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Seg, Dez

CTB-SP

  • A polícia de Geraldo Alckmin mata cada vez mais em São Paulo

    Casos como o do catador de papel Ricardo Nascimento, morto por um policial militar com dois tiros à queima roupa, na quarta-feira (12), em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, tem se tornado mais comum do que se imagina.

    Levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta quinta-feira (27), mostra aumento da violência policial no estado de São Paulo. Foram 459 mortes violentas cometidas por policiais militares e civis no primeiro semestre deste ano. Esse é o maior número de crimes em 14 anos.

    “Esse estudo evidencia o crescimento da truculência policial no estado”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP). “As vítimas são, via de regra jovens, negros e pobres”.

    Samira Bueno, coordenadora da pesquisa, afirma que essa história de que a redução da criminalidade é fruto da truculência policial é mentira. O “estado e a polícia usam como justificativa que estes casos são desvios individuais de conduta, quando os altos números de mortos pela PM são a evidência de que o problema é muito maior, institucional e estrutural e precisa ser assumido enquanto tal”.

    grafico sspsp violencia g1

    De acordo com o levantamento, 430 mortes foram cometidas por PMs, o restante por policiais civis. “O avanço da crise econômica pode tornar essa situação ainda mais violenta, se o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não mudar de atitude e orientar a polícia para a sua verdadeira função que é proteger as pessoas”, acentua Bitencourt.

    Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou ao G1, que "desenvolve ações para reduzir a letalidade e que, na maioria das vezes, ocorre a partir da ação de agentes de segurança para frustrar crimes contra o patrimônio".

    Bueno retruca afirmando que “os números mostram que há pelo menos 15 anos a política tem sido ignorar que centenas de pessoas, em sua maioria jovens e negros, são mortos pela polícia em ocorrências pouco transparentes em que se justifica ‘legítima defesa’, como se todas essas mortes fossem naturais e não pudessem ser evitadas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Ilustração: Latuff

  • A Redestrado convida estudiosos para refletir sobre a resistência aos ataques à educação

    Com o tema “Trabalho docente no século 21: conjuntura e construção de resistências", a Rede Latino-americana de Estudos sobre o Trabalho Docente (Redestrado) convida, para o 9º Redestrado, educadoras e educadores do país para estarem na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, entre os dias 8 e 10 de novembro.

    “Na situação vivenciada no país torna o encontro da Redestrado ainda mais fundamental para criarmos uma resistência mais forte ao desmonte da educação, onde todos perdem, os profissionais, os estudantes, mas principalmente a sociedade e a nação”, afirma Paulo Nobre, secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A Rede Estrado foi criada em 1999 e promove encontros bienais nos países participantes com o objetivo de propagar estudos e pesquisas sobre o trabalho docente. Para tanto, autoras e autores de livros e revistas com a temática sobre o trabalho do magistério são convidados a participar do evento. Também ocorrerão fóruns e reuniões, exibição de filmes e vídeos.

    Saiba como fazer a inscrição AQUI.

    Para Nobre, eventos como o Redestrado “fortalecem a resistência com o acúmulo e o compartilhamento de estudos sobre as mudanças que ocorrem nas relações de trabalho e tanto prejudicam a classe trabalhadora”.

    “O contexto atual marcado, entre outros aspectos, pela ampliação das formas de contratação precárias, pelas novas ondas do gerencialismo público, pelos avanços dos processos de privatização, pelas tentativas de esfacelamento dos coletivos e pelas políticas de cerceamento de liberdade na atuação das professoras e professores nas instituições educacionais, exigem de nós amplo debate e construção de resistências”, realça texto de apresentação do Redestrado deste ano.

    Saiba mais pelo site oficial do evento AQUI.

    Para lançamento de livros acesse AQUI.

    Inscreva-se para acompanhar vídeos e filmes AQUI.

    Organize seu fórum. Veja como AQUI.

    Portal CTB

  • As inconstitucionalidades da reforma trabalhista são debatidas em encontro da CTB

    A reforma trabalhista significa a tentativa de se fazer “uma nova lógica de regulamentação das relações trabalhistas”, afirma o jurista José Eymard Loguércio no encerramento do Encontro com Lideranças Sindicais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), na tarde desta segunda-feira (18).

    A tarefa de Loguércio foi analisar as “Inconstitucionalidades da Reforma Trabalhista”. Ele começou dizendo que a reforma pretende valorizar “o contrato individual de trabalho e desvalorizar o papel do sindicato”.

    Além da prevalência do negociado sobre o legislado, a criação de representação dos empregados na empresa visa estabelecer uma “concorrência desleal com os sindicatos”, afirma.

    Diz ainda que essa lei não é inconstitucional se for aplicada no âmbito da Constituição. “A sua aplicação é que pode conter inconstitucionalidades e mais ainda inconvencionalidades”. O jurista afirma que com essa lei, o Brasil pode “passar a ser o país com maior número de organizações sindicais com o menor número de representados”.

    Ele cita a terceirização ilimitada como outro fator agravante em prejuízo do movimento sindical. “O STF (Supremo Tribunal Federal) já disse que é impossível controlar esse processo”. Por isso, “faremos a discussão das fraudes decorrentes dessa lei”.

    Na verdade, argumenta, “os pressupostos da autonomia coletiva não podem invadir a esfera dos direitos individuais”. Por isso, “a responsabilidade da mesa de negociação aumenta muito para os dois lados”.

    Para o jurista, a atuação do movimento sindical deve ser no campo político. “Nós não vamos nos dar por derrotados por uma legislação que não foi amplamente debatida com o conjunto da sociedade”.

    Participaram da mesa o presidente da CTB, Adilson Araújo, a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt e Andrea Barcelos, dirigente da CTB-SP. Araújo finalizou o encontro dizendo que “o momento exige ação e luta política com unidade, que se faz imperativa para derrotarmos o projeto neoliberal em curso”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Érika Ceconi

  • Audiência pública debate o genocídio da juventude negra em São Paulo, nesta terça (10)

    O movimento negro se une à deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) para realizar, nesta terça-feira (10), às 18h30, uma audiência pública para debater a matança de jovens negros, pobres e moradores da periferia. A audiência acontece no Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp, na av. Pedro Álvares Cabral, 201, na capital paulista).

    Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), conta que leciona em escola pública da periferia há 14 anos e há 5 anos em escola da rede privada e sente a diferença de perspectivas de vida porque “como pode uma criança pobre acreditar que o estudo lhe dará boas chances de ter uma vida abastada, se ela vai para a escola esperando sua primeira refeição do dia?”

    audiencia contra genocidio juventude negra

    Participarão da audiência mães que perderam seus filhos pelas mãos do Estado e as entidades do movimento negro em São Paulo, além da Rede de Proteção e Enfrentamento ao Genocídio. A deputada Leci Brandão convida a todas as pessoas que acreditam na necessidade de parar com essa matança a parrticiparem dessa audiência.

    Confirme presença pela página do Facebook da audiência aqui.

    O Atlas da Violência 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que de cada 100 pessoas assassinada no Brasil entre 2005 e 2015, 71 foram negras, boa parte de jovens.

    Ainda de acordo com o Atlas, mais de 318 mil jovens foram assassinados no país nesse período. Os homens jovens, negros e pobres continuam sendo as principais vítimas com mais de 92% das mortes.

    Gomes ressalta a necessidade de criação de políticas públicas para combater a brutal diferença das escolas públicas da periferia e as escolas particulares. “Na periferia, as crianças e jovens ficam expostos a todo tipo de violência e até ao aliciamento por traficantes. Aí ou morrem pelas mãos da polícia ou pelo tráfico”.

    Por isso, denuncia a professora de história no interior de São Paulo, “as crianças da escola pública têm menos chances de sobreviverem do que os da escola privada. Essa audiência pode apontar caminhos para mudarmos essa triste realidade”.

    Campanha contra o genocídio da juventude negra 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Aumento da tarifa no transporte público pesa no bolso de quem vive de salário

    As ruas da capital paulista foram tomadas, a partir das 17h, nesta quinta-feira (11) por cerca de 10 mil manifestantes - segundo os organizadores - contra o aumento da tarifa dos ônibus no município de São Paulo, dos trens urbanos e do metrô, que foram de R$ 3,80 para R$ 4, no domingo (7), um aumento de 5,26%.

    O reajuste foi anunciado de forma conjunta pelo prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na capital paulista, os maiores aumentos, acima da inflação, são justamente de quem mais usa ônibus ou que mora mais longe: no bilhete único mensal e na integração entre ônibus e metrô.

    Para Flávio Leite, secretário de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção São Paulo (CTB-SP), qualquer aumento nos preços incide no bolso da classe trabalhadora. “Na crise que estamos vivendo aumentar o valor das tarifas do transporte público atinge em cheio o orçamento de qualquer família que depende do transporte coletivo para se locomover”.

    Muitas palavras de ordem são ditas contra Doria. “O passe livre não é esmola, o filho do prefeito vai de Uber pra escola”, em referência às restrições impostas pela atual administração paulistana sobre o passe livre estudantil.

    "Limitar o transporte gratuito para os estudantes é agir contra o direito de ir e vir dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, diz Leite. Ele explica que os gastos com transporte pesam no orçamento doméstico e a gratuidade beneficia a educação, permitindo aos estudantes estarem mais presentes no centro da cidade, onde acontecem os principais eventos culturais”.

    Vídeo da Mídia Ninja mostra como foi o protesto 

    Já o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, acredita que “estar no ato hoje é sair em defesa do passe livre, mas é também sair em defesa do direito do estudante de chegar à sua escola e, portanto, é defender a educação para todos e para todas”.

    Outras palavras de ordem foram ditas durante a passeata que saiu da Praça Ramos de Azevedo e rumou para a Estação Brás de trem e metrô. Outro ato foi convocado para a quarta-feira (17), aos gritos de “pula sai do chão contra o aumento do busão” e o “meu dinheiro não é capim”.

    Representantes do Movimento Passe Livre (MPL) afirmam que não sairão das ruas até esse aumento ser revogado. "Com o desemprego atual e a informalidade, muitos não têm vale-transporte. Ou seja, as pessoas não conseguem sair de casa para ir atrás de emprego", afirma Fernando Bueno, porta-voz do MPL.

    Ele lembra que o salário mínimo aumentou pouco mais de 1%, enquanto a tarifa subiu mais de 5%, sendo que no ano passado teve majoração de 14,8%. De acordo com Bueno o aumento acumulado da integração é de 17,4%, mais que o dobro da inflação do período.

    “Precisamos debater a política de mobilidade urbana. O preço da passagem aumenta, mas a qualidade do transporte público não”, reforça Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). A crítica à falta de qualidade nos transportes é recorrente entre os usuários.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Natasha Ramos e Natália Pesciotta (Ubes) e Felipe Mascari (Rede Brasil Atual). Foto: Guilherme Imbassahy

  • Candidatas ao título de Miss Peru 2018 destacam suas medidas contra a violência à mulher. Assista!

    Viraliza na internet um vídeo em que as 23 candidatas ao título de Miss Peru 2018 denunciam a violência contra as mulheres em seu país durante suas apresentações no concurso. “Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio nos últimos nove anos no meu país”, disse uma das candidatas. 

    Já a sua concorrente falou: “Minhas medidas são: 81% dos agressores de meninas menores de cinco anos são pessoas próximas da família”. E assim falaram todas. A hashtag #MisMedidasSon chegou ao trending topics (assuntos do momento do Twitter).

    “Apesar de não gostar muito de concursos de beleza, a atitude da organização do evento e das candidatas foi uma maneira interessante de denunciar a dureza de ser mulher em países violentos e profundamente machistas, como são os da América Latina”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    No decorrer do evento, enquanto as candidatas desfilavam, apareciam manchetes de jornais locais com notícias de violências. “O mais triste de tudo isso é que no Brasil os números são ainda mais avassaladores, onde uma mulher é assassinada a cada duas horas”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    Assista as falas das candidatas peruanas: 

    De acordo com o jornal espanhol El País, numa outra etapa, várias candidatas atacaram a violência de gênero e a discriminação. A vencedora da competição, Romina Lozano propôs a criação de um banco de dados "com informações sobre cada agressor, não apenas de feminicídio, e assim podermos nos proteger”.

    Para Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, “as leis precisam ser mais rigorosas com os agressores, além de melhorar os mecanismos de denúncia e de atendimento das vítimas. No Brasil, estão procurando dificultar a vida das pessoas agredidas em vez de defendê-las e ajudá-las”.

    Em 2016, foram registrados 124 feminicídios e 258 tentativas de assassinato, segundo dados do Ministério da Mulher e das Populações Vulneráveis do Peru. Já no Brasil, um dos países mais violentos do mundo em questões de gênero, em 2016 foram assassinadas 4.657 mulheres, segundo o 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    “Precisamos unir todos os esforços para enfrentarmos essa dura realidade e juntas forçarmos que o governo brasileiro pare de retroceder nas políticas públicas pelos direitos das mulheres e avançarmos com um trabalho forte de educação para extirpar a violência do país e do mundo”, diz Valéria Morato, presidenta da CTB-MG.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Centrais sindicais propõem unidade para combater o alto índice de acidentes do trabalho

    “Não há saúde pública de qualidade sem a efetiva participação da classe trabalhadora na sua formulação”, disse Gilda Almeida, dirigente da CTB e da Federação Nacional dos Farmacêuticos, no Seminário 28 de abril – Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, na manhã desta quinta-feira (26), na sede do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo.

    Patrocinado pelo Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, o seminário contou com a participação de sindicalistas de todo o país e teve transmissão ao vivo pelo site do Dieese.

    "Em tempos de terceirização irrestrita e de avanço da precarização, sobretudo com a modalidade intermitente, é fundamental a realização de debates que tenham por centro a preocupação com a segurança da classe trabalhadora no ambiente de trabalho", afirmou o representante da CTB na abertura do evento, Rene Vicente, presidente da CTB-SP

    Assista fala de Rene Vicente 

    Victor Pagani, do Dieese, fez uma explanação sobre as consequências da reforma trabalhista no aumento dos acidentes de trabalho, que já são exorbitantes no país e no adoecimento da classe trabalhadora e suas famílias por causa da precarização das relações de trabalho e cortes no orçamento da saúde.

    O debate foi além da reforma trabalhista e tratou também da Emenda Constitucional (EC) 95, que congela por 20 anos os investimentos no serviço público e os salários dos servidores. “É um desastre principalmente para a saúde e educação das filhas e filhos da classe trabalhadora”, disse Almeida.

    Todos os participantes pediram a revogação da EC 95 por sua inconstitucionalidade e por ser “extremamente nociva ao país e à sociedade”, garantiu Vicente. O procurador José Fernando Ruiz Maturana, representante da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), do Ministério Público do Trabalho (MPT) falou sobre a relação da Justiça do Trabalho e o movimento sindical.

    Para ele, a questão da insalubridade está nas mãos do movimento sindical. “O que vocês vão fazer?”, perguntou. E concluiu que é necessário se aproximar mais das trabalhadoras e trabalhadores resistindo aos ataques e levando informação.

    “É preciso provocar o MPT a participar. Nós vamos juntos nessa luta, mas é necessário ter cautela nas negociações coletivas e não ceder a nenhuma cláusula abusiva em relação aos direitos de descanso e de prevenção à saúde”, disse.

    Já Leonor Poço, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT, começou sua fala afirmando que o país tem um número exorbitante de acidentes e adoecimentos de trabalho e com a reforma trabalhista vai piorar.

    “Vamos denunciar à OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a todos os órgãos internacionais porque essa reforma e a EC 95 são atentados aos direitos humanos e ao direito à vida”, reforça.

    O representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Funcia explicou que a situação pode ficar ainda muito mais grave porque “podemos ficar sem o SUS (Sistema Único de Saúde) e com o congelamento determinado pela EC 95, as pessoas podem ficar sem atendimento médico nenhum”.

    Almeida argumentou que o governo golpista trabalha para “exterminar com as conquistas da classe trabalhadora no tempo mais curto possível para acabar com a possibilidade de reação”.

    Já Cezar Benoliel, secretário de Saúde da CTB-PR elogiou o seminário, mas ressalvou que “se nós não tivermos a consciência de que tudo isso que foi colocado aqui passa por Lula Livre, não vamos a lugar nenhum”. Ele defende um plebiscito revogatório de todas as medidas tomadas pelo governo golpista.

    Confira a fala de Benoliel 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Com muita luta, as mulheres conquistaram o direito de votarem e serem votadas em 1932

    Manifestação em São Paulo contra a cultura do estupro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Em 2015, antes de ser afastada da Presidência da República por um golpe, a primeira e única mulher a presidir o Brasil, Dilma Rousseff, sancionou a Lei 13.086, de 2015, determinando o 24 de fevereiro como o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, porque nessa data em 1932, as mulheres conquistavam o direito de votarem e serem votadas.

    “Essa é uma data fundamental para o movimento feminista brasileiro, mesmo que nessa época as pessoas analfabetas ainda não tinham o direito ao voto - maioria absoluta da população brasileira -, mas removeu uma das questões fundamentais para a conquista da emancipação feminina”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). As pessoas analfabetas só conquistaram o direito ao voto com a Constituição de 1988.

    “O dia 24 de fevereiro foi um marco na história da mulher brasileira. No código eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto”, afirma Tamára Baranov, no Jornal GGN.

    Assista o vídeo: A Luta Pelo Voto Femino 

    Baranov explica também que essa conquista foi fruto de muita luta. “Iniciada antes mesmo da Proclamação da República, foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. Em 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino. Em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres”.

    Já Arêas vê a importância de se comemorar essa data histórica como uma das formas de resistir ao avanço de idéias retrógradas sobre os direitos das mulheres. “Estamos vivendo um momento de resistência”, diz ela.

    “Vínhamos avançando em nossas conquistas nos governos Lula e Dilma e com o golpe de Estado de agosto 2016, os retrocessos têm sido grandes”, complementa. Ela se refere às investidas contra os direitos das mulheres, começando pela retirada do status de ministério da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como da igualdade racial, dos direitos humanos e da cidadania.

    voto feminino foto tribunal superior eleitoral

    Foto: Tribunal Superior Eleitoral

    Para Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, “compete ao movimento feminista construir a unidade para enfrentar com mais força a ideologia patriarcal que pretende tirar as mulheres dos espaços públicos, impedindo-as de conquistarem mais espaços em cargos de direção seja na política, no mercado de trabalho e até mesmo nos movimentos sociais”.

    Mas garante Arêas, “o movimento sindical precisa entender a necessidade de empoderar as questões de gênero e a luta por igualdade de direitos em todos os setores da vida”. Para ela, “neste ano, é fundamental trabalharmos para eleger muito mais mulheres ao Congresso Nacional e com isso impedirmos os avanços conservadores retirando nossos direitos”.

    mais mulheres no poder

    Já Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, reafirma a importância da data para “mostrar às novas gerações que todas as nossas conquistas se dão com muito sacrifício, dificuldades e perseverança”. Concluindo que “só a luta pode garantir uma vida sem medo para as mulheres”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Consciência Negra: população marcha em São Paulo contra o genocídio e o racismo

    A 14ª Marcha da Consciência Negra, na segunda-feira (20), em São Paulo, tem como tema “Contra o Racismo e o Genocídio: Por um Projeto Político de Vida para o Povo Negro”. De acordo com Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB nacional, “é fundamental reforçarmos as campanhas em favor da igualdade de direitos”.

    A concentração da marcha ocorre no vão do Masp – tradicional espaço de protestos na capital paulista -, a partir das 13h, com previsão de a caminhada começar às 16h. “A expectativa é de realizarmos um grande protesto para denunciarmos à sociedade a violência que sofremos em todos os campos da vida”, diz Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP.

    Saiba mais pelo Facebook oficial da marcha.

    As pesquisas confirmam o racismo estrutural vigente no Brasil. Como mostra o Atlas da Violência 2017, em cada 100 pessoas assassinadas no país, 71 são negras. O levantamento mostra que o genocídio da juventude negra cresce assustadoramente.

    De 2005 a 2015 foram assassinados 318 mil jovens, cerca de 80% rapazes, negros, pobres e moradores da periferia. Somente em 2015 foram assassinados mais de 60 mil jovens.

    “Boa parte pelas mãos do braço armado do Estado e sem razão alguma para isso. Outros ficam pelo caminho nas mãos do tráfico de drogas, pela absoluta falta de políticas públicas para a juventude. As mães choram as mortes de seus filhos que perdem a vida apenas por estarem na rua”, denuncia Custódio.

    Assista reportagem especial da TV Brasil sobre o Quilombo dos Palmares

     

    Como mostra o relatório “A Distância Que Nos Une”, da ONG Oxfam Brasil, a se manter o ritmo atual, negros e brancos só terão salários equivalentes em 2089 e “olha que os retrocessos promovidos por Michel Temer devem prorrogar isso para bem mais longe”, argumenta Gomes.

    Estudo do Dieese aponta que a taxa de desocupação entre os negros na Região Metropolitana de São Paulo aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros subiu de 12,0% para 15,2%.

    “A Questão que se coloca é que se for comparar salário e escolaridade, as diferenças se apresentam ainda maiores. Isso na mesma função e nível de escolaridade”, afirma Custódio. “É nesse quadro que chegamos aos 130 anos de Abolição”.

    Gomes assinala que, por isso, “a 14ª Marcha da Consciência Negra deve trazer à tona o necessário debate sobre o que fazer para acabar com o racismo e com a violência que atinge os negros, que corresponde a 54% da população brasileira”.

    Veja Quilombo (1984), de Cacá Diegues 

    “Estaremos nas ruas para denunciar todas as mazelas sofridas pelo povo negro. Porque queremos dignidade, porque queremos igualdade e o fim do genocídio de nossa juventude”, reforça.

    Enfim, diz Custódio, “continuamos a lutar pela nossa humanização. Pela nossa vida e pela vida de nossos filhos, continuamos a lutar por igualdade no mercado de trabalho, pelo direito ao trabalho, à saúde, à moradia digna e à tão sonhada educação pública de qualidade”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Consulta pública do Senado quer punição para mulher que não provar estupro. Vote contra já!

    A partir de uma consulta pública do Portal e-Cidadania (vote aqui), começa a tramitar na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, a Sugestão Legislativa 7/2017, que visa tornar crime hediondo e inafiançável a “falsa acusação de estupro”.

    O autor da proposta, Rafael Zucco, afirma que pensou nisso porque leu na imprensa que "80% das denúncias de estupro são falsas". Para ele, as “acusações falsas” ocorrem por "vingança da mulher”, “alienação parental” ou para “conseguir mais bens no divórcio".

    As estatísticas, porém, desmentem Zucco. São denunciados anualmente cerca de 50 mil estupros no Brasil. E estima-se que somente 10% das vítimas denunciam. A maioria das violências ocorre dentro de casa, praticada por pessoas conhecidas da vítima, que na maioria são crianças ou adolescentes.

    Além do mais, o Código Penal já contempla a denunciação caluniosa, em seu artigo 339. "A acusação falsa de qualquer crime é gravíssima. Mas a questão é por que especificar no caso de estupro?”, questiona Silvia Chakian, promotora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ministério Público de São Paulo.

    “Fica claro que isso atende a uma casuística”, reforça ela, “são casos pontuais. Isso afronta todas as vigências da boa técnica legislativa, ainda mais quando falamos da lei penal, que deve sempre ser genérica".

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), afirma que “essa proposta visa tirar o foco do criminoso e culpar a vítima, como tem ocorrido ultimamente”.

    Justamente porque pretende “dificultar ainda mais as denúncias, numa sociedade que sempre aponta o dedo para a mulher, acusando-a de ter provocado a violência, como aconteceu no caso do estupro coletivo da menina de 16 anos no Rio de Janeiro e da jornalista Patrícia Lélis que acusou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e acabou sendo processada, mesmo com áudios contundentes, comprovando”.

     Assista: 

    De acordo com a sindicalista, em vez de se pensar em “projetos torpes como esse, os políticos deveriam se preocupar com o aliciamento de crianças para o tráfico e a exploração sexual de meninas, obrigadas à prostituição”.

    Os dados mostram que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil, que é o país campeão em feminicídio, violência doméstica e assassinatos de LGBTs. Agora querem “criminalizar a mulher, caso ela não consiga deter o estuprador até a polícia chegar para dar o flagrante”, denuncia Bitencourt.

    Até o fechamento desta matéria o placar da consulta pública estava bastante acirrado. Com mais de 20 mil participantes, 10.935 votando pelo NÃO e 10.553 pelo SIM. Dê o seu voto para mudar melhorar esse placar contra esse projeto hediondo.

    “Muito suspeito surgir um projeto desse porte, quando as mulheres vêm sofrendo violências inomináveis diariamente. A intenção parece ser a de intimidar ainda mais as vítimas que já sentem enorme dificuldade de denunciar seus algozes. Hediondo é o crime de estupro".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Arte:  ONU Mulheres

  • Coordenadora do Núcleo de Igualdade Racial da CTB-SP quer sindicalismo na luta antirracismo

    A dirigente do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro-Campinas), Lidiane Gomes, foi eleita coordenadora do Núcleo de Igualdade Racial na histórica Plenária do tema da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), ocorrida no sábado (27/5).

    “Foi incrível a realização da primeira Plenária da Igualdade Racial da CTB-SP. Estamos muito próximos de realizar um antigo sonho da central no estado, que é o de criar a Secretaria de Igualdade Racial”, diz Gomes.

    Ela que é professora de História e Geografia afirma que o racismo é muito forte no estado de São Paulo e “o movimento sindical necessita estar atento a isso, pois acontecem discriminações demais no mundo do trabalho”.

    O processo de industrialização no início do século 20 no Brasil é lembrado por ela para ressaltar a discriminação sofrida pelos ex-escravos. “A indústria capitalista separa o trabalhador que é bom e o que não é para favorecer a sua exploração”, acentua.

    Com isso, de acordo com Gomes, o racismo se perpetua no país e se mantém “muito forte na sociedade e principalmente na elite paulista, porque os negros foram ecxluídos do mercado de trabalho formal. Assim forjaram o signo de ‘vagabundos’ para o nosso povo”.

    A sindicalista reforça também a necessidade de um olhar mais profundo sobre a questão das mulheres negras, “duplamente discriminadas”. Ela lembra que as pesquisas confirmam que as mulheres negras ganham menos, são as primeiras a perder o emprego e as últimas a se realocarem”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • CTB-SP debate em seminário como dar dignidade ao povo negro no mundo do trabalho

    A Secretaria da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Paulo (CTB-SP) realiza o seminário “Dignidade ao Povo Negro no Mundo do Trabalho”, nesta quinta-feira (16), às 19h na sede do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo (rua das Carmelitas, 149, centro, São Paulo).

    “Este seminário faz parte das atividades do Mês da Consciência Negra (novembro) com o objetivo de colocar as questões que afligem a população negra, marginalizada pela sociedade, inclusive no mundo do trabalho”, diz Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP.

    Helena Mascarenhas Ferraz, advogada e membro da Comissão de Direitos Infanto-juvenis da OAB- Sorocaba, falará sobre “Racismo e Injúria Racial: Definições e Diferenças”. Já o tema da outra palestrante, Flávia Costa, dirigente nacional da União Brasileira de Mulheres e da União de Negros pela Igualdade, será “Os Efeitos Colaterais do Golpe no Cotidiano da Mulher Negra e Periférica”.

    Para Gomes, “vivemos um momento de resistência, acumulando forças acabarmos com o racismo, o ódio, e a violência”. Ela explica ainda que o seminário serve também como um esquenta para a 14ª Marcha da Consciência Negra que tem o tema “Contra o Racismo, o Genocídio, por um Projeto Político de Vida para o Povo Negro” (confirme presença pelo Facebook).

    No final haverá apresentação da companhia de dança afro-brasileira Abayomi'n, de Sorocaba, interior de São Paulo (conheça o grupo pela página do Facebook oficial). Gomes afirma que “é importante ter apresentação cultural para sairmos do lugar comum e mostrarmos que a cultura brasileira é diversificada e por isso espetacular”.

    “Somos a maioria da população, mas temos pouquíssimos representantes políticos, não nos querem nas universidades, nem nos empregos de melhor qualificação, muito menos em cargos de chefia, por isso precisamos conhecer a nossa realidade, a nossa história e juntos derrotarmos o racismo”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • CTB-SP faz seminário para debater os 130 anos da Abolição e a atualidade

    Neste sábado (19), quem mora nas redondezas de Campinas, interior de São Paulo, já tem uma programação para o período da manhã, das 9 às 13h. É o seminário “130 anos da Abolição: a Luta Continua”, promovido pela Secretaria de Igualdade Racial da CTB-SP.

    O seminário acontece na Escola Estadual Carlos Gomes, (Avenida Anchieta, 80, centro, Campinas) e tem como convidados, os especialistas em estudos africanistas da história do Brasil, Cláudia Monteiro da Rocha Ramos, Natanael dos Santos e Sebastião Arcanjo.

    O debate será mediado por Rene Vicente, sociólogo e presidente da CTB-SP. Ramos falará sobre “O Negro na História de Americana e Região”; o tema de Santos será “Trajetória do Africano no Espaço Geográfico Brasileiro e Arcanjo falará sobre os “Desafios e Perspectivas de Políticas Públicas para o Povo Negro”. Imperdível.

    Lidiane Gomes, secretária de Igualdade Racial da CTB-SP, afirma que além de refletir sobre os 130 anos da Abolição inconclusa, “é importante e necessário debatermos o que fazer para tirar a população negra da marginalização que a sociedade lhe impõe”.

    Para a professora de História do Brasil e diretora de escola estadual pública, “a população afrodescendente após a Abolição vem sendo excluída da educação, da saúde, da cultura, sem acesso à cidade e chances de igualdade para competir no mercado de trabalho”.

    Por isso, “idealizamos esse seminário, com o objetivo de levar reflexão à sociedade e novas propostas para o movimento sindical abraçar ainda mais a luta por igualdade racial”, conclui.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • CTB-SP realiza a Plenária sobre Igualdade Racial neste sábado (27). Traga a sua contribuição!

    As trabalhadoras negras e os trabalhadores negros têm um encontro marcado para este sábado. A Plenária sobre Igualdade Racial começa às 9h, no sábado (27), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema)  e reúne sindicalistas para debater como o movimento sindical pode colaborar com o fim do racismo.

    Os temas da plenária serão a conjuntura atual, com palestra de Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e A questão do Direito ao Trabalho pós Abolição, com Juarez Tadeu de Paula Xavier, professor da Universidade do Estado de São Paulo em Bauru, interior do estado.

    A outra palestrante é Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, que falará sobre O que é Injúria Racial e o que é o Racismo?. Para ela, “o movimento sindical tem papel preponderante no combate ao racismo e a CTB-SP não poderia ficar fora dessa trincheira".

    "É em São Paulo onde ocorrem as maiores batalhas contra a opressão que submete trabalhadores e trabalhadoras a condições de trabalho, muitas vezes desumanas”, complementa.

    plenaria igualdade racial sp

    Já Lidiane Gomes, do Sindicato dos Professores de Campinas e Região, afirma que “esta plenária é importante para que possamos solidificar o trabalho do Coletivo Nacional de Igualdade Racial (da CTB)”.

    Para ela, “existe ainda um grave problema de falta de acesso ao trabalho formal para a população negra e quando isso acontece os negros e as negras ficam invariavelmente em cargos subalternos”.

    Gomes acredita que a plenária deve "elaborar um plano de lutas em São Paulo para combater e erradicar o racismo no mundo do trabalho". Custódio complementa afirmando que “a CTB-SP dá um passo importante para a construção de uma força antirracismo estado mais rico do país”.

    Serviço

    O que: Plenária sobre Igualdade Racial
    Onde: Sintaema (avenida Tiradentes, 1323, São Paulo)
    Quando: Sábado (27), às 9h

    Programação

    08h30 – café da manhã
    09h00 – início da plenária
    Conjuntura: Nivaldo Santana
    09h50 – mesa: O que é Injúria Racial e o que é o racismo?
    • Mônica Custódio
    10h30 – intervalo
    10h40 – A questão do Direito ao Trabalho pós Abolição
    • Juarez Tadeu

    12h00 – 2º mesa- Congresso Estadual e Construção da Secretaria de
    Igualdade Racial da CTB-SP
    • Onofre Gonçaçves
    • Paulo Nobre

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • CTB: 11 anos de luta

    Fundada em 12 de dezembro de 2007 num congresso realizado em Belo Horizonte (MG) a CTB celebra nesta quarta-feira seu 11º aniversário.

    São 11 anos de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, por um projeto nacional de desenvolvimento fundado na democracia, na soberania e na valorização do trabalho e contra a ofensiva das forças conservadoras, o golpe de Estado disfarçado de impeachment e a agenda de restauração neoliberal imposta pelo governo ilegítimo presidido por Temer.

    Apesar das adversidades e dos ataques sofridos pela classe trabalhadora e o movimento sindical nos últimos anos, a trajetória da nossa central classista desde 2007 foi de contínuo crescimento e consolidação. Tendo inaugurado sua existência com cerca de 600 entidades sindicais na base, hoje a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil conta com mais de 1200, um crescimento de 100% no período

    O êxito político e organizativo se explica pela coerência na defesa de seus princípios e a participação ativa e incansável na linha de frente das batalhas de classes que se verificaram no período. Daí a credibilidade no movimento sindical e entre as forças progressistas da nossa sociedade.

    Defesa do socialismo

    O que diferencia a CTB é o compromisso inarredável com os interesses imediatos e futuros da classe que representa: a defesa do Direito do Trabalho, da valorização dos salários, redução da jornada, trabalho decente, a luta contra a exploração do trabalho análogo ao escravo e do chamado trabalho infantil, contra a exploração capitalista e por uma sociedade sem exploradores e explorados, a defesa do socialismo e de um projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e justiça social.

    Entre as realizações e conquistas da CTB, sempre em aliança com as demais centrais e os movimentos sociais, destaca-se a realização da 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que reuniu mais de 30 mil sindicalistas das cinco maiores centrais sindicais do país no Pacaembu (SP) em 1º de junho de 2010 e aprovou a “Agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho”.

    Conclat

    A Conclat foi originalmente proposta pela CTB no congresso fundação. Nossa Central teve também relevante participação nas marchas da classe trabalhadora, nas Marchas das Margaridas, na luta pela reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar, pela redução dos juros, em defesa das aposentadorias, contra a terceirização irrestrita e contra a reforma trabalhista de Michel Temer.

    No campo das relações internacionais, nossa Central teve destacada participação na Federação Sindical Mundial e organizou em São Paulo um Simpósio internacional e um Ato mundial anti-imperialista na comemoração dos 70 anos da FSM em 3 de outubro de 2015. A CTB também é uma das fundadoras e líder do Encontro Sindical Nossa América (Esna), que congrega sindicalistas de vários países latino-americanos e caribenhos.

    Os cetebistas estiveram na linha de frente da greve geral de 28 de abril de 2017 e não vacilaram em denunciar, desde o início, o golpe de 2016, alertando e mobilizando suas bases contra o processo de restauração neoliberal e consequente desmantelamento dos direitos trabalhistas e da seguridade social, enfatizando a defesa do SUS e da educação pública, laica e gratuita. A CTB integra o Fórum das Centrais e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e celebra o seu 11º aniversário reiterando o compromisso de defender intransigentemente a causa dos trabalhadores e trabalhadoras, o desenvolvimento nacional soberano e o Socialismo, uma necessidade histórica que se transforma em imperativo do nosso tempo face à grave crise que abala o sistema capitalista internacional e que requer a construção de uma frente ampla de resistência para superá-la e evitar a barbárie.

    São Paulo, 12 de dezembro de 2018

    Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

  • Dia dos Professores: Educadoras e educadores da CTB dizem que vale a pena viver pela educação

    Para homenagear as professoras e professores de todo o país, o Portal CTB fez uma enquete com os profissionais da educação, filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    No ano passado foi perguntado à educadora e educadores o que é ser professor?Neste ano, por todos os desastres promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a pergunta feita foi: vale a pena ser professora ou professor?

    No início deste ano, o governo federal cortou R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Educação. Além desse corte, os docentes têm pouco a comemorar sobre as condições de trabalho, já que a Emenda Constitucional 95 congela por 20 anos os seus salários e os investimentos em serviços públicos.

    Para Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB, “uma das prioridades do governo golpista é atacar a educação pública para impedir o livre pensar e dessa forma dominar a sociedade mais facilmente”.

    De acordo com ela, os projetos do Ministério da Educação visam limitar a escola pública ao âmbito do ensino básico. E ainda tirando matérias essenciais para desenvolver o senso crítico das crianças e jovens.

    “Desobrigar o ensino de Filosofia, Sociologia, História, Artes e Educação Física, mostram o propósito de manter o saber restrito a uma minoria, que terá essas matérias em escolas particulares e caríssimas”.

    Além disso, incluem “ensino religioso confessional, impondo uma religião sobre as outras, dificultando inclusive o debate de questões importantes a que a escola tem sido chamada e os conservadores temem”.

    Mesmo assim, diz Betros, “vale a pena ser professora, porque todos os dias renovamos o nosso conhecimento absorvendo o saber de nossos alunos e com essa troca evoluímos e juntamente com os estudantes criamos as possibilidades para a construção do novo”.

    Ouça Anjos da guarda, de Leci Brandão 

    Confira as respostas abaixo:

    Berenice Darc, secretária da Mulher da CTB-DF

    “Com certeza. Vale a pena. Sou professora na EJA (Educação de Jovens e Adultos), cada novo aprendizado, cada nova descoberta, cada conquista, cada sorriso dos nossos estudantes nos dá a certeza, que vale a pena. A educação, ainda é um elemento que pode transformar o ser em sujeito e a partir daí transformar sua realidade e ver o resultado disso é muito bacana. Por isso tudo, vale muito a pena”!

    Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora CTB

    “A classe trabalhadora de um modo geral, vive um momento de resistência pelos direitos questão nos tirando, de defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. E as professoras e os professores sentem mais com muita tristeza essa agenda de retrocessos.

    A Emenda Constitucional 95 que congela salários e investimentos nos serviços públicos, notadamente na educação e na saúde.

    Quem perde mais com tudo isso é a classe trabalhadora, cujos filhos e filhas correm risco de não terem escola no futuro. Já existem universidades federais sentindo profundamente os cortes na educação, fechando cursos, não fazendo vestibulares para novas turmas.

    A educação no campo está totalmente abandonada, com previsão de encerramento de mais de 60% dos cursos.

    Os projetos apresentados pelo Ministério da Educação privilegiam os empresários do setor e fragiliza a educação pública. A escola particular trata a educação com mera mercadoria e não como um bem para a humanidade.

    E ainda existe a Escola Sem Partido que é inconstitucional, mas ameaça as nossas cabeças e a dos estudantes com mais e mais repressão.

    Com tudo isso, ainda vale muito a pena. O melhor espaço da professora e do professor é a sala de aula. Como disse o escritor Guimarães Rosa, “mestre é aquele que de repente aprende”. E é essa beleza de ensinar aprendendo e ver os frutos brotarem que faz valer a pena trabalhar na educação”.

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato da Educação Infantil de São Paulo

    “Mesmo enfrentando essa onda de conservadorismo que se volta contra as professoras e professores que acreditam na educação como motora do país, vale a pena ser professora. Vale porque as nossas crianças necessitam de profissionais compromissadas com o futuro e com a dignidade das crianças e jovens.

    Nós da educação infantil sentimos tudo isso bem de perto. Somos nós que damos a base para as crianças progredirem e crescerem de modo a se tornarem pessoas autônomas, criativas e felizes. As crianças precisam de nós e nós nos apaixonamos por elas todos os anos, sempre novas crianças tomam nossos corações”.

    Helmilton Beserra, presidente da CTB-PE

    “O trabalho do professor consiste em criar condições para que as crianças e jovens abram a mente para o mundo, criem métodos de estudos e com isso possam melhorar a vida neste mundo.

    Enfrentamos um momento difícil, mas não se pode tirar a autonomia do professor em sala de aula. Não existe educação emancipadora sem a liberdade. Cabe aos professores ajudar aos alunos a se desenvolverem e descobrirem seus caminhos e dessa maneira ajudarem a sociedade a se desenvolver e encontrar soluções coletivas para os problemas coletivos, sempre com muito respeito às diferenças, ao livre pensar”.

    Isis Tavares, presidenta da CTB-AM

    “Penso que devemos refletir se valerá a pena ser professora ou professor no futuro.

    Valerá a pena ser um profissional que é não considerado fundamental para a educação de nossas crianças e jovens?

    Valerá a pena trabalhar por 20 anos sem reajustes nos salários e sem perspectiva de conseguir se aposentar?

    Valerá a pena, todos os dias ir para seu local de trabalho sabendo que a patrulha ideológica da Escola Sem Partido pode lhe causar desde constrangimentos públicos até sua exoneração do serviço?

    Vai valer a pena ter que dizer ao seu aluno que a religião dele não é legítima porque não é considerada oficial?

    Vai valer a pena não poder sonhar junto, um sonho de construção de uma sociedade livre, laica, solidária com cidadãs e cidadãos críticos (lembram desse objetivo?) capazes de construir outro mundo possível?

    Vai valer a pena não poder mais programar visitas aos museus, porque vai dar trabalho fazer um roteiro com o que é ou não considerado arte?
    Vai valer a fazer apologia à meritocracia nos mais recônditos rincões de miséria e violência?

    Vai valer a pena ver nossos alunos tendo aulas com "professoras e professores" de "notório saber" sabendo que suas chances de entrar em um curso de nível superior foram deliberadamente reduzida para que engrossem as fileiras do exército de reserva em disputa por trabalhos terceirizados, precarizados?

    Vai valer a pena adoecer à mingua da falta de serviços de saúde públicos e de qualidade?

    Se fizermos esse exercício de projetar o futuro e considerarmos que a elite atrasada e golpista desse país está cometendo um crime contra o futuro do país e da nossa juventude, então vale a pena ser professora.

    Mas para isso precisamos nos organizar, buscar unidade com nossas companheiras e companheiros, com os pais e mães de nossas alunas e alunos, com a pluralidade dos movimentos sociais, centrais sindicais e resistir e lutar!”

    Acompanhe O professor, de Celso Viáfora, com Tânia Maya 

    Joelma Bandeira, dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Estado do Amapá

    "A sociedade precisa entender que a atividade do magistério é essencial para qualquer projeto de nação. É muito importante saber de que lado se está. Se queremos um país para poucos ou com direitos iguais para todas e todos. E como a CTB tem lado, nós lutamos por uma educação pública, laica e de qualidade. As nossas ciranças e jovens precisam ter perspectivas de vida e esperança de um futuro digno. Nesse contexto, as professoras e professores compromissados com a educação são fundamentais em qualquer circustância".

    Josandra Rupf, secretária de Educação e Cultura da CTB-ES

    “Vale muito a pena ser professora hoje e enfrentar essa onda conservadora com coragem. Mesmo em uma profissão tão desvalorizada como o magistério a nossa atuação cotidiana tem oportunizado a construção de um Brasil melhor. Ser professor é um ato de coragem”.

    José Carlos Madureira Siqueira, secretário de Políticas Sociais da CTB-RJ

    “Vale a pena sentir que estamos formando gerações, vale o exercício cotidiano da construção cidadã. Entretanto a sociedade não valoriza, o Estado não valoriza e sucessivos governos não valorizam.

    Qualquer projeto de nação para ter força precisa enxergar a educação como estratégia estrutural, qualquer projeto para a educação não se sustenta sem o devido valor do professor”.

    Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP

    “Para mim ser professora sempre vale a pena. Faz parte da minha alma. É minha missão. O que ocorre é que a desvalorização da profissão é enorme. Ser professor é trabalhar muito para que se tenha um pouco de dignidade como ser humano. As duplas jornadas nos adoecem. Somos mal remuneradas.

    As muitas horas de trabalho em pé, o uso excessivo da garganta, as noites mal dormidas diminuem a capacidade de lecionar com qualidade, mas resistimos e insistimos. Porque o que seria do mundo sem as professoras"?

    Lúcia Rincon, dirigente da Associação dos Professores da PUC-GO

    "Ser professora nos proporciona a chance de colabarar com a construção de uma civilização avançada e justa, transformando o mundo num local bom para se viver para todas e todos, sem discriminações, sem perseguições, com muito respeito, solidariedade, generosidade, onde todas as pessoas possam viver sem medo e com liberdade".

    Nivaldo Mota, vice-presidente da CTB-AL

    “Ainda que vivamos em tempos sombrios, com retrocessos e um conservadorismo que comunga com o fascismo, mesmo assim, vale a pena para se contrapor a estas ideias nefastas! Não podemos sair da trincheira da liberdade, da livre consciência, precisamos ganhar os setores da sociedade com a perspectiva de uma escola democrática”

    Olgamir Amâncio, professora da Universidade de Brasília

    “Ser professora é uma opção de vida que fiz há exatos 40 anos. Certamente que para a sociedade capitalista esta não é uma profissão valorizada, principalmente quando se é professora de escola pública que acolhe as filhas e filhos do povo que trabalha. Mas a despeito das péssimas condições de trabalho, da desvalorização, e tudo o mais, penso que nossa profissão oportuniza grandes transformações nas pessoas e por isso, como nos ensina Paulo Freire, propicia condições para transformar o mundo. Não é por acaso que é tão desprestigiada, sucateada, os que dominam sabem do seu papel revolucionário. Educação e emancipação são faces de uma mesma moeda”.

    Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comunicação da CTB

    “Sempre vale a pena. A profissão docente é indispensável em todas as sociedades, em qualquer tempo. Hoje com toda a onda conservadora que se abateu sobre o Brasil, é imprescindível que a profissão seja resguardada em sua importância estratégica, sem desmerecer nenhuma outra profissão, mas, o magistério possui a missão de conduzir seres humanos à busca do conhecimento, do entendimento de si e do outro. A interrelação que se constrói entre o sujeito que ensina e o sujeito que aprende, é uma via de mão dupla, que não se mede pelo salário apenas e nem a curto prazo, é um processo de construção em etapas”.

    O que é o que é, de Gonzaguinha 

    Rosa Pacheco da CTB Educação-PR

    “Quando os seus alunos e alunas crescem e você os encontra adultos e em diversas situações e locais e ouve ‘você foi minha professora, com você aprendi’. Não há valor maior. Saber que ensinou, que despertou naquele ou naquela criança ou adolescente algo que o faz ser diferente é especial”.

    Solange da Silva Carvalho, vice-presidenta do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul

    “No Rio Grande do Sul nós estamos em greve há mais de um mês justamente porque acreditamos na importância de nosso trabalho. É uma questão de amor à nossa profissão e compromisso com a nação, com a infância e com a juventude.

    Estamos na luta em defesa da educação pública. Sabemos que as filhas e filhos da classe trabalhadora são as pessoas que mais precisam de uma escola pública de qualidade, com profissionais comprometidos com a difusão do saber com liberdade e respeito a diversidade.

    Por isso, lutamos contra o sucateamento da educação pública e a retirada de direitos do magistério, combatendo projetos autoritários, que visam impedir que a classe trabalhadora tenha conhecimento e dessa forma possa agir com mais autonomia”.

    Valéria Morato, presidenta da CTB-MG

    “Considero que vale a pena sim, ser professora. Apesar de todo ataque e desvalorização da profissão, não vejo alternativa para a transformação da sociedade que não passe pela educação. E nesse caso, o professor tem papel preponderante e essencial! E isso nos honra muito”!

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Carta Educação

  • Eleição no Sindicato dos Servidores de Jacareí é nesta quarta e quinta-feira; CTB é chapa 2!

    Servidores e servidoras participam nesta quarta e quinta-feira (20 e 21) do processo eleitoral para a nova diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí (STPMJ), para o próximo triênio (2017/2020). A Chapa 2 “Renovar e Resistir” é formada por membros da CTB e nasceu do anseio da categoria de mudança.

    “São nove anos de uma gestão fraca, que demonstra falta de capacidade política e força para unir a categoria em defesa de seus direitos, fatores que culminaram para a perda de credibilidade e da capacidade de mobilização da base”, afirmou Rene Vicente, presidente da CTB São Paulo que acompanha o processo.

    Entre as proposta da Chapa da CTB estão criar secretarias da Mulher, de Formação, e de Comunicação; combater o assédio moral; construir uma CIPA em defesa da segurança da categoria; lutar contra a terceirização no setor; trabalhar pela construção de uma sede própria

    "Precisamos de uma diretoria forte que consiga unificar a luta com outros sindicatos do setor para aumentarmos a resistência contra os ataques do governo Temer e iniciativas como a reforma trabalhista, que enfraquece a representação sindical e permite de forma irrestrita a terceirização no setor público", afirmou Vicente.

    Estratégico na região, o STPMJ tem em sua base cerca de 4,8 mil servidores e servidoras, destes apenas 1,4 mil são associados.

    Confira abaixo a composição da Chapa 2:

    jacarei2

    Cinthia Ribas - Portal CTB

  • Em defesa da universidade pública, vice-reitora da Uneb prestigia Congresso da CTB

    A vice-reitora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Carla Liane, esteve no 4º Congresso Nacional da CTB para denunciar a ameaça que paira sobre o ensino superior no país. Liane ataca a proposta do Ministério de Educação (MEC) de cobrar mensalidades nas universidades federais.

    “Devemos fazer justamente o contrário e fortalecer a universidade pública como forma de promover o desenvolvimento do conhecimento incluindo a classe trabalhadora, valorizando a dimensão social do ensino superior”, afirma.

    A vice-reitora da maior universidade da Bahia é socióloga e se define como “mulher, negra e moradora da periferia”, ela acentua o caráter popular de sua candidatura à reitoria da Uneb.

    "Nosso projeto defende uma universidade que dialogue com os movimentos sociais, seja internamente com os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras da Uneb, seja com os movimentos externos aos campi universitários”, reforça.

    Para ela, a universidade deve cumprir “o seu papel de transformadora da sociedade” e, portanto, seja “socialmente referenciada, valorizando a pesquisa, o conhecimento e o processo civilizatório”. Por isso, “não abram mão das universidades públicas”. A CTB apoia a candidatura de Carla Liane para a reitoria da Uneb.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Manoel Porto

  • Fórum das mulheres das centrais sindicais prepara protesto para o dia 26, em São Paulo

    Em reunião nesta terça-feira (5), na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as representantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiram pela realização de um protesto na terça-feira (26), com concentração às 14h no viaduto Santa Ifigênia, no centro da capital paulista.

    "Estaremos em frente ao prédio da Previdência Social, justamente para defender a nossa aposentadoria. As mulheres das centrais sindicais saem à rua mais uma vez contra as reformas desse governo ilegítimo que retira nossas conquistas, nosso emprego e não quer que aposentemos", diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    Portal CTB

  • Lidiane Gomes: movimento sindical pode ajudar a tirar o Brasil das amarras da escravidão

    A entrevistada do “Vídeo da Semana”, da TV Agência Sindical, desta quarta-feira (22), foi a secretária da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção São Paulo (CTB-SP), Lidiane Mariana da Silva Gomes.

    Ela respondeu ao jornalista João Franzin e começou ressaltando o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Igualdade Racial da CTB nacional. “A nossa secretária, Mônica Custódio, vem fazendo um excelente trabalho para que todos os estados criem a sua secretaria”, afirma. “Em São Paulo estamos nesta luta há 2 anos e no Congresso da CTB-SP criamos a nossa secretaria”.

    Para Gomes, “a CTB-SP não poderia ficar sem desenvolver de maneira organizada essa luta, porque o estado de São Paulo produz muita riqueza ao mesmo tempo em que produz muita exclusão e nós sentimos na pele essa exclusão”.

    Neste momento, de acordo com ela, o fundamental do movimento negro é combater o genocídio da juventude negra, pobre, moradora da periferia. “Estão matando nossos jovens e isso tem que parar”.

    Assista o "Vídeo da Semana" com Lidiane Gomes 

    Perguntada sobre se o professorado também sente a discriminação promovida pelo mercado de trabalho, onde negras e negros são os primeiros a ser demitidos, os últimos a serem realocados e têm os salários menores, principalmente as mulheres negras ela falou das dificuldades da população negra na educação.

    “O problema do professorado é a desvalorização total que sofre na educação brasileira”, acentua. “A educação é colocada em segundo plano no país". De acordo com ela, “a presença de negros no ensino público é pequena, mas no ensino privado é ínfima”.

    Para a sindicalista e ativista do movimento negro, “a gente não consegue sair das amarras da escravidão e o movimento sindical pode cumprir esse papel”, por isso “temos o acesso negado nas universidades, porque já estão acabando com as cotas e inclusive querem privatizar as universidades públicas”.

    Ela também reclama da atuação da mídia que “promove o racismo ao impor um padrão de beleza branca”. E para combater tudo isso, a CTB inicia conversa com as outras centrais sindicais para a criação de um fórum de promoção da igualdade racial. “As conversas já foram iniciadas. A nossa bandeira é uma só a igualdade de direitos entre todas as pessoas”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres negras marcham nesta terça (25), às 17h, em São Paulo pelo bem viver de todas

    Com o tema “Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós e pelo bem viver”, milhares de negras estarão na Praça Roosevelt nesta terça-feira (25), no centro da capital paulista, às 17h. “Mais uma vez saímos às ruas para denunciar as inúmeras violências que sofremos todos os dias”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    Ela se refere à dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras. A sindicalista lembra o caso - que viraliza na internet - da professora e historiadora Luana Tolentino, para quem uma mulher branca perguntou se ela fazia faxina e ela respondeu ser professora.

    “Somos invisíveis, a sociedade só nos enxerga para trabalhos de menor remuneração. Quando perdemos a invisibilidade e nos veem em universidades ou em atividades às quais elas acreditam que não poderíamos estar realizando, somos agredidas”, afirma.

    O 25 de julho foi decretado Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, em 1992, porque “a realidade de todas é semelhante”, argumenta.

    "Os golpistas impõem uma reforma trabalhista que acaba com a CLT. Mesmo sendo a maioria de trabalhadoras informais, com dificuldade de acesso a benefícios trabalhistas, as mudanças nas leis do trabalho nos atingem porque quando todo mundo perde, nós negras e indígenas perdemos mais que todos", diz um trecho do manifesto das mulheres negras.

    De acordo com Bitencourt, a marcha deste ano estará denunciando também as “violências que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vem promovendo contra a população mais pobre. Seja no centro ou na periferia. Ele está acabando com os nossos direitos”.

    A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo se concentra a partir das 17h na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista. Além das falas políticas, a marcha também conta com atrações culturais, com presenças do grupo Ilú Obá De Min, Luana Hansen, Mc Soffia, e intervenções artísticas.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual

  • Mulheres protestam contra desmonte promovido por João Doria nas políticas de combate à violência

    Além de levar ovada em Salvador, o prefeito de São Paulo, João Doria Junior, enfrenta manifestações da população descontente com os cortes de sua gestão em importantes conquistas de setores essenciais para a melhoria de vida das pessoas.

    Nesta quarta-feira (9), os estudantes ocuparam a Câmara de Vereadores contra as limitações ao Passe Livre. As mulheres organizaram um movimento contra o desmonte que o prefeito vem fazendo no combate à violência às mulheres.

    As Mulheres Contra o Desmonte das Políticas de Enfrentamento à Violência se concentram nesta quinta-feira (10), às 14h, na rua Riachuelo, 115, em frente ao Ministério Público com caminhada até à sede da Prefeitura Municipal, no centro da capital paulista.

    “Com o golpe à democracia, a violência contra as mulheres vem aumentando. Imagina se na maior cidade do país, um prefeito elitista e reacionário acaba com todos os órgãos de combate à violência e com as políticas de atendimento às vítimas de agressão”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    Logo que assumiu o mandato, Doria extinguiu a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e criou dentro da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, uma Coordenação de Políticas.

    “Isso já se refletiu nos serviços e equipamentos disponíveis para atender e dar suporte às vítimas”, afirma Bitencourt. Ela cita o caso da Casa da Mulher Brasileira de São Paulo já está pronta, mas não funciona porque não tem verba.

    “O dinheiro para a Casa da Mulher Brasileira está em Brasília e o prefeito não faz nem menção de pedir”, reforça a sindicalista. Além disso, os Centros de Cidadania da Mulher e o Centro de Referência da Mulher estão ameaçados.

    Bitencourt diz ainda que a manifestação também protestará contra as constantes violações dos direitos humanos promovidas pela prefeitura de São Paulo. “As ações do Doria contra os moradores de rua e na cracolândia são políticas de ‘higienização’ que remontam à ideologia do nazismo”.

    E para piorar, o prefeito corta R4 3,5 milhões nos Centros de Defesa e Convivência da Mulher. “Os cortes orçamentários feitos por ele mostram o caráter elitista e misógino de sua administração, além de limitar o Passe Livre de jovens, ele quer aumentar a idade dos idosos terem esse direito”, diz Bitencourt.

    Ela finaliza argumentando que “a CTB se soma a todas as entidades em defesa dos direitos das mulheres para combater com todas as forças a retirada de conquistas importantes para melhorar a vida das pessoas em São Paulo. Nenhum direito a menos”.

    Serviço

    O que: Mulheres contra o desmonte das políticas de enfrentamento à violência na cidade de São Paulo

    Onde: Em frente ao Ministério Público, rua Riachuelo, 115, com caminhada até a Prefeitura de São Paulo

    Quando: Quinta-feira (10), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy⁠⁠⁠

  • Mulheres protestam em São Paulo contra a política excludente de João Doria

    São Paulo ferveu na tarde desta quinta-feira (10), com a manifestação das Mulheres Contra o Desmonte das Políticas de Enfrentamento à Violência, que iniciou na rua Riachuelo em frente a Ministério Público e terminou na sede da Prefeitura Municipal de São Paulo. Milhares de pessoas protestaram contra o desmanche promovido pelo prefeito João Doria Junior (PSDB) nas políticas em defesa dos direitos das mulheres, LGBTs e da população mais pobre.

    "Os cortes orçamentários, feitos por ele mostram o caráter elitista e misógino de sua administração, além de limitar o Passe Livre de jovens, ele quer aumentar a idade dos idosos terem esse direito”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

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    Mulheres protestam contra desmonte promovido por João Doria nas políticas de combate à violência

    Portal CTB

  • Mulheres saem às ruas em defesa de sua aposentadoria nesta terça-feira (26). Participe!

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) toma as ruas de todo o país nesta terça-feira (26), a partir das 14h, para denunciar os enormes prejuízos causados pela reforma da previdência do governo ilegítimo de Michel Temer.

    “O FNMT marcou esse protesto com objetivo de esclarecer à população os reais objetivos das reformas promovidas por esse governo neoliberal”, denuncia Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para a professora e sindicalista mineira o golpe contra a democracia ocorreu para massacrar os direitos e conquistas da classe trabalhadora e “estão agindo com uma velocidade jamais vista, com apoio de empresários retrógrados e do sistema financeiro internacional, interessado em nossas riquezas naturais”.

    O ato principal foi marcado para São Paulo, em frente à sede do INSS, no Largo Santa Ifigênia, no centro da cidade (confira endereço no final da matéria). “Escolhemos São Paulo para dar esse caráter nacional ao nosso ato, porque é onde está a sede do maior sindicato patronal do país, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), patrocinadora do golpe e defensora dessas reformas contra os interesses da classe trabalhadora e do país”, confirma Arêas.

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    Mulheres trabalhadoras tomam as ruas em defesa de aposentadoria decente

    Ela explica ainda que as mulheres se organizam cada vez mais porque “somos as mais atingidas por todos os projetos golpistas”. O caminho, diz, “está na organização da sociedade civil e nas ruas denunciando o caráter recessivo, antinacional e antidemocrático desse golpe”.

    Já Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, conclui que “desde o início o desgoverno Temer mostrou o seu caráter sexista, racista e homofóbico, além de ser contra a juventude”.

    Por isso, “é fundamental a nossa presença nas ruas para levar informação à população e denunciar ao mundo os ultrajes aos direitos humanos que esse desgoverno vem promovendo”.

    Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ concorda com ela e afirma ainda que “estão criminalizando a pobreza, atacando os pobres. E as mulheres, principalmente das periferias, são as que mais sentem porque são seus filhos que estão sendo mortos todos os dias”.

    Arêas finaliza afirmando que “impor uma reforma da previdência que obriga principalmente as mulheres a trabalhar ainda mais do que já trabalham atualmente é desumano e irracional. A CTB sempre marcará presença em todas as lutas em favor da democracia e dos direitos do povo”.

    Serviço

    O que: Mulheres em Defesa da Aposentadoria

    Onde: Superintendência Regional do INSS

               Largo Santa Efigênia, 266 - Santa Ifigênia, São Paulo

    Quando: Terça-feira (26), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres trabalhadoras tomam as ruas em defesa de aposentadoria decente

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) promove na terça-feira (26), às 14h, um grande ato contra a reforma da previdência. O protesto tem caráter nacional e em São Paulo ocorre no Largo Santa Ifigênia, 266, em frente à sede regional do INSS.

    Veja a página do Facebook do evento aquie confirme sua presença.

    "Importante que todos os estados façam o mesmo", diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Queremos mostrar à população que as mulheres são as que mais perdem com esse projeto do governo federal”, complementa. 

    O FNMT definiu como slogans da manifestação a “Defesa da Aposentadoria” e a constante resistência por “Nenhum Direito a Menos”. Justamente porque “ganhamos cerca de 30% a menos que os homens, somos as primeiras a ser demitidas e as últimas a conseguir trabalho”, afirma Arêas.

    Circula o convite do FNMT para que todas as seções estaduais organizem manifestações no mesmo dia para "dar caráter nacional ao nosso ato por nenhum direito a menos", diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Leia o convite abaixo:

    convite fnmt

    Para tanto, o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) “convida a todas e todos para se somarem à luta contra mais esse ataque às conquistas da classe trabalhadora, principalmente à nós mulheres”, define Bitencourt.

    “Neste momento de ofensiva do capital sobre o trabalho e os ataques sucessivos aos direitos humanos e individuais, as mulheres mostram que são de luta e lotarão as ruas para denunciar a intenção do governo golpista de nos tirar todas as perspectivas de vida”, conclui Arêas.

    O FNMT divulga uma cartilha para levar esse importante debate às ruas, com texto de fácil acesso, para ser distribuído na manifestação. Venha participar de mais essa empreitada contra os projetos do governo ilegítimo de Michel Temer.

    Acesse e imprima a capa da cartilha aqui.

    Imprima a Cartilha parte 1 aqui.

    Imprima a Cartilha parte 2 aqui.

    Imprima a Cartilha contracapa aqui.

    Serviço

    O que: Mulheres em Defesa da Aposentadoria

    Onde: Superintendência Regional do INSS

               Largo Santa Efigênia, 266 - Santa Ifigênia, São Paulo

    Quando: Terça-feira (26), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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