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Sex, Abr

Argentina,

  • Argentinos convocam paralisação nacional nesta quinta-feira (14)

    Representantes das centrais, sindicatos, movimentos sociais em coletiva de imprensa na segunda (12/06) / foto: CTA

    Com o lema “A dignidade não se negocia”, os argentinos farão uma paralisação nacional nesta quinta-feira (14) contra o acordo firmado pelo governo Mauricio Macri com o FMI entre outras reivindicações.

    A jornada de luta é convocada pela Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA) dos Trabalhadores e Autônoma, sindicatos dos caminhoneiros, organizações e movimentos sociais e representantes de pequenas e médias empresas. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) emitiu uma nota em apoio à mobilização.

    Leia abaixo a íntegra:

    CTB apoia paralisação nacional na Argentina

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB) manifesta seu apoio à paralisação que ocorrerá na Argentina nesta quinta-feira (14) contra as políticas de austeridade do governo Mauricio Macri.

    A CTB expressa sua solidariedade com as reivindicações do povo argentino e o seu repudio ao acordo firmado por Macri com o FMI, que aprofundará as desigualdades no país.

    A CTB saúda a unidade do movimento sindical argentino na justa defesa dos direitos trabalhistas e sociais ameaçados e contra as políticas neoliberais alinhadas aos interesses dos EUA e de seus aliados.

    Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras e ao povo argentino!

    Nivaldo Santana,
    Secretário de Relações Internacionais da CTB

    Divanilton Pereira,
    Secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial (FSM) 

    Portal CTB 

  • Argentinos vão às ruas e adiam votação da reforma da previdência

    Milhares de argentinos e argentinas saíram às ruas, na última quinta-feira (14), para protestar contra a votação da reforma previdenciária na Câmara dos Deputados daquele país. Após as manifestações, a sessão foi adiada para a próxima segunda.

    Em entrevista ao Portal CTB, o coordenador da Federação Sindical Mundial (FSM) na Argentina e secretário-geral do Sindicato Argentino da Manufatura do Couro (SAMC), Erneto Trigo, avaliou como exitosa a manifestação convocada pelas centrais sindicais e com ampla adesão dos dos partidos de esquerda e movimentos sociais.

    “Essa lei reduz os salários dos aposentados para pagar as dívidas do Estado”, denunciou Trigo. Segundo ele, o papel das centrais sindicais foi fundamental para o sucesso da mobilização que foi duramente reprimida pela polícia nas ruas de Buenos Aires.

    Nesta sexta (15), o presidente argentino, Mauricio Macri, se reuniu com governadores para dialogar sobre a reforma e seu adiamento por causa do descontentamento popular. Segundo o sindicalista argentino, as centrais vão continuar a resistência.

    “As CTAs (Autônoma e dos Trabalhadores) e a Corrente Federal dos Trabalhadores, que é integrada por sindicatos da CGT, estão em alerta permanente. Acredito que, se colocarem a reforma em votação na segunda, o povo sairá às ruas novamente”, informou o sindicalista.

    Nessa batalha contra as reformas neoliberais naquele país foi constituída a Intersindical, uma versão argentina da Frente Brasil Popular, já que aglutina o movimento sindical classista, estudantil, partidos políticos entre outras organizações. Esta articulação decisiva para o êxito da manifestação.

    Érika Ceconi - Portal CTB

     

  • Bolsonaro avança contra Mercosul: "queremos proposta mais enxuta"

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (16) que a cooperação com a Argentina na questão da Venezuela é o exemplo mais claro de convergência de posições e identidades de valores entre os dois países.

    Em declaração no Palácio do Planalto por ocasião de visita do presidente da Argentina, Maurício Macri, Bolsonaro disse ainda que ambos concordaram a respeito da importância do aperfeiçoamento do Mercosul e de se propor uma nova agenda de trabalho para o bloco.

    “O Mercosul precisa valorizar sua tradição original de redução de barreiras”, disse ele ao lado de Macri, ao defender que o propósito é que o bloco seja enxuto e tenha relevância.

    Macri, em pronunciamento após a fala de Bolsonaro, disse que a parceria estratégica entre Brasil e Argentina se fortaleceu com a chegada ao poder do novo presidente brasileiro, e criticou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a quem chamou de “ditador”.

    Fonte: Brasil247

  • Contra golpismo, FSM Cone Sul realiza atividades no Paraguai, Argentina e Uruguai

    Com o objetivo de definir uma estratégia unitária de luta para derrotar a contraofensiva conservadora na América Latina, a Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza atividades sindicais no Paraguai, Argentina e Uruguai até o dia 2 de abril. 

    No Paraguai aconteceu uma plenária, na segunda-feira (21), que debateu a situação da classe trabalhadora no país e na região. O encontro contou com a presença do secretário de Relações Internacionais da CTB e coordenador da FSM Cone Sul, Divanilton Pereira. No fim da plenária, o capitulo paraguaio da FSM fez uma moção em solidariedade a Lula e Dilma, que foi aprovada por todos os presentes.

    Durante a atividade, a CTB prestou sua solidariedade aos presos políticos pelo massacre de Marina Kue, assentamento sem-terra localizado município de Curuguaty, que terminou com a morte de seis policiais e 11 camponeses e culminou no golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo, em 15 de junho de 2012.

    Pelo crime 11 camponeses, sendo que três são mulheres, foram presos sem provas, acusados pelas mortes dos policiais. Ninguém foi preso pela morte dos sem-terra. Desde então eles estão sendo julgados, hoje (22) ocorre mais uma etapa do julgamento que está sendo acompanhada pela central brasileira.

    Médicos forenses argentinos analisaram os cadáveres e comprovaram que os policiais foram mortos com armas “de grosso calibre”. De acordo com o deputado paraguaio do Parlasul, Ricardo Canese, “Os camponeses nunca contaram com este tipo de armas”. Para ele existe parcialidade manifestada pelos juízes e promotores no julgamento dos camponeses de Curuguaty e a intenção de condenar inocentes é clara.

    Divanilton segue para Buenos Aires, Argentina, nesta quarta (23), onde será realizada a 3ª reunião da FSM Cone Sul, além de debates e manifestações contra as políticas antissindicais executadas pelo presidente Mauricio Macri. As atividades ocorrem até domingo (27).

    Já na segunda (28) será a vez da capital uruguaia Montevideo sediar encontros com sindicatos filiados à FSM daquele país e preparar o 7º Encontro Sindical Nossa América (Esna) que ocorre nos dias 31 de março, 1 e 2 de abril.

    Érika Ceconi – Portal CTB

  • Dirigente da CTB saúda encontro de jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial

    A Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza seu quarto encontro nos dias 28, 29 e 30 (quinta, sexta e sábado) em Buenos Aires (Argentina).

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    Com o tema “O papel dos jovens trabalhadores no contexto da crise mundial”, jovens da região compartilharão suas experiências e buscarão ações conjuntas em defesa dos direitos. 

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, que também ocupa a secretaria geral adjunta da FSM e é coordenador da entidade internacional no Cone Sul enviou uma saudação ao encontro.

    Leia abaixo a íntegra:

    É com entusiasmo que saúdo mais esse vigoroso encontro da juventude da Federação Sindical Mundial. Uma agenda consolidada que já integra a consciência juvenil e classista de nossa região.

    Ele ocorre inserido numa contínua crise capitalista que impõe um severo retrocesso civilizacional. A juventude é vítima considerável desse processo. São limitadas as condições para a sua formação e baixas as oportunidades de trabalho.

    Segundo a OIT, essa crise já produziu 13,1% de jovens desempregados no mundo, 37,7% da juventude mundial, ou seja, 156milhões estão pobres ou extremamente pobres. Esse quadro potencializa uma crise de perspectivas que se abate sobre o mundo juvenil.

    Sob tais efeitos, a região latino-americana e caribenha, em particular o Cone Sul, sofre fortíssima ofensiva neocolonial. Sob a coordenação imperialista estadunidense e apoiadas em forças nacionais apátridas impõem um programa ultraliberal que desconfigura as nossas nações. Uma situação de desalento e subcondição social para os jovens e as mulheres.

    Solidarizo-me, em particular, com o povo e a juventude argentina, pois estão sendo duramente afetados pelo desgoverno Macri. Aos anfitriões e convidados dessa jornada recupero uma frase de um líder ilustre dessa terra, Ernesto Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos".

    Viva o 4º Encontro da Juventude da FSM Cone Sul

    Viva a juventude classista da FSM!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira,
    Vice-presidente da CTB, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial e Coordenador da FSM Cone Sul.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    A partir desta quinta-feira (28), a capital da Argentina, Buenos Aires, sedia o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que se reúne jovens do campo e da cidade de diversas categorias de toda a América Latina e Caribe para debater os desafios do setor diante da crise capitalista.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    “Nesse momento de ofensiva do imperialismo em nossa região é essencial que a gente consiga construir a unidade da classe trabalhadora e da juventude latino-americana”, declarou a secretária da pasta, Luiza Bezerra, que participa da ação.

    Segundo a sindicalista, encontros como este “cumprem o papel de ajudar na formulação teórica e na construção de um plano de lutas conjunto que guie nossa atuação no próximo período”, expressou a dirigente eleita durante o último congresso da Central realizado em agosto.

    Além dos debates políticos o encontro, que ocorre até o sábado (30), terá atividades culturais. A delegação brasileira conta com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    “Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos e organizados para enfrentar os ataques ultraliberais e conservadores que temos sofrido, bem como encontrando alternativas para retomada do crescimento e melhoria de vida da nossa juventude”, frisou Luiza.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Hebe de Bonafini, 90 anos, líder das Mães da Praça de Maio, é presa na Argentina

    A Justiça federal da Argentina determinou, nesta quinta-feira (04/08), a prisão de Hebe de Bonafini, presidente da Associação das Mães da Praça de Maio, acusada de desviar dinheiro público por meio de projetos sociais.

    A ordem foi emitida pelo juiz federal Marcelo de Martínez de Giorgi após Bonafini ter se recusado a comparecer a duas audiências para tratar do caso de desvio de fundos por meio do projeto social de construção de moradias populares, Sueños Compartidos. O juiz quer que a ativista passe a noite presa e deponha na manhã de amanhã.

    Diante do pedido de prisão, foi formado um cordão humano ao redor de Bonafini — que estava na Praça de Maio para a tradicional marcha da quinta-feira — para impedir que ela fosse detida.

    Bonafini nega as acusações. Ela havia enviado hoje uma carta ao juiz, por meio de seus advogados, em que afirmava estar sendo perseguida pela Justiça. A ativista disse ainda que as Mães da Praça de Maio, que participam do projeto Sueños Compartidos, forneceram elementos para auxiliar as investigações do caso.

    “Se querem me prender, que me prendam, minha vida já não vale mais nada, tenho 90 anos. Eu não tenho medo das consequências, nunca meço as consequências. Para mim, o mais importante é a vida e a honra dos meus filhos e dos 30 mil [desaparecidos durante a ditadura argentina]”, disse Bonafini à imprensa.

    “Quem é Martínez de Giorgi? É um comprado pelo Clarín [jornal argentino]. Que tome a decisão que queira. Eu o estou esperando”, afirmou a ativista de direitos humanos.

    Do Opera Mundi

  • Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    Nesta quinta, sexta e sábado (28, 29 e 30) jovens da América Latina e Caribe se reunirão na capital argentina para debater os desafios do setor no contexto da crise econômica mundial.

    Inscrições abertas para o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da FSM Cone Sul; participe

    Este é o tema do 4º Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul. A delegação brasileira na atividade conta com a presença de mais de 50 pessoas, além da secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra e da adjunta, Marilene Pereira.

    encuentro juventude cono sur
    Representantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais trocarão experiencias com jovens trabalhadores da região e elaborarão ações conjuntas do movimento sindical para resistir às políticas neoliberais que acabam com direitos sociais e trabalhistas.

    Luiza Bezerra acredita que o espaço será importante para fortalecer as lutas da juventude trabalhadora na região.

    Confira abaixo a programação completa do evento:

    Quinta-feira (28)

    14:00 Recepção das delegações. Credenciamento.

    18:00 Abertura

    19:00 Conferência. "Crise Mundial - O Imperialismo e a Oportunidade histórica do Proletariado"

    20:30 Atividade Cultural

    21:00 Jantar

    Sexta-feira (29)

    07:00 Café da manhã

    08:00 Grupos de debate

    10:00 Intervalo

    10:15 Continuação dos debates

    11:30 Painel - "A Juventude Trabalhadora como sujeito de ajuste do sistema capitalista"

    13: 00 Almoço

    14:00 Painel - ”Modelos de organização sindical"

    15.30 Grupos de debate

    18:00 Encerramento dos debates e elaboração da síntese

    19:30 Conversa com o Embaixador do Estado Palestino na Argentina.

    21:00 Jantar

    22:00 Atividade Cultural

    Sábado (30)

    08:00 Café da manhã

    10:00 Plenária. Documento final

    12:30 Encerramento do Encuentro de la Juventud Trabajadora del Cono Sur.

    15:00 Recorrido guiado ao EX ESMA - Espaço da memória.

    Portal CTB 

  • Movimentos sociais da América Latina se mobilizam contra golpe no Brasil

    Organizações sociais, grupos e comitês de solidariedade ao povo brasileiro se manifestarão nesta sexta-feira (15) em frente às embaixadas do Brasil em diferentes cidades do mundo para expressar seu apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

    A atividade internacional foi convocada pela Articulação Continental dos Movimentos Sociais da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) para levantar a voz do povo contra o golpe de Estado que a direita pretende executar contra o governo eleito.

    Estas manifestações, em diferentes partes do mundo, coincidem com uma grande jornada de protestos em todo o Brasil para respaldar e defender a democracia do país, assim como as conquistas sociais alcançadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuado na gestão da presidenta Dilma.

    Os ativistas alertaram ainda que a tentativa de levar a um julgamento político a mandatária brasileira é um plano orquestrado pela direita para atentar contra a ordem democrática e constitucional do Brasil.

    Argentina 

    Entre os movimentos sociais que protestam nesta sexta está a central sindical argentina CTA-autônoma, que realiza um ato em solidariedade e apoio ao povo brasileiro e à democracia. O evento ocorre às 14horas (horário local) na Embaixada do Brasil naquele país. Além da mobilização, os argentinos apresentarão aos diplomatas um declaração contra o golpe. 

    Em declaração para a imprensa local, o secretário de Relações Internacionais da CTA-Autônoma, Adolfo Aguirre, frisou: “Estamos em permanente contato com os companheiros do Brasil, para manter-nos informados e alertas diante desta investida. A solidariedade de toda a região é fundamental para rechaçar o golpe no Brasil e frear a arremetida contra a democracia. Por isso fazemos ecoar o lema “Não vai ter golpe, vai ter luta” e sairemos às ruas nesta sexta para lutar junto aos nossos companheiros brasileiros”, expressou o sindicalista. 

    Com informações TeleSur 

  • New York Times detecta machismo nos ataques às mandatárias de países latino-americanos

    O principal jornal dos Estados Unidos, The New York Times(NYT) publicou recentemente uma reportagem “South America’s Powerful Women Are Embattled. Is Gender a Factor?” (“Mulheres no poder são alvo de machismo latente na política da América Latina?”).

    “Gênero, dizem os analistas, não é a causa dos atuais problemas das líderes. Mas, acrescentam eles, o declínio coletivo das três mulheres aponta para uma persistência de atitudes machistas na região, especialmente dentro do establishment político”, afirma o NYT.

    Esse declínio, segundo o jornalista argentino Sergio Berensztein, mostra que há “forças poderosas que resistem a estas mudanças”. Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que “o capitalismo reforça o patriarcado para manter o poder dos ricos contra os pobres”.

    Para a sindicalista, “a pressão contra as mulheres no poder é muito mais intensa em relação aos homens. Isso ocorre porque a luta por igualdade de gênero, assusta a elite. Então atacam as mulheres como se fossem responsáveis pelos erros dos homens”.

    “É como se as líderes mulheres estivessem recebendo toda a repercussão pela corrupção dos homens”, diz Farida Jalalzai, professora de política de gênero na Universidade Estadual de Oklahoma para o NYT. “Seria surpreendente se não houvesse a dinâmica do gênero por trás disso”, reforça.

    O jornal norte-americano destaca ainda que vários políticos têm sido acusados de corrupção. Mas tem sobrado para as mulheres. Nesse contexto, “as mídias locais têm contribuído muito para perpetuar os ataques às mulheres mandatárias de seus países”, lembra Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    A presidenta do Chile, Michelle Bachelet também é citada na reportagem porque enfrenta problemas similares às suas vizinhas. Tem sido sistematicamente acusada de atos ilícitos que, lá como aqui, são feitos sem provas.

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    Em relação ao Brasil, o jornal diz que “a indignação pública sobre um escândalo de propinas na companhia nacional de petróleo se aglutinou em torno de Dilma e ajudou a impulsionar o processo de impeachment, mesmo que ela não esteja diretamente nomeada na investigação”.

    Aqui, fala Ivânia, “os ataques misóginos à presidenta Dilma têm sido a tônica da mídia, como fez a revista IstoÉ, com várias acusações sem nenhuma comprovação, tentando dizer que as mulheres não são preparadas emocionalmente para governar”.

    Manifestação de mulheres contra a cultura do estupro na avenida Paulista em São Paulo:

     

    “Mesmo que o sistema de cotas venha impulsionando as carreiras de mulheres políticas na região, há uma sensação de que as atitudes tradicionais nunca realmente ficaram para trás”, diz o NYT. “A mais recente safra de esposas presidenciais, dizem os observadores, são modelos de feminilidade”.

    A reportagem cita o governo golpista de Michel Temer, “que nomeou um gabinete desprovido de mulheres” e “é casado com uma ex-participante de concurso de beleza”. Marcela Temer foi personagem da reportagem “bela, recatada e do lar”, da revista Veja, que provocou fúria das feministas, tão deslavado machismo”, diz Gicélia.

    Na Argentina não é muito diferente, diz o jornal. Juliana Awada, esposa do presidente Mauricio Macri, é uma designer de moda e faz o jogo “bela, recatada e do lar”, quase tanto quanto a esposa do Temer.

    Berensztein cita alguns exemplos de “atitudes machistas residuais”. Tanto que “Isabel Macedo, a nova noiva de Juan Manuel Urtubey, um proeminente governador argentino com ambições presidenciais, foi uma atriz de telenovelas, como tem Angélica Rivera, a primeira-dama do México”, observa a reportagem.

    Mas, nem tudo está perdido. O NYT ressalta o movimento de mulheres que tomou as ruas, principalmente no Brasil, mas também na Argentina com o movimento “Ni Una Menos”, também contra os sucessivos estupros ocorridos no país.

    No Brasil, as mulheres tomam as ruas para combater tenazmente a cultura do estupro, que levou o ator pornô, Alexandre Frota, ao Ministério da Educação para propor cerceamento do debate de gênero nas escolas e censura aos educadores.

    ChX212dU4AAZy01“Estaremos nas ruas e nas escolas, todas por nós e sempre unidas vamos transformar o mundo. O machismo mata, mas o feminismo nos redime e constrói o mundo novo”, afirma Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    O debate de gênero nas escolas é essencial para a “construção de uma sociedade mais humana”, realça Camila. “Uma civilização só avança com conhecimento e conhecimento pressupõe democracia e liberdade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com agências

  • Países do Mercosul decidem que Venezuela não assumirá presidência do bloco

    Com o pretexto de que a Venezuela não adotou as regras estabelecidas pelo Mercosul (Mercado Comum do Sul), os chanceleres dos países fundadores do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) decidiram que sua presidência não será exercida pelo país bolivariano conforme cronograma, mas por meio de uma coordenação conjunta.

    Em nota divulgada pelo Itamaraty, na última terça-feira (13), os quatro países também ameaçaram suspender o país do bloco. “Em 1º de dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL”, diz a declaração assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

    Em julho deste ano, o Uruguai encerrou a presidência rotativa do Mercosul que, segundo a ordem alfabética, regra definida pelo bloco, deveria ter sido passada para a Venezuela, porém a Argentina, Brasil e Paraguai se opuseram à transferência.

    Atitude rechaçada por diversas organizações, entre elas a CTB e a Federação Sindical Mundial para o Cone Sul, que emitiram comunicados denunciando a iniciativa contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

    Para o acordo, os três países votaram a favor de uma presidência colegiada, já o Uruguai se absteve. Em seu twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, repudiou a decisão. “A Venezuela, em exercício pleno da presidência pró-tempore do Mercosul e em resguardo de seus tratados rechaça a declaração da Tríplice Aliança [Brasil, Argentina e Paraguai]”, segundo ela, esta declaração vulnera a legalidade da organização.

     



    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, esta é mais uma ofensiva das forças conservadoras e do imperialismo estadunidense contra os governos progressistas. “Depois do Brasil, o principal alvo da direita latino-americana é a Venezuela”, alerta o sindicalista.

    Sobre a alegação de que o país teria descumprido compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, Delcy declarou: "Em breve, vamos expor a verdade  sobre o acervo normativo da Venezuela e do resto dos países-membros, assim como as ações para proteger o Mercosul". Segundo ela, seu país não permitirá violações aos tratados do bloco. Ela denunciou ainda que esta tentativa de destruir Mercosul é um reflexo da "intolerância política e desespero dos burocratas". 

     

    Érika Ceconi - Portal CTB