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Qua, Jun

Campo

  • Enquanto o Brasil libera o uso indiscriminado de agrotóxicos, no mundo, mais estudos mostram o mal que os produtos causam à saúde. O glifosato, herbicida mais utilizado no Brasil, aumenta em 41% o risco de uma pessoa desenvolver o linfoma não-Hodgkin. 

    A pesquisa foi realizada pelas Universidades da Califórnia, de Washington e a Faculdade de Medicina Mount Sinai, de Nova York.  O câncer tem origem nas células do sistema linfático e se espalha de forma desordenada pelo organismo. Afeta o sistema linfático, parte do sistema imunológico, essencial no combate a doenças. 

    Como o tecido linfático é encontrado em todo o corpo, o linfoma pode começar em qualquer órgão e com qualquer idade. Mas, nos últimos 25 anos, os casos entre pessoas adultas duplicaram.

    Princípio ativo do Roundup da Monsanto, o glifosato vem sendo usado cada vez mais desde meados da década de 1970, quando entraram no mercado as sementes transgênicas.

     

    Fonte: bancariosbahia.org.br

  • Se encerrou na última quinta-feira (23), o Encontro Nacional de Reforma Agrária e Crédito Fundiário promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), que reforçou a necessidade urgente de aumentar a pressão para o avanço da Reforma Agrária no Brasil.

    O encontro, que começou no último domingo (20), reuniu em Brasília, assessores, sindicalistas que debateram a atual conjuntura, a garantia da democracia e avanços para os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

    O encontro também aprovou a realização da Marcha pela Reforma Agrária, com muitas ações nos estados e uma grande mobilização em Brasília, no dia 19 de maio.

    Para Sérgio de Miranda, secretário de Política Agrícola e Agrária da CTB, o balanço do encontro foi positivo e serviu para intensificar a unidade de ação.  “Fizemos um debate muito rico durante os quatro dias do encontro, que incluiu as prioridades dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, que levaremos para o governo. Parabéns à Contag e Fetags que fazem a luta pelo acesso à terra. A CTB estará junto nesta Marcha por acreditar que esta é uma luta de toda a sociedade, da classe trabalhadora do campo e a cidade”, afirmou Sérgio de Miranda.

    Além da mobilização, os participantes do encontro também pontuaram os pontos que levarão para a pauta de negociação. Foi determinado que serão trabalhadas três frentes de luta: a política econômica, junto ao Ministério da Fazenda, questões de legislação, junto ao Congresso Nacional, e também questões judiciais, junto ao Poder Judiciário.

    No que diz respeito à reorganização do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que, por dificuldades orçamentárias, fundiu as Secretarias de Reordenamento Agrário (SRA) e Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal), Zenildo Xavier avalia que a ação não trará nenhum benefício aos (às) trabalhadores (as) rurais.

    “Nós não iremos pactuar com essa decisão e sempre defenderemos um ministério forte, com todas as secretarias atuantes e com recursos e orçamento para tocar suas ações nos estados e principalmente na Reforma Agrária e no Crédito Fundiário”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag. 

    Portal CTB com Contag

  • Na semana que marca o Dia Internacional pela Soberania Alimentar, comemorado nesta segunda-feira (16 de outubro), trabalhadores e trabalhadoras rurais intensificarão a luta contra o corte no orçamento de políticas para o campo proposto pelo governo Temer.

    Sérgio de Miranda, seretário de Finanças da CTB e 2º vice-presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do RS (Fetag-RS), destaca que neste ano a data será marcada pela luta contra o corte no orçamento para políticas essencias para o campo. "Além da defesa da recomposição do orçamento para a Reforma Agrária e programas sociais do campo, a pauta da mobilização inclui a defesa da proteção aos pequenos agricultores e assalariados rurais, e o combate à reforma da Previdência", revelou.

     

    Comissão em Brasília

    “Nossa principal luta é restabelecer o orçamento da União para a agricultura familiar, Reforma Agrária e Incra. São previstos cortes de até 90%”, diz o dirigente da CTB e vice-presidente e secretário de Relações Internacionais da Contag, Alberto Broch.Broch, que participa em Roma do Comitê de Segurança Alimentar (CSA) junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Broch destaca que a Contag está com uma comissão permanente em Brasília, para dialogar com os parlamentares no sentido de evitar qualquer corte no orçamento para o campo.

    “Estaremos permanentemente em vigília e mobilizados para fazer o enfrentamento contra a retirada dos direitos dos povos do campo, da floresta e das águas. Por isso, marcamos presença e temos dialogado diretamente com os parlamentares para que nenhum corte orçamentário prejudique aqueles e aquelas que alimentam toda a nação brasileira. Afinal, é a Agricultura Familiar que faça sol ou chuva, vem garantido mais de 70% do que nossa população come, com variedade de nutrientes e sem veneno, entre outros pontos extremamente positivos. Seguiremos animados, na certeza que com mobilização, ganharemos essa batalha entre o querer do povo e o massacre de um “governo” aliançado com os interesses do capital nacional e internacional”, afirma o presidente da Contag, Aristides Santos. 

    Na opinião dos siindicalistas, com os cortes propostos pelo governo Temer, os assentamentos de Reforma Agrária tendem a acabar, aumentar ainda mais a concentração da terra e fortalecer um tipo de mercado escancarado para as grandes transnacionais de alimentos. 

    Em defesa da Soberania Alimentar

    O Dia Internacional pela Soberania Alimentar teve início em 1981. Hoje é atualmente celebrada em mais de 150 países como uma importante data para consciencializar a opinião pública sobre questões relativas à nutrição e à alimentação.

    A data é uma oportunidade de esclarecer que o acesso ao alimento é um direito de todos e todas. É inconcebível que ainda existam no mundo quase 1 bilhão de pessoas passando fome, sendo que a segurança alimentar e nutricional é assegurada como um direito humano em vários tratados internacionais, no que se refere a qualidade de vida. 

    Neste sentido, a CTB, Confederações, Federações, Sindicatos e a Coprofam (Confederação de Organizações de Produtores e Agricultores Familiares, Camponeses e Indígenas do Mercosul Ampliado), aproveita para reafirmar a Agricultura Familiar como único modelo de produção capaz de garantir alimentação com segurança, soberania alimentar e nutricional, pois a segurança e soberania alimentar e nutricional é a possibilidade de todas as pessoas terem o acesso físico, social e econômico aos alimentos em quantidade suficiente para se alimentarem e de qualidade nutricional.

    Para Adilson Araújo, presidente da CTB, é preciso compreender que essa é uma luta de todos e todas. "Em um momento em que o mundo enfrenta uma crise que gerou mais de 60 milhões de refugiados, o tema da soberania alimentar torna-se central, e o pequeno agricultor é responsável por mais de 70% de todo o alimento que chega às mesas dos brasileiros”, avaliou em reunião com o Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST). “O governo está promovendo uma ofensiva absurda, que praticamente extingue as perspectivas de sonhos e realizações desses trabalhadores. Os cortes vão impedir qualquer possibilidade de avanço social, e nos colocam numa rota de extinção dos programas de moradia rural e do fomento à produção do pequeno agricultor”, afirmou o presidente da CTB.

    Portal CTB

  • A reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro, deixa claro que o presidente desconhece a realidade da maioria dos brasileiros. A PEC 06/19 estabelece uma idade mínima para a aposentadoria e afeta, sobretudo, as mulheres do campo, já que cerca de 70% começam a trabalhar antes dos 14 anos de idade.

    Pelo projeto, na aposentadoria rural, mulheres e homens precisam ter idade mínima de 60 anos e 20 anos de tempo de contribuição. A regra atual é de 55 anos para mulheres e 60 anos para os homens, com tempo mínimo de atividade 15 anos.

    Além disso, há outro problema para as trabalhadoras rurais. É a mudança na regra de contribuição das agricultoras. O recolhimento previdenciário é indireto, com desconto no momento da venda na produção. Pela reforma da Previdência, quem trabalha no campo terá de pagar R$ 600,00 por ano em contribuições.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br