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Qui, Jul

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

  • Dirigentes da CTB, CUT  e Força Sindical estiveram reunidos na manhã de quinta-feira (31) com o presidente da Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Pedro Stringhini, para debater ações em defesa da aposentadoria pública, agora seriamente ameaçada pela proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro, cujo objetivo é a privatização do sistema.

    A CNBB teve relevante papel na luta contra a reforma da Previdência do governo Temer, que acabou não sendo votada no Congresso Nacional. Mas a proposta de Bolsonaro é ainda pior do que a do seu antecessor, pois prevê o regime de capitalização, pelo qual patrão e governo deixam de contribuir para o sistema e a poupança do trabalhador é administrada pelos bancos. No Chile, a capitalização é um suplício para a classe trabalhadora: hoje 90,9% dos aposentados recebem menos de meio salário mínimo. No Brasil, em função da escandalosa desigualdade social, o estrago pode ser maior se a classe trabalhadora não despertar a tempo para a luta em defesa da aposentadoria pública, da democracia e dos direitos sociais.

    Dom Pedro informou no encontro que a Campanha da Fraternidade 2019 da CNBB, com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, propõe à sociedade brasileira uma reflexão "sobre a necessidade de promover uma cultura de paz em meio a tanta violência”.

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    Fotos: Força Sindical

  • As entidades e organizações listadas abaixo, reunidas em Brasília, a convite da Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB, debateram os impactos das iniciativas e projetos de mudanças constitucionais e legais que alteram de maneira regressiva os direitos sociais definidos na nossa Constituição Federal.

    A avaliação compartilhada identifica uma ampla agenda que visa ao desmonte das políticas públicas de seguridade social (assistência, saúde e previdência social), de educação, dos direitos trabalhistas e da promoção social em sentido amplo, ao mesmo tempo em que só privilegiam o setor financeiro nacional e internacional.

    Diante de tal ataque, consideram essencial que compartilhemos iniciativas e esforços de construção de unidade em torno de movimentos de resistência aos desmontes e de atuação propositiva para ampliar a proteção e promoção social universal, com prioridade aos mais pobres.

    A nossa agenda comum deve enfrentar o desafio de atuar sobre as causas da crise produzida, que gera as desigualdades e as injustiças, combatendo o poder do sistema financeiro, que retira capacidade do sistema produtivo de gerar emprego e renda aos trabalhadores, bem como atuando de forma articulada para a promoção de uma reforma tributária justa e cidadã.

    Diante disso, convidamos a CNBB e suas Pastorais e organismos a se somarem nessa cooperação, atuando na conscientização e esclarecimento do povo, nas comunidades e regiões brasileiras. Em especial, pedimos o apoio ao movimento nacional do dia 30 de maio em defesa da educação e aos atos previstos para o dia 14 de junho, em defesa da seguridade e previdência social.

    Consideramos, como em momentos anteriores, inclusive na Campanha da Fraternidade, a participação das entidades de base da igreja, e o apoio desta, parte essencial da unidade e cooperação que queremos continuar construindo, em sintonia com as manifestações da CNBB emanadas na 57ª Assembleia, os ensinamentos do Papa Francisco visando ao fortalecimento dos direitos humanos e ao combate às desigualdades, à pobreza e à injustiça.

    Brasília, 27 de maio de 2019

    ABJD - Associação Brasileira de Juristas pela Democracia

    ANFIP - Associação Nacional de Auditores Fiscais

    ANFIP - Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

    Auditoria Cidadã da Dívida

    Cáritas Brasileira                                            

    CBJP - Comissão Brasileira Justiça e Paz                                  

    Centro de Fé e Política Dom Hélder Câmara

    CFP - Conselho Federal de Psicologia                        

    CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

    CIMI – Conselho Indigenista Missionário

    CJP/DF – Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília

    CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil

    CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura

    CONTRAF - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro

    CPT – Comissão Pastoral da Terra                      

    CRB - Conferência dos Religiosos do Brasil            

    CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

    CSP- Conlutas

    CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

    CUT – Central Única dos Trabalhadores

    DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos

    FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital

    FMCJS - Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

    Força Sindical

    INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos

    Intersindical (Central da Classe Trabalhadora),

    Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora)

    JPIC - Justiça, Paz e Integridade da Criação                                          

    MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens

    MAM - Movimento dos Atingidos pela Mineração

    MMC – Movimento Mulheres Camponesas

    MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

    NSCT - Nova Central de Trabalhadores

    OLMA – Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida

    Pastoral da Mulher Marginalizada

    Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político

    Serviço Pastoral dos Migrantes

    SINDIFISCO - Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

    UGT - União Geral de Trabalhadores