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Qui, Jun

corrupção

  • Antes de subir no palco de uma casa de shows em Londres, Inglaterra, o cantor e compositor Criolo deu entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da BBC Brasil. O músico não teve papas na língua sobre o momento político vivenciado no país.

    Ele afirma que “cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver. Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala”.

    O secretário da Juventude Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vítor Espinoza concorda com o músico. “Cada corrupto que bem-sucedido, tira dinheiro da educação pública ao mesmo tempo em que o político corrupto faz leis para reprimir os jovens pobres, negros e moradores da periferia”, acentua.

    Ouça o CD "Nó na Orelha" completo:

     

    Para o rapper, as manobras em votações importantes feitas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra que essa gente é capaz “de tudo para proteger seus interesses, até parar o país e fazer com que as pessoas se matem na rua".

    Em referência ao clima de ódio, discriminação e violência desencadeado pela falta de compromisso da mídia comercial com a verdade dos fatos. Para ele, “A questão não é limpar o país da corrupção”. Porque Cunha “é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato", afirma.

    "Um ambiente de ódio, de rancor, tão absurdo que as pessoas passam por cima e parece que não estão vendo uma construção de fortalecimento, que algumas pessoas sugerem, de homofobia, xenofobia, racismo, de achar normal esse abismo social que a gente vive", diz Criolo.

    De acordo com ele, "a gente fala que a mídia manipula, mas quem manipula a mídia que manipula a gente? Vamos falar de impeachment, mas (qual) o porquê real desse impeachment e de todas as pessoas que estão gritando contra a corrupção? O que andaram fazendo e agora vêm com essa?"

    Ele fala ainda que "eles criam um monte de situação, vedam nossos olhos para eles mandarem cada vez mais”.

    Já Espinoza lembra que “a juventude está sendo assassinada por uma polícia branca, elitista que visa proteger somente o capital em detrimento da vida das pessoas”. Para ele, a corrupção tira dinheiro das “políticas de inclusão da juventude no mercado de trabalho em boas condições de trabalho e de vida”.

    Além de “faltarem políticas públicas que possibilitem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer, que juntamente com a educação contribuem para o desenvolvimento pleno dos jovens para garantir-lhes um futuro mais digno”, reforça.

    Criolo questiona o processo de impeachment em andamento. "Se o interesse é acabar com a corrupção, quantos por cento das pessoas que participaram daquela votação deveriam estar na cadeia?” É necessário refletir sobre “quais são os porquês dessa situação".

    Mas o compositor encerra a entrevista à BBC com um voto de fé. "Essa fé no ser humano, essa fé nas coisas boas, essa fé em quem quer de verdade algo bom, isso não pode morrer, cara, isso tem que ser fortalecido a cada momento".

    Saiba um pouco mais sobre Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo

    Filho de cearenses e criado na zona sul de São Paulo, iniciou a carreira como rapper em 1989 com o nome artístico Criolo Doido. Apesar de anos de estrada, somente em 2006, conseguiu gravar o álbum “Ainda Há Tempo” e fundou a Rinha dos MC's.

    Ouça a versão de Cálice feita por Criolo:

     

    Seu segundo álbum, “Nó na Orelha” só foi lançado em 2011, gratuitamente pela internet. No mesmo ano, tirou o sobrenome artístico Doido e ficou somente Criolo. Outra novidade foi a miscelânea de sons, misturando rap com MPB, samba, forró, entre outros gêneros. Em 2013, gravou uma nova versão de “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) e ganhou aplausos dos autores.

    Leia a entrevista inteira aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O tão prometido governo limpo e que combateria com unhas e dentes a corrupção caiu por terra. O time de Jair Bolsonaro (PSL) já abriga ao menos 9 réus ou investigados em ações judiciais no comando de ministérios. È o que revela reportagem da Revista Carta Capital publicada nesta quinta (13).

    Isso sem contar no esquema milionário e ainda sem explicação dos R$ 1,2 milhão do policial militar Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

    Veja a lista dos ministros envolvidos em casos na Justiça:

    Ricardo Salles (Meio Ambiente)

    Ex-secretário particular de gestão Alckmin no governo de São Paulo, foi candidato a deputado sob promessas de atuar ‘contra a esquerda e o MST (o número era uma alusão ao calibre de munição para espingardas). É réu por improbidade administrativa, sob a acusação de ocultar mudança nos mapas de zoneamento ambiental do Rio Tietê, além de responder a diversos processos por tráfico de influência. Também responde a uma acusação de dano ao erário público por ter ordenado a retirada de um busto do guerrilheiro Carlos Lamarca do parque estadual do Rio Turvo, na cidade de Cajati.

    Tereza Cristina (Agricultura)
    É investigada por suposto favorecimento à JBS quando era secretária do agronegócio no Mato Grosso do Sul.

    General Heleno (Segurança Institucional)

    Em 2013, o militar foi condenado pelo TCU por assinar contratos irregulares no valor de R$ 22 milhões de reais.

    Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
    Admitiu ter recebido caixa 2 da JBS.

    Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)

    A ONG Atini, que ela ajudou a fundar, é alvo de duas investigações do Ministério Público por discriminação contra os povos indígenas.

    Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
    É investigado por suposta fraude em licitação, caixa 2 e tráfico de influência.

    Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
    Em 2006, o Ministério Público Militar passou a investigá-lo por envolvimento em atividades comerciais – vedado pelo código militar ao oficiais na ativa.

    Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)
    Antonio, cujo nome verdadeiro é Marcelo Henrique Teixeira Dias, consta como sócio da Voicelider, empresa com dívida ativa de 59,9 mil reais no INSS. Curiosamente, o número no CNPJ está errado na declaração que ele prestou ao TSE. O Banco do Brasil também cobra dívidas da empresa na Justiça. Antonio e familiares constam como réus em duas ações de usucapião que tramitam na justiça mineira.

    Paulo Guedes (Economia)

    Guedes é alvo da Operação Greenfield por suspeitas de gestão fraudulenta dos fundos de pensão de empresas estatais. O Ministério Público diz que Guedes auferiu comissões exageradas na administração desses investimentos.

    Portal CTB - com informações das agências

  • Já são dois dias de panelaços a contar contra o governo de Michel Temer, incluindo o da noite da última quinta-feira (1). Ainda que os retrocessos não tenham sido motivo para acordar na classe média o sentimento de revolta, a articulação dos parlamentares contra as “10 Medidas Contra a Corrupção” cutucou feridas abertas. As varandas soaram. Pareceu um flashback de 2015, descontadas as camisas verde-amarelas.

    Infelizmente, toda essa agressão aos utensílios de cozinha ignora mais uma vez a complexidade da situação. O que se evitou, com a alteração de quase todas as medidas, foi a instauração de uma República histérica, obcecada com o crime e que atropela o estado democrático de direito.

    "[O projeto original] não passa de um grande engodo para que a sociedade venha a aceitar restrições a garantias fundamentais”, escreveu o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. Segundo ele, o que se tentou vender para a sociedade foi um conjunto de medidas que pareciam justas, mas que abriam a porta para uma verdadeira ditadura do Judiciário. “Serve apenas para desopilar o fígado de uma sociedade cheia de ódios e fobias, adredemente incutidas em seu seio para se tornar manipulável por esse tipo de campanha”, continuou.

    Um caso de incompetência

    É verdade, a aparência do Projeto de Lei 4.850/16, as "10 Medidas Contra a Corrupção", é heróica, cheia de boas intenções. Não à toa, o projeto de iniciativa popular angariou duas milhões de assinaturas da população brasileira. Mas uma análise mais próxima do projeto revela um número preocupante de defeitos, cujas soluções o relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS) nunca conseguiu entregar.

    O caso da restrição do pedido de habeas corpus, por exemplo: tentou-se reduzir seu efeito através de uma audiência obrigatória com o Ministério Público. Isso é uma afronta a uma cláusula pétrea da Constituição. Ao longo de dezenas de audiências na Comissão do projeto, Onyx desviou-se de oferecer uma solução para essa contradição, apostando na pressão da opinião pública para inaugurar uma era de prisões preventivas intermináveis. O tema acabou resolvido em plenário, com o Habeas Corpus corretamente mantido como era.

    Situações similares aconteceram com outros direitos e garantias individuais. Entre os destaques que alteraram o conteúdo do projeto, estavam o impedimento dos confiscos de bens sem prova factual, a proibição do pagamento por delações de crimes alheios e até mesmo o descarte de provas ilícitas. Deveriam ser coisas evidentes: não se julga nem condena ninguém fora do devido processo legal. Mas isso se perdeu na histeria em torno do caso.

    dois milhoes de assinaturas contra a corrupcao

    Os defensores do projeto dizem que as assinaturas simbolizam a vontade popular, mas ignoram os aspectos legais.

    A situação, no fundo, é muito prejudicada pelo próprio amadorismo de Onyx Lorenzoni. O relator do caso foi tão incompetente ao conduzir a comissão do projeto que não conseguiu nem obter apoio de seu próprio partido. Daí as 12 emendas e 16 destaques votados às pressas. Algumas ideias chegavam a ser infantis em sua inconsequência: a do “teste de integridade”, por exemplo, tornaria legal criar uma uma falsa situação de suborno para punir o servidor público.

    Não haveria jurista neste planeta para corroborar algo assim.

    A República de Curitiba, materializada

    É revelador que, entre as 10 propostas de Onyx, uma delas seja a de oferecer aos investigados em prisão temporária a possibilidade de trocar o próprio julgamento por “confissão e reparações” - exatamente o mesmo procedimento incentivado pela Santa Inquisição em seu auge persecutório. Ao invés da busca pela verdade, escolhe-se a confissão.

    Aí se revela a intenção inominável do projeto de Onyx: a de criar atalhos para a punição daqueles que, aos olhos da opinião pública, forem considerados culpados. É o que se fazia com as bruxas naquela época, e é o que se tenta evitar com a existência de procedimentos jurídicos sérios.

    Sob as regras propostas por Onyx, quaisquer operações policiais que violassem a intimidade e as liberdades de um suspeito poderiam ser aceitas por um tribunal. Em uma interpretação extrema, poderiam justificar até mesmo operações de espionagem policial. Seria um cenário em que o poder Judiciário contaria com poderes extremos de interferência política - algo que faria a escuta ilegal contra Dilma tornar-se a regra, ao invés da exceção.

    O TRF4 acaba de publicar um acórdão que basicamente dá poderes infinitos à Lava Jato

    A interferência dos deputados impediu que se abrisse essa Caixa de Pandora. Isso não significa, no entanto, que a parcela positiva das medidas não tenha sido aproveitada, como explica a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ): “Muita gente ainda está confusa e sem entender o que aconteceu na votação sobre o Pacote das 10 medidas. Nós votamos para defender o justo combate contra a corrupção, sim, mas com respeito ao Estado Democrático de Direito”.

    Ela lembra que o texto principal foi aprovado por 450 votos a favor, um contra e três abstenções, e levou a ganhos reais no combate à corrupção, como a transformação do roubo de altos valores em crime hediondo, a criminalização da prática de caixa 2 (com multa inclusive aos partidos), a tipificação do crime de compra de votos e a inibição dos recursos protelatórios nos processos que envolvam patrimônio público.

    No entanto, como frisa o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) no vídeo abaixo, tornou-se inevitável dar uma resposta aos abusos cometidos pelas forças de investigação contra os direitos dos investigados, e por juízes que passaram a interferir de forma autoritária nas atividades do governo. A megalomania da Operação Lava Jato, que gradualmente converteu-se em objeto de inúmeras críticas de juristas e ministros do STF, foi utilizada como argumento para justificar a emenda que criou o crime de “abuso de autoridade” para magistrados e promotores. Foi a reação previsível a uma prática jurídica cada vez descomprometida com o Estado de Direito.

    Não se pode perder de vista que as tais propostas contra a corrupção nasceram de um projeto popular de lei, arquitetado e publicizado pelos próprios órgãos de investigação que seriam fortalecidos por ele. Se fossem aprovadas como estavam, as medidas dariam ao Ministério Público e ao Judiciário um poder persecutório ainda maior do que já dispõem. Todos os abusos processuais cometidos por tipos como Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Cássio Conserino seriam justificados por uma busca metafísica da justiça - uma cruzada sem fim contra quaisquer figuras eleitas como inimigas do povo.

    Novo bate-boca entre investigadores de Lula expõe o óbvio: a Lei está sendo ignorada

    Domando a sede de sangue

    Vale notar que o comportamento de manada em torno dessas medidas anti-corrupção tem muitas similaridades com os movimentos pró-impeachment. Não é à toa. A histeria popular, o moralismo de aparências que define o tom da conversa e a falta de espaço para o contraditório são todas marcas da imprensa que os impulsiona.

    Há um ativismo palpável da grande mídia para ver essa proposta passar. Isso fica perfeitamente visível diante da falta de equilíbrio das reportagens que descreveram as votações que alteraram as 10 medidas: “Câmara concluiu votação e desfigura medidas”, disse o Globo; “Câmara tritura medidas contra a corrupção”, escreveu o R7. Por que esses veículos noticiaram o ocorrido de forma tão dramática, se a própria legislação anterior impunha a necessidade dessas alterações?

    A resposta está na interação cada vez menos disfarçada entre o comportamento da opinião pública e a atuação do Ministério Público. Gradualmente, os órgãos de investigação brasileiros foram contaminados por uma vontade política que não deveria ter lugar nos tribunais. Figuras como Dallagnol e Moro se fortalecem com as câmeras e microfones, que os dão coragem para desafiar instâncias superiores. Os atores que deveriam impedí-los de cometer essses excessos ficam acuados pelas manifestações cada vez mais agitadas da população, e permitem que o show de horrores continue.

    No centro disso está a imprensa brasileira. Ela dá o tom do que é aceitável e do que não é, como no caso das manchetes acima. A bem da verdade, as medidas propostas por Onyx Lorenzoni passam longe de solucionar o problema da corrupção, pois não combatem a sua origem, apenas seus sintomas. Os manda-chuvas das TVs e jornais sabem disso - mas também que, enquanto a população estiver escandalizada e mal informada, poderão continuar a ditar os rumos da conversa em Brasília.

    O combate à corrupção não pode ser ignorado, mas pecado ainda pior é torná-lo o cavalo para que se instale a histeria na política. Assim tivemos o impeachment e tudo o que veio depois. Remédio, quando é demais, vira veneno.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • O vídeo a seguir mostra os últimos acontecimentos desde as manifestações contra o governo Dilma. Onde em nome do combate à corrupção, milhares foram às ruas. Aparece claramente a manipulação midiática para favorecer a trama golpista e levar à presidência da República o então vice-presidente Michel Temer e, com isso, barrar todas as investigações sobre corrupção. 

    Em entrevista para o canal golpista Globonews, Temer se trai e confessa golpe ao jornalista Roberto D'Ávila. “E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe”, disse o presidente golpista. 

    O presidenciável do PDT, Ciro Gomes mais uma vez denuncia o golpe e diz que reconquistou, pelo Supremo Tribunal Federal, o direito de ser testemunha de defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff. 

    Ao testemunhar em defesa da presidenta Dilma à Comissão de Impeachment, no Senado Federal, o servidor público, Orlando Magalhães da Cunha, ex-sub secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Justiça, disse com todas as letras que Dilma não cometeu nenhum crime.

    Ele fez um desabafo e disse ainda que as mudanças de entendimento do Tribunal de Contas da União sobre os procedimentos fiscais está criando um clima de insegurança entre os servidores. "O TCU vai mudar de entendimento de uma hora para outra? Todos os servidores estão preocupados com isso", finalizou. 

    Abaixo o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot lista algumas acusações contra o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inclusive de ter contas bancárias na Suíça. 

    O ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, fala em uma reunião na necessidade de paralisação de investigações sobre corrupção. 

    Integrantes do Levante Popular da Juventude, de Porto Alegre, escracharam o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) jogando purpurina contra as atitudes misóginas, homofóbicas e racistas do ainda deputado, réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de fazer apologia ao estupro. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Arte do destaque de Maria Dias

  • Por Altamiro Borges*

    Como diria o ex-juiz Sergio Moro, atual superministro do governo em chamas: ainda não há provas, mas cresce a convicção de que Gustavo Bebianno venderá muito caro o seu silêncio sobre as sujeiras da campanha que resultaram na vitória da extrema-direita nas eleições do ano passado. Na tarde de domingo (17), o provável defecado da Secretaria-Geral da Presidência já havia abrandado sua bronca contra o "desleal", "fraco" e "louco" Jair Bolsonaro – segundo desabafos vazados pela imprensa. Em entrevista a Danilo Martins, da TV Globo, ele afirmou no maior cinismo que "agora é hora de esfriar a cabeça" – isto após ter colocado fogo no bordel, que reúne o que há de pior na política nativa, como milicos ressentidos, abutres rentistas, corruptos velhacos, fanáticos religiosos e fascistas malucos.

    Ainda segundo a reportagem, Gustavo Bebianno "foi abordado por jornalistas no hotel onde mora, em Brasília, quando saía para o almoço. Ele deu a declaração diante de perguntas sobre se falaria a respeito de sua eventual demissão do cargo. 'Agora é hora de esfriar a cabeça', afirmou o ministro. Bebianno viveu uma semana de crise dentro do governo, após denúncias de candidaturas 'laranjas' no PSL e um episódio de atrito entre ele e o filho do presidente, Carlos Bolsonaro. Integrantes do governo dão como certo que o presidente vai exonerar o ministro. Aos jornalistas que o aguardavam no hotel, ele disse que, por ora, não vai se pronunciar sobre o caso. 'Daqui a alguns dias', afirmou".

    A aparente calma de Gustavo Bebianno não combina com as notícias que circularam durante todo o domingo – tendo como centro de irradiação o próprio Grupo Globo. A primeira bomba foi disparada pelo Blog de Lauro Jardim, que postou que o defecado revelou a amigos que estava "perplexo" com o tratamento recebido e que se arrependera de ter comandado a campanha do capitão. "Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro", desabafou. Ele ainda relativizou o papel do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, na crise. "O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”, afirmou a um aliado. Ainda segundo o blog hospedado no jornal O Globo, ele disse ao mesmo interlocutor: “Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”.

    Na sequência, o Blog do Camarotti, hospedado no G1, revelou que Gustavo Bebianno “demonstrou profundo arrependimento em ter trabalhado ativamente pela eleição do presidente Jair Bolsonaro... 'Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro. Nunca imaginei que ele seria um presidente tão fraco', disse para um aliado, numa referência à influência dos filhos do presidente nos rumos do governo, especialmente do vereador Carlos Bolsonaro. Nessas mesmas conversas, Bebianno demonstra preocupação com o efeito desse protagonismo familiar nas decisões do país. E reconhece que o governo Bolsonaro precisa descer do palanque para administrar o Executivo", relata Gerson Camarotti, que também é comentarista da GloboNews.

    Após o impacto das postagens dos jornalistas globais, Gustavo Bebianno se apressou em desmentir os vazamentos dos bombásticos desabafos e veio com a conversa de que "é preciso esfriar a cabeça". O aparente recuo fez crescer a suspeita de que há algo de podre sendo negociado nos porões do Palácio do Planalto. Quando surgiram as denúncias do desvio de grana para candidatos do PSL – já batizado de Partido Só de Laranjas –, circulou a conversa de que Gustavo Bebianno, presidente da legenda na campanha eleitoral, ganharia um cargo numa empresa estatal para ficar quieto.

    Um carguinho numa estatal?

    Matéria publicada no Estadão no sábado até problematizou sobre a possível negociata, alertando que "o ministro da Secretaria-Geral da Presidência não pode assumir cargo de direção em estatais do governo. A possibilidade foi aventada depois que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a ele um cargo na máquina federal fora do Palácio do Planalto, como compensação à sua saída do primeiro escalão do governo... O artigo 17 da Lei 13.303/2016 impôs critérios claros para a escolha de pessoas para cargos de diretoria, presidência e membros de Conselho de Administração de estatais, e o atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência não cumpre essas regras".

    "Os indicados para as estatais, segundo a lei, não podem ter atuado, nos últimos 36 meses, 'como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral". A lei também impede a indicação de "ministro de Estado' e de 'dirigente estatutário de partido político'. É o caso de Bebianno, que, além de ministro, foi presidente do PSL, partido político do presidente Jair Bolsonaro, entre março e outubro de 2018". O alerta do Estadão não serve muito para os milicianos e laranjas do atual governo. Sabe-se lá o que rolou – ou está rolando – no bordel em chamas de Brasília.

    *Jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

  • Por Fernando Brito*

    Amanhã, completam-se dois meses que vieram à tona as movimentações financeiras milionárias na conta de Fabrício Queiroz, amigo de família, assessor, motorista e recrutador de funcionários de Flávio Bolsonaro.

    Sacados deste tempo os 15 dias em que Luís Fux protegeu o “garoto” de investigações, ficam 45 dias de absolutamente nada em matéria de investigações e de interrogatório dos envolvidos na movimentação de R$ 7 milhões. Flávio foi convidado a falar pelo MP e ignorou. Fabrício, idem, quatro vezes, com direito a dancinha nas redes sociais.

    Tudo o que apareceu veio dos relatórios do Coaf e do trabalho de investigação da imprensa.

    A novidade do caso, agora, é sua entrega a um promotor – Cláudio Calo – que segue e replica, nas redes sociais, as postagens de Carlos Bolsonaro, irmão de seu investigado.

    Lauro Jardim, que vinha sendo o canal das informações veiculadas sobre o caso, publica, não por acaso, em sua coluna:

    "Em sua conta no Twitter, Calo retuíta o Carlos Bolsonaro num post em que o 02 crítica a imprensa e defende o pai, mostra-se afinado com a ordem bolsonarista e reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro".

    Não é possível que tenha passado despercebida ao Ministério Público o “acaso” de ter posto nas mãos de alguém politicamente engajado nas redes bolsonaristas a investigação que envolve o próprio clã Bolsonaro.

    Impossível que não se venha a achar que foi deliberado e o promotor perca credibilidade.

    Não creio que se consiga, com tanta pressão da imprensa, abafar o caso Flávio-Fabrício.

    Mas isso não quer dizer que não se consiga: afinal, o caso Marielle Franco está aí para lembrar que a lei não é para todos, mas a impunidade é para alguns.

    Atualização às 12h: O conflito era tão óbvio que vem a informação, também por Lauro Jardim, que Calo deverá deixar o caso. Menos mal, mas um vexame para o MP.

    *Jornalista, editor do Blog Tijolaço

  • Por Fernando Brito*

    Amanhã, completam-se dois meses que vieram à tona as movimentações financeiras milionárias na conta de Fabrício Queiroz, amigo de família, assessor, motorista e recrutador de funcionários de Flávio Bolsonaro.

    Sacados deste tempo os 15 dias em que Luís Fux protegeu o “garoto” de investigações, ficam 45 dias de absolutamente nada em matéria de investigações e de interrogatório dos envolvidos na movimentação de R$ 7 milhões. Flávio foi convidado a falar pelo MP e ignorou. Fabrício, idem, quatro vezes, com direito a dancinha nas redes sociais.

    Tudo o que apareceu veio dos relatórios do Coaf e do trabalho de investigação da imprensa.

    A novidade do caso, agora, é sua entrega a um promotor – Cláudio Calo – que segue e replica, nas redes sociais, as postagens de Carlos Bolsonaro, irmão de seu investigado.

    Lauro Jardim, que vinha sendo o canal das informações veiculadas sobre o caso, publica, não por acaso, em sua coluna:

    "Em sua conta no Twitter, Calo retuíta o Carlos Bolsonaro num post em que o 02 crítica a imprensa e defende o pai, mostra-se afinado com a ordem bolsonarista e reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro".

    Não é possível que tenha passado despercebida ao Ministério Público o “acaso” de ter posto nas mãos de alguém politicamente engajado nas redes bolsonaristas a investigação que envolve o próprio clã Bolsonaro.

    Impossível que não se venha a achar que foi deliberado e o promotor perca credibilidade.

    Não creio que se consiga, com tanta pressão da imprensa, abafar o caso Flávio-Fabrício.

    Mas isso não quer dizer que não se consiga: afinal, o caso Marielle Franco está aí para lembrar que a lei não é para todos, mas a impunidade é para alguns.

    Atualização às 12h: O conflito era tão óbvio que vem a informação, também por Lauro Jardim, que Calo deverá deixar o caso. Menos mal, mas um vexame para o MP.

    *Jornalista, editor do Blog Tijolaço

  • O ex-assessor e ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício José Carlos de Queiroz, foi citado em 1 relatório produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentações financeiras atípicas em uma conta no banco Itaú. Além de Flávio Bolsonaro, o relatório apontou transações  envolvendo o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) e sua esposa, a futura primeira-damaMichelle Bolsonaro.

    O policial militar teria movimentado, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão. Uma das transações, 1 cheque de R$ 24.000 foi destinado a Michelle.

    O documento é fruto do desdobramento da Operação Furna da Onça, ligada à Lava Jato no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou o caso nesta quinta (6).

    A Furna da Onça foi deflagrada há 1 mês e prendeu 10 deputados estaduais e 6 funcionários da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O ex-governador do Rio Sérgio Cabral é 1 dos alvos da operação, que investiga 1 esquema de compra de apoio político de deputados cariocas, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

    Ligações perigosas

    Fabrício Queiroz foi motorista e segurança de Flávio até outubro quando pediu exoneração do cargo de Assessor Parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

    Já sua filha, Nathalia Melo de Queiroz era, até o mês passado, assessora lotada no gabinete do deputado federal e agora presidente eleito, Jair Bolsonaro. Em setembro, pelo gabinete dele, ela recebeu um salário de R$ 10.088,42.

    O documento não deixa claro quais são os valores das transferências, mas ao lado do nome de Nathalia está o valor total de R$ 84 mil.

    MPF confirma validade da operação

    O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota na tarde desta quinta (6) confirmando a existência do relatório do Coaf. A nota ainda explica que “como o relatório relaciona um número maior de pessoas, nem todos os nomes ali citados foram incluídos nas apurações, sobretudo porque nem todas as movimentações atípicas são, necessariamente, ilícitas. A íntegra do documento foi juntada aos autos para confirmar que não houve edição após envio pelo Coaf”.

    O documento faz parte da operação da Polícia Federal Furna da Onça.

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Antes de subir no palco de uma casa de shows em Londres, Inglaterra, o cantor e compositor Criolo deu entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da BBC Brasil. O músico não teve papas na língua sobre o momento político vivenciado no país.

    Ele afirma que “cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver. Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala”.

    O secretário da Juventude Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vítor Espinoza concorda com o músico. “Cada corrupto que bem-sucedido, tira dinheiro da educação pública ao mesmo tempo em que o político corrupto faz leis para reprimir os jovens pobres, negros e moradores da periferia”, acentua.

    Ouça o CD "Nó na Orelha" completo:

     

    Para o rapper, as manobras em votações importantes feitas pelo presidente Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra que essa gente é capaz “de tudo para proteger seus interesses, até parar o país e fazer com que as pessoas se matem na rua".

    Em referência ao clima de ódio, discriminação e violência desencadeado pela falta de compromisso da mídia comercial com a verdade dos fatos. Para ele, “A questão não é limpar o país da corrupção”. Porque Cunha “é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato", afirma.

    "Um ambiente de ódio, de rancor, tão absurdo que as pessoas passam por cima e parece que não estão vendo uma construção de fortalecimento, que algumas pessoas sugerem, de homofobia, xenofobia, racismo, de achar normal esse abismo social que a gente vive", diz Criolo.

    De acordo com ele, "a gente fala que a mídia manipula, mas quem manipula a mídia que manipula a gente? Vamos falar de impeachment, mas (qual) o porquê real desse impeachment e de todas as pessoas que estão gritando contra a corrupção? O que andaram fazendo e agora vêm com essa?"

    Ele fala ainda que "eles criam um monte de situação, vedam nossos olhos para eles mandarem cada vez mais”.

    Já Espinoza lembra que “a juventude está sendo assassinada por uma polícia branca, elitista que visa proteger somente o capital em detrimento da vida das pessoas”. Para ele, a corrupção tira dinheiro das “políticas de inclusão da juventude no mercado de trabalho em boas condições de trabalho e de vida”.

    Além de “faltarem políticas públicas que possibilitem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer, que juntamente com a educação contribuem para o desenvolvimento pleno dos jovens para garantir-lhes um futuro mais digno”, reforça.

    Criolo questiona o processo de impeachment em andamento. "Se o interesse é acabar com a corrupção, quantos por cento das pessoas que participaram daquela votação deveriam estar na cadeia?” É necessário refletir sobre “quais são os porquês dessa situação".

    Mas o compositor encerra a entrevista à BBC com um voto de fé. "Essa fé no ser humano, essa fé nas coisas boas, essa fé em quem quer de verdade algo bom, isso não pode morrer, cara, isso tem que ser fortalecido a cada momento".

    Saiba um pouco mais sobre Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo

    Filho de cearenses e criado na zona sul de São Paulo, iniciou a carreira como rapper em 1989 com o nome artístico Criolo Doido. Apesar de anos de estrada, somente em 2006, conseguiu gravar o álbum “Ainda Há Tempo” e fundou a Rinha dos MC's.

    Ouça a versão de Cálice feita por Criolo:

     

    Seu segundo álbum, “Nó na Orelha” só foi lançado em 2011, gratuitamente pela internet. No mesmo ano, tirou o sobrenome artístico Doido e ficou somente Criolo. Outra novidade foi a miscelânea de sons, misturando rap com MPB, samba, forró, entre outros gêneros. Em 2013, gravou uma nova versão de “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) e ganhou aplausos dos autores.

    Leia a entrevista inteira aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (25) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a anulação da condenação no caso do triplex do Guarujá (SP) e o envio do processo para a Justiça Eleitoral. O pedido foi feito diante da possibilidade de o STJ julgar nos próximos dias o recurso protocolado no ano passado pelos advogados do ex-presidente para rever a condenação

    A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (25) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a anulação da condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP) e o envio do processo para a Justiça Eleitoral.

    O pedido foi feito diante da possibilidade de o STJ julgar nos próximos dias o recurso protocolado no ano passado pelos advogados do ex-presidente para rever a condenação.

    A manifestação também foi baseada na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou a competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes comuns conexos aos eleitorais.

    O caso será julgado pela Quinta Turma do Tribunal e tem como relator o ministro Felix Fischer. Também fazem parte do colegiado os ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas. O ministro Joel Ilan Paciornik se declarou suspeito para julgar todas as causas relacionadas com a Operação Lava Jato e não participará do julgamento.

    Em janeiro de 2018, Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, a 12 anos e um mês de prisão sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. Mas, conforme alegam seus advogados, a acusação carece de provas objetivas e tem por base uma duvidosa delegação do empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

    Pinheiro foi premiado com a liberdade pela delação. 11 meses antes da premiada delação ele havia inocentado Lula, razão pela qual os procuradores da Lava Jato recusaram a sua proposta de colaboração, que só foi aceita com a condição dele incriminar o ex-presidente.

    Por determinação do então juiz responsável Sergio Moro, Lula cumpre pena provisoriamente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril do ano passado. É um preso político, condenado e encarcerado para não concorrer às eleições presidenciais, da qual sairia vitorioso segundo todos os institutos de pesquisa.

    Com informações da Agência Brasil

  • A obra mais palpável do capitão Bolsonaro foi destruir e enlamear a boa imagem que o Brasil tinha construído no mundo, sobretudo durante o governo Lula. Hoje nosso país é alvo de piadas e o chefe do Palácio do Planalto foi constrangido a cancelar uma homenagem que lhe seria prestada em Nova York, o que despertou críticas até do prefeito da cidade e promessas de fortes manifestações de protesto. Agora é o principal jornal de economia da Inglaterra quem diz que o povo brasileiro está sendo governado por uma dinastia, um retrocesso secular.

    Destacando a imagem dos três filhos do presidente Jair Bolsonaro no início do texto, o site do jornal britânico Financial Times publicou segunda-feira, 6, uma reportagem sobre o que chamou de construção de “uma dinastia no maior País da América Latina”. De acordo com a publicação, o presidente confia em poucas pessoas e, mais de quatro meses depois da posse, seus três filhos surgiram como uma força poderosa que está reformulando a política brasileira. “Um é conhecido como o “pit bull”. Outro está envolvido em um escândalo de corrupção. O terceiro é um entusiasta de armas de direita que busca difundir um movimento populista em todo o Brasil e na América Latina”, descreveu a publicação.

    “A palavra perfeita é dinastia”, acrescentou Esther Solano, professora de política da Universidade Federal de São Paulo. “A situação que temos é que votamos em um presidente, mas, na verdade, seus filhos têm poderes governamentais. Temos um clã familiar no governo.” A reportagem comparou o caso brasileiro com o norte-americano. Ivanka Trump e Jared Kushner, filha e genro do presidente, mantém um perfil discreto em comparação com os filhos de Bolsonaro, que invadiram o palco político do Brasil com uma combinação de meios de comunicação social e visível presença na elaboração de políticas para dar opinião sobre tudo.

    Isso é uma vergonha, como diria certo âncora da mídia burguesa.

  • Enquanto o ministro Sérgio Moro (Justiça) se escondia numa viagem oficial aos Estados Unidos, o jornalista Glenn Greenwald foi à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25) falar sobre o conluio entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro e o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, para fraudar a democracia e agir com parcialidade nas decisões proferidas nos processos julgados na operação.


    Por Christiane Peres, do PCdoB na Câmara

    Durante mais de seis horas, Glenn fez a defesa da liberdade de imprensa e da transparência e reafirmou a autenticidade das conversas vazadas entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato, no aplicativo Telegram, que estão sendo publicadas pelo site The Intercept Brasil e outros veículos de imprensa, desde 9 de junho.

    Para Glenn, a publicação das conversas fortalece a luta contra a corrupção no Brasil – principal mote da Operação Lava Jato. “Nosso papel como jornalistas é informar o público. É impossível lutar contra a corrupção usando um comportamento corrupto”, afirmou o jornalista.

    Ao sofrer ataques por parte de alguns integrantes do governo, Glenn reafirmou que a Constituição protege e garante a liberdade de imprensa contra os ataques que Sergio Moro e o partido do governo estão tentando fazer. “Ninguém tem medo do seu partido [PSL]. Nossa redação, os jornalistas brasileiros que estão agora trabalhando com essa reportagem para continuarmos publicando esses documentos até o final. Nem seu partido, nem o governo do Bolsonaro, nem Sergio Moro podem fazer nada para impedir isso", disse em resposta a uma parlamentar aliada de Bolsonaro e Moro.

    A reunião foi marcada pela defesa do trabalho do jornalista e da importância das revelações para o país. 

    “Essa sessão é um fato de grande repercussão para o nosso país. É sintomático e simbólico que nós estejamos aqui na presença de um cidadão que está prestando elevadíssima contribuição ao Brasil. E aqui não esteja o ministro Sergio Moro, que inventou, às pressas, uma reunião estranha, marcada por muitas dúvidas. O trabalho de Glenn tem uma envergadura histórica para o Brasil porque permite fazer com que uma série de dúvidas, questionamentos e fatos estranhos em nosso país sejam confirmados”, afirmou o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA).

    O parlamentar protocolou pedido para que Moro seja convocado à Câmara para prestar esclarecimentos sobre a gravidade das mensagens reveladas. Moro deveria comparecer nesta quarta-feira (26), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), mas viajou para os Estados Unidos. O deputado também protocolou um pedido para que Moro explique detalhes da visita ao país e a agenda cumprida no país americano. As razões da visita aos EUA também são alvo de pedido de informações da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC). De acordo com ela, não há divulgação sobre as atividades de Moro nos Estados Unidos.

    “Ministro não tem agenda secreta. Ministro usa dinheiro público e precisa prestar esclarecimentos sobre sua agenda”, disse Perpétua.

    O comandante

    A líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também saiu em defesa do jornalista. Para ela, há uma disputa de versões encampadas pelo governo para tentar tirar a credibilidade das informações reveladas. Para Jandira é preciso que o foco se volte para o que importa: Moro.

    “O crime não está aqui, no seu trabalho, na sua liberdade de escrever e no direito de exercer sua profissão, no direito de a sociedade conhecer a realidade dos acontecimentos. É grave o que está na rua. O que podemos dizer é que Moro não era juiz, mas o comandante da Operação Lava Jato. Isso é gravíssimo”, disse.

    A parlamentar lembrou que um dos principais resultados da operação alterou os rumos políticos do país. “Tirou quem liderava as pesquisas”, lembrou Jandira, em referência à prisão do ex-presidente Lula, que era apontado como o preferido nas eleições de 2018, que acabou elegendo Jair Bolsonaro.

    Investigação

    Desde que a atuação obscura de Moro foi trazida à tona, a bancada do PCdoB tem defendido o afastamento do ministro de Bolsonaro para que as investigações tenham sequência. Durante a audiência com Glenn Greenwald, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) reiterou o entendimento da bancada comunista.

    “Não temos mais dúvidas de que Sergio Moro precisa sair da condição de ministro. Ele precisa ser investigado e como disse o presidente do Senado, quem sabe, ser preso por seus crimes, por sua absoluta venalidade na ação de todos os atos que investigou, que são nulos de direitos”, afirmou Alice.

    Parlamentares também estão colhendo assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de Moro na Lava Jato. 

    Glenn x aliados do governo

    Apesar de sofrer sérios ataques de aliados do governo na rede mundial de computadores, foram poucos os parlamentares do governo que deram a cara a tapa na audiência com Glenn.

    A Policial Kátia Sastre (PL-SP) foi uma delas. Em tom elevado, a parlamentar sugeriu que Glenn era um criminoso e deveria sair preso da reunião por publicar as conversas. A deputada, no entanto, assim como o próprio Moro, não questionou em momento algum a veracidade das conversas publicadas.

    Em resposta, Glenn Greenwald agradeceu a “coragem” da deputada em, ao menos, fazer as acusações presencialmente. E rebateu o tom acusatório reafirmando que as ameaças vindas da base governista não impedirão que o material continue sendo publicado.

    “O que está faltando ao discurso dela? Evidências. Ela traz apenas táticas de acusação. Ninguém tem medo dessas táticas. Nós temos uma redação cheia de jornalistas e estamos reportando tudo. Onde está sua evidência? Eu poderia sair do Brasil e publicar tudo, mas o Brasil tem garantido em sua Constituição a liberdade de imprensa. Ninguém tem medo das ameaças do seu partido”, disse o jornalista.

    Conhecida por fazer parte da tropa de choque bolsonarista, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) também foi para cima de Glenn. Questionou a veracidade das informações e o desafiou a veicular todos os áudios durante a audiência.

    Em resposta, Glenn afirmou que “jornalistas não recebem ordens do governo de como ou quando devem publicar reportagens” e afirmou que a deputada iria “se arrepender” quando os áudios viessem à tona.

    “Nós vamos divulgar os áudios, quando estiverem jornalisticamente prontos, e você vai se arrepender muito de ter pedido isso”, alertou.

    Sobre os próximos episódios da série de revelações, Glenn deu um pequeno spoiler: “A postura do Deltan foi tão subserviente que vocês vão sentir vergonha quando for divulgada”.

    Com informações de vermelho.org.br

  • Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

    O jornalista Gleen Greenwald, editor do The Intercept, disse, em entrevista nesta segunda (10) ao Uol que ainda possui um grande volume de dados não publicados que reforçariam a atuação indevida do ex-magistrado para influenciar em prisões e guiar a opinião pública.

    Vou reproduzir abaixo as suas declarações ao site do grupo Folha, que confirmam todos as avaliações de que as coisas vão se complicar, e muito, para o ex-juiz da Lava Jato e para os promotores de Curitiba. Numa deles, ele diz que Moro era o chefe de fato da Força Tarefa da operação.

    Greenwald diz que o volume de material obtido por ele neste caso supera o da reportagem que lhe valeu o Prêmio Pulitzer, quando, a partir de denúncias do ex-agente da CIA e da NSA Edward Snowden, em2013, revelou o monitoramento de telecomunicações privadas em massa pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

    Ele explicou que optou pela divulgação do material antes de submetê-lo aos envolvidos porque, tratando-se de pessoas do Judiciário, temia uma proibição prévia da revelação das informações.

    Mesmo sem adiantar muito sobre o que vem por aí, ele destaca que há mensagens que tratam, antes das eleições, do convite de Jair Bolsonaro para ser Ministro da Justiça.

    Veja os tópicos publicados pelo UOL:

    Próximos passos da investigação

    Moro era o chefe da força-tarefa da Lava Jato. É muito difícil para falar [sobre os próximos passos], porque o processo jornalístico é importante para confirmar o que temos em mãos.

    Temos mais materiais envolvendo o papel do Moro na Lava Jato, mostrando que ele é um chefe da força-tarefa, que criou estratégias para botar Lula e outras pessoas na prisão, e atuou quase como um procurador, não como juiz.

    Arquivo maior que o do Caso Snowden

    Eu acho que [esta] é uma das mais importantes reportagens que eu fiz na minha carreira. Nunca vou comparar nada com o caso do Snowden, porque para mim foi um dos mais importantes episódios do jornalismo nos últimos 20 ou 30 anos. Mas eu compararia essa reportagem de agora com o caso do Snowden. Talvez a única diferença é que o caso do Snowden foi muito global, e isso é mais doméstico. É sobre um país muito grande e muito importante, agora mais do que nunca por vários motivos.

    O tamanho do arquivo que temos é maior do que o arquivo que recebemos do Snowden. E, até aquele ponto, era o maior vazamento da história do jornalismo.

    Eu acho que as consequências pelo menos para o Brasil serão iguais ou maiores que as consequências do Snowden. [A Lava Jato] é um processo que durou cinco anos, botou muitas pessoas e dois ex-presidentes na prisão. Que tirou a pessoa que estava liderando a corrida presidencial em 2018 [o ex-presidente Lula], deixando alguém como [Jair] Bolsonaro ganhar. Para mim, qualquer material que mostra que tinham comportamentos e ações antiéticas e corruptas nesse processo é enorme.

    Convite de Bolsonaro a Moro x reputação da Lava Jato

    Sobre essa questão do Moro e Bolsonaro, é muito interessante.

    Temos conversas que ainda não reportamos sobre o Moro estar pensando na possibilidade de aceitar uma oferta do Bolsonaro, caso ele ganhasse. Isso foi antes da eleição, acho que depois do primeiro turno.

    E tem pessoas dentro da força-tarefa da Lava Jato, outros procuradores, falando que isso iria destruir a reputação da Lava Jato, porque iria criar uma percepção de que o tempo todo não foi uma apuração contra a corrupção, nem uma apuração do Judiciário. Mas uma apuração política para impedir a esquerda e empoderar a direita.

    O fato de que o mesmo juiz que condenou o principal adversário do Bolsonaro e depois receber essa oferta para ser muito poderoso já foi muito estranho para o mundo. Mas o fato de que ele fez isso usando um comportamento proibido é ainda pior.

    Como podemos ter um ministro da Justiça que todo mundo sabe que quebrou as regras básicas da Justiça? É impossível.

    E mais ainda quando todo mundo sabe que fez isso para impedir o adversário principal do presidente de concorrer, e isso o ajudou a ganhar a eleição.

    Outros lados x possível censura

    Obviamente quando estamos reportando sobre os juízes, o ministro e os procuradores mais poderosos do país, sabíamos da possibilidade de que se pedíssemos comentários antes da publicação, eles vão diretamente para os amigos no tribunal e pegam uma ordem de censura proibindo a publicação.

    Geralmente o jornalista deve procurar comentários quando se está publicando uma reportagem sobre alguém, mas há exceções.

    E imediatamente quando publicamos mandamos mensagens para Moro, para Deltan [Dallagnol], para a força-tarefa da Lava Jato, para todo mundo falando: qualquer comentário que vocês tenham nós vamos incluir no minuto que vocês mandarem. Mas foi para evitar a possibilidade de conseguirem impedir a publicação com ordem de um juiz que apoia a Lava Jato.

    Estratégias contra censura no exterior

    No Reino Unido, eu trabalhava com o [jornal] The Guardian e, lá, não há direito de liberdade de imprensa na Constituição. Então é comum que os jornais sejam proibidos antes da publicação. Jornalistas britânicos trabalham muitas vezes em segredo e publicam sem pedir comentários exatamente para evitar essa possibilidade.

    Em países mais repressivos ainda jornalistas fazem isso o tempo todo. Nós temos episódios recentes aqui de jornalistas censurados e proibidos de publicar, ou mandados para tirar artigos da internet. São casos muito extremos. Então achamos que foi totalmente justificado. Não só para evitar esse risco, mas também porque os documentos falam de quem eles falam.

    E sabemos que Moro, Deltan e a força-tarefa têm microfones muito grandes e podem responder de um jeito muito rápido, que todo mundo vai ouvir. E foi exatamente isso que aconteceu. Acho que foi totalmente justificável por conta do risco concreto disso acontecer.

    Jornalista nega relação com ataques hackers

    Antes desses ataques [nas últimas semanas, os celulares de Moro e de procuradores da Lava Jato foram alvo de ataques hackers] já tínhamos recebido todo o nosso material.

    Qualquer tentativa de hackear acontecidas nas últimas duas ou três semanas não têm nada a ver com o material que recebemos. Todos os arquivos que recebemos vieram muito antes disso. O próprio Moro disse que qualquer pessoa que invadiu o telefone dele não conseguiu retirar nada. Ou seja: não tirou nada.

    Ataques nas redes sociais

    Não estou vendo defesas ao que Moro fez. Eu estou vendo ataques contra mim, contra meu marido, alegando que somos da esquerda, mas não vejo defesas.

    O que estão tentando fazer é enganar as pessoas dizendo que a publicação pode ser fake news (e vi isso com a postagem do [juiz federal] Marcelo Bretas). Nem Moro, nem Lava Jato argumentam que os documentos são falsos. Apuramos muito antes de publicar isto. Até agora não vi ninguém defendendo o que ele fez.

    Suposta fake news

    Estamos trabalhando neste arquivo há muito tempo para fazer pesquisas necessárias, da mesma coisa com o que aconteceu no Caso Snowden: falamos com fontes, investigamos o conteúdo, cruzamos as conversas com eventos que aconteceram naquelas datas.

    É impossível que alguém que não fosse um advogado tivesse forjado essas conversas. Era necessário saber muito sobre a Lava Jato e seus prazos. Tudo o que é mostrado ali pode ser conferido com eventos públicos. Foi o mesmo processo que usamos com o arquivo do Snowden, que ninguém alegou que era alterado ou fake. Nem Moro, nem [o procurador de Justiça] Deltan Dallagnol disseram que era fake.

    Estão protestando pela privacidade e, com isto, estão confirmando que tudo o que publicamos é autêntico.

    Direito à publicação e partidarismo

    Vou citar dois episódios muito irônicos: em 2016, quando Moro e a força-tarefa da Lava Jato divulgaram conversas privadas entre Dilma e Lula, o argumento era de que pessoas com poder público fazem coisas que o público deve saber e que isso deveria ser uma brecha para a divulgação. O próprio Dallagnol postou um tuíte dizendo isto, que jornalistas têm o direito de divulgar este tipo de fato.

    Outro caso foi em 2017, em um evento no exterior para premiar pessoas que lutavam contra a corrupção. Eu fui convidado antes de os finalistas serem anunciados. Logo depois, soube que um dos finalistas era a força-tarefa da Lava Jato.

    Ali, petistas fizeram campanha para que eu não fosse, mas estive lá ao lado do Dallagnol e os elogiei. Disse que tinha críticas a eles, mas manifestei apoio ao trabalho de colocar na prisão pessoas que cometeram crimes. O mesmo Dallagnol postou o meu discurso, com orgulho, dizendo que eu era um jornalista premiado e que havia enaltecido o trabalho deles.

    Ninguém pode negar que o que publicamos são coisas que o público tem o direito de saber. Os adoradores da Lava Jato estão chocados com o fato de Moro ter excedido limites, deixado claro que estão trabalhando para interferir nas eleições.

    Ninguém pode negar que o vazamento desses materiais é exatamente aquilo que os jornalistas devem fazer: denunciar pessoas poderosas que estão se comportando de forma antiética.

    Consequências jurídicas

    Eu sou advogado, mas só nos EUA. Não sou advogado brasileiro, então não conheço muito bem as leis sobre isso. Mas é uma questão de Justiça básica. Se um juiz condena alguém e no mesmo caso está se comportando de maneira proibida, obviamente a condenação desse juiz precisa ser examinada, porque a condenação que bota alguém na prisão é uma coisa muito grave. Só podemos aceitar a validade dela se o comportamento do juiz é totalmente ético.

    E quando o juiz viola as regras éticas, obviamente cria dúvida se vamos aceitar o julgamento do juiz. Não só no caso do Lula, mas em todos os casos em que ele fez isso.

    Acho que essa dúvida agora existe e os advogados do Lula vão entrar com processo para falar que é preciso anular o julgamento de Lula por causa dessa evidência nova.

    Outros personagens

    Não quero falar nada sobre as coisas que ainda não divulgamos. Mas posso falar que esse arquivo é muito grande e é sobre mais pessoas do que a força-tarefa da Lava Jato ou o Moro. Mas não posso dizer mais que isso.

  • Os escândalos patrocinados pelo filho do presidente evidenciam a falsa moral que orienta o atual governo, eleito com a promessa demagógica de que vai combater a corrupção. Pior do que o enriquecimento relâmpago e depósitos milionários inexplicáveis é a relação, estranha e perigosa, de Flavio Bolsonaro com as milícias cariocas e o crime organizado. E o justiceiro Moro, grande herói dos nossos coxinhas, continua calado.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu da Polícia Federal (PF) um inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) por falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. O caso foi revelado por reportagem do jornal "O Globo" desta quarta-feira (6). O inquérito mira “negociações relâmpagos” de imóveis que resultaram num vertiginoso e inusitado aumento patrimonial do filho do presidente.

    Suspeita-se que o senador lavou dinheiro por meio da compra de imóveis e declarou à Justiça Eleitoral o valor de um apartamento abaixo do preço real. O caso corria em sigilo no Rio de Janeiro e foi remetido à PGR após a eleição de Flávio.

    Em nota, Flávio Bolsonaro busca tapar o sol com peneira. Afirma que a denúncia é "desprovida de fundamentação" e insinua que foi feita por um advogado ligado ao PT "com o único intuito de provocar desgaste político dos adversários". Nem de longe procura justificar o milagre do substancial aumento de patrimônio.

    Caberá à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidir se encaminha o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou se mantém as apurações na primeira instância. Vejamos se o comportamento da PRG não será o mesmo do ministro Luiz Fux, que determinou a paralisação das investigações contra o filho do presidente.

    A procuradoria diz que o caso será analisado “sob a ótica” do recurso julgado no Supremo que restringiu o foro privilegiado de deputados e senadores a crimes cometidos no exercício do mandato e relacionados à função. Neste caso não cabe o foro privilegiado, uma vez que as investigações foram abertas antes de Flávio assumir o mandato de senador, para o qual foi eleito em outubro do ano passado.

    O inquérito deve permanecer na primeira instância, já que até 2018 ele era deputado estadual no Rio e em maio do ano passado o STF reduziu o alcance do privilégio usufruído por deputados e senadores a processos sobre crimes cometidos durante o mandato e relacionados ao exercício do cargo parlamentar. Com cara limpa, o senador rebate as críticas, escamoteia as evidências e finge que não é com ele. Sabe que tem as costas largas e teve nesta quarta-feira (6) provas da cumplicidade do partido pelo qual se elegeu, o PSL (o mesmo do pai), que acaba de indicá-la para integrar a Mesa do Senado. É mais um escândalo com cheiro de pizza. 

    Umberto Martins, com informações das agências

  • “Uma burrice ao cubo” afirmou o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, em entrevista à revista Crusoé, sobre caso que envolve a família Bolsonaro em um esquema de movimentação de R$1,2 milhão que era realizado por um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro.

    Mourão destacou ainda tratar-se de uso de “laranjas” que recebiam e devolviam parte dos seus salários seria uma “burrice ao cubo”.

    O general ainda explica que haveria caminhos para fazer a transferência do dinheiro: “Pô, por que o cara não entregava dinheiro em espécie? Quando há ilicitude, o dinheiro é entregue em espécie. A partir do momento que você coloca conta bancária, você está passando recibo, né?”.

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Caso havia tido a tramitação suspensa pela Câmara dos Deputados em 2017

    A Justiça Federal no Distrito Federal aceitou denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva ao ser o destinatário de uma mala com R$ 500 mil e de outros pagamentos ilícitos da JBS.

    Com a decisão, tomada pelo juiz da 15ª Vara Federal em Brasília, Rodrigo Parente Paiva, passa a ser réu e responderá a uma ação penal.

    A decisão não tem ligação direta com a ordem de prisão expedida ilegalmente contra Temer na semana passada pelo juiz fluminense Marcelo Bretas, uma tentativa para levantar a moral da Operação Lava Jato, manchada por um escândalo de R$ 2,5 bilhões. O emedebista foi solto na última segunda-feira (25) após decisão de um juiz de segunda instância.

    Mala milionária

    A entrega da mala com a quantia ao ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, que já foi assessor de Temer, ajudou a embasar a denúncia sobre o caso que foi levada à Câmara dos Deputados em 2017. Os deputados, porém, decidiram suspender a tramitação do caso até que Temer deixasse a Presidência. Agora, a acusação foi levada para a primeira instância no Distrito Federal.

    O procurador Carlos Henrique Martins Lima ratificou a acusação feita à época. Em sua decisão, o magistrado da 15ª Vara afirmou que, diante dos relatos de delatores e testemunhas, além de relatórios policiais, áudios e vídeos, entre outras provas, estão presentes os pressupostos processuais e as condições necessárias à ação.

    Ele escreveu que os elementos da investigação evidenciam a materialidade do crime imputado a Temer e indícios de autoria. O juiz fixou prazo de dez dias para a defesa do ex-presidente apresentar alegações iniciais.

    A defesa de Temer desqualificou a acusação, afirmando que é "desprovida de qualquer fundamento, constituindo aventura acusatória que haverá de ter vida curta, pois, repita-se, não tem amparo em prova lícita nem na lógica".

    Campeão da impopularidade

    Temer é um dos principais responsáveis pelo caos econômico, político e institucional em que o Brasil mergulho após o golpe de Estado de 2016, travestido de impeachment que o conduziu de forma ilegítima ao Palácio do Planalto.

    Aplicou durante seu curto e ilegítimo governo uma filosofia de terra arassada contra a classe trabalhadora, promovendo a aprovação da reforma trabalhista, terceirização sem limites e congelamento dos gastos públicos por 20 anos.

    Apesar das pesadas acusações de corrupção (foi considerado o “chefe da mais perigosa quadrilha do Brasil”, pelo empresário Joesley Batista) conseguiu a proeza e oncluir o mandato batendo um recorde nada honroso: foi o presidente mais impopular da história brasileria, mas corre o risco de perder o título de campeão para o trapalhão fascista Jair Bolsonaro.

    Umberto Martins, com informações da Folha de São Paulo

  • PT, PCdoB, PSOL, PDT, PSB e PCB se reuniram nesta terça-feira (11) e vêm a público defender a instalação de uma CPMI para investigar as condutas de membros do MPF da operação lava Jato. Veja abaixo a nota que divulgaram nesta terça-feira (11).

    Os Partidos de Oposição vêm a público defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional (CPMI, composta por deputados e senadores) para apurar e investigar as condutas de magistrados e membros do Ministério Público Federal, integrantes da Operação Lava Jato e objeto de graves denúncias neste fim de semana.

    Os fatos revelados no domingo, 9 de Junho, pelo Intercept configuram graves violações à Constituição, comprometendo a imparcialidade e a legitimidade do processos conduzidos pela Operação Lava Jato, em Curitiba(PR). Também expõem suspeitas de uso da máquina judiciária com propósitos eleitorais, uma grave ameaça de violação da soberania popular.

    As conversas entre o hoje ministro Sergio Moro e procuradores da República desvendadas pelo site são deploráveis e atentam contra o Estado Democrático de Direito. Revelam também abusos de autoridade conduzidos por quem deveria zelar pela Lei e pela Constituição Federal. É um ataque sem precedentes na história da República ao direito de defesa e ao devido processo legal.

    Tais fatos noticiados pelos jornalistas do The Intercept mostram afronta à legislação penal, colocando em risco não apenas o combate à corrupção, mas também a garantia constitucional de independência do Poder Judiciário.

    O exercício ilegítimo de atribuições institucionais e a inobservância dos deveres de magistrados e procuradores representam um atentado contra a própria democracia.

    Os Partidos de Oposição entendem que o combate à corrupção é medida indispensável para a redução das desigualdades sociais e o desenvolvimento do Brasil. Ainda assim é intolerável que juízes e procuradores mantenham uma relação promíscua que resvala para a degeneração institucional.

    Os fins não justificam os meios. Juízes não são acusadores. A atuação livre de paixões e abusos é a melhor forma de garantir decisões legítimas e investigações justas.

    Magistrados e procuradores precisam e devem buscar a devida distância, como exige a lei. O rompimento desse equilíbrio põe em risco investigações e o bom funcionamento das instituições, assim como a própria função jurisdicional.

    A democracia está ameaçada. A simples dúvida sobre a atuação idônea de membros da magistratura e do ministério público é prejudicial às instituições, quando se sabe que a maioria dos seus integrantes agem em estrita observância dos mandamentos constitucionais.

    Diante disso, os Partidos de Oposição exigem o imediato afastamento do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e dos procuradores da República que atuam na força tarefa da Lava Jato, sendo medida de fundamental importância para assegurar o bom andamento das investigações.

    Os Partidos de Oposição anunciam ainda que vão atuar no Parlamento para a convocação de Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol dando-lhes a oportunidade de se explicarem perante a Nação.

    As siglas que formam a Frente de Oposição manifestam solidariedade irrestrita e exigem que o Estado garanta respeito ao exercício da cidadania do jornalista Glenn Greenwald, editor do The Intercept, inclusive com garantias à sua integridade física e de seus familiares.

    Por fim, os Partidos de Oposição expressam total apoio à realização da Greve Geral do dia 14 de Junho, sexta-feira, como forma de protesto e repúdio à proposta de Reforma da Previdência e da agenda regressiva impostas pelo governo Bolsonaro.

    Em defesa da democracia.

    Brasília, 11 de Junho de 2019

    PT

    PCdoB

    PDT

    PSB

    PSOL

    PCB

  • Considerado um dos mais importantes fotógrafos do mundo, o brasileiro Sebastião Salgado concedeu entrevista para a Rádio França Internacional (RFI), nesta terça-feira (19).  

    Para Salgado, o processo de impeachment contra a presidenta Dilma é um jogo de cartas marcadas em que os mais ricos querem voltar ao poder. Para ele, o impeachment é um "golpe de Estado imoral".

    O mineiro Sebastião Salgado completou 72 anos em fevereiro. Ele iniciou carreira em 1973 e se projetou com grandes trabalhos como um dos maiores fotógrafos do mundo. Com um olhar acurado e único. Suas fotografias espelham questões sociais e humanas, de beleza plástica, raramente vistas em imagens.

    Entre muitos outros trabalhos, destacam-se dois produzidos nos anos 1990: Terra, onde conviveu e fotografou camponeses do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com um capítulo à parte dedicado às crianças. Depois viajou pelo mundo e seus cliques registraram Êxodos, sobre as viagens voluntárias ou forçadas realizadas por povos em diversas partes.

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    Fotografias de Sebastião Salgado são expostas em São Paulo

    E o mais recente Genesis que arece consuma essa trilogia sobre a vida humana e sua relação com a natureza, além de mostraras mazelas de uma humanidade em busca de soluções para a vida.

    Leia a entrevista na íntegra:

    Vamos falar primeiramente do Brasil, um país atualmente dividido. De qual lado você está?

    Com certeza não estou do lado que deu um golpe de Estado. A esquerda chegou ao poder com uma proposta interessante. Durante 400 anos tivemos apenas uma classe dominante no comando do país e, nos últimos 13 anos, houve uma verdadeira redistribuição de renda. São mais de 40 milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha da pobreza e que passaram à classe média. Há políticas sociais muito mais interessantes que antes, mas a elite que perdeu o poder tenta voltar de todas as maneiras. Temos uma imprensa de direita que combate o PT. Não sou filiado ao partido, mas não concordo que se elimine a democracia no Brasil através de um golpe de estado imoral.

    Você acha que se trata de uma revanche política?

    Totalmente. Além disso, a classe que quer voltar ao poder é a classe mais corrupta que podemos imaginar. No mandato anterior de Dilma, houve 1.200 processos contra a corrupção.

    O PT mantém suas promessas sociais? O país realmente foi transformado?

    O PT não estava realmente pronto para promover mudanças das dimensões propostas. Havia uma base do partido que era corrupta e que teve o mesmo comportamento dos outros partidos. Temos também que cobrar o PT. Mas o balanço é o mais positivo que o Brasil já teve.

    O que nós choca aqui na França quando escutamos o termo "golpe de Estado" é que não faz muito tempo que o Brasil passou por uma ditadura. É legítimo falar de golpe?

    Poderíamos usar outro termo, mas parece um golpe. Estão tentando destituir um governo legítimo e democrático, é a primeira etapa de uma grande luta.

    O que você achou do Prêmio Pulitzer dado a fotos de refugiados (dividido entre a agência de notícias Reuters e o jornal New York Times, este com fotos do brasileiro Mauricio Lima)?

    Dizem que o fotojornalismo está morto, não é verdade. Ele conta a história. O que eu vejo nessas fotos é o espelho de uma sociedade. Hoje falamos muito de correntes migratórias como se fosse algo novo. Mas elas sempre existiram: a única diferença é que agora elas chegam à Europa. A história é exatamente a mesma.

    A história é a mesma, e os dramas humanos continuam. A originalidade das suas fotos é o preto e branco. Por que essa escolha?

    Nunca fotografei em cores. A cor provoca uma perda de concentração no momento de fotografar. Podemos dar poder e dignidade com o preto e branco. Desde 1980, trabalho com essa estética.

    Portal CTB com RFI e Jornal GGN

  • Por Joaquim de Carvalho, no DCM

    A Divisão de Captura da Polícia Civil do Rio de Janeiro postou em sua página no Facebook a foto de uma mulher de costas com vestido de oncinha, e registrou que se trata de uma condenada por inserir dados falsos em sistema de informação (artigo 313-A do Código Penal).

    Seria apenas mais registro de rotina — prisão de uma condenada pela Justiça — não fosse a mulher a detentora de segredos que podem abalar a Rede Globo.

    A presa é Cristina Maris Ribeiro da Silva, que também assina Cristina Maris Meinick Ribeiro, a mulher que deu sumiço no processo da Receita Federal em que os donos da Globo são denunciados por sonegação fiscal.

    O crime é de doze anos atrás, e ela chegou a permanecer presa na época por três meses, mas foi colocada em liberdade através de um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes.

    Os donos da Globo nunca responderam pela acusação de sonegação nem foram chamados para depoimento no caso do sumiço do processo, em que os maiores beneficiados foram eles.

    Se o processo não tivesse desaparecido, a denúncia seria encaminhada à Procuradoria da República, à qual caberia a iniciativa de pedir a abertura de processo criminal.

    Cristina impediu que isso acontecesse quando, no dia 2 de janeiro de 2007, interrompeu suas férias para ir à delegacia da Receita Federal onde estava o processo.

    Ela levava uma bolsa vazia quando entrou e, ao sair, a bolsa estava cheia, conforme registraram as câmeras de segurança.

    Cristina levava na bagagem os três volumes do processo. Denunciada, respondeu a uma sindicância e, mais tarde, por ordem da Justiça, foi presa preventivamente.

    Solta, voltou a morar no apartamento de um andar, na avenida Atlântica, em Copacabana, avaliado em 4 milhões de reais.

    Sempre que prestou depoimento, disse não se lembrar por que deu sumiço nos processo da Globo.

    Seus advogados alegavam que o esquecimento era em razão de forte estresse emocional.

    A investigação da Receita revelou que a Globo não foi a única empresa beneficiada pela ação criminosa dela.

    Funcionária de baixo escalão da Receita, tinha sob sua responsabilidade digitar dados no Comprot, o sistema informatizado que registra os dados dos processos em tramitação na Receita.

    Ela não tinha poderes para criar novos processos, mas podia modificá-los. Num processo em que um taxista carioca pedia isenção do IPI para um carro novo, ela mudou os dados da ação. Tirou o nome do taxista, João Pereira da Silva, e colocou o da empresa Cor e Sabor Distribuidora de Alimentos Ltda.

    Também alterou a natureza do processo. Em vez da isenção de IPI, passou a constar crédito tributário para a empresa.

    A Cor e Sabor Distribuidora de Alimentos, que era a maior fornecedora de quentinhas para os presídios do Estado do Rio de Janeiro, obteve assim declaração de compensação tributária e, em consequência, a certidão negativa de débito, necessária para celebrar contratos com o poder público.

    Depois de cinco anos, a homologação da compensação se tornou automática, ainda que o processo físico nunca tivesse existido, e as informações colocadas no sistema fossem fictícias.

    Em outro processo, uma pequena empresa, a Ótica 21, pediu seu reenquadramento no Simples, mas, com a inserção de dados falsos, se transformou num caso de compensação tributária em favor da Cipa Industrial de Produtos alimentares Ltda., dona da marca Mabel.

    Muitas outras grandes empresas foram beneficiadas, como a Megadata, que faz parte do grupo Ibope.

    Cristina também conseguia emitir novos CPFs para pessoas com nomes sujos na praça.

    Todos esses processos andaram e levaram à prisão de Cristina, mas o caso da Globo ficou pela metade.

    Cristina respondeu pelo desaparecimento do processo, mas o caso não identifica nem responsabiliza o mandante.

    A troco de que ela cometeu o crime? Por quê? Ela nunca explicou.

    O processo desaparecido revelava sonegação da Globo no valor de mais de 600 milhões de reais, em valores da época, decorrentes da fraude que permitiu ao grupo comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 sem recolher impostos no Brasil.

    Presa mais uma vez, agora pela condenação judicial, Cristina talvez recobre a memória e diga de uma vez por todas por que e a mando de quem resolveu ajudar os donos da Globo — Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho — a se livrarem de uma acusação por crime contra a ordem tributária.

  • Pelo menos cinco parlamentares da oposição consultaram a mesa diretora sobre a possibilidade de pedir a cassação do filho do presidente

    A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre indícios de fraudes financeiras do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) começa a ter desdobramentos. Senadores já se articulam para apresentar uma representação contra o filho do presidente no Conselho de Ética da Casa.

    O MP pediu a quebra do sigilo bancário de Flávio por suspeitas de irregularidades. Pelo menos cinco parlamentares da oposição consultaram a mesa diretora sobre a possibilidade de pedir a cassação do filho do presidente.

    O colegiado pode rejeitar o processo. O que vai acontecer no futuro vai depender da articulação do governo. O Conselho de Ética do Senado ainda não foi instalado.

    Lavagem

    O MP-RJ apurou indícios de lavagem de dinheiro nas transações imobiliárias de Flávio, à época em que era deputado estadual pelo Rio.

    De acordo com os promotores, o filho de Bolsonaro lucrou R$ 3,08 milhões com compra e venda de imóveis entre 2010 e 2017, quando adquiriu 19 apartamentos e salas comerciais pelo valor de R$ 9,4 milhões.

    Fonte: Forum

    Sobre o mesmo tema, onde se revela a farsa do Clã Bolsonaro, hoje no poder graças a um falso moralismo (em que, ao lado da homofobia e do racismo, destacava-se o combate à corrupção), o jornalista Fernando Brito fez o seguinte comentário no Blob Tijolaço:

    Família de ex-madrasta pagava para Flávio nomeá-la, diz Época

    Parece terem-se aberto as portas do chiqueiro funcional do gabinete do “Filho 01”, Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

    Ontem, já havia sido mostrado que ele (e o pai) contratavam nada menos que 13 parentes de sua ex-mulher e madrasta

    Agora, a Época revela – diz que tem gravações de pelo menos dois deles – que estes eram “laranjas” que devolviam 90% do que recebiam pelo cargo a Flávio.

    Em O Globo, Bela Megale fala de outra frente de “coleta” de recursos: Fabrício Queiróz cuidaria de ficar com dois terços do valor dos cargos de militares colocados à disposição do gabinete do então deputado.

    É o “toma de lá e me dá para cá” escancarado.

    De lá dos EUA, o pai “machão” não desmente os fatos, mas faz bravata:

    — Agora, estão fazendo esculacho em cima do meu filho. Querem me atingir? Venham para cima de mim! Querem quebrar meu sigilo, eu sei que tem que ter um fato, mas eu abro o meu sigilo. Não vão me pegar.

    Acho que vão, Jair…

  • Ao que parece foi retomado com força total a era dos arquivamos de processos criminais, pelo menos das investigações contra os amigos "rei".

    na manhã desta quinta (17), o Ministério Público do Rio Janeiro que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou suspender a investigação contra o ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, apontado como caixa do clã Bolsonaro. O promotor não informou motivou da decisão cautelar do STF

    As investigações sobre outros assessores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) também foram suspensas. 

    Recorde

    O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Alerj, é foi pego em investigação Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ele fez movimentação atípica superior a R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, inclusive pagamentos de R$ 24 mil a Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro. Com isso, se tornou o principal personagem no caso que trouxe as primeiras dores de cabeça ao novo governo.

    Portal CTB - Com informações das agência

  • Com a decisão, Temer e Lima ficarão em liberdade pelo menos até o julgamento definitivo do mérito do habeas corpus, pela própria Sexta Turma, em data ainda não definida

    A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, em caráter provisório, conceder habeas corpus e libertar Michel Temer, preso na sede do Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar, em São Paulo.

    Os quatro ministros que votaram – Antônio Saldanha, Laurita Vaz, Rogério Schietti e Néfi Cordeiro – se manifestaram favoráveis à libertação de Temer e de João Baptista Lima Filho, ex-assessor e amigo pessoal do emedebista.

    Com a decisão, Temer e Lima ficarão em liberdade pelo menos até o julgamento definitivo do mérito do habeas corpus, pela própria Sexta Turma, em data não definida.

    Medidas cautelares

    Os ministros decidiram pela substituição da prisão por medidas cautelares: proibição de manter contato com outros investigados; proibição de mudança de endereço e de se ausentar do país; entregar o passaporte; bloqueio dos bens até o limite de sua responsabilidade; não contato com pessoas jurídicas relacionadas ao processo; proibição de exercer funções de direção em órgãos partidários.

    Fonte: Forum