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Qua, Maio

Carlos Rogério Nunes

  • Em entrevista coletiva, na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro, o ministro interino da Justiça Alexandre de Moraes disse preferir que os investimentos em segurança sejam feitos na compra de armas e não em pesquisas para o aprimoramento do trabalho da polícia.

    “Com essa infeliz declaração, o ministro mostra a verdadeira cara do governo golpista. A proposta deles para a segurança pública é aumentar a repressão”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Além disso, Moraes defende também mudanças no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), que prevê a destruição de armas apreendidas. Ele pretende que essas armas sejam utilizadas pelas forças policiais.

    Para Nunes, “é errado acreditar que a questão da segurança pública possa ser resolvida com mais violência”. O sindicalista acredita também que para “andarem armados os policiais precisam de muito preparo, porque estão lidados com vidas humanas”.

    Moraes critica os investimentos do governo federal nos últimos anos em estudos sobre a segurança pública. “Tem especialista que nunca trabalhou em segurança pública, mas, de alguma forma, vira especialista, que cobra viagens internacionais para aprender não sei o quê”.

    Já o sociólogo e coordenador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), Claudio Beato, afirma que o ministro demonstra uma “ignorância atroz” em relação ao funcionamento da segurança pública e da própria indústria bélica.

    “Não existe desenvolvimento sem pesquisa. Nem a indústria da guerra prescindiu em algum momento da história mundial do conhecimento acadêmico. Não há como uma coisa funcionar sem a outra. Inclusive, a nossa indústria bélica precisa muito de pesquisa para desenvolver armamentos melhores para os nossos policiais”, reforça.

    De acordo com o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP) André Zanetic, a declaração do ministro interino “causa estranheza já que o investimento é mínimo. Ele contradiz tudo o que o conhecimento mundial diz sobre a segurança pública”.

    Para ele, “precisamos melhorar a qualidade da informação, que é muito aquém da necessária”. Nunes concorda com o especialista e afirma que “as polícias precisam ser melhor preparadas para atuar de forma mais consequente em uma sociedade democrática”.

    Em 2014, a União gastou pouco mais de R$ 8 bilhões com segurança pública. De 2011 a 2014, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o governo federal aumentou o investimento em informação e inteligência de R$ 98 milhões para R$ 464 milhões.

    No mesmo ano ocorreram 59.627 homicídios no país, a maioria por armas de fogo, como mostra o Atlas da Violência. “O mais preocupante é armar com mais força ainda essa polícia despreparada, que mata o jovem negro e pobre nas periferias das grandes cidades”, diz Nunes.

    Ele defende a cultura da paz. “Muito importante o desenvolvimento de pesquisas pelos órgãos de segurança pública, inclusive para detectar os focos de violência e incentivar a cultura da paz até mesmo entre os policiais militares, que agem com excessiva violência”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB com agências

  • Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil era um exemplo na política de combate ao trabalho infantil, mas com o governo Temer a questão está andando para trás. “Com a crise se agravando cada vez mais vemos crianças sendo exploradas e da forma mais vil”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Foi pensando nisso e em maneiras de erradicar essa prática que a OIT criou em 2002, o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, em 12 de junho. A OIT desenvolve a campanha Fora da escola não pode, como forma de combater o trabalho infantil e neste ano enfatiza a questão educacional como prioridade.

    Veja a campanha Fora da escola não pode da OIT

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 3 milhões de crianças e adolescentes sofrem em semáforos, lixões, feiras, restaurantes, no campo, nas indústrias e no trabalho doméstico.

    Ainda de acordo com o IBGE cerca de 5% das pessoas entre 5 e 17 anos estão em situação de trabalho infantil no país. Sendo que quase 60% vivem na área rural.

    A Convenção Internacional 182 da OIT, da qual o Brasil é signatário, descreve como as piores formas de trabalho infantil a escravidão, o tráfico de drogas, o trabalho doméstico e a exploração sexual.

    “É muita perversidade o que fazem com meninas neste país”, acentua Lucileide Reis, vice-presidenta da CTB-PA. “A crise tem elevado o número de meninos e meninas em trabalhos que pesados até para adultos, mas no trabalho doméstico é crítico o aumento de crianças sendo utilizadas”.

    Já o pesquisador do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Luiz Carlos Fadel, afirma que a exploração do trabalho precocemente impede as crianças de jovens de se desenvolverem com saúde.

    “Prejudica de todas as formas. Causa deformidades ósseas, enfermidades e problemas psíquicos que podem ser para toda a vida”, conta. Mas, segundo Fadel, o maior problema é a miséria.

    “É necessário dar melhores condições para as famílias. É isso o que a OIT preconiza e é isso que está no cerne da questão”. Mais importante ainda, diz ele, “é cobrar responsabilidade social das grandes empresas. Foi assim que surgiu a primeira lei de proteção à infância no mundo do trabalho em 1802 na Inglaterra (Revolução Industrial)”.

    Para ele, há também um problema sério nas campanhas de combate à exploração ao trabalho infantil. “As crianças crescem entendendo o trabalho com um demônio, aí os dolescentes são cobrados a trabalhar. Aí o Estado cobra das famílias, que necessitam daquela renda, mas a responsabilidade é toda do Estado”, reforça.

    Trabalho infantil é toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima permitida, de acordo com a legislação de cada país. No Brasil, desde a promulgação da Constituição Cidadã em 1988, só é permitido trabalhar após os 16 anos e ainda sem prejuízo à saúde e aos estudos. Como aprendiz, pode-se trabalhar meio período a partir dos 14 anos.

    A OIT lança neste ano a campanha "100 milhões por 100 milhões" para erradicar o trabalho infantil no mundo, pois são cerca de 100 milhões de crianças em situação de trabalho infantil no planeta. A campanha estará nas redes sociais, em parlamentos, movimento social e sindical.

    Conheça a Campanha 100 milhões por 100 milhões

    Assista o vídeo da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, doTribunal Superior do Trabalho (TST) de 2015: 

    “É necessário desenvolvermos intensas campanhas para erradicar o trabalho infantil de nosso meio ou a saúde física e mental das futuras gerações estará comprometida”, sintetiza Nunes. Para ele, a exploração sexual é a maior perversidade, que “liquida com a infância e a possibilidade de futuro para essas crianças e jovens”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Agência Brasil

  • Arraes retorna do exílio em 1979, com a Lei da Anistia, nos braços do povo (Foto: Memorial da Democracia)

    Como uma carreira política a mais brilhantes, o ex-governador de Pernambuco, Miguel de Arraes Alencar, completaria 100 anos nesta quinta-feira (15), não tivesse partido em 13 de agosto de 2005, aos 89 anos.

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Joílson Cardoso conta uma história que dá a real dimensão da grandeza de Arraes, que nasceu em Araripe, no Ceará, em 15 de dezembro de 1916, mas fez sua carreira política em Pernambuco.

    Cardoso conta que no Congresso da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em 2004, Arraes fora convidado a discursar. E em meio à intensa polêmica o fez. Apesar da polêmica, diz o vice-presidente da CTB, com sua “voz rouca, firme, amiga e solidária”, o político pernambucano, “abrandou o ânimo da discórdia dos presentes, recolocando nos termos da unidade o evento dos camponeses”. Ao final de seu discurso, “Arraes foi aplaudido de pé por todos os trabalhadores e trabalhadoras”, complementa.

    Assim foi marcada a carreira desse grande brasileiro, odiado pelas forças reacionárias, mas amado pelo povo. Foi prefeito de Recife, deputado estadual, deputado federal e por três vezes governador de Pernambuco, o estado que adotou para fazer sua imponente carreira política.

    "Miguel Arraes foi um lutador em defesa do povo brasileiro, cearense da região do Cariri, desde cedo se comprometeu com as lutas populares", afirma Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB.

    Arraes jornal humanitas

    Três vezes eleito governador de Pernambuco, ainda hoje é lembrado e amado pelo povo (Foto: Jornal Humanitas)

    Sempre esteve do lado da classe trabalhadora e já em seu primeiro governo obrigou os donos de engenho a pagarem o salário mínimo, ao menos, para trabalhadores e trabalhadoras rurais. Convidado a renunciar pelos golpistas de 1964, preferiu a resistência.

    “Recusando-se a renunciar ao mandato, preferindo a prisão e o exílio a romper com os compromissos assumidos, Arraes enfrentou as adversidades decorrentes da sua opção, mas, por outro lado, seu nome ficou marcado na História de Pernambuco com tintas fortes. Não faltam críticas à sua atuação como administrador, nem contestações às suas propostas. Mas, provavelmente, a figura de Arraes continuará sendo o que sempre foi: um divisor de águas, com posições claras, sejam elas rechaçadas ou dignas de elogios, diz a jornalista Tereza Rozowykwiat, em seu livro “Arraes”, recém-publicado nas comemorações de seu centenário.

    Ativo defensor das liberdades democrárticas, Arraes foi voz atuante na campanha das Diretas Já em 1984. Para mostrar as posições firmes e ao lado das forças progressistas e populares de Arraes, Cardoso narra outro acontecimento. “No final de maio de 2005”, conta, “tramitava no Congresso Nacional a famigerada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 369/2005, que quebrava a unicidade sindical e abria uma fenda para a reforma trabalhista reduzindo direitos e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras”.

     Arraes prodiretasja 1984

    Em manifestação da grande campanha por eleições diretas para enterrar a ditadura, em São Paulo (Foto: Claudine Petroli)

    “Arraes não hesitou”, diz ele, “convocou a Executiva Nacional do PSB e a bancada federal, em reunião conjunta, realizada na Câmara Federal, para rechaçar a proposta”. O político de Pernambuco afirmou que estaria sempre “contra os mecanismos de controle das forças conservadoras, que não querem o crescimento das forças emergentes da sociedade que desejam transformações mais profundas”.

    Por isso tudo, a CTB presta homenagem ao grande brasileiro Miguel Arraes, homenageado pela escola de samba de Vila Isabel, do Rio de Janeiro, no carnaval deste ano, com o tema "Memórias do Pai Arraia - Um Sonho Pernambucano, um Legado Brasileiro". Aliás, o desfile da Vila Isabel sofreu boicote da Rede Globo, justamente pela escolha do homenageado.

    Assista vídeo com o samba-enredo da Vila Isabel 

    “A nossa central não poderia deixar de lembrar as lutas desse grande homem, um grande exemplo de resistência e de bravura para estes tempos sombrios pelos quais passa o nosso país”, afirma Nunes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social que ocorreu entre os dias 18 e 20, no Rio de Janeiro, trouxe importantes novidades para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Entre as novidades está a criação do Colevito LGBT. Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da central, afirma que a criação do coletivo significa um “importante avanço para o movimento sindical”.

    Para ele, a CTB “dá um passo importante para abranger essas pessoas tão discriminadas pelo mercado de trabalho”. Além de incluir os LGBTs no mundo do trabalho, Nunes defende o combate a todas as formas de violência e discriminação.

    “Quanto mais espaços para a diversidade, mais possibilidades de acabar com o assassinato de transexuais e travestis no país”, reforça. Já que pesquisa da Transgender Europe coloca o Brasil na incômoda posição de campeão da violência contra as pessoas trans.

    De acordo com o levantamento entre 2008 e 2016 foram assassinados 900 trans no país, num total de 2.016 no mundo. Ou seja, “o Brasil responde por 46,7% dos homicídios registrados de pessoas trans em todo o mundo”, afirma Gabriela Loureiro, da BBC Brasil (leia a íntegra da reportagem aqui).

    Informações do Disque 100 (serviço para denúncias de violações dos direitos humanos) mostram que em 2015 foram registradas 1.983 ligações denunciando violência contra trans, um crescimento de 94% em relação a 2014, quando ocorreram 1.024. A maioria das denúncias referem-se a casos de discriminação (53%), já 25% são de violência psicológica, 11% de agressões físicas e 2% outros.

    "Nós precisamos enxergar com muita importância e respeito a diversidade. Afinal, defendemos e lutamos por  uma sociedade que valorize as diferentes expressões humanas. Assim, considero que demos um passo importante na nossa organização, sobretudo diante da tarefa de valorizar os segmentos de LGBT como lésbicas, gays, mulheres e homens bissexuais, travestis e mulheres e homens trans", fala Adilson Araújo, presidente da CTB.

    Por isso, o coletivo vai se reunir em breve para elaborar proposta de “criação da Secretaria LGBT como uma forma de ampliar o leque de luta por igualdade em nosso país”, define Nunes. A proposta deve ser encaminhada ao congresso da CTB, que ocorre em agosto do ano que vem.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Alexandra Reichart

  • “A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se solidariza com os familiares e amigos da Chapecoense neste momento de dor”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da CTB.

    O dirigente sindical ressalta a atitude do Atlético Nacional, de Medellín, na Colômbia, de abrir mão da disputa e encaminhar pedido para a Confederação Sul Americana de Futebol (Conmebol) para dar o título de campeão ao clube brasileiro.

    “É uma atitude honrada dos jogadores, da comissão técnica e da direção do clube em proporcionar à Conmebol de dar o título à Chapecoense”, acentua. Em sua rede social o clube colombiano deu uma demonstração de sentimento de humanidade. “O Atlético Nacional, por decisão unânime do plantel, pediu que a Chapecoense fosse declarada campeã da Copa Sul Americana de 2016”, escreveu.

    O acidente

    O avião que levava a equipe catarinense para a primeira partida da final da disputa, caiu na madrugada desta terça-feira (29), em La Union, na Colômbia, bem perto do seu destino. As notícias, embora contraditórias, dão o saldo de 76 mortos, entre os 72 passageiros e 9 tripulantes que estavam no voo.  Dentre eles, 20 jornalistas de várias empresas da região. Imediatamente muitos torcedores rumaram para a Arena Condá, o estádio municipal utilizado pelo clube de Chapecó.

    Tanto que em sua página oficial o clube catarinense diz que devido ao “desencontro das notícias que chegam”, a “Associação Chapecoense de Futebol reserva-se o direito de aguardar o pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana, a fim de emitir qualquer nota oficial sobre o acidente”.

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    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cancelou a partida da final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético-MG, em Porto Alegre, nesta quarta-feira, assim como os jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol deste fim de semana, passando todos para o dia 11.

    Os times brasileiros também prestaram solidariedade. Várias equipes se propuseram a jogar a última partida do Brasileirão 2016 com a camisa do time de Santa Catarina. Também decidiram ceder jogadores emprestados sem custo algum e pedira à CBF que a Chapecoense fique fora do descenso, caso fique entre os quatro últimos colocados no campeonato da série A.

    Espírito humano

    “A CTB acredita que a solidariedade deve prevalecer em todos os setores da vida. Principalmente em horas tão tristes como o caso do falecimento de dezenas de profissionais em pleno exercício de suas funções”, reforça Nunes.

    Ele espera que a atitude do clube da Colômbia sirva para a sociedade se espelhar. Não apenas nas relações de lazer e esporte, mas em todas as relações sociais. Essa solidariedade, esse espírito humano deve prevalecer em todos os setores da vida, com a predominância da tolerância e do respeito. Que essa atitude dos colombianos transcenda o esporte e seja levada à vida e atinja toda a sociedade para acabarmos com o ódio e a violência vigentes”.

    Nota baixa mais uma vez para o comportamento da mídia, que não perde o tino comercial nem mesmo em tragédias de tamanha comoção.

    Conheça um pouco a história do clube

    A Associação Chapecoense de Futebol foi fundada em 10 de maio de 1973, em Chapecó, Santa Catarina.  A partir de 2009, o time foi subindo de categoria. Terceiro colocado na Série D em 2009 foi para a Série C, ficando em quarto em 2012, indo para a Série B, sendo vice-campeão em 2013. Assim passou para a Série A, onde vem se mantendo desde então.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Parece quem nem os golpistas se entendem mais. O colunista de O Globo, Lauro Jardim publicou em sua coluna deste domingo (31) que o vice-presidente Michel Temer – em exercício na Presidência – foi “ruidosamente vaiado” durante um ensaio de abertura da Olimpíada Rio 2016.

    Os Jogos Olimpícos começam na sexta-feira (5), com ato contra o golpe marcado para este dia. De acordo com Jardim, “os apupos aconteceram justamente na hora que o locutor informa ao público a presença de Temer no estádio”.

    “Mesmo a parte da população que apoiava o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, percebeu o verdadeiro motivo pelo qual a elite quer derrubá-la”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ele, a partir do momento em que "a população começou a conhecer os projetos dos golpistas, percebeu que está sendo enganada, pro isso, repudiam o Temer".

    O sindicalista acredita que projetos como “a reforma da Previdência, que prevê idade mínima de 70 anos para a aposentadoria, o fim da valorização do salário mínimo e os cortes na educação, saúde e cultura, mostram que eles querem acabar com as conquistas que tivemos nos últimos anos”.

    Além disso, diz Nunes, “as privatizações prometidas e a entrega do pré-sal para petrolíferas estrangeiras, deixam claro o programa contra os interesses nacionais e da classe trabalhadora do desgoverno golpista”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O fotógrafo Sérgio Silva levou um tiro de bala de borracha trabalhando na cobertura de um protesto em 13 de junho de 2013 na capital paulista. Ele perdeu o olho esquerdo e entrou com uma ação na Justiça por indenização.

    Nesse dia outros 15 jornalistas também foram feridos na repressão policial. Mas o comandante Benedito Meira achou que os ferimentos em jornalistas aconteceram por causa dos “riscos da profissão” e julgou a ação da Polícia Militar normal.

    O juiz Olavo Zampol Júnior, da 10ª Vara da Fazenda Pública, foi ainda mais longe. Para ele, “ao se colocar entre os manifestantes e a polícia, permanecendo em linha de tiro” ele "assumiu o risco de ser alvejado por alguns dos grupos em confronto (polícia e manifestantes)”.

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    Para o secretário  de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Carlos Rogério Nunes, essa é “mais uma decisão equivocada da Justiça, porque o fotógrafo estava trabalhando, além de que a PM foi truculenta na ação”.

    Era uma das manifestações do que ficou conhecido como  a Jornada de Junho, contra o aumento das tarifas no transporte público. Na repressão policial foram usadas balas de borracha contra os manifestantes, além de spray de pimenta e gás de efeito moral.

    A partir do acidente, Silva tornou-se ativista de campanhas contra a violência policial. Chegou a entregar uma petição ao secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira pedindo a proibição do uso de bombas de efeito moral e balas de borracha em manifestações.

    Inclusive a Anistia Internacional já cobrou da Justiça o reparo ao fotógrafo, que deve recorrer da decisão da primeira instância. "A Justiça não pode agir às cegas, tem que compreender a natureza do trabalho jornalístico e manifestações pacíficas não podem ser reprimidas numa democracia", conclui Nunes.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com agências

  • A mais recente pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a MDA Pesquisas, aponta crescimento significativo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) na disputa de 2018.

    O levantamento feito entre os dias 8 e 11, em 138 municípios, ouvindo 2.200 pessoas revela que em pesquisa espontânea (quando não é citado nenhum nome), para o primeiro turno, o ex-presidente tem 16,6%, seguido por Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com 6,5%.

    “Essa pesquisa revela que mesmo com toda a mídia burguesa massacrando o Lula, desde 2005, o ex-presidente continua vivo na memória e na alma do povo brasileiro”, assinala Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Na pesquisa estimulada (quando os possíveis candidatos são apresentados), o ex-presidente se mantém na frente em todos os cenários experimentados. Numa hipótese do primeiro turno, Lula aparece com 30,5%, seguido por Marina Silva (Rede-AC) 11,8%, Bolsonaro 11,3% e Aécio Neves (PSDB-MG) 10,1% em empate técnico.

    Já sem o senador mineiro Aécio Neves, Lula sobe para 31,8%, seguido por Marina Silva (12,1%), por Bolsonaro (11,7%) e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em quarto lugar com 9,1%, todos em empate técnico.

    Agora sem Ciro Gomes (PDT-CE) e sem Alckmin, Lula continua em primeiro lugar com 32,8%, Marina Silva vem em segundo com 13,9%. O ex-presidente mantém a liderança também em todos os cenários apresentados para o segundo turno.

    “O povo não é bobo. A direita jogou pesado contra a presidenta Dilma, golpeando a democracia, com o slogan de combate à corrupção e da salvação da economia. Todo mundo está vendo que desde então a crise brasileira tem se acirrado”, afirma Nunes.

    Para ele, os projetos do governo Temer que “visam acabar com conquistas históricas da classe trabalhadora, estão motivando as pessoas a repensar suas atitudes. As reformas da Previdência e trabalhista, o descaso com a educação e a saúde públicas, entre outras medidas podem estar ligando o sinal de alerta na população que trabalha.

    Veja a pesquisa completa aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Ricardo Stuckert

  • O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira (12) a sua mais recente pesquisa feita entre os dias 6 e 8, em 152 municípios, de 25 unidades da federação. Foram pesquisados 2.016 eleitores.

    Chama a atenção a pergunta sobre a possível queda do vice-presidente que assumiu o lugar da presidenta Dilma Rousseff, após o golpe do impeachment.

    "Se Michel Temer por algum motivo perder o mandato a partir de 2017, o substituto deve ser escolhido de forma indireta pelo Congresso, ou seja, só por deputados e senadores, como manda a Constituição ou por meio de eleições diretas, pela população?", pergunta a pesquisa.

    Resultado: 90,8% querem eleições diretas em qualquer situação. Somente 6% disseram preferir eleição indireta. “Realizar nova eleição ainda é a melhor saída para a crise institucional que o país vive”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

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    Inclusive tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição, de autoria de Miro Teixeira (Rede-RJ), propondo eleição direta em qualquer situação de vacância de poder no Executivo. Essa proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, mas continua engavetada.

    Outro dado do levantamento merece destaque. 74,7% responderam não ter intenção de votar em Temer se ele se candidatasse em 2018. Já 49% disseram preferir candidato que nunca tenha participado da política, mas 32,2% declinaram preferência por candidato com carreira política consolidada.

    A maioria absoluta mostrou também ser a favor de novas eleições para deputados federais e senadores. O resultado foi 68,6% a favor de eleições gerais e 26,1% contra. “O governo golpista de Temer e o Congresso Nacional viraram as costas para a voz das ruas, o país quer uma coisa e o governo faz o oposto”, acentua Nunes.

    Veja a pesquisa completa aqui

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Rodriguinho, do Corinthians, parece pedir aos céus que barrem a reforma trabalhista (Foto: Alex Silva/Estadão)

    Atletas do Corinthians, Flamengo, Atlético Mineiro e Internacional de Porto Alegre realizaram um protesto inusitado na abertura do Campeonato Brasileiro de Futebol (Brasileirão) 2017. Contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Michel Temer, eles usaram tarja preta.

    "A reforma trabalhista quer parcelar as férias, o descanso semanal, entre muitos outros direitos", diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Muito bom ver que os jogadores dos clubes da elite do futebol entram nessa luta para barrar esse projeto, que acaba com a Consolidação das Leis do Trabalho e retrocede para décadas passadas", complementa.

    Orientados pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fepaf), os jogadores criticam a retirada de inúmeros direitos da classe trabalhadora. Mencionam a possibilidade de os patrões parcelarem suas férias e até o descanso semanal remunerado, dividindo em 12h cada descanso.

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    D'Alessandro, do Internacional, comemora seu gol na vitória contra o Londrina, pela série B (Foto: Ricardo Duarte)

    "Modificação na estrutura do direito de arena, parcelamento de férias, repouso semanal remunerado em 2 períodos de 12 horas, fim do recesso coletivo do calendário e insegurança contratual estão nas propostas de mudança que tramitam no Congresso Nacional e causam revolta na categoria", afirma comunicado da Fepaf.

    Segundo a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no ano passado atuavam no Brasil 28.203 jogadores profissionais de futebol. Sendo que somente 1.106 ganham acima de R$ 5 mil por mês e 82% recebiam menos do que R$ 1 mil, pouco mais que um salário mínimo.

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    Atletas do Flamengo e Atlético Mineiro com a tarja preta do protesto (Foto: Pedro Martins/MoWa Press)

    “A reforma trabalhista liquida com direitos fundamentais da classe trabalhadora, prejudicando o decanso de que necessitamos para repor as energias. Certamente, essas propostas aumentarão os adoecimentos (leia mais aqui) e o tempo disponível para a família, o lazer, a cultura e para a prática esportiva", acentua Nunes. 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Bem no Dia do Estudante, quinta-feira (11), o Senado Federal realizou audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre os projetos em tramitação que pretendem a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

    A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/1993 foi aprovada pela Câmara dos Deputados no ano passado e enviada ao Senado. Agora a CCJ iniciou a discussão sobre as PECs 74/2011, 33/2012, 21/2013 e 115/2015. A CCJ rejeitou as outras PECs e dabaeu somente a 33/2012, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

    “Muito mais importante do que se pensar em diminuir a idade penal para prender os jovens, seria estarmos discutindo programas para salvar a juventude, investindo em educação, cultura, esporte e no primeiro emprego para os que já têm idade para isso”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ele defende a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com 26 anos de vigência, e da Constituição Federal, de 1988, como solução para as questões referentes aos jovens inferatores. "Temos leis suficientes e boas para reeducar os infratores e criar espaços para os jovens desenvolverem-se".

    Apenas o representante da bancada a bala na Câmara, Laerte Bessa (PR-DF) e o representante da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Wladimir Reale defenderam a alteração constitucional.

    Reale defende maior flexibilidade para a tomada dessas decisões de acordo com a gravidade do crime cometido. Já Bessa argumenta a favor porque acredita que os jovens com menos de 18 anos são impunes. “Chegamos num alto índice de inimputáveis que acreditam muito na impunidade”.

    reducao maioridade penal

    Para o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, reduzir a maioridade penal, “é quase descartar essas pessoas da nossa sociedade”, porque “não é isolando as pessoas que nós conseguimos construir uma sociedade mais justa e mais fraterna”.

    Nunes concorda com dom Steiner. “Esse projeto é movido pelo sentimento de ódio e de vingança. Além de não resolver o problema da violência, torna a juventude presa fácil para o crime”.

    Até mesmo a representante do Ministério da Justiça golpista, a secretária especial de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, critica os projetos e cita estatísticas mostrando que apenas 4% dos crimes são praticados por adolescentes, sendo menos de 1% na prática de homicídios.

    Ela cita a situação carcerária do país e indaga: “é nesse lugar (presídios) que está a esperança dos nossos jovens? É para esse lugar que nós vamos encaminhá-los? ” Enquanto o defensor público Bruno Moura, da Bahia, lembra que “as pessoas se esquecem que essa pessoa que a gente deposita nesses depósitos humanos que temos hoje, ela um dia vai retornar à sociedade”.

    O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Fabio Paes, defende o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). “O Brasil é condenado por relatórios internacionais não porque não tenha leis, mas porque não as aplica”, diz.

    Visão compartilhada por Heloisa Helena Silva, da Fundação Abrinq. Segundo a assessoria do Senado, ela pediu a rejeição das PECs para a redução da maioridade penal. E também defende a rejeição da PEC 241/2016, que, para ela, significa “ferir de morte” o Plano Nacional de Educação (PNE).

    Assista parte da audiência no Senado 

    Já para a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), “temos que continuar juntos, buscando o envolvimento da sociedade para dizermos não à PEC 33, mas também à PEC 241, que tira dinheiro da educação e das áreas sociais”.

    O procurador de justiça do Paraná, Olympio de Sá, afirma que a PEC em tramitação na CCJ é inconstitucional. “É o discurso equivocado dos que querem transformar crianças e adolescentes em bodes expiatórios da situação de insegurança que vivemos no país”.

    Nunes rechaça todas as propostas de alteração da Constituição em prejuízo dos mais jovens. “Crianças e adolescentes não precisam ser encarcerados. Precisam sim de escolas que contemplem as suas necessidades de desenvolvimento cognitivo e emocional. Precisam de proteção da família, do Estado e da sociedade, não de mais punição”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Foto: Marcos Oliveira

  • Trabalhadores libertados na Superintendência Regional do Trabalho em Santa Catarina

    O repórter Piero Lacatelli, da ONG Repórter Brasil, fez uma denúncia inédita. A juíza do Trabalho Herika Machado da Silveira Fischborn de Santa Catarina invalidou a ação dos auditores que flagraram 156 trabalhadores em condições precárias em uma fazenda, com os documentos apreendidos e sem receber salários há pelo menos 2 meses.

    O flagrante ocorreu em abril de 2010, mas a sentença foi proferida em março deste ano. A auditora coordenadora da operação, Lilian Rezende, relata que neste mês levou o caso ao Conselho Nacional de Justiça e à Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).

    Ela denuncia que nem sequer foi ouvida pela juíza. “[É um processo] que desde o início me condena de pronto, sem permitir minha defesa”.

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    Texto nas paredes do dormitório da fazenda

    Segundo Fischborn, a escravidão se justificaria porque “[os] trabalhadores são, em sua maioria, viciados em álcool e em drogas ilícitas, de modo que (…) gastam todo o dinheiro do salário, perdem seus documentos e não voltam para o trabalho, quando não muito praticam crimes”.

    Para Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), é muito importante seguir denunciando e punindo o trabalho escravo no país. “Os governos Lula e Dilma fortaleceram o combate ao trabalho escravo e o Conatrae e os fiscais têm que fazer o seu trabalho para erradicarmos de vez essa chaga”.

    Ele lembra ainda que tramita no Senado o projeto 432/2013, de autoria de Romero Jucá (PMDB-RR), que visa “acabar com a expropriação de terras onde se verifique trabalho escravo, praticamente absolvendo os patrões flagrados”. 

    Em seu despacho a juíza diz ainda que “o fato de reter a CTPS (Carteira de Trabalho) somente causa, na realidade, benefício à sociedade. É cruel isto afirmar, mas é verdadeiro. Vive-se, na região serrana, situação limítrofe quanto a este tipo de mão de obra resgatada pelos auditores fiscais do trabalho que, na realidade, causa dano à sociedade”.

    A reportagem do Repórter Brasil conta que “sem dinheiro, documentos e transporte, os trabalhadores não conseguiam voltar para suas casas no interior do Rio Grande do Sul, de onde haviam saído com promessas de emprego. Eles sequer conseguiam chegar à cidade mais próxima, São Joaquim, a 40 quilômetros da fazenda onde trabalhavam, por estrada de chão”.

    Fischborn foi ainda mais longe e acusou os auditores de agir de “forma cruel” ao libertar os trabalhadores escravizados. “Ao ciclo vicioso de trabalho inadequado, vício, bebida, drogas, crack, crime e Estado passando a mão na cabeça”. Ela anulou “parte da operação dos auditores fiscais do trabalho, mas também pediu que a Polícia Federal os investigasse”, diz Lacatelli.

    dependencias fazenda trabalho escravo santa catarina

    Situação das dependências destinadas aos trabalhadores escravizados

    Os auditores relatam uma situação na qual se configura trabalho análogo à escravidão. Não havia acomodação adequada. A fiscalização flagrou ainda que “os banheiros não possuíam portas e eram integrados aos quartos, fazendo com que a água do banho escorresse por debaixo das camas e aumentasse a umidade do local”.

    De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho escravo pode assumir diversas formas. “Pode estar relacionado com o tráfico de pessoas, que cresce rapidamente no mundo todo. Ele pode surgir de práticas abusivas de recrutamento que levam à escravidão por dívidas; pode envolver a imposição de obrigações militares a civis; pode estar ligado a práticas tradicionais; pode envolver a punição por opiniões políticas através do trabalho forçado e, em alguns casos, pode adquirir as características da escravidão e o tráfico de escravos de tempos passados”.

    Nunes reforça a posição da CTB contra a exploração do trabalho escravo e condena a decisão da juíza. “É incompreensível que uma juíza do Trabalho tome decisão carregada de preconceito e sem se ater aos fatos denunciados e ainda incrimine quem deu o flagrante”.

    dormitorio defazenda flagrada em trabalho escravo

    Dormitório destinado aos trabalhadores

    O ex-presidente do Conatrae, Rogério Sottili afirma que o combate ao trabalho escravo foi efetivado em 1995, mas ganhou força a partir de 2003, com o ex-presidente Lula e que em 20 anos foram libertados quase 50 mil trabalhadores.  Sendo que a maioria das pessoas em situação análoga à escravidão no país foram libertadas em áreas urbanas, boa parte na construção civil e indústria têxtil, a serviço de poderosas grifes.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Depois de aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados na quarta-feira (26), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 já foi enviada ao Senado, onde passou a ser a PEC 55.

    O Senado abriu nesta quinta-feira (27), uma consulta pública sobre a PEC, que congela investimentos em saúde, educação, assistência social e ainda os salários dos servidores por 20 anos. Acesse aquipara votar. Até o momento são 4.692 contra e 203 a favor desse ataque ás conquistas dos últimos anos no país.

    “É importante a participação de todos nessa votação para mostrar a insatisfação geral com os objetivos dessa PEC, que farão piorar e muito os serviços públicos, além de acabar com a saúde e a educação públicas”, explica Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O texto da PEC 55 (o mesmo da PEC 241) já está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde será escolhido um relator, provavelmente algum senador do PMDB e segue um cronograma definido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

    Pelo cronograma, a primeira votação deve ocorrer dia 29 de novembro e se aprovada vai para plenário novamente no dia 13 de dezembro. Se aprovada sem modificações, as novas regras passam a valer, assim que for promulgada. Se ocorrer alguma modificação, a PEC volta para a Câmara dos Deputados.

    Apelidada de PEC do Teto dos Gastos Públicos no Senado ela ganhou as alcunhas de PEC do Fim do Mundo ou PEC da Maldade pela população.

    Estudantes ocupam milhares de escolas em todo o país contra essa proposta porque praticamente liquida com a educação pública. “Essa PEC liquida com os sonhos dos jovens das classes menos privilegiadas deste país, acaba com as possibilidades de sonhar com uma universidade”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    “Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma Ana Julia Ribeiro, em discurso emocionante que viraliza na internet (leia aqui). Para ela, o movimento dos estudantes “se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.

    O presidente da CTB, Adilson Araújo diz que essa PEC “é a corda no pescoço da classe trabalhadora”. Para ele, “a aprovação dessa PEC abre caminho para enterrar o Estado e qualquer proposta que promova uma mudança civilizatória”.

    Veja o cronograma da PEC 55 no Senado

    >> O texto foi encaminhado nesta quarta-feira à CCJ, onde será designado um relator;
    >> 1º de novembro: parecer do relator é apresentado, e senadores terão uma semana para análise;
    >> 8 de novembro: audiência pública para debater a PEC (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
    >> 9 de novembro: votação do parecer do relator (se a PEC for aprovada, o texto será enviado ao plenário);
    >> Data a definir: audiência pública para debater a PEC no plenário (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
    >> 29 de novembro: votação da PEC em primeiro turno no plenário;
    >> 13 de dezembro: votação da PEC em segundo turno no plenário.

    Portal CTB com Agência Senado

  • O Instituto Ipsos divulgou a pesquisa Barômetro Político nesta quarta-feira (26). Os dados revelam que Michel Temer é o político mais rejeitado da história do país. Somente 4% dos entrevistados julgam o seu governo como ótimo e bom.

    Enquanto 75% das pessoas classificaram o governo ilegítimo como ruim ou péssimo. “É um claro sinal das políticas desastrosas desenvolvidas por Temer tanto para o país, quanto para a classe trabalhadora”, analisa Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Além de reprovação recorde, o presidente ilegítimo vê a sua aprovação pessoal despencar. Somente 10% dos entrevistados aprovam a atuação de Temer. Enquanto 87% o desaprovam. “Não poderia ser diferente. Além de chegar ao poder sem voto, Temer constituiu um governo sem mulheres, sem negros, persegue os LGBTs e ainda por cima governa contra os pobres”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A pesquisa Barômetro Político mostra também que para 92% dos pesquisados o Brasil está no rumo errado. O levantamento ouviu 1.200 pessoas em todo o país. Foi-lhes pedido que opinassem sobre 27 personalidades do mundo político e jurídico.

    E para tirar o sono de vez de Temer e seus aliados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o político com maior aprovação do país. Lula tem a aprovação de 34% dos entrevistados. O melhor colocado do PSDB é José Serra com 18%. Já Ciro Gomes teve 11% das preferências.

    A pesquisa foi feita na primeira quinzena de abril. “Os dados revelam que as centrais sindicais e os movimentos sociais estão no rumo certo de combater tenazmente esse governo ilegítimo”, afirma Nunes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Bria Webb/Reuters

  • Carlos Roberto Massa, o Ratinho, famoso apresentador de programa do SBT, foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a pagar multa de R$ 200 mil por manter funcionários em uma de suas fazendas em situação análoga à de escravidão.

    “É estarrecedor que em pleno século 21 ainda tenhamos que conviver com a prática da escravidão”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Rogério acredita ainda que com o governo golpista, a tendência é piorar para a classe trabalhadora já que “eles querem aumentar a jornada de trabalho e retirar todos os direitos trabalhistas, impondo uma agenda muito próxima do que se pode chamar de trabalho escravo”.

    Para o sindicalista cearense, a situação fica ainda pior por se tratar de um apresentador de televisão que ganha milhares de salários mínimos por mês e maltrata dessa maneira seus empregados.

    “É chocante quando alguém que trabalha nos meios de comunicação e supostamente possui uma visão esclarecida das coisas, haja dessa forma”, afirma Rogério. “Com a luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais para conquistar a cidadania, os meios de comunicação deveriam exercer a sua função social para divulgar a importância do respeito às pessoas”.

    Entenda o caso

    A Fazenda Esplanada, que fica em Limeira do Oeste, no interior de Minas Gerais, foi flagrada pelos fiscais do TST desrespeitando normas básicas de boas condições de trabalho. Faltava equipamentos de segurança, um refeitório adequado e vários trabalhadores estavam e situação irregular.

    Ratinho é reincidente. Ele já havia sido condenado a pagar multa de R$ 1 milhão pelos mesmos motivos em uma ação da Justiça do Trabalho de Minas Gerais, depois que o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Uberlândia ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra ele.

    O apresentador é um dos principais fornecedores de cana de açúcar para uma empresa de Limeira do Oeste. "Não existiu trabalho em condição análoga à de escravo", diz nota do apresentador e produtor rural apresentada à imprensa, "mas restabeleceu a condenação no pagamento de indenização por dano moral coletivo, no valor R$ 200 mil em razão do suposto descumprimento dos aspectos da legislação indicados no item 4”.

    No caso de Uberlândia, a relatora do processo, ministra Dora Maria da Costa disse não restar “dúvidas da conduta ilícita praticada pelo empregador, causando prejuízos a certo grupo de trabalhadores e à própria ordem jurídica, cuja gravidade dos fatos e do ato lesivo, impõe o reconhecimento do dano moral coletivo''.

    Para Rogério, é inconcebível que crimes que remontam a séculos passados e à barbárie fiquem impunes. “Utilizar de mão de obra escrava agride toda a humanidade e deve ter uma punição compatível com essa agressão”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com agências

  • O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Melo aceitou a solicitação do advogado Mariel Marley Marra para destravar o pedido de impeachment de Michel Temer, encaminhado por ele na Câmara dos Deputados há um ano.

    Em abril do ano passado, Melo concedeu liminar para abertura de processo de impedimento contra o então vice-presidente Michel Temer.

    Onze meses após a deposição da presidenta Dilma, vários partidos ainda não indicaram representantes para a comissão especial de impeachment e o processo está parado.

    Para Marra, o pedido se justifica porque aponta "flagrante prática de crime de desobediência, bem como a presença de fortes indícios de crime de prevaricação por parte dos líderes que deliberadamente estão se omitindo nas indicações para a comissão".

    O secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Carlos Rogério Nunes analisa como positiva a decisão do STF, embora julgue tardia.

    “Embora seja tardia a atitude do STF, que pode resultar em processo e=de impeachment de Temer, a CTB vê como positiva essa decisão do ministro Melo, porque o Temer tem várias acusações contra si e deve ser afastado para responder sobre essas acusações”, diz Nunes.

    Ele lembra também que o Ministério Público Federal deve ser acionado para verificar o motivo de os líderes partidários não indicarem representantes para a comissão e assim dar andamento ao processo.

    A comissão precisa de 66 membros para funcionar e só tem 16 indicados até o momento. PMDB e PSDB não indicaram ninguém para compô-la. "O efeito prático”, dessa medida, é fazer com que “os deputados cumpram a ordem judicial”, afirma Marra.

    De acordo com o sindicalista Nunes, “do ponto de vista legal existem diversos indícios de ilícitos que justificam o afastamento do presidente Temer, principalmente as acusações de formação de Caixa 2”.

    Para ele, o governo Temer está arrasando com os direitos da classe trabalhadora. “Além de congelar os investimentos em educação e saúde por 20 anos, quer acabar com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e com a aposentadoria”.

    Por isso, complementa, “quanto mais rápido for esse processo para o afastamento do presidente ilegítimo, melhor para o Brasil. Dia 28, vamos barrar nas ruas todos esses retrocessos com a maior greve geral da história do país”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

  • As câmaras de vídeo do Metrô da Estação Dom Pedro II, em São Paulo, mostram mais um brutal assassinato contra um trabalhador. O vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas foi espancado até a morte por dois neonazistas pelo simples fato de defender um travesti que estava sendo agredido por eles, em pleno Natal (domingo, 25).

    Um protesto foi realizado nesta terça-feira (27) no local do crime. Reportagem da Folha de S.Paulo informa que a segurança do Metrô só apareceu no local após os agressores terem fugido.

    “O Sindicato dos Metroviários, que também participou do ato, alertou que não há agentes suficientes para cobrir às 20h diárias de funcionamento do Metrô, devido aos inúmeros cortes que têm sido feitos. serviço de transporte público.

    “Ruas apenas trabalhava. Era um dos milhões de negros e índios que ainda hoje não descansam nem durante a ceia de Natal. Em um metrô, onde o Estado inexiste, em que tudo foi privatizado, inclusive, pelo visto, até a alma das pessoas, apenas pediu calma, apenas defendeu o direito do ser humano ser quem é”, diz Daniel Araújo Valença, professor de Direito e doutorando em direitos humanos.

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    Padre Júlio Lancelotti participa do ato com o Sindicato dos  Metroviários

    (Foto: Jorge Ferreira/Mídia Ninja)

    “Os noticiários têm se limitado a mencioná-lo como 'o ambulante assassinado na estação do metrô', como se o seu trabalho não o dignasse a ter o nome pronunciado em escala nacional. Essa é uma das várias maneiras encontradas pelos grandes veículos de comunicação, deseducadores do povo que são, de atrelar implicitamente o valor de cada um de nós à nossa posição social, de negar nossa humanidade com base no nosso poder aquisitivo. Luiz era humano”, afirma texto da revista digital Pazes.

    “A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se solidariza com a família de Luiz Carlos Ruas, esse novo herói, que perdeu a vida para defender a vida e a liberdade. Não podemos mais nos calar diante de tamanha brutalidade. Que os responsáveis sejam presos, julgados e punidos”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB.

    O trabalhador Luiz Carlos Ruas tinha 54 anos e vendia salgados e refrigerantes nesse local há mais de 20 anos informam parentes da vítima. Assassinado a socos e pontapés, após tentar defender uma travesti de dois homens que tentavam agredi-la e a plena luz do dia, sem ninguém socorrer o agredido.

    A esposa de Índio - apelido de Ruas - “essa não foi a primeira vez que ele agiu em favor dos moradores de rua da região. Ela contou que ele acordava cedo todos os dias e dava café da manhã para eles. Quando tinha dinheiro, ainda comprava marmitex e as distribuía”, disse ao Mídia Ninja. O velório do vendedor ambulante será realizado hoje na cidade de Diadema, região do ABC Paulista.

    alipio dos santos e ricardo do nascimento suspeitos de espancar o ambulante luiz carlos ruas ate a morte reproducao uol

    Os primos suspeitos identificados por familiares através de vídeo do Metrô (Reprodução)

    Através do vídeo das câmaras do Metrô, a polícia identificou dois suspeitos. Os primos Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos e Ricardo do Nascimento Martins, de 21 anos. Os próprios familiares dos acusados fizeram a identificação. Eles já têm a prisão temporária decretada.

    Portal CTB com Jornalistas Livres, Mídia Ninja, Revista Pazes e Folha de S.Paulo

  • O dia 17 de abril de 2016 - um domingo - jamais será esquecido das páginas da história do Brasil. Nesse dia 367 deputados federais votaram contra o Brasil e disseram sim para o processo de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff. Apenas 137 votaram pelo não.

    Com transmissão ao vivo pelas emissoras golpistas, o mundo viu o palco da votação e o Brasil virou chacota. Os parlamentares pareciam estar num programa infantil mandando beijinhos para os familiares. Pior que teve gente que criticou a corrupção e hoje responde processo.

    Dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fazem um balanço desse primeiro ano do golpe que acabou com a democracia e pretende liquidar com as conquistas da classe trabalhadora no país. Confira abaixo os depoimentos:

    Nivaldo Santana, vice-presidente

    “O golpe de 17 de abril provoca efeitos dramáticos na democracia, na economia e soberania nacional e principalmente nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e aposentados. A melhor forma de se contrapor a esse grave retrocesso é unir amplas forças sociais e políticas em defesa do Brasil, da democracia, do emprego e dos direitos conquistados”.

    Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer

    “Graves retrocessos acompanham as tramas golpistas neste ano de vigência do golpe. Programas como o Minha Casa, Minha Vida deixaram de atingir os mais pobres para atender a classe média. Os direitos dos povos indígenas são cada vez mais desrespeitados. Inclusive há proposta de venda de terras brasileiras para estrangeiros. Os direitos individuais também estão se perdendo com o desrespeito aos direitos humanos. A população LGBT vê recrudescer todas as suas conquistas e o Brasil é o campeão em violência contra esse grande contingente de sua população”.

    Elgiane Lago, secretária da Saúde e Segurança no Trabalho

    “O governo de Temer aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 55, congelando por 20 anos os investimentos na saúde pública. Pretenda ainda transformar o SUS (Sistema Único de Saúde) em um plano ‘acessível’ para a população de baixa renda, porém diminuía qualidade do atendimento e est acabando com a Farmácia Popular, que comercializava remédios a preços acessíveis. Essas são algumas das medidas do pacote de maldade do governo golpista. São perdas irreparáveis que prejudicam diretamente a saúde do povo brasileiro”.

    Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora

    “As mulheres acumulam perdas desde a proposta de reforma da previdência pela qual igualam a idade mínima para aposentadoria, sem reconhecer que trabalhamos mais que os homens e ainda temos a dupla jornada. Além disso, o governo golpista põe fim às políticas públicas de atendimento à mulher, colaborando com a proliferação da violência”.

    Marilene Betros, dirigente

    “As trabalhadoras e os trabalhadores em educação estão sentindo o golpe na carne. Os investimentos em educação pública sofreram cortes profundos que serão difíceis de cicatrizar se não reagirmos agora. E se isso não bastasse, querem restringir a liberdade de cátedra, censurando a atuação dos profissionais em sala de aula. Em um ano, os golpistas fizeram a educação retroceder por décadas e a continuar os retrocessos se aprofundarão e o país perderá a força de toda uma geração para pensar o seu desenvolvimento enquanto nação”.

    Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial

    “A população afrodescendente perde todas as conquistas da última década. As cotas raciais nas universidades federais já constituem passado, a violência aumenta contra negras e negros, com o genocídio da juventude negra, pobre e periférica enchendo as páginas dos jornais diariamente. A discriminação cresce no mercado de trabalho, nas redes sociais e nas ruas. Tudo isso porque o golpe desenvolvido em sequência tem em sua essência a proposta de tirar da nação toda a sua riqueza e do povo brasileiro todo o seu pertencimento”.

    Raimunda Gomes, Doquinha, secretária de Comunicação

    "Em um ano de golpe testemunhamos retrocessos históricos em diversas áreas. No campo da comunicação e da cultura, o  consórcio golpista liderou um corte brutal, que eliminou possibilidades do avanço da cultura material e imaterial em nosso país. Isso não só acaba com qualquer horizonte de avanço social como, também, entrega os poucos espaços que fortalecemos à iniciativa privada. O desmonte da TV Brasil e a reestruturação do Ministério da Cultura são exemplos claros desse ataque". 

    Sérgio de Miranda, secretário de Política Agrícola e Agrária

    “Ao completar um ano do golpe, a classe trabalhadora pode contabilizar uma série de perdas. E as ameaças persistem sobre as nossas cabeças. Especificamente sobre os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, a maior perda refere-se à extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que foi uma importante conquista porque tratava das políticas da agricultura familiar e da reforma agrária.

    O fim do MDA, dificultou muito as negociações dessas políticas, além de problematizar a efetivação de diversos programas sociais. Para piorar, os assalariados e as assalariadas do campo também têm uma enorme perda com a aprovação da terceirização ilimitada pelo Congresso. Isso certamente trará uma série de dificuldades para toda a classe trabalhadora”.

    Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora

    “Os ataques à educação pública impossibilitam a juventude trabalhadora de ingressar na universidade. E como se isso não bastasse, o golpe mergulhou com tudo para restringir os espaços para os jovens se manifestarem, se reunirem e se expressarem. Haja visto, a política de perseguir pichadores e grafiteiros em São Paulo. Mas a juventude reage e vai à luta. Porque é preciso sonhar, mesmo quando fazem de tudo para destruir nossos sonhos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Antes mesmo da festa começar, ocorreu manifestação reunindo milhares de pessoas pelo "Fora Temer". Bastou Carlos Arthur Nuzman, do comitê organizador dos Jogos, citar o governo federal e as vaias ressoaram forte no histórico estádio do Maracanã, cenário da festa.

    Com o tema “Rompendo Limites”, a festa de abertura das Paralimpíadas Rio 2016 aconteceu nesta quarta-feira (7), sem grande destaque na mídia comercial.

    “A festa está bonita e a torcida grande para que os atletas brasileiros possam brilhar mais uma vez, mesmo com as dificuldades enfrentadas com o governo golpista golpeando o esporte paralímpico e olímpico no país”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Estarão participando da competição 4.314 atletas, de 159 países, que disputarão até o dia 18, 528 provas em 23 modalidades esportivas. São 225 medalhas femininas, 265 masculinas e 38 mistas em disputa.

    A delegação brasileira conta com 285 atletas, sendo 185 homens e 100 mulheres, a maior delegação da história. A perspectiva do Comitê Paralímpico Brasileiro é que o Brasil fique entre os cinco primeiros colocados no ranking de medalhas.

    “Muito importante a realização dos jogos paralímpicos no Brasil. É uma oportunidade para a refletirmos sobre a necessidade de políticas de inclusão, que deem oportunidades iguais para todos os brasileiros”, afirma Nunes.

    "O esporte é essencial para o reforço do espírito de solidariedade nas pessoas”. Ele ressalta ainda a necessidade da luta pelas Diretas Já como forma de barrar o golpe no país, neste momento em que "o mundo estará nos vendo".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB