e manifestar apoio aos avanços por eles obtidos. Esses avanços devem se aprofundar com a Assembleia Nacional Constituinte, eleita por 8 milhões de votos no dia 30 de julho e já em pleno funcionamento.

    Prestar apoio e reafirmar valores como a integração e a defesa da autodeterminação do povo venezuelano é, na avaliação do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, uma tarefa urgente frente às graves ameaças feitas, por exemplo, por Donald Trump. Em pronunciamento recente, o presidente estadunidense cogitou explicitamente a possibilidade de intervenção militar no país latino-americano.

    Manifestar solidariedade também é uma resposta do povo brasileiro às posições tomadas pelo governo Temer, que se alinham automaticamente aos ataques contra a Venezuela, e ao terrorismo midiático predominante no noticiário dos grandes grupos de comunicação, repleto de desinformação e extremamente enviesados e irresponsáveis em relação à complexa situação vivida pelo país vizinho.

    Todos são bem vindos ao ato político cultural pela paz na Venezuela. Convide seus amigos e manifeste sua solidariedade ao povo venezuelano no dia 1º de setembro!

    Confirme sua presença na página oficial do evento no facebook.

  • Conferência Sindical Internacional da FSM repudia ofensiva imperialista

    No segundo e último dia da Conferência Sindical Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM), realizada nesta terça-feira (2) em Bruxelas (Bélgica), mais sete organizações discorreram sobre suas especificidades políticas.

    Leia também: CTB participa de conferência da Federação Sindical Mundial que começa nesta segunda (1), na Bélgica

    O representante da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME, por sua sigla em grego), Nikos Theodorakis, trouxe ao plenário a dramática situação dos imigrantes. Uma imensa quantidade de mulheres, homens e crianças que são vítimas das ações imperialistas em seus países.

    O sindicalista do ramo da construção da Venezuela, Marco Túlio, defendeu o processo revolucionário bolivariano e denunciou o império estadunidense pelos seus permanentes objetivos que visam inviabilizar o projeto liderado por Hugo Chávez e hoje conduzido por Nicolás Maduro. “Nós são somos uma ameaça. Somos uma esperança”, concluiu Túlio resgatando uma frase do atual presidente da Venezuela contrapondo-se ao governo Obama por ter decretado o país como ameaça aos EUA.

    mavrikosaddiva1O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, em sua exposição, contextualizou esse conjunto de agressões como uma reação furiosa do consórcio imperialista liderado pelos EUA. Ele afirmou que "diante de uma tendência que aponta para um novo arranjo geopolítico, o império apela para agressões e atrocidades". Leia a íntegra do discurso aqui discurso aqui.

    Os participantes enalteceram a importância da realização desse evento promovido pela Federação Sindical Mundial.“Evento como este reforça a luta contra o esgotado arranjo geopolítico do pós-segunda guerra e se soma ao conjunto de movimentos, sobretudo dos países que ao formarem novos blocos, buscam reforçar o multilateralismo e constituir alternativas ao parasitismo financeiro do FMI e do Banco Mundial”, declarou Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais da CTB que também participou dos debates.

    No final foi aprovada a resolução política da conferência e entregue a presidência do Parlamento Europeu exigindo a imediata suspensão de todos os embargos e agressões contra os povos.

    De Bruxelas, Bélgica
    Adilson Araújo, Divanilton Pereira e Jenny Dauvergne

  • CTB denuncia EUA e governo Temer em congresso sindical da FSM, na África do Sul

    Cerca de dois mil trabalhadores de 111 países e cinco continentes estão em Durban, cidade litorânea da África do Sul, participando da 17ª edição do congresso internacional da Federação Sindical Mundial (FSM). São sindicalistas provenientes de 1,2 mil entidades sindicais classistas e comprometidas com os lemas: unidade, luta e internacionalismo. Juntos, representam mais de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras ao redor do mundo.

    Discurso de Adilson Araújo, presidente da CTB, no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    A CTB está presente com 44 delegados e delegadas, de todo o Brasil, todos dirigentes sindicais de diferentes áreas de atuação, e comprometidos com a denúncia do golpe, do governo ilegítimo de Michel Temer e das graves ameaças à classe trabalhadora. Esta é a maior delegação da história da central em um congresso internacional e reflete a exata dimensão que a CTB vem dando à crise que a classe trabalhadora mundial enfrenta no Brasil e em diversas partes do mundo.

    “A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico. E por isto o Congresso, neste momento, é tão importante”, avalia o secretário internacional da CTB, Divanilton Pereira, coordenador da FSM para o cone sul e um dos organizadores do encontro. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos primeiros oradores ainda no final da manhã desta quarta-feira (5). Denunciou a situação política brasileira, o golpe, os interesses poderosos dentro e fora do país envolvidos neste processo, e a infame e retrógrada política externa brasileira, que reverte um posicionamento progressista e solidário na América Latina que vinha sendo construído há 12 anos.

    Atacou duramente os EUA e sua ativa atuação nos desmandos e desmontes em curso no Brasil, com destaque também à Petrobras: "Os EUA ganharão com a mudança das regras de exploração do pré-sal, feitas sob encomenda da multinacional Chevron com o descarado propósito de entregar o petróleo brasileiro aos monopólios estrangeiros de mão beijada".

    E finalizou, sob aplausos e gritos de Fora, Temer!, que permearam o dia inaugural do Congresso: “São imensos os desafios que emergem nesse cenário de adversidades para as forças progressistas, o sindicalismo classista, a CTB e a nossa querida Federação Sindical Mundial (FSM). A experiência histórica vai mostrando que não haverá um desfecho positivo para a crise nos marcos do capitalismo. É hora de reiterar e renovar a luta pelo socialismo”.

    Mandela, Mabhida e Amandla

    A abertura do evento contou com a participação do presidente da África do Sul e do Congresso Nacional Africano (ANC) , Jacob Zuma, que, em seu discurso, condenou o imperialismo mundial pela tragédia dos imigrantes e refugiados e destacou a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras como a chave para se avançar e reverter o cenário hostil dos tempos atuais.

    Lembrou Nelson Mandela, líder maior e símbolo da luta contra o Apartheid e a opressão, e Moses Mabhida, lendário dirigente sindical e líder do partido comunista no país de 1978 até 1986, ano de sua morte. Mabhida dá nome ao estádio de esportes que sediou a Copa do Mundo e é um dos maiores do país.

    George Mavrikos, presidente da FSM, fez um histórico das ações da federação ao longo de seus 71 anos de história, e foi seguido pelo presidente do Congresso das Centrais Sindicais da África do Sul (Cosatu), Sdumo Dlamini, que comunicou a todos que haverá uma greve geral nesta sexta-feira (8), motivada, principalmente, por revindicações sobre as condições de transporte e educação.

    Ao longo do dia, os sindicalistas da Cosatu, única e histórica central sindical sul africana, encantaram o estádio, entoando cantos da música folclórica africana. Os dirigentes também usam uma palavra especial para convocar a luta e a união: Amandla, do idioma zulu, que significa "poder", ao que todos respondem: "awethu", que quer dizer "nosso".

    Amanhã tem mais.

    Natália Rangel, de Durban, para o Portal CTB

    Foto: Fernando Damasceno

  • CTB e movimentos sociais convocam ato mundial anti-imperialista

    No dia 3 de outubro, a Federação Sindical Mundial (FSM) completa 70 anos para celebrar a data, a CTB e movimentos sociais brasileiros farão um ato mundial anti-imperialista em São Paulo. 

    “Diante o atual cenário de crise do capitalismo a classe trabalhadora é quem mais sofre seus efeitos. O movimento sindical precisar estar unido para enfrentar mais esta luta”, declarou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    O ato ocorrerá após a realização de um Simpósio Internacional que deve reunir sindicalistas de mais de 30 países de todos os continentes para debater a atuação do movimento sindical, assim como lembrar a luta da FSM nestas sete décadas.

    “O movimento sindical e social deve intensificar seu protagonismo político, denunciar e combater o imperialismo e apontar alternativas [...] temos o desafio de elevar a mobilização e a consciência da classe trabalhadora, defender a democracia, o direito das nações à autodeterminação, a paz mundial e novos projetos nacionais de desenvolvimento fundados na valorização do trabalho”, diz a convocatória.

    Após o ato político será realizada uma atividade cultural com a presença de artistas latino-americanos além do show de Fabiana Cozza, a programação conta com DJ DanDan, Banda del Pepe, Denis Família e ProjetoNave & Síntese. (confirme sua participação no evento do facebook)    

    O ato mundial anti-imperialista que terá como cenário o Vale do Anhangabaú, próximo a Praça das Artes, tem o apoio e participação de entidades do movimento social e sindical, entre elas, a Intersindical, a União Sindical dos Trabalhadores (UST), União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Mulheres, União de Negros pela Igualdade, Confederação Nacional de Associações Comunitárias, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem-Terra, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fora do Eixo e Mídia Ninja.

    Leia abaixo a íntegra do documento:

    Por uma nova ordem mundial

    Vivemos um momento crítico da história, marcado pela crise econômica e geopolítica do capitalismo. O acirramento das contradições inerentes ao sistema, a radicalização da luta de classes e dos conflitos internacionais são evidências desse quadro. É um tempo desafiador para o movimento sindical, as forças democráticas, revolucionárias e anti-imperialistas em todo o mundo.

    A classe trabalhadora é a maior vítima da crise. Sofre uma feroz ofensiva neoliberal. Vive o drama da estagnação econômica e do desemprego em massa, que condena ao ócio involuntário mais de 200 milhões de desempregados, segundo dados da OIT. Direitos sociais e trabalhistas são suprimidos ou flexibilizados. A soberania das nações é colocada em xeque e atropelada em várias regiões.

    Na Europa, sob o manto da austeridade fiscal e o tacão da Alemanha, os governos e a troika promovem o impiedoso desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. Em alguns países, como é o caso da Grécia, há uma queda acumulada de 25% do PIB. Já na Espanha, metade da juventude está desocupada. A conversão ao euro, assimétrica e desigual, resultou para muitas nações na perda de suas soberanias na determinação da política econômica, ditada e imposta pela cúpula da União Europeia, BCE e FMI.

    Na Ucrânia os EUA e a Otan armam e respaldam política e ideologicamente um governo de extrema direita com o propósito de afrontar a Rússia. No Oriente Médio o imperialismo semeia a guerra para preservar e fortalecer seu domínio. Na Ásia estimula hostilidades contra a China no mar do Sul, enquanto na América Latina está associado à onda conservadora e neofascista que ameaça a Venezuela, Argentina, Equador e Brasil, conforme denunciou recentemente o presidente da Bolívia, Evo Morales.

    A lei do desenvolvimento desigual das nações e o parasitismo econômico da potência hegemônica levou ao progressivo declínio do poderio econômico relativo dos EUA e, como contrapartida, à ascensão da China, que hoje já pode ser considerada, sob variados aspectos, a maior economia do planeta.

    Este acontecimento evidencia o esgotamento do arranjo geopolítico negociado em Bretton Woods - fundado no padrão dólar e na hegemonia estadunidense -, revelando a necessidade de uma nova ordem mundial e enseja objetivamente uma transição nesta direção. Os acordos e decisões adotadas nas últimas cúpulas do Brics, bem como a determinação chinesa de criar o Banco Asiático de Infraestrutura, lançaram as bases fundamentais dessa possibilidade de uma nova ordem mundial.

    Este movimento converge com as iniciativas integracionistas de governos da América Latina e do Caribe que resultaram na fundação da Unasul, Alba e Celac. Desta última, destaca-se a decisão de transformar a América Latina e o Caribe numa zona de paz, onde os eventuais conflitos devem ser solucionados por meio do diálogo, rejeitando-se intervenções estrangeiras. Uma clara atitude anti-imperialista.

    Os Estados Unidos reagem a esses novos ventos da história e manobram em todas as esferas e por todos os meios para interditar e reverter a integração político-econômica latino-americana e caribenha, bem como a ascensão da China e do Brics. Com sua política expansionista e cerca de 800 bases militares pelo mundo, patrocina tragédias e atrocidades contra os povos, sobretudo no Oriente Médio. Articula movimentos desestabilizadores e reacionários contra projetos progressistas e respalda a política criminosa de Israel contra o povo palestino.

    Esta reação imperial traz na carona o espectro do nazi-fascismo e instala no mundo uma situação tensa, incerta e perigosa.

    Nessa complexa conjuntura, o movimento sindical e social deve intensificar seu protagonismo político, denunciar e combater o imperialismo e apontar alternativas. Em aliança com as organizações progressistas e revolucionárias, temos o desafio de elevar a mobilização e a consciência da classe trabalhadora, defender a democracia, o direito das nações à autodeterminação, a paz mundial e novos projetos nacionais de desenvolvimento fundados na valorização do trabalho. No curso da luta vamos pavimentar o caminho para uma nova ordem geopolítica, efetivamente democrática e multilateral, e para o socialismo.

    Convictos desses objetivos, convocamos o povo brasileiro, o sindicalismo classista nacional e internacional, os movimentos sociais, os democratas e progressistas para o Ato Mundial Anti-imperialista que será realizado as 09horas do dia 3 de outubro de 2015 na Av. São João, 281, Centro, São Paulo, SP.

    São Paulo, SP, 18 de agosto de 2015

  • CTB prestigia ato que celebrou o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino

    Refugiados palestinos que vivem no Brasil receberam seus passaportes, na última segunda-feira (27), durante ato solene na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A iniciativa faz parte da celebração pelo Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, comemorado em 29 de novembro.

    Dia de Solidariedade ao Povo Palestino será celebrado com ato solene nesta segunda (27)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou da atividade e foi representada pelo dirigente Rogério Nunes que prestigiou o ato ao lado da diretora cetebista, Gilda Almeida.

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    Para Rogério o evento foi muito positivo e reafirmou "a solidariedade classista que a CTB tem com os povos oprimidos e que sofrem interferência do imperialismo, no caso da Palestina, de Israel com o apoio dos Estados Unidos", disse o sindicalista.  

    Durante a atividade, pacifistas, políticos e organizações ligadas ao mundo árabe puderam expressar todo o seu apoio a Palestina e sua luta contra as ações sionistas de Israel contra seu povo.

    No fim do encontro, que contou com atividades culturais como a apresentação de um monólogo expressando a dor do povo palestino, o embaixador daquele país no Brasil, Ibrahim Alzeben, agradeceu pelo ato e destacou a importância da solidariedade internacional.

    “Agradecemos, em nome dos 70 anos de luta, em que mais de 7 mil estão presos e metade da população palestina está refugiada”, destacou Alzeben, que logo após sua fala entregou para os refugiados presentes seus respectivos passaportes dando a possibilidade de retorno à sua terra natal.

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    A ação foi uma iniciativa conjunta da deputada Leci Brandão (PCdoB) e do deputado Pedro Tobias (PSDB) e contou com apoio da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), da Sociedade Árabe Palestino Brasileira de São Paulo, do Instituto Jerusalém do Brasil, da Confederação Palestina Latino Americana e do Caribe (COPLAC) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

    Portal CTB 

     

     

  • CTB realiza ato em São Paulo contra o bloqueio econômico dos EUA a Cuba. É hoje, participe!

    A Federação Sindical Mundial (FSM) iniciará, na próxima quarta-feira (26), uma Campanha Internacional em Solidariedade a Cuba para denunciar o bloqueio político e econômico contra a ilha caribenha - que completou 55 anos – e exigir a devolução do território de Guantánamo.

    Entidades sindicais organizam atos no Brasil para denunciar bloqueio econômico dos EUA a Cuba

    A iniciativa vem de encontro com as recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou o cancelamento da política de aproximação entre os dois países e afirmou que vai reforçar o bloqueio.

    Atendendo ao chamado da entidade sindical mundial, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) promoverá um ato político em São Paulo que contará com a participação do cônsul-geral de cuba na capital paulista, Antonio Mata.

    Dia da Rebeldia Nacional

    A data escolhida para inaugurar a campanha da FSM é celebrada em Cuba como o “Dia da Rebeldia Nacional”. Em 1953, daquele 26 de julho, sob a liderança de Fidel Castro, jovens atacaram os quartéis de Moncada, em Santiago e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, marcando o início da Revolução Cubana.

    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial, Divanilton Pereira, esta campanha de solidariedade é estratégica para reforçar a integração regional contra as ameaças imperialistas.

    “Hoje, denunciar e exigir o imediato fim do bloqueio político-econômico contra Cuba e a devolução da base de Guantánamo ao seu povo é uma jornada extraterritorial, pois faz parte das lutas nacionais, integracionistas e libertárias da América Latina e Caribe”, expressou o sindicalista, que participará da ação em Atenas, Grécia.

    Entidades sindicais filiadas e amigas da FSM em todo o mundo realização atividades denunciando as ações dos Estados Unidos e seus aliados contra a ilha caribenha.

    Em São Paulo, a CTB promoverá um Ato Político em Solidariedade a Cuba, que será no auditório do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente) localizado na Avenida Tiradentes, 1323 - próximo à estação Armênia do metrô a partir das 14 horas.

    Serviço:

    Ato Político em Solidariedade a Cuba
    Quando: 26/07 – Quarta-feira
    Onde: Sintaema (Avenida Tiradentes, 1323 – Ponte Pequena – SP)
    Horário: 14h00

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Dirigente da CTB afirma que refugiados na Europa são vítimas do imperialismo

    Nos últimos meses, notícias de refugiados mortos ao tentarem cruzar a fronteira de seus países têm chocado o mundo. Uma das cenas mais impactantes foi a do menino sírio de três anos de idade encontrado afogado em uma praia da Turquia.

    Leia também: “A mão do imperialismo continua viva e nós temos que combatê-la”, diz dirigente da CTB

    Esta é uma das piores crises migratórias na Europa desde 1945. Segundo dados da Organização Internacional para Migrações (OIM), desde janeiro mais de 430.000 migrantes e refugiados cruzaram o Mar Mediterrâneo em busca de melhores condições de vida, destes cerca de 2.750 morreram ou desapareceram durante a travessia.

    Estes migrantes refugiados saem de seus países de origem para escapar de guerras, perseguições e do terrorismo perpetrado por grupos radicais que são financiados pelas indústrias bélicas, como denuncia o secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes.

    “Estas guerras, como a que ocorre na Síria, são forjadas pelo imperialismo norte-americano que financia os grupos islâmicos radicais extremamente conservadores para disseminar o ódio e a divisão dentro daqueles países”, destaca o sindicalista.

    Para ele, estas correntes migratórias são consequência da necessidade de girar a economia norte-americana e sua indústria bélica. “Os Estados Unidos e seus aliados vivem das guerras e precisam destes conflitos de tempos em tempos para fazer girar sua economia”, expressa o dirigente.

    O secretário da CTB reafirma ainda a posição da central em defesa da humanidade. “Neste momento difícil do cenário internacional da crise capitalista que trata homens, mulheres e crianças de forma tão brutal, somos solidários aos refugiados que têm direito ao trabalho, lazer, moradia, enfim, a uma vida digna”, sublinha Nunes.

    Segundo ele, o ato mundial anti-imperialista que ocorrerá no dia 3 de outubro em São Paulo, data em que a Federação Sindical Mundial (FSM) completa seus 70 anos, será muito significativo para os movimentos sociais em todo o mundo.

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    “A CTB com sua visão de classe, principalmente, em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras convida e convoca todos aqueles que são contra o sistema capitalista e estas barbáries provocadas por ele”, conclama.

    O ato, que ocorrerá na Praça das Artes (Avenida São João, 281), região central da capital paulista, está sendo realizado pela CTB e tem o apoio das entidades: Intersindical, UST, UNE, Ubes, MST, MTST, UBM, Conan, Unegro, Barão de Itararé, UJS, Facesp e Cebrapaz.

    De acordo com os organizadores, o evento contará com apresentações culturais e a presença de lideranças políticas e sindicais de todo o mundo.  Participe do evento no facebook

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Dirigente da CTB saúda encontro de jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial

    A Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza seu quarto encontro nos dias 28, 29 e 30 (quinta, sexta e sábado) em Buenos Aires (Argentina).

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    Com o tema “O papel dos jovens trabalhadores no contexto da crise mundial”, jovens da região compartilharão suas experiências e buscarão ações conjuntas em defesa dos direitos. 

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, que também ocupa a secretaria geral adjunta da FSM e é coordenador da entidade internacional no Cone Sul enviou uma saudação ao encontro.

    Leia abaixo a íntegra:

    É com entusiasmo que saúdo mais esse vigoroso encontro da juventude da Federação Sindical Mundial. Uma agenda consolidada que já integra a consciência juvenil e classista de nossa região.

    Ele ocorre inserido numa contínua crise capitalista que impõe um severo retrocesso civilizacional. A juventude é vítima considerável desse processo. São limitadas as condições para a sua formação e baixas as oportunidades de trabalho.

    Segundo a OIT, essa crise já produziu 13,1% de jovens desempregados no mundo, 37,7% da juventude mundial, ou seja, 156milhões estão pobres ou extremamente pobres. Esse quadro potencializa uma crise de perspectivas que se abate sobre o mundo juvenil.

    Sob tais efeitos, a região latino-americana e caribenha, em particular o Cone Sul, sofre fortíssima ofensiva neocolonial. Sob a coordenação imperialista estadunidense e apoiadas em forças nacionais apátridas impõem um programa ultraliberal que desconfigura as nossas nações. Uma situação de desalento e subcondição social para os jovens e as mulheres.

    Solidarizo-me, em particular, com o povo e a juventude argentina, pois estão sendo duramente afetados pelo desgoverno Macri. Aos anfitriões e convidados dessa jornada recupero uma frase de um líder ilustre dessa terra, Ernesto Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos".

    Viva o 4º Encontro da Juventude da FSM Cone Sul

    Viva a juventude classista da FSM!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira,
    Vice-presidente da CTB, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial e Coordenador da FSM Cone Sul.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Documentário ajuda a entender os interesses dos EUA

    O documentário Why We Fight, do diretor Eugene Jarecki, mostra as causas que levaram os americanos à guerra contra o Iraque, indo além do 11 de setembro de 2001. Para isso, remonta a história desde a Segunda Guerra Mundial, contando com entrevistas com militares, executivos e políticos a fim de procurar fatores que explicariam a guerra, ao mesmo tempo que desmente a grande falácia de que os Estados Unidos estariam invadindo regiões como, por exemplo, o Oriente Médio, para levar liberdade e democracia.

     

    Por qué luchamos - Por que lutamos from olho.cósmico on Vimeo.

    Em vários momentos do documentário aparece o pronunciamento de despedida do ex-presidente Dwight D. Eisenhower (1953 - 1961), no qual ele alerta para o perigo que o complexo militar-industrial poderia trazer. Não é à toa já que, atualmente, este é um grande mercado em que diversas empresas privadas competem, as quais são aliadas aos políticos do Congresso, exercendo sua influência principalmente através do lobby. Enquanto a guerra for lucrativa para este setor, ela não irá acabar tão cedo.

    Além dos interesses do mercado produtor de armas, há também o alienamento dos militares. Notamos nas entrevistas que esses não sabiam, por exemplo, quais eram os alvos do primeiro ataque no Iraque, nem o porquê eles estavam bombardeando os prédios que eram os alvos. A manipulação da mídia para fazer a opinião pública (que mostrou sua importância após o fracasso do país na guerra contra o Vietnã) abraçar a guerra, nesse sentido, também opera um importante papel.

    Outro ponto que merece ser explorado é a questão do petróleo, sendo essa de relevância para a segurança energética dos Estados Unidos, pois hoje em dia o país não consegue suprir suas demandas e se tornou um dos maiores importadores deste produto. Os americanos invadem países do Oriente Médio que possuem grandes reservas de petróleo desde a metade do século passado, quando a então British Petroleum pediu ajuda no Irã. E devemos lembrar que o complexo militar-industrial consome muita energia e, por isso, tem interesse em assegurar o fornecimento de petróleo.

    O documentário e as questões que são mostradas nele ajudam a pensar os interesses dos Estados Unidos para além do Oriente Médio, como na Venezuela, e até mesmo no Brasil, já que são esses os países que mais produzem petróleo na América do Sul. O atual presidente americano, Donald Trump, possui fortes ligações com a indústria de armas do país que, através da Associação Nacional do Rifle, exerce lobby sobre seu governo.

    Ou seja, há muito mais interesses por trás das ameaças de invasão no território venezuelano, bem como no apoio incondicional que o futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, presta aos Estados Unidos do que somente a superficial defesa da liberdade e democracia contra a “ameaça” comunista.

    Fonte: FPA

  • Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    A partir desta quinta-feira (28), a capital da Argentina, Buenos Aires, sedia o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que se reúne jovens do campo e da cidade de diversas categorias de toda a América Latina e Caribe para debater os desafios do setor diante da crise capitalista.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    “Nesse momento de ofensiva do imperialismo em nossa região é essencial que a gente consiga construir a unidade da classe trabalhadora e da juventude latino-americana”, declarou a secretária da pasta, Luiza Bezerra, que participa da ação.

    Segundo a sindicalista, encontros como este “cumprem o papel de ajudar na formulação teórica e na construção de um plano de lutas conjunto que guie nossa atuação no próximo período”, expressou a dirigente eleita durante o último congresso da Central realizado em agosto.

    Além dos debates políticos o encontro, que ocorre até o sábado (30), terá atividades culturais. A delegação brasileira conta com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    “Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos e organizados para enfrentar os ataques ultraliberais e conservadores que temos sofrido, bem como encontrando alternativas para retomada do crescimento e melhoria de vida da nossa juventude”, frisou Luiza.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Faltou assunto pra Bolsonaro em Davos

  • Maduro: levaremos a Venezuela pelo caminho da prosperidade

    Nesta quinta (10), o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou durante seu juramento presidencial diante do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que levará o país pelo caminho da prosperidade social e econômica.

    Durante a posse, o mandatário jurou fazer cumprir os mandatos da carta magna de defender a independência e integridade da Pátria.

    "Juro em nome do povo da Venezuela, por nossos antepassados e o grande cacique Guicaipuro, pelo Primeiro Negro e os nossos povos afrodescendentes, pelo Libertador Simón Bolívar, pelos libertadores da América, pelo legado do comandante Hugo Chávez, pelos meninos do país, que não darei descanso a meu braço e repouso a minha alma, e que cumprirei e farei cumprir todos os mandatos da Constituição para tentar defender a independência e a integridade absoluta da Pátria", expressou.

    Para seu novo exercício presidencial, Maduro foi eleito com 67,84 por cento dos votos, nas eleições realizadas em 20 de maio de 2018.

    Fonte: Prensa Latina

  • Movimentos sociais solidários com a Venezuela contra ofensiva dos EUA

    A Venezuela está sob forte pressão dos EUA, que pretendem consumar um golpe contra o presidente Nicolás Maduro, legitimamente eleito, e impor ao país um novo regime político liderado pelo deputado Juan Guaidó. Na próxima sexta-feira (8), às 14 horas, lideranças dos movimentos realizarão uma manifestação de solidariedade ao país e ao presidente Maduro diante do Consulado da Venezuela em São Paulo, na rua general Fonseca Téles, 564, no Jardim Paulista.

    “Vamos defender o sagrado direito do povo venezuelano à autodeterminação e denunciar a intervenção imperialista dos EUA”, comentou Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB. Veja entrevista de Maduro no youtube sobre a conjuntura do país: https://www.youtube.com/watch?v=79yrsvJDVRA.

  • ONU e OEA rejeitam plano dos EUA contra Venezuela

    O governo de Donald Trump foi derrotado nas últimas reuniões da OEA (Organização dos Estados Americanos) e do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em que levaram a proposta de deslegitimar o governo de Nicolás Maduro, reeleito presidente da Venezuela, e respaldar o golpe de Estado pretendido pelo oposicionista Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino. “Por isso, eles não esperavam”, comemorou o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

    Na ONU, a maioria dos conselheiros considerou que os problemas internos do país devem ser tratados pelo próprio povo, respeitando-se o sagrado direito à autodeterminação das nações. China e Rússia, potências nucleares com poder de veto no Conselho de Segurança, manifestaram formalmente apoio a Maduro e à soberania da Venezuela. “A verdadeira ameaça à paz são os EUA e seu desejo de participar do golpe”, declarou o embaixador russo Vasili Nebenzia.

    O papa Francisco também se pronunciou sobre a crise no país sul-americano domingo (27) e defendeu uma “solução justa e pacífica” para os dilemas. “O que me assusta é o derramamento de sangue”, afirmou, o que foi interpretado como uma condenação velada à política belicosa dos EUA.

    Portal CTB

  • Sérgio Barroso: Classes trabalhadoras devem ser protagonistas na luta anti-imperialista

    A quarta revolução industrial é um dos temas em debate no Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho”. A atividade antecede o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) que ocorrerá em Salvador entre os dias 24 e 26 de agosto.

    Celso Amorim denuncia ofensiva do capital internacional em entrevista ao Portal CTB

    Sindicalistas de 29 países de quatro continentes participarão do encontro que também marca os dez anos da central. Mais de 1.200 delegados e delegadas, do campo e da cidade, de todo o Brasil e do mundo já confirmaram presença no evento.

    Entre os palestrantes convidados está o diretor de Estudos e Pesquisas da Fundação Maurício Grabois, Sérgio Barroso, que integrará a segunda mesa do seminário formada pelo presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), Michael Makwayiba, o diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen e o presidente da CGTP-In de Portugal, Augusto Praça.

    De acordo com Barroso, a quarta revolução industrial mudará as relações trabalhistas. “O desemprego e a precarização atingirão novas categorias de trabalhadores e se amplificarão”, alertou em entrevista ao PortalCTB.

    Para ele, os desafios para o movimento sindical são “inúmeros e complexos” diante dos retrocessos nos direitos sociais e trabalhistas como a recente aprovação da reforma trabalhista no país.

    Neste sentido, o diretor acredita que “a resistência via intensa mobilização e organização sindical de base, assim como a luta estratégica pela completa revogação [da reforma trabalhista] não podem ser subestimados”, declarou.

    Em relação à perspectiva do movimento sindical internacional diante das ameaças imperialistas contra os países e povos, Barroso expressou: “A luta política e de massas contra a agressão imperialista, em qualquer parte, necessita de grande amplitude, no sentido de detonar as energias que convergem para a defesa das nações. Essas batalhas extrapolam muito a esfera sindical, que deve colocar como fundamental a luta pelo protagonismo das classes trabalhadoras no enfrentamento anti-imperialista".

    O pesquisador destacou ainda a importância de se realizar um seminário internacional com tamanha representatividade e neste momento de crise do capitalismo mundial e avanço do conservadorismo. “Nas crises capitalistas prolongadas a reflexão, particularmente, é decisiva para o descortinar de novos caminhos de lutas”, sublinhou.
     
    A abertura do seminário será às 9h00 seguida pela exposição do embaixador Celso Amorim. (Confira aqui a programação completa da atividade)

    Érika Ceconi – PortalCTB

  • Sindicalistas uruguaios chegam a Curitiba em defesa da democracia

    O movimento sindical internacional tem se manifestado solidário ao povo brasileiro desde a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último sábado (7).

    Centrais lançam nota de apoio ao ex-presidente Lula e alertam para clima de perseguição política

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está recebendo diversas mensagens de entidades sindicais do mundo todo em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato às eleições deste ano.

    Uma destas demonstrações é a chegada de uma delegação de sindicalistas uruguaios da PIT-CNT e do Sunca (Sindicato Único Nacional da Construção e Anexos do Uruguai) para reforçar a mobilização que ocorre nas ruas próximas à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente se encontra.

    Os sindicalistas chegaram ontem à noite e foram recebidos pelo presidente da seção estadual da CTB em Curitiba, Mário Ferrari, e dirigentes sindicais do estado. Eles participarão das atividades e manifestações que ocorrem no local.

    Assista abaixo o discurso do presidente do Sunca, Daniel Diverio, que integra a delegação uruguaia composta pela diretora da PIT-CNT, Laura Alberti e pelo jornalista do semanário El Popular e também membro do sindicato Gabriel Mazzarovich. 

     


    11 de abril

    Para denunciar o processo que condenou Lula mesmo sem a apresentação de provas, o movimento sindical internacional se soma à campanha “Lula Livre” e realizará atos em frente à embaixada do Brasil em seus respectivos países nesta quarta-feira (11).

    No Brasil, a data também marcará o Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre com atos em todo o país.

    Érika Ceconi para o Portal CTB 

  • Venezuela: a guerra híbrida desencadeada pelos EUA pode desaguar na intervenção direta

    Obscurecida por uma cortina de fumaça midiática que nos quer convencer de que se trata de um dilema entre democracia (concebida como um valor universal) e ditadura, os conflitos políticos que sacodem a Venezuela e envolvem todo o seu entorno adquirem cada vez mais os contornos de um embate geopolítico que opõem notoriamente os Estados Unidos à China e à Rússia.

    O objetivo à margem da retórica é o controle das maiores reservas de petróleo do mundo e preservação da hegemonia mundial. A Europa, embora aparentemente em cima do muro e desfiando contradições e remorsos, tende a respaldar as aventuras da Casa Branca.

    O governo de Nicolás Maduro conta com o apoio da China (que investiu cerca de US$ 70 bilhões na Venezuela) e da Rússia, que defendem o consagrado direito internacional das nações à autodeterminação, que por definição exclui e condena a possibilidade de intervenção estrangeira em pelejas domésticas, princípio também proclamado pela Celac e pelos governos progressistas da América Latina e Caribe.

    Onda conservadora

    Mas a onda conservadora que invadiu o continente ao longo dos últimos anos, distribuindo golpes de Estado e fortalecendo políticos conservadores, alterou as percepções e a correlação de forças políticas, revertendo o processo de integração regional que desaguou na Celac e desenhou um novo arranjo geopolítico hostil ao hegemonismo de Washington, que parece ter recuperado o comando da situação.

    Não se pode dizer por quanto tempo o quadro atual prevalecerá, mesmo porque ele não está em sintonia com as transformações econômicas, objetivas e silenciosas, ocorridas nas últimas décadas, traduzidas na ascensão da China, que se transformou na maior economia do planeta, e na progressiva decadência do poderio econômico relativo dos EUA.

    A sensação de declínio, ampliada com Donald Trump e sua guerra comercial, deixou os imperialistas americanos ainda mais arrogantes e belicosos. A forma com que se conduzem diante da crise na Venezuela, apoiando abertamente um golpe de Estado, é emblemática. Os EUA deflagraram o que alguns críticos do imperialismo caracterizaram como guerra híbrida, uma espécie de guerra por procuração, terceirizada, promovida por lacaios.

    Porém, frente à resistência do governo Maduro, que conta com o precioso apoio das Forças Armadas, da Corte Suprema e da população mais pobre, o impasse se agravou e crescem os indícios de que a guerra híbrida tende a evoluir para uma intervenção militar direta.    

    Intervenção militar

    Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, o governo dos Estados Unidos está "preparando o cenário" para uma intervenção militar no país e a narrativa de "intervenção humanitária" (para defesa da democracia) não passa de uma "operação de encobrimento". A decisão de intervir militarmente já foi tomada, de acordo com informações da porta-voz ao RT, canal estatal russo de televisão.

    “Continuam chegando sinais de Washington sobre a possibilidade de usar a força para derrubar as autoridades legítimas através de uma intervenção militar direta”, disse a representante do governo da Rússia, aliado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

    A crise no país sul-americano se acentuou depois que o deputado oposicionista Juan Guaidó, com o apoio dos Estados Unidos, se autoproclamou presidente República. Ele foi reconhecido por uma série de países aliados aos EUA e pela União Europeia. Países como China, Turquia e Rússia, no entanto, seguem reconhecendo a legitimidade de Maduro.

    Para a porta-voz do governo da Rússia, a presença de militares norte-americanos na área de fronteira da Venezuela, que ocupam essas regiões sob a justificativa da “ajuda humanitária”, não passa de uma “operação de encobrimento” que tem, por objetivo, a intervenção militar direta.

    Operação de encobrimento

    “Nesta situação, você chega a uma conclusão óbvia: de que Washington já tomou a decisão de intervir militarmente na Venezuela. Todo o resto é operação de encobrimento”, disparou.

    As declarações de Zajárova vêm quatro dias após o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, admitir que tem a intervenção militar como uma “opção” para resolver a crise na Venezuela.

    “Gostaria de lembrar que tais declarações de autoridades norte-americanas são uma violação direta do artigo da Carta da ONU, que obriga todos os membros da organização a não ameaçarem ou fazerem o uso da força em suas relações internacionais”, disse a porta-voz.

    Cúmulo do cinismo

    Na mesma declaração desta quinta-feira (7), a porta-voz do governo russo chamou de “cúmulo do cinismo” a postura dos Estados Unidos ao criticar o governo de Nicolás Maduro ao mesmo tempo em que impõe sanções econômicas que agravam a crise no país.

    “Eles dizem que os venezuelanos vivem mal com este governo. Bem, não imponham sanções! Deixe o estado vivo para que se desenvolva e resolva seus próprios problemas, não os agrave”, pontuou. A hipocrisia já foi considerada por um atento observador como um patrimônio nacional dos EUA, embora seja um patrimônio exclusivo das suas classes dominantes. É, com efeito, uma arte na qual são inigualáveis.

    Umberto Martins, jornalista, editor do Portal CTB e autor do livro "O golpe do capital contra o trabalho". 

  • Venezuela: Trump ameaça com intervenção militar enquanto Guaidó procura consumar o golpe

    Está em curso uma contrarrevolução na Venezuela, sob a liderança dos EUA e com apoio das forças conservadoras nativas. O enredo já foi escrito e vem sendo encenado. O presidente Donald Trump esteve reunido na Casa Branca quarta-feira (13) com o presidente da Colômbia, Iván Duque, um político de extrema direita, ocasião em que acenou com o envio de 5 mil soldados para a fronteira daquele país com a Venezuela para assegurar a entrega de “suposta ajuda humanitária” aos venezuelanos. Duque, por seu turno, procurou justificar a intervenção, alegando que atende os anseios do povo venezuelano.

    Já o golpista Juan Guaidó, um deputado de extrema direita que contestou a posse de Nicolás Maduro e se autoproclamou presidente da Venezuela, formou uma espécie de governo paralelo e dá novos passos na tentativa de consumar o golpe. É o seu “governo” e não o de Maduro - legitimamente eleito e contando com o apoio da Corte Suprema, da Assembleia Constituinte e das Forças Armadas – que administraria a “ajuda humanitária” tramada por Washington, verdadeira capital da empreitada golpista.

    Governos capachos

    Governos reacionários e entreguistas do continente americano, como Duque na Colômbia e Bolsonaro no Brasil, aliaram-se a Trump e estão se comportando como autênticos capachos da Casa Branca. Reconheceram Gauidó, que indicou novos embaixadores e diplomatas para a representação nesses países com a missão de viabilizar a chegada da “ajuda externa”, que foi rechaçada pelo governo e as Forças Armadas.

    Os chavistas já perceberam que o presente dos EUA é uma versão contemporânea do famoso Cavalo de Troia ou, ainda, a tentativa de criar um caminho (um corredor) para a invasão militar. Com a cumplicidade da mídia burguesa em todo o continente, os imperialistas americanos encobrem suas reais intenções com o discurso cínico de que estão protegendo a democracia e promovendo uma ajuda humanitária ao povo.

    Governos capachos, como os de Bolsonaro no Brasil e Iván Duque na Colômbia se prestam ao indigno papel de servir os interesses da grande potência capitalista, enquanto o golpista Guaidó se comporta como um lacaio do imperialismo, encenando o papel que Washington lhe reservou sem maiores escrúpulos e cuidados com a soberania nacional do povo venezuelano, tão cara a Simon Bolivar, Hugo Chavez e os revolucionários bolivarianos.

    Geopolítica e petróleo

    Os interesses reais por trás da arrogância imperial da Casa Branca não têm nada a ver com democracia ou direitos humanos. O que está realmente em jogo é a apropriação das maiores reservas de petróleo do mundo e o domínio geopolítico da América Latina, ameaçado pela política externa soberana de Hugo Chávez e dos governos progressistas da América Latina, que estão sendo derrubado um a um.

    A “intervenção humanitária” foi também arguida pelos EUA para destruir a Líbia, o Iraque e a Síria, assim como a defesa da democracia contra a ameaça comunista serviu de pretexto para os golpes militares no Brasil (1964) e em toda a América Latina, também liderados por Washington.

    As forças progressistas no Brasil e em todo o mundo não podem cair no canto de sereia imperialista e devem considerar como prioridade número 1 neste momento a ativa solidariedade com o governo legítimo de Nicolás Maduro e a defesa do sagrado direito das nações à autodeterminação. Basta de intervenção e hipocrisia imperialista.

    Umberto Martins