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Ter, Abr

Bruno Covas

  • Bruno Covas recebe servidores, mas a greve continua

    Nesta quinta-feira (21), o tucano Bruno Covas abrandou a conduta intransigente e, finalmente, resolveu receber os líderes dos servidores públicos municipais, em greve desde o dia 4 de fevereiro, para dialogar sobre as reivindicações da categoria. Foi um passo na direção de uma solução negociada para o conflito, mas o impasse continua e a paralisação também.

    Em nota, o Fórum Sindical dos Servidores Municipais salienta que foram necessários “17 dias de greve e manifestações, com mais de 100 mil que tomaram as principais ruas da cidade, para o prefeito deixar a postura intransigente e receber as representações sindicais que compõem o Fórum das Entidades Sindicais de Servidores.

    “Participaram da reunião o prefeito Bruno Covas e os secretários de Governo, Casa Civil, Justiça e Comunicação Social. As reivindicações aprovadas em assembleia unificada, realizada em 04/02/2019, que também convocou a greve, foram reiteradas pela coordenadora do Fórum. Foi unânime o protesto e repúdio dos presidentes dos sindicatos às intimidações, coações, desrespeito ao direito de greve e apontamentos de faltas injustificadas.

    “Ainda foi registrada e explicitada a posição dos servidores contra a proposta de reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro, que agrava os danos causados pela Lei nº 17.020/2018 - Sampaprev.”

    "Após ouvir as entidades e os secretários de governo, o prefeito Bruno Covas disse que atendeu o Fórum em reunião para abrir diálogo e buscar solução. Marcou nova reunião para ser realizada amanhã, 22/02, às 8 horas, para apresentação da resposta do governo às reivindicações dos servidores".

    A GREVE CONTINUA

    "A reunião só foi realizada após muita luta e greve. Mas, não temos nada conquistado até agora. Então, a luta e a greve continuam.

    "Todos à assembleia unificada – sexta-feira, 22/02, em frente à Prefeitura.

    A decisão quanto à proposta do governo e aos nossos encaminhamentos sempre é e será da assembleia unificada”, conclui o comunicado do Fórum.

  • Cresce adesão à greve de servidores municipais contra o governo Bruno Covas em São Paulo

    No terceiro dia de greve dos servidores municipais, as lideranças constatam uma adesão crescente ao movimento e a participação de diferentes áreas e setores do governo. Outras unidades além de escolas tiveram paralisação, como centros de referência de atendimento.

    O movimento foi deflagrado na segunda-feira em protesto contra a reforma da Previdência municipal, que aumentará a contribuição de 11% para 14% para funcionários que ganham acima de R$ 5.300.

    De acordo com sindicalistas que lideram as categorias em luta, pelo menos 70% dos funcionários públicos, de todos os segmentos, aderiram à paralisação. Na educação o percentual de grevistas sobe a 80%, enquanto na saúde os funcionários estão parando gradualmente e mantendo os serviços emergenciais.

    Os hospitais municipais e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não tiveram interrupção de funcionamento.

    Uma nova assembleia para decidir os rumos do movimento ocorre na tarde desta quinta-feira, às 14h.

  • Greve dos servidores paulistas continua e adesão é crescente

    A queda de braço entre servidores públicos e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, parece ainda longe de um desfecho. Os trabalhadores realizaram uma grande manifestação seguida de assembleia na quinta-feira (7) em que decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve unificada deflagrada no dia 4 de fevereiro. Uma nova assembleia foi convocada para 13 de fevereiro, às 14 horas, diante da Prefeitura, no Viaduto do Chá.

         A pauta de reivindicações dos servidores é composta por cinco eixos:

         1 - Revogação da Lei nº 17.020/2018, que cria o Regime de Previdência Complementar, a Sampaprev e aumenta a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%;

         2 - Valorização dos servidores públicos;

         3 - Valorização do serviço público;

         4 - Revisão geral salarial de 10% para os servidores ativos, aposentados e pensionistas, pondo fim à política de reajuste adotada pela Prefeitura nos últimos anos de conceder ao funcionalismo reajuste de 0,01%;

         5 - Nenhum confisco.

    A luta do funcionalismo em torno da reforma da Previdência municipal começou em 2015, contra o Projeto de Lei nº 558, que criava a Sampaprev. Em agosto de 2016, como resultado dos protestos dos trabalhadores, o PL foi retirado da Câmara. Foi representado ao Legislativo como o PL nº 621/2016, que também não prosperou. Os servidores impediram a aprovação deste projeto no governo Doria realizado uma manifestação que reuniu cerca de 100 mil pessoas contra o que foi chamado de confisco de salários.

    Os líderes da greve unificada das diferentes categorias que compõem o funcionalismo reafirmaram que a luta continua, agora pela revogação da Lei nº 17.020 (Sampaprev) e em defesa dos serviços públicos, dos servidores e seus direitos.

    O Comando Unificado do Conjunto dos Servidores realizará atos em várias regiões da cidade, com panfletagem e orientação à população sobre a importância da greve do funcionalismo e da participação de todos contra a reforma da Previdência municipal, que retira direitos dos trabalhadores.

  • Servidores paulistanos decidem amanhã à tarde o destino da greve

    Os servidores paulistanos realizam nova assembleia na tarde de quinta-feira (28) em São Paulo para decidir se prosseguem ou não com a greve contra a reforma da Previdência do prefeito Bruno Covas, que entre outras coisas elevou de 11% para 14% a alíquota de contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras e criou o Sampaprev, um fundo complementar privado de Previdência. Os grevistas pleiteiam também um reajuste de 10% a título de recomposição das perdas salariais, mas o alcaide tucano não quer ceder às reivindicações da categoria.

    Apesar do vento forte, “quase um vendaval”, e da chuva que caiu sobre São Paulo, cerca de 50 mil estiveram presentes à assembleia dos servidores na última terça-feira (26), de acordo com a professora Claudete Alves, presidente do Sedin (Sindicato dos Educadores da Infância). “Esta é uma das greves mais duras que enfrentamos na história da categoria”, avaliou.

    Impasse

     

     

    Depois da passeata que mobilizou cerca de 100 mil servidores no centro de São Paulo, o prefeito tucano decidiu receber os representantes dos funcionários, com quem já manteve dois encontros. Mas a contraproposta que apresentou aos grevistas, considerada inaceitável pela presidenta do Sedim e outros sindicalistas, foi rejeitada pela assembleia, que decidiu prosseguir com o movimento.

    A paralisação completa 23 dias nesta quarta-feira (26). O prefeito se opôs ao reajuste reivindicado pelos servidores e acenou com um plano de metas, disse que não revoga o Sampaprev nem a nova alíquota da contribuição (14%) para a Previdência Municipal. Afirmou também que vai descontar os dias parados a menos que os sindicalistas defendam e aprovem em assembleia a contraproposta, o que foi percebido como chantagem.

    A greve contra a reforma da Previdência envolve a grande maioria do funcionalismo e tem o apoio de todas as centrais sindicais. O tucano Bruno Covas parece apostar no esvaziamento do movimento pelo cansaço e até mesmo pelo clima de carnaval, que já tomou conta da capital. Os dirigentes sindicais esperam ser recebidos para uma nova rodada de negociação com o tucano amanhã. 

  • Servidores paulistanos decidem manter greve e engrossar a manifestação das centrais na Praça da Sé nesta quarta

    Em assembleia realizada nesta terça-feira (19) diante da Prefeitura, trabalhadores e trabalhadoras do setor público municipal decidiram manter a greve deflagrada em 4 de fevereiro contra a reforma da Previdência do governo Bruno Covas e participar em massa na manifestação convocada para esta quarta (20) pelas centrais na Praça da Sé, a partir das 10 horas, em defesa da aposentadoria.

    Após a assembleia, os servidores realizaram nova caminhada pela cidade gritando palavras de ordem e esclarecendo a população sobre a importância da greve – que também tem como finalidade garantir que todos tenham serviços públicos de qualidade. Nova assembleia da categoria foi convocada para sexta-feira (22).

    Reivindicações

    Os grevistas querem a revogação da Lei nº 17.020/2018, que aumenta o desconto previdenciário do funcionalismo de 11% para 14%, e cria a Sampaprev, um fundo de Previdência Complementar, privado. A nova legislação foi aprovada durante as festas de final de ano, em período de férias escolar e desmobilização.

    O prefeito julgou que a categoria iria engolir em seco, mas não foi o que ocorreu. A adesão à greve é crescente e reflete o descontentamento e a indignação das bases. Os trabalhadores também reivindicam valorização dos servidores e dos serviços públicos, nenhum confisco de salários e reajuste geral de 10%.

    O prefeito anunciou a decisão de cortar o ponto dos servidores, buscando intimidar e enfraquecer o movimento. Mas parece que o tiro saiu pela culatra. A greve na verdade ganhou maior força após o anúncio. Afinal, os servidores estão exercendo um direito (à greve) garantido pela Constituição Federal a todos os trabalhadores e trabalhadoras, públicos ou privados, bem como por lei municipal. Todos os dirigentes sindicais que participam unitariamente do movimento criticaram a intransigência do prefeito, que não quer conversa com os servidores.

    As centrais sindicais hipotecaram total solidariedade ao movimento grevista, que na opinião do presidente da CTB, Adilson Araújo, “tem uma importância crucial neste momento em que a prioridade da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro é a luta em defesa da aposentadoria e da Previdência Pública, que Bolsonaro e Guedes querem destruir”.

  • Servidores paulistanos em greve realizam nova assembleia unificada na tarde desta terça (19)

    Trabalhadores e trabalhadoras do setor público municipal em greve desde o dia 4 de fevereiro contra a reforma da Previdência do governo Bruno Covas realizam uma nova assembleia unificada nesta terça-feira (19), às 14 horas diante da Prefeitura, para definir os rumos do movimento.

    Os grevistas se reuniram pela última vez na sexta (15), debaixo de forte chuva, ocasião em que decidiram manter a paralisação, confrontando a intransigência e o autoritarismo do prefeito tucano, que não quer conversa com os servidores e ameaça cortar os pontos e contratar terceirizados para substituir os grevistas. Dezenas de milhares de trabalhadore e trabalhadoras participaram da reunião, que desaguou numa grande manifestação.

    Da Prefeitura, onde foi realizada a assembleia, os servidores seguiram em caminhada pela cidade com palavras de ordem que buscam conscientizar a população sobre a importância da greve – que também tem como finalidade garantir que todos tenham serviços públicos de qualidade –, até a Secretaria Municipal de Saúde, na Praça da República.

    Reivindicações

    Eles querem a revogação da Lei nº 17.020/2018, que aumenta o desconto previdenciário do funcionalismo de 11% para 14%, e cria a Sampaprev, um fundo de Previdência Complementar, privado. A nova legislação foi aprovada durante as festas de final de ano, em período de férias escolar e desmobilização.

    O prefeito julgou que a categoria iria engolir em seco, mas não foi o que ocorreu. A adesão à greve é crescente refletindo um amplo descontentamento e forte indignação das bases. Os trabalhadores também reivindicam valorização dos servidores e dos serviços públicos, nenhum confisco de salários e reajuste geral de 10%.

    Solidariedade

    O movimento na verdade ganhou maior força após o anúncio da decisão do prefeito de cortar o ponto dos servidores que estão exercendo o direito de greve, garantido pela Constituição Federal a todos os trabalhadores, públicos ou privados, bem como por lei municipal. Todos os dirigentes sindicais que participam unitariamente do movimento criticaram a determinação do prefeito de apontamento de faltas injustificadas dos grevistas.

    As centrais sindicais hipotecaram total solidariedade ao movimento grevista, que na opinião do presidente da CTB, Adilson Araújo, “tem uma importância crucial neste momento em que a prioridade da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro é a luta em defesa da aposentadoria e da Previdência Pública, que Bolsonaro e Guedes querem destruir”.

  • Servidores unificados enfrentam a intransigência do tucano Bruno Covas

    Os servidores municipais de São Paulo deram mais um exemplo de unidade e combatividade na última segunda-feira (4) quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras saíram às ruas para protestar, diante da Prefeitura, contra a Lei de reforma da Previdência (nº 17.020), que aumentou a contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14%, estabeleceu o mesmo teto de benefícios de aposentadoria do Regime Geral de Previdência Social (R$ R$ 5.882,93 em 2019) e criou um sistema previdenciário de capitalização para os servidores que ingressarem no funcionalismo – o Sampaprev.

    Uma greve geral foi decretada e estima-se que 63% dos serviços públicos da capital paulista foram paralisados no primeiro dia. Os servidores exigem a revogação da Lei, aprovada na Câmara Municipal às vésperas do Natal e sancionada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia 27 de dezembro do ano passado. Para revogar a lei o prefeito tem de encaminhar um novo projeto ao Legislativo, reivindicação já feita na semana passada e rejeitada por Covas.

    Confisco de salários

    Para os trabalhadores, a lei 17.020 é um confisco porque, desde 2004, os salários são reajustados apenas em 0,01% ao ano, apesar de o gasto com servidores na capital paulista nunca ter chegado perto dos 54% da receita de impostos, limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Em 2017, o gasto com servidores representou 38% da receita. Já a inflação acumulada entre 2004 e 2018 é de 119,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os servidores reivindicam o fim dessa política de reajuste anual de 0,01%, além de reajuste de 10% nos salários e chamadas dos concursos realizados.

    Há uma forte unidade entre os sindicatos que representam servidores de diversas categorias em torno da pauta apresentada, apesar da diversidade política e ideológica. Professores ligados ao Sedin e ao Simpeen, engenheiros, arquitetos, médicos e outros profissionais de saúde, trabalhadores de autarquias e agentes de apoio estavam representados na assembleia de hoje. A conduta autoritária do prefeito, que parece não desejar uma solução negociada para o conflito, provocou indignação geral entre os servidores, que unificaram forças para dar uma resposta à altura da arrogância tucana.