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Ter, Jun

Che Guevara

  • Os artistas se engajaram na luta contra o golpe. Nomes consagrados e novatos da classe artística saíram a campo contra o governo golpista de Michel Temer. Nenhum artista que ama o Brasil e a justiça esteve fora dessa campanha.

    Contra o obscurantismo se levantaram diferentes vozes para reforçar a importância de consolidação da democracia no país. Com isso, as redes sociais ferveram a favor e contra os artistas engajados na luta pela liberdade.

    Acompanhe alguns eventos de 2017 que mostraram a necessidade da cultura na vida das pessoas:

    O brilhantismo de Caetano Veloso de graça no Largo da Batata neste domingo (10), em São Paulo

    João Bosco ataca ação da PF na UFMG e não admite utilização de sua música

    Artistas iniciam movimento contra a censura às artes. Assista aos vídeos!

    Che Guevara: “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”

    Violeta Parra representa a força da mulher latino-americana contra a cultura do estupro

    Railídia Carvalho lança o seu primeiro disco em Belém do Pará nesta sexta (15)

    Chico Buarque chacoalha a hipocrisia e a ignorância com sua caravana musical

    Gibi sobre Lei Maria da Penha quer formar novos homens e mulheres para acabar com violência

    MPB perde uma das mais valiosas pérolas com a morte de Luiz Melodia

    50 anos: o tropicalismo rompeu barreiras e chacoalhou as estruturas da cultura e da vida

    Rafael Braga ganha exposição no Instituto Tomie Ohtake em defesa de sua liberdade

    Gilberto Gil completa 75 anos brilhando na cultura brasileira

    Artistas homenageiam classe trabalhadora no 1º de maio com postagens contra a reforma trabalhista

    "Era o Hotel Cambridge" mostra a gana do capital em construir e destruir para lucrar

    Assédio sexual não combina com a alegria do carnaval. Saiba como cair na folia sem agredir

    O filme “Eu, Daniel Blake” é um chamamento à ação revolucionária

    Portal CTB

     

     

  • Para marcar a data do assassinato de um dos mais importantes revolucionários da história da humanidade, Che Guevara, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Distrito Federal (CTB-DF) exibe a primeira parte do filme Che, do norte-americano Steven Soderbergh, nesta segunda-feira (9), ás 1830, na sede da CTB-DF (SRTVS, quadra 701, Edifício Palácio da Imprensa, Sobreloja, sala 07).

    A prisão do líder guerrilheiro na selva da Bolívia e seu assassinato pelo exército boliviano sob as ordens da CIA (agência de espionagem dos Estados Unidos) no dia 9 de outubro de 1967 caiu como uma bomba nas mentes de jovens do mundo inteiro, numa época em que a juventude saia para as ruas contra o patriarcado e sonhava mudar o mundo.

    Assista o vídeo Che, o guerrilheiro movido por amor 

     

    “Fosse de bicicleta, moto, carona, barco ou avião, um detalhe era fundamental para o revolucionário, ele nunca abriu mão de usar botas seguras e confortáveis. Para ele, os sapatos eram um componente importante de um guerrilheiro e os relatos dão conta de que quando foi capturado, estava descalço. Os assassinos de Che cortaram suas mãos para dificultar o reconhecimento do cadáver, sem saber que eram os pés a identidade da lenda”, escreve a jornalista Mariana Serafini, no Portal Vermelho.

    Tanto que o mausoléu em sua homenagem, inaugurado em 1997, quando chegaram os restos mortais do guerrilheiro à Cuba, 30 anos após sua execução na Bolívia, já foi visitado por mais de 4,7 milhões de pessoas.

    Veja Che: o argentino, de Steven Soderbergh 

    Argentino de nascimento, Che virou cidadão do mundo e um dos maiores heróis da história da humanidade. Morreu com apenas 39 anos, estaria prestes a completar 90 anos. Se transformou num dos mais importantes líderes da Revolução Cubana em 1959, foi ministro do país que adotou de coração, mas não se conteve. Queira espalhar a revolução.

    “Ernesto Che Guevara recebeu e enriqueceu essa herança espiritual, e decidiu formar seu caráter para assumir, com os fatos e com a consagração de sua vida, o compromisso que reputou irrenunciável: o de defender com seu enorme talento, valor e virtudes o direito dos pobres de América e a aspiração bolivariana e martiniana de integração moral das pátrias latino-americanas”, diz Armando Hart, importante guerrilheiro cubano.

    Veja a segunda parte Che : a guerrilha, de Steven Soderbergh

     

    Nestes tempos bicudos, a lembrança de Che Guevara é essencial para revitalizar a vontade de transformar o mundo em um lugar onde todas as pessoas possam viver e sonhar sem medo de repressão e violências. Como o herói mundial disse: “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • No dia 28 de abril deste ano, aconteceu a maior greve geral da história do país, 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços. Para um melhor entendimento das lutas da classe trabalhadora brasileira, Carlos Pronzato realiza o documentário “1917: A Greve Geral”.

    O cineasta argentino, radicado no Brasil, acredita ser muito importante a compreensão da história para se entender o presente. Por isso, adotou a forma de documentários para suas obras.

    “Não tenho como objetivo construir peças de museus, mas filmes que deem voz aos que são marginalizados ou rejeitados pela história oficial”, diz Pronzato. “Uso a plataforma audiovisual com temas sociopolíticos juntamente com materiais históricos para que não percam a vigência”.

    Última nação a abolir a escravidão em 1888, o Brasil de 1917 engatinhava em seu processo de urbanização e industrialização. A República marginalizava a população negra do mundo do trabalho, empurrando-a para a periferia, e trazia para o país operários europeus, com a clara intenção de branquear a sociedade.

    pronzato lopreto velozo filme greve 1917

    Pronzato conversa com Christina Lopreato, acompanhado do cinegrafista Xeno Velozo, no vão do Masp, em São Paulo (Foto: Marcelo Chaves)

    A primeira greve geral ocorrida no Brasil, se deu basicamente em São Paulo e Rio de Janeiro por onde a industrialização se acelerava. E com a chegada de operários da Europa em crise, e forte influência do clima criado com a Revolução Russa, a greve se agiganta com o assassinato do sapateiro espanhol José Martinez, de apenas 21 anos.

    “O auge deste período foi a greve geral de julho de 1917, que paralisou a cidade de São Paulo durante vários dias. Os trabalhadores em greve exigiam aumento de salário. O comércio fechou, os transportes pararam e o governo impotente não conseguiu dominar o movimento pela força. Os grevistas tomaram conta da cidade por trinta dias”, conta o historiador Hermínio Linhares em seu livro “Contribuição à história das lutas operárias no Brasil”.

    Os grevistas queriam a liberdade das pessoas presas por participar do movimento, direito de associação da classe trabalhadora, abolição da exploração do trabalho de crianças com menos de 14 anos, contra o trabalho noturno de jovens com menos de 18 anos e das mulheres e aumento salarial, jornada de trabalho de 8h diárias, entre outras reivindicações.

    Em suas obras mais recentes, Pronzato examinou por dentro as ocupações de escolas em São Paulo 2015 com a obra “Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile! Escolas ocupadas em São Paulo”, lançado no início de 2016. Também documentou as escolas ocupadas no Paraná no ano passado no filme “Ocupa tudo: escolas ocupadas no Paraná”, que estreou neste ano.

     Assista o filme Acabou a paz, isto aqui vai virar o Chile! Escolas ocupadas em São Paulo

    Influenciado pelo neorrealismo italiano (movimento cultural surgido nos anos finais da Segunda Guerra Mundial, com grande destaque no cinema) e pelo Cinema Novo (movimento cinematográfico surgido na década de 1950 com a vontade de levar às telonas a alma do Brasil), Pronzato busca levar reflexão sobre os fatos que marcam a história recente da classe trabalhadora e dos movimentos sociais de contraposição ao capitalismo.

    “Ao refletir sobre a primeira greve geral do Brasil, pretendo recuperar o espírito dos grevistas de 1917”, realça o documentarista. Ele também contou a trajetória de Che Guevara na Bolívia até o seu assassinato em 1967, no filme “Carabina M2, uma arma americana – o Che na Bolívia” (2008) e “A Revolta do Buzu” (2002), sobre protestos contra aumento de tarifa no transporte público de Salvador.

    Com larga utilização do Arquivo Público do Estado de São Paulo e Arquivo Edgard Leuenroth de Campinas (SP) ele remonta a história com acervo fotográfico e de texto de rara qualidade.

    Também agradece a Francisco Foot Hardman, Christina Lopreato e José Luiz Del Roio. Ele conta ainda que iniciou sua mais recente obra em meados de 2016 e o prevê a conclusão para o mês que vem. Com edição de Renato Bazan.

    Assista Ocupa tudo: escolas ocupadas no Paraná

    Para o cineasta é fundamental contar essa história, justamente para melhor compreensão da conjuntura política do país neste momento. “Vivemos uma situação de graves retrocessos, mas a classe trabalhadora dá mostras de reação e resistência”.

    “Tenho como fundamento em minha obra a colaboraçao com as questões populares e com isso trazer reflexão e ajudar na construção de uma nova sociedade. Somente com conhecimento podemos avançar com mais qualidade", conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Fidel Castro entra aclamado em Havana em janeiro de 1959, era a vitória da Revolução

    Depois de sobreviver a 638 atentados e a incontáveis anúncios de sua morte, o líder da Revolução Cubana e um dos mais notáveis do século 20, Fidel Alejandro Castro Ruz morreu na noite da sexta-feira (25), pelo horário de Havana e madrugada deste sábado pelo horário de Brasília.

    O presidente de Cuba Raúl Castro fez o anúncio da morte do irmão pela TV e Cuba amanheceu triste, assim como todos os que acreditam numa vida melhor. Fidel Castro deixa um legado infinito de abnegação e de crença no futuro da humanidade solidária, fraterna, igual e que possa viver livre de opressões.

    “Com profunda dor, compareço aqui para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro de 2016, às 10h29 da noite [1h29 de sábado, pelo horário de Brasília] faleceu o comandante em chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”, anunciou Raúl Castro.

    Assista o anúncio da morte de Fidel na TV Cubana 

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fez uma grande festa em comemoração aos 90 anos do comandante da Revolução Cubana, em 12 de agosto, um dia antes do aniversário dele.

    Fidel foi o dirigente da revolução por 47 anos, deixando o poder em 2006, quando seu irmão Raúl assumiu a presidência de Cuba. O escritor colombiano Gabriel García Márquez falou sobre o amigo suas palavras eram quase mágicas. “Três horas são para ele uma boa média para uma conversa comum. E, de três horas em três horas, os dias passam para ele como sopros”, afirmou.

    Grande estudioso, ele foi personagem central do século 20 e fez incontáveis longos discursos (sua marca registrada), inclusive sendo presença no Guinness Book com o discurso mais longo proferido na Organização das Nações Unidas, quando falou por 4 horas e 29 minutos, em 29 de setembro de 1960.

    Fidel Castro guerrilha United Press International

    Fidel Castro na guerrilha, pouco antes da vitória em 1959 (United Press International)

    Em uma entrevista ao canal norte-americano Telemundo, em 1995, disse que "todos os inimigos podem ser vencidos". Uma grande lição para todos os revolucionários do mundo, principalmente quando a desesperança toma conta.

    Ao lado de Che Guevara (assassinado em 1969, na Bolívia, a mando da CIA – inteligência norte-americana), esteve entre os mais perseguidos pela burguesia, justamente por representarem a possibilidade de autonomia da classe trabalhadora, num mundo onde prevalecia a mais profunda exploração do homem pelo homem.

    Preso e condenado em 1953, na fracassada tentativa de derrotar a ditadura de Fulgêncio Batista, disse que a história o absolviria indicando já uma visão de futuro. Odiado pelos capitalistas, Fidel morre amado por seu povo e por todos os que crêem no socialismo.

    Fidel CASTRO guevara 1959 roberto salas

    Fidel e Che Guevara em 1959, logo após o triunfo da Revolução (Foto: Roberto Salas)

    A classe trabalhadora já o absolveu e o elegeu um de seus maiores representantes, principalmente porque o líder revoulucionário sempre levou a sério o internacionalismo comunista e a máxima de Karl Marx (importante revolucionário e pensador alemão do século 19): "Proletários de todo o mundo uní-vos", mostrando que a melhor forma de derrotar o capital é a unidade da classe trabalhadora.

    O líder revolucionário esteve presente nas mais importantes discussões sobre os rumos da humanidade no século 20. Sempre em defesa da causa proletária e do socialismo. Ainda levarão anos para que toda a sua magnitude seja reconhecida.

    Fidel Castro deixa o legado de resistência e persistência para vencer o inimigo, o capital. Ele vive em nós e na luta pela construção do mundo novo, mais justo, mais igual, mais feliz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy