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Qui, Jun

Argentina,

  • Representantes das centrais, sindicatos, movimentos sociais em coletiva de imprensa na segunda (12/06) / foto: CTA

    Com o lema “A dignidade não se negocia”, os argentinos farão uma paralisação nacional nesta quinta-feira (14) contra o acordo firmado pelo governo Mauricio Macri com o FMI entre outras reivindicações.

    A jornada de luta é convocada pela Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA) dos Trabalhadores e Autônoma, sindicatos dos caminhoneiros, organizações e movimentos sociais e representantes de pequenas e médias empresas. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) emitiu uma nota em apoio à mobilização.

    Leia abaixo a íntegra:

    CTB apoia paralisação nacional na Argentina

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB) manifesta seu apoio à paralisação que ocorrerá na Argentina nesta quinta-feira (14) contra as políticas de austeridade do governo Mauricio Macri.

    A CTB expressa sua solidariedade com as reivindicações do povo argentino e o seu repudio ao acordo firmado por Macri com o FMI, que aprofundará as desigualdades no país.

    A CTB saúda a unidade do movimento sindical argentino na justa defesa dos direitos trabalhistas e sociais ameaçados e contra as políticas neoliberais alinhadas aos interesses dos EUA e de seus aliados.

    Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras e ao povo argentino!

    Nivaldo Santana,
    Secretário de Relações Internacionais da CTB

    Divanilton Pereira,
    Secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial (FSM) 

    Portal CTB 

  • Por Altamiro Borges

    “Seu ódio não é bem-vindo aqui”. Com essa palavra-de-ordem estampada em faixas e cartazes, milhares de argentinos foram às ruas de Buenos Aires nesta quinta-feira (6) para protestar contra a visita do fascistoide Jair Bolsonaro ao país. Os atos foram organizados por diversas organizações políticas e de direitos humanos e por movimentos sociais e culturais – entre eles, Mães da Praça de Maio Linha Fundadora, Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, coletivo Nenhuma a Menos e Central dos Trabalhadores da Argentina. 

    Logo no início da tarde, houve uma marcha no centro da cidade até a Casa Rosada, sede oficial do governo. No local, tradicional palco de protestos na capital, ocorreu o festival “Argentina Rechaça Bolsonaro”, com a apresentação de vários artistas. Em manifesto, as entidades enfatizaram que “a violência que [Bolsonaro] emite, negando os crimes contra a humanidade das ditaduras, coloca em perigo a continuidade democrática de um dos países com maior peso na nossa América Latina”. O texto ainda ironiza o odiado Maurício Macri, “um dos poucos presidentes no mundo que fariam uma foto” com o fascista brasileiro. 

    Como relembra o jornal Brasil de Fato, “as reações contrárias à viagem de Bolsonaro começaram desde que ela foi anunciada, ao final de maio. Desde então, passaram a circular nas redes sociais argentinas cartazes com dizeres como ‘seu ódio não é bem-vindo aqui’ e ‘Argentina rechaça Bolsonaro’. No dia 22 de maio, após o anúncio da visita presidencial, a Anistia Internacional enviou carta a Macri em que expressa ‘preocupações em matéria de direitos humanos’. O documento afirma ainda que a ‘retórica hostil’ de Bolsonaro ‘estimula a proliferação de discursos de ódio, polarização e poderiam legitimar violações aos direitos humanos’”. 

    Nova York, Paris e o vexame mundial 

    A manifestação desta quinta-feira sinaliza que Jair Bolsonaro virou um pária internacional – o que prejudica a imagem e os próprios negócios do Brasil no exterior. Famoso por sua postura racista, machista e homofóbica, o fascistoide já é motivo de protestos em vários países. Em maio, o presidente brasileiro que bate continência à bandeira dos EUA cancelou presença no “jantar de gala” em sua homenagem em Nova York (EUA). Após muita hesitação, o convescote foi transferido para Dallas, mas também foi esvaziado e virou novo vexame. 

    Já nesta terça-feira (4), o presidente Emmanuel Macron desistiu de participar do VI Fórum Econômico Brasil-França, em Paris, que teve a presença do general Santos Cruz como o representante do governo brasileiro. O gesto foi encarado por setores da mídia como uma humilhação. Em frente ao local do evento, manifestantes gritaram slogans contra Jair Bolsonaro, a prisão política de Lula e o assassinato de Marielle Franco. Mais de 20 organizações não governamentais francesas exigiram o rompimento de negócios com o governo “fascista” do Brasil. Uma petição contrário ao Fórum Econômico obteve mais de seis mil assinaturas.

  • Milhares de argentinos e argentinas saíram às ruas, na última quinta-feira (14), para protestar contra a votação da reforma previdenciária na Câmara dos Deputados daquele país. Após as manifestações, a sessão foi adiada para a próxima segunda.

    Em entrevista ao Portal CTB, o coordenador da Federação Sindical Mundial (FSM) na Argentina e secretário-geral do Sindicato Argentino da Manufatura do Couro (SAMC), Erneto Trigo, avaliou como exitosa a manifestação convocada pelas centrais sindicais e com ampla adesão dos dos partidos de esquerda e movimentos sociais.

    “Essa lei reduz os salários dos aposentados para pagar as dívidas do Estado”, denunciou Trigo. Segundo ele, o papel das centrais sindicais foi fundamental para o sucesso da mobilização que foi duramente reprimida pela polícia nas ruas de Buenos Aires.

    Nesta sexta (15), o presidente argentino, Mauricio Macri, se reuniu com governadores para dialogar sobre a reforma e seu adiamento por causa do descontentamento popular. Segundo o sindicalista argentino, as centrais vão continuar a resistência.

    “As CTAs (Autônoma e dos Trabalhadores) e a Corrente Federal dos Trabalhadores, que é integrada por sindicatos da CGT, estão em alerta permanente. Acredito que, se colocarem a reforma em votação na segunda, o povo sairá às ruas novamente”, informou o sindicalista.

    Nessa batalha contra as reformas neoliberais naquele país foi constituída a Intersindical, uma versão argentina da Frente Brasil Popular, já que aglutina o movimento sindical classista, estudantil, partidos políticos entre outras organizações. Esta articulação decisiva para o êxito da manifestação.

    Érika Ceconi - Portal CTB

     

  • O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (16) que a cooperação com a Argentina na questão da Venezuela é o exemplo mais claro de convergência de posições e identidades de valores entre os dois países.

    Em declaração no Palácio do Planalto por ocasião de visita do presidente da Argentina, Maurício Macri, Bolsonaro disse ainda que ambos concordaram a respeito da importância do aperfeiçoamento do Mercosul e de se propor uma nova agenda de trabalho para o bloco.

    “O Mercosul precisa valorizar sua tradição original de redução de barreiras”, disse ele ao lado de Macri, ao defender que o propósito é que o bloco seja enxuto e tenha relevância.

    Macri, em pronunciamento após a fala de Bolsonaro, disse que a parceria estratégica entre Brasil e Argentina se fortaleceu com a chegada ao poder do novo presidente brasileiro, e criticou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a quem chamou de “ditador”.

    Fonte: Brasil247

  • Com o objetivo de definir uma estratégia unitária de luta para derrotar a contraofensiva conservadora na América Latina, a Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza atividades sindicais no Paraguai, Argentina e Uruguai até o dia 2 de abril. 

    No Paraguai aconteceu uma plenária, na segunda-feira (21), que debateu a situação da classe trabalhadora no país e na região. O encontro contou com a presença do secretário de Relações Internacionais da CTB e coordenador da FSM Cone Sul, Divanilton Pereira. No fim da plenária, o capitulo paraguaio da FSM fez uma moção em solidariedade a Lula e Dilma, que foi aprovada por todos os presentes.

    Durante a atividade, a CTB prestou sua solidariedade aos presos políticos pelo massacre de Marina Kue, assentamento sem-terra localizado município de Curuguaty, que terminou com a morte de seis policiais e 11 camponeses e culminou no golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo, em 15 de junho de 2012.

    Pelo crime 11 camponeses, sendo que três são mulheres, foram presos sem provas, acusados pelas mortes dos policiais. Ninguém foi preso pela morte dos sem-terra. Desde então eles estão sendo julgados, hoje (22) ocorre mais uma etapa do julgamento que está sendo acompanhada pela central brasileira.

    Médicos forenses argentinos analisaram os cadáveres e comprovaram que os policiais foram mortos com armas “de grosso calibre”. De acordo com o deputado paraguaio do Parlasul, Ricardo Canese, “Os camponeses nunca contaram com este tipo de armas”. Para ele existe parcialidade manifestada pelos juízes e promotores no julgamento dos camponeses de Curuguaty e a intenção de condenar inocentes é clara.

    Divanilton segue para Buenos Aires, Argentina, nesta quarta (23), onde será realizada a 3ª reunião da FSM Cone Sul, além de debates e manifestações contra as políticas antissindicais executadas pelo presidente Mauricio Macri. As atividades ocorrem até domingo (27).

    Já na segunda (28) será a vez da capital uruguaia Montevideo sediar encontros com sindicatos filiados à FSM daquele país e preparar o 7º Encontro Sindical Nossa América (Esna) que ocorre nos dias 31 de março, 1 e 2 de abril.

    Érika Ceconi – Portal CTB

  • Por Altamiro Borges*

    Na semana passada, a Argentina viveu momentos de alta tensão. O dólar bateu novo recorde, a inflação deu sinais de total descontrole, o chamado “risco-país” disparou e as projeções para o crescimento da economia foram ainda mais frustrantes – com alta do desemprego, das falências e da miséria. Diante do caos, cresceu a boataria de que o presidente Mauricio Macri – o direitista paparicado pelo tucano-fake João Doria e pelos fascistinhas mirins do MBL – até poderia cair antes do final do seu mandato.

    A situação é tão dramática que o Financial Times, a bíblia dos neoliberais, postou nesta sexta-feira (26) que a “Argentina está à beira” do colapso, “consolidando-se como o segundo maior risco do mundo, atrás da Venezuela”. O jornal destaca a “inquietação” dos abutres financeiros diante do governo Mauricio Macri, que “luta para lidar com inflação recorde, desaceleração do crescimento e enfraquecimento da moeda” e registra que o acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) só serviu para agravar a miséria social.

    Diante desse quadro, o próprio “deus-mercado” já teria rifado o serviçal argentino, que agora dá tiros para todos os lados e está totalmente fragilizado. No desespero, Mauricio Macri anunciou na semana retrasada um pacote de congelamento de preços de mais de 60 produtos, incluindo as tarifas de transportes, luz e gás – uma heresia para um presidente que se elegeu com o falso discurso ultraliberal. Seu objetivo foi o de tentar conter a disparada da inflação, que fechou em março a 4,7% e atingiu 54,7% nos últimos doze meses.

    O congelamento de preços apavorou a cloaca burguesa e sua mídia venal – incluindo as filiais rastaqueras do Brasil. O bombardeio só não é mais intenso porque haverá eleições na Argentina em outubro próximo. O que a ultradireita argentina, latino-americana e ianque mais teme é o retorno ao poder da ex-presidenta Cristina Kirchner. Na mais recente pesquisa, a peronista já aparece com 9 pontos de vantagem em um segundo turno contra Mauricio Macri, que pode até ser descartado pelas forças neoliberais e nem concorrer ao pleito.

    A inquietação do 'Council of the Americas'

    O caos econômico, o acelerado desgaste do atual presidente e a “saudade” da peronista já acenderam o sinal de alerta no império. Em artigo intitulado “E se Cristina voltar?”, postado neste sábado (27), Roberto Simon, diretor sênior de política do “Council of the Americas” – um antro que reúne representantes do governo dos EUA e os donos das maiores corporações ianques –, chamou a atenção da cloaca burguesa brasileira, que tem muitos interesses econômicos no país vizinho.

    Sem citar o criminoso processo de judicialização da política, que tenta barrar a candidatura de Cristina Kirchner – a exemplo do que o Partido da Lava-Jato fez no Brasil contra Lula –, o autor não esconde sua maior torcida. “Nem sequer sabemos se a ex-presidente disputará” a eleição. Mesmo assim, ele teme pelo pior. “Tem chão ainda e o caminho é incerto. Mas, nas últimas semanas, o cenário Cristina 2019 ganhou força inesperada. Pesquisas recentes a colocam à frente de Mauricio Macri tanto no primeiro quanto no segundo turno”.

    Roberto Simon observa que a queda de prestígio do presidente pode não ter mais reversão. “Sua aprovação, que já esteve na casa dos 70%, foi parar nos 30%. E 65% dos argentinos dizem que as políticas macristas os deixaram mais pobres. ‘Na disputa entre os menos piores, claramente ganhamos’, diz Juan Durán Barba, o estrategista de campanha de Macri. Talvez. Mas fantasmas do cenário Cristina já estão à solta no noticiário. O mais visível deles é a expectativa de um default: esta semana, o risco país atingiu patamares de 2014”.

    “Ao Brasil, a ressurreição kirchnerista imporia um choque em dois temas chave. O primeiro é o futuro do Mercosul e da política comercial brasileira... O segundo é Venezuela. Ferrenhamente chavista, o kirchnerismo afrouxaria o cerco regional ao regime de Nicolás Maduro. Das três maiores economias latino-americanas, duas – Argentina e México – recusariam a ideia de que Juan Guaidó é o legítimo presidente em Caracas”.

    A 'Bolsonara' da Argentina

    Ao final, o diretor do “Council of the Americas” sugere que o fascista nativo fique longe da eleição no país vizinho: “Bolsonaro já disse que a vitória da oposição argentina criará ‘uma nova Venezuela’. Macristas se incomodaram. O presidente fará duas viagens à Argentina nos próximos três meses – na primeira, em junho, será recebido na Casa Rosada. Sua imagem é muito negativa entre argentinos. Se virar tema de campanha, sobrará mais um pepino a Macri”.

    A ultradireita argentina, que tem saudades das torturas e assassinatos da ditadura militar, parece concordar com essa avaliação. Segundo reportagem de Patrícia Campos Mello, publicada na Folha, “o sonho de Cynthia Hotton é ser a ‘Bolsonara argentina’, mas ela acha que a Argentina ainda não está pronta para uma revolução bolsonarista. Por isso, Hotton vai começar lançando uma frente de candidatos em defesa da família e dos valores cristãos para as eleições deste ano no país... Estamos construindo uma base forte cristã para, em poucos anos, termos o nosso Bolsonaro – quem sabe Bolsonara?’”.

    *Jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

  • A Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza seu quarto encontro nos dias 28, 29 e 30 (quinta, sexta e sábado) em Buenos Aires (Argentina).

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    Com o tema “O papel dos jovens trabalhadores no contexto da crise mundial”, jovens da região compartilharão suas experiências e buscarão ações conjuntas em defesa dos direitos. 

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, que também ocupa a secretaria geral adjunta da FSM e é coordenador da entidade internacional no Cone Sul enviou uma saudação ao encontro.

    Leia abaixo a íntegra:

    É com entusiasmo que saúdo mais esse vigoroso encontro da juventude da Federação Sindical Mundial. Uma agenda consolidada que já integra a consciência juvenil e classista de nossa região.

    Ele ocorre inserido numa contínua crise capitalista que impõe um severo retrocesso civilizacional. A juventude é vítima considerável desse processo. São limitadas as condições para a sua formação e baixas as oportunidades de trabalho.

    Segundo a OIT, essa crise já produziu 13,1% de jovens desempregados no mundo, 37,7% da juventude mundial, ou seja, 156milhões estão pobres ou extremamente pobres. Esse quadro potencializa uma crise de perspectivas que se abate sobre o mundo juvenil.

    Sob tais efeitos, a região latino-americana e caribenha, em particular o Cone Sul, sofre fortíssima ofensiva neocolonial. Sob a coordenação imperialista estadunidense e apoiadas em forças nacionais apátridas impõem um programa ultraliberal que desconfigura as nossas nações. Uma situação de desalento e subcondição social para os jovens e as mulheres.

    Solidarizo-me, em particular, com o povo e a juventude argentina, pois estão sendo duramente afetados pelo desgoverno Macri. Aos anfitriões e convidados dessa jornada recupero uma frase de um líder ilustre dessa terra, Ernesto Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos".

    Viva o 4º Encontro da Juventude da FSM Cone Sul

    Viva a juventude classista da FSM!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira,
    Vice-presidente da CTB, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial e Coordenador da FSM Cone Sul.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • A partir desta quinta-feira (28), a capital da Argentina, Buenos Aires, sedia o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que se reúne jovens do campo e da cidade de diversas categorias de toda a América Latina e Caribe para debater os desafios do setor diante da crise capitalista.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    “Nesse momento de ofensiva do imperialismo em nossa região é essencial que a gente consiga construir a unidade da classe trabalhadora e da juventude latino-americana”, declarou a secretária da pasta, Luiza Bezerra, que participa da ação.

    Segundo a sindicalista, encontros como este “cumprem o papel de ajudar na formulação teórica e na construção de um plano de lutas conjunto que guie nossa atuação no próximo período”, expressou a dirigente eleita durante o último congresso da Central realizado em agosto.

    Além dos debates políticos o encontro, que ocorre até o sábado (30), terá atividades culturais. A delegação brasileira conta com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    “Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos e organizados para enfrentar os ataques ultraliberais e conservadores que temos sofrido, bem como encontrando alternativas para retomada do crescimento e melhoria de vida da nossa juventude”, frisou Luiza.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Os serviços de transporte público estão parados, não há aulas e nem coleta de lixo. Os voos internos estão cancelados, e a atividade nos portos está parada. Um conjunto de temas é a motivação do protesto: a inflação alta (a previsão é que os preços subam 43,7% no país neste ano), a corrosão dos salários, o acordo que o governo fez com o FMI e outros temas econômicos. Os trabalhadores pedem medidas que proíbam a demissão de trabalhadores e novas regras para negociação de reajustes salariais.

    A greve tem ampla  adesão, principalmente nos setores de transporte público e bancos. Além das entidades sindicais, organizações sociais e partidos de esquerda participam das mobilizações. O resultado é uma paisagem urbana desértica. Não há ônibus circulando, nem o metrô ou trens funcionam. Todos os voos foram cancelados. Não há aulas. Os hospitais funcionam em regime de plantão.

    Também pararam os setores que dependem de transporte, como o da coleta de lixo ou os funcionários que abastecem os caixas eletrônicos com dinheiro. "As máfias já estão agindo", acusou a ministra da Segurança, Patricia Bullrich.

    A paralisação protesta contra a situação econômica angustiante: inflação de 50% ao ano, taxas de juros de referência em torno de 70%. "Vamos trabalhar para consolidar o peronismo como alternativa política", anunciou o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Héctor Daer.

    Perseguição

    Enquanto gozou de popularidade durante os dois primeiros anos de governo, o presidente direitista Mauricio Macri atacou as organizações sindicais e ensaiou uma "reforma" trabalhista que não avançou. Como no Brasil setores politiqueiros da Justiça passou a perseguir sindicalistas.

    No último ano, com a queda vertiginosa da popularidade de Macri associada à catástrofe econômica que levou o país a um acordo com o FMI, o sindicalismo reagrupou-se contra o governo, amparado na forte perda do poder aquisitivo a partir de reajustes salariais que não acompanharam a velocidade de uma inflação que duplicou.

    "Esta greve é contra a política econômica do governo, decidida pelo FMI, que beneficia o setor financeiro", disse Daer. E ressaltou: "Tem de haver outro governo que discuta outro plano com o FMI. Eu e a imensa maioria dos trabalhadores vamos apoiar a chapa Fernández-Fernández (Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner)".

    A ex-presidente enfrenta feroz perseguição política dos setores politiqueiros do Judiciário. Há dois pedidos de prisão preventiva que só não são executados devido à imunidade parlamentar, privilégio do seu atual cargo como senadora. "É preciso parar um pouco com essa coisa de julgar primeiro na imprensa e depois esse julgamento não tem correlato nos tribunais", defendeu Héctor Daer.

    Com informações da Rádio França Internacional

  • A Justiça federal da Argentina determinou, nesta quinta-feira (04/08), a prisão de Hebe de Bonafini, presidente da Associação das Mães da Praça de Maio, acusada de desviar dinheiro público por meio de projetos sociais.

    A ordem foi emitida pelo juiz federal Marcelo de Martínez de Giorgi após Bonafini ter se recusado a comparecer a duas audiências para tratar do caso de desvio de fundos por meio do projeto social de construção de moradias populares, Sueños Compartidos. O juiz quer que a ativista passe a noite presa e deponha na manhã de amanhã.

    Diante do pedido de prisão, foi formado um cordão humano ao redor de Bonafini — que estava na Praça de Maio para a tradicional marcha da quinta-feira — para impedir que ela fosse detida.

    Bonafini nega as acusações. Ela havia enviado hoje uma carta ao juiz, por meio de seus advogados, em que afirmava estar sendo perseguida pela Justiça. A ativista disse ainda que as Mães da Praça de Maio, que participam do projeto Sueños Compartidos, forneceram elementos para auxiliar as investigações do caso.

    “Se querem me prender, que me prendam, minha vida já não vale mais nada, tenho 90 anos. Eu não tenho medo das consequências, nunca meço as consequências. Para mim, o mais importante é a vida e a honra dos meus filhos e dos 30 mil [desaparecidos durante a ditadura argentina]”, disse Bonafini à imprensa.

    “Quem é Martínez de Giorgi? É um comprado pelo Clarín [jornal argentino]. Que tome a decisão que queira. Eu o estou esperando”, afirmou a ativista de direitos humanos.

    Do Opera Mundi

  • Nesta quinta, sexta e sábado (28, 29 e 30) jovens da América Latina e Caribe se reunirão na capital argentina para debater os desafios do setor no contexto da crise econômica mundial.

    Inscrições abertas para o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da FSM Cone Sul; participe

    Este é o tema do 4º Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul. A delegação brasileira na atividade conta com a presença de mais de 50 pessoas, além da secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra e da adjunta, Marilene Pereira.

    encuentro juventude cono sur
    Representantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais trocarão experiencias com jovens trabalhadores da região e elaborarão ações conjuntas do movimento sindical para resistir às políticas neoliberais que acabam com direitos sociais e trabalhistas.

    Luiza Bezerra acredita que o espaço será importante para fortalecer as lutas da juventude trabalhadora na região.

    Confira abaixo a programação completa do evento:

    Quinta-feira (28)

    14:00 Recepção das delegações. Credenciamento.

    18:00 Abertura

    19:00 Conferência. "Crise Mundial - O Imperialismo e a Oportunidade histórica do Proletariado"

    20:30 Atividade Cultural

    21:00 Jantar

    Sexta-feira (29)

    07:00 Café da manhã

    08:00 Grupos de debate

    10:00 Intervalo

    10:15 Continuação dos debates

    11:30 Painel - "A Juventude Trabalhadora como sujeito de ajuste do sistema capitalista"

    13: 00 Almoço

    14:00 Painel - ”Modelos de organização sindical"

    15.30 Grupos de debate

    18:00 Encerramento dos debates e elaboração da síntese

    19:30 Conversa com o Embaixador do Estado Palestino na Argentina.

    21:00 Jantar

    22:00 Atividade Cultural

    Sábado (30)

    08:00 Café da manhã

    10:00 Plenária. Documento final

    12:30 Encerramento do Encuentro de la Juventud Trabajadora del Cono Sur.

    15:00 Recorrido guiado ao EX ESMA - Espaço da memória.

    Portal CTB 

  • Organizações sociais, grupos e comitês de solidariedade ao povo brasileiro se manifestarão nesta sexta-feira (15) em frente às embaixadas do Brasil em diferentes cidades do mundo para expressar seu apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

    A atividade internacional foi convocada pela Articulação Continental dos Movimentos Sociais da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) para levantar a voz do povo contra o golpe de Estado que a direita pretende executar contra o governo eleito.

    Estas manifestações, em diferentes partes do mundo, coincidem com uma grande jornada de protestos em todo o Brasil para respaldar e defender a democracia do país, assim como as conquistas sociais alcançadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuado na gestão da presidenta Dilma.

    Os ativistas alertaram ainda que a tentativa de levar a um julgamento político a mandatária brasileira é um plano orquestrado pela direita para atentar contra a ordem democrática e constitucional do Brasil.

    Argentina 

    Entre os movimentos sociais que protestam nesta sexta está a central sindical argentina CTA-autônoma, que realiza um ato em solidariedade e apoio ao povo brasileiro e à democracia. O evento ocorre às 14horas (horário local) na Embaixada do Brasil naquele país. Além da mobilização, os argentinos apresentarão aos diplomatas um declaração contra o golpe. 

    Em declaração para a imprensa local, o secretário de Relações Internacionais da CTA-Autônoma, Adolfo Aguirre, frisou: “Estamos em permanente contato com os companheiros do Brasil, para manter-nos informados e alertas diante desta investida. A solidariedade de toda a região é fundamental para rechaçar o golpe no Brasil e frear a arremetida contra a democracia. Por isso fazemos ecoar o lema “Não vai ter golpe, vai ter luta” e sairemos às ruas nesta sexta para lutar junto aos nossos companheiros brasileiros”, expressou o sindicalista. 

    Com informações TeleSur 

  • A Argentina se debruça à beira do abismo. Com o peso em queda livre, as Bolsas no vermelho e um risco-país que chegou a transbordar os mil pontos, a jornada da quinta-feira (25) demonstrou que a crise de confiança se agrava. A crescente incerteza política, com o presidente Mauricio Macri caindo nas pesquisas e com a ex-presidenta Cristina Kirchner cada vez mais bem situada, soma-se à incerteza econômica: pesam grandes dúvidas sobre a capacidade governamental de controlar a inflação.

    O Banco Central teve que elevar para 70% os juros das LELIQs (letras de liquidez) a fim de proteger a moeda local, que despenca semana após semana. Os mercados financeiros haviam aberto com cifras muito alarmantes. O dólar era negociado a mais de 47 pesos, as ações de bancos e empresas de energia caíam mais de 10 pontos em Wall Street, e o risco-país (o ágio que os investidores cobram para emprestar dinheiro) superava os mil pontos, ou seja, 10%. Para se ter uma ideia da desconfiança internacional em relação à Argentina, convém salientar que nenhum outro país da região, exceto a Venezuela, paga um risco-país superior a 250 pontos.

    As coisas se acalmaram um pouco no final da jornada. O dólar ficou em 46,30 pesos (45 no mercado varejista), e o risco-país em 950 pontos. Mas todos os sinais eram claros. Reina a impressão de que Macri está perdendo o controle da situação e que seu “pacto entre cavalheiros” com várias empresas para congelar os preços de 60 produtos de primeira necessidade era uma atadura pequena demais para conter a hemorragia inflacionária. Estima-se que em abril os preços voltarão a aumentar mais de 4% e que os combustíveis, atrelados ao dólar, subirão de forma iminente por causa da desvalorização do peso.

    Macri foi à Casa Rosada, e seu chefe de gabinete, Marcos Peña, se reuniu com vários ministros. Não houve declarações. O ambiente era “pesado”, segundo uma testemunha presencial, e os rostos refletiam a tensão do momento. Um porta-voz de Peña admitiu as dificuldades, mas salientou que as eleições de outubro e novembro ainda estão distantes.

    A chamada “Opção V” irrompeu no debate político. Consistiria em Macri abrir mão de disputar a reeleição, lançando em seu lugar a candidatura de María Eugenia Vidal, a atual governadora de Buenos Aires. O PRO (Proposta Republicana), partido de Macri, se apressou em reafirmar que o atual presidente será candidato, e os porta-vozes de Vidal insistiram em que a governadora, de 45 anos, não tinha intenção de aspirar à Casa Rosada. Mas os rumores não cederam. O fato de Vidal apresentar um plano de contenção de preços limitado à província que governa — e que, diferentemente do que fez Macri na passada semana com seu “pacto entre cavalheiros”, o tenha lançado pessoalmente, sem delegar isso a um grupo de ministros — contribuiu para reforçar sua visibilidade.

    A Casa Rosada diz que o motivo das turbulências econômicas e políticas tem nome e sobrenomes: Cristina Kirchner. A ex-presidenta continua sem dizer uma palavra sobre se será ou não candidata. Restam poucas dúvidas, entretanto. Kirchner já age em modo eleitoral, e as pesquisas, agora, a dão como vencedora diante de Macri. Os mercados financeiros e a metade do país que não simpatiza com o peronismo estão alarmados com a possibilidade de um retorno da ex-presidenta. Dá-se como certo que, se voltar à chefia do Estado, renegaria o acordo com o Fundo Monetário Internacional (que entre junho e setembro passados emprestou 57 bilhões de dólares) e suspenderia o pagamento da dívida.

    O peso da dívida

    Mas a possibilidade de um default argentino existe, com Kirchner ou sem ela. Cada vez mais economistas expressam sua opinião de que os 34 bilhões de dólares a serem devolvidos no ano que vem representam uma carga excessiva para uma economia que continua em recessão, e que o aumento da dívida em termos reais (pela desvalorização do peso) exigiria cortes orçamentários quase insuportáveis. A dívida pública argentina supera 90% do PIB, e quase toda ela está expressa em dólares.

    Na quarta-feira, Macri voltou a culpar Kirchner. “O mundo duvida, porque acha que os argentinos querem voltar atrás; isso mete medo no mundo, então aumenta o risco-país, e são tomadas posições defensivas. Mas estão equivocados, as dúvidas são infundadas: os argentinos não vão voltar atrás, entendemos que não existe mágica e que o messianismo nos leva a destruir a sociedade”, disse. O presidente salientou que o FMI concedeu à Argentina o maior empréstimo de sua história porque tinha fé nas políticas liberais que seu governo desenvolvia. “Temos que manter a calma”, disse, eludindo o fato de que foi sua política neoliberal, ditada pelas forças do mercado, que condenou o país ao abismo.

    Na verdade, quem parece mais tranquila é Kirchner. Em 9 de maio ela apresentará na Feira do Livro uma autobiografia intitulada Sinceramente, cuja enorme tiragem inicial (60.000 exemplares) já está esgotada antes de chegar às lojas. A publicação do livro, às vésperas da corrida eleitoral, foi interpretada como sinal inequívoco de que Kirchner tomou a decisão de lançar sua candidatura. Seus inimigos argumentam que a ex-presidenta precisa recuperar o poder para se blindar das numerosas ações judiciais por corrupção; seus seguidores têm saudades da relativa prosperidade dos anos de Néstor e Cristina Kirchner, e clamam por seu retorno. Ela, por enquanto, se cala. Limita-se a difundir mensagens sobre a necessidade de “recuperar a ordem” frente ao “caos” de Mauricio Macri. A expectativa pela apresentação de seu livro, e pelo que possa dizer durante esse ato, é enorme.

    Cristina Kirchner desfruta de uma vantagem paradoxal. Quanto mais provável se torna sua volta ao poder, mais alarmados ficam os mercados financeiros, e mais os indicadores econômicos pioram. O que por sua vez complica a situação de Macri. Em geral, a sociedade argentina está cada vez mais decepcionada com a gestão dele, e isso se reflete em todas as pesquisas. O homem que prometeu resolver de uma vez por todas os males endêmicos da economia (inflação e desvalorização, pobreza, corrupção) enfrenta no final de seu mandato uma crise devastadora, em grande medida por causa dos seus próprios erros.

    Lawfare

    A ascensão de Cristina Kirchner nas pesquisas coincide com novos problemas judiciais para ela. O juiz Claudio Bonadio, encarregado do chamado "processo dos cadernos", ampliou nesta quarta-feira (24) a denúncia contra a ex-presidenta e pediu pela sexta vez sua prisão preventiva por suposta corrupção. Kirchner é acusada de liderar uma associação ilícita montada no ministério de Infraestrutura, responsável pelas obras públicas, a fim de arrecadar dinheiro ilegal de empresas beneficiadas nos contratos. A prisão "se tornará efetiva quando o Senado da Nação aprovar a perda do seu foro privilegiado, ou, quando o foro privilegiado cessar", escreveu o juiz Bonadio em sua resolução.

    O magistrado considerou "inverossímil" a alegação da hoje senadora de que desconhecia as manobras de seus subordinados. A decisão contra a ex-presidenta soma novas acusações ao processo graças às delações de testemunhas que, na qualidade de arrependidas, contaram ao juiz que parte do dinheiro arrecadado ia parar no apartamento que Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, falecido em 2010, mantinham em bairro rico de Buenos Aires.

    Trata-se de uma manobra conhecida como lawfare, que consiste na utilização da Justiça para a consecução de objetivos políticos, a mesma que foi usada no Brasil para condenar, prender injustamente e tirar Lula da corrida presidencial de 2018, o que abriu caminho à vitória de Bolsonaro.

    Fonte: El País

  • O principal jornal dos Estados Unidos, The New York Times(NYT) publicou recentemente uma reportagem “South America’s Powerful Women Are Embattled. Is Gender a Factor?” (“Mulheres no poder são alvo de machismo latente na política da América Latina?”).

    “Gênero, dizem os analistas, não é a causa dos atuais problemas das líderes. Mas, acrescentam eles, o declínio coletivo das três mulheres aponta para uma persistência de atitudes machistas na região, especialmente dentro do establishment político”, afirma o NYT.

    Esse declínio, segundo o jornalista argentino Sergio Berensztein, mostra que há “forças poderosas que resistem a estas mudanças”. Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que “o capitalismo reforça o patriarcado para manter o poder dos ricos contra os pobres”.

    Para a sindicalista, “a pressão contra as mulheres no poder é muito mais intensa em relação aos homens. Isso ocorre porque a luta por igualdade de gênero, assusta a elite. Então atacam as mulheres como se fossem responsáveis pelos erros dos homens”.

    “É como se as líderes mulheres estivessem recebendo toda a repercussão pela corrupção dos homens”, diz Farida Jalalzai, professora de política de gênero na Universidade Estadual de Oklahoma para o NYT. “Seria surpreendente se não houvesse a dinâmica do gênero por trás disso”, reforça.

    O jornal norte-americano destaca ainda que vários políticos têm sido acusados de corrupção. Mas tem sobrado para as mulheres. Nesse contexto, “as mídias locais têm contribuído muito para perpetuar os ataques às mulheres mandatárias de seus países”, lembra Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    A presidenta do Chile, Michelle Bachelet também é citada na reportagem porque enfrenta problemas similares às suas vizinhas. Tem sido sistematicamente acusada de atos ilícitos que, lá como aqui, são feitos sem provas.

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    Em relação ao Brasil, o jornal diz que “a indignação pública sobre um escândalo de propinas na companhia nacional de petróleo se aglutinou em torno de Dilma e ajudou a impulsionar o processo de impeachment, mesmo que ela não esteja diretamente nomeada na investigação”.

    Aqui, fala Ivânia, “os ataques misóginos à presidenta Dilma têm sido a tônica da mídia, como fez a revista IstoÉ, com várias acusações sem nenhuma comprovação, tentando dizer que as mulheres não são preparadas emocionalmente para governar”.

    Manifestação de mulheres contra a cultura do estupro na avenida Paulista em São Paulo:

     

    “Mesmo que o sistema de cotas venha impulsionando as carreiras de mulheres políticas na região, há uma sensação de que as atitudes tradicionais nunca realmente ficaram para trás”, diz o NYT. “A mais recente safra de esposas presidenciais, dizem os observadores, são modelos de feminilidade”.

    A reportagem cita o governo golpista de Michel Temer, “que nomeou um gabinete desprovido de mulheres” e “é casado com uma ex-participante de concurso de beleza”. Marcela Temer foi personagem da reportagem “bela, recatada e do lar”, da revista Veja, que provocou fúria das feministas, tão deslavado machismo”, diz Gicélia.

    Na Argentina não é muito diferente, diz o jornal. Juliana Awada, esposa do presidente Mauricio Macri, é uma designer de moda e faz o jogo “bela, recatada e do lar”, quase tanto quanto a esposa do Temer.

    Berensztein cita alguns exemplos de “atitudes machistas residuais”. Tanto que “Isabel Macedo, a nova noiva de Juan Manuel Urtubey, um proeminente governador argentino com ambições presidenciais, foi uma atriz de telenovelas, como tem Angélica Rivera, a primeira-dama do México”, observa a reportagem.

    Mas, nem tudo está perdido. O NYT ressalta o movimento de mulheres que tomou as ruas, principalmente no Brasil, mas também na Argentina com o movimento “Ni Una Menos”, também contra os sucessivos estupros ocorridos no país.

    No Brasil, as mulheres tomam as ruas para combater tenazmente a cultura do estupro, que levou o ator pornô, Alexandre Frota, ao Ministério da Educação para propor cerceamento do debate de gênero nas escolas e censura aos educadores.

    ChX212dU4AAZy01“Estaremos nas ruas e nas escolas, todas por nós e sempre unidas vamos transformar o mundo. O machismo mata, mas o feminismo nos redime e constrói o mundo novo”, afirma Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    O debate de gênero nas escolas é essencial para a “construção de uma sociedade mais humana”, realça Camila. “Uma civilização só avança com conhecimento e conhecimento pressupõe democracia e liberdade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com agências

  • Com o pretexto de que a Venezuela não adotou as regras estabelecidas pelo Mercosul (Mercado Comum do Sul), os chanceleres dos países fundadores do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) decidiram que sua presidência não será exercida pelo país bolivariano conforme cronograma, mas por meio de uma coordenação conjunta.

    Em nota divulgada pelo Itamaraty, na última terça-feira (13), os quatro países também ameaçaram suspender o país do bloco. “Em 1º de dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL”, diz a declaração assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

    Em julho deste ano, o Uruguai encerrou a presidência rotativa do Mercosul que, segundo a ordem alfabética, regra definida pelo bloco, deveria ter sido passada para a Venezuela, porém a Argentina, Brasil e Paraguai se opuseram à transferência.

    Atitude rechaçada por diversas organizações, entre elas a CTB e a Federação Sindical Mundial para o Cone Sul, que emitiram comunicados denunciando a iniciativa contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

    Para o acordo, os três países votaram a favor de uma presidência colegiada, já o Uruguai se absteve. Em seu twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, repudiou a decisão. “A Venezuela, em exercício pleno da presidência pró-tempore do Mercosul e em resguardo de seus tratados rechaça a declaração da Tríplice Aliança [Brasil, Argentina e Paraguai]”, segundo ela, esta declaração vulnera a legalidade da organização.

     



    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, esta é mais uma ofensiva das forças conservadoras e do imperialismo estadunidense contra os governos progressistas. “Depois do Brasil, o principal alvo da direita latino-americana é a Venezuela”, alerta o sindicalista.

    Sobre a alegação de que o país teria descumprido compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, Delcy declarou: "Em breve, vamos expor a verdade  sobre o acervo normativo da Venezuela e do resto dos países-membros, assim como as ações para proteger o Mercosul". Segundo ela, seu país não permitirá violações aos tratados do bloco. Ela denunciou ainda que esta tentativa de destruir Mercosul é um reflexo da "intolerância política e desespero dos burocratas". 

     

    Érika Ceconi - Portal CTB