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19
Ter, Fev

Bruno Covas

  • Cresce adesão à greve de servidores municipais contra o governo Bruno Covas em São Paulo

    No terceiro dia de greve dos servidores municipais, as lideranças constatam uma adesão crescente ao movimento e a participação de diferentes áreas e setores do governo. Outras unidades além de escolas tiveram paralisação, como centros de referência de atendimento.

    O movimento foi deflagrado na segunda-feira em protesto contra a reforma da Previdência municipal, que aumentará a contribuição de 11% para 14% para funcionários que ganham acima de R$ 5.300.

    De acordo com sindicalistas que lideram as categorias em luta, pelo menos 70% dos funcionários públicos, de todos os segmentos, aderiram à paralisação. Na educação o percentual de grevistas sobe a 80%, enquanto na saúde os funcionários estão parando gradualmente e mantendo os serviços emergenciais.

    Os hospitais municipais e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não tiveram interrupção de funcionamento.

    Uma nova assembleia para decidir os rumos do movimento ocorre na tarde desta quinta-feira, às 14h.

  • Greve dos servidores paulistas continua e adesão é crescente

    A queda de braço entre servidores públicos e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, parece ainda longe de um desfecho. Os trabalhadores realizaram uma grande manifestação seguida de assembleia na quinta-feira (7) em que decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve unificada deflagrada no dia 4 de fevereiro. Uma nova assembleia foi convocada para 13 de fevereiro, às 14 horas, diante da Prefeitura, no Viaduto do Chá.

         A pauta de reivindicações dos servidores é composta por cinco eixos:

         1 - Revogação da Lei nº 17.020/2018, que cria o Regime de Previdência Complementar, a Sampaprev e aumenta a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%;

         2 - Valorização dos servidores públicos;

         3 - Valorização do serviço público;

         4 - Revisão geral salarial de 10% para os servidores ativos, aposentados e pensionistas, pondo fim à política de reajuste adotada pela Prefeitura nos últimos anos de conceder ao funcionalismo reajuste de 0,01%;

         5 - Nenhum confisco.

    A luta do funcionalismo em torno da reforma da Previdência municipal começou em 2015, contra o Projeto de Lei nº 558, que criava a Sampaprev. Em agosto de 2016, como resultado dos protestos dos trabalhadores, o PL foi retirado da Câmara. Foi representado ao Legislativo como o PL nº 621/2016, que também não prosperou. Os servidores impediram a aprovação deste projeto no governo Doria realizado uma manifestação que reuniu cerca de 100 mil pessoas contra o que foi chamado de confisco de salários.

    Os líderes da greve unificada das diferentes categorias que compõem o funcionalismo reafirmaram que a luta continua, agora pela revogação da Lei nº 17.020 (Sampaprev) e em defesa dos serviços públicos, dos servidores e seus direitos.

    O Comando Unificado do Conjunto dos Servidores realizará atos em várias regiões da cidade, com panfletagem e orientação à população sobre a importância da greve do funcionalismo e da participação de todos contra a reforma da Previdência municipal, que retira direitos dos trabalhadores.

  • Servidores paulistanos em greve realizam nova assembleia unificada na tarde desta terça (19)

    Trabalhadores e trabalhadoras do setor público municipal em greve desde o dia 4 de fevereiro contra a reforma da Previdência do governo Bruno Covas realizam uma nova assembleia unificada nesta terça-feira (19), às 14 horas diante da Prefeitura, para definir os rumos do movimento.

    Os grevistas se reuniram pela última vez na sexta (15), debaixo de forte chuva, ocasião em que decidiram manter a paralisação, confrontando a intransigência e o autoritarismo do prefeito tucano, que não quer conversa com os servidores e ameaça cortar os pontos e contratar terceirizados para substituir os grevistas. Dezenas de milhares de trabalhadore e trabalhadoras participaram da reunião, que desaguou numa grande manifestação.

    Da Prefeitura, onde foi realizada a assembleia, os servidores seguiram em caminhada pela cidade com palavras de ordem que buscam conscientizar a população sobre a importância da greve – que também tem como finalidade garantir que todos tenham serviços públicos de qualidade –, até a Secretaria Municipal de Saúde, na Praça da República.

    Reivindicações

    Eles querem a revogação da Lei nº 17.020/2018, que aumenta o desconto previdenciário do funcionalismo de 11% para 14%, e cria a Sampaprev, um fundo de Previdência Complementar, privado. A nova legislação foi aprovada durante as festas de final de ano, em período de férias escolar e desmobilização.

    O prefeito julgou que a categoria iria engolir em seco, mas não foi o que ocorreu. A adesão à greve é crescente refletindo um amplo descontentamento e forte indignação das bases. Os trabalhadores também reivindicam valorização dos servidores e dos serviços públicos, nenhum confisco de salários e reajuste geral de 10%.

    Solidariedade

    O movimento na verdade ganhou maior força após o anúncio da decisão do prefeito de cortar o ponto dos servidores que estão exercendo o direito de greve, garantido pela Constituição Federal a todos os trabalhadores, públicos ou privados, bem como por lei municipal. Todos os dirigentes sindicais que participam unitariamente do movimento criticaram a determinação do prefeito de apontamento de faltas injustificadas dos grevistas.

    As centrais sindicais hipotecaram total solidariedade ao movimento grevista, que na opinião do presidente da CTB, Adilson Araújo, “tem uma importância crucial neste momento em que a prioridade da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro é a luta em defesa da aposentadoria e da Previdência Pública, que Bolsonaro e Guedes querem destruir”.

  • Servidores unificados enfrentam a intransigência do tucano Bruno Covas

    Os servidores municipais de São Paulo deram mais um exemplo de unidade e combatividade na última segunda-feira (4) quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras saíram às ruas para protestar, diante da Prefeitura, contra a Lei de reforma da Previdência (nº 17.020), que aumentou a contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14%, estabeleceu o mesmo teto de benefícios de aposentadoria do Regime Geral de Previdência Social (R$ R$ 5.882,93 em 2019) e criou um sistema previdenciário de capitalização para os servidores que ingressarem no funcionalismo – o Sampaprev.

    Uma greve geral foi decretada e estima-se que 63% dos serviços públicos da capital paulista foram paralisados no primeiro dia. Os servidores exigem a revogação da Lei, aprovada na Câmara Municipal às vésperas do Natal e sancionada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia 27 de dezembro do ano passado. Para revogar a lei o prefeito tem de encaminhar um novo projeto ao Legislativo, reivindicação já feita na semana passada e rejeitada por Covas.

    Confisco de salários

    Para os trabalhadores, a lei 17.020 é um confisco porque, desde 2004, os salários são reajustados apenas em 0,01% ao ano, apesar de o gasto com servidores na capital paulista nunca ter chegado perto dos 54% da receita de impostos, limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Em 2017, o gasto com servidores representou 38% da receita. Já a inflação acumulada entre 2004 e 2018 é de 119,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os servidores reivindicam o fim dessa política de reajuste anual de 0,01%, além de reajuste de 10% nos salários e chamadas dos concursos realizados.

    Há uma forte unidade entre os sindicatos que representam servidores de diversas categorias em torno da pauta apresentada, apesar da diversidade política e ideológica. Professores ligados ao Sedin e ao Simpeen, engenheiros, arquitetos, médicos e outros profissionais de saúde, trabalhadores de autarquias e agentes de apoio estavam representados na assembleia de hoje. A conduta autoritária do prefeito, que parece não desejar uma solução negociada para o conflito, provocou indignação geral entre os servidores, que unificaram forças para dar uma resposta à altura da arrogância tucana.