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Dom, Maio

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  • Seis em cada 10 brasileiros, ou 59%, afirmam que não estão se preparando para a hora de se aposentar. É o que aponta pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), em parceria com o Banco Central.

    Sem emprego, não dá para o brasileiro pagar conta, imagina poupar. Esse é justamente o motivo revelado pelos entrevistados que não fazem plano financeiro para a aposentadoria.

    Segundo o levantamento, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem a ausência de planejamento ao fato de estarem desempregados. Para outros 17%, não vale a pena guardar o pouco que sobra.

    Entre os que se preparam para a aposentadoria (41%), o índice é maior entre homens (45,1%), trabalhadores entre 35 e 54 anos (43,2%) e das classes A e B (54,9%).

    A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria. E, se a reforma da Previdência de Bolsonaro for aprovada, o sonho de se aposentar ficará ainda mais distante. Além de dificultar em termos de tempo de serviço e contribuição, a proposta cria o regime de capitalização, em que o cidadão faz uma espécie de poupança privada.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • Com a política de austeridade imposto ao país desde o golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016, está muito mais difícil manter as contas em dia e milhões de brasileiros acabam atrasando as contas. Para sair do vermelho, muitos cidadãos renegociam as dívidas. 

    Mas quem pensa que aqueles com maior renda são os que mais procuram as empresas para pagar o que deve está enganado. As famílias com rendimento inferior a três salários mínimos (R$ 2.862,00) fazem de tudo para sair do vermelho e, em dezembro, representavam 70% dos clientes que renegociam as dívidas.

    O levantamento do Banco Central mostra que apenas 5% dos devedores com renda acima de 10 salários mínimos (R$ 9.540,00) tentaram um novo acordo para conseguir pagar o que deve às organizações financeiras.  

    No mesmo mês, foram renegociados R$ 2,9 bilhões a 278 mil correntistas de bancos. Desse total, 178 mil tinham débitos inferiores a R$ 3.000,00. O cartão de crédito é o que mais dá dor de cabeça ao brasileiro, responsável por 28% dos acordos feitos com os bancos, em um total de 77,8 mil pessoas. O BC informou que a maioria é de baixa renda.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • Se com a democracia social de Lula e Dilma já era difícil, por causa da conjuntura internacional, com o projeto neoliberal imposto a partir do segundo semestre de 2016, após o impeachment sem crime de responsabilidade, que proporcionou a ascensão de Temer e posteriormente a eleição de Bolonaro, a situação se agravou bem mais.

    Segundo cálculos da Folha de São Paulo, baseados em dados do Banco Mundial, em três anos, de 2014 a 2017, mais 7,4 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza no Brasil. Com isso, pulou de 36,5 milhões para quase 44 milhões o número de brasileiros vivendo com US$ 5,50 por dia. Um aumento de 20,4%. 

    Viver com o valor diário de US$ 5,50, que na cotação do dólar na sexta-feira passada era de R$ 3,87, significa R$ 21,28 por dia e R$ 638,40 ao mês. Pois bem, conforme o IBGE, se não fosse a política de valorização do salário mínimo, adotada pelo então presidente Lula, em 2004, e que Bolsonaro já anunciou o fim, a menor remuneração oficial paga no país hoje estaria em R$ 573,00 apenas.

    E a expectativa não é nada animadora, pois com a reforma da Previdência a situação deve se agravar bem mais porque além de praticamente acabar com o direito à aposentadoria, o projeto inclui ainda o fim do 13º salário, das férias e do FGTS. Sem falar nos 13,1 milhões de desempregados, cuja tendência é aumentar bem mais.

     

    Com informações de bancarisobahia.org.br

  • O salário mínimo dos brasileiros poderia ser ainda menor sem a atual política de valorização, implantada em 2004 no governo Lula, como ressalta o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Atacado nessa terça-feira (26) pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, que vê o reajuste anual calculado a partir da variação do Produto Interno Bruto (PIB) e pela inflação do ano anterior como uma “punição” aos empresários, o salário mínimo poderia ser de R$ 573, ante o valor atual de R$ 998.
    “Há um aumento de R$ 425 decorrente da política de valorização do salário-mínimo, justamente esse aumento que o vice-presidente critica”, afirma o diretor técnico em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.
    Pela proposta de Mourão, a manutenção do valor básico aconteceria a partir da correção da inflação, a despeito do fato de o salário mínimo no Brasil ainda estar distante do valor considerado ideal, como indica o Dieese. De acordo com a entidade, o piso nacional deveria ser de R$ 3.960,57, valor estimado para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas.
    Clemente defende a manutenção da política de valorização como fundamental para que o salário mínimo cresça e esteja mais próximo do que garante a Constituição. "(A manutenção da política atual) faz a economia crescer, enfrenta as desigualdades, diminui as injustiças e faz com que a economia tenha uma dinâmica mais produtiva", pontua o especialista do Dieese, acrescentando que em abril, quando o governo deverá encaminhar as diretrizes para o orçamento da União de 2020, será possível saber se a intenção do governo de Jair Bolsonaro pela revisão se confirmará.
     
    Fonte: ctbminas.blogspot.com
  • A maré sempre está para peixe para o setor financeiro. Os bancos ganham de todos os lados. No primeiro trimestre deste ano, BB, Bradesco, Itaú e Santander arrecadaram R$ 27,2 bilhões com a prestação de serviços e cobrança de tarifas. 

    Somente com essa receita, as empresas cobrem com folga a folha de pagamento e todas as despesas de pessoal. É evidente que a crise econômica que abala diversos setores da economia não afeta os bancos no Brasil. Tanto que o lucro líquido chegou a R$ R$ 20,85 bilhões em apenas três meses.

    Mesmo com balanço excepcional, as organizações financeiras fecham agências. O Itaú fechou 60 unidades físicas. Já o Bradesco, encerrou a atividade de 114 e o BB de 31. O Santander foi o único que aumentou o número de agências, 28. 

    Outro segmento que rende muito é a carteira de crédito. A soma dos quatro bancos foi de R$ 2,3 trilhões (+6,9%). Empréstimo consignado/crédito pessoal, financiamento imobiliário e cartão de crédito foram os que mais renderam dinheiro às empresas na área de pessoas físicas.

    Os bancos priorizam o atendimento digital e deixam de lado funcionários e clientes. Investem pesado nas chamadas agências digitais, agências-café, aplicativos para smartphones, inteligência artificial e esquecem da segurança e das condições de trabalho.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br