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Ter, Abr

CTB Educação-SP

  • Aula na rua: educadoras e educadores paulistanos vão parar São Paulo no dia 19

    Os profissionais do ensino municipal de São Paulo darão aula nas ruas na segunda-feira (19), participando dos protestos do Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência. “Se botar pra votar, o Brasil vai parar” é o mote do protesto.

    A greve foi marcada porque o projeto do Executivo muinicipal passa de 11% para 14% a contribuição ao Instituto de Previdência Municipal de São Paulo (Iprem), com o Projeto de Lei (PL) 621/2016, que também cria a Entidade Fechada de Previdência Complementar do Município de São Paulo (Sampaprev).

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), afirma que as educadoras estarão nas ruas "contra a reforma da previdência de Michel Temer e para barrar os projetos privatistas do prefeito João Doria (PSDB)". Diz ainda que "não aceitaremos que mexam em nossa aposentadoria". Ela lembra que a reforma de Temer aumenta em 10 anos o tempo para as professoras se aposentarem.

    A greve foi decretada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de São Paulo (Sinpeem). Porque "a proposta de criação do Regime de Previdência Complementar e da Sampaprev foi enviada à Câmara em 2015. Graças à nossa luta e pressão, com a realização de manifestações e greve", diz Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem.

    Já Alves afima que "temos cobrado da administração municipal que respeite as profissionais da educação e as crianças. "A educação infantil é um direito constitucional das crianças e nós lutamos para ofererecer o melhor para elas, mas precisamos de condições adequadas de trabalho e as crianças de espaço propício para o seu desenvolvimento pleno".

    Portal CTB. Foto: Foto: Suamy Beudoyn/Futura Press/Estadão Conteúdo

  • CTB Educação – Apeoesp

    Nota de repúdio

    A CTB Educação - Apeoesp condena a violência exarcebada cometida pela Polícia Militar (PM) contra estudantes secundaristas de uma escola pública de Guarulhos. É inconcebível que um policial aponte arma para uma jovem porque ela partricipava da manifestação.

    A CTB Educação - Apeoesp exige a imediata apuração dos fatos e a punição de todos os responsáveis, inclusive uma avaliação pela Secretaria Estadual de Educação sobre a conduta do diretor da Escola Estadual Frederico de Barros Botelho que chamou a polícia para reprimnir a manifestação pacífica.

    O referido diretor fechou o portão de entrada da escola, impedindo os estudantes de entrarem para a segunda aula. O fato aconteceu nesta quinta-feira (4), por volta das 18h, e a manifestação foi imediata e espontânea contra essa arbitrariedade.

    Os estudantes do curso noturno iniciaram um protesto porque o diretor da escola fechou os portões impedindo-os de entrar para a segunda aula. Em seguida, o diretor chamou a polícia militar.

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o policial apontando seu fuzil para o peito de uma jovem, empurrando-a por duas vezes.

     

     

     

  • CTB: 11 anos de luta

    Fundada em 12 de dezembro de 2007 num congresso realizado em Belo Horizonte (MG) a CTB celebra nesta quarta-feira seu 11º aniversário.

    São 11 anos de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, por um projeto nacional de desenvolvimento fundado na democracia, na soberania e na valorização do trabalho e contra a ofensiva das forças conservadoras, o golpe de Estado disfarçado de impeachment e a agenda de restauração neoliberal imposta pelo governo ilegítimo presidido por Temer.

    Apesar das adversidades e dos ataques sofridos pela classe trabalhadora e o movimento sindical nos últimos anos, a trajetória da nossa central classista desde 2007 foi de contínuo crescimento e consolidação. Tendo inaugurado sua existência com cerca de 600 entidades sindicais na base, hoje a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil conta com mais de 1200, um crescimento de 100% no período

    O êxito político e organizativo se explica pela coerência na defesa de seus princípios e a participação ativa e incansável na linha de frente das batalhas de classes que se verificaram no período. Daí a credibilidade no movimento sindical e entre as forças progressistas da nossa sociedade.

    Defesa do socialismo

    O que diferencia a CTB é o compromisso inarredável com os interesses imediatos e futuros da classe que representa: a defesa do Direito do Trabalho, da valorização dos salários, redução da jornada, trabalho decente, a luta contra a exploração do trabalho análogo ao escravo e do chamado trabalho infantil, contra a exploração capitalista e por uma sociedade sem exploradores e explorados, a defesa do socialismo e de um projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e justiça social.

    Entre as realizações e conquistas da CTB, sempre em aliança com as demais centrais e os movimentos sociais, destaca-se a realização da 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que reuniu mais de 30 mil sindicalistas das cinco maiores centrais sindicais do país no Pacaembu (SP) em 1º de junho de 2010 e aprovou a “Agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho”.

    Conclat

    A Conclat foi originalmente proposta pela CTB no congresso fundação. Nossa Central teve também relevante participação nas marchas da classe trabalhadora, nas Marchas das Margaridas, na luta pela reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar, pela redução dos juros, em defesa das aposentadorias, contra a terceirização irrestrita e contra a reforma trabalhista de Michel Temer.

    No campo das relações internacionais, nossa Central teve destacada participação na Federação Sindical Mundial e organizou em São Paulo um Simpósio internacional e um Ato mundial anti-imperialista na comemoração dos 70 anos da FSM em 3 de outubro de 2015. A CTB também é uma das fundadoras e líder do Encontro Sindical Nossa América (Esna), que congrega sindicalistas de vários países latino-americanos e caribenhos.

    Os cetebistas estiveram na linha de frente da greve geral de 28 de abril de 2017 e não vacilaram em denunciar, desde o início, o golpe de 2016, alertando e mobilizando suas bases contra o processo de restauração neoliberal e consequente desmantelamento dos direitos trabalhistas e da seguridade social, enfatizando a defesa do SUS e da educação pública, laica e gratuita. A CTB integra o Fórum das Centrais e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e celebra o seu 11º aniversário reiterando o compromisso de defender intransigentemente a causa dos trabalhadores e trabalhadoras, o desenvolvimento nacional soberano e o Socialismo, uma necessidade histórica que se transforma em imperativo do nosso tempo face à grave crise que abala o sistema capitalista internacional e que requer a construção de uma frente ampla de resistência para superá-la e evitar a barbárie.

    São Paulo, 12 de dezembro de 2018

    Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

  • Depois de 16 dias, educadoras e educadores da rede pública municipal encerram greve em São Paulo

    Mais de 10.000 trabalhadoras e trabalhadores da rede pública municipal de São Paulo resolveram encerrar a greve na sexta-feira (31), em assembleia na Praça do Patriarca, próxima à sede da prefeitura.

    A paralisação começou juntamente com a Greve Geral Nacional da Educação, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no dia 15 de março. “Conseguimos mostrar que a categoria está unida e forte”, diz Teresinha Chiappim (Teca), da CTB Educação-SP.

    A Assembleia teve início às 15h, sendo que logo em seguida uma comissão foi recebida pela administração municipal para mais uma rodada de negociação. Com as propostas acertadas, a maioria votou pelo retorno ao trabalho.

    professores sampa assembleia 31m teca

    Teca defende mobilização contra as reformas propostas pelo governo Temer e firmeza nas negociações com o prefeito

    “Mas continuamos mobilizados para que as negociações possam ocorrer e os pontos acordados sejam todos respeitados e nossas conquistas ampliadas”, afirma Francisco Livino de Noronha Neto, da CTB Educação-SP.

    Teca reforça esse posicionamento, pois “não ficou definido nenhum índice de reajuste salarial”. Para ela, a administração municipal se dispôs a debater pontos importantes para a categoria, mas “precisamos estar muito atentos e não nos dispersar”.

    A assembleia decidiu também a ampla participação do magistério paulistano na greve geral do dia 28 de abril. "Nós vamos parar o Brasil para barrar todos esses retrocessos dos golpistas", garante Teca.

    Propostas:

    - Prefeito não retira o Sampaprev da Câmara dos Vereadores, embora garanta não ter interesse em sua aprovação.
    - Promessa de discutir com os sindicatos, as questões relativas à previdência.
    - Retomada dos programas de atenção à saúde e promessa de que o Hospital do Servidor Municipal atenda somente servidores.
    - Formação de Grupos de Trabalho na mesa setorial de educação sobre saúde dos profissionais, segurança e combate à violência nas escolas.
    - Promessa de que a administração não pretende terceirizar a educação
    - Reunião dos Representantes de Escola.
    - Reposição dos 16 dias de greve. Pagamento assegurado.
    - Criação de Grupo de Trabalho para analisar a situação dos equipamentos de Educação Infantil.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy (texto e fotos)

  • Educadoras e educadores paulistanos decidem manter a greve contra Doria e Temer

    Em ato público em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, cerca de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores da rede municipal de educação, decidiram manter a greve iniciada no dia 15 - Greve Geral Nacional da Educação -, comandada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

    “Estamos em greve contra as reformas do governo golpista, porque não queremos perder nossos direitos, nossa aposentadoria. Mas também queremos melhores condições de trabalho e salários compatíveis com as nossas responsabilidades”, afirma Teresa Chiappim, a Teca, da CTB Educação-SP.

    Ela explica que além das reformas pretendidas pelo governo federal, as trabalhadoras em educação de São Paulo também combatem o projeto de lei 621/2016, que visa criar um
    Regime de Previdência Complementar, conhecido como Sampaprev.

    “Estamos nas ruas também contra a terceirização ilimitada, aprovada recentemente no Congresso. Essa terceirização prejudica os nossos direitos e pode nos deixar sem uma aposentadoria decente”, diz a sindicalista.

    Além de todas essas reivindicações, as educadoras paulistanas querem melhores condições de trabalho, com mais estruturas e segurança nos arredores das escolas e também melhores salários.

    “Ainda lutamos contra a reforma do ensino médio que retira a qualidade da educação pública e retira o sonho de ingressar no ensino superior dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, reforça Teca.

    As educadoras e educadores presentes ao ato, decidiram pela continuidade da greve após a comissão sair da reunião com representantes da administração e informar que foi entregue a pauta de reivindicações, que será analisada, mas ainda não houve nenhuma resposta.

    A decisão pela continuidade da paralisação foi quase unânime, assim como a adesão ao Dia Nacional de Paralisação, na sexta-feira (31), "contra as reformas que cortam conquistas da classe trabalhadora", finaliza Teca.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy