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26
Ter, Mar

Comerciários do Rio de Janeiro

  • A três dias da greve, comerciários denunciam “má-fé negocial” das associações patronais do RJ

    Os comerciários do Rio de Janeiro estão em contagem regressiva para o início de uma greve do setor. Depois de meses de assembleias e negociações com as associações patronais do estado, o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ) deu até esta quinta-feira (14) para que os patrões aceitem os termos negociados no último período. Caso os termos sejam negados, mais de 400 mil trabalhadores ameaçam cruzar os braços até que um novo acordo seja negociado.

    “A gente já tinha adiado a greve por 15 dias na penúltima assembleia, justamente para que as associações patronais tivessem o tempo de fazer as contrapropostas. Teremos uma nova assembleia, quarta-feira agora [13], em que debateremos as respostas que vierem”, explicou o presidente do SEC-RJ, Marcio Ayer. “Pode ser que a gente use essa assembleia para assinar alguns acordos. O Sindigeneros [Sindicato do Comercio Varejista de Generos Alimenticios] está mostrando uma boa recepção, mas o Sindilojas [Sindicato dos Lojistas do Comércio] apresentou uma proposta completamente divergente do que foi posto na mesa de negociação. Então vai depender do que eles decidirem”, continuou.

    Ayer explicou que não pretende endossar nenhum acordo em que as propostas que já vinham sendo negociadas sejam alteradas de última hora, mas que ainda há espaço para acertos. “Se o SindiLojas retornar ao que foi negociado, a gente pode fechar a convenção. E no caso do Sindigeneros, caso eles cheguem na proposta de valor de piso de R$980, a gente pode assinar também, porque nós já discutimos as outras cláusulas”, garantiu. Os supermercados do Rio se reúnem nesta terça-feira (12) para definir uma posição conjunta diante das exigências dos comerciários.

    “Má-fé negocial”

    Apesar da tensão, a disputa entre os trabalhadores e empregadores do setor do comércio no Rio de Janeiro pode trazer bons resultados em 2016. Na última quarta-feira, os lojistas sinalizaram com um reajuste de 10% sobre o salário dos funcionários, além da concessão de auxílio-creche e a reabertura das conversas sobre banco de horas e trabalhos aos domingos e feriados.

    Contudo, na apresentação dos termos finais, as concessões foram alteradas - algo que o sindicato chamou de “má-fé negocial”, adequadamente. Nas propostas oficiais, excessos como a obrigatoriedade de trabalhar no Natal e no Ano Novo, extinção da estabilidade na pré-aposentadoria, tomada do controle dos seguros familiares dos funcionários e remoção de garantias de gratificação aos gerentes foram incluídas sem consentimento ou aviso prévio.

    “Foi jogo sujo, com o claro objetivo de reduzir nossas conquistas. Estávamos a minutos da Assembleia que poderia aprovar a assinatura da Convenção. Tentaram nos atrapalhar, mas vão precisar de mais do que isso”, criticou Márcio Ayer.

    Portal CTB

  • Banditismo sindical tenta impedir eleições dos comerciários do Rio de Janeiro

    Mais de 200 capangas, transportados em dois ônibus que vieram de São Paulo, invadiram e depredaram a sede do Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, na Rua André Cavalcanti na Lapa. O atentado ocorreu na madrugada dessa quarta-feira (17) e, segundo os próprios presos, foi feito por pessoas contratadas para tumultuar o processo eleitoral. Como o Brasil inteiro está acompanhando, o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro passa por processo eleitoral que está sendo realizado pela justiça do trabalho após a mesma intervir no Sindicato e pôr fim a décadas de controle da máquina sindical pela família Mata Roma. Esse sequestro da entidade sindical deixou um rombo de cerca de R$ 100 milhões nos cofres do sindicato, já confirmado pela auditoria realizada pela intervenção. Junto com os capangas armados com cassetetes, rojões e outros tipos de armamentos foi encontrado também material da Chapa 3, patrocinada pela UGT e aliada da família Mata Roma.

    Segundo a polícia, os detidos confessaram que foram contratados para fazer confusão na eleição que está marcada para acontecer nesta quarta. Com eles foram apreendidos rojões, cassetetes e soco inglês. Os oito andares do prédio do sindicato foram depredados. O Batalhão de Choque da Polícia Militar está ajudando na transferência dos presos. O interventor José Carlos Nunes, nomeado pela Justiça para atuar no sindicato em meio a denúncias de corrupção, uso inapropriado do sindicato e nepotismo, afirmou que a eleição está mantida e o processo transcorre sem maiores problemas até o momento.

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    Capitania hereditária sindical

    A família Mata Roma está à frente do Sindicato dos Comerciários há quase 50 anos. Luizant Mata Roma, nomeado pelo governo militar, foi o presidente durante 40 anos. Quando morreu em 2006, o filho dele - Otton da Costa Mata Roma - assumiu o cargo. Na lista de funcionários se encontram 15 pessoas da família Mata Roma com salários que variavam entre R$ 10 mil e R$ 23 mil. Uma auditoria contratada pela Justiça investigou a contabilidade entre os anos de 2009 e 2014 e descobriu um rombo de R$ 100 milhões. O valor reúne as diferenças encontradas nas contas do sindicato, despesas suspeitas com advogados, dívidas em impostos, juros e multas e outros gastos.

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    A CTB–RJ repudia as manobras golpistas e truculentas que tentam impedir que o legítimo processo eleitoral devolva o sindicato à categoria, desejo antigo dos comerciários do Rio de Janeiro. O atentado feito à sede do Sindicato dos Comerciários é um ato grave e precisa ser condenado por todos aqueles que lutam pelas liberdades democráticas. Esse fato denuncia que essa prática mafiosa que não tem mais espaço no movimento sindical e precisa ser extirpada do nosso meio. Lamentamos profundamente que existam centrais sindicais que se prestem ao papel de atuar ou apoiar esse tipo de atividade golpista que acaba por manchar a imagem de todo o movimento sindical. A CTB e seus militantes, no entanto, não irá se intimidar e seguimos na luta para resgatar não só o Sindicato dos Comerciários para os trabalhadores, mas lutar para libertar todos aqueles sindicatos ainda atrelados a essas máfias que desprezam a democracia e a participação dos trabalhadores e das trabalhadoras nas decisões das suas entidades representativas.

    Por José Roberto Medeiros - CTB-RJ

  • Comerciários

    O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro filiou-se à CTB depois de uma eleição histórica em junho de 2015. A família Mata Roma esteve à frente da entidade por quase 50 anos, depois de uma intervenção promovida pela ditadura militar. Foi somente com uma intervenção judicial em 2014 que a chapa do atual presidente Márcio Ayer conseguiu impor um processo democrático de disputa na entidade. Ayer contou com o apoio integral da CTB-RJ, que ajudou inclusive a prevenir o empastelamento do pleito, quando mais de 200 capangas da diretoria anterior invadiram e depredaram a sede do sindicato.

    O sucesso da chapa cetebista levou a um novo período de conquistas por parte dos comerciários do Rio. A nova equipe despertou a vontade dos trabalhadores em retomar para si o sindicato. "A nossa tarefa, a partir de agora, é trabalhar incansavelmente por um novo rumo", disse Ayer durante sua posse. A CTB estará com o SEC-RJ em cada passo do caminho!

  • Comerciários do Rio avisam: não aceitaremos lojas abertas durante o Carnaval

    O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ) levou à Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) a discussão sobre a abertura ou não do comércio na Segunda-feira de Carnaval. Foi marcada na próxima quinta-feira (9) uma Mesa Redonda para superar o impasse entre trabalhadores e as empresas que pretendem abrir as portas nesse dia. Pois além de ignorar o direito dos comerciários ao descanso e ao lazer, esses patrões desconsideram a segurança dos funcionários e as dificuldades de locomoção pela cidade durante os dias de folia.

    “Trabalho no escritório em cima da loja já há quase três anos. Ontem fui informada que o patrão quer abrir na Segunda de Carnaval, como nunca havia acontecido antes. Tem Carnaval nas ruas do bairro, poxa! Isso é correto?”, perguntou pelo Facebook do Sindicato a comerciária R.M., que trabalha em Madureira. Em resposta, o Sindicato esclarece que é CONTRA a abertura das lojas nessa data. Uma nota de repúdio foi enviada aos sindicatos patronais e administradoras de shoppings para exigir a não-abertura das lojas.

    “O comércio do Rio nunca abre na segunda-feira de Carnaval. O acordo é antigo e a maioria dos donos de lojas da cidade nem mesmo se anima de abrir nesse dia. Só que esse ano algumas empresas sem noção querem estragar a festa. Não são verdadeiros cariocas, pois não conhecem o espírito da cidade. Sem falar nos patrões caras de pau que estão dizendo que têm acordo com o Sindicato para abrir. Isso é mentira! Dizem também que a folga na Segunda de Carnaval é apenas uma compensação pelo trabalho extra nas maratonas de vendas na época do Natal, que ano passado não teriam acontecido. Ora, problema deles se não vieram formalizar as maratonas com o Sindicato, porque a gente sabe, por denúncias, que elas aconteceram. Aliás, estamos investigando isso e também vamos cobrar providências junto à SRTE. Se isso aconteceu na sua loja, denuncie pra gente!”, explica o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

    Outros dias de folia – Márcio informa ainda que nos próximos dias, junto com outros diretores do Sindicato, vai aos principais centros comerciais da cidade para levar a posição da entidade aos comerciários e também aos donos de lojas. As visitas serão informadas pelos canais de comunicação do Sindicato, para que os trabalhadores possam engrossar o coro e aumentar a pressão sobre os patrões.

    Quanto aos demais dias de Carnaval, o Sindicato esclarece que na terça-feira é FERIADO e o comércio está proibido de abrir. A exceção é para os supermercados (embora muitos por costume não abram), que poderão funcionar desde que concedam aos funcionários adicional de 100% sobre as horas trabalhadas, jornada máxima de 8h, passagem casa-trabalho-casa e folga em até 30 dias após o feriado. Já na Quarta-feira de Cinzas (29/02), que NÃO é considerada feriado, o comércio poderá abrir normalmente a partir do meio-dia.

    Denúncia – Fique de olho! Se o patrão desrespeitar seus direitos, faça uma denúncia para que a fiscalização vá a sua loja. O nosso Setor de Denúncias ganhou um canal exclusivo. Lá você consegue relatar o problema em um formato muito mais simples e rápido. Segue o endereço: http://secrj.org.br/denuncias/ As denúncias são anônimas e sua identidade será mantida no mais absoluto sigilo.

    Do SEC-RJ

  • Comerciários do Rio confirmam a não-abertura de vários shoppings na segunda do Carnaval

    Pressionados, vários shoppings já anunciaram que vão respeitar a tradicional folga dos comerciários na Segunda-feira de Carnaval (27/02). Além de Shopping Tijuca, Barra Shopping/New York Center e Rio Sul, que já haviam confirmado que não haveria expediente, engrossaram a lista o Botafogo Praia Shopping, Shopping Leblon, ParkShopping Campo Grande, Village Mall e ParkShopping Sulacap. Em alguns haverá funcionamento apenas dos cinemas e praças de alimentação. No Rio Design Barra e Américas Shopping a abertura das lojas será facultativa. A pressão continua para que outros grandes centros comerciais como Norte Shopping, Nova América e Bangu Shopping respeitem os trabalhadores e tenham bom senso.

    “Os trabalhadores estão cada vez mais indignados. Sabem que vai ser difícil circular pela cidade e que a insegurança no período de Carnaval também vai aumentar. Muitos comerciários se preocupam que possam acontecer arrastões, com a bandidagem aproveitando o fato de que o policiamento estará concentrado nos locais em que haverá atividades de carnaval. Mesmo assim o Sindilojas e alguns shoppings não estão nem aí, contrariando até os donos das lojas, que sabem que o custo operacional será maior do que o faturamento no Carnaval. Há uma grande insatisfação de trabalhadores e lojistas. Esses shoppings estão brincando com fogo. Não desistiremos e vamos continuar pressionando junto com os trabalhadores”, promete o presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer.

    Proposta recusada – Não houve acordo na nova rodada de negociações entre patrões e Sindicato dos Comerciários do Rio sobre a Segunda-feira de Carnaval, que aconteceu nesta terça e quarta-feira (14 e 15/02), na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE). O Sindicato propôs o não funcionamento de 100% dos Shoppings e, em troca, oferecia a autorização para a maratona de vendas no fim do ano. O Sindilojas e representantes dos shoppings recusaram a proposta. Queriam a permissão do fim de ano, mas sem o compromisso com o não funcionamento total dos shoppings. “Abrir na segunda de carnaval custa caro e não compensa. Estamos abertos ao diálogo. Com os shoppings que não abrirem na Segunda, vamos conversar sobre a maratonas de vendas. Com os que abrirem, o papo vai ser diferente. Também vamos lutar na próxima campanha salarial para alterar as cláusulas relacionadas a esse assunto”, avisa o presidente Márcio.

    Do SEC-RJ

  • Comerciários do Rio de Janeiro começam greve nesta quinta-feira (30)

    As trabalhadoras e trabalhadores no comércio do Rio decidiram deflagrar greve a partir da zero hora desta quinta-feira (30), caso patrões não respondam com proposta de ganho real para a categoria. A decisão havia sido tomada na noite da última sexta-feira (24), em assembleia na sede do Sindicato dos Comerciários, e será refinada para um novo encontro nesta quarta-feira (29), que deve decidir quais lojas, supermercados e shoppings do Rio serão paralisados.

    Nas rodadas de negociações entre o Sindicato dos Comerciários do Rio e os sindicatos patronais do comércio (Fecomércio, SindiGêneros e SindiLojas), a proposta de reajuste salarial feita pelos patrões já subiu de 8% para 9,83%, igualando o índice de inflação segundo o INPC/IBGE. Os comerciários, no entanto, exigem ganho acima da inflação e avanços em outras clausulas da pauta, até aqui negadas pelos patronais.

    “O que a gente vê é uma grande intransigência dos patrões. Os 10% de aumento representam apenas 0,17% de ganho real sobre a inflação, mas os empresários não querem chegar sequer a este percentual de reajuste”, criticou o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

    Do SEC-RJ

  • Comerciários do Rio defendem trabalhadora que sofreu racismo em supermercado

    Amanda Gregório, 30 anos, trabalha há quase dez anos no supermercado Mundial, no Rio de Janeiro. Atualmente, está na função de atendente, mas esteve de licença médica pelo INSS durante seis meses. Voltou ao trabalho há pouco mais de um mês. Em 26 de outubro, numa consulta, recebeu atestado médico para dispensa por quatro dias.

    Para ter direito à licença, Amanda precisou confirmar o diagnóstico com o médico do trabalho na sede da empresa, em Bonsucesso. Chegando ao local, Amanda foi atendida pelo Dr. Eduardo Carvalho. Ele quis colocá-la novamente de licença pelo INSS. Ela tentou explicar que o motivo do afastamento era diferente daquele de sua licença médica e que não haveria necessidade de retornar ao INSS. Nesse ponto, o médico disse que ela deveria voltar ao hospital para pedir um laudo. Quando Amanda perguntou o porquê, o médico teria jogado o atestado em cima dela e dito, dentre outras ofensas: “ah, sua neguinha, vai estudar!”.

    Segundo Amanda, que faz tratamento de saúde contínuo e precisa ir ao médico regularmente, o problema com o Dr. Eduardo Carvalho parece ser pessoal, porque sempre que ela vai ao seu consultório ele coloca uma série de dificuldades para realizar a troca de atestados e outros procedimentos. Até então, ela vinha suportando da melhor forma possível os insultos do médico, mas a agressão racista foi a gota d'água. Dias depois, Amanda foi à 27ª Delegacia de Polícia (Vicente de Carvalho) para fazer o registro da ocorrência, que foi classificada pelo inspetor que a atendeu como injúria por preconceito racial.

    Sindicato compra o barulho – Após o registro da ocorrência, Amanda foi ao Sindicato dos Comerciários pedir ajuda. Conversou com o diretor Marcelo Black, que coordena o coletivo de promoção da igualdade racial do Sindicato, recebeu orientações no Departamento Jurídico e foi atendida também no Departamento Médico pela psicóloga do Sindicato. “Compramos o barulho da Amanda. Vamos dar a ela todo o suporte e partir pra cima da empresa, para que esse tipo de problema não mais se repita no Mundial. Queremos não apenas uma retratação, mas que o Mundial passe a orientar seus funcionários sobre questões relacionadas ao racismo e a todas as formas de discriminação”, comentou Marcelo Black, que acrescentou: “Outros funcionários do Mundial que passaram por situações parecidas devem aproveitar e também denunciar ao Sindicato”.

    Racismo x injúria racial – O racismo no Brasil é considerado um crime inafiançável e imprescritível. Um problema que ainda ocorre é a sua confusão com o crime de injúria racial. A injúria racial ocorre quando são ditas ofensas como, por exemplo, chamar um negro de “macaco” ou uma negra de “neguinha”. A acusação de injúria racial permite fiança e tem pena máxima de um a três anos. Já o racismo envolve o menosprezo à raça de alguém, seja por impedimento de acesso a determinado local, seja pela negação de algum direito tomando por base a raça da pessoa. Como exemplo, pode-se considerar o impedimento de matrícula de uma criança em uma escola por ela ser negra como um caso de racismo. A pena é de três a cinco anos de prisão.

    Como denunciar o racismo – Existem muitas formas de denunciar. A mais eficaz delas é registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia e, em seguida, procurar um advogado para cuidar do processo. Os comerciários do Rio podem contar com atendimento jurídico gratuito e especializado oferecido pelo Sindicato.

    Do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

  • Comerciários do Rio desautorizam SindiSuper a negociar com patrões

    Uma assembleia realizada por comerciários do Rio de Janeiro reprovou por unanimidade, na última terça-feira (8), no Centro do Rio, a pauta proposta pelo SindiSuper (Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados e Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro), que pretendia aprovar a convenção coletiva da categoria e a efetivação de contribuição assistencial independentemente da contribuição já prevista em lei. Ligados ao Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, os trabalhadores também desautorizaram SindiSuper a negociar com o Sindicato Patronal.

    “Foi uma vitória da nossa categoria. Ninguém neste SindiSuper é comerciário. É um sindicato fajuto, fantasma, criado pelos patrões para atender aos interesses deles. Nós ficamos quase 50 anos sob o domínio da família Mata Roma, que comandava o Sindicato, mas isso acabou”, comemorou Marcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários.

    A diretoria do SindiSuper, que convocou a assembleia, não compareceu ao local, e cerca de dez funcionários presentes não quiseram dar declarações após a chegada dos demais comerciários. Eles também não participaram da assembleia.

    O Sindicato dos Comerciários representa cerca de 400 mil trabalhadores no comércio do Rio, sendo 250 mil em supermercados e mercados, contrários à criação do Sindsuper. Representantes de entidades ligadas aos comerciários em 10 municípios também não reconhecem a entidade.

    Da CTB-RJ

  • Comerciários do Rio homenageiam mulheres líderes da categoria

    Dez trabalhadoras do comércio carioca que se destacaram por sua contribuição às lutas da categoria no último ano, foram as grandes homenageadas na noite da última sexta-feira (24/3), na entrega do I Prêmio Margaridas. Realizada por iniciativa do Coletivo Margaridas do Sindicato dos Comerciários do Rio,, a homenagem encerrou a programação de março, dedicada às mulheres, que contou com vários debates, rodas de conversa e atos em defesa da manutenção e ampliação dos direitos das mulheres.

    As homenageadas foram escolhidas por sua luta em defesa dos direitos de todos os comerciários e também pelo papel que cumprem no enfrentamento aos preconceitos, ao racismo, ao machismo e LGBTfobia que, infelizmente, ainda caracterizam as relações de trabalho no comércio do Rio. Receberam o prêmio as comerciárias: Dirce Antunes da Silva (Walmart de Campo Grande), Ana Lúcia Pereira Garritano (Ricardo Eletro de Campo Grande), Daniela Fiorentino (Ateliê Empório Almir França, no Centro), Rosiane Carvalho Ferreira (Lojas Americanas de Del Castilho), Elizabeth Pereira dos Santos (Ricardo Eletro de Campo Grande), Valquíria Silva de Oliveira (ex-funcionária do Guanabara), Thais Gomes Balbino (Bramil de Miguel Pereira), Amanda Gregório (Mundial de Botafogo), Liliane Moura (Firenze Joias, em Madureira), Miilena Rodrigues (Kopenhagen do Recreio).

    A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, esteve presente na homenagem e valorizou a iniciativa do Sindicato:

    “É uma grande iniciativa essa do Sindicato dos Comerciários. O Prêmio Margaridas vem pra valorizar aquelas mulheres que lutam e fazem a diferença. O movimento sindical precisa de mais iniciativa como essa. Parabéns às trabalhadoras homenageadas, vida longa ao Prêmio Margaridas.”

    O Prêmio chama-se Margaridas em homenagem à sindicalista Margarida Alves, assassinada ao defender direitos dos trabalhadores rurais. O trófeu foi elaborado pela artista plástica Ana Durães. Além da entrega dos prêmios, as comerciárias e comerciários que lotaram o salão na sede do Sindicato curtiram um show sensacional do grupo de samba Linda Baobá.

    Da CTB-RJ

  • Comerciários do Rio lançam ferramenta para receber denúncias contra abusos

    O Sindicato dos Comerciários do Rio lançou essa semana uma nova ferramenta para receber denúncias de trabalhadores que sofrem com desrespeito aos direitos trabalhistas e outros abusos dos patrões no comércio do Rio. Trat-se do formulário disponível na página: http://www.comerciariodenuncia.org.br.

    A plataforma chega para tornar mais dinâmico o atendimento das reclamações, simplificando o processo de entrada das denúncias em um único canal, o que vai facilitar o trabalho das equipes de fiscalização e mobilização do Sindicato.

    “Temos recebido muitas queixas e há uma fila enorme de denúncias. É nítido que os comerciários estão mais seguros para denunciar as opressões, e por isso o número de denúncias que recebemos aumentou cerca de 300%. O lançamento da nova ferramenta se soma ao grande esforço feito pelo Sindicato para tornar mais rápida e eficaz a apuração dessas denúncias, que inclui outras medidas, como a ampliação das equipes de fiscalização. Com união e perseverança, vamos conseguir atingir todos os ramos do comércio do Rio para acabar com os abusos a que os comerciários vêm sendo submetidos”, comentou o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

    Para denunciar não é preciso se identificar. Basta relatar o problema e preencher os campos de informação do aplicativo, que incluem o nome/filial, endereço completo e CNPJ da empresa.

    Do Sindicato dos Comerciários do RJ

  • Comerciários do Rio rejeitam criação de Sindicato de Supermercados

    Em histórica Assembleia realizada em dezembro na sede do Sindicato dos Comerciários do Rio, a categoria disse um sonoro NÃO ao pedido de registro ao Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados e Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro (Sindisuper), iniciativa que vem sendo articulada por pessoas ligadas aos patrões do comércio. Os comerciários presentes votaram contra a criação da nova entidade e, por unanimidade, autorizaram o Departamento Jurídico do Sindicato a ingressar na Justiça com ação declaratória desconstitutiva do Sindisuper.

    “Nós trabalhadores comerciários nos opomos veemente a essa tentativa absurda de enfraquecer nossa luta. Vamos continuar firmes em defesa da unidade de representação da categoria, porque a fragmentação só favorece os patrões”, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Marcelo Black. Ele conduziu a Assembleia na ausência do presidente Márcio Ayer, que estava em Brasília, reunido com outras lideranças sindicais, na articulação de estratégias para barrar a retirada de direitos trabalhistas por meio da reforma da Previdência e alterações nas regras da CLT.

    Na avaliação geral dos diretores e trabalhadores presentes, as grandes mobilizações da última campanha salarial assustaram os patrões do comércio, que estavam acostumados com a bajulação do Sindicato durante os anos Mata Roma. Por este motivo, voltaram a estimular a criação do Sindisuper, numa clara tentativa de enfraquecer o movimento dos comerciários. As pessoas por trás da iniciativa nunca tiveram ligação nenhuma com a categoria. Além disso, o primeiro pedido registro da entidade no Ministério do Trabalho foi negado exatamente pelo fato de já existirem sindicatos que representam os trabalhadores de supermercados e shopping centers, que são os sindicatos de comerciários.

    Jacaré – A primeira assembleia para criação do Sindisuper aconteceu em 2009. Na ata, não há registro da participação de ninguém da categoria, nenhum comerciário, o que demonstra claramente que o objetivo não era fortalecer a luta destes trabalhadores, mas sim criar um sindicato cartorial para trabalhar em favor dos interesses dos próprios supermercados e shoppings. As assembleias para ratificação da entidade foram realizadas na perigosa comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo, onde, reza a lenda, os traficantes de drogas alimentam um jacaré com os corpos dos seus inimigos. Fizeram as assembleias nesse local justamente para o comerciário não ir. Não é coisa de quem quer construir um sindicato de verdade.

    Toda a diretoria do Sindicato dos Comerciários se manifestou contra a iniciativa. “Não podemos ter uma categoria dividida, o que só seria bom para o patrão e para um punhado de oportunistas, que nem comerciários são, e só querem se dar bem”, comentou a diretora Daniele Moretti. “É mais um golpe que querem aplicar, como parte de uma agenda dos ricos e dos conservadores para acabar com os direitos trabalhistas. Quem está por trás disso é financiado pelas grandes redes do varejo”, observou o diretor Marcelo Max.

    O presidente da seção fluminense da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RJ), Ronaldo Leite, que também participou da Assembleia, situou a luta do Sindicato dos Comerciários pela manutenção da unidade da representação da categoria no momento de crise política enfrentado pelo Brasil: “Vivemos um momento de defensiva histórica da luta dos trabalhadores, por conta do golpe que colocou na agenda política do país medidas para retirada de direitos. É um momento de muita resistência. Tenho certeza de que essa categoria que hoje se levanta, vai estar presente nas lutas contra o retrocesso”.

    Do SEC-RJ

  • Comerciários do Rio vão às ruas pelo aumento salarial com ganho real

    O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ) promoveu, durante essa semana, atividades no Centro e em Copacabana para mobilizar os comerciários contra a intransigência dos sindicatos patronais nas negociações da Campanha Salarial. Para o presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer, em cada ação realizada a luta pelo aumento justo ganha mais força na categoria.

    Os trabalhadores receberam com muita indignação a contraproposta apresentada pelos patrões de 4% de reajuste, sem aceitar sequer discutir proposta que não geram custos adicionais para as empresas, como garantir a oferta de água potável e banheiros nas lojas para os comerciários. “A intransigência dos patrões é absurda. Sabemos o momento difícil que o país vive, mas não vamos permitir que os comerciários paguem com seus salários pela crise econômica do país”, protestou o presidente.

    Nas ruas, o Sindicato mobilizou os trabalhadores para duas agendas importantes: a Assembleia do dia 22/6, que aprovou o estado de greve no comércio e a participação dos comerciários na Greve Geral de 30/06 contra as reformas trabalhista e da Previdência.

    Sem tempo ruim – No dia seguinte à declaração do estado de greve, sob chuva fina, as equipes de mobilização do Sindicato fizeram uma grande caminhada em Copacabana, percorrendo as principais ruas comerciais do bairro, para conversar com os trabalhadores. A grande maioria se mostrou preocupada com o baixo reajuste proposto pelos patrões, e também com a reforma trabalhista proposta pelo governo golpista de Michel Temer.

    As mobilizações continuam. Na segunda-feira (26/6), foi a vez de Santa Cruz, onde o Sindicato vai pressionar os maiores supermercados e outros pontos importantes do comércio. Participe e fique por dentro da Campanha pelo Facebook e pelo WhatsApp em (21) 96697-5260. Sem participação não tem conquista!

    Do SEC-RJ

  • Comerciários fazem ato por direitos demissionais no Rio de Janeiro

    Durante pelo menos duas horas, na manhã desta terça-feira (1), uma das principais papelarias do Rio de Janeiro ficou sem vender nenhum caderno sequer. Trata-se da papelaria Casa Cruz, que presenciou diante de sua principal loja um ato de protesto. Com apoio do Sindicato dos Comerciários do Rio (SEC-RJ), trabalhadores demitidos pela empresa foram à porta da filial no Largo de São Francisco convencer os clientes a deixar de fazer ali as suas compras. Foi essa a forma encontrada por ex-funcionários para protestar contra o não pagamento de suas verbas rescisórias. Alguns estão sem receber desde o mês de agosto.

    Com mais de 120 anos de existência, a Casa Cruz possui sete lojas no Grande Rio, empregando quase 400 trabalhadores. Sobre a loja do Largo de São Francisco funciona o escritório central da empresa. Apesar dos insistentes pedidos dos manifestantes, nenhum diretor desceu para conversar com os trabalhadores ou com o Sindicato.

    “Aqui não estão apenas os 119 demitidos. Está presente o Sindicato que representa mais de 400 mil trabalhadores cariocas e que não vai arredar pé dessa luta enquanto houver um único comerciário injustiçado pela Casa Cruz. Daqui vamos a todas as outras filiais. Temos condições de paralisar totalmente as lojas, fazendo com que na ‘volta às aulas’ a Casa Cruz fique sem vender nada”, ameaçou o presidente do Sindicato, Márcio Ayer, que participou do ato lado dos funcionários demitidos e dos diretores sindicais Edson Machado, Rosângela Rocha, Marcelo Black, Alessandro Furtado e Douglas de Freitas.

    “Vergonha, vergonha, Casa sem vergonha!”, gritavam em coro os ex-funcionários. “Esse aqui é o novo Sindicato. Acabou aquele negócio de vocês fazerem o que querem com a gente sem ninguém dizer nada”, gritou um deles. “A família do dono passando férias no exterior e a gente sem ter o que colocar no prato dos nossos filhos. Se eles pensam que nos demitindo vão nos calar, estão muito enganados. Vamos perseguir a Casa Cruz até que paguem o que nos devem”, disparou ao microfone outra funcionária demitida.

    Entenda o caso – Quando tomou conhecimento da situação dos demitidos, em agosto, o Sindicato foi pra cima e arrancou da empresa acordo para o pagamento parcelado das dívidas rescisórias. As rescisões deveriam ser pagas em quatro parcelas. A primeira delas foi paga com mais de dez dias de atraso em setembro, mas não há previsão para o pagamento da segunda, atrasada desde 15 de outubro.

    O Sindicato já fez as homologações das demissões para que os ex-funcionários pudessem sacar o FGTS e ter acesso às parcelas do Seguro Desemprego. Só que o não pagamento da indenização está colocando os demitidos em situação difícil. Por isso, o grupo resolveu organizar os “escrachos” para forçar o pagamento por parte da empresa.

    Além de apoiar as manifestações para ampliar a voz dos trabalhadores, o Sindicato, por meio de seu Departamento Jurídico, está tomando todas as medidas legais para que a empresa pague tudo o que deve aos trabalhadores, incluindo a multa pela rescisão atrasada (Art. 477 da CLT) e a multa pelo descumprimento do acordo (30% do valor a receber). Novas manifestações já estão agendadas. Casa Cruz, sua cartolina está assando.

    Do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

  • CTB vence eleição no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

    O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro está de volta à categoria. Depois de décadas de domínio do clã Mata Roma, uma intervenção judicial possibilitou o que os trabalhadores comerciários tanto ansiavam: um pleito democrático para eleger a diretoria do sindicato.

    O processo eleitoral aconteceu ao longo dessa quarta-feira (17) e, apesar de nenhum incidente nas urnas, foi marcado por tensão após mais de 200 capangas (mais de 20% com passagens pela polícia por roubo com arma, estelionato, tráfico e estupro, segundo informações da polícia de São Paulo) invadirem e depredarem a sede do sindicato na madrugada de quarta-feira.

    Com todas urnas já apuradas, a Chapa 1 – A Hora da Mudança, apoiada peal CTB foi eleita para a direção do sindicato. A Chapa “A Hora da Mudança” conquistou 874 votos contra 44 votos da Chapa 2 e 143 votos da Chapa 3. "Esta é a primeira eleição democrática deste sindicato em 50 anos de domínio da família Mata Roma", afirma Ronaldo Leite, presidente da CTB-RJ. "Essa verdadeira dinastia submetia os interesses dos trabalhadores aos seus interesses particulares, por isso ocorreu a intervenção a favor dos trabalhadores. Para a CTB esta vitória significa a possibilidade de devolver o sindicato aos trabalhadores", acentua.

    O presidente eleito do sindicato, o comerciário Márcio Ayer, trabalhador da Material de Construção Sangue Bom, declarou que a vitória da Chapa 1 representa a vontade dos trabalhadores em retomar para si o sindicato. "Essa importante vitória mostra que os trabalhadores estão em busca de mudanças para a categoria! Demonstra que os trabalhadores querem um sindicato de volta para construir um novo caminho! E essa é a nossa tarefa: a partir de agora, trabalhar incansavelmente por um novo rumo a essa entidade para que os comerciários do Rio de Janeiro possam ter um sindicato combativo e de luta".

    Uma eleição histórica

    A eleição do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro vai entrar para a história do movimento sindical brasileiro. O pleito acontece pela primeira vez no sindicato após a intervenção judicial que retirou a família Mata Roma da direção da entidade após quase 50 de muita corrupção, fraudes e nepotismo. Luizant Mata Roma assumiu sindicato como interventor nomeado pela ditadura militar em 1966 e ficou na direção da entidade até sua morte em 2006, quando Otto Mata Roma e a UGT passaram a controlar a entidade, transformando-a em uma verdadeira capitania hereditária sindical.

    Ano passado, a Justiça do Trabalho nomeou um interventor para apurar as denuncias de corrupção que pairavam sobre a entidade e a auditoria feita nas contas da entidade revelou que Otton Mata Roma contratava seus parentes com salários que chegavam até R$ 23 mil (enquanto o salário da categoria não chega a R$ 1 mil). Outros diretores do sindicato ganhavam até R$ 60 mil com direito a cartão coorporativo com crédito ilimitado. As fraudes chegam a somar mais de R$ 100 milhões apenas nos últimos 5 anos.

    A eleição da Chapa 1 – A Hora da Mudança significa o fim da dinastia Mata Roma à frente da entidade e um novo tempo para a categoria. A hora da mudança chegou para os comerciários! Um ato político pela abertura da caixa preta do sindicato se iniciou após o fim da apuração e marcou o início da nova era para os trabalhadores do comércio do Rio de Janeiro.

    Portal CTB com CTB-RJ

  • Direitos dos comerciários devem ser respeitados o ano todo, inclusive no Natal

    Fim de ano é uma época em que parte dos patrões costuma perder a linha e cometer os maiores desrespeitos. O Sindicato avisa que vai fiscalizar o comércio e não vai tolerar abusos contra os comerciários. Lojas com horário estendido devem adotar turnos para respeitar a jornada máxima de trabalho de 8 horas nos dias úteis, 7 horas e 20 minutos nos domingos e 6 horas nos feriados.

    A legislação trabalhista permite até 2 horas extras/dia (art. 59, CLT), menos aos domingos e feriados, quando a jornada é improrrogável. A CLT determina ainda pagamento de adicional de 20% para o trabalho noturno entre 22h e 5h (art. 73). As empresas devem respeitar também o Repouso Semanal Remunerado (RSR) e o intervalo de, pelo menos, 11 horas entre as jornadas de trabalho.

    Feriado não é folga

    Recebemos denúncias de que várias empresas estão considerando os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro como dias de RSR, o que não é correto, tendo em vista que são dias de feriado, em que não deve haver trabalho. 

    Se a empresa em que você trabalha insistir nesses absurdos, denuncie pra gente. Pode ser pelo www.comerciariodenuncia.org.br ou pessoalmente no Sindicato. Não é preciso se identificar, basta relatar o problema e informar o nome, endereço e CNPJ da empresa. Sugerimos ainda que o comerciário que se sentir desrespeitado em seus direitos procure orientação especializada do nosso Departamento Jurídico. Pelo telefone (21) 3266-4168 é possível fazer o primeiro contato e se informar sobre os horários e locais dos plantões jurídicos.

    Do SEC-RJ
    Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil

  • Em reunião com ministro, Comerciários denunciam sindicato fraudulento no Rio de Janeiro

    Na tarde desta quarta-feira (28), o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, e o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, participarão de reunião com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para apresentar dossiê no qual formalizam a denúncia de criação de sindicatos fraudulentos no Rio de Janeiro.

    Também participaram da reunião, Carlos Henrique de Carvalho, o Kike, coordenador Jurídico do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, e Guilherme da Hora, advogado da instituição em Brasília.

    "O objetivo da reunião foi pedir ao ministro Nogueira que investigue e cancele o registro sindical da entidade denunciada, o SindSuper", explicou Carlos Henrique, ao explicar que com a criação da referida entidade além de ser fruto de uma base fantasma, tem como objetivo rachar a base dos Comerciários.

    Kike também indicou que o ministro foi receptivo é que vai colocar a área técnica para investigar o caso.

    Portal CTB

  • Juventude trabalhadora mundial se reúne na Itália em defesa dos direitos

    A Federação Sindical Mundial (FSM) realizou, na última quinta e sexta-feira (2 e 3) em Roma (Itália), a terceira edição do Congresso Mundial da Juventude trabalhadora. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou da atividade que reuniu 120 delegados e delegadas de mais de 40 países.

    CTB participa do 3º Congresso Mundial da Juventude Trabalhadora na Itália

    Em sua intervenção, a secretária nacional de Juventude da Central, Luiza Bezerra, denunciou o aumento da desigualdade social no país que se agravou após o golpe parlamentar de Estado que afastou a presidenta Dilma Rousseff e impôs uma agenda ultraliberal pelo atual governo.

    discurso luiza juventude

    “No Brasil, 13 milhões de pessoas estão desempregadas, quase 11 milhões trabalhando na informalidade, ou seja, sem os direitos trabalhistas ou perspectivas de se aposentarem”, alertou a sindicalista. (Leia aqui a íntegra do discurso em inglês)

    Neste sentido, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Marcio Ayer, integrante da delegação cetebista na atividade, destacou o ataque do governo Michel Temer aos direitos da classe trabalhadora. “Depois de instituir a possibilidade de terceirização irrestrita, a reforma trabalhista aprovada vai retirar direitos e garantias históricos, precarizando as relações de trabalho”, disse.

    Assista abaixo a íntegra: 

    Na opinião do secretário-geral da FSM, Geoge Mavrikos, neste momento de crise do capitalismo em que a ofensiva conservadora avança no mundo é importante a ação e a participação dos jovens na entidade internacional. “A história da luta de classes é um instrumento para o futuro da nova geração”, expressou Mavrikos.

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    Durante o encontro, Luiza propôs a criação de campanhas mundiais da entidade sindical internacional por empregos decentes para a juventude, a sugestão foi aprovada assim como a realização de seminários e cursos com a temática juvenil entre outras propostas.

    Também foi eleito um Secretariado de Juventude da FSM, coordenado pelo dinamarquês Emil Olsen, composto por jovens da África do Sul, Brasil, Chipre, Dinamarca, França, Grécia, Índia, Itália, México, Palestina, Peru, Rússia, Sri Lanka e Vietnam.

    “Em fevereiro devemos ter a primeira reunião desse Secretariado, na qual elaboraremos nosso plano de ação”, declarou a dirigente da CTB que representa o país no grupo.

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    Estou certa, disse Luiza, de que os desafios nessa nova tarefa serão muitos, mas unidos conseguiremos efetivar lutas conjuntas para garantir um presente e um futuro melhor para a juventude trabalhadora do mundo.

    Segundo ela, a atividade que teve como organização anfitriã a União dos Sindicatos de Base (USB) da Itália foi positiva.“Saímos do congresso certamente mais fortalecidos e organizados para o próximo período”, concluiu. 

    Portal CTB 

  • Livres de falso sindicato, Comerciários do Rio fazem assembleia com trabalhadores de supermercados

    Finalmente livres do falso sindicato (leia mais) que durante meses interditou as negociações entre trabalhadores e patrões, os comerciários do ramo de supermercados vão retomar a Campanha Salarial 2017. Após Sindicato e empresas terem reaberto as negociações, o próximo passo dos comerciários foi comparecem à assembleia marcada para a terça-feira (10), às 19h30, na sede do Sindicato. Os filiados se informaram do estado das negociações com o setor patronal, discutiram contrapropostas e demonstraram força e disposição para defender direitos.

    “Muito além do reajuste, queremos que a convenção resgate os direitos que foram retirados pela reforma trabalhista, que vai entrar em vigor já no mês que vem. Quem é de supermercado tem que chegar junto e dar a sua contribuição”, convocou o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Miguel Pereira e Paty do Alferes, Márcio Ayer.

    Algumas empresas já deram reajuste, mas muitos trabalhadores ainda não receberam nada a mais dos patrões. Os sindicatos patronais receberam em maio a proposta dos trabalhadores aprovada em assembleia. “A bola agora está nos pés deles, mas a participação na Assembleia é importante para demonstrar nossa força. Precisamos multiplicar essa pressão em todas as redes de supermercados”, acrescentou a vice-presidente do Sindicato, Alexsandra Nogueira, que é empacotadora no Guanabara.

    Disputa pelo feriado –No conjunto das suas “reformas”, Temer editou um decreto que pretende atingir diretamente os funcionários de supermercados. Na prática, a medida tenta acabar com as contrapartidas pelo trabalho em feriados, que há anos eram garantidas por meio da negociação direta com os patrões. Foi por isso que muita gente teve que ralar no feriado da Independência, em 7 de setembro, sem receber o adicional ou a folga correspondente. O entendimento do Sindicato é que o decreto não se sobrepõe a lei e vamos lutar contra ele na Justiça e nas ruas.

    “Alguns patrões querem repetir o abuso nos próximos feriados, a começar pelo 12 de outubro. O Sindicato não vai aceitar esse olho grande e vai partir pra briga. Por isso, precisamos da união de todos os trabalhadores, vindo à Assembleia dia 10″, acrescentou Ayer.

    Do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

  • O povo é quem decide, Diretas Já!

    Temer cai ou não cai? Quem fica no lugar dele? Por que será que, mesmo com um governo moribundo, seus amigos no Congresso insistem em votar rápido, sem consulta ao povo, reformas que podem prejudicar gerações inteiras de trabalhadores? Vamos pensar juntos sobre o que realmente está em jogo.

    Depois que Temer e Aécio deram o golpe, com o apoio da imprensa e de certos juízes, foram paralisadas grandes obras que trariam mais empregos e mais desenvolvimento. Minguaram também os investimentos no pré-sal, na indústria naval e até na de alimentos. Aí onda da crise financeira internacional, que até então nos afetava de forma moderada, cresceu como um tsunami e arrasou 13% dos empregos no país.

    Enxergando a crise como oportunidade de faturar ainda mais, banqueiros, empresários sonegadores e políticos investigados assumiram ministérios e lotearam empresas públicas. Por dentro do governo, buscam anistiar suas dívidas e forçar a barra para aprovar, o quanto antes, leis que retiram direitos trabalhistas.

    Temer e seu bonde do mal congelaram por 20 anos os investimentos em Saúde, Educação e Segurança. Querem que você contribua a vida inteira para Previdência, sem poder se aposentar. Liberaram geral a terceirização e querem, com a reforma trabalhista, tirar as poucas garantias que ainda temos para trabalhar com dignidade. Como se não bastasse, ainda querem destruir os sindicatos para impedir que você trabalhador e trabalhadora tenha qualquer possibilidade de se opor a essas ameaças! Como desculpa, dizem que é para modernizar as relações trabalhista. Acredita?

    Golpe continua em curso – Só que a mentira tem pernas curtas. Temer e seu parceiro Aécio foram pegos com a boca na botija. Gravações comprovaram que o Golpe foi dado a mando de empresários e banqueiros, interessados em ficar ainda mais ricos com a crise que eles mesmos criaram. Por isso, tirar Temer não será suficiente. Os golpistas querem se livrar rápido do problema, escolhendo eles mesmos o novo presidente, pra que o esculacho contra os trabalhadores e suas famílias possa continuar. Não dá pra aceitar!

    A turma que puxou aquelas manifestações do patinho amarelo e do “somos um milhão de Cunhas” fugiu e deixou sozinhas muitas pessoas que, de boa fé, acreditavam estar enfrentando a corrupção. Hoje todo mundo já sabe que o Golpe era contra nós trabalhadores. Se você também foi induzido a cair nesse erro, não tem problema, ainda dá tempo de participar das verdadeiras lutas por um Brasil melhor.

    Cada vez mais trabalhadores participam das manifestações pacíficas contra o Golpe, contra as reformas e em defesa das eleições diretas. Participe você também! A lei permite e já há, inclusive, Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em tramitação para autorizar eleições diretas, permitir que o povo escolha seu próprio presidente e, assim, possamos decidir sobre o nosso próprio futuro. Fora Temer! Diretas Já!

    Marcio Ayer é Presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Para sindicalistas, decreto sobre supermercados é inconstitucional e manobra para favorecer patrões

    O presidente Michel Temer assinou nesta quarta-feira (16) um decreto que reconhece o setor supermercadista como atividade essencial da economia. Com o novo status, o setor não precisará mais se submeter às negociações com sindicatos que representem o setor comerciário em todo o Brasil.

    O dirigente da CTB e presidente da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor, afirmou que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio vai se reunir nesta quinta (17) e analisar o decreto, mas acredita que há discussão jurídica acerca do tema.

    "A lei 12.790, que regulamenta a categoria comerciária, estabelece a celebração de convenção coletiva para este tema", diz Vidor. "É uma decisão que reforça o que já sabemos: temos um governo neoliberal disposto a dar continuidade ao seu pacote de maldades. Irá retirar o direito ao descanso e colocar esta disponibilidade nas mãos dos empresários". 

    O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Marcio Ayer, também denunciou a manobra do governo. 

    "Essa é uma reivindicação de longa data do setor patronal, para poder abrir todos os dias sem ter que negociar com os trabalhadores. Eles estão usando esse governo submisso aos interesses patronais para garantir base juridica para burlar as convenções coletivas".

    Na segunda-feira (14), os Comerciários do Rio promoveram um protesto contra a criação do SindiSuper. A disputa cria conflitos entre sindicalistas do estado há anos, e já foi decidida pela Justiça em desfavor dos setores patronais.

    Marcio Ayer: "Separar supermercados e comerciários agora é manobra para burlar negociações coletivas"

    O decreto será publicado na edição da quinta-feira do Diário Oficial da União. O Sindicato disse que vai analisar o texto final antes de planejar reação, mas garante:

    "Nós entraremos com todas as medidas possíveis pra defender a categoria. O nosso entendimento é que o decreto é inconstitucional, pois não se pode definir atividades essenciais por decreto presidencial, apenas por lei. O supermercado nao é um segmento fora do comércio - isso é uma estratégia para enfraquecer a força de negociação da categoria, especialmente agora, com uma Reforma Trabalhista que coloca o negociado acima do legislado".

    Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a mudança da norma atende a uma solicitação feita no ano passado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O governo diz que a alteração na legislação "melhora o ambiente de negócios" e "dá mais competitividade ao segmento".

    Portal CTB, com informações da EBC

  • Silvana Conti: Golpe contra presidenta Dilma é parte de um projeto misógino

  • Sindicato do Comerciários do Rio prepara Semana da Consciência Negra

    O Sindicato dos Comerciários do Rio vai realizar esse ano sua primeira Semana da Consciência Negra, com uma série de eventos para celebrar a contribuição dos negros e negras à construção da nacionalidade brasileira. A programação terá início no dia 11/11 (sexta-feira), com um grande baile Charme liderado pelo lendário DJ Corello. “Optamos por abrir a Semana com um baile justamente para conectar os diversos atores da luta pela igualdade racial e da cena cultural do Rio”, explicou o secretário-geral do Sindicato, Marcelo Black.

    Na sequência, dois debates serão realizados para promover reflexões sobre a inserção produtiva das negras e negros na sociedade brasileira. No primeiro deles, em 16/11 (quarta-feira), os cientistas sociais Mário Theodoro e Newton Oliveira vão discutir a influência da desigualdade racial e do racismo no mercado de trabalho. No dia seguinte, as especialistas Alessandra Benedito, Ana Rocha e Mônica Custódio vão debater a subvalorização da força de trabalho das mulheres negras. Todos os eventos vão acontecer na sede do Sindicato dos Comerciários do Rio (R. André Cavalcanti, 33 – Lapa).

    Confira abaixo a programação completa:

    Baile com DJ Corello - Sexta, 11/11, às 20h. Ingresso para o baile: R$ 20 (grátis para sócios);

    “Desigualdade racial e o racismo no mercado de trabalho” - Debate com Mário Theodoro e Newton Oliveira. Quarta, 16/11, às 18h. Entrada franca;

    “Subvalorização do trabalho da mulher negra, discriminação de raça e sexo” - Debate com Alessandra Benedito e Ana Rocha. Quinta, 17/11, às 18h. Entrada franca.

    Zumbi – O Quilombo dos Palmares, em Alagoas, foi um dos principais focos de resistência à escravidão no Brasil. Durante mais de um século, Palmares resistiu aos ataques militares da Coroa Portuguesa. Em 1695, por conta dessa ousadia, Zumbi, seu principal líder, foi morto e teve a cabeça exposta em praça pública. O objetivo dos portugueses era semear o medo entre os negros escravizados. Só que o efeito foi oposto, despertando em muitos a consciência de que era possível rebelar-se contra a escravidão. Em meados do século passado, a figura histórica de Zumbi dos Palmares foi resgatada pela ação dos movimentos negros brasileiros. O 20 de novembro, data de sua morte, passou a ser comemorado em mais de mil cidades brasileiras com o Feriado de Zumbi dos Palmares, e o mês de novembro passou a ser dedicado à reflexão sobre o racismo e outras heranças perversas do nosso passado escravocrata.

    Do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

  • Sindicato dos Comerciários apoia Frente Parlamentar do Varejo na Alerj

    A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) lançou na última quarta-feira (18/10) a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Varejista. A proposta da Frente é se tornar um instrumento de mediação e pressão política do comércio junto ao governo estadual, às prefeituras e o Congresso Nacional para aprimorar a legislação relacionada ao setor e, dessa forma, possibilitar o seu desenvolvimento.

    O Sindicato dos Comerciários do Rio participou do lançamento, realizado no auditório da Confederação Nacional do Comércio. A iniciativa é também apoiada por várias entidades patronais do setor. O grupo é presidido pelo deputado Waldeck Carneiro (PT), que também lidera os trabalhos da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Alerj.

    “Através da Frente pretendemos assegurar a aprovação de um plano nacional do varejo, que é o segmento que mais emprega no Brasil”, destacou o deputado. “Nós negociamos no Rio com 27 sindicatos de empregadores. Nas mesas de negociação, cada qual defende os interesses do seu setor. Em momentos como esse, no entanto, em que enfrentamos dificuldades econômicas que afetam a todos, torna-se necessário encontrar convergências e unir esforços para enfrentar os desafios colocados. Um exemplo é a segurança pública. No Rio, virou rotina o assalto a lojas e shopping centers. Mas para o Sindicato dos Comerciários a Frente é, sobretudo, um espaço para o lado do trabalhador ser levado em conta na hora de se pensar políticas públicas para o setor”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer.

    Entrevista: deputado Waldeck Carneiro, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Varejista

    Quais são os principais objetivos da Frente Parlamentar?

    Waldeck Carneiro: O varejo é o setor que mais emprega no Brasil, perde apenas para o serviço público. Estamos falando de uma área da economia muito importante para a geração de trabalho e renda em todo o território nacional. É ainda um setor que dá oportunidades de primeiro emprego a pessoas que estão iniciando no mercado de trabalho formal, sem qualquer experiência, o que é difícil em muitos outros setores da economia. (…) Por todas estas razões, é um setor que merece toda atenção por parte do Poder Público.

    Qual é a importância da participação dos trabalhadores do comércio neste fórum?

    É importante a participação de todos os agentes que constroem o setor varejista no Rio de Janeiro. Esses agentes são os empreendedores, os empregadores, os lojistas, mas também os trabalhadores e trabalhadoras do setor. A Frente Parlamentar é um agente do Poder Legislativo, que deve e vai dialogar com todos.

    As entidades patronais aceitaram numa boa a participação dos trabalhadores?

    No ambiente democrático os atores têm que dialogar entre si, mesmo que tenham diferenças sobre certas posições, mesmo que sua pautas nem sempre sejam confluentes. É de bom tom na democracia que os atores dialoguem. No caso do Poder Legislativo, não estamos preocupados com quem aceita quem. A Frente Parlamentar vai dialogar com todo mundo. Seja com a pauta de quem empreende, e tem a ver com questão tributária, com questão de alvará. Seja com a pauta dos trabalhadores, que tem a ver com as condições objetivas de trabalho, carga horária e direitos. Vemos o setor do varejo a partir do Poder Legislativo. Vamos estimular o máximo possível que todos dialoguem, inclusive na diferença. Se for o caso, a Frente Parlamentar vai se colocar à disposição para mediar relações que eventualmente estejam tensas, se for do interesse das partes.

    Quais são as pautas de interesse comum entre comerciários e lojistas?

    É de interesse comum, por exemplo, a questão da mobilidade urbana, sobretudo na região metropolitana do Rio de Janeiro, que é provavelmente a mais complexa do país. Somos o estado mais metropolizado. Aqui estão concentrados 75% da população fluminense. Consequentemente, a prestação de serviços é muito desafiada, em especial os serviços essenciais à população como o transporte público. Portanto, melhorar a mobilidade urbana na região metropolitana interessa tanto aos patrões quanto aos empregados do setor do varejo. Também interessa a ambos a pauta da segurança pública. É muito importante que os estados e municípios, com políticas de segurança preventivas, possam melhorar as condições de funcionamento para os lojistas, e as condições de chegada e saída do trabalho para os comerciários. Que isso possa acontecer em um ambiente em que sua vida não esteja sob risco.

    Do SEC-RJ (via CTB-RJ)

  • Sindicato dos Comerciários do RJ exige respeito à jornada de trabalho na Black Friday

    O Sindicato dos Comerciários do Rio em reunião nesta quarta-feira (23/11) com o SindiLojas, que representa os lojistas, exigiu um documento conjunto para patrões e empregados sobre a necessidade de se respeitar os direitos trabalhistas durante a realização da promoção Black Friday. O objetivo é formalizar para os empregadores os principais pontos que foram desrespeitados na edição anterior do evento, tais como a jornada de trabalho excessiva, horário de almoço reduzido, falta de intervalo para lanche, dentre outros.

    Ajude na fiscalização! Denuncie abusos pelo site: WWW.COMERCIARIODENUNCIA.ORG.BR

    Segundo o presidente Márcio Ayer, o Sindicato dos Comerciários do Rio vai lutar para que se cumpra a lei e não aconteçam mais os problemas ocorridos na Black Friday 2015.

    “Tivemos uma quantidade absurda de denúncias, principalmente na jornada de trabalho, que chegou a ser de até 14 horas. Dessa vez, estamos nos antecipando e deixando claro para os patrões que o Sindicato vai fiscalizar para garantir o direito do trabalhador,” disse o presidente.

    O diretor jurídico do Sindicato, Edson Machado, destacou que muitos shoppings vão abrir em horário ampliado na próxima sexta-feira (25/11), das 6h às 23h. “Isso é permitido, desde que o trabalhador tenha sua jornada de trabalho respeitada. Estamos assistindo casos de lojas anunciando que vão abrir suas portas à meia-noite do dia 24. Apesar do exagero, a loja pode abrir, mas o trabalhador tem o direito de cumprir a jornada que determina a lei e seu contrato de trabalho,” destacou o dirigente.

    Direito é direito – Muitos trabalhadores, principalmente os vendedores comissionistas, aceitam aumentar sua jornada para vender mais. Para a diretora do Sindicato Daniele Moretti, apesar daqueles que querem fazer horas-extras, muitos não poderiam fazê-lo por conta de outros compromissos, mas acabam sendo forçados a trabalhar a mais pelos gerentes e empregadores. “Quem quiser fazer hora-extra tem direito. O que não vale é obrigar quem não pode. Muitos têm que buscar filhos na escola, cuidar de sua família ou se dedicar aos estudos. Ninguém pode ser penalizado por isso”, protesta a diretora.

    A loja que quiser abrir por mais horas nesse período vai ter que respeitar:

    • a jornada definida no contrato de trabalho, que pode ser de, no máximo, 8 horas/ dia;
    • o limite de 2 horas extras por dia;
    • nos feriados, a jornada máxima de 6 horas;
    • aos domingos, a jornada máxima de 7 horas e 20 minutos;
    • o intervalo mínimo de 11 horas entre as jornadas;
    • o repouso semanal remunerado.

    Do SEC-RJ

  • Sindicato dos Comerciários do RJ impede demissões em massa no Guanabara

    O Sindicato dos Comerciários do Rio conseguiu uma liminar na Justiça do Trabalho para impedir que o Guanabara continue com o processo de demissão em massa de seus trabalhadores. Apenas nas primeiras duas semanas de janeiro o supermercado dispensou mais de mil trabalhadores. A juíza da 51ª Vara do Trabalho, no entanto, decidiu liminarmente nesta segunda-feira (16/01) que nenhuma outra demissão poderá ser feita pela empresa sem prévia negociação com o Sindicato, sob pena de multa.

    O Sindicato pede ainda a nulidade das demissões e a imediata reintegração dos demitidos, o que deverá ser decidido pela Justiça do Trabalho em audiência marcada para a terça-feira da semana que vem (24/01). Trabalhadores que eventualmente venham a ser demitidos pela empresa devem comunicar imediatamente ao Sindicato.

    “O Sindicato repudia as demissões! Estamos na luta para garantir a reintegração e ver reconhecida a ilegalidade destas dispensas. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) já decidiu que para dispensar em massa as empresas são obrigadas a negociar condições com o sindicato que representa seus funcionários. Apesar disso, o Guanabara resolveu fazer as demissões pelas costas tanto do Sindicato quanto dos trabalhadores”, esclarece indignado o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer.

    Ganância motivou demissões

    A ação do Sindicato na Justiça também exige indenização por danos morais coletivos em favor dos demitidos, além de mostrar que as demissões foram feitas não porque a empresa esteja em dificuldades, mas apenas para aumentar lucros que já são milionários. O Guanabara nem culpa a crise econômica pelas demissões, diz abertamente que é “adequação do quadro de funcionários”. Basta ver que a maioria dos demitidos está entre os trabalhadores mais antigos da empresa.

    “Demitir apenas por ganância é uma tremenda irresponsabilidade. Milhares de famílias correm o risco de ficar desamparadas só pra satisfazer o olho grande do patrão, não por necessidade, mas por capricho. Uma enorme falta de sensibilidade social, principalmente num momento tão difícil como esse, de desemprego em alta e enorme incerteza no futuro do país. Não vamos deixar barato, vai ter briga”, garante o presidente Márcio Ayer. Ele informa que enquanto a ação estiver tramitando na Justiça, o Sindicato vai percorrer as lojas do Guanabara para acompanhar a situação de quem continua empregado, além de permanecer ao lado daqueles que foram demitidos. Tanto com apoio jurídico gratuito, quanto conferindo se todos os direitos serão pagos nas homologações, que vão acontecer até 17/02 na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

    Indícios de terceirização ilegal

    O Sindicato descobriu que a empresa de terceirização Luxor Way está oferecendo 500 vagas de repositor em “supermercados de grande porte”, por salário menor que o piso da nossa categoria no Rio, atualmente em R$ 1.080. “A gente não pode esquecer que terceirização nas atividade-fim das empresas, embora seja um objeto de desejo do governo golpista de Michel Temer, ainda é uma prática proibida no Brasil”, dispara a vice-presidente do Sindicato, Alexsandra Nogueira, que é também funcionária do Guanabara.

    O Guanabara atua em um dos setores menos afetados pela crise. No ano passado inaugurou duas filiais e continua em processo de expansão. “Não tem crise pra eles. Vão abrir pelo menos mais duas lojas este ano, o que prova que o Guanabara está com a saúde financeira em dia”, emenda Márcio.

    Do SEC-RJ

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