Sidebar

24
Dom, Mar

Campanha Salarial

  • Bancários da CTB prepara campanha nacional da categoria para 2018

    Em reunião realizada nesta segunda-feira (19), a Coordenação dos Bancários da CTB do Comando Nacional dos Bancários discutiu estratégia de participação da campanha nacional da categoria para 2018.
     
    A coordenação do Comando indicou que já há um calendário de preparação das etapas estaduais e regionais que deverão ocorrer até o final de maio e a etapa nacional, em São Paulo, nos dias 7 a 10 de junho, quando serão definidos os eixos de mobilização, a minuta de reivindicação e a estratégia de negociação. 
     
    "Na avaliação dos CTBistas a grande dificuldade para este ano é de como vencer o medo dos trabalhadores e trabalhadoras frente a onda de desmonte e ameaça de desemprego e fortalecer a luta na defesa dos direitos", externou o secretário executivo da CTB Nacional e coordenador da CTB Bancários, Eduardo Navarro.
     
    Segundo o dirigente, "é preciso reencantar a categoria bancária para construir sua tradição de luta. Os bancários sempre demonstraram sua capacidade de enfrentar as diversidade com luta, e este ano nãoserá diferente".
     
    Portal CTB
  • Bancários querem garantir no acordo coletivo que não haverá troca de vaga formal por precarizada

    Em negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban), os bancários de São Paulo e região cobraram da entidade a garantia de que não haverá diminuição de empregos nem contratações de profissionais terceirizados, intermitentes ou temporários.

    A reivindicação foi feita quarta-feira (26), em mais uma rodada de negociações da campanha salarial de 2018. A categoria quer que o compromisso de não cortar vagas por postos “precários” esteja na convenção coletiva.

    Os bancários dizem ainda que os bancos vêm cortando postos, mesmo sendo um dos setores da economia que veem seus lucros crescerem cada vez mais. Segundo a Febraban, as discussões ainda estão em andamento. O fim das negociações está marcado para o dia 1º de agosto.

    No dia 1º, ocorrerá nova rodada de negociações, que tratará sobre as cláusulas econômicas. Na reunião da semana passada, a discussão entre bancários e bancos girou em torno da saúde dos profissionais da área.

    Portal CTB com informações de agências

  • Campanha Salarial 2018: Sintaema convoca assembleia nesta quinta (3)

    O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) tem uma reunião com a direção da Sabesp nesta quinta-feira (3), onde se espera que a empresa apresente uma proposta compatível. Por isso, será realizada uma assembleia no mesmo dia, às 18h, para avaliar o resultado da negociação, na sede do Sintaema (Avenida Tiradentes, 1323).

    Além de reajuste acima da inflação, o sindicato reivindica um plano de cargos e salários, uma definição na elaboração dos Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP’s), além de mais diálogo e reconhecimento dos direitos trabalhistas por parte da empresa e resolver as questões sobre os desvios de função, aumentar o número de vagas no concurso público e outras reivindicações importantes.

    Clique aqui e leia o edital
    Fonte: Sintaema
     
  • Metalúrgicos da Ferbasa exigem negociação de reajuste salarial e condições de trabalho

    Metalúrgicos da Bahia promoveram na manhã desta terça-feira (2) um protesto no pátio da empresa Ferbasa, a maior do segmento de ferro e liga. A empresa fica situada no município de Pojuca.

    A categoria protesta contra a postura indiferente da empresa diante das reivindicações dos trabalhadores relacionadas às condições de trabalho e à campanha salarial.

    “São mais de 1,3 mil trabalhadores e trabalhadoras que não têm direito ao café da manhã, uma prática comum nas empresas da região. Com assento no sindicato patronal, a Ferbasa dificulta as negociações e se nega a discutir nossas reivindicações da campanha salarial”, afirmou Matias Batista de Souza, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia. 

    1 metal ferbasa3

    A empresa oferece apenas 2% de reajuste salarial, enquanto os trabalhadores reivindicam 8% sobre os salários e demais benefícios; piso profissional de R$ 1.560,00; cesta básica de R$358,00, de acordo com o valor medido pelo Dieese, entre outros pontos. A estimativa de inflação para o período da data-base da categoria é de 2,56%.

    Outra reclamação da categoria se refere ao desconto do plano de saúde. De acordo com o sindicalista, o trabalhador chega a comprometer cerca de 30% a 40% do salário na utilização do plano familiar.

    "O plano de saúde está espoliando o trabalhador. Os descontos são tão altos que quando utilizado pela família chega a comprometer mais de 1/3 do salário”, revelou ao completar: “É lamentável que em pleno século 21 a empresa não reconheça e valorize a alta lucratividade que o empenho dos funcionários proporciona”, lamentou o dirigente.

    Cinthia Ribas - Portal CTB

     

  • Por respeito acordo, Metroviários de SP protestam no Palácio dos Bandeirantes

    Nesta quarta (12), às 12h30, os trabalhadores e trabalhadoras do Metrô de São Paulo realizaram protesto e fecharam o portão de entrada do Palácio do Governo. Aos gritos de "Márcio França, cumpra com sua palavra!", a categoria iniciou o ato a partir das 9h30.

     

    De acordo com o coordenador geral do Sindicato, Wagner Fajardo, "a ação do sindicato é em resposta à negativa do Secretário de Planejamento, Maurício Juvenal, em receber uma comissão para tratar de compromisso assumido pelo Metrô na campanha salarial e que não foi cumprido até o momento. 

     whatsapp image 2018 12 12 at 13.04.34

    48395660 1939431006126470 2172266919262945280 n

    48255955 1939536492782588 4778743719207632896 n

    48056285 1939430999459804 7862397205418606592 n

    CTB São Paulo

  • Servidores de Nova Iguaçu conquistam compromisso com salários de janeiro

    O Sindicato dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (SINDSMUNI), em conjunto com diversas outras entidades sindicais e representações de trabalhadores e trabalhadoras do serviço público municipal de Nova Iguaçu se reuniu, na manhã de quinta-feira (12) com o novo Prefeito da cidade, Rogério Lisboa (PR). Também estiveram presentes na reunião o Procurador Geral do Município, Rafael Alves de Oliveira, o Vice-Prefeito Carlos Roberto Ferreira e o Secretário de Administração e Planejamento, Fabiano Muniz da Silva. Na pauta da reunião, a situação dos servidores e aposentados com salários atrasados desde novembro do ano passado. Além das representações sindicais municipais, o Vice-Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro (CTB-RJ), Humberto Lemos e o Presidente da Federação Estadual dos Servidores Públicos do Rio de Janeiro (FESEP), Marco Correa da Silva, o Marquinhos, também estiveram acompanhando a reunião.

    Durante a reunião, o novo Prefeito apresentou a situação na qual se encontra o município. De acordo com o relato de Rogério Lisboa, a gestão anterior não empenhou os salários atrasados, o que cria ainda mais dificuldades para resolver a situação dos trabalhadores. Lisboa também disse que não existe orçamento disponível para o pagamento dos atrasados e, que, este pagamento deverá ser feito com “novas receitas”. Diante dessa situação, o Prefeito se comprometeu com a tentativa de adiantar os salários de janeiro, bem como fazer uma auditoria dura na folha e em contratos para buscar os recursos para resolver a situação dos servidores.

    O Presidente da FESEP, Marquinhos, sugeriu que a Prefeitura buscasse um empréstimo para quitar os débitos com os servidores, mas o Procurador do Município afirmou que, no estado atual, a Prefeitura não tem crédito par tal medida. O Prefeito apontou a proposta como solução da situação, mas terá que buscar meios para torna-la viável. Também foi exposto aos trabalhadores que, em virtude da situação do município, a Procuradoria irá mover, pelo menos, 6 ações de improbidade contra a gestão anterior, medida elogiada pelo Presidente da FESEP que afirmou:

    “É importante a responsabilização da gestão anterior pelo quadro que vivem os servidores do município, não apenas por uma questão de justiça, mas também para que sirva de exemplo para outros gestores municipais de que o descaso com o servidores não ficará impune.”

    Além do compromisso com o pagamento do salário de Janeiro, ficou acertado entre a Prefeitura e os Servidores que será feito um decreto estabelecendo o calendário de pagamento dos funcionários públicos sempre até o 5º dia útil de cada mês. Uma nova reunião será feita no dia 27, às 10 horas, para buscar soluções para a questão dos pagamentos atrasados.

    O Vice-Presidente da CTB-RJ, Humberto Lemos, chamou os trabalhadores à unidade. Morador de Nova Iguaçu, Humberto se solidarizou com os servidores municipais e lembrou da importância de se manterem unidos nesse momento de dificuldade. Nas palavras dele:

    “A classe trabalhadora tem que ter unidade. Precisamos esquecer as diferenças e centrar fogo no pagamento dos servidores. Se os trabalhadores estiverem divididos, o patrão avança. Se estiverem unidos, o patrão recua. Essa é a luta capital versus trabalho.”

    Da CTB-RJ

  • Sindicato dos Farmacêuticos do Maranhão filia-se à CTB-MA

    O Sindicato dos Farmacêuticos do Maranhão (Sinfarma) realizou, na noite da segunda-feira (10), a primeira assembleia para discussão da Campanha Salarial 2017-2018 para farmácias e drogarias. A assembleia decidiu lutar por aumento salarial, vale-alimentação e aumento no adicional de responsabilidade técnica, entre outras reivindicações, que serão apresentadas ao Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Maranhão (Sincofarma)

    Após as deliberações sobre a campanha salarial, as discussões continuaram e o Sinfarma filiou-se à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA). "Muito importante a adesão do Sinfarma ao nosso projeto de luta contra as reformas do governo ilegítimo Temer", diz Joel Nasicmento, presidente da CTB-MA.

    Ele ressalta também a importância de a Federação Nacional dos Farmacêuticos ser filiada à CTB, "intensificando a luta pelo piso nacional farmacêutico e contra as reformas trabalhista e previdenciária".  

    Portal CTB com informações do Sinfarma

  • Sindicatos dos Servidores Públicos iniciam a campanha salarial 2019

    As entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Pará, reunidas na última quarta-feira (09), na sede da CTB/Pará, deram início a campanha salarial 2019, o fórum que agrega os sindicatos do funcionalismo estadual liderados pela Federação dos Servidores Público do Pará (FSPEPA) iniciou os trabalhos de 2019 com uma avaliação dos governos recém empossados, Jair Bolsonaro (PSL) na presidência da República e Hélder Barbalho (MDB) no governo do Pará.

    Na avaliação do movimento sindical o presente ano será de muitas lutas para a preservação dos direitos da classe trabalhadora e na busca de obter alguma conquista aos servidores paraenses. Momento de implementação da Emenda Constitucional de nº 95 que limita os gastos e investimentos públicos nas áreas sociais, a busca de implementação de uma nova reforma da previdência social com retirada de diretos à aposentadoria, debate e ameaças pelo governo federal, de pôr o fim a estabilidade dos servidores públicos concursados entre tantas outras questões que leva a avaliação de retrocessos e a necessidade de muita unidade e luta da classe trabalhadora e de suas organizações representativas. 

    As entidades buscarão audiência com o novo governador Hélder Barbalho, para resgatar os compromissos de atendimento das reivindicações dos servidores assumidas durante o período eleitoral. Ressaltando Valdo Martins, presidente da FSPEPA, que “os avanços no atual governo dependerão do poder de mobilização da categoria, da unidade e capacidade de mobilização, coordenadas pelas entidades”.

     Marcos Afonso, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Pará (Sepub) e diretor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB Pará), destacou que “iniciamos os trabalhos com unidade e luta na defesa dos interesses das servidoras e servidores públicos do Pará”, afirmando que são várias entidades sindicais e que “a unidade será o determinante neste momento da campanha salarial de 2019”, sendo fundamental a parceria e o respeito das bases de cada organização.

    O Fórum indicou a solicitação de audiência com o atual governador, para ainda este mês de janeiro, a realização de uma nova reunião dia 16/01 para definição das propostas que serão apresentadas ao governo, bem como a elaboração de um documento estabelecendo critérios para a participação das entidades no Fórum das Entidades dos Servidores Públicos Paraenses, buscando sua organização e fortalecimento entre outros encaminhamentos.

    CTB Pará

  • Sinpro-Campinas convoca assembleia para decidir sobre Campanha Salarial 2018

    No sábado (19), será realizada nova assembleia de Campanha Salarial. Os representantes dos patrões, baseados na legislação trabalhista, tentam retirar direitos de todos nós, professores e professoras. Não podemos aceitar, temos que seguir o exemplo dos professores das escolas privadas de Minas Gerais, que fizeram greve e obtiveram a garantia da manutenção de todas as cláusulas sociais.

    O nosso sindicato é um exemplo de entidade democrática: todos os professores e professoras podem participar das decisões e todas as decisões da assembleia são levadas adiante pela diretoria.

    Até a assembleia, a pauta da nossa Campanha Salarial deve ser amplamente divulgada e discutida na sala dos professores, nas redes sociais, nas rodas de conversa. O Sindicato dos Professores de Campinas (Sinpro-Campinas) se coloca à disposição para eventuais dúvidas e esclarecimentos.

    Participe você também e venha decidir o futuro da nossa Campanha Salarial!

    Somente a união da categoria garantirá nossos direitos!

    No sábado (19) você já tem compromisso na sede do sindicato, às 9h, Assembleia de Professores e Professoras de Educação Básica.

    À Luta!

    Fonte: Sinpro-Campinas

  • Sinteam encaminha negociação salarial com prefeitura de Manaus

    Aconteceu na sexta-feira (15), a segunda rodada de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e a prefeitura de Manaus. Outras reuniões devem acontecer até a data-base, no dia 1º de maio. Assim como o estado, a prefeitura alega queda na arrecadação, "mas sabemos que há margem dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal", disse Marcus Libório, presidente do Sinteam.

    "Vamos cobrar que a prefeitura apresente as planilhas no que diz respeito à Receita Corrente Líquida no que tange aos gastos com pessoal e a folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A negociação com a prefeitura não pode ser comparada com a do estado. São negociações distintas", enfatizou.

    Fonte: Sinteam

  • Sinteam inicia campanha salarial 2019

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), filiado à CTB,reuniu na manhã desta segunda (21), com o secretário de Estado da Educação, Luiz Castro, para tratar de assuntos relacionados à categoria, entre eles data-base, Fundeb, auxílio localidade, manutenção do plano de saúde e extensão do atendimento para os aposentados, enquadramento e revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.

    “Precisamos buscar o ganho real. A categoria sofre desvalorização profissional há muitos anos. Nós defendemos uma política de ganho permanente”, afirmou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues.

    Ela cobrou a retomada de uma agenda permanente de negociação, como já houve há algum tempo.

    Luiz Castro disse que o governo tem a intenção de manter o plano de saúde, falou da inadimplência deixada pelo governo anterior e que pretende resolver isso. Castro lembrou que um dos compromissos do governador Wilson Lima durante a campanha eleitoral era reajuste com ganho real. “Ainda não sabemos quando virá, mas é um dos compromissos dele”, disse.

    “Esse foi nosso primeiro contato com ele enquanto secretário. Vamos ter outros encontros. Já esperamos levar um percentual para discussão de reajuste, com um debate prévio com a categoria em assembleias setoriais”, informou Ana Cristina. 

    to dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM) reuniu hoje pela manhã com o secretário de Estado da Educação, Luiz Castro, para tratar de assuntos relacionados à categoria, entre eles data-base, Fundeb, auxílio localidade, manutenção do plano de saúde e extensão do atendimento para os aposentados, enquadramento e revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.]

     

     Fonte: Sinteam

  • Trabalhadora sofre agressão em ato da greve dos comerciários no RJ

    A greve dos trabalhadores do comércio do Rio teve um novo capítulo na manhã desta quarta-feira (22), no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. A diretoria do Sindicato dos Comerciários chegou cedo ao local para convocar os 80 trabalhadores da sapataria Di Santinni a participar do movimento por um reajuste de salário acima da inflação e melhores condições de trabalho.

    Os funcionários aderiram, mas o clima esquentou quando o gerente tentou forçar a equipe a entrar e um encarregado agrediu uma das manifestantes.

    “A Di Santinni está na mesa de negociações pelo lado dos patrões e é uma das empresas que mais têm dificultado a assinatura de convenções coletivas com ganhos reais para os funcionários. Nossa greve é legítima, não vamos aceitar coação. Essa agressão será registrada no 35º DP e vamos voltar a fechar outras lojas da marca”, dispara a presidenta interina do Sindicato, Alexsandra Nogueira.
    Assembleia mantém a greve

    Na conversa com os diretores do Sindicato, do lado de fora da loja, os funcionários confirmaram várias denúncias. Reforçaram que o assédio moral exercido pela gerência é frequente, assim como o desvio de função, que incomoda principalmente quando os vendedores são forçados a descarregar mercadorias dos caminhões da empresa.

    Às 11h, horário de chegada do segundo turno de trabalho, os funcionários realizaram uma assembleia na qual, por ampla maioria, decidiram manter a paralisação.

    Entenda o caso

    Em campanha salarial, os comerciários negociam 8% de reajuste e outras medidas para valorizar a categoria. As empresas do setor oferecem apenas 1,5%, abaixo da inflação nos 12 meses anteriores à data base, que ficou em 1,69% segundo o INPC/ IBGE. Já foram realizadas nove rodadas de negociação com o sindicato patronal, sem avanços.

    A categoria também negocia para que não sejam adotadas nas Convenções Coletivas de Trabalho itens da reforma trabalhista, como a possibilidade de contratação de funcionários intermitentes, redução do horário de almoço, entre outras.

    Fonte: Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ)

  • Valorização do salário mínimo precisa prosseguir

    O SM (salário mínimo) foi instituído no Brasil na Constituição de 1934, para garantir aos trabalhadores condições econômicas de satisfazer as próprias necessidades.

    A Constituição de 1946 determinou que o SM deveria atender também à família do trabalhador e a de 1988 renovou esse direito a todos os trabalhadores urbanos e rurais, definindo no artigo 7º, parágrafo IV: um “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.

    Há décadas, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) estima o valor do salário mínimo necessário para atender a uma família de 2 adultos e duas crianças. Atualmente, a quantia é de cerca de R$ 4.000, ou seja, 4 vezes o valor atual desta remuneração.

    O movimento sindical luta para que o salário mínimo se aproxime dos valores indicados pelo Dieese. Há alguns anos, as Centrais Sindicais iniciaram uma ação nacional de mobilização, com as Marchas da Classe Trabalhadora, a partir de 2004. Essa mobilização construiu a Agenda da Classe Trabalhadora, pauta propositiva para o desenvolvimento nacional formulada com questões e prioridades do mundo do trabalho. Um dos destaques era a necessidade de implantação de uma política de valorização do salário mínimo.

    O movimento gerou uma complexa negociação que resultou, inicialmente, em um acordo entre as Centrais Sindicais e o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, depois, em 2011, avançou para a legislação (Lei 12.382, de 25/02/11 e Lei 13.152, de 29/07/15).

    Os critérios definidos para a valorização do piso nacional foram o reajuste correspondente à inflação anual medida pelo INPC-IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o aumento real correspondente à variação do PIB (Produto Interno Bruto). Desde 2010, a data de definição do novo salário mínimo é 1º de janeiro.

    Em maio de 2004, o valor do salário mínimo era de R$ 260,00. Com a política de valorização, além da reposição da inflação, houve aumento real de 74,33% até janeiro de 2019 (quando passa a valer R$ 998,00).

    A política de valorização promoveu, no período 2004-2019, aumento real acumulado, portanto, crescimento acima da reposição inflacionária, de R$ 425,00. Se não tivessem sido concedidos os aumentos reais, somente com a reposição da inflação, o valor atual do salário mínimo seria de R$ 573,00.

    Para um trabalhador que ganha salário mínimo, o aumento real conquistado com a política adicionou cerca de R$ 5.525,00 à renda bruta anual, elevando-a de R$ 7.449,00 (R$ 573,00 X 13 salários) para R$ 12.974,00 (R$ 998,00 X 13 salários). Ainda é muito pouco, evidentemente, muito distante daquilo que previa o preceito constitucional. Mas sem a política de valorização, a diferença em relação ao salário mínimo calculado pelo DIEESE, que leva em conta os direitos previstos na Constituição, seria de 7 vezes.

    Considerando que cerca de 48 milhões de pessoas recebem remuneração correspondente ao salário mínimo –assalariados, aposentados e pensionistas, trabalhadores por conta-própria, domésticos–, a política de valorização aumentou a massa salarial, fortaleceu a capacidade de consumo dos trabalhadores e estimulou a produção econômica, para que desse conta da demanda decorrente do crescimento salarial. Em 2019, o aumento acumulado nesse período adicionará cerca de R$ 265 bilhões à massa de rendimentos do trabalho, ajuda consistente e virtuosa para a dinâmica econômica.

    O governo do presidente Jair Bolsonaro deverá definir qual será a política para o salário mínimo a partir de janeiro de 2020. O movimento sindical defende a manutenção da atual política, considerando, entre outros aspectos, a evolução do valor da remuneração; o poder aquisitivo em relação ao previsto em Constituição; a importância do SM como instrumento de promoção de bem-estar social; a resistente e profunda desigualdade social existente no país. O processo de elevação contínua e rápida do salário mínimo é um instrumento para propiciar a elevação do padrão civilizatório no país.

    A continuidade da política de valorização do salário mínimo, entretanto, representa grande desafio para o desenvolvimento brasileiro. Primeiro, porque precisa estar acompanhada de um ambiente de crescimento econômico e de produtividade que sustente os aumentos. Segundo, porque os reflexos sobre toda a economia exigem mudanças que precisam ser combinadas para consolidar novo patamar da base salarial no país, de redistribuição de renda e de combate às desigualdades econômicas e sociais.

    O país precisa que se dê continuidade à política de valorização do salário mínimo, assim como precisa que haja vontade política para dialogar, celebrar acordos e implementar ações que nos levem ao crescimento e à redução das injustiças sociais. O movimento sindical brasileiro, em inúmeras lutas e negociações, já demonstrou que tem propostas para o país e disposição para conversar e construir soluções conjuntas.

    *Clemente Ganz Lúcio é diretor técnico do Dieese.


     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Vitória dos Metroviários: governo vai atender reivindicações da categoria

    Em reunião na tarde desta quarta (12), a direção do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a Comissão de Trabalhadores do CCV com o secretário de Planejamento do Governo do Estado, Maurício Juvenal, chegaram a um acordo e o governo sinalizou que irá cumprir com o compromisso assumido na campanha salarial 2018. 

    "O Secretário nos informou que depois de analisados todos os aspectos legais, o governo entende que justifica o atendimento do pleito que envolve as pendências da campanha salarial, referente ao enquadramento salarial dos Oficiais de Instalação e Técnicos de Segurança no Trabalho", informou o coordenador geral do Sindicato, Wagner Fajardo.

    O dirigente agradeceu a mobilização e resistência do conjunto da base em amis essa luta: "Parabéns as companheiras e companheiros do CCV que acreditaram na luta e participaram de todas etapas dessa longa campanha".

    CTB São Paulo