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Sex, Abr

Congresso Nacional da CTB

  • “Congresso é essencial diante da crise no estado”, afirma presidente da CTB-RJ; veja programação

    O IV Congresso da CTB no Rio de Janeiro será realizado neste fim de semana, do dia 09 ao dia 11. A abertura está agendada para as 19h da sexta-feira (9), no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. Ali ocorrerá um ato político e será oferecido um jantar aos participantes e convidados do Congresso - entre eles o presidente da CTB, Adilson Araújo, e o dirigente cetebista e vice-presidente da Federação Sindical Mundial, João Batista Lemos.

    O evento principal continuará na cidade de Mendes, onde o Centro Marista foi preparado para o acontecimento. A organização distribuiu faixas pela cidade inteira, informando a população sobre os dois dias de debate intenso que seguirão.

    Este Congresso será a chance de atualizar muitos debates acerca da crise política sem precedentes que vive o estado do Rio de Janeiro, assim como sobre a conjuntura nacional, que exige a realização de eleições diretas para presidente. É o momento em que reuniremos mais de 200 delegados, e tenho certeza que sairemos de lá com um plano de luta para o próximo período de enfrentamentos”, disse o presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite.

    Leia também: CTB-RJ divulga seu documento-base para seu IV Congresso Estadual; leia na íntegra

    O evento começará os trabalhos às 8h30, com a leitura do regimento. Será lançada ainda uma campanha de solidariedade à Ocupação Fidel Castro, localizada no interior do estado, que sofre intensas retaliações na luta pela direito à terra. O Congresso,ao final do sábado, encerrará as atividades com um evento cultural, e retomará no dia seguinte em plenária final, para decidir a composição da nova direção estadual.

    Para garantir e valorizar a participação das mulheres no Congresso, serão reservados a elas os apartamentos com banheiros privativos. Haverá serviço de creche em Mendes. Quem for levar crianças deve informar com antecedência à Secretaria-geral da CTB-RJ.

    A retirada dos crachás ocorrerá no dia 9 no Sindicato dos Metalúrgicos, das 14h às 19h, e no dia 10 em Mendes, até o meio-dia.

    Agenda

    Abertura do IV Congresso da CTB-RJ
    Data: 09/06/17
    Hora: 18 horas
    Local: Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Rua Ana Neri, 152 – Benfica, Rio de Janeiro.
    Ás 21:00hs, ônibus partirão em viagem rumo à cidade de Mendes

    Reuniões do Congresso
    Data: 10 e 11/06/17
    Hora: 8h30 às 19h
    Local: Centro Marista, rodovia RJ 127 – Km 32, número 1519 - Mendes (RJ)
    Café da manhã, almoço, coffee break, jantar providos pelo hotel

    Portal CTB

  • A pobreza cresce assustadoramente no Brasil, mostra reportagem do jornal The Guardian

    Arte do grafiteiro paulistano Paulo Ito (Foto: André Penner/AP)

    "Vi ontem um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.

    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.

    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.

    O bicho, meu Deus, era um homem".

                (O Bicho, de Manuel Bandeira)

    O jornal britânico The Guardian (leia matéria original aqui) mostra, nesta quarta-feira (19), os efeitos perversos da política de contenção de gastos do governo Michel Temer. “O Brasil caiu em sua pior recessão em décadas, com 14 milhões de pessoas desempregadas”, reforça a reportagem.

    Aliado ao aumento do desemprego, Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que “o arrocho salarial e os cortes em investimentos de programas sociais alimentam a crise e o consequente aumento da pobreza, num país que avançava celeremente no combate à miséria”.

    O economista Francisco Menezes diz ao jornal britânico que "o Brasil voltará ao mapa de fome", se o governo insistir nesse rumo de congelamento de investimentos no setor público e em programas sociais.

    Em 2014, o Brasil saiu do mapa da fome. “Isso só aconteceu porque tivemos dois governos voltados para o crescimento da economia”, acentua Santana. “Agora acontece o inverso, o que só faz agravar a crise, o desemprego, a recessão".

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a pobreza absoluta no Brasil caiu de 25% em 2004 para 8% em 2014, mas já no ano seguinte aumentou para 11% e se agrava ainda mais com as medidas tomadas pelo governo Temer.

    O relator especial sobre pobreza extrema e direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Philip Alston, criticou em matéria do The Guardian, a Proposta de Emenda à Constituição 55 (PEC 55), recentemente aprovada no Congresso Nacional. Santana critica também a reforma trabalhista, jpá sancionada por Temer, a reforma da previdência em tramitação no Congresso e a tercriização ilimitada, já aprovada.

    "A crise só pode se acentuar dessa maneira. O governo ilegítimo acaba com os direittos da classe trabalhadora, corta investimentos nos setores sociais e nos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família e ainda acabaou com a Política de Valorização do Salário Mínimo. Isso só faz piorar", afirma Santana.

    "É completamente inadequado congelar apenas despesas sociais e amarrar as mãos de todos os futuros governos por mais duas décadas”, argumenta Alston. O economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo também critica o projeto do governo que assumiu em 2016 após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

    Ele diz ao Brasil de Fato que os projetos neoliberais só farão agravar a crise. "É como se o motor do carro começasse a pifar no meio da estrada, e o motorista quisesse consertar a lataria".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ato político do 4º Congresso da CTB Bahia terá transmissão ao vivo nesta sexta-feira (09)

    Está tudo pronto para o  4º Congresso Estadual da CTB Bahia, que acontece na próxima sexta-feira e sábado,  dias 9 e 10 de junho, no Hotel Sol Bahia, no bairro de Patamares, em Salvador. O ato politico de abertura será na sexta às 18h e será transmitido ao vivo pelo site www.ctbbahia.org.br, com reprodução na Fanpage da Central, para que todos os classistas do estado possam acompanhar.

    Com o tema Democracia, resistência e luta, o Congresso vai reunir 650 delegados e delegadas de todo o estado para debater conjuntura, plano de lutas e eleger a nova direção da CTB Bahia para os próximos quatro anos. Os trabalhos começam às 9h de sexta, com a aprovação do regimento interno e a leitura do documento base do 4º Congresso Nacional da CTB. Os debates seguem durante todo o primeiro dia, que se encerra com uma festa de confraternização a partir das 21h.

    O sábado será de muitas decisões importantes. Começa com o fechamento do debate do documento base, além da definição das contribuições da Bahia para o 4º Congresso Nacional. Em seguida, os delegados e delegadas aprovam o plano de lutas e elegem a nova direção da CTB Bahia para o período de 2017- 2021. A expectativa é de encerramento até às 18h de sábado.

    O Congresso é a instância máxima de decisão da CTB Bahia. “É o espaço em que definimos os rumos da nossa Central e os encaminhamentos gerais. Como não é possível a participação de todo mundo, nós investimos na realização de plenárias regionais no interior e por segmentos na capital. Assim, garantimos que o maior número possível de classistas participassem dos debates e dessem sua contribuição para o plano de lutas e o documento base do Congresso Nacional”, ressalta o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    “Estamos concentrados agora em finalizar os preparativos para a realização do nosso Congresso, que deve ser pungente e representativo, com trabalhadores e trabalhadoras de todas as regiões do estado. Reforçamos por isso mesmo, o pedido para que as entidades sindicais concluam o processo de inscrição dos delegados e delegadas. Estas informações são primordiais para que possamos garantir acomodações adequadas e uma boa estrutura para o evento”, concluiu Aurino.

    Fonte: CTB Bahia

  • Centrais sindicais criticam governo e se unem em defesa da Previdência

    As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • Centrais sindicais criticam governo e se unem em defesa da Previdência

    As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • Centrais sindicais criticam governo e se unem em defesa da Previdência

    As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • Centrais sindicais criticam governo e se unem em defesa da Previdência

    As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • Centrais sindicais criticam governo e se unem em defesa da Previdência

    As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • Com cerca de 650 delegados, Congresso da CTB Bahia começa nesta 6ªfeira; veja a programação

    Precedido de plenárias regionais e por segmento, o 4º Congresso da CTB Bahia, que acontece nesta sexta-feira e sábado (09 e 10), vai reunir cerca de 650 delegados e delegadas de diversas categorias para debater conjuntura, plano de lutas e eleger a nova direção estadual. O evento, preparatório ao Congresso Nacional, é considerado um dos maiores da Central e contará com a presença do presidente nacional, Adilson Araújo.

    Ato político do 4º Congresso da CTB Bahia terá transmissão ao vivo nesta sexta-feira (09)


    “Trabalhamos desde o início do ano para construir um grande Congresso, com o envolvimento de todos na discussão do documento base do 4º Congresso Nacional e do plano de lutas para os próximos anos. Para isso, realizamos plenárias em todas as regiões do estado, além de debates por segmento na capital. Agora vamos afinar a discussão para levarmos as nossas contribuições para o Congresso Nacional”, afirmou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    Com o tema “Democracia Resistencia e Luta”, o evento começa às 9h de sexta, no Hotel Sol Bahia, no bairro de Patamares, em Salvador. O ato politico de abertura será na sexta às 18h e será transmitido ao vivo pelo site www.ctbbahia.org.br, com reprodução na Fanpage da Central.

    "O Congresso é a instância máxima de decisão da CTB Bahia. É o espaço em que definimos os rumos da nossa Central e os encaminhamentos gerais. Como não é possível a participação de todo mundo, nós investimos na realização de plenárias regionais no interior e por segmentos na capital. Assim, conseguimos garantir que o maior número possível de trabalhadores e trabalhadoras participassem dos debates e dessem sua contribuição para o plano de lutas e o documento base do Congresso Nacional que vai nortear nossas ações pelos próximos anos”, destacou Aurino Pedreira.

    Confira a programação:

    Dia 9 de junho, sexta-feira

    8h –Credenciamento

    9h- Abertura oficial do 4ª Congresso da CTB Bahia

    Composição da mesa diretora do Congresso

    Intervenção cultural

    9h30 – Aprovação do Regimento Interno do 4º Congresso

    10h– Apresentação do Documento Base de 4º Congresso Nacional da CTB

    10h30 – Debate do Documento

    11h30- Intervenção Especial – A importância da comunicação sindical

    12h – Almoço

    13h30 – Retomada do debate do documento base

    16h30 - Intervenção Especial – Sindicalismo classista

    17h- Apresentação do balanço do mandato

    18h – Ato Político

    20h30– Festa de confraternização

    Dia 10 de junho, sábado

    9h – Retomada do debate do Documento Base.

    10h – Fim do credenciamento dos delegados e início do credenciamento dos suplentes.

    10h30 – Apresentação do plano de lutas da CTB Bahia.

    11h– Fim do credenciamento dos suplentes

    11h30 – Invenção Especial – A 4ª Revolução Industrial

    12h – Almoço

    14h- Aprovação do plano de lutas da CTB Bahia e das emendas ao Documento Base

    15h- Eleição da nova direção e Conselho Fiscal da CTB Bahia 2017-2021.

    17h- Encerramento.

    Portal CTB

  • Congresso da CTB-PB se encerra com nova diretoria e reeleição de presidente estadual

    Com 207 delegados e delegadas, o 4° congresso da CTB-PB se encerrou neste domingo (18) com a reeleição de seu presidente estadual, José Gonçalves. Os cetebistas elegeram também uma nova diretoria e criaram duas vice-presidências estaduais, em João Pessoa e Campina Grande, para melhorar a interatividade com os sindiactos.

    O encontro foi realizado no Hotel Fazenda Elma Empreendimentos, Zona Rural de Patos, envolveu mais de uma centena de sindicatos filiados, e contou com a presença do vice-presidente da CTB Nacional, Nivaldo Santana. "Foi bastante representativo. Tivemos 110 mulheres e 97 homens, e pudemos fazer o debate da conjuntura nacional, bem como um balanço e a definição de um novo plano de lutas", avaliou. Ele aproveitou a reunião para fazer uma análise das reformas do governo Temer, bem como a importância do movimento sindical nos atos de resistência contra elas.

    ctb pb 4 congresso mesa nivaldo jose goncalves

    Ao final, foi também eleita uma delegação com 20 representantes para o Congresso Nacional em Salvador.

    Para o presidente reeleito José Gonçalves, o Congresso estadual foi essencial para fortelecer a central no estado. Ele destacou a importância do planejamento estratégico, e defendeu a realização de mais cursos de formação sindical no próximo período. Mais tarde, deixou uma mensagem oficial nas redes sociais:

    Vitorioso 4° congresso da CTB/PB

    Quero agradecer a participação de todos e todas. Realizamos um grandioso congresso, com 207 delegados, sendo 110 mulheres e 97 homens. Foi um balanço muito positivo da gestão de 4 anos, com muita unidade, discussão dos problemas enfrentados pelos trabalhadores e um plano de luta para fortalecer a nossa central e sindicatos.

    A eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e Coordenadores Regionais de 16 regiões demonstra o crescimento e também o desafio que teremos pela frente. Vamos participar com uma importante delegação no Congresso Nacional de Salvador em agosto.

    Quero agradecer ao nosso vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, que nos acompanhou durante os dois dias de congresso. Também agradecer a cada um que fez esse esforço de participar. Lamentar os que não puderam participar, alguns por motivos justos, outros por ainda não compreenderem o que é o movimento sindical.

    O nosso próximo desafio é a greve do dia 30 de junho contra as reformas trabalhista e sindical, pelo Fora Temer e pelas Diretas já. Agradeço ainda a minha recondução ao cargo de presidente, redobrando minha responsabilidade, e peço desculpas por algum problema que tenha acontecido.

    Forte abraço. José Gonçalves.

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  • CTB disponibiliza documento que vai orientar os debates estaduais para o 4º Congresso Nacional

    O documento que servirá de base de discussão para o 4º Congresso Nacional da CTB (24 a 26 de agosto) já está disponível para as etapas estaduais de debates, jornada que se estenderá de 1º de março a 30 de junho.
     
    O texto elabora uma ampla e profunda análise das conjunturas nacional e internacional, um plano de luta e um balanço dos últimos anos da gestão.
     
    É composto de quatro partes: "Conjuntura internacional: um cenário de crise", "Conjuntura nacional: um golpe do capital contra o trabalho", "Plano de luta" e "Um balanço exitoso".
     
    No âmbito mundial, destaca a instabilidade e a crise econômica e geopolítica do capitalismo em sua versão neoliberal, a onda conservadora que avança na América Latina, com retrocessos e derrotas das forças progressistas em alguns países. 
     
    A realidade nacional é contextualizada a partir do golpe de Estado, caracterizado como um golpe do capital contra o trabalho, e a restauração neoliberal em curso, bem como a resistência e a luta da classe trabalhadora, centrais sindicais, movimentos sociais e organizações de esquerda.
     
    A análise conjuntural é seguida por um capítulo dedicado ao plano de luta da central, encerrando com um balanço do atual mandato.
     
    Acesse o documento na íntegra: 4º Congresso Nacional da CTB 
     
    Portal CTB
     
  • CTB disponibiliza documento que vai orientar os debates estaduais para o 4º Congresso Nacional

    O documento que servirá de base de discussão para o 4º Congresso Nacional da CTB (24 a 26 de agosto) já está disponível para as etapas estaduais de debates, jornada que se estenderá de 1º de março a 30 de junho.
     
    O texto elabora uma ampla e profunda análise das conjunturas nacional e internacional, um plano de luta e um balanço dos últimos anos da gestão.
     
    É composto de quatro partes: "Conjuntura internacional: um cenário de crise", "Conjuntura nacional: um golpe do capital contra o trabalho", "Plano de luta" e "Um balanço exitoso".
     
    No âmbito mundial, destaca a instabilidade e a crise econômica e geopolítica do capitalismo em sua versão neoliberal, a onda conservadora que avança na América Latina, com retrocessos e derrotas das forças progressistas em alguns países. 
     
    A realidade nacional é contextualizada a partir do golpe de Estado, caracterizado como um golpe do capital contra o trabalho, e a restauração neoliberal em curso, bem como a resistência e a luta da classe trabalhadora, centrais sindicais, movimentos sociais e organizações de esquerda.
     
    A análise conjuntural é seguida por um capítulo dedicado ao plano de luta da central, encerrando com um balanço do atual mandato.
     
    Acesse o documento na íntegra: 4º Congresso Nacional da CTB 
     
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  • CTB: 11 anos de luta

    Fundada em 12 de dezembro de 2007 num congresso realizado em Belo Horizonte (MG) a CTB celebra nesta quarta-feira seu 11º aniversário.

    São 11 anos de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, por um projeto nacional de desenvolvimento fundado na democracia, na soberania e na valorização do trabalho e contra a ofensiva das forças conservadoras, o golpe de Estado disfarçado de impeachment e a agenda de restauração neoliberal imposta pelo governo ilegítimo presidido por Temer.

    Apesar das adversidades e dos ataques sofridos pela classe trabalhadora e o movimento sindical nos últimos anos, a trajetória da nossa central classista desde 2007 foi de contínuo crescimento e consolidação. Tendo inaugurado sua existência com cerca de 600 entidades sindicais na base, hoje a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil conta com mais de 1200, um crescimento de 100% no período

    O êxito político e organizativo se explica pela coerência na defesa de seus princípios e a participação ativa e incansável na linha de frente das batalhas de classes que se verificaram no período. Daí a credibilidade no movimento sindical e entre as forças progressistas da nossa sociedade.

    Defesa do socialismo

    O que diferencia a CTB é o compromisso inarredável com os interesses imediatos e futuros da classe que representa: a defesa do Direito do Trabalho, da valorização dos salários, redução da jornada, trabalho decente, a luta contra a exploração do trabalho análogo ao escravo e do chamado trabalho infantil, contra a exploração capitalista e por uma sociedade sem exploradores e explorados, a defesa do socialismo e de um projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e justiça social.

    Entre as realizações e conquistas da CTB, sempre em aliança com as demais centrais e os movimentos sociais, destaca-se a realização da 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que reuniu mais de 30 mil sindicalistas das cinco maiores centrais sindicais do país no Pacaembu (SP) em 1º de junho de 2010 e aprovou a “Agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho”.

    Conclat

    A Conclat foi originalmente proposta pela CTB no congresso fundação. Nossa Central teve também relevante participação nas marchas da classe trabalhadora, nas Marchas das Margaridas, na luta pela reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar, pela redução dos juros, em defesa das aposentadorias, contra a terceirização irrestrita e contra a reforma trabalhista de Michel Temer.

    No campo das relações internacionais, nossa Central teve destacada participação na Federação Sindical Mundial e organizou em São Paulo um Simpósio internacional e um Ato mundial anti-imperialista na comemoração dos 70 anos da FSM em 3 de outubro de 2015. A CTB também é uma das fundadoras e líder do Encontro Sindical Nossa América (Esna), que congrega sindicalistas de vários países latino-americanos e caribenhos.

    Os cetebistas estiveram na linha de frente da greve geral de 28 de abril de 2017 e não vacilaram em denunciar, desde o início, o golpe de 2016, alertando e mobilizando suas bases contra o processo de restauração neoliberal e consequente desmantelamento dos direitos trabalhistas e da seguridade social, enfatizando a defesa do SUS e da educação pública, laica e gratuita. A CTB integra o Fórum das Centrais e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e celebra o seu 11º aniversário reiterando o compromisso de defender intransigentemente a causa dos trabalhadores e trabalhadoras, o desenvolvimento nacional soberano e o Socialismo, uma necessidade histórica que se transforma em imperativo do nosso tempo face à grave crise que abala o sistema capitalista internacional e que requer a construção de uma frente ampla de resistência para superá-la e evitar a barbárie.

    São Paulo, 12 de dezembro de 2018

    Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

  • Mulheres saem às ruas e se tornam protagonistas na defesa de democracia

    O movimento de mulheres e o próprio feminismo sempre causam discussões polêmicas de toda ordem, que têm como pano de fundo suas concepções e práticas organizativas importantes para a disputa das pautas chamadas identitárias que têm sido apropriadas e ressignificadas por setores reacionários em especial no Parlamento.

    A partir de 2016, o movimento de mulheres tomou um impulso muito grande com o golpe que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República. A compreensão de que todas as conquistas e avanços nas políticas para as mulheres tinham ali o viés da misoginia, que simbolizava a voz masculina, velha, branca e machista dos setores reacionários da política brasileira.

    Não foi por acaso que se tentou criar na sociedade a figura da mulher "bela, recatada e do lar" em contraposição à mulher forte, determinada, que poderia ser o que quisesse, inclusive presidenta da República. Para as parlamentares, o Parlamento passou a ser mais hostil e desrespeitoso, com demonstrações públicas de agressão e ofensas. 

    Mas o movimento cada vez mais incorporava mulheres de diferentes gerações e setores da sociedade que começaram a se declarar feministas.

    Infelizmente esse crescimento não se refletiu nas candidaturas femininas nestas eleições. Diminuiu. O que talvez reflita o sentimento de negação da política, que vem sendo ideologicamente estimulado, aliado à violência política contra as mulheres no Congresso Nacional e nos parlamentos e intituições públicas brasileiras.

    Com o espaço alavancado pela grande mídia ao candidato do PSL, como estratégia de continuação do golpe e sua influência em uma grande camada da sociedade, as mulheres, principal alvo de suas declarações virulentas, começaram a questionar o que realmente significa antipolítica de armamento e perda dos seus direitos e de suas famílias, temperada com a incitação de muito ódio e intolerância. 

    Mulheres unidas

    Através das redes sociais, conseguiram reunir mulheres de diferentes concepções políticas e que têm um objetivo em comum: impedir que seja eleito alguém que representa o que há de mais atrasado na política do nosso país com a hashtag #EleNão. Elas querem lmais que reconhecimento. Querem valorização das mulheres que não se furtam em se expor seu pensamento.

    Muitas mulheres ainda não compareceram ou se manifestaram por ainda serem reféns de lares opressores, mas os avanços já são significativos. E as manifestações em todo o país e em diversas cidades de outros países comprovam os importantes avanços na organziação e nas lutas das mulheres.

    O dia 29 de setembro de 2018, ficará marcado na história do Brasil e do mundo, como o dia em que as mulheres brasileiras tomaram nas mãos o protagonismo da defesa da democracia e de estancar o avanço do fascismo em nosso país. 

    Mas há que se ter a devida consideração com a relevância política do ato que levou multidões às ruas. Não abrimos apenas o caminho para que daqui pra frente ganhemos um reconhecimento público e sejamos orientadas a ficar a postos quando precisarem de novo.

    Não repetir o passado

    Na Segunda Guerra Mundial, com os homens tendo que se alistar e viajando para os fronts de batalha, elas foram contratadas para trabalhar em fábricas de bombas e peças de aeronaves, como guardas de ataque aéreo, para trabalhos antes realizados por homens. Ao fim da guerra, elas simplesmente foram dispensadas para que os homens assumissem os postos de trabalho.

    Se tem algo incontestável nessa conjuntura, é que não dá para ignorar a presença das mulheres na política e perpetuar a mesma prática machista do século passado, de relegar as mulheres aos espaços privados e subrepresentadas no Parlamento ou à periferia dos espaços de poder e decisão.

    Há que se reconhecer na continuação da luta, que mulheres na política são imprescindíveis e que são grandes companheiras de poder.

    Isis Tavares é presidenta da CTB-AM e secretária de Gênero da Confederação Nacionald dos Trabalhadores em Educação.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Recurso apresentado pode dificultar sanção do PL 3831 e prejudicar servidores

    Na última quarta-feira (11), deputados apresentaram recurso contra a apreciação conclusiva do PL3831/2015, que estabelece normas gerais para a negociação coletiva na administração pública direta, nas autarquias e nas fundações públicas dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A proposição já conta com 124 assinaturas e, se aprovada,  acabará com uma conquista histórica dos trabalhadores no serviço público que finalmente teriam a regulamentação, tão esperada, do direito à negociação.

    "O direito à negociação coletiva é um anseio nosso desde 88, quando veio o advento da Constituição, que permitiu a organização sindical, mas dizia que negociações, direito à greve, liberação sindical, seriam regulamentados por leis posteriores", disse o Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro (JP).

    Por unanimidade, no último dia 26, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou o PL3831. O recurso pode dificultar que a matéria, com o teor acordado pelas entidades dos servidores públicos, de iniciativa do senador Antonio Anastasia (PSDB/MG), que tramitava em caráter conclusivo, siga para sanção presidencial nos próximos dias.

    João Paulo diz que a  entidade estará mobilizada para impedir o que classificou de retrocesso,  prestes a ocorrer antes mesmo da vitória ser concretizada.


    "Vamos pressionar os parlamentares para que os servidores públicos não sejam derrotados e percam o direito a negociação coletiva, por meio deste recurso. A partir de segunda-feira (16), a CTB, seus dirigentes, militantes estarão no Congresso Nacional para tentar convencer os deputados e deputadas que assinaram esse recurso,  para que possa sofrer alteração em Plenário, a retirarem as assinaturas ou, caso não seja possível, construir um requerimento para impedir que o documento vá à apreciação. Vamos discutir qual a melhor estratégia para evitar que o PL3831 seja discutido novamente e sofra alterações. Conclamamos a todas as entidades,  servidores, não servidores, a juntarem-se a nós, junto com as outras centrais que apoiaram esse projeto, a estarem nessa luta tão difícil, como sempre tem sido a dos trabalhadores no serviço público", declarou JP.

    O dirigente informou ainda que a CTB contará com a adesão de vários parlamentares do campo progressista e de Esquerda, que já disponibilizaram suas assessorias para ajudar a central nessa luta em defesa do serviço público.

     

    De Brasília, Ruth Helena de Souza,  Portal CTB

  • Reforma da Previdência de Bolsonaro prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres

    O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira (14) que a proposta do governo de reforma da Previdência Social, segundo ele com o respaldo de Jair Bolsonaro, vai prever idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos.

    É a mesma receita adiantada pelo governo golpista de Michel Temer, que inicialmente propôs 65 anos para homens e mulheres e depois recuou, sem contudo agradar trabalhadores e mesmo a base parlamentar. Marinho, que foi o relator da famigerada reforma trabalhista, afirmou que a proposta será assinada pelo presidente da extrema direita e enviada ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (20). É particularmente danosa para os mais pobres e os trabalhadores e trabalhadoras rurais, cuja perspectiva de vida é menor do que a média nacional.

    Por se tratar de proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513) para ser aprovada e enviada ao Senado. Atualmente, é possível se aposentar sem idade mínima, a partir dos 35 anos de contribuição (homem) ou dos 30 (mulher) ou, por idade, a partir de 65 anos (homem) ou 60 anos (mulher) com tempo mínimo de 15 anos de contribuição. Pela regra da fórmula 86/96, que soma a idade e o tempo de contribuição, no caso das mulheres essa soma deve resultar em 86 e, no dos homens, 96.

    Texto já estaria pronto

    Segundo Rogério Marinho, Bolsonaro tomou "a decisão final” sobre a proposta em reunião na tarde desta quinta, no Palácio da Alvorada, com os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo). “Hoje o presidente diante das informações que recebeu tomou a decisão final. O texto está pronto”, disse o secretário.

    Ainda de acordo com ele, o presidente pediu que, em princípio, fossem divulgadas apenas "algumas" informações. Um jogo de cena para ludibriar a opinião pública. A íntegra do texto será conhecido no dia 20, informou o secretário. O ex-deputado, que foi punido pelos eleitores e não logrou a reeleição, afirmou esperar que a proposta seja "brevemente" aprovada pelo Congresso Nacional.

    O teor divulgado da reforma idealizada pela dupla Guedes/Bolsonaro até agora não difere fundamentalmente da de Temer, mas promete ser bem pior se for concretizada a ideia de capitalização, sonhada pelo mercado, que na prática significa a privatização da Previdência e o fim das aposentadorias públicas, um retrocesso secular para a classe trabalhadora, que no Chile condena milhões de idosos à pobreza extrema com aposentadorias cuja valor não alcança metade do salário mínimo do país.

    Umberto Martins, com agências

  • Terça-feira é dia de manifestação das centrais no aeroporto de Brasília

    O próximo passo previsto na agenda de mobilização nacional liderada pelas centrais sindicais e movimentos sociais em defesa das aposentadorias e contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro é uma manifestação no aeroporto de Brasília na próxima terça-feira (9) com o propósito de dialogar converncer os parlamentares a votar a favor da classe trabalhadora e contra a chamada Nova Previdência.

    Hoje, o cenário no Congresso Nacional não é muito farovável ao governo Bolsonaro, que não formou uma base de apoio no Parlamento e conta com apenas 93 votos a favor de sua proposta desumana; 143 deputados são contra, 79 declaram um apoio parcial, exigindo a retirada de pontos polêmicos relacionados ao BPC e aposentadorias rurais e 198 estão indecisos, pendendo para um lado ou outro, segundo o levantamento mais recente do jornal Valor.

    A PEC (06/2019) demanda no mínimo 308 votos para ser aprovada, o que não será fácil. Todavia, a pressão das classes dominantes (empresários, mídia e grandes capitalistas estrangeiros) é grande e não deve ser subestimada. A mobilização da classe trabalhadora pode ser decisiva para definir a parada.

    Na última quinta-feira (4) foi lançado em São Paulo o abaixo-assinado contra a reforma. O objetivo é coletar 1 milhão de assinaturas e promover uma ampla campanha de esclarecimento e conscientização sobre a proposa desumana da dupla Bolsonaro/Guedes. O 1º de Maio unificado também será focado na defesa das aposentadorias e do emprego.

  • Todo mundo pela democracia no show "Rio pelas Diretas Já!" na praia de Copacabana neste domingo

    "Este movimento não é de direita nem de esquerda. É um movimento pela democracia". diz o ator Wagner Moura. Porque "nossa crise é uma crise de legitimidade", complementa.

    O movimento Rio pelas Diretas Já! realiza um grande show na praia de Copacabana, na Cidade Maravilhosa, neste domingo (28), a partir das 11h da manhã. Já está na “hora de escolhermos o nosso caminho para decidir o futuro do país”, diz parte do texto na página do Facebook do evento.

    Vaca profana, de Caetano Veloso que canta com Maria Gadu 

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, defende a participação de todo o movimento social e político nas Diretas Já!. "Estamos com os artistas nessa campanha para a criação de uma frente ampla com objetivo de colocar o Brasil no trilho do desenvolvimento, da liberdade e da criação de empregos". acentua.

    Confirme sua presença aqui.

    Organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o show une diferentes talentos da rica MPB. Caetano Veloso, Criolo, Mano Brown (dos Racionais MC’s), Teresa Cristina, Maria Gadu, Mart’nália, Pretinho da Serrinha e o Cordão do Bola Preta garante uma grande festa.

    A convocação vem sendo feito através de inúmeros vídeos por outros artistas como Emanuelle Araújo, Adriana Esteves, Vladimir Brichta, Wagner Moura, Tico Santa Cruz, Fábio Assunção, Lúcio Mauro Filho, entre outros. 

    O meu mundo é hoje, de José Batista e Wilson Batista. Canta Teresa Cristina 

    A grande preocupação do movimento sindical, movimentos sociais, estudantes e partidos progressistas é a possibilidade de o Congresso Nacional eleger o próximo presidente para um mandato tampão de forma indireta, com consequências imprevisíveis na crise brasileira.

    Veja vídeo da TVT convocando para o Rio pelas Diretas Já!

     

    Por isso, “vamos pra rua defender o nosso direito de votar e arrumar essa bagunça desse governo que pirou este país”, diz a atriz Emanuelle Araújo ao convocar para o evento. O ator Gregório Duvivier anuncia: “primeiramente fora Temer, segundamente Diretas Já. Se a gente empurrar o Temer cai”. 

    Não é a primeira vez que os artistas tomam posições políticas no país. No movimento por eleições diretas para a Presidência da República, de 1984, depois de mais de 20 anos sem eleições, muitos artistas viajaram o país em campanha por Diretas Já. Milhões foram às ruas.

    Espiral de ilusão, de Criolo 

    Já para o também ator Lúcio Mauro Filho, o movimento em defesa de eleições diretas para presidente é a melhor maneira de unir a nação. “Diretas Já, porque estamos falando de Brasil". Enquanto Fábio Assunção defende a renúncia de Temer e avisa que “nós é que não vamos renunciar. Diretas já”. Criolo canta para Temer "como você dorme com isso, como você dorme tranquilo" no samba "Espiral de ilusão". Recado dado.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy