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Dom, Fev

Carlos Drummond de Andrade

  • CTB inaugura sede nacional própria. Entre que a casa é da classe trabalhadora

    “Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
    Arrume a sua casa todos os dias...
    Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
    E reconhecer nela o seu lugar”.
                (Casa Arrumada, Carlos Drummond de Andrade)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) inaugura a sua sede nacional própria nesta quinta-feira (3), às 18h. A partir da festa, o novo endereço da CTB será à rua Cardoso de Almeida, 1.843, em Perdizes, na capital paulista.

    “Todo trabalhador e toda trabalhadora sonha com a sua casa própria. Com a CTB não foi diferente. Trabalhamos duro nestes 10 anos para chegar onde chegamos. A sede própria é uma conquista fundamental para a melhoria dos nossos trabalhos”, diz Adilson Araújo, presidente da CTB.

    Com muita música, “a festa da inauguração celebrará o esforço do grande time dos cetebistas de todos os cantos do Brasil”, complementa Araújo.

    A cantora Railidia Carvalho, acompanhada pelos músicos Edu Batata, Luís To Be e Douglas Alonso, farão o show da alegria da classe trabalhadora. Também estará dando brilho à festa o músico e violonista Altair Rodrigues. Aproveite!

    “É com muita honra que levamos a nossa música para um ato tão importante para a classe trabalhadora, num momento de duras batalhas para a resistência aos retrocessos que estão sendo impostos”, diz Railidia.

    Para Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB, o dia 3 de agosto entra para a história da central. "Porque agora temos a nossa casa. Isso nos fortalece e impulsiona a nossa luta para barrar os retrocessos promovidos por esse governo ilegítimo". Ela reforça ainda a importância "de celebrar essa conquista com muita música popular brasileira. A cultura faz parte de nossas vidas e revigora nossas almas".

    Já Isis Tavares, presidenta da CTB-AM, afirma que “num momento de ataque aos direitos trabalhistas e às organizações sindicais, ao inaugurar a sede própria, a CTB manda um recado para os golpistas: que tem representatividade e que continua com sua bandeira erguida em defesa da classe trabalhadora”.

    “E isso acontece com muito samba, sem perder de vista a irreverência e a valorização da cultura - elemento fundamental para estreitar laços e fortalecer as bases da central que mais cresce no Brasil e ainda para fortalecer a nossa luta diária”, conclui Araújo.

    10 anos de resistência e luta

    folder sede propria reduzido

    Neste ano, a CTB completa 10 anos com uma série de conquistas e participação ativa nas principais lutas nacionais. Sempre empunhando as bandeiras dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, norteada pelos princípios de unidade da classe trabalhadora, da democracia, da ética na política, da emancipação de mulheres e negros, da defesa dos direitos sociais, do desenvolvimento sustentável e da educação e saúde públicas de qualidade.

    O presidente da CTB ressalta ainda a necessidade da participação de todos e todas na concretização desse sonho. Ele lembra da importância de continuarmos com os esforços da campanha que premia as contribuições sejam elas individuais ou de entidades.

    Para as contribuições voluntárias por entidades, o valor dos cupons é de 1 mil reais cada, e dará direito a concorrer ao Jeep Renegade 0Km.

    Para participar, basta fazer sua contribuição voluntária no Banco do Brasil (Agência 303-4, Conta Corrente 31.961-9) e depois retirar seu cupom na sede da CTB Nacional, nas sedes nos estados e entidades filiadas, com a devida comprovação do depósito. Participe que a casa é sua!

    Serviço

    Campanha Sede Própria CTB
    Depósito no Banco do Brasil
    Agência 303-4 – conta corrente 31.961-9

    Portal CTB

  • Exposição mostra parceria entre Ziraldo e Drummond e marca aniversário do poeta

    Entre 1979 e 1981, o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) publicou, na coluna que mantinha no Caderno B do Jornal do Brasil, frases relâmpago cheias de humor que retratavam, de forma crítica, o país na época, e às quais deu o nome de “pipocas”. Admirador e amigo do poeta, o escritor e caricaturista Ziraldo percebeu que as sátiras eram charges em potencial, faltando apenas associar desenhos às palavras.

    Os dois autores concordaram em juntar texto e traço, e dessa união resultou o livro O pipoqueiro da esquina, publicado em 1981 pela editora Codecri. Trinta e seis anos depois, a parceria entre o poeta e o chargista, ambos mineiros, é lembrada pelo Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro (IMS Rio), que inaugura nesta terça-feira (31), dia do aniversário de Drummond, uma exposição com 30 dos desenhos originais guardados por Ziraldo em seu ateliê.

    A mostra O pipoqueiro da esquina apresenta também bilhetes, cartas, poemas e outras peças que contam um pouco da amizade entre os dois mineiros. A curadoria é de Eucanaã Ferraz, consultor de literatura do IMS, e o projeto expositivo da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas, filha de Ziraldo.

    Para Eucanaã Ferraz, o senso de humor é uma das marcas que definem a escrita de Carlos Drummond de Andrade, desde sua estreia em livro, com Alguma poesia (1930). Do mesmo modo, a atenção voltada para o fato cotidiano, como atestam versos do poema Mãos dadas: “O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente”.

    “Esse desejo radical de compreensão do seu tempo e dos seus contemporâneos faz ver o espírito de cronista que ganhou corpo numa ininterrupta colaboração com a imprensa”, diz o curador. Ele lembra que Ziraldo, por sua vez, sempre foi um apaixonado pela literatura, como comprova sua brilhante carreira de escritor.

    “A parceria dos dois oferece-nos, sobretudo, retratos de um certo Brasil - alguns, sob muitos aspectos, infelizmente, atual, mas é também um elogio à amizade, ao diálogo e à liberdade”, resume Eucanaã Ferraz.

    Antes da abertura da exposição, às 19h, para convidados, haverá, das 16h às 18h, a atividade Arquiteturas de si, em torno dos poemas de Drummond e a casa do IMS Rio. A partir da leitura de poemas e de uma visita à casa, os participantes poderão criar uma arquitetura de si mesmos, relacionando conteúdos subjetivos e concretos. A atividade é gratuita e para pessoas a partir de 14 anos.

    A exposição O pipoqueiro da esquina fica em cartaz até 18 de fevereiro de 2018 e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 11h às 20h. O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro fica na Rua Marquês de São Vicente, 476, na Gávea, zona sul da cidade.

    Fonte: Agência Brasil

  • Nova presidenta do STF, Cármen Lúcia, mostra que não basta ser mulher para não ser machista

    O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, fez um gracejo ao passar o cargo para a nova presidenta, Cármen Lúcia, na quarta-feira (10), e perguntou se ela preferia ser chamada de "presidenta" ou "presidente".

    A reposta dela indica uma rejeição ao novo. Ela rejeitou ser chamada de presidenta com o argumento de ter sido estudante e “amante da língua portuguesa” e mostra desconhecimento do idioma.

    O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro disse nesta sexta-feira (12) gostar da ministra Cármen Lúcia, "mas entre o português dela e o de Carlos Drummond de Andrade, fico com o do poeta - que, na sua tradução de Choderlos de Laclos, usa 'presidenta' sem nenhum problema. Obs.- Eu prefiro usar presidente, mas respeito Drummond, um de nossos maiores escritores".

    A nova presidente do STF ignora também o mais importante dicionário brasileiro da atualidade, do filólogo Antonio Houaiss, em que o verbete presidenta aparece como substantivo feminino, definido como “mulher que exerce a função de presidente”.

    “Além de ter cometido uma indelicadeza com a presidenta Dilma, a ministra do STF ignora que a língua portuguesa é uma língua viva e, portanto, sujeita a mudanças. Além de desconhecer a questão de gênero na decisão de escolher a forma presidenta”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

    A sindicalista questiona ainda se a nova presidenta do STF desconhece o fato de que esta palavra não era usada no país, porque Dilma foi a primeira mulher a ser eleita para o cargo mais alto do país.

    Como escreve um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, Guimarães Rosa: “Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pãos ou pães, é questão de opiniães”...

    Assista à sessão do STF em que a nova presidenta cometeu a gafe 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy