Sidebar

26
Ter, Mar

Congresso Nacional

  • #OcupeBrasília: para CTB, marcha da classe trabalhadora é decisiva para barrar reformas

    A opinião das centrais sindicais é que a marcha a Brasília nesta quarta-feira (24) será decisiva para barrar as reformas trabalhista e previdenciária no Congresso Nacional. Apesar da grave crise institucional que se instaurou com o escândalo envolvendo o presidente Michel Temer, os comandantes do golpe já dão mostras de que não deixarão esfriar o avanço das reformas na Câmara e no Senado e já buscam maneira de garantir a sua continuidade com ou sem Michel Temer.

    Leia também:

    #OcupeBrasília: acompanhe agenda da 9ª Marcha da Classe Trabalhadora nesta quarta (24)

    Relatório da Reforma Trabalhista vai ser lido amanhã

    Como afirmou o presidente da CTB, Adilson Araújo, as forças conservadoras já advogam por eleições indiretas como solução para o impasse. "Vociferam que não pode haver solução de continuidade na política econômica, ou seja, que é preciso aprovar as mudanças reacionárias nas legislações trabalhista e previdenciária".

    Artigo publicado hoje no jornal Valor Econômico confirma isso. Diz que a opinião predominante no mercado financeiro é que a melhor saída para este momento é o afastamento de Michel Temer e a escolha de um nome da base do governo via eleições indiretas para dar continuidade às reformas. 

    Audiência suspensa "por tempo indeterminado"

    Também reforça esta tese o fato de o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) ter voltado atrás na decisão de suspender a tramitação da reforma trabalhista neste período de crise institucional. Ele anunciou na manhã desta segunda-feira (22) que irá entregar amanhã o relatório do PLC 38/2017 à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na Câmara dos Deputados, descumprindo acordo anterior com as centrais sindicais.

    Audiências sobre o tema foram desmarcadas. O presidente da CTB recebeu hoje um comunicado da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados informando que a audiência para debater o tema prevista para amanhã foi adiada "por tempo indeterminado".

    A intenção de não dar mostras de que o governo está paralisado com a crise política que envolve o presidente Michel Temer está sendo encampada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. No próprio sábado (20), Meirelles teve uma reunião com Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara, para tentar agilizar a votação e análise de processos da área econômica, e a reforma trabalhista também estava na pauta.

    Para o presidente da CTB, a 9ª marcha da classe trabalhadora a Brasília será um marco na história do movimento sindical. Centenas de manifestantes de diversos estados brasileiros já se organizam para estar em Brasília. "É por este caminho que haveremos de minimizar os danos provocados pelo golpe e pavimentar o caminho para o novo projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e a geração de emprego e renda", diz Adilson.

    SERVIÇO:

    MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA - 24 DE MAIO 

    #OcupeBrasília

    11h. Concentração no Mané Garrincha;

    11:30 - Organização da saída dos manifestantes em Marcha pela Esplanda dos Ministérios

    14h - Ato em frente ao Congresso Nacional.

    Portal CTB

  • 4º Congresso Estadual: Pascoal Carneiro é o novo presidente da CTB Bahia

    O Congresso da CTB Bahia, foi encerrado neste sábado (10), com a eleição do metalúrgico Pascoal Carneiro para presidência da estadual. Pascoal assume o posto em substituição a Aurino Pedreira  que passa a comandar a secretaria de Relações Internacionais.

    Pascoal falou do desafio de assumir a direção da CTB Bahia na atual conjuntura e  convocou a direção eleita para rodar a Bahia  e tomar as ruas para garantir os direitos da classe trabalhadora.

    “Precisamos fazer uma grande campanha de mobilização da população contra as reformas trabalhista e previdenciária, informando sobre as reais ameaças atrás das propostas defendidas pelo presidente Michel Temer. A população não tem conhecimento sobre a maior parte do povo”, afirmou.

    Pascoal falou também dos seus planos para melhorar a atuação das secretarias e coletivos, além de dar uma atenção especial às seções regionais da CTB em todo o estado, que nem sempre recebe recursos e atenção necessária. 

    Amplo e representativo, o Congresso da CTB Bahia é considerado um dos maiores realizados pelas estaduais, com a participaçãode cerca de 700 delegados e delegadas de diversas categorias do campo e da cidade. 

    congresso ctbba plenaria final

    Portal CTB com CTB-BA

  • Ato contra PEC 241 reúne centenas de manifestantes na Câmara dos Deputados

    Entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares lotaram nesta quarta-feira (5) o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados num ato de protesto contra a PEC 241/2016, projeto que congela investimentos públicos em áreas estratégicas como Educação, Saúde, Transporte Público e demais áreas sociais. A proposta, encaminhada ao Congresso por Michel Temer, pode ser votada ainda esta semana pela Casa.

     "PEC 241 nada mais é do que tirar o povo do orçamento", disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), em seu discurso no ato.

    Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira, “uma vez aprovada, essa PEC vai significar menos Samu, menos cirurgia oncológica, menos Saúde da Família. A aprovação dessa PEC vai significar a morte. Por isso devemos batizar a 241 como a PEC da morte. Não podemos admitir que o principal contrato com o povo brasileiro, que foi a Constituição de 1988, seja rasgado”.

    Ontem (4), um relatório favorável à proposta foi apresentado pelo relator,  deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciava a votação da PEC para a segunda-feira (10).

    Um acordo entre a relatoria e o governo alterou o início do congelamento dos recursos de saúde e educação, que começaria em 2017, para 2018, com o intuito de diminuir a resistência entre os parlamentares.

    “Essa PEC não pode passar, temos que denunciar deputados e senadores que apóiam esse projeto do governo golpista que quer entregar nosso País para a privatização, terceirização e para os interesses norte-americanos. Então estamos aqui neste ato unificado para tentar sensibilizar a população a acordar para as ameaças desse projeto”, afirmou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

    Carmen Lúcia, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) no CNS, diz que o congelamento de gastos públicos com Saúde por 20 anos "significa também que não podemos criar um serviço novo porque esse dinheiro não cresce. Então, isso é um retrocesso sem tamanho, não vamos poder dar conta dos serviços que a área demanda porque não vamos atender nem aos serviços existentes quanto mais instituir novos. A população aumenta e o dinheiro não".

    Ao discursar em nome da CTB, Aldemir Caetano destacou - "Tudo aquilo que estava sendo construído à luz da democracia, à luz do desenvolvimento, à luz dos direitos sociais está agora sendo detido. E o grande exemplo disso é a PEC 241, aliada a uma série de projetos que estão no parlamento". 

     

    Confira aqui a íntegra do seu discurso:

     

     

     De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

  • Balanço da semana: greve geral no radar das centrais

    As centrais sindicais estão ultimando os preparativos para as manifestações da próxima sexta-feira (22) contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro, que segundo os sindicalistas aponta para o fim da aposentadoria pública e a privatização do sistema. Será um dos primeiros passos numa jornada nacional de luta que vai percorrer os próximos meses e deve culminar numa greve geral.

    Protagonista da tragédia em Suzano era fã dos Bolsonaro

    Guilherme Taucci de Monteiro, um adolescente de 17 anos autor dos disparos que resultaram na morte de 10 pessoas (incluindo o próprio e seu parceiro de 25 anos, Luiz Henrique Castro) curtiu mensagens do Clã Bolsonaro na rede social exaltando a violência. A barbárie em Suzano ocorreu quarta-feira (13), consternou o Brasil e o mundo, mas foi comemorada na internet por um fórum racista e misógeno, o Dolgolacham, frequentando pelos dois jovens suicidas, que teriam anunciado o plano macabro e pedido sugestões sobre o crime na internet.

    No ritmo da desindustrialização

    As mais recentes estatísticas do IBGE indicam que a marcha da desindustrialização no Brasil não foi interrompida. A produção industrial registrou queda de 0,8% em janeiro, o pior resultado nos últimos quatro meses. Comparativamente a janeiro do ano passado o tombo foi maior: 2,6%. O pior resultado foi o da indústria de bens de capital (-3%), o que significa recuo dos investimentos.

    Sindicalistas no Congresso Nacional

    Derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 da reforma da previdência no Congresso Nacional a partir de um amplo processo de mobilização nos estados. O objetivo foi anunciado quarta-feira (13) em Brasília durante reunião convocada pela Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados, da qual participaram parlamentares do PCdoB, PT, PDT, Podemos, Solidariedade e dirigentes de todas as centrais sindicais e movimentos sociais.

    Um fã de Trump preside a CCJ

    A Câmara dos Deputados instalou quarta-feira (13) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa em cuja pauta está a proposta de Reforma da Previdência. Será presidida por um fã do bilionário xenófobo Donald Trump, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR).

    Lava Jato em baixa I

    Os “heróis” da Lava Jato, incluindo o ministro Sergio Bolsomoro, foram derrotados no STF na decisão sobre competência para julgar crimes de Caixa 2 e lavagem de dinheiro associados a campanhas eleitorais, que pelo entendimento majoritário da Corte cabe à Justiça Eleitoral e não mais a juízes federais como era o caso do algoz de Lula e atual ministro da Justiça.   

    Lava Jato em baixa II

    Mais humilhante para os procuradores é a novela da fundação que criaram ilegalmente para abocanhar uma pequena forturna (R$ 2,5 bilhões) resultante de um obscuro acordo selado entre Petrobras e EUA. A apropriação indébita foi interditada pela procuradora geral da República, Raquel Dodge e o STF. O ministro Gilmar Mendes afirmou que os “heróis” da Lava Jato usam métodos de “gângster” na “disputa pelo poder”.

    Quem mandou matar Marielle?

    O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, que causou grande comoção no Brasil e no exterior, completou um ano quinta-feira, 14 de março, sem resposta para a pergunta fundamental do crime brutal: quem mandou matar?

    A mentira fixou residência em Brasília  

    O governo Bolsonaro mais parece uma fábrica de Fake News (notícias falsas). E o maior dos farsantes é o próprio presidente, que postou informações deturpadas e mentirosas contra a jornalista Constança Rezende no twitter. Na quinta (14) os “bots” de Jair Bolsonaro (robôs usados na campanha para divulgar massivamente falsidades e calúnias) foram usados para difundir um texto fake atribuído ao padre Fábio de Melo com uma leitura da tragédia em Suzano favorável ao governo. O padre, com mais de 6 milhões de seguidores, pôs os pingos no i ao esclarecer que não escreveu muito menos endossa o texto.

    Adin da OAB

    A Ordem dos Advogados do Brasil ingressou no STF com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a MP 873. Segundo o advogado Marcus Finícius Furtado Coelho, a MP assinada por Bolsonaro e Paulo Guedes "vem para impedir o funcionamento dos sindicatos, para proibir que os associados dos sindicatos possam contribuir de forma simples, obrigando-os a pagar boletos bancários e, assim, criando uma burocracia desnecessária e sem que haja qualquer critério de urgência que justifique a edição de uma medida provisória". O Ministério Público do Trabalho também já se posicionou contra a proposta governista, que por sinal é flagrantemente inconstitucional.

    Umberto Martins

  • Centrais na reta final da mobilização para as manifestações do dia 22

    As centrais sindicais estão ultimando os preparativos para o Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 06/2019, que altera as regras da Previdência Social, dificultando ainda mais a vida da classe trabalhadora, e abre caminho à privatização do sistema com a instituição do regime de capitalização.

    Na próxima terça (19) técnicos do Dieese promovem em conjunto com as centrais a 15ª Jornada Nacional de Debates, tendo por tema a PEC 06. O evento ocorrerá no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, localizado na rua Galvão Bueno, 782.

    O objetivo é subsidiar os dirigentes sindicais para enfrentar o debate sobre o tema, que não será tão simples, uma vez que o governo e a mídia hegemônica desencadearam uma campanha mentirosa e terrorista sobre o caráter e a suposta necessidade inadiável da reforma.

    Na quarta (20) será relançada em Brasília a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. A frente, coordenada por Paulo Paim no Senado e Arnaodo Faria de Sá na Câmara, conta com o apoio de 102 entidades representativas da sociedade civil.

    Comunicação

    Jornalistas e outros profissionais da área de comunicação das centrais sindicais estiveram reunidos nesta sexta-feira (15) na sede do Dieese em São Paulo para definir uma estratégia unificada de propaganda. A ideia é providenciar na internet uma página com o objetivo de centralizar as informações, artigos e reportagens sobre a mobilização.

    A calculadora criada pelo Diesse para estimar tempo e valor das aposentadorias proposta na reforma em contraposição às regras atuais também já vem sendo utilizado como um eficicaz instrumento de abordagem e esclarecimeneto dos trabalhadores e trabalhadoras sobre os impactos da PEC 06.

    As centrais também devem divulgar nos próximos dias um panfleto unitário sobre o tema. “A proposta de reforma da Previdência do governo federal não combate as desigualdades nem acaba com os privilégios. Ela retarda a concessão da aposentadoria e reduz o valor dos benefícios”, sustentam os sindicalistas, que identificaram vários retrocessos na proposta encaminhada por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional:

    Segue abaixo link para download do material de divulgação para o dia 22 de Março.

    Clique aqui

    • A reforma acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição;
    • Impõe a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres;
    • Aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos.
    • Muda o cálculo do valor do benefício. Ao invés de contabilizar 80% dos salários mais altos que você recebeu na vida, como é hoje; vai contabilizar todos os seus salários, desde os primeiros.
    • E quem quiser receber o valor integral do benefício terá de trabalhar e contribuir durante 40 anos. O governo quer que você contribua mais cinco anos e receba um benefício menor.

    Ataque às mulheres

    “As professoras do setor público terão de trabalhar mais dez anos e contribuir mais para se

    aposentar com benefício parcial”, destaca o documento das centrais. “Hoje, elas se aposentam com 50 anos de idade e 25 anos de contribuição. O governo quer que se aposentem com 60 anos e 30 anos de contribuição. O governo também quer aumentar a idade mínima de aposentadoria das trabalhadoras rurais de 55 anos para 60 anos de idade e o tempo de contribuição de 15 para 20 anos.”

    Outro aspecto criticado é a restrição da concessão do abono salarial do PIS/Pasep apenas a quem ganha até um salário mínimo. Hoje, quem recebe até dois salários mínimos tem direito ao abono, equivalente a 1 salário mínimo ao ano. É mais desigualdade! É mais pobreza!

    Privatização

    Se a PEC for aprovada, segundo os sindicalistas, a Previdência vai ser privatizada e a poupança dos trabalhadores e trabalhadoras será transferida aos bancos. Isto ocorrerá através do regime de capitalização, que obriga o trabalhador a abrir uma conta, pagar taxas de administração e depositar todo mês para se aposentar. Patrão e o governo não vão mais contribuir.

    O governo mente quando diz que essas medidas são necessárias porque a Previdência Social está quebrada e a reforma pode economizar R$ 1 trilhão em 10 anos. Isso é mentira! A Previdência não está quebrada. Eles querem economizar colocando a conta nas costas do

    trabalhador e dos mais pobres.

    Os recursos financeiros da Previdência Social vêm sendo desviados há décadas. Quando o governo desonera uma empresa, ele está desviando. Quando o governo isenta um setor, ele também está desviando o dinheiro dos cofres do INSS. Os empresários também metem a mão no dinheiro do INSS quando sonegam e embolsam o que foi descontado do salário do trabalhador ao invés de contribuir com a Previdência. A sonegação, feita por grandes empresas como Bradesco e JBS, chega a R$ 450 bilhões - mais que o dobro do suposto rombo nas contas da Previdência em 2018.

    A verdade, omitida pelo governo e a mídia hegemônica, é que o desequilíbrio das contas públicas tem origem no pagamento dos juros da dívida pública, o que consom nada menos do que metade do Orçamento da União, muito mais do que os investimentos em seguridade e educação. Neste absurdo não se fala e muito menos se mexe porque envolve interesses poderosos, sobretudo dos banqueiros.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não aceitam proposta que retire, diminua ou flexibilize os direitos sociais assegurados pela Seguridade Social! Anunciam a disposição de ir à luta para defender a aposentadoria pública e estão convencidas de que é possível derrotar “mais esse ataque” e concluem com um alerta ao trabalhador: reaja agora ou morra trabalhando!

     

    Confira aqui os locais onde acorrerão atos nos estados

    Atos pelo Brasil

  • Centrais prometem organizar comitês locais na jornada contra reforma de Bolsonaro

    Durante a reunião realizada em São Paulo na terça-feira (26), os dirigentes das centrais sindicais procuraram definir as atividades que precederão a realização do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro. Entre elas constam a ampla divulgação de uma análise crítica do projeto, a criação de uma calculadora para estimar as perdas, notas técnicas, realização de reuniões com os movimentos sociais, ação no Congresso juntos aos parlamentares e organização de comitês de base, ou comitês locais, para a mobilização e o esclarecimento dos trabalhadores e trabalhadoras.

    Veja abaixo uma breve memória da reunião:

    1. Apresentação sintética dos impactos da Reforma Previdência Social. Encaminhamentos:
    2. Divulgação de Análise da Reforma da Previdência (26/02)
    3. Calculadora para estimar os efeitos da reforma – lançamento em breve
    4. Notas Técnicas (Reforma e Mulher; Reforma e desigualdade)
    5. Realizar uma reunião técnica com Centrais Sindicais para fazer balanço dos impactos da Reforma da Previdência
    6. 22 de março: Dia Nacional em defesa da Previdência e da Aposentadoria (Alerta e Esclarecimento). (rumo à greve geral)
    7. Reunião de Preparação do processo de mobilização e organização do dia 22/03.
    8. Reunião dia 28/02, às 10 hs, na sede do Dieese em São Paulo.
    9. Organizar o trabalho de comunicação e Articular Mídias
    10. Realizar um encontro com movimentos sociais e organizações diversas
    11. Organizar o trabalho no Congresso Nacional – Presidentes Câmara dos Deputados e Senado + Lideranças Partidárias + Frente Parlamentar em defesa da PS + parlamentares
    12. Realizar Jornada de debates nos estados para formar multiplicadores locais sobre o tema (Centrais e Dieese)
    13. Incluir nos eventos e comemorações do 8 de março o tema da previdência social
    14. Organizar comitês locais de mobilização e esclarecimento
  • Congressos agitam final de semana de cetebistas em cinco estados; veja as fotos

    O final de semana promete ser animado para dirigentes e sindicatos filiados à CTB em cinco estados brasileiros.

    Na sexta-feira (09), quatro estaduais da CTB iniciaram seus Congressos: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo. No domingo é a vez de Rondônia promover a atividade que visa eleger a nova diretoria e aprovar o plano de lutas que norteará a ações da entidade na próxima gestão (2017 a 2020).

    Na Bahia, o Congresso, que conta com a presença de 650 delegados e delegadas, começou logo cedo, mas o ato político, marcado pela representatividade, foi realizado no início da noite com transmissão ao vivo. O ato contou com a presença do presidente da CTB Nacional, Adilson Araújo, que convocou a classe trabalhadora para a manter a unidade neste momento de disputa.

    Em Pernambuco, a atividade é acompanhada pelo secretário-geral Wagner Gomes, e reúne cerca de 150 delegados com representação forte dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e urbanos.

    No Rio de Janeiro, a abertura aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro com a presença de mais de 200 participantes.

    No Espírito Santo, o Congresso, realizado na Câmara de Vereadores de Vitória, é acompanhado pela secretária adjunta de Finanças da CTB nacional, Gilda Almeida.  Neste sábado, a secretária-geral da CTB-ES, Marcia Machado, fala sobre “As mulheres no espaço de poder nas estruturas do trabalho”. A seguir será a vez do professor doutor Alexandre Curtis Alvarenga, da Universidade Federal do Espírito Santo, abordar “Os desafios da CTB no enfrentamento à crise e aos ataques à classe trabalhadora”.

    Em Rondônia, o Congresso acontece no domingo com a presença da secretária de Imprensa e Comunicação nacional, Raimunda Gomes, a Doquinha.

    Acompanhe a cobertura no Portal CTB:

    abertura congresso

    congresso ctbba

    congresso ctbba pascoal

    ctb.ba ato politico publico

     

    Pernambuco

    ctb pernambuco

    ctb pernambuco3

    Rio de Janeiro

    congresso ctbrj

     

    Espírito Santo

    ctb es

    19722607 0868 436e b08d 837dcbe15282

    ctb es2

    ctb es3

     

    Portal CTB

  • CTB disponibiliza documento que vai orientar os debates estaduais para o 4º Congresso Nacional

    O documento que servirá de base de discussão para o 4º Congresso Nacional da CTB (24 a 26 de agosto) já está disponível para as etapas estaduais de debates, jornada que se estenderá de 1º de março a 30 de junho.
     
    O texto elabora uma ampla e profunda análise das conjunturas nacional e internacional, um plano de luta e um balanço dos últimos anos da gestão.
     
    É composto de quatro partes: "Conjuntura internacional: um cenário de crise", "Conjuntura nacional: um golpe do capital contra o trabalho", "Plano de luta" e "Um balanço exitoso".
     
    No âmbito mundial, destaca a instabilidade e a crise econômica e geopolítica do capitalismo em sua versão neoliberal, a onda conservadora que avança na América Latina, com retrocessos e derrotas das forças progressistas em alguns países. 
     
    A realidade nacional é contextualizada a partir do golpe de Estado, caracterizado como um golpe do capital contra o trabalho, e a restauração neoliberal em curso, bem como a resistência e a luta da classe trabalhadora, centrais sindicais, movimentos sociais e organizações de esquerda.
     
    A análise conjuntural é seguida por um capítulo dedicado ao plano de luta da central, encerrando com um balanço do atual mandato.
     
    Acesse o documento na íntegra: 4º Congresso Nacional da CTB 
     
    Portal CTB
     
  • CTB disponibiliza documento que vai orientar os debates estaduais para o 4º Congresso Nacional

    O documento que servirá de base de discussão para o 4º Congresso Nacional da CTB (24 a 26 de agosto) já está disponível para as etapas estaduais de debates, jornada que se estenderá de 1º de março a 30 de junho.
     
    O texto elabora uma ampla e profunda análise das conjunturas nacional e internacional, um plano de luta e um balanço dos últimos anos da gestão.
     
    É composto de quatro partes: "Conjuntura internacional: um cenário de crise", "Conjuntura nacional: um golpe do capital contra o trabalho", "Plano de luta" e "Um balanço exitoso".
     
    No âmbito mundial, destaca a instabilidade e a crise econômica e geopolítica do capitalismo em sua versão neoliberal, a onda conservadora que avança na América Latina, com retrocessos e derrotas das forças progressistas em alguns países. 
     
    A realidade nacional é contextualizada a partir do golpe de Estado, caracterizado como um golpe do capital contra o trabalho, e a restauração neoliberal em curso, bem como a resistência e a luta da classe trabalhadora, centrais sindicais, movimentos sociais e organizações de esquerda.
     
    A análise conjuntural é seguida por um capítulo dedicado ao plano de luta da central, encerrando com um balanço do atual mandato.
     
    Acesse o documento na íntegra: 4º Congresso Nacional da CTB 
     
    Portal CTB
     
  • CTB e Seeb conclamam sergipanos a aderir à greve geral dia 28

    A militância da CTB-SE e do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb--SE) saiu às ruas, na manhã desta terça-feira (25), para conclamar os trabalhadores e a sociedade a aderir à greve geral contra as reformas do governo Temer a ser deflagrada na próxima sexta-feira (28). Por todo o Calçadão da João Pessoa, Centro Comercial de Aracaju, os sindicalistas distribuíram panfletos e denunciaram o caráter nocivo das terceirizações e das reformas trabalhista e previdenciária. Durante a manifestação, o Coletivo de Atores e Atrizes de Sergipe encenou a esquete teatral “Mesmo sem banana e bolo, a gente engana os tolos”.

    Em Sergipe, a adesão à greve cresce a cada dia. Até o momento, cerca de 120 entidades sindicais aprovaram apoio ao protesto nacional. Mesmo com a ampla adesão dos sindicatos de trabalhadores, o presidente da CTB-SE, Edival Góes, defendeu a participação de toda a sociedade na greve geral. “Essa luta não é só dos trabalhadores, é de todos nós, dos estudantes, das donas de casa, de homens e mulheres, e dos aposentados. Nós vamos parar o Brasil para barrar as reformas, para botar pra fora esse presidente ilegítimo e os corruptos do Congresso Nacional. Vamos parar para termos eleições gerais livres e para que possamos retomar a nossa democracia, o crescimento econômico e as políticas sociais”, salientou.

    Durante a manifestação, Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e presidente do Sindicato dos Bancários, convocou todos os comerciários de Sergipe a aderir à greve geral e lutar contra o fim da aposentadoria e a terceirização irrestrita. “Essa é uma categoria que, historicamente, tem sido explorada. Muitos recebem apenas comissão depois de um mês de trabalho. Sexta-feira é o dia de reagir contra a ameaça à democracia, aos direitos conquistados e ao desemprego”, disse.

    Unidade na luta

    Antes desse ato, as direções da CTB-SE e do Sindicato dos Bancários participaram de uma entrevista com a imprensa na divulgação do 28 de abril. Da coletiva, participaram também os dirigentes da CUT-SE, UGT-SE, CSP Conlutas e MST. Pedro Messias dos Santos, o Pedrão da Conlutas, assegurou aos jornalistas que os trabalhadores estão unidos na luta contra as reformas de Temer e vão mostrar a sua força parando o país na próxima sexta.

    Gislene Reis, do MST, disse que a greve geral não ficará restrita à capital. “O movimento promoverá ações regionais durante a paralisação nos municípios de Lagarto, Canindé do São Francisco, Pacatuba e Nossa Senhora da Glória, porque as reformas de Temer atingem tanto o campo como a cidade”, enfatizou. Ronildo Almeida, da UGT-SE, afirmou para a imprensa que “a greve não é das centrais e dos sindicatos, mas de todo o povo brasileiro”.

    O presidente da CUT-SE, Rubens Marques, destacou o crescimento da mobilização no Interior do Estado, nas microrregiões, fator fundamental para consolidar a greve e fortalecer a luta contra as reformas. Edival Góes, da CTB-SE, disse que o governo Temer quer retirar os direitos dos trabalhadores e não aceita qualquer tipo de reação. “Querem que nós fiquemos calados, mas nós não vamos aceitar essas reformas. Vamos transformar o dia 28 na greve geral mais importante da história do Brasil para mostrar a esse governo golpista que sabemos nos organizar na defesa dos nossos direitos”, assegurou.

    Niúra Belfort -CTB-SE

     

  • Em encontro com mulheres em Brasília, Dilma garante que vai ao Senado fazer sua defesa

    Na tarde desta quarta-feira (17), em encontro com mulheres, no Palácio da Alvorada, a presidenta Dilma Rousseff garantiu às lideranças presentes que vai ao Senado Federal fazer sua defesa na segunda-feira (29).

    Ela diz também que vem sofrendo bullying por parte da elite golpista. Dilma citou a pressão que fizeram para ela renunciar, as supostas denúncias de que estava desequilibrada emocionalmente e, mais recentemente, de que ela não iria fazer sua defesa no Senado.

    “Eu vou ao Congresso e falarei aos senhores senadores com o respeito que eles merecem”, garante a presidenta eleita pelo voto direto. Ela disse também esperar que os senadores brasileiros “honrem a tradição histórica” de respeito à nação.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira (acima, à dir.), levou a solidariedade, em nome da CTB, à presidenta Dilma e defendeu a realização de um plebiscito sobre novas eleições.

    “As mulheres da CTB mantêm-se firmes na defesa da democracia no país inteiro. Não aceitamos nenhum direito a menos”, diz Pereira. Mas “achamos fundamental a realização de um plebiscito para barrar o golpe e defender a nossa Constituição”.

    Assista a conversa com Dilma 

    A presidenta Dilma agradeceu a solidariedade dos movimentos sociais, partidos políticos democráticos e das centrais sindicais presentes. Ela também garantiu resistência ao golpe. "Por que eu represento as mulheres deste país”, afirmou. Além dos negros, índios, LGBT e todos os que têm a "cidadania cassada".

    Para ela, a resistência é fundamental porque o país não pode perder as conquistas dos últimos anos na “educação, na ciência, na saúde” e em todas as áreas sociais. Eles não aceitam “a presença incômoda do povo”.

    Dilma reforçou ainda a ideia de que esse governo golpista se baseia “no conflito, não na cooperação”. Ela chamou o momento atual de “Festival de Besteiras que Assola o País” (Febeapá) – criação do jornalista e chargista Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, 1923-1968) para definir a política brasileira. “O golpe sempre traz a tentação de se retirar direitos democráticos básicos”.

    Ao final do encontro, a presidenta distribuiu a Carta à Nação (leia mais aqui) na qual afirma: "O meu retorno à Presidência significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir para o surgimento de uma nova e promissora realidade política”.

    As mulheres garantem muita luta. “Saímos do Alvorada com a convicção de que é possível derrotar o golpe ainda no Senado e mais ainda de continuarmos unidas e nas ruas defendendo a democracia e as nossas conquistas”, afirma Pereira.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Roberto Stuckert Filho

  • Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo entregam manifestos contra o golpe a Lewandowski

    Representantes das Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (PSM) se reuniram nesta terça-feira (26), em Brasília, com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para entregar manifestos em defesa da democracia, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os colegiados, compostos por entidades sindicais como a CTB, CUT, Intersindical, Contag, movimentos sociais, entre eles, a  UNE, UBES e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), entregaram às lideranças 322 manifestos assinados por organizações e personalidades, nacionais e internacionais. O objetivo dos movimentos envolvidos é evitar a ruptura do Estado Democrático de Direito, ameaçado pelo golpe em curso no País para afastar Dilma, eleita democraticamente, do cargo de Presidenta da República. 

    Os integrantes da FBP e PSM alertaram aos representantes do Senado e STF que, se consumado o impeachment, tendo em vista que a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade, as entidades não reconhecerão a legitimidade de um eventual governo comandado por Michel Temer (PMDB).

    As Frentes ainda tiveram um encontro com senadores da base aliada ao governo, na liderança do PT no Senado, a fim de discutir estratégias, na tentativa de barrar o processo na Casa. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo e o ex-deputado federal, Assis Melo, que integra atualmente a diretoria executiva da central, marcaram presença nos atos, reafirmando a posição da CTB em defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas, gravemente ameaçados pela agenda do movimento golpista.

    "O objetivo da CTB e demais entidades reunidas aqui foi chamar a atenção das autoridades para o golpe no Brasil. Nós, a sociedade como um todo, precisamos nos levantar contra o golpe institucional que está sendo gestado em nosso País. Estamos fazendo a nossa parte. Pedimos aos presidentes do STF e do Senado para que a nossa Constituição seja respeitada nesse processo e alertamos para as consequências de se interromper o mandato de uma presidenta que não praticou crime algum", declarou Assis. 

    Adilson Araújo disse que as organizações que compõem as Frentes "cumprem papel fundamental na luta pela preservação da democracia e contra o retrocesso de direitos". Ele afirma que a CTB sempre estará comprometida com os interesses dos trabalhadores e com o desenvolvimento social e econômico do Brasil. 

    Presente na reunião com Renan Calheiros, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) elogiou o papel exercido pelas centrais sindicais e movimentos sociais no atual cenário político. "Quero saudar o papel muito importante que entidades como a CTB e diversos movimentos sociais estão tendo neste momento. A CTB é uma entidade extremamente representativa, é uma central sindical que, ao lado da CUT e das demais, vem cumprindo um papel essencial neste momento em que a democracia e a soberania popular estão ameaçadas", destacou.

    Para a senadora, a interrupção de um mandato legítimo "pode representar um retrocesso brutal para o povo brasileiro, em especial para os trabalhadores e trabalhadoras. Me refiro a um eventual governo Temer, ilegítimo e com uma agenda bomba que mira os direitos conquistados arduamente pelos trabahadores". 

    Fátima afirmou que as ações das entidades são cruciais e devem ser intensificadas. "A presença dos movimentos aqui (no Senado) é necessária, porque temos que, cada vez mais, combinar as mobilizações de rua com as articulações no plano institucional", opinou.

    Em resposta ao apelo das Frentes, Lewandowski sugeriu aos dirigentes que recorram também aos demais ministros e prometeu priorizar "tudo aquilo que diz respeito ao impeachment, porque a sociedade precisa de uma resposta rápida. O compromisso que posso assumir é votar com consciência, quando chegar o dia, e pautar com prioridade (o impeachment)". 

    Por sua vez, Renan Calheiros afirmou que não medirá esforços para "garantir o máximo de previsibilidade democrática" durante a tramitaçao do processo no Senado. De acordo Renan, "toda vez que o Senado se apressou a tomar decisões, de uma forma ou de outra, tivemos que fazer uma revisão da própria história". Calheiros disse ainda que, embora não responda pelo conjunto da Casa, não permitirá que a História lhe reserve o papel de atropelador da Constituição.

     

    Saiba Mais: Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reúnem-se com Renan Calheiros em Brasília

     

    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

    Foto: Ruth de Souza

  • Para Ministério Público e AGU, projeto “Escola Sem Partido” é ilegal

    Nota técnica do Ministério Público Federal (MPF) foi encaminhada ao Congresso Nacional, na sexta-feira (22), apontando o Projeto de Lei 867/2015, que pretende incluir o “Programa Escola Sem Partido” na Lei de Diretrizes de Base da Educação, como inconstitucional.

    "O projeto subverte a atual ordem constitucional por inúmeras razões: confunde a educação escolar com aquela fornecida pelos pais e, com isso, os espaços público e privado, impede o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, nega a liberdade de cátedra e a possibilidade ampla de aprendizagem e contraria o princípio da laicidade do Estado – todos esses direitos previstos na Constituição de 88", destaca Deborah Duprat, procuradora federal dos Direitos do Cidadão.

    “Esse projeto pretende impedir que os professores possam levar a pluralidade do pensamento humano à sala de aula”, defende Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do brasil (CTB) e da CTB-BA.

    Para ela, o encaminhamento do MPF mostra que a Constituição de 1988 está correta. “Tivemos um grande avanço na educação a partir da Constituição. Avanço fortalecido com os governos Lula e Dilma e agora esse governo golpista pretende barrar, censurando educadores”.

    Asssista o vídeo do Levante Popular da Juventude sobre como seriam as aulas se o projeto fosse aprovado

     

    Outra derrota para a chamada “Lei da Mordaça” ocorreu quando a Advocacia-Geral da União, decretou a “Escola Livre” (projeto de lei aprovado em Alagoas com os princípios do “Escola Sem Partido”) também como inconstitucional, em resposta a uma consulta feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde esse projeto é questionado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, requerida pela Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).

    Leia Mais

    Projeto ‘escola sem partido’ repete dogmas do nazismo

    O movimento educacional (docentes e estudantes) tem conseguido frear esse projeto em diversos estados. “Ao longo da última década conseguimos avançar rumo a um projeto de educação que contemple a necessidade das crianças e jovens para um aprendizado pleno”, reforça Betros.

    Ela cita a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) há 2 anos, com 20 metas a serem cumpridas até 2024, dentre elas a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e os royalties do pré-sal, mas “com o afastamento da presidente Dilma, corremos o risco de não conseguir tirar o PNE do papel”.

    Principalmente, porque no PNE, diz a educadora baiana, está implícita a bandeira da cultua da paz, através do “respeito aos direitos da infância e da juventude”, principalmente no que tange ao direito de se expressar livremente e viver em paz e em segurança”.

    Mas o projeto “’Escola Sem Partido’ defende o ódio, a discriminação, a repressão e a violência como forma de vida”, diz. Ao que tudo indica, argumenta Betros, “os que defendem esse método não querem que a escola seja destinada a todos”.

    Inclusive neste domingo (24), o jornal carioca "O Globo" defendeu a extinção da universidade pública. “Por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil”, diz o editorial.

    De acordo com Betros, a elite não se aguenta mais com as conquistas dos últimos anos. “Eles não suportam ver o negro, a mulher, o pobre nos bancos universitários. Estão surtando com esse governo golpista e impopular, querem nos mandar de volta à senzala”.

    Em um debate promovido pelo canal pago Futura sobre as ideias que norteiam o “Escola Sem Partido”, entre o professor Fernando Araújo Penna, da Universidade Federal Fluminense e o advogado Miguel Nagib. Onde vê-se que a única ideia presente no projeto é a censura.

    Assista o debate na íntegra

     

    Por essas e por outras a União Nacional dos Estudantes promove entre os dias 11 e 15 de agosto, uma Jornada de Lutas (leia aqui) para denunciar a falta de compromisso do governo golpista com a educação pública.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Charge: Latuff

     

  • Quem é e o que esperar do novo Congresso

    O desafio do Congresso é enorme. Em 1º lugar porque a maioria dos mais experientes e influentes, algo como 70 dos 150 parlamentares, estarão fora da próxima legislatura. Em 2º lugar porque a maioria dos novos parlamentares tem origem em religiões evangélicas, são policiais linha dura, são celebridades ou parentes de políticos tendo sido eleitos menos por seus méritos e mais por terem utilizado bem as redes sociais, se apresentando contra tudo que está aí. Em 3º, poucos desses novos têm real noção do que são, o que fazem e como funcionam as instituições do Estado.

    Eleito num pleito que teve como principal característica a negação do Sistema Político e suas práticas, confirmada pela rejeição dos chamados políticos tradicionais, incluindo bons e ruins, o novo Congresso Nacional que resultou das urnas é um misto de renovação e continuidade. Renovado em 52% na Câmara e em 85% em relação às 54 vagas em disputa no Senado, é a composição de maior diversidade do Parlamento brasileiro. Conta com a presença de uma deputada indígena e com o aumento do número de mulheres, de negros, de LGBT, de jovens, de parlamentares conectados às redes sociais, além do maior número de deputados e senadores em primeiro mandato e de maior escolaridade.

    Apesar da maior diversidade, é a composição mais conservadora dos últimos 30 anos. O novo Congresso, com a presença de mais de 30 partidos, pode ser classificado como:

    1) liberal, do ponto de vista econômico;

    2) fiscalista, do ponto de vista da gestão;

    3) conservador, do ponto de vista dos valores;

    4) mais à direita, do ponto de vista político;

    5) mais refratários à proteção do meio ambiente; e

    6) mais atrasado em relação a direitos humanos.

    Ideologicamente, no período pós-redemocratização, é o Congresso mais à direita do espectro político. Pelo menos 56% de sua composição pode ser classificada como de direita e de centro-direita (338 deputados e 35 senadores), 25% de centro-esquerda e esquerda (134 deputados e 17 senadores) e 105 de centro (76 deputados e 29 senadores).

    O perfil socioeconômico também confirma a configuração liberal, do ponto de vista econômico, e conservador, do ponto de vista social. No caso da Câmara, 2/3 são profissionais liberais (200) e empresários (150), e os demais (160) são assalariados e ocupantes de profissões diversas. No Senado, são 40 empresários, quase metade, 25 profissionais liberais e 16 ocupam outras atividades assalariadas.

    Pela composição e perfil do novo Congresso, a tendência é que a Câmara dos Deputados, onde se inicia a tramitação de propostas do Executivo, tenha a seguinte conformação em relação ao governo:

    1) apoio consistente de 256 deputados (PSL, PP, PR, DEM, PSD, PTB, PRB, Pode, PSC, PHS, PRP e DC);

    2) apoio condicionado de 117 deputados (MDB, PSDB, SD, PPS, Novo, Pros, Avante, Patri, PMN e PTC); e

    3) oposição de 140 (PT, PSB, PDT, PCdoB, PSol, Rede, PV e PPL).

    Com tamanha diversidade, combinada com a inexperiência de pelo menos 1/3 das duas Casas, o novo Congresso pode “bater cabeça” nos primeiros meses da 56ª Legislatura, até entrar em seu ritmo normal, e as contradições ideológicas no interior da base do governo podem dificultar o consenso em torno de determinadas pautas, especialmente daquelas mais polêmicas e que envolvam mudanças culturais, como a agenda conservadora de algumas bancadas e do próprio partido do presidente da República.

    O desafio do Congresso é enorme. Em 1º lugar porque a maioria dos mais experientes e influentes, algo como 70 dos 150 parlamentares, estarão fora da próxima legislatura. Em 2º lugar porque a maioria dos novos parlamentares tem origem em religiões evangélicas, são policiais linha dura, são celebridades ou parentes de políticos tendo sido eleitos menos por seus méritos e mais por terem utilizado bem as redes sociais, se apresentando contra tudo que está aí. Em 3º, poucos desses novos têm real noção do que são, o que fazem e como funcionam as instituições do Estado.

    Entretanto, poucos governos encontraram um ambiente político tão favorável às mudanças estruturais, com a população consciente — ou doutrinada — sobre a necessidade de reformas liberais e fiscais. A intervenção na economia e o gasto perdulário, que inclusive levaram ao afastamento da ex-presidente Dilma, assim como a corrupção e a excessiva burocracia, são rechaçados pela sociedade e pelo mercado, tendo ampla ressonância no Parlamento.

    A tendência, a julgar pelas condições favoráveis, que o Congresso se debruce sobre uma robusta agenda de reformas do governo, tanto nos campos liberal e fiscal, como a autorização para a venda de ativos (desestatização) e o corte de gasto público, quanto na área moralizadora, como a reforma do sistema político e suas práticas. A provação dessa agenda dependerá basicamente de duas variáveis:

    1) da capacidade de coordenação política do governo; e

    2) da calibragem em relação ao conteúdo das reformas.

    O desempenho do novo Congresso, portanto, dependerá — e em grande medida — não apenas da pauta do Poder Executivo, cujo conteúdo coincide com o pensamento da maioria dos parlamentares, como também da capacidade de articulação e coordenação política do governo.

    Antônio Queiroz é jornalista, analista político, diretor de Documentação licenciado do Diap e sócio-diretor da Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais. Texto publicado na página de opinião do Correio Braziliense, edição de 1º/02/19.

     


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Representatividade marca ato político do 4º Congresso da CTB-BA; confira

    Amplo e representativo. Estas foram as marcas do ato de abertura do 4º Congresso da CTB Bahia, que aconteceu na noite desta sexta-feira (9/6), em Salvador. Composta por lideranças de diversos segmentos, a mesa de abertura precisou ser duplicada, com a colocação de uma segunda fileira de cadeiras ao fundo. O fato mostra o alcance das ações da Central no estado, que estreitou as relações com as entidades do movimento social, sindical e de diversos ramos da sociedade.

    O ato contou com a presença do presidente da CTB Nacional, Adilson Araújo, que convocou a classe trabalhadora para a manter a unidade neste momento de disputa . “Precisamos de toda a ajuda possível, se quisermos barrar a reforma trabalhista e da previdência. Se não nos unirmos agora, não vamos sobreviver às eleições de 2018. Temos que trabalhar para eleger representantes do campo progressista para tentar barrar o retrocesso contra a classe trabalhadora”, afirmou.

    congresso ctbba

    Fizeram parte da mesa ainda, a Consul de Cuba, Laura Pujol; Marivaldo Dias, assessor da Secretária de Relações Institucionais ( Serin), representando o governador Rui Costa. Presidente da CUT, Cedro Silva; da UGT, Magno Lavigne; da Nova Central, José Ramos; a senadora Líidice da Mata ( PSB); os deputados federais comunistas Daniel Almeida, Davidson Magalhães e Alice Portugal; a secretária Estadual do Trabalho, Olívia Santana, e de Política Para Mulheres, Julieta Palmeira; o vereador de Salvador Hélio Ferreira; a presidente da Unegro Bahia, Sirlene Silva; Natan Ferreira, vice presidente da UNE; presidente da Flemacom, Lúcia Maia; Ana Georgina Dias, assessora técnica do Dieese; o ex deputado Álvaro Gomes.

    Para o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira, o primeiro dia do Congresso foi bastante positivo. “O auditório se manteve cheio durante todo o tempo, com trabalhadores de todas as regiões do estado, de diversos segmentos .Tinha o povo mais antigo e também a juventude. Foi tudo muito positivo”, avaliou.

    Confira a programação deste sábado, quando os delegados e delegadas elegerão a nova diretoria e aprovarão plano de lutaspara apróxima gestão.

    Dia 10 de junho, sábado

    9h – Retomada do debate do Documento Base.

    10h – Fim do credenciamento dos delegados e início do credenciamento dos suplentes.

    10h30 – Apresentação do plano de lutas da CTB Bahia.

    11h – Fim do credenciamento dos suplentes

    11h30 – Invenção Especial – A 4ª Revolução Industrial

    12h – Almoço

    14h - Aprovação do plano de lutas da CTB Bahia e das emendas ao Documento Base

    15h- Eleição da nova direção e Conselho Fiscal da CTB Bahia 2017-2021.

    17h- Encerramento.

    Fonte: CTB Bahia

     

  • TV Poeira lança vídeo didático sobre o impeachment e suas consequências

    Como importante trincheira na resistência à trama golpista em marcha no Brasil, a TV Poeira faz um vídeo didático sobre as questões que envolvem o mandato da presidenta Dilma. 

    Começa com uma explicação sobre o pedido de impeachment, que está sendo analisado na Câmara dos Deputados, com base nas "pedaladas fiscais", uma manobra contábil qua já foi utilizada por inúmeros governantes, entres eles Fernando Henrique Cardoso, no Brasil, e Barack Obama, nos Estados Unidos.

    Com humor, os apresentadores mostram que se houver impedimento de Dilma, assume o vice Michel Temer, que pode também sofrer impeachment. E aí, adivinhem, Eduardo Cunha se torna presidente. "Já pensou Eduardo Cunha presidente do Brasil?", questionam.

    Acusado de participação em muitos escândalos, Cunha sofre processo de cassação na Comissão de Ética da Câmara.

    Outro processo está no Tribunal Superior Eleitoral, que pede a impugnação da eleição por suposto crime eleitoral. Isso significaria a cassação de chapa Dilma-Temer e a convocação de novas eleições, desde que isso acontecesse neste ano.

    Caso esse processo ocorra o ano que vem e porventura impugne a eleição de 2014, elegendo a presidenta Dilma com 54.501.118 votos diretos, a próxima pessoa a dirigir o país seria escolhida pelo Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados). Ou seja a eleição indireta.

    O vídeo mostra ainda que existem no Supremo Tribunal Federal  358 investigações entre inquéritos e ações penais por corrupção contra 172 parlamentares.

    Assim, concluem: "Eu quero esperar a eleição que vem (2018)" e perguntam: "E você?"