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Ter, Out

CTB

  • "17º Congresso da FSM reforça luta da classe trabalhadora mundial", diz dirigente da CTB

    Representantes de mais de 70 entidades sindicais oriundos da África, Ásia, América Latina e Europa se reunirão entre os dias 5 e 8 de outubro na cidade de Durban, na África do Sul, para o 17º Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM).

    Federação Sindical Mundial realiza no Paraguai plenária preparatória para 17º congresso

    O secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, está em Atenas (Grécia), na sede da FSM, para ajudar nos preparativos da atividade. Ele concedeu ao Portal CTBuma entrevista exclusiva na qual falou sobre o atual momento político e os desafios do movimento sindical diante deste cenário adverso. Leia abaixo a íntegra: 

    divanilton brasil ctb
    Portal CTB: O 17º Congresso da Federação Sindical Mundial ocorre em um momento de ofensa das forças conservadoras contra a classe trabalhadora em todo o mundo. Neste contexto, qual o papel do movimento sindical internacional na defesa dos direitos e como a classe trabalhadora deve agir frente a esta ameaça?

    Divanilton Pereira: A civilização contemporânea passa por uma severa ameaça. O capitalismo, mais uma vez, com sua natureza excludente e concentradora de capitais através de uma de suas maiores crises, impõe aos povos e, sobretudo, à classe trabalhadora uma escalada de perdas de direitos e de perspectivas. O desemprego e o genocídio contra os imigrantes são as manifestações mais trágicas da atualidade.

    A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico.

    “Pelas conquistas das necessidades contemporâneas para os trabalhadores e contra a pobreza e as guerras geradas pela barbárie capitalista” é o lema da atividade que vai de encontro ao momento atual de crise do capitalismo mundial e suas consequências. Qual a importância da organização sindical neste cenário?

    Vivemos num quadro político desfavorável para a classe trabalhadora em nível mundial. O capital financeiro hegemoniza a economia, determina a política e dita sua agenda anti-povo e anti-trabalho. A resultante deste quadro é o aumento da pobreza, uma juventude sem perspectiva e o desemprego chegando este ano aos 200 milhões, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    Além disso, acirram-se as disputas geopolíticas, criando um ambiente crescente de incertezas e tensões. O consórcio imperialista, liderado pelos EUA, luta por sua hegemonia e reage patrocinando atrocidades e guerras. O lema do 17º Congresso da FSM está em sintonia com esse quadro e o seu aprofundamento nos debates, contribuirá para que o sindicalismo classista em nível internacional resista contra essa ofensiva espoliadora.

    Qual a importância da atividade acontecer na África do Sul, um dos países que com o Brasil, Rússia, India e China, compõem o (Brics)? Como esse bloco, que tem um banco próprio, pode ser uma alternativa a hegemonia dos países ricos?

    Vivemos uma transição na geopolítica, na qual novos polos produtivos e econômicos disputam exercer um maior protagonismo e sem o tutelamento absoluto da tríade FMI, Banco Mundial e Banco Central Europeu. A constituição do BRICS é a expressão máxima dessa reação.

    Logicamente que esse movimento não é um passeio. Por ameaçar o status quo hegemônico atual, seus integrantes sofrem as mais variadas contestações, sanções e conspirações – como a do Brasil – para inviabilizá-lo. A realização do congresso da FSM na África do Sul aproxima o sindicalismo classista dessa importante possibilidade histórica.

    Além de nossos históricos laços culturais, será uma honra para todos os participantes conhecerem in loco um povo que é um dos símbolos da luta anticolonialista e antisegregacionista. A terra de Nelson Mandela.

    Qual a expectativa da CTB para este congresso?

    A mais promissora possível. Estamos com uma delegação composta de 44 companheiros e companheiras, 45% de mulheres. É a maior representação da história do sindicalismo classista brasileiro. Esse coletivo expressa na prática a valorização que a CTB dá ao internacionalismo e à solidariedade classista.

    A nossa identificação com a FSM é histórica e é sustentada pelo conteúdo de nossos programas. Uma concepção anti-imperialista, antineoliberal e socialista.

    Estamos convictos de que as resoluções desse congresso, além de fortalecerem o nosso ideário e aperfeiçoarem o conhecimento de nossos sindicalistas sobre o movimento sindical internacional, reforçarão as lutas da classe trabalhadora em nível mundial.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • "Lula, conte com a CTB", diz dirigente Nivaldo Santana em Jornada em Defesa da Democracia

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa da Jornada em Defesa da Democracia, uma atividade em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que presta depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, nesta quarta-feira (10).

    Lideranças dos movimentos sociais e parlamentares de todo o Brasil estão no Paraná para prestar seu apoio a Lula. O vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, acompanhado pela secretária de Imprensa e Comunicação, Raimunda Gomes e pela presidenta da seção estadual da entidade sindical no Amazonas, Isis Tavares participam do ato “Um Brasil Justo para Todos e pra Lula Também”.

    nivalto ctb doquinha isis lula

    “O povo brasileiro vive um período intenso de luta. A nossa greve geral de 28 de abril contra o fim da aposentadoria e em defesa dos direitos trabalhistas paralisou mais de 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores do Brasil inteiro”, declarou Nivaldo Santana em discurso nesta tarde na Praça Santos Andrade, onde ocorre a atividade.

    De acordo com ele, esta é uma demonstração da "luta do povo contra essa agenda do governo golpista que está afundando o Brasil e jogando milhões de trabalhadores no desemprego e na miséria”, expressou.

    Assista abaixo a íntegra do discurso:



    Nivaldo denunciou ainda a partidarização da Operação Lava Jato e “Estado de exceção” vivido no Brasil. Na última terça (9), o Instituto Lula teve as atividades suspensas pela Justiça Federal sob a alegação de que o lugar “possa ter sido instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”, conforme declaração do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, em Brasília.

    “Nós da CTB somamos nossa voz com amplas forças políticas e sociais que defendem um novo rumo para nosso país: com democracia, desenvolvimento e defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Lula, conte com a CTB”, exclamou Santana.

    Pela manhã, o secretário-geral da CTB Paraná, Zenir Teixeira, fez um discurso no qual denunciou as medidas do governo ilegítimo de Michel Temer contra a população. “Eles querem escravizar a classe trabalhadora”, disse ao se referir às reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam no Congresso.

    Segundo ele, a organização e a unidade dos movimentos sociais e partidos políticos progressistas e de esquerda são fundamentais para enfrentar as medidas contra a retirada de direitos classe trabalhadora.

    “Nossa luta é justa por um Brasil soberano e livre do imperialismo. Um Brasil socialista que tenha como centro a valorização do homem pelo homem”, finalizou Teixeira.

  • Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela realiza ato político-cultural nesta sexta (1º) em São Paulo

    Em solidariedade ao povo venezuelano, o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela - composto partidos políticos, veículos da mídia alternativa e organizações sociais entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - promove, no dia 1º de setembro, um ato político-cultural para somar esforços na defesa da democracia e da paz no país irmão. O evento é aberto e ocorre na sede do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, no centro da capital paulista (Rua Araújo, 216, próximo ao metrô República), a partir das 18h.

    Com muita música, comida e bebidas típicas da Venezuela, o encontro terá um ato político com as presenças de Vanessa Grazziotin (senadora pelo PCdoB-AM), Guilherme Boulos (Frente Povo Sem Medo), Ivan Valente (deputado federal pelo PSOL), Lindbergh Farias (senador pelo PT-RJ), João Pedro Stédile (coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST) e pelo escritor Fernando Morais.

    venezuela ato politico

    O evento tem como proposta reunir lideranças do movimento social, de partidos e todos os simpatizantes solidários ao povo venezuelano, para celebrar a cultura do país e manifestar apoio aos avanços por eles obtidos. Esses avanços devem se aprofundar com a Assembleia Nacional Constituinte, eleita por 8 milhões de votos no dia 30 de julho e já em pleno funcionamento.

    Prestar apoio e reafirmar valores como a integração e a defesa da autodeterminação do povo venezuelano é, na avaliação do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, uma tarefa urgente frente às graves ameaças feitas, por exemplo, por Donald Trump. Em pronunciamento recente, o presidente estadunidense cogitou explicitamente a possibilidade de intervenção militar no país latino-americano.

    Manifestar solidariedade também é uma resposta do povo brasileiro às posições tomadas pelo governo Temer, que se alinham automaticamente aos ataques contra a Venezuela, e ao terrorismo midiático predominante no noticiário dos grandes grupos de comunicação, repleto de desinformação e extremamente enviesados e irresponsáveis em relação à complexa situação vivida pelo país vizinho.

    Todos são bem vindos ao ato político cultural pela paz na Venezuela. Convide seus amigos e manifeste sua solidariedade ao povo venezuelano no dia 1º de setembro!

    Confirme sua presença na página oficial do evento no facebook.

  • CTB denuncia EUA e governo Temer em congresso sindical da FSM, na África do Sul

    Cerca de dois mil trabalhadores de 111 países e cinco continentes estão em Durban, cidade litorânea da África do Sul, participando da 17ª edição do congresso internacional da Federação Sindical Mundial (FSM). São sindicalistas provenientes de 1,2 mil entidades sindicais classistas e comprometidas com os lemas: unidade, luta e internacionalismo. Juntos, representam mais de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras ao redor do mundo.

    Discurso de Adilson Araújo, presidente da CTB, no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    A CTB está presente com 44 delegados e delegadas, de todo o Brasil, todos dirigentes sindicais de diferentes áreas de atuação, e comprometidos com a denúncia do golpe, do governo ilegítimo de Michel Temer e das graves ameaças à classe trabalhadora. Esta é a maior delegação da história da central em um congresso internacional e reflete a exata dimensão que a CTB vem dando à crise que a classe trabalhadora mundial enfrenta no Brasil e em diversas partes do mundo.

    “A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico. E por isto o Congresso, neste momento, é tão importante”, avalia o secretário internacional da CTB, Divanilton Pereira, coordenador da FSM para o cone sul e um dos organizadores do encontro. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos primeiros oradores ainda no final da manhã desta quarta-feira (5). Denunciou a situação política brasileira, o golpe, os interesses poderosos dentro e fora do país envolvidos neste processo, e a infame e retrógrada política externa brasileira, que reverte um posicionamento progressista e solidário na América Latina que vinha sendo construído há 12 anos.

    Atacou duramente os EUA e sua ativa atuação nos desmandos e desmontes em curso no Brasil, com destaque também à Petrobras: "Os EUA ganharão com a mudança das regras de exploração do pré-sal, feitas sob encomenda da multinacional Chevron com o descarado propósito de entregar o petróleo brasileiro aos monopólios estrangeiros de mão beijada".

    E finalizou, sob aplausos e gritos de Fora, Temer!, que permearam o dia inaugural do Congresso: “São imensos os desafios que emergem nesse cenário de adversidades para as forças progressistas, o sindicalismo classista, a CTB e a nossa querida Federação Sindical Mundial (FSM). A experiência histórica vai mostrando que não haverá um desfecho positivo para a crise nos marcos do capitalismo. É hora de reiterar e renovar a luta pelo socialismo”.

    Mandela, Mabhida e Amandla

    A abertura do evento contou com a participação do presidente da África do Sul e do Congresso Nacional Africano (ANC) , Jacob Zuma, que, em seu discurso, condenou o imperialismo mundial pela tragédia dos imigrantes e refugiados e destacou a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras como a chave para se avançar e reverter o cenário hostil dos tempos atuais.

    Lembrou Nelson Mandela, líder maior e símbolo da luta contra o Apartheid e a opressão, e Moses Mabhida, lendário dirigente sindical e líder do partido comunista no país de 1978 até 1986, ano de sua morte. Mabhida dá nome ao estádio de esportes que sediou a Copa do Mundo e é um dos maiores do país.

    George Mavrikos, presidente da FSM, fez um histórico das ações da federação ao longo de seus 71 anos de história, e foi seguido pelo presidente do Congresso das Centrais Sindicais da África do Sul (Cosatu), Sdumo Dlamini, que comunicou a todos que haverá uma greve geral nesta sexta-feira (8), motivada, principalmente, por revindicações sobre as condições de transporte e educação.

    Ao longo do dia, os sindicalistas da Cosatu, única e histórica central sindical sul africana, encantaram o estádio, entoando cantos da música folclórica africana. Os dirigentes também usam uma palavra especial para convocar a luta e a união: Amandla, do idioma zulu, que significa "poder", ao que todos respondem: "awethu", que quer dizer "nosso".

    Amanhã tem mais.

    Natália Rangel, de Durban, para o Portal CTB

    Foto: Fernando Damasceno

  • CTB denuncia prisão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos

    O coordenador nacional do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, foi detido pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (17), durante a reintegração de posse na Ocupação Colonial, em São Mateus, zona leste de São Paulo, que abrigava cerca de 3 mil pessoas, a maioria idosos e crianças.

    Boulos tentava mediar o conflito entre moradores e policiais quando foi preso. Segundo informações da Mídia Ninja, a Tropa de Choque “estava violentamente removendo as 700 famílias” e ainda denunciam que, segundo a polícia, o líder “está marcado e que tem gravações da participação dele em atos Fora Temer”.

    Para o secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Rogério Nunes, este ato de arbitrariedade contra Boulos tem como objetivo a criminalização dos movimentos sociais.

    “A CTB se solidariza e exige a imediata libertação de Guilherme Boulos”, expressou o dirigente.

    Veja abaixo a nota divulgada pelo MTST

    Prisão absurda de Guilherme Boulos

    O companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que estava acompanhando a reintegração de posse da ocupação Colonial, visando garantir uma desfecho favorável para as mais de 3000 pessoas da ocupação, acaba de ser preso pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.

    Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.

    Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus.

    Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los.

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

    Érika Ceconi - Portal CTB
    Foto: Jornalistas Livres 

  • CTB e CES iniciam a construção da Escola Nacional de Formação

    Da esquerda para a direita: Rogério Nunes, Celina Arêas, Augusto Petta e Gilda Almeida

    Reunidos na manhã desta terça-feira (9), dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) renovaram o convênio entre as entidades com a inovação do projeto piloto da Escola Nacional de Formação, da central sindical que mais cresce no Brasil.

    “Desde a sua criação, a CTB procurou valorizar o processo formativo de seus associados”, diz Adilson Araújo, presidente da CTB. Inclusive, diz Araújo, “o melhor remédio em tempos de crise é trabalhar a formação. Na atual conjuntura, torna-se essencial para a classe trabalhadora”.

    Já Gilda Almeida, secretária-adjunta de Finanças da CTB e coordenadora-geral do CES, explica que todos os anos, desde 2007 (início da CTB), os convênios vêm se firmando. “A partir de agora, a ideia é ter mais cursos e que eles sejam mais atrativos para o movimento sindical”.

    Para ela, a formação de sindicalistas é essencial para se travar a luta política e sindical com uma visão mais abrangente. "E assim conseguir uma atuação mais condizente com as necessidades das trabalhadoras e dos trabalhadores para o enfrentar o capital."

    O coordenador-técnico do CES, Augusto Petta, diz que a proposta é estimular cada vez mais as estaduais da CTB a participarem dos cursos. "É muito importante melhorar e ampliar a atuação, principalmente neste contexto adverso que vivemos”, afirma.

    Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB, conta que a criação de uma Escola Nacional de Formação foi aprovada no 3º Congresso Nacional da central em 2013. “Com a renovação da parceria com o CES, daremos andamento ao nosso projeto de escola para ampliar a formação”.

    Ela explica que, o projeto piloto da escola funcionará incialmente em São Paulo, na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros. “Renovamos esse convênio, para estabelecermos cursos com mais continuidade. Queremos cursos reforçados, que contem com mais horas”, acentua.

    Portal CTB - Foto: Joanne Mota

  • CTB presta solidariedade às vítimas de terremoto na Itália

    Na madrugada desta quarta-feira (24), um forte terremoto, com magnitude de 6,2 na escala escala Richter, atingiu o centro da Itália deixando ao menos 73 mortos e mais de 100 desaparecidos.

    Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), organismo que registra os tremores em todo mundo, o impacto foi maior perto de Perugia, região localizada a menos de 200 quilômetros da capital italiana, Roma. As cidades mais atingidas foram Accumoli, Amatrice, Posta e Arquata del Tronto.

    Solidária com o povo italiano, a CTB enviou uma nota para central União Sindical de Base (USB), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), na qual expressa suas condolências e total apoio ao povo da Itália.

    Leia abaixo a íntegra do comunicado: 

    Queridos camaradas da USB,

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), uma organização sindical classista, expressa seu total apoio e solidariedade com a classe trabalhadora e o povo da Itália e envia suas condolências pela destruição e mortes causadas pelo terremoto que devastou o centro daquele país na quarta-feira (24).

    Nossos pensamentos e desejo de melhora estão com vocês.

    Saudações fraternas,

    Adilson Araújo, presidente da CTB 
    Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais 

    São Paulo, 24 de agosto de 2016

    Érika Ceconi - Portal CTB, foto: Remo Casilli-Reuters 

     

  • CTB repudia tentativa de invasão ao gabinete de Jamil Murad por grupo fascista

    Quatro dias após o ato de vandalismo propagado pelo integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, que tentou tumultuar uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo em homenagem aos 90 anos de Fidel Castro, um grupo tentou invadir o gabinete do vereador Jamil Murad (PCdoB), na última terça-feira (23). 

    Cerca de 15 pessoas se dirigiram à sala de Murad aos gritos: “fora, Murad”, “fora, comunistas”, “fora Lula e Dilma” e tentaram agredi-lo fisicamente. O grupo teve que ser contido pela segurança do local.

    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que participou na organização da sessão solene, “essa atitude exprime intolerância e preconceito típicos deste novo ambiente político conservador nacional”, frisou o sindicalista.

    Jamil Murad mediou a homenagem que contou com a presença da cônsul de Cuba, Nélida Hernández Carmona, do teólogo Frei Betto e de lideranças políticas e do movimento social. No começo do evento, Holiday, que é candidato a vereador pelo partido Democratas, tentou arrancar o banner e agrediu verbalmente os participantes ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento.

    jamil murad camara sãopaulo

    Para Murad, os dois episódios estão interligados. Segundo ele, o ocorrido nesta terça teria sido uma retaliação à homenagem a Fidel, "um líder que tirou o povo do analfabetismo e enfrentou o imperialismo".

    Na opinião do dirigente da CTB, este ataque contra Fidel Castro “revela que o líder da Revolução Cubana está ao lado dos valores democráticos e solidários”, declarou. Ele também condenou a agressão contra o vereador. Murad  classificou como "fascista"a onda de intolerância que ronda o país, em um momento de investida contra a democracia. "Mas eles não vão nos calar, nem nos intimidar", disse.

    O integrante da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, em ato contra o golpe na noite da última terça, também repudiou o ataque contra o Murad. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • CTB saúda histórico acordo de paz entre Farc e governo colombiano

    Na última quarta-feira (24), as Força Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano anunciaram a conclusão das negociações de paz, colocando fim ao conflito armado que dura mais de 50 anos naquele país. 

    Desde novembro de 2012, as partes dialogavam em Havana (Cuba), onde entraram em consenso em relação a todos os pontos do acordo como: reparação às vítimas, justiça transicional, reforma agrária, fim do narcotráfico, participação política da guerrilha, fim do conflito e validação do acordo.

    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira “esse acordo de paz interessa diretamente ao povo colombiano que, historicamente, tem sido vítima das atrocidades de governos antidemocráticos alinhados com os interesses norte-americanos”, declarou ao Portal CTB.

    O dirigente denunciou ainda que naquele país o número de assassinatos de sindicalistas e lideranças do movimento social alcança índices alarmantes. “Esse processo, portanto, interessa aos povos da América Latina e Caribe. Manteremos altivez e vigilância para que os desfechos desse processo sejam exitosos”, alertou Pereira.

    Diversos movimentos sociais, entre eles a Marcha Patriótica, saudaram a iniciativa. Em comunicado eles convocaram a população colombiana para votar pelo “sim” no plebiscito que validará o acordo e deve ocorrer no próximo 2 de outubro, segundo o presidente colombiano Juan Manuel Santos.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Dirigente da CTB debate as reformas trabalhista e previdenciária no 55º Congresso da UNE

    Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), o secretário da Juventude Trabalhadora, Vítor Espinoza, levou a mensagem da central em solidariedade aos estudantes brasileiros, Criticou a reforma do ensino médio e a pretensão de privatizar as universidades públicas, tirando toda a possibilidade da juventude trabalhadora de ingressar no ensino superior.

    55 conune

    Espinoza saudou os estudantes e participou de um debate sobre as nefastas reformas trabalhista e previdenciária. "A CTB se une aos estudantes nessa luta para barrar esses enormes retrocessos que prejudicam a classe trabalhadora, o país, mas principalmente ceifa os sonhos de uma vida melhor para a juventude", afirma.

    Portal CTB

  • Dirigente da CTB denuncia golpe no Brasil durante encontro sindical na Grécia

    A Frente Militante de Todos os Trabalhadores da Grécia (Pame) realizou na capital Atenas nos dias 19 e 20 de novembro seu 4º Congresso Nacional. O dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Assis Melo, representou a organização no encontro que reuniu 37 delegações internacionias.  

    Durante o evento, a central sindical grega fez um levantamento de toda a sua atuação desde sua fundação, em 1999. “A Pame tomou clara posição contra as guerras e invasões imperialistas com ações e iniciativas militantes. Organizou e segue expressando, diariamente, e com formas diversas a solidariedade com refugiados e os imigrantes”, apontou o discurso do secretariado executivo.

    Os participantes também debateram a atual conjuntura daquele país e do mundo. “A luta pela recuperação das perdas para uma vida digna deve ser combinada com outro caminho de crescimento com o povo no poder”, concluiu o secretariado.

    Na avaliação de Assis Melo, o congresso foi uma oportunidade do movimento sindical trocar experiências sobre como a classe trabalhadora está se organizando para enfrentar essa onda conservadora e neoliberal que avança sobre o continente. "Existe uma resistência contra as medidas que acabam com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo", declarou Melo. 

    Em sua intervenção, o dirigente da CTB, denunciou o golpe no Brasil, que afastou a presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, e as políticas que Michel Temer está tentando impor no país. "O golpe atende em primeiro lugar aos interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos. Faz parte da grande onda conservadora que invadiu a América Latina e o Caribe nos últimos anos e ameaça reverter o ciclo político progressista iniciado na região no alvorecer do século 21, que se expressou em fatos como a rejeição da Alca, a criação da Alba, da Unasul e da Celac, a ampliação do Mercosul", expressou o sindicalista.

    Neste sentido, ele também alertou sobre a entrega de setores estratégicos como a exploração do petróleo para multinacionais. "Os EUA ganharão também com a mudança das regras de exploração do chamado pré-sal, feita sob encomenda da multinacional Chevron com o propósito de reduzir a participação da Petrobras e entregar o petróleo brasileiro aos monopólios estrangeiras", frisou. 

    Clique aqui e leia a íntegra do discurso de Assis Melo  

    Érika Ceconi - Portal CTB
    Foto: Pame 

  • Em vídeo, coordenador do MTST, Guilherme Boulos, denuncia reforma trabalhista

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) tem denunciado a Reforma Trabalhista, em tramitação no Congresso, liderada pelo governo ilegítimo de Michel Temer contra os direitos.

    De acordo com o projeto, que altera mais de cem pontos da legislação, poderão ser negociados entre o empregador e empregado o parcelamento das férias em até três vezes, a compensação da jornada de trabalho, os intervalos de intrajornada, entre outros.  

    O coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, que participará da atividade, gravou um vídeo para sua coluna na Mídia Ninja, no qual explica as alterações em cinco pontos que prejudicam a classe trabalhadora.  

    Assista:

    Portal CTB

  • Federação Sindical Mundial apoia dia nacional de paralisação no Brasil

    A Federação Sindical Mundial (FSM) enviou uma nota para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), na última terça-feira (20), em apoio aos atos que ocorrerão por todo o Brasil na próxima quinta (22).

    Vamos mobilizar para a paralisação nacional nesta quinta (22), conclama presidente da CTB

    No comunicado, a entidade internacional a qual a CTB é filiada e que irá realizar em outubro seu 17º Congresso, reforçou a defesa da democracia e as denúncias da classe trabalhadora contra o golpe. Leia a íntegra: 

    A Federação Sindical Mundial apoia o ato da defesa dos direitos no Brasil em 22 de setembro

    A Federação Sindical Mundial (FSM) que está se preparando para seu 17º Congresso, em nome de seus 92 milhões de membros nos 5 continentes, reitera seu apoio ao ato unitário da defesa dos direitos para o dia 22 de setembro no Brasil.

    A FSM soma sua voz  com as centrais contra o governo de Michel Temer que tenta "jogar a conta da crise econômica nas costas da classe trabalhadora e dos mais pobres".

    Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil têm a oportunidade de mostrar que não aceitarão perder direitos históricos nem sequer vir precariamente no século 21. O lema da unidade e da luta da classe trabalhadora deve espalhar-se em toda parte! Assim se conseguirá o sucesso do ato de 22 de setembro.

    Portal CTB 

  • Fidel Castro é homenageado em sessão solene em São Paulo

    Nesta sexta-feira (19), os partidos de esquerda promoveram uma sessão solene, na Câmara Municipal de São Paulo, em homenagem ao líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, que completou 90 anos no último sábado (13). 

    Além dos parlamentares, o evento contou com a presença de lideranças do movimento estudantil, da cônsul Geral de Cuba na capital paulista, Nelida Hernández Carmona, e do teólogo Frei Betto, que falaram das dificuldades causadas pelo bloqueio econômico dos EUA, e das importantes conquistas da ilha caribenha, como a erradicação do analfabetismo, o acesso à saúde e educação e a reforma agrária, entre outras.

    “Fidel, desde muito cedo, abraçou o diário martiniano (de José Marti) e dedicou sua vida a transformá-lo em realidade, logrando a Patria Livre”, declarou Nelida Carmona, ao fazer referência ao herói da independência cubana, José Marti.

    Em sua intervenção, Frei Betto contou que esteve com Fidel na ocasião de seu 90º aniversário. “Quantas vidas foram salvas em Cuba graças à revolução”, frisou o teólogo, que exaltou a luta do revolucionário e de seu povo por uma sociedade mais justa e igualitária.

    Para o presidente da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, Fidel é um ícone das forças revolucionárias e progressistas em todo o mundo. “A CTB saúda o grande comandante Fidel Castro e o povo de Cuba por sua luta anti-imperialista”, declarou o sindicalista.

    Já o vice-presidente da seção estadual da central, Pedro Mesquita, que esteve na ilha caribenha, destacou que “Cuba é um exemplo para o Brasil e para o mundo de uma sociedade que luta pelo coletivo”, disse. No fim do encontro foi exibido um vídeo, feito em Cuba, parabenizando Fidel. A atividade foi organizada pelos partidos PCdoB, PSOl, PT, PSB e PDT.

    No começo do encontro, durante o discurso de Jamil Murad (PCdoB), o candidato a vereador pelo partido Democratas e membro do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, tentou arrancar o banner de Fidel Castro e tumultuar a sessão. Ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento. O ato de vandalismo foi repudiado por todos os presentes.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Fórum das Mulheres das centrais sindicais decide rechaçar retrocessos do governo golpista

    Em reunião, nesta terça-feira (21), o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu que não interessa para as mulheres dialogar com o governo golpista e machista de Michel Temer.

    “Tiramos uma posição unânime contra o golpe”, afirma Gilda Almeida, secretária de Finanças Adjunta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e integrante da Comissão Nacional de Mulheres da central.

    Gilda explica que “as dirigentes das secretarias de mulheres das centrais que compõem o Fórum (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT) definiram posição contra todas as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista”.

    Por isso, o FNMT é contra a reforma da previdência, essencialmente sobre elevar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos. Também “vamos elaborar um documento contra os retrocessos na saúde pública, na educação, na cultura e nos direitos sociais e individuais, propostos por Temer”.

    Na reunião ficou definido ainda que é muito importante defender a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), dentre outros necessários para “combater a desigualdade social”, reforça.

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    O Programa de Valorização do Salário Mínimo foi entendido com essencial para aquecer a economia e elevar o patamar de vida dos mais pobres, principalmente, o FNMT defende “que os aumentos acima da inflação para o mínimo sejam referência para o pagamento de aposentadorias e pensões, como tem sido feito nos últimos anos”.

    O FNMT vai ainda lançar um documento que para “debater o impacto sofrido pelas trabalhadoras com o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como os projetos perniciosos que tramitam no Congresso Nacional”.

    Também foi deliberado marcar audiência pública na Câmara dos Deputados ou no Senado para denunciar a violência e a discriminação que as mulheres sofrem no Brasil, “amplificada com esse governo golpista”, diz Gilda.

    Além de defender que é fundamental combater a cultura do estupro, o FNMT definiu o lançamento de uma cartilha abordando a Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho, que pretende a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas responsabilidades familiares.

    Outra unanimidade do FNMT foi sobre a necessidade de participação no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a importância de se contrapor ao projeto de lei 07/2016, que pretende alterar a Lei Maria da Penha, prejudicando as vítimas de violência.

    “As mulheres das centrais sindicais presentes decidiram também a realização de um ato público em Brasília em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), da educação pública e de combate à violência contra as mulheres e pelo fim da cultura do estupro”, finaliza Gilda.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Eric Paixão

  • Movimentos sociais denunciarão Polícia Militar de São Paulo à OEA

    Representantes dos movimentos sociais, entre eles a CTB, acompanhados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concederam uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (5), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para denunciar a ação truculenta da polícia militar (PM) contra manifestantes e jornalistas desde que o governo Temer Golpista assumiu o comando do país.

    Os parlamentares, que participaram do ato contra o golpe realizado no domingo (4) e que reuniu mais de 100 mil, mostraram sua indignação com a ação violenta da polícia que partiu para cima da população que protestava pacificamente já no fim do percurso, no Largo da Batata, disparando bombas. O ex-ministro Roberto Amaral chegou a ser atingido no braço por estilhaços.

    “Queremos proteção da polícia e o direito à manifestação do pensamento”, expressou Teixeira. O secretário de Políticas Sociais da CTB e integrante da frente Povo Sem Medo, Rogério Nunes, concorda: “É injustificável que o governador do Estado [Geraldo Alckmin] em consonância com o Ministro da Justiça [Alexandre de Moraes] aja com violência contra a população. Reiteramos nossa indignação”, expressou o sindicalista.

    Na oportunidade, Lindbergh informou que entrará com uma representação na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a atuação da PM. Ele ainda lembrou da violência contra os profissionais da comunicação. O fotógrafo Sérgio Silva ficou cego após ser atingido por uma bala de borrachadurante protesto do Passe Livre em 2013 e foi considerado culpado por estar na linha de tiro. “Temos que falar para o Brasil e para o mundo que os jornalistas também estão sendo vítimas. Isso não é normal”, disse.

    Outra denúncia realizada durante a coletiva foi da prisão de 26 jovens, antes da manifestação de domingo começar, sob a acusação de que “pretendiam praticar atos de violência” por portarem gazes, curativos, vinagre e máscaras de proteção eles foram encaminhados ao Deic (Departamento De Investigações Sobre Crime Organizado).

    O ex-senador Eduardo Suplicy leu uma carta assinada por ele e mais dois parlamentares e enviada ao governador e ao secretário de segurança do estado na qual afirma: “Consideramos um exagero a conclusão dos delegados de que aqueles jovens iriam participar de ações violentas no protesto (...) pois a manifestação foi inteiramente pacífica e aqueles jovens nos asseguraram que se tivessem a oportunidade de participar da manifestação também teriam agido pacificamente”, diz o documento.

    Os adultos detidos participam, nesta segunda (5), de uma audiência de custódia no Fórum da Barra Funda e os adolescentes no Fórum da Infância e Juventude do Brás. Os próximos atos organizados pelas frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM) ocorrerão nos dias 7 e 8 de setembro. “Vamos dar uma aula de democracia para esse governo ilegítimo”, afirmou Edson Carneiro Índio, que também representou a FPSM. Lideranças da FBP reforçaram a convocatória para os próximos atos. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Mulheres negras marcham contra a cultura do estupro e em defesa da paz e da justiça

    A marcha das mulheres nesta segunda-feira (25) – Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha – levou para as ruas da cidade de São Paulo, cerca de 5 mil pessoas para protestar contra o golpe machista e racista e em defesa da democracia.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve representada pela secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, que atacou as políticas propaladas pelo governo golpista que visa acabar com os direitos trabalhistas.

    “Não vamos aceitar a retirada de nenhum direito”, disse. “As mulheres negras são as mais discriminadas pelo mercado de trabalho. São as últimas a conseguirem um emprego e as primeiras a serem demitidas, por isso estaremos nas ruas o tempo que for necessário para defender nossas conquistas”.

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    Com a bandeira da CTB, Gicélia Bitencourt e Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Imprensa e Comunicação da CTB

    Enquanto a marcha saia da Praça Roosevelt e caminhava para o Largo do Paissandú, as pessoas paravam para olhar as mulheres negras, latino-americanas e caribenhas cantando e dançando a alegria de serem mulheres “belas, nada recatadas e muito menos do lar”.

    A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Motta Dau defendeu a utilização permanente dos espaços públicos como forma de aglutinar forças para defender a democracia e combater a violência contra as mulheres.

    Discurso de Gicélia Bitencourt no ato

     

    “As mulheres negras estão gritando nas ruas que basta de violência. E esse grito ecoa em todos os cantos, porque não se tolera mais tanta mulher agredida, espancada e morta pelo simples fato de serem mulheres”.

    Bitencourt complementa ao afirmar que as mulheres da periferia não aceitam mais também o assassinato de seus filhos e filhas. “Nós lutamos por um país onde possamos viver o nosso sonho de igualdade e justiça com respeito às nossas vontades e à diversidade”, reforçou.

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    A marcha lotou as ruas da maior metrópole do país

    Os gritos de “Fora Temer” e o canto por justiça chamava a atenção dos transeuntes. Maria das Neves, coordenadora a União Brasileira de Mulheres em São Paulo, disse que “hoje mostramos mais uma vez que não aceitamos mais o papel de meras coadjuvantes, somos protagonistas e iremos até o fim por nossos direitos”.

    "Nenhuma mulher merece ser maltratada. “A nossa luta é contra a cultura do estupro, as discriminações, mas principalmente pelo bem viver em paz e em segurança”, finalizou Bitencourt.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Resolução política da 17ª Reunião da Direção Nacional da CTB

    Terminou, nesta terça-feira (11), a 17ª Reunião da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), realizada desde a última segunda na capital paulista.

    No fim do encontro, aprovou-se por unanimidade uma moção em solidariedade ao Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT/PA), que vem sendo ameaçado de morte, em virtude de seu trabalho na presidência da Comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa do Pará. (acesse aqui).

    Leia abaixo a íntegra da resolução política aprovada:

    Parar o Brasil e barrar o retrocesso neoliberal

    Reunida nos dias 10 e 11 de abril em São Paulo, a Direção Nacional da CTB aprovou a seguinte resolução:

    1- Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil defrontam-se hoje com uma ofensiva inédita em nossa história contra os direitos e benefícios conquistados ao longo de mais de um século de lutas. O governo Temer, que assumiu no curso de um golpe político travestido de impeachment, está impondo à sociedade um programa de radical restauração neoliberal que atropela a democracia, a soberania nacional e os direitos sociais;

    2- Entre as muitas medidas tomadas nesta direção destaca-se a PEC 55, conhecida como a PEC do fim do mundo, que congelou por 20 anos os gastos e investimentos públicos em saúde, educação, infraestrutura, cultura, funcionalismo e ciência e tecnologia, entre outros, para garantir o rigoroso pagamento dos juros extorsivos da dívida pública, que consomem 45% do Orçamento da União. A medida inviabiliza o SUS, compromete a educação pública e o desenvolvimento nacional;

    3- Em 31 de março o chefe do governo ilegítimo sancionou a lei que libera a terceirização irrestrita, o que para a classe trabalhadora vai se traduzir concretamente em arrocho dos salários, aumento da jornada, redução de direitos e benefícios, crescimento dos índices de acidentes e doenças profissionais, precarização e fragmentação da representação sindical;

    4- O pacote de perversidades não para por aí. Os golpistas também encaminharam ao Congresso Nacional propostas de mudanças da legislação trabalhista e do sistema público de aposentadorias e pensões que ferem mortalmente os interesses e direitos do povo trabalhador;

    5- A contrarreforma trabalhista e sindical restaura o projeto neoliberal do tucano FHC que estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado e busca estrangular financeiramente o movimento sindical. Permite o aumento da jornada, o fatiamento das férias e possibilita o fim da CLT e confere ao mercado liberdade absoluta para arbitrar as relações entre capital e trabalho. Na Previdência pretende-se fixar a idade mínima de 65 anos para aposentadorias de homens e mulheres, 49 anos de contribuição ininterrupta para receber o benefício integral e outros retrocessos inaceitáveis. O propósito maior é privatizar a Previdência e acabar com o sistema de Seguridade Social;

    6- A política externa retroagiu aos tempos da diplomacia dos pés descalços de FHC, realinhando o país à estratégia imperialista dos EUA, que também foram favorecidos com a abertura do pré-sal ao capital estrangeiro, o enfraquecimento da Petrobrás, da indústria e da engenharia nacional, bem como o risco de concessão da Base Aérea de Alcântara no Maranhão;

    7- O governo golpista e corrupto não teve o respaldo das urnas, não tem legitimidade e muito menos apoio do povo brasileiro para o seu projeto reacionário. É desaprovado por 90% da população. Em contrapartida, conta com o apoio do Congresso, a cumplicidade do STF e a solidariedade aparentemente irrestrita da mídia burguesa, dos grandes capitalistas, dos banqueiros, dos latifundiários e dos EUA, cujos interesses estão sendo plenamente contemplados por Temer;

    8- A resistência ao golpe é crescente. A indignação e revolta da classe trabalhadora e das forças democráticas e progressistas contra a feroz ofensiva neoliberal ficou evidente nas manifestações dos dias 8, 15 e 31 de março, que superaram as expectativas das centrais e dos movimentos sociais, alteraram opiniões no Parlamento e levaram Temer a dar provas de fragilidade e desespero ao anunciar recuos em pontos relevantes da contrarreforma das aposentadorias. Cumpre destacar o firme posicionamento da CNBB conclamando os fiéis a se mobilizarem e lutarem em defesa dos direitos sociais e humanos que vêm sendo golpeados;

    9- É hora de intensificar o trabalho de conscientização e mobilização das bases, realizando no curso deste mês de abril uma agenda diária de debates com as bases nos locais de trabalho, convencimento popular nas feiras, terminais, bairros, portos e aeroportos, bem como de pressão sobre os parlamentares e governos. Este esforço deve garantir o sucesso da greve geral convocada pelas centrais sindicais para 28 de abril, bem como a realização de manifestações unitárias e massivas no 1º de Maio sob a bandeira do Fora Temer e Diretas Já;

    10- Outro momento importante na vida da CTB este ano, que exige empenho da militância classista, será a realização do 4º Congresso Nacional, em agosto, na Bahia;

    11- A CTB repudia os bombardeios covardes contra a Síria praticados recentemente pelos EUA. É mais uma agressão unilateral à soberania de uma nação árabe, feita à margem da ONU e do Direito Internacional, justificada pela acusação de que o governo sírio teria usado armas químicas na guerra civil em curso naquele país, alegação desmentida pela Síria e Rússia, que atribuem o crime aos terroristas financiados por Washington e seus aliados no Oriente Médio. Não custa lembrar que a mentira é um recurso recorrente usado pelos imperialistas para encobrir suas infâmias e barbaridades. Foi assim na guerra contra o Vietnã e mais recentemente contra o Iraque e a Líbia;

    12- As agressões e ameaças dos EUA contra a Síria e a Coreia do Norte estão colocando o mundo perigosamente às portas de uma terceira guerra mundial. Nestas condições, a luta pela paz mundial ganha enorme relevância. A CTB reitera a defesa de uma nova ordem mundial, sem hegemonias e sem imperialismo, bem como da soberania dos povos e do socialismo.

    São Paulo, 11 de abril de 2017

    Direção Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

     

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