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Dom, Out

CTB-AM

  • #GrevePorDireitos: classe trabalhadora toma Manaus para mostrar que o crime não compensa

    A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, afirma ao site D24am que diversas categorias aderiram à Greve Geral desta sexta-feira (30) contra as reformas da previdência e trabalhista.

    Ela diz que os petroleiros, bancários, metalúrgicos, vigilantes, urbanitários, profissionais da educação e da saúde e muitos mais saíram às ruas de Manaus “para mostrar que o crime não compensa”.

    Acompanhe a entrevista de Isis Tavares 

    Isso porque “pessoas inocentes estão sendo punidas e pessoas com indícios de envolvimento com o tráfico de drogas estão soltas, numa inversão total de valores de boa parte do Judiciário, comprometida com o golpe de Estado que acabou com a nossa democracia”, acentua.

    Mas “estamos nas ruas para barrar as reformas que acabam com os direitos da classe trabalhadora”, complementa. “Não à escravidão moderna”.

    Portal CTB

  • 1º de maio: Assembleia Legislativa do Amazonas faz homenagem à classe trabalhadora

    A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realiza na manhã desta sexta-feira (27), uma sessão solene para homenagear a classe trabalhadora e refletir sobre o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - 1º de maio -. A sessão é uma iniciativa do deputado estadual José Ricardo (PT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Amazonas (CTB-AM) participa da homenagem.

    “A nossa participação nesta sessão é para denunciar os ataques promovidos pelo governo golpista ao mundo do trabalho e ao movimento sindical para retroceder décadas nos direitos trabalhistas”, afirma Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    ctb am 1 de maio 2018

    Ela convida a todas e todos a participarem do ato político na segunda-feira (30), a partir das 8h, no centro de Manaus, para denunciar à população que “a reforma trabalhista não foi feita gerar empregos, muito pelo contrário ela está aumentando o desemprego e precarizando as relações de trabalho, deixando a classe trabalhadora refém de uma legislação e de uma política econômica que só atende ao empresariado”.

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    Unidade e luta: CTB Amazonas se reúne para preparar ato pelo Dia do (a) Trabalhador (a)

    aleam audiencia publica dia do trabalhador

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Amazonenses fazem greve geral com participação de todas as centrais e movimentos

    “A greve geral se reveste de uma importância maior no Amazonas, porque conseguimos unir as seis centrais sindicais do estado e todos os movimentos sociais”, conta Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    De acordo com ela, isso não acontecia há muito tempo. “Infelizmente o estado é um dos que tem maior índice de aprovação do golpista Temer”. Por isso, diz Tavares, “a unidade da classe trabalhadora é muito importante para a resistência à retirada de nossos direitos”.

    Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, afirma que "estamos vivendo uma conjuntura bastante desfavorável para a classe trabalhadora”.

    Por isso, argumenta, “precisamos ampliar o nosso poder de mobilização através do diálogo com aqueles que realmente querem construir a uma frente ampla para barrar os retrocessos e derrotar o governo golpista”. Ele explica ainda que o Sinteam aderiu por unanimidade a greve geral no dia 28.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Amazonenses fazem o Dia Nacional Contra a Reforma da Previdência ser de luta pra valer

    As trabalhadoras e os trabalhadores do Amazonas mostraram muita garra na manifestação desta terça-feira (5) na capital do estado Manaus. As centrais sindicais unidas saíram às ruas juntamente com os movimentos sociais para gritar que todos querem se aposentar com dignidade. "Esta manifestação está levando nosso grito para toda a sociedade de que não aguentamos mais tanto retrocesso. Basta de acabar com os nossos direitos. Chega de entregar as riquezas nacionais para os estrangeiros", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    Os representantes sindicais e da sociedade civil organizada marcharam pelo centro de Manaus e foram bem recebidos pela população que quer fora o presidente mais impopular que o país já teve. "Se botar pra votar, o Brasil vai parar" é o jargão mais utilizado nas manifestações juntamente com o "Fora Temer". "O Brasil precisa sair dessa encruzilhada e voltar a crescer", afirma Tavares. Para ela, somente com democracia, vontade política e com defesa dos interesses nacionais, o país pode sair da crise.

    dia 5 amazonas 1

    Portal CTB

     

  • Audiência pública na Aleam debate alternativas para o setor energético da Amazônia

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) participou de uma audiência pública da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

    De acordo com Edney da Silva Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas (Stiuam), o Fórum do Setor Elétrico - que tem a participação da CTB -, propôs alternativas à privatização da Eletronorte, principal estatal de distribuição e abastecimento de energia da Amazônia.

    “Para não haver desabastecimento e apagões é muito importante a presença do Estado no fornecimento de energia para toda a região”, diz. Martins explica também que foi proposta a criação de uma holding com participação do Ministério de Minas e Energia e dos governos estaduais da região para impedir o colapso energético.

    audiencia aleam edney martins

    “Somente assim poderemos manter esse patrimônio em nossas mãos, porque é muito perigoso entregar para o setor privado, principalmente estrangeiro setores estratégicos de nossa economia”, complementa.

    O sindicalista amazonense afirma ainda que o Fórum irá intensificar a luta contra as privatizações em todo o país. “Estaremos reunidos inicialmente com os parlamentares do Acre, do Amazonas, de Rondônia e de Roraima para impedir a entrega de nossas estatais”. Ele conta que a proposta é conversar com todos os governantes e parlamentares da Amazônia.

    Portal CTB

  • Chapa da CTB é reeleita para dirigir o Sindicato dos Urbanitários do Amazonas

    Com 58,2% dos votos válidos, a Chapa 1 – A Luta Continua, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) venceu, nesta segunda (10), a eleição para a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas (STIUAM) no quadriênio 2017-2021. 

    A chapa cetebista teve 717 votos contra 535 da Chapa 2. “Isso mostra o fortalecimento da CTB no estado e que o STIUAM está no rumo determinado pela categoria”, afirma Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    Os integrantes da chapa vitoriosa contam que as eleições ocorreram em todo o estado. “Houve maioria expressiva tanto na capital quanto no interior”, diz Edney Martins, presidente reeleito do STIUAM.

    “O resultado mostra que estamos trilhando o caminho correto, o caminho da luta e da resistência aos ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo em todos os níveis”, complementa Martins.

    “A luta tem que continuar para barrar as ameaças aos nossos direitos”, complementa. “Vamos nos aprimorar para fortalecer cada vez mais o nosso sindicato”.

    Portal CTB 

  • Chapa da CTB vence eleição​ no Sindicato dos Rodoviários de Manaus por 2.278 votos a 116 votos

    Os trabalhadores e as trabalhadoras rodoviários de Manaus mostraram uma grande confiança no seu sindicato. A vitória da Chapa 1, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), teve vitória incontestável.

    A Chapa 1 teve 2.278 votos contra 116 da concorrente. Givancir Oliveira foi reeleito para um novo mandato de 4 anos. De acordo com Isis Tavares, presidenta da CTB-AM, diz que a eleição correu tranquila com fiscais da oposição em todas as urnas.

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    (Foto: Raphael Sampaio)

    “Vamos continuar o trabalho que temos realizado, respeitando as vontades da categoria e lutando de forma incansável para manter os cobradores em seu lugar, já que o sindicato patronal tem projeto para retirar esses trabalhadores dos ônibus. Vamos lutar até as últimas consequências para evitar isso”, afirma ao jornal Em Tempo, Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus.

     

  • CTB participa da Chapa 31 para resgatar o Sinsepeap e unir educadoras e educadores do AP

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amapá (CTB-AP) participa da Chapa 31 para resgatar o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Estado do Amapá (Sinsepeap). A eleição ocorre neste domingo (25) em todo o Amapá.

    “Construímos uma chapa de unidade para reforçar o nosso sindicato e lutar pela educação do país e do estado”, diz Joelma Bandeira, uma das componentes da Chapa 31. Ela explica ainda que “as forças mais atuantes no Amapá se uniram para valorizar a educação amapaense”.

    Assista 

    Os integrantes da chapa defendem a renovação na direção do Sinsepeap e levar as propostas do sindicato para a categoria em todo o estado. “Queremos incluir a nossa categoria nas demandas da educação nacional, queremos estar presentes em todos os debates”, afirma Bandeira.

    A presidenta da CTB-AM, Isis Tavares, acompanha a votação neste domingo (25), representando a CTB nacional. “O Sinsepeap é muito grande para ficar isolado do debate nacional, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) sente falta dos profissionais de educação do Amapá em suas fileiras”, declara.

    campanha chapa31 sinsepeap

    “Criamos a Conape (Conferência Nacional de Educação Popular) para barrarmos os cortes efetuados na educação pública”, acentua. “Estamos organizando a luta unitária para levar a educação ao lugar onde ela deve estar para melhorar a vida da classe trabalhadora”.

    Portal CTB

     

  • CTB-AM convoca população contra privatização das operadoras de energia elétrica

    A Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) convocou a sociedade amazonense a somar-se à luta contra a privatização das operadoras de energia elétrica que está em vias de ser efetivada abrindo o caminho para a privatização de nossas outras estatais e consequentemente, aliada às medidas anunciadas pelo governo golpista de extinção de vinculações orçamentárias constitucionais para áreas estratégicas e em especial de precarização do serviço público.

    Querem promover o desmonte do Estado brasileiro, causando um impacto muito grande na economia do país e na renda dda classe trabalhadora.

    ato stiuam dirigentes

    O Ato Contra a Privatização do Setor Elétrico, aconteceu em nível nacional e no Amazonas, o Sindicato dos Urbanitários do Amazonas (STIUAM) organizou o Ato na sexta-feria (15), que teve início às 14:30h na Praça da Polícia com uma caminhada até a sede 1 da Eletrobras, onde a manifestação foi encerrada com um ato público às 16:30h.

    Vários movimentos sociais, sindicatos e parlamentares estiveram presentes, além da categoria dos urbanitários.

    Isis Tavares, presidenta da CTB-AM, convocou a população a somar-se nesse luta para barrar o processo de privatização das estatais e entrega de nossas riquezas ao capital estrangeiro e alertou sobre os riscos da terceirização que vêm no bojo dos ataques aos direitos trabalhistas e ao desmonte do Estado.

    ato stiuam isis

    Edney Martins, presidente do STIUAM, rechaçou a política entreguista do governo golpista e convocou a população a não dar tréguas aos golpistas estar nas ruas no dia 22 de julho em novo ato em defesa das nossas estatais e contra a Privatização.

    Fonte: CTB-AM

  • Dia dos Professores: Educadoras e educadores da CTB dizem que vale a pena viver pela educação

    Para homenagear as professoras e professores de todo o país, o Portal CTB fez uma enquete com os profissionais da educação, filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    No ano passado foi perguntado à educadora e educadores o que é ser professor?Neste ano, por todos os desastres promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a pergunta feita foi: vale a pena ser professora ou professor?

    No início deste ano, o governo federal cortou R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Educação. Além desse corte, os docentes têm pouco a comemorar sobre as condições de trabalho, já que a Emenda Constitucional 95 congela por 20 anos os seus salários e os investimentos em serviços públicos.

    Para Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB, “uma das prioridades do governo golpista é atacar a educação pública para impedir o livre pensar e dessa forma dominar a sociedade mais facilmente”.

    De acordo com ela, os projetos do Ministério da Educação visam limitar a escola pública ao âmbito do ensino básico. E ainda tirando matérias essenciais para desenvolver o senso crítico das crianças e jovens.

    “Desobrigar o ensino de Filosofia, Sociologia, História, Artes e Educação Física, mostram o propósito de manter o saber restrito a uma minoria, que terá essas matérias em escolas particulares e caríssimas”.

    Além disso, incluem “ensino religioso confessional, impondo uma religião sobre as outras, dificultando inclusive o debate de questões importantes a que a escola tem sido chamada e os conservadores temem”.

    Mesmo assim, diz Betros, “vale a pena ser professora, porque todos os dias renovamos o nosso conhecimento absorvendo o saber de nossos alunos e com essa troca evoluímos e juntamente com os estudantes criamos as possibilidades para a construção do novo”.

    Ouça Anjos da guarda, de Leci Brandão 

    Confira as respostas abaixo:

    Berenice Darc, secretária da Mulher da CTB-DF

    “Com certeza. Vale a pena. Sou professora na EJA (Educação de Jovens e Adultos), cada novo aprendizado, cada nova descoberta, cada conquista, cada sorriso dos nossos estudantes nos dá a certeza, que vale a pena. A educação, ainda é um elemento que pode transformar o ser em sujeito e a partir daí transformar sua realidade e ver o resultado disso é muito bacana. Por isso tudo, vale muito a pena”!

    Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora CTB

    “A classe trabalhadora de um modo geral, vive um momento de resistência pelos direitos questão nos tirando, de defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. E as professoras e os professores sentem mais com muita tristeza essa agenda de retrocessos.

    A Emenda Constitucional 95 que congela salários e investimentos nos serviços públicos, notadamente na educação e na saúde.

    Quem perde mais com tudo isso é a classe trabalhadora, cujos filhos e filhas correm risco de não terem escola no futuro. Já existem universidades federais sentindo profundamente os cortes na educação, fechando cursos, não fazendo vestibulares para novas turmas.

    A educação no campo está totalmente abandonada, com previsão de encerramento de mais de 60% dos cursos.

    Os projetos apresentados pelo Ministério da Educação privilegiam os empresários do setor e fragiliza a educação pública. A escola particular trata a educação com mera mercadoria e não como um bem para a humanidade.

    E ainda existe a Escola Sem Partido que é inconstitucional, mas ameaça as nossas cabeças e a dos estudantes com mais e mais repressão.

    Com tudo isso, ainda vale muito a pena. O melhor espaço da professora e do professor é a sala de aula. Como disse o escritor Guimarães Rosa, “mestre é aquele que de repente aprende”. E é essa beleza de ensinar aprendendo e ver os frutos brotarem que faz valer a pena trabalhar na educação”.

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato da Educação Infantil de São Paulo

    “Mesmo enfrentando essa onda de conservadorismo que se volta contra as professoras e professores que acreditam na educação como motora do país, vale a pena ser professora. Vale porque as nossas crianças necessitam de profissionais compromissadas com o futuro e com a dignidade das crianças e jovens.

    Nós da educação infantil sentimos tudo isso bem de perto. Somos nós que damos a base para as crianças progredirem e crescerem de modo a se tornarem pessoas autônomas, criativas e felizes. As crianças precisam de nós e nós nos apaixonamos por elas todos os anos, sempre novas crianças tomam nossos corações”.

    Helmilton Beserra, presidente da CTB-PE

    “O trabalho do professor consiste em criar condições para que as crianças e jovens abram a mente para o mundo, criem métodos de estudos e com isso possam melhorar a vida neste mundo.

    Enfrentamos um momento difícil, mas não se pode tirar a autonomia do professor em sala de aula. Não existe educação emancipadora sem a liberdade. Cabe aos professores ajudar aos alunos a se desenvolverem e descobrirem seus caminhos e dessa maneira ajudarem a sociedade a se desenvolver e encontrar soluções coletivas para os problemas coletivos, sempre com muito respeito às diferenças, ao livre pensar”.

    Isis Tavares, presidenta da CTB-AM

    “Penso que devemos refletir se valerá a pena ser professora ou professor no futuro.

    Valerá a pena ser um profissional que é não considerado fundamental para a educação de nossas crianças e jovens?

    Valerá a pena trabalhar por 20 anos sem reajustes nos salários e sem perspectiva de conseguir se aposentar?

    Valerá a pena, todos os dias ir para seu local de trabalho sabendo que a patrulha ideológica da Escola Sem Partido pode lhe causar desde constrangimentos públicos até sua exoneração do serviço?

    Vai valer a pena ter que dizer ao seu aluno que a religião dele não é legítima porque não é considerada oficial?

    Vai valer a pena não poder sonhar junto, um sonho de construção de uma sociedade livre, laica, solidária com cidadãs e cidadãos críticos (lembram desse objetivo?) capazes de construir outro mundo possível?

    Vai valer a pena não poder mais programar visitas aos museus, porque vai dar trabalho fazer um roteiro com o que é ou não considerado arte?
    Vai valer a fazer apologia à meritocracia nos mais recônditos rincões de miséria e violência?

    Vai valer a pena ver nossos alunos tendo aulas com "professoras e professores" de "notório saber" sabendo que suas chances de entrar em um curso de nível superior foram deliberadamente reduzida para que engrossem as fileiras do exército de reserva em disputa por trabalhos terceirizados, precarizados?

    Vai valer a pena adoecer à mingua da falta de serviços de saúde públicos e de qualidade?

    Se fizermos esse exercício de projetar o futuro e considerarmos que a elite atrasada e golpista desse país está cometendo um crime contra o futuro do país e da nossa juventude, então vale a pena ser professora.

    Mas para isso precisamos nos organizar, buscar unidade com nossas companheiras e companheiros, com os pais e mães de nossas alunas e alunos, com a pluralidade dos movimentos sociais, centrais sindicais e resistir e lutar!”

    Acompanhe O professor, de Celso Viáfora, com Tânia Maya 

    Joelma Bandeira, dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Estado do Amapá

    "A sociedade precisa entender que a atividade do magistério é essencial para qualquer projeto de nação. É muito importante saber de que lado se está. Se queremos um país para poucos ou com direitos iguais para todas e todos. E como a CTB tem lado, nós lutamos por uma educação pública, laica e de qualidade. As nossas ciranças e jovens precisam ter perspectivas de vida e esperança de um futuro digno. Nesse contexto, as professoras e professores compromissados com a educação são fundamentais em qualquer circustância".

    Josandra Rupf, secretária de Educação e Cultura da CTB-ES

    “Vale muito a pena ser professora hoje e enfrentar essa onda conservadora com coragem. Mesmo em uma profissão tão desvalorizada como o magistério a nossa atuação cotidiana tem oportunizado a construção de um Brasil melhor. Ser professor é um ato de coragem”.

    José Carlos Madureira Siqueira, secretário de Políticas Sociais da CTB-RJ

    “Vale a pena sentir que estamos formando gerações, vale o exercício cotidiano da construção cidadã. Entretanto a sociedade não valoriza, o Estado não valoriza e sucessivos governos não valorizam.

    Qualquer projeto de nação para ter força precisa enxergar a educação como estratégia estrutural, qualquer projeto para a educação não se sustenta sem o devido valor do professor”.

    Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP

    “Para mim ser professora sempre vale a pena. Faz parte da minha alma. É minha missão. O que ocorre é que a desvalorização da profissão é enorme. Ser professor é trabalhar muito para que se tenha um pouco de dignidade como ser humano. As duplas jornadas nos adoecem. Somos mal remuneradas.

    As muitas horas de trabalho em pé, o uso excessivo da garganta, as noites mal dormidas diminuem a capacidade de lecionar com qualidade, mas resistimos e insistimos. Porque o que seria do mundo sem as professoras"?

    Lúcia Rincon, dirigente da Associação dos Professores da PUC-GO

    "Ser professora nos proporciona a chance de colabarar com a construção de uma civilização avançada e justa, transformando o mundo num local bom para se viver para todas e todos, sem discriminações, sem perseguições, com muito respeito, solidariedade, generosidade, onde todas as pessoas possam viver sem medo e com liberdade".

    Nivaldo Mota, vice-presidente da CTB-AL

    “Ainda que vivamos em tempos sombrios, com retrocessos e um conservadorismo que comunga com o fascismo, mesmo assim, vale a pena para se contrapor a estas ideias nefastas! Não podemos sair da trincheira da liberdade, da livre consciência, precisamos ganhar os setores da sociedade com a perspectiva de uma escola democrática”

    Olgamir Amâncio, professora da Universidade de Brasília

    “Ser professora é uma opção de vida que fiz há exatos 40 anos. Certamente que para a sociedade capitalista esta não é uma profissão valorizada, principalmente quando se é professora de escola pública que acolhe as filhas e filhos do povo que trabalha. Mas a despeito das péssimas condições de trabalho, da desvalorização, e tudo o mais, penso que nossa profissão oportuniza grandes transformações nas pessoas e por isso, como nos ensina Paulo Freire, propicia condições para transformar o mundo. Não é por acaso que é tão desprestigiada, sucateada, os que dominam sabem do seu papel revolucionário. Educação e emancipação são faces de uma mesma moeda”.

    Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comunicação da CTB

    “Sempre vale a pena. A profissão docente é indispensável em todas as sociedades, em qualquer tempo. Hoje com toda a onda conservadora que se abateu sobre o Brasil, é imprescindível que a profissão seja resguardada em sua importância estratégica, sem desmerecer nenhuma outra profissão, mas, o magistério possui a missão de conduzir seres humanos à busca do conhecimento, do entendimento de si e do outro. A interrelação que se constrói entre o sujeito que ensina e o sujeito que aprende, é uma via de mão dupla, que não se mede pelo salário apenas e nem a curto prazo, é um processo de construção em etapas”.

    O que é o que é, de Gonzaguinha 

    Rosa Pacheco da CTB Educação-PR

    “Quando os seus alunos e alunas crescem e você os encontra adultos e em diversas situações e locais e ouve ‘você foi minha professora, com você aprendi’. Não há valor maior. Saber que ensinou, que despertou naquele ou naquela criança ou adolescente algo que o faz ser diferente é especial”.

    Solange da Silva Carvalho, vice-presidenta do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul

    “No Rio Grande do Sul nós estamos em greve há mais de um mês justamente porque acreditamos na importância de nosso trabalho. É uma questão de amor à nossa profissão e compromisso com a nação, com a infância e com a juventude.

    Estamos na luta em defesa da educação pública. Sabemos que as filhas e filhos da classe trabalhadora são as pessoas que mais precisam de uma escola pública de qualidade, com profissionais comprometidos com a difusão do saber com liberdade e respeito a diversidade.

    Por isso, lutamos contra o sucateamento da educação pública e a retirada de direitos do magistério, combatendo projetos autoritários, que visam impedir que a classe trabalhadora tenha conhecimento e dessa forma possa agir com mais autonomia”.

    Valéria Morato, presidenta da CTB-MG

    “Considero que vale a pena sim, ser professora. Apesar de todo ataque e desvalorização da profissão, não vejo alternativa para a transformação da sociedade que não passe pela educação. E nesse caso, o professor tem papel preponderante e essencial! E isso nos honra muito”!

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Carta Educação

  • Docentes do Amazonas acampam em frente à sede do governo contra a falta de diálogo

    Em greve desde a segunda-feira (26), os profissionais da rede estadual de ensino do Amazonas acamparam nesta terça-feira (3) em frente à sede do governo estadual. “O Comando de Greve decidiu montar este acampamento porque o secretário estadual de Educação, Lourenço Braga se recusou participar de nossa audiência pública”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM. Nesta quinta-feira (5), haverá nova assembleia, às 10h, na Arena da Amazônia.

    Assista a disposição dos grevistas no acampamento 

    A sindicalista explica que as educadoras e educadores garantem permanecer acampados até “o governador Amazonino Mendes receber uma comissão de negociação e apresentar uma proposta concreta sobre as nossas reivindicações”.

    Tavares assegura que “não para de chegar gente apoiando o nosso movimento”. Na parte da manhã ela já contabilizava cerca de 500 profissionais da educação no acampamento, mas “a todo momento chega mais gente”. A audiência pública ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na tarde desta terça-feira.

    Veja como foi a audiência pública na Aleam 

    Sob a liderança do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), as educadoras e os educadores reivindicam 35% de reajuste salarial, melhores condições de trabalho, segurança nas escolas, não desconto dos 6% do vale transporte e aumento no valor do vale alimentação.

    Leia mais

    Firmes na luta: profissionais da educação estão em greve no Amazonas

    Sinteam: trabalhadores(as) da educação rejeitam proposta do governo e decidem manter greve

    Portal CTB

  • É um crime contra o futuro do país atacar a educação pública

    Estamos vivendo um Estado de exceção, e como em todo estado de exceção, a classe trabalhadora paga o pato da crise do capital que ataca o trabalho com uma voracidade tenaz. Em momentos como este, os reflexos na educação são devastadores e pior, com consequências duradouras.

    Durante a ditadura fascista (1964-1985), o magistério passou por uma desvalorização brutal com achatamento salarial e condições precárias de trabalho. E agora essa desvalorização se mostra ainda mais brutal.

    O problema é que os governantes se apropriam de nossas bandeiras por uma educação democrática e de qualidade e as ressignificam e transformam o caráter estratégico da educação em meras políticas sociais. E mesmo essas políticas são sempre de governo e não de Estado.

    Na conjuntura de exceção que vivemos não é diferente. 

    Não existe política pública sem financiamento público. Então, o desastre está feito a partir do golpe de Estado do ano passado e com a aprovação da Emenda Constitucional 95, com o congelamento de investimentos públicos por 20 anos, além de inviabilizarem os recursos do fundo social e os royalties do pré-sal para a educação.

    Não existe política pública sem a participação da sociedade. O governo cortou verbas do Ministério da Educação (MEC) que extinguiu secretarias importantes e engessou o Fórum Nacional de Educação, onde entidades representativas da sociedade dialogavam com o governo na construção de políticas importantes para a educação.

    Também destituíram a representação das trabalhadoras e trabalhadores no Conselho Nacional de Educação. Com isso, om governo ilegítimo de Michel Temer apequena e distorce a realização da Conferência Nacional de Educação (Conae).

    Para alargar os caminhos para o mercado e tentar imobilizar os movimentos sociais, o governo federal promove ataques sistemáticos e em série como a terceirização ilimitada, a reforma trabalhista, a reforma do ensino médio, que abrem juntas e articuladas o caminho para a privatização da educação pública.

    E como todo Estado de exceção, é claro, o ensino religioso adentra as escolas que deveriam ser instituições de um Estado laico e ainda com o espectro da Lei da Mordaça pairando no ar para instituir o medo de questionar e desenvolver o pensamento crítico.

    Isso tem consequências objetivas na educação e na sociedade. Escolas sem condições estruturais de funcionamento, professores/as contratados de forma temporária ou por pregão, saúde laboral comprometida, greves para garantir minimamente o pagamento de salários, estudantes acuados pela repressão policial e toda semana chegam notícias de professores/as que foram agredidos/as agredidos/as e até mortos/as, no exercício de sua profissão.

    Isso reflete como os profissionais da educação tiveram seu respeito e relevância social de sua profissão destruídos no seio da sociedade pelo projeto neoliberal da direita brasileira de não tratar a educação como um projeto estratégico de nação. muito menos ter políticas para a educação pública de qualidade social. Assim, os salários, já defasados, e as condições de trabalho físicas, emocionais e de saúde dos profissionais da educação estão seriamente comprometidas.

    Se fizermos esse exercício de projetar o futuro e considerarmos que a elite atrasada e golpista deste país está cometendo um crime contra o futuro da da nossa juventude, percebemos que é necessário resistir. Resistir buscando unidade com os mais amplos movimentos sociais, mas também juntamente com a família, com os amigos, no trabalho. Resistir na escola, nas redes sociais e nas ruas contra o desmonte do Estado brasileiro.

    Um futuro com igualdade de oportunidades para nossas crianças e jovens depende da nossa resistência e luta!

    E a luta continua!

    Isis Tavares é presidenta da CTB-AM e secretária de Gênero da CNTE.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Frente Fora Temer leva milhares às ruas de Manaus contra a PEC do Fim do Mundo

    Esta sexta-feira (11) entra para a história dos movimentos sociais do Amazonas. Em ato unificado contra a Proposta de Emenda à Constituição 55, que congela investimentos em educação e saúde por 20 anos, a chamada Frente Fora Temer levou mais de 2 mil pessoas às ruas.

    “Os sindicatos da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) no estado, tiveram uma agenda intensa de mobilização, com visitas às escolas, postos de trabalho, promovendo debates e levando informações às bases”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    frente fora temer amazonas isis

    Tavares conta também que nesta quinta-feira (10) os estudantes ocuparam a reitoria da Universidade Federal do Amazonas contra a PEC da Morte.

    Em Manaus, o ato unificado teve início às 8:30, no centro da cidade, Praça da Polícia. As mais de 2 mil pessoas saíram em passeata avenida 7 de setembro e Eduardo Ribeiro, encerrando com um ato final na Praça do Congresso, conta a cetebista.

    Ela ressalta também que ocorreram protestos em inúmeras cidades do interior como Tefé, Manacapuru, Parintins e Iranduba.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Governo transforma a previdência social para encher o bolso dos patrões

    Ao analisar o seminário sobre a reforma da previdência ocorrida nesta terça-feira (18) na sede do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), em Brasília, a presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, afirma que fica claro a conotação de acabar com a previdência pública.

    Ela explica que o seminário foi proposto pelas conselheiras que representam a sociedade civil no CNDM. “A apresentação dos representantes do governo repete a mesma retórica de sempre”.

    Eles “alegam que a reforma é necessário devido ao déficit fiscal. Por isso, igualar a idade entre homens e mulheres seria fundamental. Além de equiparar com outros países para modernizar. Mas não falam nada sobre os direitos sociais e a inconstitucionalidade do projeto”, afirma Tavares.

    Já para a coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincon, o encontro mostrou mais uma vez a diferença de “quem busca as políticas públicas para a melhoria de vida da população e quem busca otimizar o capital financeiro, beneficiando os grandes empresários”.

    Rincon conta ainda que o governo mostra desconhecimento da realidade brasileira. “O representante da Secretaria da Previdência insistiu em comparações impossíveis de serem feitas, porque eles têm legislações diferentes, mas também têm condições de vida e trabalho profundamente diferentes”, afirma.

    Enquanto o representante do governo, Arnaldo Barbosa Lima, diz que “quem quer se aposentar ganhando mais, trabalha mais". Ele também chama a argumentação contrária à reforma de muito “criativa” e “irresponsável”.

    A presidenta da CTB-AM, no entanto, acentua a necessidade de se entender que existe na sociedade brasileira com muita discrepância entre homens e mulheres no mercado de trabalho, além da dupla jornada de trabalho.

    “Vivemos numa sociedade com grandes diferenças entre ricos e pobres, homens e mulheres, negros e brancos”, acentua Rincon. “Há também muita discriminação com relação à orientação sexual das pessoas”.

    Por isso, “é preciso que apontemos para a sociedade os equívocos quando dizem que a previdência dá prejuízo. Mais importante ainda é ter a clareza de que estão jogando o ônus da crise para a classe trabalhadora”.

    Rincon garante ainda que “as mulheres têm uma sobrecarga de tensões em nosso cotidiano que dificulta a nossa realização plena na vida e no mundo do trabalho. Sobrecarga causada pelo excesso de tarefas que a sociedade nos impõe”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Arte: Latuff

  • Greve geral da educação ocorre nesta quarta (15) para salvar a escola de seus filhos e filhas

    Em seu 32º Congresso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) agendou para esta quarta-feira (15), “o início de um movimento de paralisação e mobilização contra o desmanche da escola pública no país”, informa Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    “Já estávamos centrados no combate à reforma da previdência, porque as trabalhadoras e trabalhadores em educação perdem a aposentadoria especial de 25 anos de contribuição”, relata a sindicalista que também é dirigente da CNTE. Assim , reforça, "estaremos nas ruas contra a reforma da previdência".

    Ela explica que a função de docente é extremamente desgastante e estressante, porque “lidamos com seres humanos em formação. Os profissionais, diz, "sofrem uma carga emocional e psicológica muito grande, principalmente com a falta de estrutura que vivenciamos nas escolas públicas”.

    A CNTE conta com 50 sindicatos de profissionais do ensino básico em todo o país, abarcando mais de 4 milhões de representados. “Também estamos paralisando as atividades contra a reforma do ensino médio, totalmente contra os interesses de quem trabalha”.

    Para Tavares, a incorporação da greve geral das educadoras e educadores ao Dia Nacional de Luta com adesão das centrais sindicais, “só fortalece o movimento em defesa da educação pública, que é a melhor maneira de ascensão social para os mais pobres”.

    A presidenta da CTB-AM define ainda que a paralisação dos docentes nesta quarta-feira é também para barrar o projeto “Escola Sem Partido”, que visa “amordaçar os profissionais da educação e impedir que os estudantes possam debater duas demandas”.

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    “Na realidade”, ressalta ela, “todas as reformas do governo golpista são elos para liquidar com as conquistas que a classe trabalhadora teve na última década”. Ela se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55), que congela os investimentos em educação e saúde públicas por 20 anos, assim como os salários dos servidores públicos.

    Além dessa PEC, a sindicalista cita a entrega da exploração do pré-sal à petrolíferas estrangeiras, através do Projeto de Lei do Senado 131, do senador José Serra (PSDB-SP), tirando ao menos R$ 360 bilhões da educação pública. Entre todos os projetos contra os interesses nacionais e que acabam com a democracia.

    Tavares fala também sobre o Piso Nacional do Magistério, atualmente no valor de R$ 2.298, 80, que segundo o próprio Ministério da Educação (MEC) 44,9% dos municípios não pagam esse valor aos seus profissionais da área.

    “Esse piso está muito aquém das necessidades das trabalhadoras e trabalhadores da educação. E ainda por cima metade dos prefeitos afirmam não ter dinheiro para pagar seus profissionais, o que mostra o descaso com essa área tão estratégica ao desenvolvimento nacional”.

    Para a professora amazonense, os projetos desse governo para a educação significam o fim do sonho da juventude da classe trabalhadora em ingressar na faculdade e os joga no mercado de trabalho totalmente sem preparação nenhuma.

    “Vai aumentar o exército de reserva de mão de obra, rebaixando os salários e precarizando ainda mais a vida da juventude no país”. Por isso, “é essencial a adesão em massa dos profissionais da educação nesta paralisação de quarta-feira”, defende.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Arte do destaque é da Contee

  • Justiça do Amazonas suspende cerceamento do debate sobre questões de gênero na escola

    Ao julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, o Tribunal de Justiça suspendeu, até o julgamento da ação, a vigência dos artigos 1º e 2º da Lei Municipal nº 439/2017, nesta quarta-feira (16), que chama de “ideologia de gênero” quando se amplia o debate e considera a construção do masculino e feminino como “construções culturais e sociais”.

    “Dentro dessa onda de retrocessos que estamos vendo todos os dias, essa decisão dá um sinal de que há vida inteligente neste planeta”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e secretária de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

    Para ela, o debate das questões de gênero nas escolas é importante “para dissipar preconceitos e construir uma sociedade calcada no respeito à dignidade das pessoas”. Para o Ministério Público, os dois artigos contrariam a Constituição do Estado do Amazonas, de 1989,  e tiram a liberdade necessária para a educação ser plena.

    De acordo com os desembargadores, os artigos citados impedem o desenvolvimento do pensamento crítico e o “exercício da cidadania”, necessário para se ter o “pleno desenvolvimento da pessoa (art. 198, parágrafo único, c/c art. 205, caput, da Constituição Federal/1988)”.

    Já Tavares define que “essa vitória é importante também porque o projeto Escola Sem Partido tem ganhado destaque com o golpe de Estado de 2016, que visa censurar educadoras e educadores e impedir o livre pensamento, determinando o pensamento único”.

    Segundo a sindicalista, “impedir o debate das questões de gênero na escola, contribui para a manutenção do preconceito e estimula a violência contra as mulheres e a população LGBT”.

    Já o MP defende que “a proibição legal ao debate, à divulgação e ao estudo de temas relacionados ao gênero e à sexualidade, no âmbito das escolas municipais, toma, por exemplo, professores e estudantes de ensino médio passíveis de sanções disciplinares e outros constrangimentos indevidos, caso suscitem questões pertinentes a essa temática”, conforme trecho do relatório.

    “O que é muito grave porque censura o livre pensar e a atividade de ensinar”, argumenta Tavares. “Por isso, a CTB defende uma educação democrática, laica e inclusiva. Para acabar com essa onda de ódio e violência que cresce dia-a-dia”. Ela pergunta "por que o debate sobre a sexualidade ofende tanto os setores reacionários da sociedade?".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações do jornal A Crítica

  • Luta antirracismo avança durante os congressos estaduais da CTB

    A secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nacional, Mônica Custódio festeja a criação de novas secretarias estaduais de Igualdade Racial.

    A primeira estadual a criar secretaria de Igualdade Racial em seu Congresso foi a CTB-AM. Mais recentemente chegou a vez da CTB-ES e CTB-SP entrarem com tudo no combate ao racismo.

    “Muito importante para a população negra que o movimento sindical incorpore a luta por igualdade de direitos e pelo fim da discriminação racial”, diz Custódio. "Ao mesmo tempo em que lutamos por Diretas Já e Fora Temer".

    Para ela, é fundamental a classe trabalhadora se engajar nessa questão específica ao mesmo tempo em que “lutamos para acabar com a exploração do capital sobre o trabalho”.

    Adriana Silva é a secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da CTB-ES, Edson Brelaz da CTB-AM e Lidiane Gomes, da CTB-SP. “Foi uma satisfação muito grande saber que além da direção da CTB, todo o conjunto de ativistas dos sindicatos apoiam a criação dessa secretaria”, afirma Gomes, professora em Campinas (SP).

    Gomes revela que ficou muito emocionada durante o Congresso da CTB-SP. “A emoção foi tão forte que aumenta a importância da secretaria a partir da sua criação”, diz. “Aumenta também a responsabilidade sobre o papel que essas secretarias vão jogar na busca dos direitos iguais entre negros e brancos”.

    “Deu para perceber nitidamente”, diz Gomes, “o quanto as pessoas necessitavam desse instrumento para defender os nossos direitos e uma sociedade sem preconceitos”. Por isso, “as secretarias irão desempenhar um papel extremamente importante na conquista de igualdade no mundo do trabalho e na sociedade”.

    Ela conta que falou para um aluno certa vez que ela “queria que ele fosse o que quisesse na vida e não fosse obrigado a se submeter ao que sobrou, porque ninguém quis. Isso é o que acontece com negros e negras, ficamos com o que sobrou, com os trabalhos pior remunerados, que ninguém quer”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Maria Vem com as Outras desfila em Manaus, nesta sexta-feira (2), com participação da CTB-AM

    O tema da Banda Maria Vem com as Outras para o Carnaval 2018 é “Nenhum Direito a Menos”. Apropriado para a banda, criada em 2010, por iniciativa do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher no Amazonas (Cedim-AM) “com os movimentos sociais e cai na folia refletindo sobre as questões de gênero e a luta por igualdade”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

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    A banda, que tem a participação da CTB-AM, leva alegria para as ruas de Manaus nesta sexta-feira (2), das 15h às 18h (horário local), com concentração na Praça Heliodoro Balbi. “A banda foi criada para denunciar a violência contra as mulheres de forma lúdica”, reforça Tavares.

    Neste ano, afirma ela, “estamos denunciando a ofensiva conservadora contra os direitos da classe trabalhadora, em especial das mulheres”. A sindicalista convida à participação nesta festa popular “com muita disposição e irreverência chamando atenção para as consequências da reforma trabalhista, da terceirização, do congelamento dos gastos públicos por 20 anos e da privatização do setor elétrico que nos prejudica imensamente”.

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    A banda percorrerá as avenidas 7 de Setembro, Eduardo Ribeiro e Floriano Peixoto, retornando depois à praça para a dispersão. De acordo com Dora Brasil, presidenta do Cedim-AM “como é Carnaval falamos de assunto sério, mas com bastante leveza”. Tavares reforça a importância de mobilização contra o assédio sexual todos os dias do ano.

    Portal CTB

  • Para Isis Tavares, o Congresso da CTB irá reafirmar a importância da unidade da classe trabalhadora

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) levará 17 delegados e delegadas para o 4º Congresso Nacional da CTB, que ocorre entre os dias 24 e 26, em Salvador.

    “O nosso congresso coincide com os 10 anos da CTB, que nasceu num momento em que se deflagrou a crise do capitalismo a nível mundial”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM. “A nossa central assumiu um papel extremamente importante no sentido de unificar a luta com as demais centrais sindicais”.

    Por isso, reforça ela, “o momento em que a CTB foi fundada, significou um grande esforço do sindicalismo classista, que nós defendemos, para combater essa crise mundial e defender os interesses de quem produz a riqueza e não vê o seu fruto”.

    Tavares lembra ainda que nesses 10 anos, a CTB vem representando a classe trabalhadora contra os ataques do capital, acentuados no governo ilegítimo de Michel Temer. “Estamos completando 10 anos de muita luta e crescendo. Já somos a terceira maior central do país”.

    Além disso, “as nossas estaduais também vêm crescendo, desenvolvendo a luta a nível local, nacional e até internacional”. Isso porque para a cetebista, “é importante reforçar a solidariedade internacionalista, uma vez que a conjuntura atinge a classe trabalhadora em todos os países, com esse avanço do neoliberalismo”.

    Ela explica ainda que, a CTB fará o “congresso em meio a toda essa adversidade, principalmente no desmonte de direitos e conquistas da classe trabalhadora com as reformas trabalhista e a previdenciária”.

    Enfim, acentua, “o nosso congresso será um momento de grande confraternização, de reafirmação de nossos compromissos com a luta pela melhoria de vida de todos e todas. Um momento de fortalecermos o combate às discriminações e aos preconceitos e às injustiças. E para avançarmos e reconquistarmos a democracia e a liberdade, Fora Temer e Diretas Já para que o povo possa escolher o destino do país”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Paralisação de petroleiros começa cedo em Manaus. CTB-AM promete dia de manifestações

    Os petroleiros fecham a Refinaria de Manaus com ampla participação da CTB-AM. "O Dia Nacional de Luta começou bem cedo para nós. Hoje o dia será marcado por muitas manifestações de repúdio à reforma da previdência", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    Muitas cataegorias estão parando no Amazonas. Os docentes aderem á greve geral contra o desmonte da educação,mas também contra "essa reforma da previdência que acaba com a nossa aposentadoria especial e retira o direito a uma vida digna" (leia mais aqui).

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    De acordo com Tavares, a mamifestação que começa às 16h na capital amazonense promete mobilizar as pessoas descontentes com o rumo da economia no país. "Não é a classe trabalhadora que deve pagar o pato pela crise do capital", reforça Tavares.

    Portal CTB

  • Presidenta da CTB-AM espera maior participação de mulheres e jovens no Congresso da central

    Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), fala ao Portal CTB das expectativas da delegação amazonense sobre o 4º Congresso Nacional da CTB. Já em Salvador, capital da Bahia, onde ocorre o evento, a sindicalista afirma ter esperança de uma participação maior de mulheres e jovens na central que mais cresce no Brasil.

    Ela reforça a força da CTB, que nasceu "num momento de crise há dez anos" e nesse período tem realizado "um grande papel para  aglutinar as forças democráticas e unir as centrais sindicais".

    Tavares complementa dizendo que a expectativa da CTB-AM é de "termos a realização de um grande Congresso, que reforce a resistência aos projetos deste governo Ilegítimo". De acordo com ela, é muito importante "trazermos a juventude, os negros e negras e muito mais mulheres para engrandecer o movimento sindical e assim construirmos um país mais justo e igual".

    Assista abaixo:

    Portal CTB

  • Projeto ‘escola sem partido’ repete dogmas do nazismo

    Com o golpe de Estado em marcha no Brasil, ganha corpo a discussão sobre o projeto “escola sem partido”, que visa amordaçar o ensino brasileiro, chegando a prever prisão para professores que fizerem comentários sobre o conteúdo de suas aulas, sejam elas de que temas forem.

    Tanto que o Senado Federal abriu uma consulta pública sobre o Projeto de Lei do Senado 163/2016, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), da bancada evangélica, que pretende incluir a matéria na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Até o fechamento desta reportagem, o resultado estava em 122.988 votos a favor e 147.522 contra o PLS.

    Essa proposta nasceu há 12 anos, quando um pai questionou as aulas de história que sua filha recebia. O advogado Miguel Nagib diz que "é fato notório que professores e autores de livros didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas".

    Esse projeto “está no bojo da sustentação ideológica do golpe dessa elite que quer impor ao Brasil os seus interesses e restringir o pensamento a uma única possibilidade “, afirma Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    Para ela, a ideia de controlar a juventude remonta ao nazismo. “Na Alemanha de Hitler aconteceu exatamente o que querem os defensores dessa proposta. Se os pais não gostassem daquilo que os professores estavam ensinando aos seus filhos, poderiam denunciá-los e os educadores corriam o risco de serem presos”.

    Um levantamento feito pela insuspeita revista “Nova Escola”, da Fundação Victor Civita, questiona os argumentos dos propulsores do projeto ‘escola sem partido’, que ganhou realce com a visita do ator de filmes pornôs, Alexandre Frota ao Ministério da Educação, para sugerir a inclusão dessa proposta na educação brasileira.

    A “Nova Escola” foi ao site do “escola sem partido” e derrubou o argumento de que milhares de pessoas denunciavam professores “doutrinadores” de seus filhos. “O site do movimento registra somente 33” denúncias, num país com “mais de 45 milhões de estudantes”, anuncia a reportagem da revista especializada em educação.

    abaixo lei da mordaca

    Para Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), “a ‘escola sem partido’, nada mais é do que a escola de apenas um partido, de apenas um lado (o mais conservador de todos), buscando enterrar a diversidade de pensamento natural na busca de conhecimentos e transformando o processo educacional em instrumento de opressão e de censura”.

    Enquanto os organizadores do blog Professores Contra o Escola Sem Partido, que também tem página no Facebook, afirmam que as postulações dos defensores dessa proposta, são amplamente vagas “de maneira proposital”. Mas no fundo, “eles entendem que a escola está dominada por uma ideologia esquerdista e que falta o estudo de autores conservadores, por exemplo, e que os professores ao invés de ensinarem os conteúdos estão doutrinando os alunos para que eles se tornem todos esquerdistas ou gays”.

    Por isso, a chiadeira foi geral quando se aprovou no Plano Nacional de Educação a inserção do debate da questão de gênero nas escolas. “Eles falam de neutralidade política e religiosa. Mas, digamos, quando acontece um caso de racismo na escola, ou de intolerância religiosa, a gente não pode se manifestar contra aquilo porque se tiver alunos cristãos na sala isso irá contra a educação que eles recebem em casa”, argumentam os professores contra esse projeto.

    Já Marianna Dias (Mari), diretora de Relações Internacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), acredita que "a Lei da Mordaça não pode ser encarada como um debate setorial, que diz respeito apenas à educação, à escola ou à universidade”.

    “É uma questão que precisa preocupar a sociedade”, diz Mari, “e isso nos obriga a questionar qual o papel social da educação. A escola não pode ser apenas um ambiente para se aprender a ler, precisa ser um ambiente que forme cidadãos  e que se preocupem com a sociedade, com o país, com a vida e com o mundo”.

    Nesse contexto, Tavares afirma que “quando você bloqueia o acesso ao conhecimento, está cerceando a liberdade e o desenvolvimento consciente das pessoas”. Mari vai de encontro a essa proposta.

    De acordo com ela os estudantes brasileiros querem "uma escola que reflita sobre os nossos anseios, que não reproduza os preconceitos e muito menos limite a nossa liberdade”. Na verdade, acentua ela, “queremos uma escola com arte, cultura, sociologia e esporte. Que nos prepare como agente transformador para que possamos construir um amanhã melhor".

    Tavares complementa ao afirmar que ao contrário do que dizem os defensores do “escola sem partido”, a juventude tem a capacidade de pensar e decidir por si. “Os jovens pensam e a escola deve lhes proporcionar a possibilidade de ampliação do discernimento sobre todas as questões que lhes aflige. Fazer o contrário, sim é doutrinar”.

    Já a líder secundarista, Lanes, diz que “eles (defensores escola sem partido) querem, na verdade, é substituir a liberdade de diálogo e de debate de ideias na sala de aula por uma ideologia conservadora”, argumenta Lanes. Para ela, “o projeto ‘escola sem partido’ é extremamente ideológico! Nele, não existe imparcialidade nenhuma! É a ideologia dos que querem uma população alienada, dos que não querem que a sociedade mude, mas que continue desigual e injusta”.

    A vontade dos defensores dessa ideia, que conta com 12 projetos na Câmara dos Deputados e o PLS de Malta, no Senado, defendem “a intolerância como norma de vida”, reforça Tavares. “Essa proposta visa bloquear o nosso desenvolvimento civilizatório, exatamente como faz o Estado Islâmico quando explode edifícios históricos milenares, só porque são de outros povos e pensamentos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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  • Sinteam e CTB-AM participam de audiência pública sobre reformas da previdência e trabalhista

    As reformas da Previdência e Trabalhista foram tema de audiência pública na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) participaram da reunião, que também contou com a presença da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e do senador José Pimentel (PT-CE), ex-ministro da previdência.

    O presidente do Sinteam, professor Marcus Libório, falou sobre os prejuízos acarretados pela proposta de reformas e disse que as professoras serão as mais afetadas. "Por serem mulheres, serão mais prejudicadas. A constituição federal assegura aos professores da educação básica o direito de se aposentarem aos 55 anos (homens) e aos 50 (mulheres).Com a mudança, homens e mulheres se aposentarão com a mesma idade, sendo que a Pnad afirma que os homens trabalham em média, no trabalho doméstico, dez horas por semana, e as mulheres, 21 horas e 35 minutos, o que é feito invisivelmente, e quase ninguém enxerga", disse.

    A presidente da CTB, Isis Tavares, lembrou da greve geral do dia 28 de abril e disse que os trabalhadores continuam em alerta e mobilizados para evitar a aprovação das reformas. "No dia 24, vamos parar Brasília. Os movimentos sociais vão mostrar a força dos trabalhadores do Brasil. Essas reformas não podem ser aprovadas", disse.

    Libório reforçou ainda a unicidade sindical para barrar as ameaças aos trabalhadores. "Qualquer movimento no sentido de dividir nossa categoria pode ser entendido como golpe também. Além do mais, isso enfraquece nosso movimento. E, nesse momento, precisamos estar mais unidos do que nunca", enfatizou.

    O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que a Previdência é uma atividade do governo federal que alcança toda a família, indo, por exemplo, desde a licença-maternidade, passando pela licença-saúde, chegando à aposentadoria e pensão. "Esse tema interessa a toda a sociedade", destacou.

    O senador Pimentel disse ser alto o índice de rejeição da reforma da Previdência e Trabalhista na população, em razão de itens que dificultam em demasia o acesso dos trabalhadores a aposentadoria, e que, segundo o ex-ministro, "a previsão é de que no mínimo 80% dos trabalhadores da agricultura e pescadores artesanais, por exemplo, não mais se aposentem", porque não terão meios para contribuir, para cada membro da família, durante pelo menos 15 anos, tendo como base o salário mínimo. "Eu acredito que essa reforma será rejeitada", disse o ex-ministro.

    Também presente ao encontro, a senadora Vanessa Grazziotin afirmou que as legislações previdenciária e trabalhista precisam, sim, de algumas reformas e atualizações, mas não com "a retirada de direitos" dos trabalhadores. Segundo a senadora Vanessa, o país enfrenta uma crise econômica, porém, o governo federal não pode imputar o ônus dessa crise nos trabalhadores. "Os aposentados não são o problema da crise no Brasil", afirmou.

    Para Grazziotin, o que se deve é acabar com os privilégios de determinadas categorias, como a do Poder Judiciário, "que não está sendo mexido", segundo a senadora. "É preciso que exista o debate e uma mobilização para rejeitar essas propostas", concluiu.

    Fonte: Sinteam, com informações do site da Aleam

  • Sinteam: moção de repúdio às agressões às mulheres na assembleia do dia 5 de abril

    O Comando de Greve Unificado do Sinteam e a CTB-AM  vêm a público, de forma consternada, repudiar um ato de violência vil de que foram alvo as trabalhadora da educação lideranças do movimento.

    No último dia 5 de abril, mais um caso de violência contra mulheres eleitas para representar a categoria no exercício de direção do movimento grevista, que infelizmente, aconteceu dentro do espaço físico da Arena Amadeu Teixeira: a professora Gleice e a professora Isis Tavares foram alvo de agressões verbais e ameaça de agressões físicas.

    O mais estarrecedor é que a agressão veio de quem menos se espera: pessoas que se identificaram como educadores.

    Temos a convicção de que esse tipo de acontecimento não veio da prática da grande maioria da categoria que sofre as consequências do que é denunciado e já é pauta constante de todas as entidades sindicais ligadas ao setor da educação pública nesse país que é a violência no ambiente escolar.

    Temos a convicção de que esse tipo de acontecimento não veio da prática da grande maioria da nossa categoria que sofre assédio moral e constrangimento por parte de direções que reprimem suas manifestações e direito a livre expressão nas escolas.

    Não podemos ignorar que a manifestação de agressões verbais e ameaças de agressões físicas, em especial contra as mulheres lideranças, é algo que vem sendo incitado em manifestações de pessoas públicas e parlamentares de projeção nacional. Mas não podemos nos deixar contaminar pelo ódio, pela intolerância e pela negação da expressão do contraditório pela força bruta ou por qualquer tipo de violência contra as mulheres trabalhadoras em educação, maioria absoluta na nossa categoria profissional.

    Não é possível mais conviver com esse tipo de acontecimento em nosso movimento.  Não podemos mais conviver com fatos dessa natureza!

    A escola que defendemos deve ser o lugar por excelência do respeito e da construção de melhores valores para a nossa sociedade.

    E a nossa prática não se restringe à sala de aula, mas permeia nossa vida em sociedade e deve permear em especial os fóruns representativos do movimento de trabalhadores em educação.

    E uma sociedade melhor passa necessariamente pelo fim de todo tipo de violência contra as mulheres.

    Manaus, 10 de abril de 2018

    Comando de Greve Unificado do Sinteam e CTB-AM