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Qui, Jul

carnaval

  • Três advogados brasileiros impetraram ação popular contra a União para a imediata retirada de vídeo obsceno publicado no Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na última terça-feira, 5, durante o Carnaval. Eles argumentam que as cenas atingem ‘a moralidade administrativa’ da Presidência. O processo corre na 1.ª Vara Cível Federal de São Paulo.

    As imagens propagadas por Bolsonaro mostram dois jovens protagonizando a prática conhecida como ‘golden shower’. O caso aconteceu em São Paulo na segunda-feira, 4. O motivo presumível do gesto foi a tentativa de desmoralizar a maior festa popular do Brasil, que neste ano arrastou multidões com o grito “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c...”.

    Retaliação mesquinha

    O presidente da extrema direita sugeriu que a performance pornográfica é a marca registrada do carnaval brasileiro e prática generalizada de seus rebeldes foliões, o que não corresponde à realidade e mancha ainda mais a imagem do Brasil no mundo, além de trazer prejuízos ao nosso turismo. Foi um ato de retaliação mesquinha contra o povo que afluiu às ruas para criticá-lo, que assessores do Palácio do Planalto tentataram inutilmente corrigir.

    “O Presidente da República possui, no Twitter, aproximadamente três milhões e meio de seguidores. Dentre eles, certamente há crianças e adolescentes e isso já seria o suficiente para se determinar a sua remoção”, sustentam os advogados no pedido. Após a viralização do caso, o Twitter marcou o vídeo como impróprio. “Ao publicar o tal vídeo, atingiu a moralidade administrativa.”

    A peça é assinada pelos advogados Marcelo Feller, Jose Carlos Abissamra Filho e Ricardo Amin Abrahão Nacle. Eles alegam que, ao reproduzir o vídeo em seu perfil na rede social, Bolsonaro ‘acaba por desestimular o turismo no Brasil, em sua festa mais icônica e conhecida mundialmente’.

    Patrimônio cultural

    “Ao afirmar que um patrimônio cultural do país ‘virou’ uma cena dantesca, de um homem introduzindo um dedo no próprio ânus e depois sendo urinado, publicamente, o Presidente da República atacou diretamente patrimônio cultural brasileiro”, afirmam os advogados. “Não é a toa que toda a imprensa internacional, incrédula, noticiou o inusitado tweet.”

    A postagem de Bolsonaro com o vídeo polêmico e o posterior, no qual pergunta ‘o que é golden shower?’, repercutiu em veículos internacionais como New York Times, Daily Mail e Daily Mirror, além das agências de notícias Reuters e Associated Press.

    Os advogados afirmam, no pedido de urgência, que apresentarão em breve um aditamento para impor à União e a Bolsonaro a obrigação de não divulgar, nas redes sociais, institucionais e pessoais da Presidência da República, ‘fotos, vídeos e imagens de cunho pornográfico, bem como quaisquer publicações que possam prejudicar a imagem do país no exterior’.

    A divulgação das imagens causou desconforto até mesmo entre apoiadores do governo. O capitão reformado quis disfarçar a mancada produzindo uma outra durante encontro com militares em que assegurou que sem a anuência das Forças Armadas não existiria democracia no Brasil, o que foi interpretado como uma ameaça golpista aos congressistas para que aprovem a sua proposta de reforma da Previdência, que conseguiu a proeza de ser bem pior do que a de Michael Temer.

  • Acabou o Carnaval, fim da ilusão. Agora é a vida nua e crua, sem fantasia. Sai o Rei Momo e reassume o monarca capitão. Da alegria à dor. Apesar da completa desarticulação política e dos escândalos que o cerca, o governo Bolsonaro parte firme para tentar a aprovação de dois projetos bem antipopulares e, acima de tudo, anti-pobre. Afinal, foi eleito para isso.

    Um é a reforma da Previdência, que na prática acaba com o direito de o trabalhador se aposentar. Põe fim à aposentadoria por tempo de contribuição, impõe pelo menos 40 anos de recolhimento para receber o benefício integralmente, estabelece idade mínima de 62 anos para a mulher e 65 anos para os homens, além de inventar a tal da capitalização, que transfere todo o dinheiro do sistema previdenciário para os bancos.

    A reforma da Previdência inclui ainda outros danos às camadas mais carentes da população, que tanto precisam do apoio do Estado. Desvincula do salário mínimo o reajuste dos benefícios, propõe o fim das férias, do 13º salário e do FGTS. Um desastre para o trabalhador.

    O outro projeto é o famigerado pacote anticrime, idealizado pela mente maligna do ex-juiz e agora ministro da Justiça, Sérgio Moro. Sob o argumento de combate à criminalidade, ele quer conceder à polícia licença oficial, legal, para sair matando os classificados como “indesejáveis”.

    Um projeto inconstitucional, estúpido, genocida, que põe a população negra, pobre, moradora da periferia e das favelas na mira do aparato bélico dos órgãos de repressão do Estado. Uma insanidade sem precedente.

    Isso sem falar em outros absurdos como licença de mineração em terras indígenas e quilombolas, escola sem partido, desmonte da educação e da saúde públicas, achatamento do salário mínimo e por aí vai. Como em Salvador, dizem, “o ano só termina quando é Carnaval”, então está na hora de encarar a realidade e assumir a resistência.

    Fonte: bancariosbahia.org.br

  • Diversas campanhas contra o assédio às mulheres e meninas acontecem na maior festa popular do país. Para Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), essas campanhas são fundamentais.

    “Mas devem ter continuidade o ano todo”, diz. “Um dos problemas é que o governo golpista abandonou todas a políticas públicas a favor dos direitos da mulher”. Para ela, "devemos insistir para que o debate das questões de gênero façam parte do currículo escolar".

    Pereira ataca também a mídia burguesa que "acaba reforçando a visão sexista e de dominação sobre o corpo da mulher, tornando-a objeto do desejo masculino, o que contribui para a violência".

    O site Azmina lança a hashtag #UmaMinaAjudaAOutra. Isso “é sobre não concordar e lutar contra qualquer tipo de assédio, abuso ou tentativas. É sobre oferecer companhia. É sobre prestar ajuda, do jeito que for e pra quem for”, explica a jornalista Amanda Negri.

    A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, do PCdoB, gravou o vídeo “Coisas para fazer no carnaval sem ser um babaca”. Didaticamente, a deputada ensina aos homens como foliar sem assediar. Afinal, beijar sem consentimento “é beijo forçado e isso não pode”.

    Acompanhe o vídeo com a aula de Manuela D’Ávila 

    O governo da Bahia lançou a campanha “Respeita as Mina” com “objetivo de conscientizar a população e combater a violência contra as mulheres”, diz Julieta Palmeira, secretária de Políticas para as Mulheres do estado.

    Para Tereza Bandeira, secretária da Mulher, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia, “é incrível que em pleno século 21, ainda tenhamos que fazer campanhas para exigir respeito, combater a violência e acabar com o assédio nas ruas”.

    Pule com “Se Você Quiser”, de Pedro Abramovay e Gustavo Moura, mote da campanha Respeita as Mina 

    Já em Belo Horizonte, capital de Mina Gerais, Renata Chamilet e Raissa Bettinelli criaram “Tira a Mão: É Hora de Dar um Basta”, contra investidas inconvenientes, com base em um levantamento da ONG ActionAid, no qual 98% das mulheres disseram já ter sofrido assédio no carnaval. 

    Divirta-se com a marchinha da campanha e não ponha a mão em ninguém sem consentimento 

    Acompanhe a mensagem da cantora Brisa Marques 

    A secretária de Formação e Cultura da CTB, Celina Arêas, acredita que as expressões culturais são importantes para ajudar na mudança de comportamentos e mentalidades. “A cultura é essencial para que as pessoas reflitam sobre tudo na vida. Essas campanhas e as marchinhas podem ajudar no combate à violência contra as mulheres para que possamos viver sem medo o ano inteiro, não somente no carnaval”.

    Mas afinal é carnaval. “Deixa o dia raiar, que hoje eu sou. Da maneira que você me quer. O que você pedir eu lhe dou. Seja você quem for. Seja o que Deus quiser!”... “Noite dos Mascarados”, de Chico Buarque).

    Veja vídeo de Noite dos Mascarados (Chico Buarque, que canta com Elis Regina) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Maurício Araújo

  • Quem estiver na capital fluminense nesta segunda-feira (11), pode ter o privilégio de acompanhar o ato Cultura pela Democracia, às 17h, na Lapa. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente ao lado de Chico Buarque e muitos artistas e intelectuais. Entre eles, já confirmaram presença Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, Fernando Morais, Gregório Duvivier e Letícia Sabatella. 

    Discurso de Chico Buarque no dia 31 de março em ato contra o golpe. Ele diz "não vai ter golpe. De novo não":

     

    Todos os setores da cultura brasileira participam ativamente de atos contra o golpe. Artistas de todos os matizes estão dando a cara a tapa, sem medo de ser feliz. Chico e Lula têm históricos na defesa das liberdades democráticas e nos direitos da classe trabalhadora.

    Beth Carvalho canta Não Vai Ter Golpe de Novo (música feita especialmente para a ocasião):

     

    O ato ocorre hoje, porque a Comissão de Impeachment, da Câmara dos Deputados, deve votar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) - que já tem gente dizendo que quem escreveu foi Eduardo Cunha -, favorável ao impedimento da presidenta Dilma, mesmo sem comprovação de nenhum crime praticado por ela.

    A Fundição Progresso será palco dos inúmeros espetáculos e se a lotação exceder, as pessoas poderão acompanhar por um telão que será montado nos Arcos da Lapa. Lula deve se pronunciar às 19h30. Depopis todos sairão em cortejo para o grande palco da Lapa, que reunirá o colorido dos blocos de carnaval, do samba, do forró e da MPB e a atitude do Hip Hop e do Funk.

    "Lula é o cara", disse certa vez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Chico Buarque se transformou numa das maiores referências culturais do país.

    Clipe de Vai Passar, que virou hino da redemocratização do país:

     

    Atos como esse estarão ocorrendo em todo o país, com inúmeros acampamentos em praças públicas contra o golpe. Grande parte de trabalhadores e trabalhadoras da cultura está engajada nessa luta em defesa da liberdade.

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • A partir das 16h deste sábado (10) as ruas de São Luis irão ferver de entusiasmo com os foliões do Bloco das Centrais. “Vamos foliar à beça, mas vamos levar reflexão para a sociedade, denunciando a reforma da previdência que quer acabar com a nossa aposentadoria”, diz Joel Nascimento, presidente da CTB-MA.

    carnaval das centrais ctb ma

    A concentração ocorre na Praça da Saudade, às 16h, no centro da capital São Luis. Leve a sua fantasia e caia na folia com muita consciência.

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    Centrais sindicais levam alegria para as ruas de São Luis, no Maranhão, nesta terça (6)

    Depois do Carnaval a mobilização vai ser geral. No Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência - dia 19 – “estarmos nas ruas e nos aeroportos levando a nossa mensagem aos deputados e senadores: ‘Se votar, não volta’”, reforça Nascimento. No período da tarde, “teremos um ‘bandeiraço’ na ponte São Francisco”.

    Portal CTB

  • Após quase 20 anos, o Clube Esperia retoma sua tradição carnavalesca em grande estilo. No dia 3 de fevereiro, sábado, a partir das 22h, um dos mais tradicionais clubes de São Paulo promoverá um baile de Carnaval que promete ficar na história.

    A festa contará com a participação da Acadêmicos do Tatuapé, escola de samba campeã de 2017 e um show de um dos maiores intérpretes de samba-enredo do Brasil, Thobias da Vai-Vai acompanhado de Elizeth Rosa, também integrante da ala de compositores da escola de samba Vai-Vai, agremiação detentora do maior número de títulos do Carnaval de São Paulo.

    Outro destaque é para a banda Rama, que chega ao Esperia com a missão de animar o público com as clássicas marchinhas de carnaval, que não podem faltar. Para completar a festa, o valor do ingresso inclui um buffet* com comidinhas de boteco para a galera repor as energias.

    “Decidimos resgatar a tradição dos bailes de carnaval do Esperia. Nos últimos anos, temos realizado apenas as matinês para o público infantil. A partir deste ano, todos os “esperiotas” vão cair na folia. Afinal, os adultos também merecem se divertir”, comenta o presidente do Clube, Dr. Osmar Monteiro.

    Os ingressos podem ser adquiridos diretamente na secretaria do clube ou através do site portal.esperia.com.br/site/event/carnaval-esperia/. Estacionamento gratuito.

    O Esperia fica na avenida Santos Dumont, 1.313, Santana, zona norte de São Paulo

    Fonte: Revista Paulista

  • O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ) levou à Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) a discussão sobre a abertura ou não do comércio na Segunda-feira de Carnaval. Foi marcada na próxima quinta-feira (9) uma Mesa Redonda para superar o impasse entre trabalhadores e as empresas que pretendem abrir as portas nesse dia. Pois além de ignorar o direito dos comerciários ao descanso e ao lazer, esses patrões desconsideram a segurança dos funcionários e as dificuldades de locomoção pela cidade durante os dias de folia.

    “Trabalho no escritório em cima da loja já há quase três anos. Ontem fui informada que o patrão quer abrir na Segunda de Carnaval, como nunca havia acontecido antes. Tem Carnaval nas ruas do bairro, poxa! Isso é correto?”, perguntou pelo Facebook do Sindicato a comerciária R.M., que trabalha em Madureira. Em resposta, o Sindicato esclarece que é CONTRA a abertura das lojas nessa data. Uma nota de repúdio foi enviada aos sindicatos patronais e administradoras de shoppings para exigir a não-abertura das lojas.

    “O comércio do Rio nunca abre na segunda-feira de Carnaval. O acordo é antigo e a maioria dos donos de lojas da cidade nem mesmo se anima de abrir nesse dia. Só que esse ano algumas empresas sem noção querem estragar a festa. Não são verdadeiros cariocas, pois não conhecem o espírito da cidade. Sem falar nos patrões caras de pau que estão dizendo que têm acordo com o Sindicato para abrir. Isso é mentira! Dizem também que a folga na Segunda de Carnaval é apenas uma compensação pelo trabalho extra nas maratonas de vendas na época do Natal, que ano passado não teriam acontecido. Ora, problema deles se não vieram formalizar as maratonas com o Sindicato, porque a gente sabe, por denúncias, que elas aconteceram. Aliás, estamos investigando isso e também vamos cobrar providências junto à SRTE. Se isso aconteceu na sua loja, denuncie pra gente!”, explica o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

    Outros dias de folia – Márcio informa ainda que nos próximos dias, junto com outros diretores do Sindicato, vai aos principais centros comerciais da cidade para levar a posição da entidade aos comerciários e também aos donos de lojas. As visitas serão informadas pelos canais de comunicação do Sindicato, para que os trabalhadores possam engrossar o coro e aumentar a pressão sobre os patrões.

    Quanto aos demais dias de Carnaval, o Sindicato esclarece que na terça-feira é FERIADO e o comércio está proibido de abrir. A exceção é para os supermercados (embora muitos por costume não abram), que poderão funcionar desde que concedam aos funcionários adicional de 100% sobre as horas trabalhadas, jornada máxima de 8h, passagem casa-trabalho-casa e folga em até 30 dias após o feriado. Já na Quarta-feira de Cinzas (29/02), que NÃO é considerada feriado, o comércio poderá abrir normalmente a partir do meio-dia.

    Denúncia – Fique de olho! Se o patrão desrespeitar seus direitos, faça uma denúncia para que a fiscalização vá a sua loja. O nosso Setor de Denúncias ganhou um canal exclusivo. Lá você consegue relatar o problema em um formato muito mais simples e rápido. Segue o endereço: http://secrj.org.br/denuncias/ As denúncias são anônimas e sua identidade será mantida no mais absoluto sigilo.

    Do SEC-RJ

  • Pressionados, vários shoppings já anunciaram que vão respeitar a tradicional folga dos comerciários na Segunda-feira de Carnaval (27/02). Além de Shopping Tijuca, Barra Shopping/New York Center e Rio Sul, que já haviam confirmado que não haveria expediente, engrossaram a lista o Botafogo Praia Shopping, Shopping Leblon, ParkShopping Campo Grande, Village Mall e ParkShopping Sulacap. Em alguns haverá funcionamento apenas dos cinemas e praças de alimentação. No Rio Design Barra e Américas Shopping a abertura das lojas será facultativa. A pressão continua para que outros grandes centros comerciais como Norte Shopping, Nova América e Bangu Shopping respeitem os trabalhadores e tenham bom senso.

    “Os trabalhadores estão cada vez mais indignados. Sabem que vai ser difícil circular pela cidade e que a insegurança no período de Carnaval também vai aumentar. Muitos comerciários se preocupam que possam acontecer arrastões, com a bandidagem aproveitando o fato de que o policiamento estará concentrado nos locais em que haverá atividades de carnaval. Mesmo assim o Sindilojas e alguns shoppings não estão nem aí, contrariando até os donos das lojas, que sabem que o custo operacional será maior do que o faturamento no Carnaval. Há uma grande insatisfação de trabalhadores e lojistas. Esses shoppings estão brincando com fogo. Não desistiremos e vamos continuar pressionando junto com os trabalhadores”, promete o presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer.

    Proposta recusada – Não houve acordo na nova rodada de negociações entre patrões e Sindicato dos Comerciários do Rio sobre a Segunda-feira de Carnaval, que aconteceu nesta terça e quarta-feira (14 e 15/02), na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE). O Sindicato propôs o não funcionamento de 100% dos Shoppings e, em troca, oferecia a autorização para a maratona de vendas no fim do ano. O Sindilojas e representantes dos shoppings recusaram a proposta. Queriam a permissão do fim de ano, mas sem o compromisso com o não funcionamento total dos shoppings. “Abrir na segunda de carnaval custa caro e não compensa. Estamos abertos ao diálogo. Com os shoppings que não abrirem na Segunda, vamos conversar sobre a maratonas de vendas. Com os que abrirem, o papo vai ser diferente. Também vamos lutar na próxima campanha salarial para alterar as cláusulas relacionadas a esse assunto”, avisa o presidente Márcio.

    Do SEC-RJ

  • Historiadores afirmam que a folia do Carnaval já corria solta já muito antes de Cristo, feita por camponeses para favorecerem suas colheitas. Nos dias de Carnaval, quase tudo era permitido, até a participação das mulheres.

    Tamanha força adquiriu que a igreja Católica cooptou e adequou a folia ao seu calendário. Por isso, o Carnaval ocorre sempre no período anterior à Páscoa. Trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses, essa festa pagã ganhou feições brasileiras e se transformou numa paixão nacional assim como o futebol.

    Começou elitista com os bailes de máscaras da corte portuguesa, mas ganhou as ruas e o imaginário popular. Veio a repressão contra os cordões de Carnaval, constituídos de negros e negras.

    Cantada em prosa e verso, a magia do Carnaval consistia - e consiste - num tempo com predominância de uma certa igualdade e solidariedade, até se acabar na Quarta de Cinzas, quando os foliões purificam seus pecados. E aí tudo volta ao normal.

    Mas não existe Carnaval igual ao do Brasil. O casamento com o samba - gênero musical genuinamente brasileiro - deu uma cara nova à festa que ganhou as ruas definitivamente com os blocos e as escolas de samba, que surgiram no Rio de Janeiro na década de 1920.

    Não sem repressão e polêmicas. As escolas de samba se transformaram em grandes empreendimentos e o Carnaval carioca virou colossal, um espetáculo a céu aberto, que move comunidades o ano inteiro. Mais do que isso o Carnaval de Rua a cada ano cresce com muitos blocos levando milhões de foliões ás ruas.

    A alegria e a irreverência do reinado de Momo - durante o Carnaval - trouxeram outra pérola, que só existe aqui: as marchinhas de Carnaval. A primeira foi “Ô Abre Alas”, composta por Chiquinha Gonzaga em 1909.

    Mas o Brasil é gigante e a festa tem a suas nuances. Em Pernambuco casou com o frevo – outro gênero musical genuinamente brasileiro. Já Na Bahia surgem os trios elétricos, criados por Dodô e Osmar. Os trios elétricos atraem milhões de pessoas do mundo todo. Essas são festas que arrastam mais foliões no país.

    Mas o nosso samba ainda é na rua, longe das festas de gala de uma elite carcomida. Contra tudo isso, milhões de foliões tomam as ruas para festejar. Mulheres, homens e homossexuais pulando e cantando para espantar os fantasmas da opressão.

    Então, não dê bola para o que falam as más línguas, brinque, mas brinque com muito respeito. Sem assédio sexual e sem violência. Todas as pessoas querem brincar e voltar para casa sãs e salvas. A festa é de todas e todos.

    Portanto, “Deixa a festa acabar, deixa o barco correr. Deixa o dia raiar”... ("Noite dos Mascarados", de Chico Buarque).

    Noite dos Mascarados, de Chico Buarque, num raro momento cantando com Elis Regina:

    Marcos Aurélio Ruy é jornalista.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor. 

     

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    A apresentadora Sandra Annenberg, do Jornal Hoje, da TV Globo, estava animadíssima.

    Chamou o repórter Bruno Fontes ao vivo, de Olinda, para falar sobre o Carnaval nas ruas da cidade.

    O comportamento dos dois é o esperado: repórteres em geral odeiam o plantão de Carnaval, quando trabalham enquanto os outros se divertem.

    Mas, a chefia espera que eles apareçam animados na tela, se possível fazendo piadas com os foliões e demonstrando a descontração associada à festa.

    Sandra e Bruno cumprem seu papel de maneira perfeita. O repórter fala do bloco O Rodo, que teve de parar de tocar por causa da chuva.

    De repente, o inesperado: os foliões do bloco começam a cantar o que se tornou uma febre no Carnaval de 2019: “Bolsonaro é o carai!”.

    Cena tão ou mais surpreendente se passou com o repórter de uma afiliada da TV Record, também em Olinda.

    Ao vivo, ele entrevista uma foliã fazendo uma pergunta óbvia: O que é que não pode faltar no Carnaval de Olinda e de Recife? É essa alegria, esse calor humano…

    Entrevistada: … e Bolsonaro é o carai e Lula livre!

    No vídeo acima, você vê uma compilação de escrachos a Bolsonaro em todo o Brasil, de centenas de milhares de pessoas no bloco de Gloria Groove, em São Paulo, ao grupo de foliões do Rio que simulou um caixa eletrônico abastecendo o laranjal da família Bolsonaro.

    Divirtam-se.

     
    Fonte: viomundo.com.br 
  • Com uma pegada de irreverência, fazendo um protesto com alegria e criatividade contra as maldades do governo golpista, o Bloco Sai na Marra conquistou muitos foliões que lotaram cada desfile realizado pelo bloco desde o dia 4 de fevereiro. Com 17 anos de tradição na zona oeste de Fortaleza, o Sai na Marra realiza o seu último desfile de pré-carnaval neste sábado, 18/02, a partir das 17h. A concentração será na praça da Associação de Moradores do Bairro Ellery (Rua Almeida Filho). De lá, a banda segue em cortejo pelas ruas do bairro até chegar ao Polo de Lazer da Sargento Hermínio, onde é realizado o baile de carnaval, até às 22 horas. Na ocasião, serão premiadas as melhores fantasias de carnaval nas categorias Livre e Fora Temer.

    Clipe viraliza nas redes sociais

    Um clipe caseiro do desfile do Bloco Sai na Marra viralizou nas redes sociais nas duas últimas semanas, com cerca de 200 mil pessoas alcançadas e 77 mil visualizações. Na página do bloco no Facebook, Sai na Marra, há comentários de foliões de todo o Brasil. A marchinha, em defesa da previdência social e das aposentadorias, caiu na boca do povo. O jornalista Maurício Lima, o professor Alexandre Sousa e o publicitário e fundador do bloco, Flávio Arruda, são coautores da marchinha e estarão presentes no desfile. Assista abaixo:

    Irmã Naumtema

    A personagem do bloco que ganhou a simpatia dos foliões, sendo destaque na mídia local, volta a fazer suas previsões neste sábado para os foliões. É a Irmã Naumetema, que montará sua tenda para consultas na concentração do bloco até às 18h30. Ela já avisa: "Traz tudo de volta, menos a aposentadoria se a deforma da Previdência for aprovada". Folia com irreverência na medida certa. Confira trecho da marchinha de protesto contra o governo Temer e seu pacote de maldades:

    “E não tem PEC nem pecado que me cale
    Não tem tristeza que abale o meu cantar
    O Sai na Marra tá na rua, vem meu povo
    Vamos de novo, nosso bloco é popular”

    Por Gilda Barroso

  • Quem estiver na capital fluminense nesta segunda-feira (11), pode ter o privilégio de acompanhar o ato Cultura pela Democracia, às 17h, na Lapa. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente ao lado de Chico Buarque e muitos artistas e intelectuais. Entre eles, já confirmaram presença Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, Fernando Morais, Gregório Duvivier e Letícia Sabatella. 

    Discurso de Chico Buarque no dia 31 de março em ato contra o golpe. Ele diz "não vai ter golpe. De novo não":

     

    Todos os setores da cultura brasileira participam ativamente de atos contra o golpe. Artistas de todos os matizes estão dando a cara a tapa, sem medo de ser feliz. Chico e Lula têm históricos na defesa das liberdades democráticas e nos direitos da classe trabalhadora.

    Beth Carvalho canta Não Vai Ter Golpe de Novo (música feita especialmente para a ocasião):

     

    O ato ocorre hoje, porque a Comissão de Impeachment, da Câmara dos Deputados, deve votar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) - que já tem gente dizendo que quem escreveu foi Eduardo Cunha -, favorável ao impedimento da presidenta Dilma, mesmo sem comprovação de nenhum crime praticado por ela.

    A Fundição Progresso será palco dos inúmeros espetáculos e se a lotação exceder, as pessoas poderão acompanhar por um telão que será montado nos Arcos da Lapa. Lula deve se pronunciar às 19h30. Depopis todos sairão em cortejo para o grande palco da Lapa, que reunirá o colorido dos blocos de carnaval, do samba, do forró e da MPB e a atitude do Hip Hop e do Funk.

    "Lula é o cara", disse certa vez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Chico Buarque se transformou numa das maiores referências culturais do país.

    Clipe de Vai Passar, que virou hino da redemocratização do país:

     

    Atos como esse estarão ocorrendo em todo o país, com inúmeros acampamentos em praças públicas contra o golpe. Grande parte de trabalhadores e trabalhadoras da cultura está engajada nessa luta em defesa da liberdade.

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • Em post no seu perfil na rede social Facebook, a sambista e deputada estadual (PCdoB/SP), Leci Brandão, alertou sobre os atos de violência nas escolas de samba, ao fazer referência ao integrante da Vai-Vai filmado agredindo uma mulher, no último sábado (19), durante ensaio técnico no Anhembi.

    No vídeo, que circula nas redes sociais, o homem expulsa a mulher da passarela do desfile, puxando o cabelo dela e dando empurrões.

    "Lamentavelmente, o que aconteceu no ensaio da Vai Vai é constante nos lares brasileiros. A responsabilidade pelo combate à violência contra a mulher deve ser assumida por toda a sociedade", externa a artista.

    Acompanhe íntegra da nota:

    As escolas de Samba, em sua maioria, foram fundadas por pessoas de tradição. Senhoras baianas, Velhas Guardas, sambistas, enfim, pessoas de referência que sempre tiveram o cuidado de ensinar sobre o respeito, educação e muita consciência política.

    As famílias do Samba precisam continuar a entregar esse conhecimento, promovendo uma cultura de paz e honrando as pessoas que vieram antes de nós. Lamentavelmente, o que aconteceu no ensaio da Vai Vai é constante nos lares brasileiros. A responsabilidade pelo combate à violência contra a mulher deve ser assumida por toda a sociedade.

    As pessoas que lá estavam poderiam impedir que a agressão prosseguisse por mais tempo, independentemente do cargo do agressor. Essa história de "não meter a colher" não existe. Aliás, sempre foi desculpa usada para tentar justificar a nossa omissão e o suposto direito do homem sobre o corpo da mulher. Essa violência alimentada cada vez mais por discursos políticos fascistas já tem mostrado sua intensidade.

    Mas de 100 feminicídios aconteceram no país somente neste início de ano. As delegacias da mulher que funcionariam 24 horas foram vetadas em São Paulo. Devido à pressão da sociedade, o novo governo do estado decidiu manter algumas delegacias, número obviamente insuficiente diante do problema que, há anos, não tem a devida atenção do Poder Executivo.

    Deixo registrada a minha solidariedade para com a cidadã agredida publicamente, que ela tenha forças para seguir a vida com felicidade e cidadania e que possa contar com o apoio da sociedade, sendo isso apenas a nossa obrigação. Chega de culpar a vítima, chega de violência conta a mulher!

    Por fim, espero muito profundamente que todas as escolas de Samba, não somente a Vai Vai, tomem consciência do problema e passem a combater violências internamente. O samba é cultura, sempre deve promover alegria e paz. Não é esse o legado que carregamos.

    22 de janeiro de 2019
    Leci Brandão

     

    Portal CTB

  • A Estação Primeira de Mangueira conquistou, nesta quarta-feira (6), o vigésimo título de sua história no carnaval do Rio de Janeiro. Fundada em abril de 1928, no Morro da Mangueira, próximo à região do Maracanã, a escola levou à Sapucaí o samba-enredo na última segunda-feira (4). A ideia era contar a trajetória de heróis negros e índios esquecidos dos livros e não mencionados na história oficial do Brasil.

    O enredo foi assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira e contado em 24 alas e cinco alegorias.

     

    Com 3,5 mil integrantes, a escola apresentou heróis como o guerreiro Sepé Tiaraju, que tentou evitar o massacre dos guaranis pelas tropas portuguesas e espanholas. A Mangueira também homenageou a trajetória de líderes como Luis Gama, advogado abolicionista, Luisa Mahin, ativista participante da revolta dos Malês, e Dandara, líder quilombola esposa de Zumbi dos Palmares, além de tratar de temas como as revoltas indígenas.

    Ao longo do desfile, os carros trouxeram frases como “Ditadura Assassina”, mostraram ex-presidentes como Floriano Peixoto pisando em cadáveres e apresentaram os Bandeirantes como gananciosos que mataram e escravizaram índios em busca de ouro (em vez da imagem de desbravadores que consta nos livros escolares).

    Em seguida, a Mangueira lembrou a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada há cerca de um ano, cujas investigações seguem sem solução. Além de citar o nome dela no samba, uma das últimas alas trouxe diversas bandeiras com o rosto da vereadora em verde e rosa (as cores da agremiação). A arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle, esteve presente na passarela, usando uma camiseta com os dizeres “Lute como Marielle”. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e o vereador Tarcísio Motta (PSOL) também participaram do desfile.

    Um dos destaques da escola foi a bateria que levantou o público ao utilizar instrumentos característicos de religiões de matriz africana. A ação foi pensada não apenas pela sonoridade, mas para explicitar, mais uma vez, o tom político e social do desfile de 2019, buscando valorizar a cultura afro e criticar o preconceito contra as religiões afrodescendentes.

    A Mangueira incomodou o Clã Bolsonaro. Em mensagens no Twitter, o vereador carioca Carlos Bolsonaro procurou desqualificar a escola, atribuindo-lhe vínculos com "tráfico, bixeiros e milícia", quando é público e notório o envolvimento da sua própria família com a milícia. Ele não gostou muito da declaração do carnavalesco.  "Essa festa aqui é um recado político para o presidente. Carnaval não é 'putaria' como que ele quis mostrar para o mundo inteiro. O Carnaval é uma festa, uma festa de gente preta, de resistência", afirmou Leandro Vieira, durante transmissão ao vivo da TV Globo, numa referência ao vídeo pornográfico postado por Jair Bolsonaro para caluniar a maior festa popular do Brasil e quem sabe do mundo. O vídeo indecoroso pode respaldar um processo de impeachment, uma vez que ficou claro que o líder da extrema direita cometeu um crime de responsabilidade.

    As escolas Imperatriz Leopoldinense e Império Serrano foram rebaixadas.

    Com informações do Brasil de Fato

  • – O Carnaval brasileiro é uma das maiores festas populares do planeta e só por isso já tem mídia internacional constante ano após ano. Mas o presidente de turno conseguiu fazer com que a imprensa internacional desta vez se ocupasse de um vídeo pornográfico postado por ele no Twitter. As imagens capturam um momento isolado, não datado e não sinalizado quanto à localidade em que ocorreu como marca do Carnaval brasileiro. O NYT ironizou na manchete: “Presidente brasileiro Bolsonaro posta vídeo com golden shower. Comentários jorram”. O Independent: “Presidente Bolsonaro tuíta ‘o que é golden shower?’ após postar vídeo explícito de um homem urinando na cabeça de outro”. O El País: “Bolsonaro tuíta vídeo obsceno de Carnaval e desata polêmica no Brasil”.

    – Felizmente a vitória da Mangueira no Rio salvou a pátria, embora ainda não tenha tido muita repercussão na imprensa internacional. Esperamos que até amanhã seja essa a notícia mundo afora sobre o Carnaval brasileiro. O desfile da Mangueira foi marcado pelo reconhecimento de negros, negras, índios e índias como os grandes heróis e heroínas da história brasileira. Homenagens a Marielle, cuja morte completa um ano em poucos dias, foi destaque da escola.

    – A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, apresentou ontem (6) o relatório anual do comissariado ao plenário do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra. Crises na Venezuela, Nicarágua e situação dos imigrantes nos EUA foram seus focos.

    – Segundo Bachelet, há uma crise política, econômica e social na Venezuela que tem sido “exacerbada pelas sanções internacionais”, gerando um resultado alarmante. O Conselho de Direitos Humanos da ONU voltará a se reunir para tratar da situação da Venezuela no dia 20 de março, com a presença da alta comissária. Bachelet e sua equipe devem chegar a Caracas em 10 de março.

    – Na Venezuela forças chavistas estão convocando marchas para o dia 9 de março, data em que se completam quatro anos do anúncio das primeiras sanções impostas ao país pelo então presidente norte-americano Barack Obama.

    – O retorno de J. Guaidó à Venezuela no último dia 4 foi menos espetaculoso do que norte-americanos e ele próprio gostariam. O vice-presidente americano, Mike Pence, tuitou no sentido de manter elevada a tensão com o governo Maduro: “Qualquer ameaça, violência, ou intimidação contra ele não será tolerada e receberá pronta resposta”. À sua espera no aeroporto estavam os embaixadores da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Peru, Equador, Alemanha, Espanha, França, Holanda, Portugal e Romênia, além do encarregado de negócios dos EUA. Manifestantes anti-Maduro também estavam no aeroporto, mas tudo pareceu um arremedo frente ao recente fracasso da Operação Cúcuta de 23 de fevereiro.

    – Um dos embaixadores que foram receber Guaidó, o da Alemanha, foi dado como persona non grata na Venezuela pelo chanceler Jorge Arreaza. O embaixador é acusado de ingerência externa nos assuntos venezuelanos.

    – Incomodado com as referências a Guaidó na imprensa como “autoproclamado presidente” da Venezuela, o departamento de Estado dos EUA solicitou aos meios de comunicação de todo o mundo para se referir a ele como “presidente interino”. Segundo o porta-voz Robert Palladino não fazê-lo é “cair na narrativa de uma ditadura”. Em resposta, um jornalista que assistia ao pronunciamento ponderou que dos 193 Estados membros da ONU, apenas 50 reconheciam Guaidó como suposto presidente da Venezuela.

    – Um dos embaixadores que foram receber Guaidó, o da Alemanha, foi dado como persona non grata na Venezuela pelo chanceler Jorge Arreaza. O embaixador é acusado de ingerência externa nos assuntos venezuelanos.

    – Incomodado com as referências a Guaidó na imprensa como “autoproclamado presidente” da Venezuela, o departamento de Estado dos EUA solicitou aos meios de comunicação de todo o mundo para se referir a ele como “presidente interino”. Segundo o porta-voz Robert Palladino não fazê-lo é “cair na narrativa de uma ditadura”. Em resposta, um jornalista que assistia ao pronunciamento ponderou que dos 193 Estados membros da ONU, apenas 50 reconheciam Guaidó como suposto presidente da Venezuela.

    – Aconteceu ontem (6), também na Argentina, uma paralisação e uma marcha gigante de professoras e professores. Os atos vêm em resposta a dados divulgados pelo Centro de Estudos Políticos da Argentina (CEPA) de que 70% dos docentes argentinos estão abaixo da linha de pobreza, além das reivindicações por aumento dos salários, segurança nas escolas e a “paritária nacional” (acordos coletivos salariais impedidos por decreto de Macri) não cumprida pelo governo. O movimento segue até sexta em coordenação com as atividades do 8 de março.

    – Ainda sobre a Argentina, deu na revista Forbes que o país está a um passo do colapso econômico. A revista cita a CEPAL para dizer que o cenário econômico do país sul-americano pode ser explicado “pelo seu nível de endividamento, que aumentou 20 pontos percentuais do PIB entre 2017 e o segundo semestre de 2018, alcançando uma dívida pública de 77,4% do PIB”. A revista diz ainda que a cada dia na Argentina fecham sete pontos de comércio e que entre 2015 e 2017 foram fechadas 3.190 empresas.

    – Um registro importante e que não passou por estas notas é sobre a cúpula ocorrida no último dia 28 entre Trum e Kim em Hanói, no Vietnã. A reunião terminou antes do previsto e sem acordo entre os líderes, segundo a Casa Branca.

     

    Ana Prestes- Socióloga, mestre e doutora em Ciência Política pela UFMG. Autora da tese “Três estrelas do Sul Global: O Fórum Social Mundial em Mumbai, Nairóbi e Belém” e do livro infanto-juvenil “Mirela e o Dia Internacional da Mulher”. É membro do conselho curador da Fundação Maurício Grabois, dirigente nacional do PCdoB e atua profissionalmente como assessora internacional e assessora técnica de comissões na Câmara dos Deputados em Brasília.

     

    Fonte: revistaforum.com.br

  • O cantor, compositor e escritor Martinho José Ferreira - Martinho da Vila - completou 80 anos na segunda feira de Carnaval (12), uma data que não poderia passar em branco. O artista foi homenageado pela escola de samba Unidos do Peruche no desfile do grupo especial de São Paulo no Carnaval 2018, além de receber inúmeras homenagens pelo país afora.

    Martinho que nasceu em Duas Barras (RJ) faz jus à Vila Isabel do grande Noel Rosa (1910-1937). Presidente honorário da Unidos da Vila Isabel, o compositor se tornou uma das principais vozes dos morros cariocas na MPB.

    Canta, canta minha gente (Martinho da VIla) 

    As suas canções têm histórias reais como “O Pequeno Burguês” é a vida de um amigo a quem estavam dando um “gelo” porque não os convidou para a festa de sua formatura, da qual souberam depois ele não participou por falta de dinheiro:

    “Morei no subúrbio
    Andei de trem atrasado
    Do trabalho ia prá aula
    Sem jantar e bem cansado
    Mas lá em casa
    À meia-noite
    Tinha sempre a me esperar
    Um punhado de problemas
    E criança prá criar...”

    Uma vida inteira dedicada ao samba com mais de 50 anos de carreira e 49 discos solo lançados. Martinho da Vila também se tornou escritor e fez de sua vida uma batalha em defesa da cultura popular e de combate ao racismo.

    Tanto que no ano passado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lhe concedeu o título de doutor Honoris Causa. Porque ele se tornou “um mediador entre a cultura popular e a erudita, por suas qualidades biculturais de mestre popular e de ídolo da indústria cultural, o que potencializou sua atuação na promoção da cultura popular e na militância contra o racismo na sociedade brasileira”, diz trecho da justificativa para o seu justo título.

    Madalena do Jucu (Martinho da Vila) 

    Antenado e atuante, no Carnaval de 1988, a Vila Isabel levou para a avenida o enredo “Kizomba, Festa da Raça”. Detalhe esse era o ano em que se fazia a Constituição Cidadã, promulgada em outubro e a Vila cantava:

    “Esta Kizomba é nossa constituição
    Que magia
    Reza ageum e Orixá
    Tem a força da Cultura
    Tem a arte e a bravura
    E um bom jogo de cintura
    Faz valer seus ideais
    E a beleza pura dos seus rituais”

    Kizomba é uma palavra angolana que significa festa popular.

    Cidadão do mundo, Martinho da Vila despontou para o grande público no Festival de MPB da TV Record em 1967 com o partido-alto “Menina Moça” (proibida pela censura por falar em desquitar, separar e amigar).

    Com muita poesia, faz refletir com suas rimas inusitadas e melodia popular, que faz até o mais sério dos sérios remexer o corpo, nem que seja com a discrição dos pés sambando meio envergonhadamente. Faz também refletir sobre a vida e o que estamos fazendo dela como em “Ciranda de Roda”:

    “Ciranda de roda
    De samba de roda da vida
    Que girou, que gira
    Na roda da saia rendada
    Da moça que dança a ciranda
    Ciranda da vida
    Que gira e faz girar a roda
    Da vida que gira”

    Mas como em “Casa de Bamba” ninguém dá bola para intriga a vida segue com a força do canto na ponta da língua afiada. A força da MPB reluz em Martinho da Vila mostrando a sabedoria popular em superar as pedras no caminho colocadas por uma elite que odeia o povo e o trabalho e permanece com a mentalidade escravista mesmo no século 21.

    Quem é do mar não enjôa (Martinho da Vila, interpretada por Paulinho da Viola) 

    Martinho da Vila vem da escola de grandes nomes da MPB como Noel Rosa - o Poeta da Vila – e muitos outros que desceram o morro para o asfalto cantando suas dores e seus amores - a vida das brasileiras e dos brasileiros, enfim a alma do país, que sonha segurar tudo o que conquistar, desde que não seja demais e falte para as outras pessoas.

    Como no enredo da Vila Isabel de 1980, o compositor fez uma homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade ao interpretar o seu poema “Sonho de um Sonho” e levar para a avenida uma letra digna de Drummond:

    “Sonhei
    Que estava sonhando um sonho sonhado
    O sonho de um sonho
    Magnetizado
    As mentes abertas
    Sem bicos calados
    Juventude alerta
    Os seres alados
    Sonho meu
    Eu sonhava que sonhava
    Sonhei
    Que eu era o rei que reinava como um ser comum”

    Casa de Bamba (Martilho da Vila, cantando com sua filha Mart'nália) 

    Para finalmente “Renascer das Cinzas” (de Zé da Catimba), numa interpretação ímpar de Martinho da Vila:

    “Vamos renascer das cinzas
    Plantar de novo o arvoredo
    Bom calor nas mãos unidas
    Na cabeça de um grande enredo
    Ala de compositores
    Mandando o samba no terreiro
    Cabrocha sambando
    Cuíca roncando
    Viola e pandeiro
    No meio da quadra
    Pela madrugada
    Um senhor partideiro”

    Desnecessário falar da atualidade dos temas dos sambas de Martinho da Vila presentes nas mentes e nos sonhos de quem ama este país e sonha com uma nação mais feliz, justa e igual.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB 

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Minas Gerais (CTB-MG) mostra total indignação com as últimas ações do governador Fernando Pimentel em relação à educação no estado que, mais uma vez, faz das trabalhadoras e trabalhadores em educação os maiores prejudicados entre as diversas categorias do funcionalismo.

    Entre as cruéis ações do governador, destacamos:

    1°: Não pagamento do 13° salário da educação, parcelamento e atraso do pagamento do salário mensal. Há verba própria para nossa categoria oriunda do Fundeb. Cadê esse dinheiro, senhor governador? Queremos agora o que nos é de direito!

    2°: O governo do estado anunciou alteração do calendário escolar, sem debate prévio com a categoria. A absurda proposta apresentada de postergar o início das aulas (15/02 e 19/02) com o argumento do Carnaval, a nosso ver, não é uma justificativa séria. O objetivo é unicamente econômico e de prejudicar os trabalhadores e trabalhadoras em educação: cerca de 100 mil designados não receberão parte do salário. O governo Pimentel faz uma clara opção: não cumprir o programa pelo qual foi eleito e governar para quem não depende de um salário para sobreviver.

    3°: A lógica do governo é perversa. Os trabalhadores e trabalhadoras em educação designados receberão 15 dias a menos. Isso é surreal. O motivo para isto é que só irão receber em abril referente à março, pois a folha de pagamento de Fevereiro já estará fechada quando forem contratados (o objetivo aqui é ficar rendendo juros nos cofres do estado).

    4°: O governo economizará também com a extensão da carga horária das trabalhadoras e trabalhadores em educação efetivos, pois estes só vão receber estas extensões após o início das aulas (15 dias a menos).

    5°: O ano letivo tem obrigatoriamente um número mínimo de 200 dias, isto está na legislação. Como o governo Pimentel quer prorrogar o seu início, mais uma vez a categoria será prejudicada com a reposição em 7 sábados letivos e retirando ainda a semana do professor em outubro. Em resumo: os servidores e servidoras da educação receberão menos para realizar o mesmo serviço, só que agora aos sábados e no antigo “feriado”.

    Por sermos contra estas propostas e nos solidarizarmos com os servidores contratados, visivelmente os mais prejudicados, é que nós da CTB conclamamos o governador Fernando Pimentel a cumprir a Lei e dialogar com a categoria de modo a pôr fim a estas absurdas propostas! Nós, professores e professoras, o elegemos com outro plano de governo, outro projeto político!

    Portanto, convocamos toda a categoria a dar a resposta nas redes e nas ruas, lotando a próxima assembleia do Sindiute e, se não houver recuo por parte do governo, construirmos juntos uma grande Greve da educação pelo pagamento do nosso 13°, pagamento do salário mensal até o quinto dia útil e da mudança do calendário.

    Queremos dialogar, mas se o governo não quiser conversar, o bicho vai pegar!

    CTB-MG

  • O carnaval 2019 está sendo marcado pelas manifestações de protesto contra o governo da extrema direita. Este tem sido o foco de muitos blocos de ruas, bem como do enredo de algumas escolas de samba. Na Bahia, os foliões mostraram que os festejos podem ser conjugados com a indignação. Nas ruas de Salvador os desfiles e as palavras-de-ordem gritadas pelos carnavalescos foram eloquentes. Em São Paulo não foi diferente.


    Confira assistindo os vídeos abaixos:

     

     

  • "Parece que nunca houve na história da Sapucaí uma escola pequena que entrasse em um ano e, no ano seguinte, fosse vice-campeã com um décimo de diferença", afirmou o músico Moacyr Luz, compositor da escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti. A agremiação do bairro de São Cristóvão, região central do Rio de Janeiro, ficou atrás apenas da campeã Beija Flor no desfile do grupo especial do carnaval deste ano.

    A Tuiuti ganhou notoriedade e o apoio popular ao trazer para a avenida a temática da escravidão pós abolição, como persiste esse grande problema na história brasileira. Entre os destaques, duras críticas ao governo de Michel Temer (MDB), e a suas propostas de ataques a direitos, especialmente a reforma trabalhista que, entre outros retrocessos, dificulta o acesso à Justiça da parcela mais frágil da sociedade.

    "Sou um amador na questão política, meu sentimento é extremamente popular. Tenho uma pessoa que passa roupa na minha casa. Não consigo cobrar nada dela porque é injusto demais. Mora a quilômetros de distância e o transporte é péssimo. Como posso cobrar dela se o país não dá condições mínimas", afirmou Moacyr, em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta sexta-feira (16).

    A Tuiuti veio de um sério problema no ano anterior. Antes do desfile, um incêndio nas alegorias dos componentes deixou uma pessoa morta. O músico ressalta a volta por cima da escola. "A responsabilidade era muito grande porque a escola veio de um problema no carro alegórico no ano passado. As chances eram muito poucas. Sentei com Claudio Russo (outro interprete do tema), pensamos na história e bate com o que temos observado das pessoas do Brasil", disse.

    O samba-enredo foi o grande destaque da Tuiuti, aliado à bela execução. Com o tema "Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão", a apresentação chocou o público ao escancarar a realidade. Comissão de frente representada por escravos torturados, fantasias de "manifestoches", em referência àqueles que saíram às ruas em defesa do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), o que iniciou o governo neoliberal de Temer, patos de borracha com cifrões nos olhos, representando o apoio da Fiesp ao impeachment e o presidente vestido de vampiro com uma fantasia intitulada "Vampiro Neoliberalista".

    A repercussão junto ao público foi imensa. Internautas clamaram que a escola "lavou a alma" dos brasileiros. A hashtag #TuiutiCampeãDoPovo ficou dias entre as mais comentadas do país.

    Moacyr Luz é músico e compositor da escola de samba Paraíso do Tuiuti.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.