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  • “A comunicação é fundamental para unir a classe trabalhadora e vencer a crise”, diz dirigente da CTB

    No último dia do Curso Estadual de Formação Política em Comunicação Popular, da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura no Estado da Bahia (Fetag-BA), Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB nacional e dirigente da Fetag-BA, reafirma a importância da comunicação.

    “Este curso tem se mostrado muito importante para mostrar que a comunicação popular é fundamental para unir a classe trabalhadora e vencer a crise pela qual o país passa com o projeto neoliberal do governo golpista aprofundando as desigualdades", ressalta Vânia.

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    Fetag-BA realiza curso inédito sobre comunicação popular, em Salvador

    De acordo com a sindicalista baiana, participaram do curso, que teve início na quarta-feira (8), cinqüenta pessoas, entre lideranças e dirigentes sindicais e educadoras e educadores populares.

    “Certamente saímos deste curso com uma visão ampliada da necessidade de se construir uma comunicação que se contraponha à mídia burguesa”, diz João da Cruz, presidente recém eleito da Fetag-BA.

    Vânia conta que o curso se tornou realidade graças ao empenho de educadoras e educadores da rede da Escola Nacional de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Além do apoio e participação de Amarildo Carvalho, Rosely Arantes, Juliana Barreto, Alexandre Santana, Inalba Fontenele, Lucimara Cruz e Altamiro Borges.

    fetag ba curso comunicacao popular

    Para Borges, presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, “a nossa única chance de reverter o cenário adverso é o grupo progressista ganhar as eleições e sabiamente realizar um plebiscito revogatório dos projetos aprovados no período de golpe”. A começar pela reforma trabalhista, a Emenda Constitucional 95 e a reforma do ensino médio.

    Já Vânia reforça a necessidade de unidade das forças democráticas e populares para derrotar o golpe. “Precisamos caminhar de mãos dadas contra o inimigo comum que é o capital predador”, diz. “Eleger pessoas comprometidas com as nossas causas é primordial”, complementa.

    Ela explica que “esse curso assim como o de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que foi realizado também nesta semana, demarca a força que o campo produz politicamente e a necessidade da ampliação de ações como essas para a valorização do nosso trabalho e a defesa da reforma agrária”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações da Fetag-BA. Fotos: Flora Brioschi

  • 6º Congresso da Fettar debate conjuntura e elege nova diretoria

    Com o tema “Fettar unida e trabalho decente construindo o futuro dos trabalhadores (as) assalariados rurais”, foi realizado nos dias 22 e 23 de setembro, o 6º Congresso Estadual de Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Mato Grosso do Sul (6º Cettar).

    Promovido pela Fettar-MS (Federação do Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais d de Mato Grosso do Sul, o 6º Cettar reuniu cerca de 117 delegados (as) e elegeu a nova diretoria da entidade, que será presidida pelo reeleito Valdinir Nobre de Oliveira.

    Além de uma análise de conjuntura pela técnica do Dieese, o congresso contou com debates sobre a reforma trabalhista com Carlos Eduardo Chaves Silva da Contar; a reforma previdenciária com Ana Bisneto de Moura da Contag; estrutura e princípios sindicais com Antônio Gilberto Viegas da Regional Centro Oeste da Contag.

    Os delegados (as) presentes também colaboraram para a construção de um plano de lutas que deve nortear as ações da nova diretoria pelos próximos quatro.

    Para o presidente reeleito, os desafios são grandes e muitos, e dependerá da parceria entre sindicalistas e trabalhadores para serem vencidos. “Nosso primeiro desafio será manter nossos sindicatos funcionando, a partir de um trabalho de conscientização com as bases sobre o papel do sindicato na defesa dos direitos. Cabe a nós mostrarmos que só unidade dos trabalhadores é capaz de manter os direitos”, afirmou Valdinir Nobre.

    De acordo o dirigente, as negociações coletivas também se configurarão em outro desafio. “Conseguirmos manter as negociações coletivas e convenções com setor patronal para garantir as condições de garantia de emprego e salários será outro desafio.  Queremos conscientizar o setor patronal para a importância da qualificação ao invés da troca, da rotatividade”, ressaltou.

    Confira a composição da nova diretoria da Fettar:

    PRESIDENTE e SECRETARIO de ORGANIZAÇÃO SINDICAL: Valdinir Nobre de Oliveira – STTAR de Campo Grande /Polo Central

    VICE-PRESIDENTE e SECRETÁRIO de POLITICAS SOCIAIS: Alaide Ferreira Teles – STTAR de Rio Verde de MT/Polo Norte

    SECRETÁRIO GERAL e de ASSALARIADOS RURAIS: Eugenio Benites – STTAR de Bonito/Polo Pantaneiro

    SECRETÁRIO DE FINANÇAS de ADMINISTRAÇÃO e FORMAÇÃO: Juraci da Silva – STTAR de Caarapó/Polo Dourados

    SECRETÁRIO DE GENERO e GERAÇÃO: Maria Helena dos Santos. Dourado Neves –STTAR de Eldorado/Polo Sul

    SECRETÁRIO DE REFORMA AGRARIA: Silvio dos Santos. Menezes –STTAR de Ribas do Rio Pardo

    SUPLENTES DA DIRETORIA:

     1º Divina Rosa da Cruz – STTAR de Corumbá/Polo Pantaneiro

     2º Marcio Mendes dos Santos – STTAR de Dourados/Polo Dourados

     3º Osvaldo Ribeiro da Silva – STTAR de Naviraí/Polo Sul

     4º Rogerio Rodrigues Teixeira – STTAR de Santa Rita do Pardo/Polo Bolsão

     5º Jeconias José de Lima – STTAR de Ribas do Rio Pardo/Polo Bolsão

     6º Jucelino Nunes – STTAR de Maracaju/Polo Dourados

    CONSELHO FISCAL:

     EFETIVOS:                                                

     1º Onorail Jerônimo Porto – STTAR de Rio Brilhante/Polo Dourados

     2º Ozildo Donizete Rufo – STTAR de Angélica/Polo Nova Andradina

     3º Orivaldo Ribeiro de Oliveira – STTAR de Cassilândia/Polo Bolsão

     SUPLENTES:

     1º José Carlos Ocheda de Moura – STTAR de Rio Verde de MT/Polo Norte

     2º Ademilson da Costa Pereira – STTAR de Maracaju/Polo  Dourados

     3º Valdecir Silva Ramos – STTAR de Antonio João/Polo Dourados

     

    Cinthia Ribas - Portal CTB

  • Ações em todo o Brasil focam na luta das Margaridas por democracia e garantia de direitos

    O Dia Internacional de Luta da Mulher se aproxima e as ações do 8 de Março em todo o país focam no mote "Margaridas na Luta por Democracia e Garantia de Direitos", pautando a denúncia dos retrocessos vividos na atual conjuntura política, social e econômica brasileira, destacando os seus impactos sobre a vida das mulheres.

    O conjunto de movimentos de mulheres parceiras da Marcha das Margaridas elencou três importantes eixos políticos para avançar nas nossas mobilizações do 8 de Março:

    * Em defesa da previdência social, pública, universal e solidária;

    * Pela democracia e protagonismo das mulheres na política;

    * Pela vida das mulheres e contra todas as formas de violência;

    O 8 de março desse ano também tem o caráter de ser a 1ª chamada da sexta edição da Marcha das Margaridas, que será realizada em agosto de 2019.

    As ações são descentralizadas nos estados e municípios, unificando mulheres do campo, das florestas e das águas, e também com as mulheres da cidade, se estendendo a todo o mês de março. São atos como caminhadas, audiências públicas, debates sobre os temas que unificam as mulheres no 8 de Março, místicas sobre a importância da Marcha das Margaridas, oficinas, rodas de conversa, divulgação em rádios e jornais, manifestações, plenárias, entre outras formas de expressão para marcar a agenda política do Dia Internacional de Luta das Mulheres e da Marcha das Margaridas.

    A secretária de mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Mazé Morais, está participando no começo desta semana da Plenária Estadual de Mulheres de Rondônia, passará o 8 de Março em Brasília, em ação interna na Contag com as mulheres e do Ato unificado convocado pelo Fórum de Mulheres do Distrito Federal e entorno, e finalizará a semana no Piauí, em atividade organizada pela Fetag-PI e posse da nova Diretoria da Federação. “Neste 8 de Março reafirmamos o grito por democracia e garantia de direitos. Nós, mulheres, temos sentido os efeitos cruéis dos desmontes das políticas públicas. Também é hora de fazermos acontecer a Marcha em nossas comunidades, municípios e estados, construindo os caminhos que levarão as Margaridas até Brasília, em 2019. Para isso, é fundamental unificarmos a luta e consolidarmos alianças com os movimentos campo e da cidade, que fazem a luta feminista”, destaca Mazé Morais.

    #RumoAMarchaDasMargaridas2019

    Fonte: Contag - Verônica Tozzi, com informações da Secretaria de Mulheres da Contag. Arte: Fabrício Martins

  • Aos 35 anos de seu assassinato, o grito de Margarida Alves ecoa em todos os cantos do país

    O dia 12 de agosto entrou para a história do Brasil como um importante marco da resistência feminina no movimento sindical. Nesse dia, em 1983, era assassinada Maria Margarida Alves, então presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Paraíba.

    “Esse crime político abalou o movimento sindical , principalmente as mulheres, mas a força de Margarida tomou conta de todas nós e por ela foi criada a Marcha das Margaridas para elevar a voz das trabalhadoras rurais contra a injustiça e a violência às mulheres”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    O motivo do assassinato é evidenciado pela postura da líder sindical em defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores. À frente do sindicato, Margarida moveu mais de 70 ações, por desrespeito às leis trabalhistas, contra as usinas de cana de açúcar da região. Um de seus principais lemas era: “É melhor morrer na luta do que morrer de fome”.

    “Os latifundiários já desrespeitam dirigentes sindicais homens, imagine então uma mulher corajosa, que foi morta aos 50 anos na sua cidade natal, Alagoa Grande?”, questiona Aires Nascimento, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB.

    O proprietário da Usina Tanques, na região do sindicato presidido por ela, era o líder do chamado Grupo da Várzea, que vivia em conflito com os sindicalistaas. O seu genro, então gerente da usina, foi acusado de ser o mandante do crime.

    A Marcha das Margaridas foi criada em 2000 em homenagem a ela, que se transformou num símbolo da luta por direitos iguais às mulheres do campo. Em 2019, acontece a 6ª Marcha das Margaridas, contra a violência e o desrespeito às mulheres.

    “Agosto é um mês simbólico, de afirmação da nossa luta inspirada na vida militante de Margarida Alves. O caminhar de Margarida nos impulsiona a continuarmos mobilizadas, em resistência e com muita força para construirmos nossa 6ª edição da Marcha”, afirma Mazé Morais, secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade responsável pela realização da Marcha das Margaridas.

    "Tiraram sua vida, mas deixaram espalhadas sementes de Margaridas pelo Brasil que têm certeza que vale a pena lutar pelos direitos dos povos do meio rural”, complementa Mazé. Inclusive a Contag produziu o documentário "Nos caminhos de Margarida" para registrar a história de resistência das mulheres do campo.

    Assista "Nos caminhos de Margarida", da Contag 

    “A gente não tem como esquecer (...) É uma data dolorosa, lembro da amiga, da líder sindical, da mulher que lutou em prol dos direitos das trabalhadoras(es) rurais”, diz à Contag, Maria da Soledade, sindicalista rural e amiga de Margarida.

    Para Aires, “somos milhares de Margaridas marcando presença na luta por um mundo mais justo e igual. Que as mulheres possam viver sem medo e sejam respeitadas como sujeitas das nossas vidas. Liberdade, respeito e direitos iguais, são nossas bandeiras ”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações da Contag

  • Aprovada lei que reconhece e dá tratamento diferenciado à produção de polpa e suco de frutas artesanais

    “É uma lei importante porque reconhece e dá tratamento diferenciado para os produtos artesanais, apesar de a redação não ter saído ideal. A aprovação dessa lei traz boas perspectivas para a aprovação de outras que tratam dos produtos artesanais de origem animal”, avalia o secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris.

    Segundo o dirigente, cada vez mais está se conseguindo avançar na aprovação de legislação para reconhecer e dar tratamento diferenciado para a identificação dos produtos da agroindústria artesanal, também conhecidas como caseira e colonial, tanto no aspecto do registro, regularização e fiscalização. “Com legislação própria, conseguimos simplificar e dar um tratamento diferenciado na questão da estrutura física e equipamentos exigidos, por exemplo, sem prejudicar a qualidade e sanidade dos produtos. Essas questões, normalmente, são as que mais inviabilizam a produção artesanal de uma grande parte da agricultura familiar”, explica Rovaris.

    Apesar de a aprovação da lei ser positiva, a Contag levanta alguns pontos negativos da redação. “Foram vetados alguns artigos e parágrafos e colocaram algumas exigências que nos preocupa. Agora passarão a exigir que o produto artesanal seja identificado pelo número da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Para nós, o ideal seria pelo CPF, pois a DAP precisa ser atualizada a cada dois anos e número sempre muda. Esperamos que, assim que o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) for regulamentado, esse problema seja resolvido. Pois, da forma atual, os agricultores e agricultoras familiares precisarão mudar o rótulo nesse período curto de tempo”, pontua o secretário.

    Outro ponto negativo é a exigência de o estabelecimento estar localizado em área rural, pois existem casos de agricultores(as) processarem seus produtos em área urbana, principalmente em pequenos municípios; bem como a exigência que a matéria-prima seja produzida exclusivamente de produção própria da unidade familiar.

    No entanto, para o dirigente, a aprovação desta lei traz boas perspectivas. “Agora vamos intensificar a luta para aprovar o PLC 16/2018, que está tramitando no Senado e que dispõe sobre a produção artesanal de origem animal de uma forma geral. Deverão ser apresentadas propostas de emenda para melhorar o projeto de lei em tramitação. Também estamos travando uma batalha para regulamentar alguns produtos específicos, como a produção de queijos artesanais, pois vários estados já estão reconhecendo este tipo de produção”, ressalta Rovaris.

    Fonte: Contag, por Verônica Tozzi. Foto: Luciana Machado

  • Caravana do Semiárido e Contag denunciam a volta de fome em audiência na Câmara dos Deputados

    Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) apontam que entre 2002 e 2013 o número de brasileiros em situação de subalimentação caiu em 82%. A FAO avalia que ações de apoio à agricultura familiar e políticas como o programa Bolsa Família contribuíram para a saída do Brasil do mapa da fome, elabora pela FAO. Agora, há grande preocupação com o considerável aumento da extrema pobreza no Brasil e a possibilidade de o País retornar a esse mapa.

    Esses temas foram debatidos em audiência realizada na manhã desta terça-feira (07) na Câmara dos Deputados. Representantes da CONTAG, de movimentos sociais e da Caravana do Semiárido contra a Fome, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e deputados debateram o assunto e também deram vários testemunhos emocionados.

    A agricultora familiar Marenise Oliveira, da Bahia, integra a Caravana do Semiárido contra a Fome e falou na audiência em nome de todos dos companheiros e companheiras, com um testemunho forte e emocionante. “Vivemos o antes, o durante e o depois dos governos Lula e Dilma. Dói demais de falar de fome. Assumir para todos que somos vítimas da fome não é fácil. Somos de uma geração que sentiu fome. Mas eu cheguei a experimentar o desenvolvimento do semiárido, da política de reforma agrária. A reforma agrária nos salvou. A cisterna no pé da casa permitiu que voltássemos para a escola. Ter alimento na mesa com cores nos marcou. Portanto, não é divertido estar na caravana. Nunca foi divertido falar de fome. Não é divertido falar que o Brasil vai voltar ao mapa da fome. E a nossa fome não é só de comida, também é de terra e de educação. A gente tem direito de viver e de viver em plenitude no semiárido”, disse emocionada.

    A audiência foi coordenada pelos deputados Luiz Couto (PT-PB), Heitor Schuch (PSB-RS) e Nilton Tatto (PT-SP) e contou com a participação do presidente da CONTAG, Aristides Santos, da presidente do Consea, Elisabetta Recine, do representante da Articulação do Semiárido (ASA), Alexandre Pires, da vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, de representantes dos povos tradicionais e indígenas e das populações extrativistas, de dirigentes e assessores de diversas federações e de movimentos sociais. Outros diretores e diretoras da CONTAG também participaram da audiência: Alberto Broch, Rosmari Malheiros, Edjane Rodrigues, Carlos Augusto Silva e Thaisa Daiane.

     “Vivemos o antes, o durante e o depois dos governos Lula e Dilma. Dói demais de falar de fome. Assumir para todos que somos vítimas da fome não é fácil. Somos de uma geração que sentiu fome. Mas eu cheguei a experimentar o desenvolvimento do semiárido, da política de reforma agrária. A reforma agrária nos salvou. A cisterna no pé da casa permitiu que voltássemos para a escola. Ter alimento na mesa com cores nos marcou. Portanto, não é divertido estar na caravana. Nunca foi divertido falar de fome". 

    O presidente da CONTAG, Aristides Santos, aproveitou a audiência para sensibilizar a todos os presentes sobre os impactos caso as Medidas Provisórias 839 e 842/2018 sejam aprovadas. “Estamos com uma agenda forte no Congresso há algum tempo. Duas MPs de ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O orçamento para a agricultura familiar já era pequeno, agora estão cortando o que restava. Já a 842/2018, o governo federal derruba decisão do Congresso que ampliava as possibilidades de os agricultores e agricultoras familiares renegociarem suas dívidas. Quanto à volta da fome, nos Governo Lula e Dilma vimos a fome diminuir no Brasil a partir das políticas públicas e programas sociais. Agora, vemos a extrema pobreza voltar e a fome atingir milhares de famílias. Não podemos aceitar essa situação de descaso do Estado brasileiro”, ressaltou Aristides.

    O representante da ASA, Alexandre Pires, falou da experiência da Caravana e das agendas cumpridas ao longo dos últimos dias. “São muitas as motivações da caravana. Uma delas é o empobrecimento do nosso povo. Os cortes nas políticas e programas sociais estão gerando fome. Estudos denunciam o quanto está aumentando a situação de extrema pobreza no Brasil. O problema da fome não é de oferta de alimentos. Há uma fragilidade nessa demanda por alimentação e de acesso aos alimentos. E esses cortes no orçamento afetam de forma direta as mulheres, população negra e periférica, trabalhadores e trabalhadoras rurais, povos tradicionais e indígenas”, denunciou.

    Além dos impactos com os cortes no orçamento e com a aprovação da Emenda Constitucional 95 (limita investimentos em Educação e Saúde), a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, lembra o índice altíssimo de desemprego no Brasil, que vem agravando a situação das famílias brasileiras. “Estamos com 12 milhões de desempregados(as), o que piora a situação. Estamos em guerra e não há outra alternativa do que fazer luta para mostrar a nossa resistência. Precisamos mudar a cara deste Congresso, dos governos estaduais e das Assembleias Legislativas. Já experimentamos o sabor de saber o que não é passar fome. Queremos recompor o nosso País, ter direitos.”

    A presidenta do Consea, Elisabetta Recine, reafirmou o seu apoio e o da maioria dos conselheiros(as) às iniciativas de combate à fome e contra os retrocessos. “Estou aqui com dois sentimentos: um de profundo agradecimento e, ao mesmo tempo, de profunda indignação. O que a caravana está denunciando infelizmente não é uma possibilidade. É uma realidade. O Consea é responsável por zelar pela segurança alimentar. Estamos monitorando os programas é há perdas consideráveis”, atestou.

    O senador Humberto Costa (PT-PE) também participou da audiência e deixou a sua mensagem: “Em um intervalo de dois anos, este governo está devolvendo o Brasil ao mapa da fome. É de uma insensibilidade!”

    O deputado Nilton Tatto (PT-SP) também registrou o seu apoio ao movimento. “Sempre falamos que o golpe não era contra a presidenta Dilma, contra Lula, e sim contra o povo brasileiro. Quando conseguimos experimentar as políticas e vida melhor, retiram esse direito do povo. As lutas como a caravana, a greve de fome, entre outros, deixam claro que o povo não aceita retrocessos. Não dá para aceitar mais de 1,6 milhão de pessoas que não sabem se terão um prato de comida naquele dia”, indignou-se o parlamentar.
    A agenda no Congresso Nacional continua na tarde desta terça-feira (07) e amanhã, com a presença de diversas lideranças de Federações filiadas à CONTAG.

    FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

  • Começam em MG, as Plenárias Regionais de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais

    Iniciaram em 01 de dezembro, as Plenárias Regionais de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Minas Gerais. Serão ao todo, seis Plenárias contemplando todas as regiões do Estado. Os encontros são preparatórios para o 12º Congresso Nacional da Contag, de 13 a 17 de março de 2017, que definirá as diretrizes operacionais do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras rurais para os próximos quatro anos, além de eleger uma nova direção da Contag. Ao final, dessas seis Plenárias, as propostas aprovadas serão sistematizadas em um documento único para apresentação e nova votação no Congresso da Contag, representando os interesses do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Minas Gerais.

    Em Belo Horizonte, a Plenária envolveu a participação de lideranças sindicais das regiões Sul e Grande BH. Foram dois dias de intensos trabalhos e apresentação de propostas ao Texto Base do 12º Congresso Nacional, além da escolha de delegados(as) para representarem o Estado nas atividades em Brasília.

    As atividades tiveram início com uma análise da conjuntura nacional pelo presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, e pelo secretário de Formação e Organização Sindical da Contag, Juraci Moreira Souto. Ambos ressaltaram a situação crítica que o país vem enfrentando devido às reformas impostas pelo governo Temer, especialmente em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. O presidente Vilson traçou um breve histórico sobre a trajetória de lutas e conquistas do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, afirmando que, infelizmente, na conjuntura atual, a luta é para manter os direitos já conquistados, especialmente na Previdência Social. “O que estamos vendo hoje é o Congresso Nacional votar medidas que vão contra os trabalhadores, contra o povo.” Para o presidente, a Plenária tem muito que contribuir para fortalecer o projeto de luta do Movimento Sindical, preparando as lideranças para defender os seus direitos e evitar retrocessos.

    O Secretário da Contag, Juraci Moreira Souto, enfatizou a importância do momento para aprofundar a reflexão sobre o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário que Contag, Fetag’s e STTR’s defendem e reafirmou o protagonismo do Movimento em conquistas importantes, que hoje estão ameaçadas, aproveitando para reforçar a união e a organização da categoria contra o retrocesso de conquistas de direitos da classe trabalhadora. Ele também falou sobre a PEC 55, que compromete o desenvolvimento no Brasil.

    Após a análise da conjuntura, os participantes da Plenária foram divididos em dez comissões temáticas para debater o Texto Base do 12º Congresso, onde estão elencadas as propostas de diretrizes operacionais do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais para os próximos quatro anos.

    As propostas que foram alteradas e criadas nessas Comissões Temáticas, seguiram para novo debate e aprovação do Plenário.

    Os trabalhos continuam com a realização da Plenária Regional da Zona da Mata e Leste do Rio Doce, em Muriaé, nesta segunda e terça-feira (05 e 06/12).

    Fonte: Fetaemg

  • Contag apoia estudantes em Educação no Campo, da UFPI, perseguidos por defender a democracia

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) declara seu apoio aos estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Francisco Sávio, Igor Ribeiro e Daniel Santos, que estão sendo processados pelo Ministério Público Federal por suposto dano ao patrimônio público durante manifestação feita na reitoria da universidade em agosto de 2017. Por causa desta denúncia, os estudantes também são investigados pela Polícia Federal, o que torna clara a tentativa de criminalizar o direito à manifestação e intimidar a organização estudantil.

    No dia 8 de agosto de 2017, os alunos do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Piauí, junto com representantes dos movimentos sociais, ocuparam a frente da reitoria da UFPI, no Campus Ministro Petrônio Portella, com o objetivo de solicitar ao reitor a publicação de edital para o ingresso na universidade de 240 novos alunos do campo. A publicação do edital tinha sido acordada em audiências anteriores com o reitor e constava no calendário acadêmico, mas ainda não tinha sido realizada.

    Estamos de acordo com o Movimento Estudantil da Licenciatura em Educação do Campo (MEEC-Piauí) que afirma: “os estudantes que estão sendo criminalizados neste processo estão sendo vítimas de perseguição política por terem atuado no movimento estudantil da Educação do Campo, numa clara tentativa de intimidação a eles e aos demais licenciados”.

    A Contag defende o direito ao ensino público de qualidade, especialmente aos sujeitos do campo, floresta e águas, que são fundamentais para a produção de alimentos saudáveis, segurança e soberania alimentar de nosso País, além de serem guardiões de tradições, culturas e saberes inestimáveis para nossa sociedade. A educação do campo, no campo e para o campo, baseada na pedagogia da alternância, é um dos alicerces para o desenvolvimento rural sustentável e solidário que defendemos, e também um direito de todos(as) os cidadãos(ãs) do meio rural brasileiro.

    Fonte: Contag. Foto: Lucas Dias/GP1

  • Contag divulga nota oficial contra Reforma da Previdência: "Vai intensificar o êxodo rural"

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) manifestou publicamente contra a Reforma da Previdência de Michel Temer. Para se contrapor à proposta dos golpistas, a CONTAG acusou o projeto de inviabilizar a aposentadoria do trabalhador Rural, e fez uma previsão muito negativa: "Se a Reforma da Previdência for aprovada, isso vai intensificar o êxodo rural, bem como vai impactar na produção de alimentos básicos que garantem a segurança alimentar da nossa população".

    Leia abaixo a íntegra da nota:

    CONTAG é contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo que inviabiliza a aposentadoria rural

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) vem a público manifestar-se firmemente contrária à proposta de Reforma da Previdência Social nos termos apresentada pelo Governo através da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 287/2016.

    A PEC 287 inviabiliza o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras rurais à aposentadoria na medida em que eleva a idade de acesso a este benefício para 65 anos e equipara esta mesma idade para homens e mulheres. Isso significa desconhecer a realidade e as condições de trabalho a que são submetidos os agricultores e as agricultoras, cuja expectativa de vida, em muitos municípios, não chega a 70 anos de idade.

    Não bastasse isso, a PEC 287 ainda traz a exigência de 25 anos de contribuição para acesso à aposentadoria. Qual trabalhador(a) rural assalariado(a) conseguirá comprovar tal período de contribuição ao longo de sua vida laboral já que prevalece no campo contratos de trabalho de curta duração ou de safra?

    Da mesma forma, exigir contribuição individualizada e mensal dos agricultores e agricultoras familiares para fins de proteção previdenciária, significa excluir milhões desses agricultores do acesso a esse direito. O governo esquece que a renda do agricultor familiar depende das condições climáticas e do resultado da colheita da sua produção, muitas vezes sazonal ou anual, não dispondo os mesmos de renda mensal para contribuir com o sistema nos termos da proposta apresentada.

    Na verdade, o Governo se nega a enfrentar os problemas centrais que impactam na sustentabilidade da Seguridade Social como sonegação, a desoneração da folha de pagamento, as renúncias e isenções fiscais, a desvinculação de recursos da Seguridade (DRU), etc. A propósito, ao invés de exigir contribuição individualizada do(a) agricultor(a) familiar, o governo deveria aperfeiçoar o sistema de arrecadação da contribuição de 2,1% que é descontada do Agricultor sobre o valor da venda da sua produção, e que nem sempre é recolhida aos cofres da Previdência Social pelas empresas que compram a produção.

    Se a Reforma da Previdência for aprovada nos termos apresentados pelo governo, é provável que milhares de agricultores(as) familiares, especialmente os(as) jovens, deixem o campo por falta de perspectiva de acesso à proteção previdenciária. Isso vai intensificar o êxodo rural, bem como vai impactar na produção de alimentos básicos que garantem a segurança alimentar da nossa população. É a Agricultura Familiar quem produz mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e brasileiras.

    A CONTAG não pactua com essa lógica perversa de se querer fazer o ajuste fiscal do Estado brasileiro à custa da população mais pobre. Diante da crise socioeconômica e política que estamos vivendo, é um escárnio querer implantar medidas tão duras contra os trabalhadores e trabalhadoras e, ao mesmo tempo, manter privilégios para alguns segmentos da sociedade.

    Vamos nos mobilizar, lutar pelos fins dos privilégios e garantir nossos direitos. Os trabalhadores e trabalhadoras não aceitam pagar essa conta sozinhos.

    Da Contag

  • Contag e Dom Pedro Casaldáliga denunciam massacre na área rural do Mato Grosso

    O acampanento invadido (Foto: Reprodução)

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) foi surpreendida na tarde desta quinta-feira (20) com a notícia de um massacre de pelo menos 10 pessoas, entre trabalhadores rurais, crianças, adolescentes e idosos(as), na Gleba Taquaruçu do Norte, localizada na área rural do município de Colniza, a mais de 1.000 quilômetros de Cuiabá (MT).

    Segundo testemunhas, além das mortes confirmadas, há mais de 20 pessoas feridas e desaparecidas. E a Gleba é marcada por conflitos e violências há mais de 10 anos.

    A Contag exige a apuração desse caso e que os mandantes e executores não fiquem impunes. “A violência no campo aumentou no último ano e, em 2017, já registramos mais assassinatos. A maioria dos casos está ligado a conflitos agrários, ligados à falta de prioridade dos governos e órgãos competentes com a não realização da reforma agrária e com a falta de regularização fundiária. Precisamos dar um basta nesta violência!”, cobrou o presidente da Contag, Alberto Broch.

    Vale lembrar que na última segunda-feira (17) completou-se 21 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás. Até quando teremos que perder mais vidas para garantirmos terra para produzirmos alimentos?

    Diretoria da Contag

    Dom Pedro Casaldáliga bispo emérito de São Félix do Araguaia em Matro Grosso e dom Adriano Ciocca Vasino também protestam escrevendo uma carta-denúncia. Leia a íntegra abaixo:

    Em Mato Grosso o campo jorra sangue

    A Prelazia de São Félix do Araguaia, em reunião com suas/seus agentes de pastoral, seu bispo dom Adriano Ciocca Vasino e o bispo emérito dom Pedro Casaldáliga, na cidade de São Félix do Araguaia - MT, manifesta sua dor, indignação e solidariedade com as famílias assassinadas na Gleba Taquaruçu, município de Colniza – MT, no dia 20 de abril.

    Este massacre acontece num momento histórico de usurpação do poder político através de um golpe institucional, com avanços tão graves na perda de direitos fundamentais para o povo brasileiro que coloca o governo do atual presidente Temer numa posição de guerra contra os pobres, isso refletido de forma concreta nos projetos, como as Medidas Provisórias 215 e 759, que violam direitos dos povos do campo e comunidades tradicionais, como também no acirramento do cenário de violações contra as/os defensores de direitos humanos. Diversos políticos expõem abertamente seus discursos de ódio e incitação à violência contra as comunidades que lutam pelos seus direitos. Vivemos um clima de “Terra sem lei”, uma verdadeira guerra civil em nosso país.

    Como consequência, o ano de 2016 foi o mais violento dos últimos 13 anos, apontando para uma perspectiva desoladora no campo. E esta situação de Colniza, onde assassinaram inclusive crianças, nos expõe diante dos objetivos de ruralistas que não temem nada para conseguir as terras que buscam.

    As famílias de agricultores da Gleba Taquaruçu vêm sofrendo violência desde o ano de 2004. Neste período, em decisão judicial, a Cooperativa Agrícola Mista de Produção Roosevelt ganha reintegração de posse concedida pelo juiz de Direito da Comarca de Colniza, como anunciada na Nota da Comissão Pastoral da Terra, de 20 de abril deste ano. Em 2007, ao menos 10 trabalhadores foram vítimas de tortura e cárcere privado e, neste mesmo ano, três agricultores foram assassinados.

    Como estão, neste momento, as famílias que vivem em Colniza? O município já foi considerado o mais violento do país. Sabemos que na região existem outros conflitos de extrema gravidade, como o da fazenda Magali, desde o ano 2000, e o conflito na Gleba Terra Roxa, desde o ano de 2004. A população teme que outros massacres possam acontecer.

    Clamamos justiça e que os autores desses crimes sejam processados e punidos. A conseqüente impunidade no campo, fruto da omissão dos órgãos públicos, perpetua a violência.

    Na semana em que lamentamos o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1997, que vitimou 19 lutadoras e lutadores do povo, somos surpreendidos por outro massacre no campo, que quer amedrontar, calar as vozes e submeter a dignidade do povo brasileiro.

    Temos a certeza que o massacre ocorrido jamais roubará os sonhos e as esperanças do povo. E jamais calará a voz das comunidades que lutam.
    O sangue dos mártires será sempre semente de JUSTIÇA e VIDA!

    São Félix do Araguaia, 21 de abril de 2017

  • Contag inicia distribuição de guias da Contribuição Sindical Rural 2018

    A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) iniciou a distribuição de guias da Contribuição Sindical Rural 2018 na última quinta-feira (1º). Os contribuintes têm até o dia 30 de abril para pagar com desconto.

    A contribuição sindical é importante para todos integrantes da categoria dos trabalhadores rurais: pequenos proprietários; parceiros, meeiros, arrendatários e diaristas, associados ou não ao sindicato, afinal a contribuição fortalece as organizações na luta em defesa dos direitos da categoria.

    Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Walter Dresch, a contribuição sindical garante benefícios e fortalece a luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. “É por meio da contribuição que a Federação e os sindicatos filiados trabalham pela implementação de políticas públicas que atendam as necessidades das famílias agricultoras”, salienta Walter Dresch.

    Os contribuintes que efetuarem o pagamento até o dia 30 de abril irão pagar R$ 60,30 e até o dia 31 de maio o valor da guia será de R$ 67,50. A guia da contribuição sindical servirá como comprovante da categoria profissional rural para toda a família agricultora.

    As guias devem ser retiradas nos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santa Catarina.

    Viviana Ramos - Fetaesc

  • CONTAG organiza luta conta a MP 871

     

    Reunidos(as) até esta terça-feira (05), no Centro de Formação da CONTAG, presidentes e secretários(as) de Políticas Sociais das Federações que fazem o Sistema CONTAG, debatem e apresentam suas opiniões sobre as primeiras medidas tomadas pelo Governo Bolsonaro, a exemplo da Medida Provisória 871/2019; o papel da Marcha das Margaridas 2019 e; o posicionamento da CONTAG na defesa das pautas dos povos do campo.

    Publicada no Diário Oficial da União, no dia 18 de janeiro, a Medida Provisória 871/2019 que muda as regras de concessão dos benefícios pagos pelo INSS penaliza principalmente os trabalhadores e trabalhadores rurais.   

    “A CONTAG é uma organização Sindical e é assim que ela vai trabalhar. Ainda na eleição entregamos nossa plataforma aos presidenciáveis. Seguindo os mesmo passos, passamos à equipe de transição do governo Bolsonaro também nossa plataforma com as demandas dos trabalhadores(as) rurais. Buscamos uma relação com o governo federal, firmada no debate e no respeito, para assim mantermos os direitos da classe trabalhadora”, destaca o presidente da CONTAG Aristides Santos, deixando claro que o Sistema CONTAG cumprirá sua agenda de negociação e articulação. 

    Presidente da CONTAG, Aristides Santos, fala sobre as primeiras medidas do governo Bolsonaro

    Opinião também defendida pelos presidentes das Federações dos estados do Ceará e do Mato Grosso. 

    “Temos que pegar os pontos fortes principais que são prejudiciais para os trabalhadores(as) rurais  e dialogarmos com governo, a exemplo da MP 871. Preparar um plano de mobilizações e brigar pelos  nossos direitos”, defende o  presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri-MT), Nilton José de Macedo.

    “Em governos de projetos conservadores como o Bolsonaro, nós tivemos importantes conquistas históricas, como na Constituição de 88, quando saímos do Funrural e fomos para o regime geral da previdência. Em 95, conquistamos o Pronaf no governo Fernando Henrique Cardoso.  Portanto, não vamos desanimar. É momento de resinificarmos a nossa luta enquanto Movimento Sindical.  Vamos negociar, vamos avançar!” afirma o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará,  Raimundo Martins Pereira (Raimundinho).

    Secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues, apresentam pontos sobre a MP 871

    Mesmo caminho de conquistas e defesas dos interesses da classe trabalhadora que devem ser mantidos nos dias atuais. Como compartilham os presidentes das Federações do Espírito Santo e do Paraná.

    Nossa posição é impedir que a MP 871 avance no Congresso Nacional, pois entendemos que a Medida  não beneficia o trabalhador(a) rural, pelo contrário, ela acaba tirando os direitos previdenciários e a assistência social dos povos do campo”, pontua o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Espírito Santo (Fetaes), Julio Cezar Mendel. 

    “É preciso que o governo federal tenha cautela para não generalizar como se tivesse fraude em todos os processos da aposentadoria rural. Por isso estamos preocupados e vamos batalhar muito para mostrar que a CONTAG, suas 27 federações e seus mais de 4 mil Sindicatos têm uma mobilização forte e atuante para impedir que os parlamentares aprovem a Medida”,   compartilha o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaepe), Ademir Mueller.

    Diante de uma agenda de desmonte de direitos e das políticas públicas conquistados ao longo dos 55 anos da CONTAG, os presidentes apontam a Marcha das Margaridas 2019, como uma importante ação estratégica.

    “A Marcha das Margaridas tem esse papel de mobilização das pessoas, de avanço da nossa pauta e construção de um diálogo para que a sociedade compreenda o papel da Agricultura Familiar nas questões política, econômicas e sociais. Mas na visão da Federação de Pernambuco a Marcha deve ser uma ação de unidade da classe trabalhadora, agregando variadas organizações sindicais e movimentos sociais que lutam por políticas públicas para as mulheres e os homens do campo”, ressalta a presidenta da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pernambuco (Fetape), Cícera Nunes.

     

    Secretária de Mulheres da CONTAG, Mazé Morais, compartilha sobre o papel estratégico da Marcha das Margaridas 

    “Diante das várias ameaças e retirada dos nossos direitos afirmamos a 6ª edição da Marcha das Margaridas como ação estratégica de negociação, pressão popular e defesa dos interesses das trabalhadoras rurais. Ainda precisamos definir como ela acontecerá, mas não nos resta dúvida, no ano de 2019, a Marcha é uma ação fundamental das Margaridas que lutam por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”, afirma a presidenta da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Roraima (Fetagri-RR), Maria Silva.

    Todas as contribuições dos(as) presidentes das 27 Federações que integram o Sistema CONTAG são fundamentais para a agenda de luta do Movimento Sindical. Através dessas proposições, a CONTAG traçará seus próximos passos de negociação e mobilização na defesa dos interesses dos agricultores e agricultoras familiares e, de toda a classe trabalhadora do Brasil.    

    Fonte: Contag
  • Contag reúne federações e definem pelo apoio político à candidatura de Haddad e Manuela

     A diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) esteve reunida nesta terça-feira (11) com os(as) representantes das Federações filiadas para discutir vários assuntos, entre eles a conjuntura política brasileira.

    Foi reafirmado pelo conjunto das Federações e da Contag o total apoio político, dentro do que prevê a legislação eleitoral, às candidaturas orgânicas ao Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) e àquelas comprometidas com o nosso Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS) para as Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional.

    Também foi reafirmado o apoio político da Contag, já no primeiro turno das eleições, à candidatura de Haddad/Manuela à Presidência da República, respeitando a diversidade de opinião e a legislação eleitoral, por entender que esta candidatura está alinhada com o desenvolvimento sustentável, a soberania nacional, a agenda da classe trabalhadora e da maioria do povo brasileiro e, sobretudo, com a defesa e valorização da agricultura familiar.

    Leia abaixo a resolução aprovada na íntegra:

    RESOLUÇÃO nº 009/2018

    Considerando que:

    1. A agenda do golpe implica a crescente perda de direitos e conquistas da Classe Trabalhadora, imposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer e pela ampla maioria conservadora do Congresso Nacional;

    2. A maioria do judiciário brasileiro está desrespeitando princípios constitucionais e decisões da ONU das quais o Brasil é signatário, numa clara perseguição ao ex-presidente Lula, com o propósito de excluí-lo das eleições 2018, pois o mesmo representa a esperança, para a maioria do povo brasileiro, de reverter a perda de direitos conforme atestam todas as pesquisas eleitorais;

    3. Os cortes no orçamento das políticas públicas de desenvolvimento da agricultura familiar, reforma agrária e políticas sociais estão impactando negativamente no acesso a terra, ao crédito, ATER, produção e comercialização, bem como reduzindo a oferta de serviços essenciais como saúde, educação, habitação e segurança para todos os(as) trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares;

    4. Diversos candidatos e candidatas estão alinhados (as) com a agenda do golpe e seus idealizadores, cujos programas de governo informam a manutenção e até a ampliação da ofensiva contra os direitos da classe trabalhadora, em especial da agricultura familiar;

    5. O programa apresentado pela chapa “O Povo Feliz de Novo” composta pelos partidos PT/PCdoB/PROS com apoio do PSB é quem mais se aproxima do que o Sistema Confederativo CONTAG, historicamente, tem proposto em seu Projeto Político – o PADRSS. Representa alternativa concreta contra a agenda do golpe e que, inclusive, incorporou ao programa de governo sugestões apresentadas pela CONTAG: proposta geral para um novo projeto de Brasil integrando a agricultura familiar com políticas para o desenvolvimento contemplando reforma agrária, meio ambiente, políticas sociais, politica agrícola, valorização dos sujeitos do campo, floresta e águas no processo de construção e efetivação do desenvolvimento sustentável;

    6. Ao longo da análise e do debate do cenário nacional, o Conselho Deliberativo da Contag, reafirmando o compromisso histórico do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) na luta pela democracia, justiça, liberdade e pela melhoria da qualidade de vida para nossa categoria, optou por defender a garantia do direito de o ex-presidente Lula ser candidato por não terem apresentado provas concretas dos crimes a ele atribuídos e por considerar que os governos do PT foram os que mais investiram em políticas e programas de inclusão social, os quais atenderam um considerável contingente de trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares;

    7. A luta do MSTTR não começa nem termina nas eleições. Porém, diante da situação atual da luta de classes, a retomada de um novo ciclo de democracia, justiça social, paz, desenvolvimento, inclusão e recuperação da soberania nacional começa por combater, nas urnas, candidaturas ultraliberais e por investir em lutas e mobilizações visando o pleno restabelecimento da democracia, dos direitos e conquistas.

    A reunião com as Federações neste dia 11 de setembro de 2018, conforme determinação do Conselho Deliberativo da Contag de 26.07.2018, frente ao compromisso histórico da Contag assumido ao longo dos anos perante a sociedade e, sobretudo, o conjunto da classe trabalhadora, aprova a seguinte resolução:

    I. Reafirmar o total apoio político, dentro do que prevê a legislação eleitoral, às candidaturas orgânicas ao MSTTR e àquelas comprometidas com o nosso Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS) para as Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional;

    II. Apoio político da Contag, já no primeiro turno das eleições, à candidatura de Haddad/Manuela à Presidência da República, respeitando a diversidade de opinião e a legislação eleitoral, por entender que esta candidatura está alinhada com o desenvolvimento sustentável, a soberania nacional, a agenda da classe trabalhadora e da maioria do povo brasileiro e, sobretudo, com a defesa e valorização da agricultura familiar, compromissos estes já assumidos durante as gestões dos governos Lula e Dilma.

    Brasília – DF, 11 de setembro de 2018.

    Fonte: Direções da Contag e Federações

  • Contag: Qual o lugar das mulheres no governo eleito?

    Num país onde as mulheres representam 51% da população, o que justifica um governante eleito presidente da República não indicar nenhuma mulher para compor o seu governo de transição?

    Num país marcado por profundas desigualdades de gênero, aonde os maiores índices de pobreza extrema, fome, desemprego e baixa renda são registrados entre as mulheres, o que significa não convidar nenhuma mulher para pensar, desde a transição presidencial, propostas que venham superar esta cruel realidade?

    A publicação em Diário Oficial, no dia 05 de novembro de 2018, feita pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, confirma a completa exclusão das mulheres da primeira lista do grupo de transição do governo, uma vez que dos 27 nomes indicados todos são homens. Para a Contag, esta medida aliada aos vários pronunciamentos já feitos por ele, em sua trajetória parlamentar, evidencia o seu não reconhecimento quanto à importância social, política e econômica das mulheres para o País e participação destas nos espaços de decisão e poder. Diante disso, já se anuncia uma completa falta de compromisso do governo com a promoção de uma agenda de enfrentamento às desigualdades de gênero.

    Por princípio, a ideia de representação é fundamental para a democracia. Numa sociedade com 51% de mulheres, não ter nenhuma mulher numa equipe de transição e, quem sabe, na própria composição ministerial (questão que pode se estender a negros/as), rompe com valores éticos, como o de reunir composições minimamente representativas da diversidade do país.

    A garantia de igualdade de oportunidades às mulheres foi e seguirá sendo eixo fundamental nas lutas da Contag, dos movimentos feministas e de mulheres, apoiada por movimentos sindicais e sociais do campo democrático e popular. Mais do que nunca, a conjuntura têm exigido reafirmar as pautas do direito das mulheres à participação política, com autonomia, nos espaços de decisão e da divisão justa do trabalho, para que as mulheres não sejam reduzidas ao lugar doméstico e de cuidados. Vale ainda reforçar que a igualdade de gênero é um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), sendo o Brasil um dos países comprometidos com o cumprimento destes Objetivos. Assim, é papel do Estado brasileiro assumir este como um dos desafios estratégicos para o país.

    A exclusão das mulheres de um grupo de transição presidencial nos põe alerta, pois, já anuncia os muitos desafios que se colocarão ao fortalecimento da democracia e da participação social, sobretudo, das mulheres. Afinal, as vidas e existência das mulheres importam, assim como serem representadas com suas próprias vozes nos espaços de poder.

    Direção da Contag. Foto: Casa Civil/PR

  • CTB e Contag: unidade contra a Reforma da Previdência

    Em reunião nesta quarta (23), na sede da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Bahia (Fetag-BA), os presidentes da CTB Nacional, Fetag/BA e Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura (Contag), Adilson Araújo, João da Cruz e Aristides Santos, respectivamente, debateram a conjuntura política, os primeiros 23 de dias do novo governo e reafirmaram a agenda de mobilização total contra a ameaça de Reforma da Previdência. 

    Ainda foi tema da reunião, os desafios do sindicalismo rural, a luta pelo fortalecimento da agricultura familiar, a luta pela reforma agrária e valorização dos assalariados rurais.

    Também estavam presentes na reunião, o presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro; o vice-presidente da Fetag Bahia, David Wilkerson Rodrigues de Souza; e o Secretário dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares da Terceira Idade, José Antônio da Silva, o Zé de Doutor.

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    Os dirigentes indicaram a organização da luta em defesa dos direitos e a resistencia contra o desmonte da Previdência Pública, contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurai.

    Portal CTB

  • Dirigente da CTB participa de Encontro de Reforma Agrária e reforça parceria de luta com a Contag

    Se encerrou na última quinta-feira (23), o Encontro Nacional de Reforma Agrária e Crédito Fundiário promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), que reforçou a necessidade urgente de aumentar a pressão para o avanço da Reforma Agrária no Brasil.

    O encontro, que começou no último domingo (20), reuniu em Brasília, assessores, sindicalistas que debateram a atual conjuntura, a garantia da democracia e avanços para os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

    O encontro também aprovou a realização da Marcha pela Reforma Agrária, com muitas ações nos estados e uma grande mobilização em Brasília, no dia 19 de maio.

    Para Sérgio de Miranda, secretário de Política Agrícola e Agrária da CTB, o balanço do encontro foi positivo e serviu para intensificar a unidade de ação.  “Fizemos um debate muito rico durante os quatro dias do encontro, que incluiu as prioridades dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, que levaremos para o governo. Parabéns à Contag e Fetags que fazem a luta pelo acesso à terra. A CTB estará junto nesta Marcha por acreditar que esta é uma luta de toda a sociedade, da classe trabalhadora do campo e a cidade”, afirmou Sérgio de Miranda.

    Além da mobilização, os participantes do encontro também pontuaram os pontos que levarão para a pauta de negociação. Foi determinado que serão trabalhadas três frentes de luta: a política econômica, junto ao Ministério da Fazenda, questões de legislação, junto ao Congresso Nacional, e também questões judiciais, junto ao Poder Judiciário.

    No que diz respeito à reorganização do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que, por dificuldades orçamentárias, fundiu as Secretarias de Reordenamento Agrário (SRA) e Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal), Zenildo Xavier avalia que a ação não trará nenhum benefício aos (às) trabalhadores (as) rurais.

    “Nós não iremos pactuar com essa decisão e sempre defenderemos um ministério forte, com todas as secretarias atuantes e com recursos e orçamento para tocar suas ações nos estados e principalmente na Reforma Agrária e no Crédito Fundiário”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag. 

    Portal CTB com Contag

  • É hoje: mulheres recebem Dilma em São Paulo para defender direitos e a democracia

    Acontece nesta sexta-feira (8), Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia, na Casa de Portugal, na capital paulista, a partir das 14h.

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    “As mulheres estão mostrando a sua força e impulsionando o movimento para a presidenta voltar ao cargo para o qual foi eleita”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A sindicalista afirma que o movimento das mulheres não é “apenas a defesa de um mandato, mas sim o respeito à escolha democrática de milhões de brasileiras e brasileiros, que elegeram a presidenta Dilma”.

    Além disso, ela argumenta que o golpe está em andamento para acabar com as conquistas da classe trabalhadora. Ela cita a proposta de “idade mínima para a aposentadoria aos 70 anos, a terceirização escancarada, o desmonte da Secretaria de Políticas para as Mulheres e o cerceamento de diversos direitos e a proposta de mudança da Lei Maria da Penha, dificultando as denúncias”.

    Leia mais

    Mulheres encontram Dilma em ato pela democracia nesta sexta (8), em São Paulo

    Além disso, afirma, “os direitos das mulheres correm sérios riscos com esse governo golpista e neoliberal”. Ela se refere aos inúmeros projetos em tramitação no Congresso Nacional mais conservador do período pós-ditadura, que visam dificultar a vida das mulheres.

    Ela lembra ainda que a Comissão de Anistia aprovou nesta quarta-feira (6) anistiou pós-morte a  líder sindical rural, Margarida Maria Alves, que deu nome à Marcha das Margaridas, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura. “É de suma importância o reconhecimento do Estado brasileiro do assassinato dessa guerreira do nosso povo”. Margarida foi assassinada em 1983, por lutar pela reforma agrária e pela igualdade de direitos.

    Ivânia acredita que esse encontro de amanhã (sexta, 8), em São Paulo, fortalecerá a presidenta Dilma em sua volta ao Palácio do Planalto. “Somente com Dilma na Presidência poderemos convocar um plebiscito com ampla participação popular para decidir sobre novas eleições”.

    Participações Culturais

    Ilú Obá de Min
    Luana Hansen
    Sharylaine

    Serviço

    Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia

    Sexta-feira (8), a partir das 16h
    Local: Casa de Portugal São Paulo - Av. da Liberdade, 602 - Liberdade

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em nota, centrais indicam oposição a MP de Bolsonaro que atinge rurais

    Em nota, as centrais sindicais manifestaram sua firme oposição à Medida Provisória (MP) que altera as regras da concessão da aposentadoria rural, auxílio-reclusão e pensão por morte.

    "A MP de Bolsonaro fere direitos da classe trabalhadora e passa ao largo dos crimes praticados pelo patronato, embora estes sejam bem mais danosos para o Estado e a sociedade civil", diz a nota

    Leia íntegra:

    MP de Bolsonaro ameaça sindicatos e direitos dos trabalhadores rurais

    A pretexto de combater supostas fraudes no sistema previdenciário, o presidente Jair Bolsonaro assinou na última sexta-feira (18) uma Medida Provisória (MP) que altera as regras da concessão da aposentadoria rural, auxílio-reclusão e pensão por morte. O objetivo é economizar recursos do INSS dificultando ou impedindo o acesso a tais benefícios à custa dos direitos da classe trabalhadora, em especial de seus segmentos mais pobres e vulneráveis.

    As centrais sindicais manifestam sua firme oposição à MP, cujas principais vítimas serão os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, bem como seus sindicatos, dos quais foram retiradas o poder de validar os documentos necessários à concessão das aposentadorias, transferindo tal atribuição para as entidades de assistência técnica. Além de enfraquecer os sindicatos, isto abre brecha para novos tipos de fraude. Este não é o melhor caminho de combater os problemas do sistema.

    As grandes fraudes que fragilizam a Previdência não provêm de humildes trabalhadores. É praticada por grandes empresários, conforme se deduz da dívida da iniciativa privada com o INSS. A sonegação soma R$ 450 bilhões, de acordo com o relatório da CPI do Senado sobre o tema.

    A MP de Bolsonaro fere direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e ignora os crimes praticados pelo patronato contra o sistema, que são bem mais significativos e danosos para o Estado e a sociedade civil.

    As centrais marcharão ao lado ao lado da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e das Federações e Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais contra qualquer proposta que altere, desmonte ou enfraqueça a Previdência Social, bem como o papel do movimento sindical na luta e representatividade da classe trabalhadora. E reiteramos que a atuação no Congresso Nacional será fundamental para enfrentar e derrotar a Medida Provisória e garantir os direitos da classe trabalhadora rural e urbana.

    São Paulo, 22 de janeiro de 2019

    Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

    Aristides Veras dos Santos, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) 

    Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

    Miguel Torres, Presidente da Força Sindical

    Antônio Neto, Presidente Interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

    José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

    Portal CTB 

  • Em seu centenário, Miguel Arraes permanece odiado pelos reacionários e amado pelo povo

    Arraes retorna do exílio em 1979, com a Lei da Anistia, nos braços do povo (Foto: Memorial da Democracia)

    Como uma carreira política a mais brilhantes, o ex-governador de Pernambuco, Miguel de Arraes Alencar, completaria 100 anos nesta quinta-feira (15), não tivesse partido em 13 de agosto de 2005, aos 89 anos.

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Joílson Cardoso conta uma história que dá a real dimensão da grandeza de Arraes, que nasceu em Araripe, no Ceará, em 15 de dezembro de 1916, mas fez sua carreira política em Pernambuco.

    Cardoso conta que no Congresso da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em 2004, Arraes fora convidado a discursar. E em meio à intensa polêmica o fez. Apesar da polêmica, diz o vice-presidente da CTB, com sua “voz rouca, firme, amiga e solidária”, o político pernambucano, “abrandou o ânimo da discórdia dos presentes, recolocando nos termos da unidade o evento dos camponeses”. Ao final de seu discurso, “Arraes foi aplaudido de pé por todos os trabalhadores e trabalhadoras”, complementa.

    Assim foi marcada a carreira desse grande brasileiro, odiado pelas forças reacionárias, mas amado pelo povo. Foi prefeito de Recife, deputado estadual, deputado federal e por três vezes governador de Pernambuco, o estado que adotou para fazer sua imponente carreira política.

    "Miguel Arraes foi um lutador em defesa do povo brasileiro, cearense da região do Cariri, desde cedo se comprometeu com as lutas populares", afirma Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB.

    Arraes jornal humanitas

    Três vezes eleito governador de Pernambuco, ainda hoje é lembrado e amado pelo povo (Foto: Jornal Humanitas)

    Sempre esteve do lado da classe trabalhadora e já em seu primeiro governo obrigou os donos de engenho a pagarem o salário mínimo, ao menos, para trabalhadores e trabalhadoras rurais. Convidado a renunciar pelos golpistas de 1964, preferiu a resistência.

    “Recusando-se a renunciar ao mandato, preferindo a prisão e o exílio a romper com os compromissos assumidos, Arraes enfrentou as adversidades decorrentes da sua opção, mas, por outro lado, seu nome ficou marcado na História de Pernambuco com tintas fortes. Não faltam críticas à sua atuação como administrador, nem contestações às suas propostas. Mas, provavelmente, a figura de Arraes continuará sendo o que sempre foi: um divisor de águas, com posições claras, sejam elas rechaçadas ou dignas de elogios, diz a jornalista Tereza Rozowykwiat, em seu livro “Arraes”, recém-publicado nas comemorações de seu centenário.

    Ativo defensor das liberdades democrárticas, Arraes foi voz atuante na campanha das Diretas Já em 1984. Para mostrar as posições firmes e ao lado das forças progressistas e populares de Arraes, Cardoso narra outro acontecimento. “No final de maio de 2005”, conta, “tramitava no Congresso Nacional a famigerada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 369/2005, que quebrava a unicidade sindical e abria uma fenda para a reforma trabalhista reduzindo direitos e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras”.

     Arraes prodiretasja 1984

    Em manifestação da grande campanha por eleições diretas para enterrar a ditadura, em São Paulo (Foto: Claudine Petroli)

    “Arraes não hesitou”, diz ele, “convocou a Executiva Nacional do PSB e a bancada federal, em reunião conjunta, realizada na Câmara Federal, para rechaçar a proposta”. O político de Pernambuco afirmou que estaria sempre “contra os mecanismos de controle das forças conservadoras, que não querem o crescimento das forças emergentes da sociedade que desejam transformações mais profundas”.

    Por isso tudo, a CTB presta homenagem ao grande brasileiro Miguel Arraes, homenageado pela escola de samba de Vila Isabel, do Rio de Janeiro, no carnaval deste ano, com o tema "Memórias do Pai Arraia - Um Sonho Pernambucano, um Legado Brasileiro". Aliás, o desfile da Vila Isabel sofreu boicote da Rede Globo, justamente pela escolha do homenageado.

    Assista vídeo com o samba-enredo da Vila Isabel 

    “A nossa central não poderia deixar de lembrar as lutas desse grande homem, um grande exemplo de resistência e de bravura para estes tempos sombrios pelos quais passa o nosso país”, afirma Nunes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Entre 2014 e 2017, o país "ganhou" 6,2 milhões de desempregados

    Dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta (5), pelo IBGE, revelam que entre 2014 e 2017, o Brasil "ganhou" 6,2 milhões de desempregados e 1,2 milhão de informais.

    É bom lembrar que, no mercado de trabalho, o desemprego subiu para 12,5% em 2017. Em 2014, esse índice era de 6,9%.

    E mais, o estudo mostra também que as pessoas brancos ganham 72% a mais do que as negras. De acordo com o IBGE, o desemprego entre pretos/pardos, historicamente, sempre foi maior que o de brancos, mas em 2017 atingiu a maior diferença. Essas taxas foram de 14,7% e 10%, respectivamente.

    Quando o recorte é de gênero, homens recebem 30% a mais que mulheres.

    Desocupação por região

    O estudo também indica que a desocupação cresceu em todo o país. Na região Nordeste, somou 14,7% (ante 8,5% em 2014). No Norte, foi de 7,5% para 11,9%.

    Na região  centro-Oeste foi de 6% para 10,5%. No Sudeste, aumentou de 7% para 13,3%. E na região Sul dobrou, de 4,3% para 8,3%.

    Desocupação por idade

    O IBGE também analisou a taxa de desocupação por idade e constatou que ela também subiu, atingindo 22,6% entre os que têm de 14 a 29 anos. E pela primeira vez ultrapassou os 4% entre as pessoas com 60 anos ou mais. Até 2014, ficou abaixo de 2%.

    Informalidade

    O trabalho informal atingiu 37,3 milhões, 40,8% da população ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores. São 1,2 milhão a mais desde 2014, quando a informalidade atingia 39,1% dos ocupados.

    Previdência Social

    Um estudo divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), no início de 2018, apontou que com o avanço do desemprego e da informalidade, a Previdência Social deixou de arrecadar R$ 25 bilhões no ano.

    Elaborado pela subseção do Dieese na entidade, o estudo considera a força de trabalho brasileira, medida pelo IBGE, e o impacto da eventual contribuição de desempregados e trabalhadores informais no país.

    O estudo parte da suposição de que todos os 13,2 milhões de desempregados estariam trabalhando e recebendo como remuneração o correspondente a um salário mínimo. Com 8% da contribuição previdenciária, haveria uma arrecadação mensal a mais de R$ 914,5 milhões – R$ 11,9 bilhões no ano, considerando o 13º.

    Ainda por esse cenário, caso os 10,7 milhões de empregados sem registro contribuíssem para a Previdência Social, com o salário médio de R$ 1.234, a arrecadação adicional seria de R$ 1,06 bilhão por mês e R$ 13,7 bilhões/ano.

    Portal CTB - Com informações das agências

     

  • Estudo sobre queda no desmatamento da Amazônia desmente Temer

    O engenheiro florestal Paulo Barreto, um dos autores do estudo sobre o desmatamento na Amazônia, desmente o discurso que o presidente ilegítimo Michel Temer fez na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (19).

    "Os dados que o Imazon (instituto de pesquisa sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia) mede mensalmente podem indicar uma tendência. Portanto, é possível que o desmatamento caia. Mas não podemos dizer 20% porque não temos a precisão que essa afirmação exige", afirma Barreto à BBC Brasil.

    "Trago a boa notícia de que os primeiros dados disponíveis para o último ano já indicam diminuição de mais de 20% do desmatamento naquela região. Retomamos o bom caminho e nesse caminho persistiremos", disse Temer na ONU.

    De acordo com Barreto, a informação apresentada por Temer não é oficial. “Os dados do governo ainda não foram divulgados e parece que o presidente está comparando dados oficiais do ano passado com os nossos, de agora, sendo que as metodologias são totalmente diferentes". Para ele, "o governo está fazendo coisas que vão gerar aumento futuro no desmatamento".

    Rosmarí Barbosa Malheiros, secretária de Defesa de Meio Ambiente e Saneamento, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ataca os projetos do governo federal porque “prejudicam a agricultura familiar e a população mais pobre do campo e da cidade”.

    Além de “não dar nenhuma importância ao desenvolvimento de uma economia sustentável, visando o bem-estar de todas e todos”, diz. Com isso, “a tendência é de aumentar e muito a degradação do meio ambiente no país todo, mas principalmente na Amazônia e suas riquezas naturais”.

    Tanto que ocorreu nesta terça, em Brasília, um seminário sobre as políticas socioambientais do governo com a participação do movimento #resista - que reúne cerca de 150 entidades ambientalistas, do campo, indígenas e de direitos humanos. “Nós queremos o fim dos projetos que acabam com as limitações para a exploração de nossas terras, seja por mineradoras, madeireiras ou outras empresas”, diz Malheiros.

    Confira o manifesto do #resista aqui.

    A manifestação em defesa da Amazônia e do meio ambiente aconteceu na Praça dos Três Poderes, justamente para “protestar contra o discurso falacioso de Temer que tentou passar a impressão de que a agenda socioambiental está melhorando no Brasil. Na realidade, os dados mostram que “o desmatamento na Amazônia aumentou 58% em 2016” afirma a secretária da CTB.

    “O Congresso Nacional aprova leis que só atendem aos interesses do capital, incentivando o desmatamento e a destruição da biodiversidade. Nós, da agricultura familiar, temos experiências interessantes que comprovam que é possível sim produzir alimentos de forma sustentável, preservando o meio ambiente e sua biodiversidade, além de gerar desenvolvimento para o território e renda para a sua população”, explica Malheiros, que também é secretária de Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Beto Barata/Presidência da República

  • Fetaemg firma parceria para abertura de curso técnico para assentados da reforma agrária

    Dando mais um importante passo para ampliar o acesso dos trabalhadores rurais ao ensino técnico, o presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, participou na segunda feira (05/12), da celebração do convênio para a abertura do curso técnico em Agropecuária, que será viabilizado com recursos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, o Pronera. A cerimônia ocorreu no Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo (ITAC), em Pitangui, durante a abertura do Encontro do Pronera: Promovendo a Política de Educação do Campo.

    Esta conquista se dá por mais uma luta da Fetaemg, que apresentou a demanda e, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), conseguiu que o curso fosse aprovado. O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, justifica a importância deste curso e defende que a realidade de quem vive no campo só pode ser transformada através da educação, que precisa ser ampliada no estado. “O que a gente precisa para melhorar a situação do campo é a educação. Dar oportunidade de conhecimento aos filhos de assentados, jovens, pais e mães. Temos duas armas poderosas: a agricultura que produz alimentos e a educação para sair da escuridão, por isso precisamos lutar para que nossos possam ter uma boa formação.”, observou ele.

    Durante o encontro, a assessoria educacional e a assessoria jurídica das questões agrárias da Fetaemg participaram como palestrantes, com o objetivo de aproximar os estudantes e professores à Fetaemg e suas bandeiras de luta, enfatizando o papel que a Federação desempenha junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais de todo o Estado.

    Serão beneficiados 160 aluno e o curso terá duração total de 2 anos. O edital para o processo seletivo será lançado ainda este ano. Poderão se inscrever beneficiários da reforma agrária e do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). As aulas iniciam-se em 2017.

    Após passarem por esta formação, os estudantes poderão atuar em seus assentamentos no que tange a assistência técnica. Isto representará o preenchimento de uma lacuna histórica para os assentamentos rurais em todo o Estado, além de incentivar o cooperativismo e associativismo.

    Portal CTB com Fetaemg

  • Fetaemg promove Plenária de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais em BH

    Nesta quinta-feira e sexta-feira (1 e 2) foi realizada a Plenária de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais das regiões da Grande BH e Sul de Minas preparatória para o 12º Congresso Nacional da Contag, de 13 a 17 de março de 2017, que definirá as diretrizes operacionais do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras rurais para os próximos quatro anos, além de eleger uma nova direção da Contag.

    Durante dois dias, delegados e delegadas eleitos durante as Assembleias dos Sindicatos de Trabalhadores (as) Rurais debatem e apresentam propostas ao Texto Base do 12º Congresso Nacional, além da escolha de delegados(as) para representarem o Estado nas atividades em Brasília.

    A Plenária foi aberta com uma análise da conjuntura nacional pelo presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, e pelo secretário de Formação e Organização Sindical da Contag, Juraci Moreira Souto. Ambos ressaltaram a situação crítica que o país vem enfrentando devido às reformas impostas pelo governo Temer, especialmente em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. O presidente Vilson traçou um breve histórico sobre a trajetória de lutas e conquistas do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, afirmando que, infelizmente, na conjuntura atual, a luta é para manter os direitos já conquistados, especialmente na Previdência Social. “O que estamos vendo hoje é o Congresso Nacional votar medidas que vão contra os trabalhadores, contra o povo.” Para o presidente, a Plenária tem muito que contribuir para fortalecer o projeto de luta do Movimento Sindical, preparando as lideranças para defender os seus direitos e evitar retrocessos.

    O Secretário da Contag, Juraci Moreira Souto, enfatizou a importância do momento para aprofundar a reflexão sobre o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário que Contag, Fetag’s e STTR’s defendem e reafirmou o protagonismo do Movimento em conquistas importantes, que hoje estão ameaçadas, aproveitando para reforçar a união e a organização da categoria contra o retrocesso de conquistas de direitos da classe trabalhadora. Ele também falou sobre a PEC 55, que compromete o desenvolvimento no Brasil.

    Após a análise da conjuntura, os participantes da Plenária foram divididos em dez comissões temáticas para debater o Texto Base do 12º Congresso, onde estão elencadas as propostas de diretrizes operacionais do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais para os próximos quatro anos.

    Ao final serão apresentadas e votadas, pelo plenário, as propostas que sofreram alteração ou foram incluídas no documento durante os debates nas comissões temáticas.

    A Fetaemg irá realizar, ao todo, seis Plenárias Regionais, contemplando todas as regiões do Estado. Ao final, as propostas aprovadas durante esses encontros, serão sistematizadas em um documento único para apresentação e nova votação no Congresso da Contag, representando os interesses do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Minas Gerais.

    Fetaemg

  • Fetaemg realiza seminário rumo à 6ª Marcha das Margaridas, por uma vida sem violência

    Foi dada a largada em Minas Gerais para a Marcha das Margaridas 2019, com o seminário realizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), nesta quinta-feira (23) e sexta-feira, no Hotel Nirmandy, em Belo Horizonte.

    O Seminário Rumo à Marcha das Margaridas 2019 contou com ampla participação de lideranças sindicais de todo o estado, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, que representou a direção nacional da central no evento.

    “As trabalhadoras rurais mineiras mostram a sua força ao realizar um excelente seminário sobre as questões específicas das mulheres, debatendo em alto nível, a necessidade de uma mobilização de toda a sociedade brasileira para conter a matança de mulheres, que cresce assustadoramente no país”, define.

    “A ofensiva conservadora vem dificultando em demasia a vida das mulheres no Brasil”, afirma Alaíde Lúcia Bagetto Moraes, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-MG e coordenadora nacional da Marcha das Margaridas.

    Tanto que o tema da 6ª Marcha das Margaridas, em Brasília, no ano que vem, é “Mulheres em luta por uma vida sem violência”, justamente porque o número de feminicídios é dos mairoes do mundo. E vem piorando “depois da deposição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Marilene Pereira, secretária adjunta da Juventude Trabalhadora da CTB.

    contag mulheres em luta por uma vida sem violencia

    “O momento exige reflexão sobre os graves retrocessos impostos à classe trabalhadora”, acentua Valéria Morato, presidenta da CTB-MG. Segundo ela, “esses retrocessos atingem essencialmente as mulheres, que são a maioria da população e provedoras de boa parte das famílias”.

    De acordo com Alaíde, que também é dirigente da Fetaemg, o seminário reuniu 60 trabalhadoras rurais e urbanas e contou com a presença de representantes de inúmeros movimentos sociais e partidos políticos.

    “Estamos preocupadas com o futuro, por isso, estamos indo à luta com mais dedicação ainda nestas eleições para mostrar a força da mulher trabalhadora rural e elegermos nossas representantes para o Congresso Nacional e assembleias legislativas como forma de barrarmos o crescimento da violência que nos aflige terrivelmente, mas não nos impede de continuar lutando”, acentua Alaíde.

    Mazé Morais, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), também prestigiou o seminário das mineiras. “Desde o ano 2000, a Marcha das Margaridas vem empoderando a luta das trabalhadoras rurais contra a violência e por uma vida mais digna no campo, elaborando propostas de políticas que dialoguem com o respeito à dignidade humana”, assinala.

    Já Celina reforça a necessidade de maior mobilização “com muita unidade entre as trabalhadoras do campo e da cidade para derrotar o golpe, o machismo e a violência”. Valéria complementa essa afirmação ao dizer que o momento é de “seguirmos juntas para trazer o Brasil de volta para o povo brasileiro”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Fetaemg

  • Fetaesp debate Reforma da Previdência e seus impactos para os trabalhadores rurais

    No dia 3 de fevereiro, Fetaesp (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo) se reuniu com seus Sindicatos filiados para analisarem as mudanças sugeridas pelo governo federal, na chamada PEC 287/2016, que defini uma série de alterações no sistema de previdência social do país.

    A reunião teve como objetivo também, construir um programa de ações, a serem desenvolvidas em conjunto, federação, sindicatos, confederação e trabalhadores rurais, com o fim de conscientização das mudanças e estabelecimento de negociação, junto aos poderes legislativo e executivo, para a oposição da aprovação da proposta.

    Após a abertura política, realizada pelos diretores da entidade, o advogado, Israel Theodoro de Carvalho Leitão, realizou uma explanação sobre a proposta governamental e os principais pontos de questionamento. Em conjunto aos representantes dos Sindicatos presentes, foi realizada uma discussão dos prejuízos para a categoria rural, e quais as alternativas viáveis a serem apresentadas como alterações na proposta inicial.

    Para o presidente da Fetaesp, Isaac Leite, o diálogo com a base é fundamental para a mobilização e possível reabertura de diálogo com o governo, “sabemos que não vamos conseguir derrubar essa reforma, mas, pedimos que todos conversem com os trabalhadores, enviem cartas às assembleias legislativas e prefeitos de suas cidades, faça sua parte, para que consigamos levar nossas sugestões de alterações e sermos ouvidos”, destacou.

    Portal CTB com Fetaesp

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