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Ter, Jun

Carta Capital

  • A revista CartaCapital publicou nesta sexta-feira (5), pesquisa do Instituto Vox Populi, onde,apesar de toda a mídia convencional favorável, o vice-presidente Michel Temer, em exercício na Presidência não emplaca e a campanha Fora, Temer! avança e já atinge 79% das preferências.

    "Por essa os golpistas não esperavam", avalia Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Para ele, é por isso que "eles querem acelerar o processo de impeachment. Porque seus projetos são nefastos para a Nação e para a classe trabalhadora".

    Entre os 1.500 entrevistados, em 97 municípios, entre 29 de julho e 1º de agosto, 61% disseram preferir a realização de novas eleições neste ano e somente 17% defendem a permanência do golpista Temer até 2018.

    O desempenho de Temer em sua interinidade é reprovado por 41%, considerada regular por 44% e positiva somente para 15% dos pesquisados. A maioria acredita que as questões trabalhistas e sociais tendem a piorar com os golpistas no poder.

    86% das pessoas são contra o aumento da jornada de trabalho semanal para 60 horas. O desemprego aumentará acreditam 49% dos entrevistados, os programas sociais piorarão para 41% e o respeito aos direitos trabalhistas despencará para 43%.

    Já 43% acreditam que o combate à corrupção tende a piorar. Enquanto 51% dos pesquisados são contra mudanças na política do pré-sal e 73% não acreditam que o impeachment da presidenta Dilma seja solução para o país.

    Leia o relatório completo da pesquisa aqui

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O tão prometido governo limpo e que combateria com unhas e dentes a corrupção caiu por terra. O time de Jair Bolsonaro (PSL) já abriga ao menos 9 réus ou investigados em ações judiciais no comando de ministérios. È o que revela reportagem da Revista Carta Capital publicada nesta quinta (13).

    Isso sem contar no esquema milionário e ainda sem explicação dos R$ 1,2 milhão do policial militar Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

    Veja a lista dos ministros envolvidos em casos na Justiça:

    Ricardo Salles (Meio Ambiente)

    Ex-secretário particular de gestão Alckmin no governo de São Paulo, foi candidato a deputado sob promessas de atuar ‘contra a esquerda e o MST (o número era uma alusão ao calibre de munição para espingardas). É réu por improbidade administrativa, sob a acusação de ocultar mudança nos mapas de zoneamento ambiental do Rio Tietê, além de responder a diversos processos por tráfico de influência. Também responde a uma acusação de dano ao erário público por ter ordenado a retirada de um busto do guerrilheiro Carlos Lamarca do parque estadual do Rio Turvo, na cidade de Cajati.

    Tereza Cristina (Agricultura)
    É investigada por suposto favorecimento à JBS quando era secretária do agronegócio no Mato Grosso do Sul.

    General Heleno (Segurança Institucional)

    Em 2013, o militar foi condenado pelo TCU por assinar contratos irregulares no valor de R$ 22 milhões de reais.

    Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
    Admitiu ter recebido caixa 2 da JBS.

    Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)

    A ONG Atini, que ela ajudou a fundar, é alvo de duas investigações do Ministério Público por discriminação contra os povos indígenas.

    Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
    É investigado por suposta fraude em licitação, caixa 2 e tráfico de influência.

    Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
    Em 2006, o Ministério Público Militar passou a investigá-lo por envolvimento em atividades comerciais – vedado pelo código militar ao oficiais na ativa.

    Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)
    Antonio, cujo nome verdadeiro é Marcelo Henrique Teixeira Dias, consta como sócio da Voicelider, empresa com dívida ativa de 59,9 mil reais no INSS. Curiosamente, o número no CNPJ está errado na declaração que ele prestou ao TSE. O Banco do Brasil também cobra dívidas da empresa na Justiça. Antonio e familiares constam como réus em duas ações de usucapião que tramitam na justiça mineira.

    Paulo Guedes (Economia)

    Guedes é alvo da Operação Greenfield por suspeitas de gestão fraudulenta dos fundos de pensão de empresas estatais. O Ministério Público diz que Guedes auferiu comissões exageradas na administração desses investimentos.

    Portal CTB - com informações das agências

  • Morreu na Alemanha, onde era cônsul honorário do Brasil, nesta sexta-feira (10), Moniz Bandeira, aos 81 anos. Professor universitário, cientista político e historiador, especialista em política exterior do Brasil.

    Bandeira tinha problemas cardíacos e estava internado desde outubro. Ele morreu por volta das 14h na cidade alemã de Heidelberg. Ele deixa a mulher Margot Elisabeth Bender, de nacionalidade alemã, e o filho, Egas.

    O intelectual era doutor em Ciência Política pela USP, professor aposentado de história da política exterior do Brasil na Universidade de Brasília e professor-visitante nas universidades de Heidelberg, Colônia, Estocolmo, Buenos Aires, Nacional de Córdoba e Técnica de Lisboa.

    “Para as comemorações dos 100 anos da Revolução Russa foram reeditados os seus livros: “O ano vermelho: Revolução Russa e seus reflexos no Brasil “ e "Lênin - vida e obra", que destacam o divisor de águas que representou a revolução de 1917 com a edificação do primeiro país socialista e os seus efeitos nas lutas revolucionários no mundo todo.

    Inclusive, em 2015, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como "intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos".

    No ano seguinte foi homenageado na UBE com o seminário "80 anos de Moniz Bandeira", ocasião em que sua obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático. 

    Moniz Bandeira também teve uma importante trajetória de militância política. Filiado ao Partido Socialista Brasileiro, dentro do qual foi um dos organizadores da corrente Política Operário (Polop), acompanhou João Goulart em seu exílio no Uruguai após o golpe de 1964.

    Em declaração ao Portal Vermelho, João Augusto Rocha, professor da Universidade Federal da Bahia, cujo livro sobre a morte de Anísio Teixeira seria prefaciado por Moniz Bandeira, afirmou que “perdemos talvez o mais destacado cientista político brasileiro da atualidade, com projeção internacional, em pleno vigor intelectual, perto dos 82 anos de idade. Seu conhecimento sobre o mundo diplomático destaca-se sobretudo pelo extenso e profundo acompanhamento do processo de reciclagem do imperialismo, particularmente em seus ataques sobre o Brasil”.

    Dentre suas obras, destacam-se:

    • 2016 - A Desordem Mundial. O Espectro da Total Dominação. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 644 pp.
    • 2013 - A Segunda Guerra Fria. Geopolítica e Dimensão Estratégica dos Estados Unidos. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 714 pp.
    • 2009 - Poética. Rio de Janeiro, Editora Record, 144 pp.
    • 2005 - Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 854 pp. Obra traduzida e publicada na China e na Argentina.
    • 2004 - As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos (De Collor de Melo a Lula). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 417 pp.
    • 2003 - Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 920 pp. Obra traduzida e publicada na Argentina.
    • 2000 – O Feudo – A Casa da Torre de Garcia d’Ávila: da conquista dos sertões à independência do Brasil. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 601 pp.
    • 1999 – Brasil – Estados Unidos no Contexto da Globalização, vol. II (2ª. revista, aumentada e atualizada de Brasil-Estados Unidos: A Rivalidade Emergente. São Paulo, Editora SENAC, 224 pp.
    • 1998 – De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a América Latina. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 687 pp.
    • ______ Brasil – Estados Unidos no Contexto da Globalização, vol. I (Terceira edição revista de Presença dos Estados Unidos no Brasil – Dois Século de História e Brasil. São Paulo, Editora SENAC, 391 pp.
    • 1995 - Brasil e Alemanha: A Construção do Futuro. Brasília, Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais / Fundação Alexandre de Gusmão, 697 pp.
    • 1994 - O “Milagre Alemão” e o Desenvolvimento do Brasil - As Relações da Alemanha com o Brasil e a América Latina (1949-1994). São Paulo, Editora Ensaio, 246 pp. Obra traduzida para o alemão: Das Deustche Wirtschaftswunder und die Brasilien Entwicklung, Frankfurt, Vervuert Verlag, 1995.
    • 1993 - Estado Nacional e Política Internacional na América Latina - O Continente nas Relações Argentina - Brasil. São Paulo, Editora Ensaio, 304 pp; 2ª. ed., 1995, 336 pp. 1995.
    • 1992 - A Reunificação da Alemanha - Do Ideal Socialista ao Socialismo Real - São Paulo, Editora Ensaio, 182 pp. 2ª. ed. revista, aumentada e atualizada, 2001, Editora Global/Editora da Universidade de Brasília, 256 pp.
    • 1989 – Brasil - Estados Unidos : A Rivalidade Emergente - 1955-1980 - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 328 pp; 2ª. ed., São Paulo, Editora SENAC, 1999, 224 pp.
    • 1987 - O Eixo Argentina-Brasil (O Processo de Integração da América Latina) – Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 118 pp.
    • 1985 - O Expansionismo Brasileiro (A Formação dos Estados na Bacia do Prata – Argentina, Uruguai e Paraguai - Da Colonização ao Império) - Rio de Janeiro, Editora Philobiblion, 291 pp. – 2ª . ed., 1995, Editora Ensaio /Editora da Universidade de Brasília, São Paulo, 246 pp. 3ª ed., 1998, Editora Revan/Editora da Universidade de Brasília, Rio de Janeiro, 254.pp.
    • _____ Trabalhismo e Socialismo no Brasil - A Internacional Socialista e a América Latina - São Paulo, Editora Global, 56 pp;
    • 1979 - Brizola e o Trabalhismo - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1ª e 2ª edições, 204 pp.
    • _____ A Renúncia de Jânio Quadros e a Crise Pré-64 - São Paulo, Editora Brasiliense, 180 pp.
    • 1975 - Cartéis e Desnacionalização (A Experiência Brasileira - 1964-1974) - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 207 pp.; 2ª ,1975; 3ª ed., 1979
    • 1977 O Governo João Goulart - As Lutas Sociais no Brasil (1961-1964) - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 186 pp.; 2ª ed. dezembro de 1977, 3ª, 4ª e 5ª ediçõe 1978; 6ª ed. 1983; 7ª ed. revista e aumentada, 320 pp. 2001.
    • 1973 - Presença dos Estados Unidos no Brasil (Dois Séculos de História) - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 470 pp. 2ª ed., 1979; 3ª ed. São Paulo, Editora SENAC 1998, 391 pp.
    • 1967 - O Ano Vermelho - A Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 418 pp.; 2ª ed., Editora Brasiliense, 1980.

    Portal CTB com Carta Capital e Portal Vermelho

  • Será veiculada nesta sexta-feira (10), na RedeTV, no programa Mariana Godoy, a primeira entrevista em TV aberta da presidenta Dilma Rousseff, após quase 30 dias do seu afastamento do cargo para julgamento do processo do impeachment no Senado Federal. A entrevista foi gravada na última quarta-feira (8) no Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial da presidenta, e deve ser transmitida às 22h45 desta sexta.

    A apresentadora Mariana Godoy fez o anúncio da entrevista nas redes sociais. Ela publicou uma foto com Dilma Rousseff e anunciou o dia da exibição: "Nesta sexta tem Dilma Rousseff no #MarianaGodoyEntrevista. Para a gravação, ela mesma fez maquiagem e cabelo", brincou.

    Desde o seu afastamento, a presidenta Dilma tem usado com frequência as redes sociais para divulgar as atividades que tem participado, a maioria delas, organizadas por intelectuais, artistas, entidades representante da sociedade civil e movimentos sociais. Os atos ganham cada dia mais força na luta contra o golpe.

    Mesmo que estes grandes eventos não estejam sendo divulgados pela grande mídia, tanto as redes, como as atividades são um espaço que a presidenta eleita tem para denunciar o golpe em curso, forjado entre integrantes do PMDB, como o próprio vice Michel Temer e Eduardo Cunha que juntamente com a oposição derrotada nas urnas em 2014 tentam retira-la da Presidência do Brasil.

    Afastada também pela grande midia no Brasil, a presidenta eleita tem utilizado esses espaços para falar com a população, desmentir falsas acusações sobre ela e seu governo, informar os dados corretos e criticar medidas escandalosas ligadas à gestão do presidente interino Michel Temer.

    Entrevistas

    Dilma Rousseff também concedeu entrevista ao jornalista Luís Nassif no programa da TV Brasil que foi exibida na noite desta quinta-feira (9). A rede é ligada à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

    Após ser afastada, a primeira entrevista concedida por Dilma foi ao jornalista Gleen Greenwald, do site de notícias The Intercept e também com com a emissora internacional Al Jazeera. Depois ela falou com a imprensa nacional, foi entrevistada pelo jornal conservador Folha de São Paulo e nesta semana falou com os editores do portal Brasil 247 e com a revista Carta Capital.

    Na maioria das entrevistas a presidenta trata dos mesmos temas. Denuncia o golpe contra o governo dela, defende a democracia, fala sobre a crise econômica mundial e seus reflexos no Brasil, critica o autoritarismo e a traição de seu vice Michel Temer em conluio com a oposição, Eduardo Cunha e a mídia. Responde às manifestação de apoio e solidariedade que vem recebendo da população nos mais diversos lugares do país, ressalta o seu otimismo diante do seu julgamento de impeachment no Senado e em sua última entrevista fez questão de afirmar a sua defesa que se faça uma consulta ao povo para repacturar o país.

    Fonte: Portal Vermelho, Eliz Brandão