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Ter, Jun

CUT

  • Na manhã desta quarta-feira (20), dia em que Jair Bolsonaro promete apresentar à Câmara dos Deputados a proposta de reforma da Previdência do seu governo, as centrais sindicais vão promover na Praça da Sé em São Paulo uma Assembleia da Classe Trabalhadora em defesa da aposentadoria e do sistema previdenciário público. Serão realizadas manifestações unificadas em dezenas de outras capitais e cidades.

    É a resposta das centrais (CTB, CUT, FS, Nova Central, CGTB, CSB, Intersindical e CCP-Conlutas) ao projeto do Palácio que, na opinião dos sindicalistas, vai na contramão dos interesses da classe trabalhadora e tem, com o regime de capitalização, o objetivo de privatizar a Previdência, entregando-a à exploração dos banqueiros. “Foi o que ocorreu no Chile ainda na época da ditadura militar (anos 1970). Hoje 78% dos aposentados chilenos recebem menos do que meio salário mínimo”, comentou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    Privatização do sistema

    O governo não dialogou com as centrais ou representantes dos movimentos sindicais para formatar suas propostas. Consultou apenas os interesses do chamado “mercado”, ou seja, dos grandes capitalistas e banqueiros, que têm no ministro da Economia, o empresário Paulo Guedes, um fiel representante.

    Embora os detalhes da reforma ainda não tenham sido divulgados sabe-se que contempla a fixação de uma idade mínima, de forma que nenhum trabalhador poderá se aposentar antes de completar 65 anos ou 62 anos, no caso das mulheres. O tempo de contribuição mínima para que o trabalhador, independente da idade, tenha acesso ao direito será elevado para 20 anos.

    Em relação a esses aspectos, a proposta do governo da extrema-direita não difere muito da que foi apresentada pelo golpista Michel Temer, que foi rejeitada por mais de 80% da população brasileira e não chegou a ser votada no Congresso Nacional. Mas a atual avança com mais ousadia na direção da privatização e neste aspecto é muito pior do que a anterior.

    Serão introduzidas novas restrições e dificuldades que tendem a inviabilizar o acesso à aposentadoria para a maioria da classe trabalhadora, tendo em conta a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro. Ao longo do tempo, com a imposição concomitante do modelo de capitalização e da carteira de trabalho verde e amarelo (à margem dos direitos previstos na CLT e mesmo na Constituição), a aposentadoria pública, tal qual existe hoje, será extinta e todo o sistema previdenciário estará privatizado.

    Lavagem cerebral

    No regime chileno de capitalização, com o qual sonha o ministro Paulo Guedes e os banqueiros, patrões e governos não contribuem para o sistema previdenciário. O trabalhador arca com todos os custos para no final das contas receber, depois de anos e anos labutando e pagando a chamada Previdência complementar, uma aposentadoria miserável cujo valor não chega a 50% do salário mínimo.

    Contando com a total cumplicidade da mídia burguesa (TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes, etc), governo e “mercado” estão em plena campanha para vender o peixe podre da dupla Bolsonaro/Guedes. A julgar pelos comentaristas da Globo, o Brasil vive um dilema entre a reforma da Previdência (apresentada como remédio para o desemprego, o baixo crescimento e outros males da economia) ou o apocalipse.

    Para forçar a aprovação da proposta, que hoje não pode ser considerada favas contadas, foi desencadeada uma propaganda maciça pelos meios de comunicação de massas cujo propósito é promover uma lavagem cerebral da chamada opinião pública e pressionar os parlamentares. Em relação ao tema já não há espaço para o dissenso, o contraditório ou a divergência na mídia nativa. Reina, absoluto, o pensamento único neoliberal.

    Facke News X verdade

    É preciso lembrar que uma guerra ideológica semelhante foi movida por esses mesmos meios de comunicação, em aliança com o governo golpista de Michel Temer, para justificar a imposição da reforma trabalhista. Disseram que era o caminho para solucionar o flagelo do desemprego em massa no país, prometeram que após a aprovação da nova legislação a oferta de emprego iria disparar, o mercado de trabalho seria outro para felicidade geral da nação, etc e tal.

    Os sindicalistas criticaram e alertaram que o único saldo concreto da reforma seria uma maior e mais perversa precarização do mercado de trabalho, com novidades como trabalho intermitente, a terceirização irrestrita, a prevalência do negociado sobre a Lei. Depois de mais de um ano de vigência da reforma (que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017), com cerca de 27 milhões de desocupados e subocupados no país, constata-se que a vida deu razão aos críticos.

    A verdade inscrita nos fatos é que a reforma trabalhista, inspirada nas propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI, uma federação patronal), foi imposta pelos golpistas com o exclusivo propósito de satisfazer os interesses dos capitalistas. Não será diferente com a reforma da Previdência, cuja principal finalidade, senão a única, é beneficiar a banca capitalista.

    A causa mais relevante do desequilíbrio fiscal, apontado por muitos especialistas mas invizibilizada pela mídia, é de longe o serviço da dívida pública, que consome pelo menos metade do Orçamento da União. É neste vespeiro que o Estado precisaria mexer para reequilibrar as finanças públicas sem sacrificar o povo. Mas isto pode significar, em contrapartida, prejuízos para banqueiros e credores, o que nossa mesquinha burguesia não admite.

    “Eles têm recursos financeiros e humanos e meios poderosos para propagar Fake News sobre este e outros temas”, salientou o presidente da CTB. “Mas nós temos a verdade do nosso lado e a convicção de que eles querem impor mais um grande retrocesso, destruindo o maior e mais eficaz programa de distribuição de renda do Brasil”. O desafio das centrais é descer com esta mensagem às bases e despertá-las para a luta, pois já está claro que só uma forte mobilização popular poderá impedir este novo golpe do capital contra o trabalho.

    Umberto Martins

  • A noite desta quinta-feira (24) esquentou em Salvador, capital da Bahia, no hotel Stella Maris, onde aconteceu o ato político do 4º Congresso Nacional da CTB. Após aprovarem o regimento interno, as delegadas e os delegados reforçaram a defesa da unidade da classe trabalhadora para derrotar o golpe impetrado em 2016.

    Apresentado pela jornalista Kardé Mourão, o ato contou com uma mesa substancial de forças populares para empoderar o projeto de unir os setores sociais avançados em defesa da democracia e dos direitos conquistados.

    Pascoal Carneiro, presidente da CTB-BA, deu as boas vindas às delegadas e aos delegados, reforçando a intenção de que se realize um Congresso à altura dos desafios da conjuntura adversa.

    A seguir discursou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo. “O tempo exige falar de política”, disse. Para Araújo, a classe trabalhadora precisa estar atenta e atuar para alterar a correlação de forças no Congresso.

    "Juntos podemos construir um Brasil e um mundo menos desigual e mais humano”, porque nem “FHC conseguiu fazer o que Temer está fazendo em tão curto tempo”, complementou.

    O presidente da FSM e diretor da Cosatu, sindicato da África do Sul, Mike Makwayiba saudou os participantes do 4º Congresso Nacional da CTB e reforçou a solidariedade e união da classe trabalhadora contra o capital.

    congresso ato abertura 2017 plenaria salvador

    Já Peter Poschen, diretor da OIT no Brasil, sinalizou com a possibilidade de o Congresso da CTB “desenvolver saídas para a crise do Brasil”, superando este momento crucial na história.

    A mesa contou com representantes da Força Sindical, da Nova Central, UGT e da CUT, CNTM, além da presença de diversos políticos, delegações estrangeiras, secretárias do governo da Bahia, dirigentes estudantis, movimento negro e de mulheres, mostrando a força da central que mais cresce no Brasil.

    Muito festejada foi a presença da presidenta do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, Maria Agda Aguiar. Ela reforçou a necessidade de os dirigentes sindicais estarem bem preparados para enfrentar a realidade criada pelo governo golpista.

    “Representante sindical tem que chegar à mesa de negociação com altivez”, afirmou. “Está nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras o destino da Justiça do Trabalho. Vamos continuar de pé e de olhos bem abertos”.

    Enquanto Carlos Muller, dirigente da CTB, reafirmou a necessidade de fortalecer as bases do movimento sindical porque “os trabalhadores e as trabalhadoras estão enfrentando o maior ataque da história a seus direitos”.

    O representante do PCdoB, Renato Rabelo defendeu a unidade das forças democráticas para “reverter o caos que estão implantando no país”. Para ele, a saída para o impasse da crise brasileira está na política.

    Já a deputada estadual Fabíola Mansur representou o PSB e defendeu a unidade porque “o PSB tem lado, sempre teve”, o lado da classe trabalhadora. “Querem tirar a nossa esperança, mas nós resistimos”.

    O vice-presidente da CTB, Vicente Selistre disse que “este 4º histórico Congresso deve reverter a barbárie capitalista ultraliberal que ataca o Estado Democrático de Direito”. Ele concluiu que “não há a caminho fora da unidade”.

    Finalmente, Marianna Dias, presidenta da UNE afirmou que “a unidade das centrais sindicais foi essencial para a vitoriosa greve geral de 28 de abril e essa unidade deve se estender a todo o movimento social para vencermos o golpe”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Manoel Porto

  • Na noite desta segunda-feira (19), ocorreu o lançamento do livro “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, de José Luiz Del Roio.

    As seis maiores centrais sindicais (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical, CSB e UGT) do país se uniram para patrocinar o importante documento histórico sobre o dia mais importante do ano para a classe trabalhadora. O lançamento se deu na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

    Roio contou que o livro foi escrito e lançado há 30 anos num momento muito diferente na vida do país. “O Brasil saia de uma ditadura e começava a respirar ares democráticos, importante para a classe trabalhadora se organizar”.

    Para ele, o capital tem um problema há décadas que é o decréscimo da taxa de lucros. "E se existe decréscimo de lucros a crise se aprofunda e querem jogar, como sempre, o preço nas costas da classe trabalhadora”.

    De acordo com o escritor, “o Brasil era praticamente uma exceção e, por isso, tornou-se insuportável, então vem o golpe”.

    Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, ressaltou o papel transformador que a formação exerce sobre os sindicalistas. “Lênin já dizia que sem teoria não tem revolução”, disse.

    “Muito importante que a classe trabalhadora se aproprie de sua história para conscientização e atuação mais qualificada nas lutas que estão por vir. Vida longa às centrais sindicais”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Aproveitando sua participação na 17ª Reunião da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nesta segunda-feira (10), em São Paulo, Claudecir Monsani falou ao Portal CTB sobre as propostas da Chapa 1, que concorre à nova gestão do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região.

    Monsani diz que a eleição acontece nos dias 3, 4 e 5 de maio e a Chapa 1 conta com integrantes da CTB e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e promete “luta incansável em defesa dos direitos da classe trabalhadora ameaçados pelo governo neoliberal de Michel Temer”.

    Além disso, o sindicalista garante que a Chapa 1 manterá o “sindicato de olho nas conquistas da categoria, enfrentando os patrões, os governos federal e estadual e a prefeitura de Caxias com seus projetos prejudicais aos trabalhadores”.

    De acordo com ele, existem 32 mil metalúrgicos e metalúrgicas na cidade e duas chapas concorrem aos votos dos 9 mil filiados ao sindicato, entre trabalhadores e trabalhadoras da ativa e aposentados.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Dia do Basta – 10 de agosto – está chegando e a CTB-SE juntamente com CUT, UGT e a Frente Brasil Popular vai lotar as ruas de Aracaju nesta sexta-feira, às 15h, na Praça General Valadão, no centro.

    Vamos dar “um sonoro não ao retrocesso”, diz Adêniton Santana, presidente da CTB-SE. Segundo ele, sempre que acontecem grandes atos, “as pessoas já mudam de postura e passam a participar mais das discussões sobre o desmonte que o governo golpista está fazendo no país, exterminando nossos direitos”. Ele cita as eleições como essenciais para mudar os rumos.

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    “As pessoas estão perdendo o emprego, ficando mais pobres e os bilionários cada vez mais ricos”, complementa. Por isso, “as eleições de outubro são fundamentais para o Brasil retomar o caminho do crescimento sustentável, autônomo e com distribuição de riquezas”.

    Portal CTB

  • Madalena Gausco Peixoto e Doquinha distribuindo material da CTB no evento

    No sábado (12) e no domingo (13) ocorreu em Lisboa, Portugal, o 2º Encontro de Mulheres Sindicalistas da Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP). A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) foi representada por Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Comunicação da central e pela dirigente Madalena Guasco Peixoto.

    De acordo com Doquinha, o encontro teve a participação de 44 mulheres, representando 11 centrais sindicais de países da África, América, Ásia e Europa. Além da CTB, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical enviaram representantes.

    O encontro divulga uma carta com os parâmetros da luta por igualdade entre os gêneros (leia a íntegra da carta aqui). Além dessa disso, deliberou pela criação de um comitê de apoio à secretaria da mulher formado por uma mulher de cada continente, para ajudar a elaborar as políticas de gênero para a CSPLP.

    Doquinha conta que foram distribuídos kits com as publicações da CTB. “Em nossas falas reafirmamos a necessidade de perseguirmos a equidade de gênero, não apenas inserindo as mulheres, mas fundamentalmente a inserção em cargos de poder”, reforça.

    Ela explica também que as sindicalistas brasileiras denunciaram “o golpe na democracia e a retirada de direitos da classe trabalhadora que está em marcha no Brasil. Assim como o retrocesso no que tange às conquistas das mulheres, inclusive, o aumento da violência, após as manifestações dos conservadores que apoiaram o golpe”.

    Portal CTB

  • No seminário “Mais Mulheres na Política”, do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT), ficou decidido que cada central encaminhará as propostas do FNMT para as candidatas e candidatos de sua escolha, inclusive pedindo para que assinem o compromisso de defenderem essas propostas, caso sejam eleitas ou eleitos.

    O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (31), com a presença de 60 representantes das cinco centrais sindicais participantes do seminário (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT).

    “Tivemos um debate muito importante e concluímos sobre a essencialidade de estarmos cada vez mais unidas e mobilizadas para tirar o Brasil do vergonhoso 154º lugar (segundo a ONG estadunidense Inter-Parliamentary Union) no ranking dos países com mais mulheres na política”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A sindicalista mineira conta também que houve unanimidade na decisão de que não basta ser mulher para ter o apoio das centrais sindicais, “é necessário ter compromisso com a luta emancipacionista feminina e pela igualdade de gênero”.

    Falaram no seminário Liége Rocha, representando a União Brasileiras de Mulheres (UBM) e Sônia Coelho, pela Marcha Mundial de Mulheres. A CTB contou com a presença de dez representantes, além de Celina.

    Participaram as secretárias da Mulher Trabalhadora, Gicélia Bitencourt (SP) e Kátia Branco (RJ), Mara Kitamura, do Sindicato dos Professores de Sorocaba e Região, além de três metalúrgicas de Jaguariúna (SP), duas bancárias de São Paulo e a assessora da CTB, Márcia Viotto.

    Além de defender as propostas específicas das mulheres trabalhadoras como igualdade salarial, creches nos locais de trabalho, contra o assédio moral e sexual, foram definidos planos de mobilização contra a violência, que “cresce espantosamente no país, com milhares de feminicídios e estupros todos os anos”, define Celina.

    fnmt sp mais mulheres na politcia celina areas

    Outro tema que não escapou ao crivo das mulheres trabalhadoras das centrais sindicais foi o da defesa intransigente do Plano Nacional de Educação (PNE). “Entendemos a educação como essencial para o combate à violência e à discriminação”, afirma Celina.

    Ela lembra que foi encaminhado para os fóruns estaduais realizarem encontros como este seminário com o mesmo objetivo de levar as propostas de se ter mais presença feminina em cargos de decisão em todos os setores.

    O Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro realiza reunião para preparar o seu seminário, na quarta-feira (5). Já o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais de Minas Gerais faz o seu evento no domingo (9) e na segunda (10) tem encontro com a candidata ao Senado, Dilma Rousseff e Jô Moraes, candidata à vice-governadora na chapa com Fernando Pimentel.

    “As eleições deste ano adquiriram um caráter histórico fundamental para a vida brasileira”, define a sindicalista. “Existem dois projetos em disputa. Um que defende o atrelamento e a submissão da nossa economia e o nosso que luta por um desenvolvimento nacional livre da tutela estrangeira. A luta das mulheres por direitos iguais, passa por estas questões”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Em reunião, nesta terça-feira (21), o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu que não interessa para as mulheres dialogar com o governo golpista e machista de Michel Temer.

    “Tiramos uma posição unânime contra o golpe”, afirma Gilda Almeida, secretária de Finanças Adjunta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e integrante da Comissão Nacional de Mulheres da central.

    Gilda explica que “as dirigentes das secretarias de mulheres das centrais que compõem o Fórum (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT) definiram posição contra todas as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista”.

    Por isso, o FNMT é contra a reforma da previdência, essencialmente sobre elevar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos. Também “vamos elaborar um documento contra os retrocessos na saúde pública, na educação, na cultura e nos direitos sociais e individuais, propostos por Temer”.

    Na reunião ficou definido ainda que é muito importante defender a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), dentre outros necessários para “combater a desigualdade social”, reforça.

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    O Programa de Valorização do Salário Mínimo foi entendido com essencial para aquecer a economia e elevar o patamar de vida dos mais pobres, principalmente, o FNMT defende “que os aumentos acima da inflação para o mínimo sejam referência para o pagamento de aposentadorias e pensões, como tem sido feito nos últimos anos”.

    O FNMT vai ainda lançar um documento que para “debater o impacto sofrido pelas trabalhadoras com o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como os projetos perniciosos que tramitam no Congresso Nacional”.

    Também foi deliberado marcar audiência pública na Câmara dos Deputados ou no Senado para denunciar a violência e a discriminação que as mulheres sofrem no Brasil, “amplificada com esse governo golpista”, diz Gilda.

    Além de defender que é fundamental combater a cultura do estupro, o FNMT definiu o lançamento de uma cartilha abordando a Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho, que pretende a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas responsabilidades familiares.

    Outra unanimidade do FNMT foi sobre a necessidade de participação no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a importância de se contrapor ao projeto de lei 07/2016, que pretende alterar a Lei Maria da Penha, prejudicando as vítimas de violência.

    “As mulheres das centrais sindicais presentes decidiram também a realização de um ato público em Brasília em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), da educação pública e de combate à violência contra as mulheres e pelo fim da cultura do estupro”, finaliza Gilda.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Eric Paixão

  • Representantes da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo estiveram reunidos nesta quarta-feira (20), na sede da CTB nacional, em São Paulo, para decidir sobre os próximos passos do movimento de resistência ao golpe em marcha no Brasil.

    Com a presença do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, do presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Gilherme Boulos e de dezenas de representantes de diversas outras entidades, a reunião decidiu que os atos no Dia do Trabalhador - 1º de maio - serão unificados e de denúncia ao golpe que a direita tenta dar no país para atacar as conquistas da classe trabalhadora.

    "O objetivo é deixar claro que os trabalhadores e trabalhadoras não aceitam cortes em seus direitos e não reconhece nenhum governo que tome de assalto o poder, destituindo uma presidente eleita pelo voto popular", diz Adilson Araújo.

    Para ele, a resistência que tomou as ruas de todo o país, não pode parar. "Esse movimento tem que se fortalecer ainda mais e permanecer nas ruas para impedir retrocesso e fazer o Brasil avançar".

    Boulos questiona o que fazer diante de um "Congresso extremamente conservador como o que temos". Ele mesmo conclui que somente "nas ruas poderemos derrotar o golpe e impor uma agenda mais favorável aos trabalhadores".

    A reunião definiu a divulgação de uma declaração política conjunta das duas frentes para ser amplamente divulgada em todo o mundo, denunciando o golpe.

    Além disso, várias ações estão sendo planejadas, como bloqueio de estradas, panfletagens em grandes concentrações urbanas e todo o tipo de mobilização que possa mostrar que vai ter luta.

    "Neste 1º de maio, as duas frentes estarão mais uma vez juntas para construir unitariamente um Dia Nacional de Luta e mostrar aos senadores que nenhum governo ilegal e ilegítmo terá sossego neste país", afirma Adilson.

    Portal CTB

     

     

     

  • Para comemorar os 130 anos do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, as seis maiores centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) se uniram para patrocinar o relançamento do livro “1º de Maio: cem anos de luta”, de José Luiz Del Roio, de 1986, e agora rebatizado com o título “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, com apresentação de João Guilherme Vargas Neto.

    “A luta secular da classe trabalhadora no mundo coleciona históricas cenas de resistência e importantes vitórias. Em maio deste ano completaram-se 130 anos da épica greve operária de Chicago (EUA) pela redução da jornada de trabalho a oito horas diárias. Brutalmente reprimida pelo governo da burguesia, a paralisação deu origem ao Dia Internacional do Trabalho e, desde 1886, é lembrada e homenageada em todo 1º de Maio”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

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    Roio conta que lhe foi pedido em 1986 para escrever “um texto simples explicando como havia surgido o 1º de Maio”. Mas ele fez um clássico da literatura do movimento sindical> Uma obra que apresenta a história da classe trabalhadora carregada de lutas, conquistas e também repressão e morte.

    No Brasil, o movimento sindical surge no início do século 20 com a industrialização do país, já uma República, em que vigorava a importação de mão de obra europeia, principalmente de italianos. O autor relata as dificuldades de organização dos trabalhadores e trabalhadoras em um país com cerca de 80% de analfabetos, onde a escravidão havia sido abolida poucos anos atrás.

    O Dia do Trabalhador foi instituído com muita luta no país. Até que a nascente burguesia resolveu cooptar e o 1º de Maio virou feriado nacional - em 26 de dezembro de 1924 - com o objetivo de festejar o trabalho e não refletir sobre ele, muito menos defender os direitos da classe trabalhadora.

    Por isso, “reeditar e divulgar a história do 1º de Maio é fundamental para a luta sindical. Através dela podemos saber das barbaridades às quais o trabalhador era, e ainda é, exposto”, revela Milton Cavalo, presidente do Centro de Memória Sindical.

    O 1º de Maio é “o dia em que, ano após ano, no Brasil, reiteramos e renovamos a luta da classe trabalhadora contra a exploração capitalista, pela igualdade entre todos os seres humanos, pelos direitos sociais, pelo desenvolvimento nacional com valorização do trabalho”, reforça Araújo.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Serviço

    Lançamento “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”

    Dia: 19 de setembro de 2016 (segunda-feira) | Horário: 17 horas
    Local: Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Rua Formosa, 99, São Paulo
    Autor: José Luiz Del Roio
    Editora: Centro de Memória Sindical - Edição: 2ª - Ano: 2016

  • Uma multidão estimada pelos sindicalistas em mais de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras compareceram na manhã desta quarta-feira (20) à Assembleia da Classe Trabalhadora em Defesa da Aposentadoria e da Previdência Pública. Convocada unitariamente pelas centrais sindicais, a manifestação contou também com o apoio de entidades dos movimentos sociais, como MST, Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo, bem como dos servidores municipais em greve contra a reforma da Previdência do prefeito Bruno Covas. Teve luta e manifestações, lideradas pelo movimento sindical, também em dezenas de outras capitais e cidades brasileiras.

    Este foi o primeiro grande ato contra a reforma proposta pela dupla Bolsonaro/Guedes, que foi encaminhada hoje à Câmara Federal. Os manifestantes prometem dar continuidade à luta, promovendo uma jornada nacional de mobilização que pode desaguar na deflagração de uma greve geral. A multidão que afluiu à Praça da Sé gritou palavras de ordem conclamando à paralisação nacional e criticando severamente o governo da extrema direita.

    Lula livre

    A professora Claudete Alves, presidente do Sedim (Sindicato dos Trabalhadores na Educação Infantil Muncipal), elogiou o espírito unitário da luta e se revelou otimista. “Nós derrotamos a reforma do Temer, agora vamos derrotar a da dupla Bolsonaro/Guedes e a carteira verde e amarela também não passará”. Claudete, como outros líderes que fizeram uso da palavra, pediu a libertação de Lula, preso injustamente por Sergio Moro, que tirou o maior líder popular da história brasileira da disputa presidencial e, na sequencia, foi premiado por Jair Bolsonaro com o Ministério da Justiça. Em diversas ocasiões, a plateia também gritou “Lula livre”.

    Falando em nome da Frente Brasil Sem Medo, a professora Silvia afirmou que a proposta apresentada pelo governo ao Congresso “não é reforma, mas demolição”. João Paulo, da coordenação nacional do Movimento dos Sem Terra, disse que “o MST vai participar desta jornada e contribuir para a greve geral”.

    Luta política

    A exemplo de outros oradores, o presidente da CTB, Adilson Araújo, também defendeu a realização de uma greve geral, argumentando que “é hora de ampliar e radicalizar nossa luta”. Ao mesmo tempo, ressalvou que “não se constrói uma greve geral vitoriosa, como a que realizamos em 28 de janeiro de 2017, do dia para a noite. Temos o desafio de realizar, previamente, um cuidadoso e persistete trabalho nas bases, pois é fundamental conscientizar a classe trabalhadora sobre o que está em jogo nesta luta. Esta proposta é fruto da ganância capitalista, que quer transformar a nossa Previdência em mercadoria”. Araújo também chamou a atenção para “a centralidade da luta política contra o governo da extrema direita, cuja agenda é frontalmente contrária aos interesses do povo e da nação brasileira”.  

    Luiz Gonçalves, presidente da Nova Central em São Paulo, louvou a unidade das centrais e também conclamou à organização da greve geral. Já o presidente da CGTB, Ubiraci Oliveira, o Bira, criticou as privatizações observando que a Companhia Vale do Rio Doce (Vale, depois da privatização) “enquanto era uma empresa pública nunca teve problema com barragem, depois que foi privatizada seus donos promoveram dois crimes ambientais, que resultaram em centenas de mortes e destruição sem precedentes do meio ambiente”.

    O governo não dialogou com as centrais ou representantes dos movimentos sindicais para formatar a proposta que encaminhou nesta quarta-feira ao Congresso. Consultou apenas os interesses do chamado “mercado”, ou seja, dos grandes capitalistas e banqueiros, que têm no ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, um fiel representante.

    Pior que o Temer

    A proposta é bem pior do que a do governo golpista liderado por Temer, que foi reprovada pelo povo e acabou não sendo votada no Parlamento. Nenhum trabalhador poderá se aposentar antes de completar 65 anos ou 62 anos, no caso das mulheres e a idade mínima. A apossentadoria por tempo de contribuição acaba, mas a o tempo de contribuição mínima para que o trabalhador, independente da idade, tenha acesso ao direito será elevado de 15 para 25 anos e ele terá  pagar por pelo menos 40 anos para conseguir 100% do valor da aposentadoria.

    Serão introduzidas novas restrições e dificuldades que tendem a inviabilizar o acesso à aposentadoria para a maioria da classe trabalhadora, tendo em conta a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro. Ao longo do tempo, com a imposição concomitante do modelo de capitalização e da carteira de trabalho verde e amarelo (à margem dos direitos previstos na CLT e mesmo na Constituição), a aposentadoria pública, tal qual existe hoje, será extinta e todo o sistema previdenciário estará privatizado.

    Lavagem cerebral

    No regime chileno de capitalização, com o qual sonha o banqueiro Paulo Guedes, patrões e governos não contribuem para o sistema previdenciário. O trabalhador arca com todos os custos para no final das contas receber, depois de anos e anos labutando e pagando a chamada Previdência complementar, uma aposentadoria miserável cujo valor não chega a 50% do salário mínimo.

    Contando com a total cumplicidade da mídia burguesa (TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes, etc), governo e “mercado” estão em plena campanha para vender o peixe podre da dupla Bolsonaro/Guedes. A julgar pelos comentaristas da Globo, o Brasil vive um dilema entre a reforma da Previdência (apresentada como remédio para o desemprego, o baixo crescimento e outros males da economia) ou o apocalipse.

    O governo também apresentou suas primeiras peças de propaganda para dourar a pílula amarga, alegando que está apenas combatendo privilégio. Trata-se de uma mentira descarada. Os verdadeiros privilégios privilégios,nas Forças Armadas, no Poder Judiciário permanecerá praticamente intocáveios.   

    A aprovação da proposta não pode ser considerada favas contadas e o quadro no Congresso Nacional não é tão favorável à reforma como pretendem seus defensores. Por isto, a propaganda maciça pelos meios de comunicação de massas cujo propósito é promover uma lavagem cerebral da chamada opinião pública e pressionar os parlamentares. Em relação ao tema já não há espaço para o dissenso, o contraditório ou a divergência na mídia nativa. Reina, absoluto, o pensamento único neoliberal.

    Facke News X verdade

    É preciso lembrar que uma guerra ideológica semelhante foi movida por esses mesmos meios de comunicação, em aliança com o governo golpista de Michel Temer, para justificar a imposição da reforma trabalhista. Disseram que era o caminho para solucionar o flagelo do desemprego em massa no país, prometeram que após a aprovação da nova legislação a oferta de emprego iria disparar, o mercado de trabalho seria outro para felicidade geral da nação, etc e tal.

    Os sindicalistas criticaram e alertaram que o único saldo concreto da reforma seria uma maior e mais perversa precarização do mercado de trabalho, com novidades como trabalho intermitente, a terceirização irrestrita, a prevalência do negociado sobre a Lei. Depois de mais de um ano de vigência da reforma (que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017), com cerca de 27 milhões de desocupados e subocupados no país, constata-se que a vida deu razão aos críticos.

    A verdade inscrita nos fatos é que a reforma trabalhista, inspirada nas propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI, uma federação patronal), foi imposta pelos golpistas com o exclusivo propósito de satisfazer os interesses dos capitalistas. Não será diferente com a reforma da Previdência, cuja principal finalidade, senão a única, é beneficiar a banca capitalista.

    A causa mais relevante do desequilíbrio fiscal, apontado por muitos especialistas mas invizibilizada pela mídia, é de longe o serviço da dívida pública, que consome pelo menos metade do Orçamento da União. É neste vespeiro que o Estado precisaria mexer para reequilibrar as finanças públicas sem sacrificar o povo. Mas isto pode significar, em contrapartida, prejuízos para banqueiros e credores, o que nossa mesquinha burguesia não admite.

    “Eles têm recursos financeiros e humanos e meios poderosos para propagar Fake News sobre este e outros temas”, salientou o presidente da CTB. “Mas nós temos a verdade do nosso lado e a convicção de que eles querem impor mais um grande retrocesso, destruindo o maior e mais eficaz programa de distribuição de renda do Brasil”. O desafio das centrais é descer com esta mensagem às bases e despertá-las para a luta, pois já está claro que só uma forte mobilização popular poderá impedir este novo golpe do capital contra o trabalho.

    Umberto Martins

  • A partir das 7h da manhã, aproximadamente mil representantes do movimento sindical e de diversos movimentos sociais, marcharam pelas ruas de Vitória. Além dessa manifestação, “a paralisação das professoras e professores e dos portuários está forte no estado”, diz Josandra Rupf, coordenadora de Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Espírito Santo (CTB-ES).

    Pelas ruas da capital capixaba representantes da CTB, Intersindical, CUT e Conlutas se uniram contra a reforma da previdência. A marcha saiu da Praça de Goiabeiras e rumou para o aeroporto embaixo de chuva, que “não tirou o ânimo dos manifestantes”, afirma Rupf.

    Ela, que também é dirigente do Sindicato dos (as) Trabalhadores (as) em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), conta que a manifestação desta quarta-feira (15) está servindo para “amadurecer a greve geral no país contra a retirada dos direitos da classe trabalhadora”.

    Portal CTB

  • A edição da MP 873 pelo presidente Bolsonaro é um grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical e o direito de organização dos trabalhadores, dificultando o financiamento das entidades de classe no momento em que cresce, no seio da classe trabalhadora e do conjunto da sociedade, a resistência ao corte de direitos de aposentadoria e previdenciários em marcha, com a apresentação da proposta de Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional.

    As centrais sindicais, os sindicatos, federações e confederações de trabalhadores tomarão todas as medidas de caráter legal e iniciativas junto ao Congresso Nacional e às bancadas dos partidos políticos, além de mobilizar para derrotar a MP 873 e os ataques contra o movimento sindical, que também são ataques contra a democracia brasileira duramente conquistada.

    Reunidas em São Paulo nesta data, as centrais sindicais orientam que:

    - a MP 873 não altera o desconto em folha de pagamento das mensalidades associativas e outras contribuições constantes nas Convenções e Acordos Coletivos aprovados em assembleias;

    - os empregadores que não efetivarem os referidos descontos, além da ilegalidade, incorrerão em práticas antissindicais e sofrerão as consequências jurídicas e políticas dos seus atos;

    - as centrais sindicais denunciarão o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais organismos internacionais por práticas antissindicais;

    - 0 coletivo jurídico das centrais sindicais construirá estratégias unitárias para orientar seus filiados e recomenda que nenhuma medida jurídica relativa à MP 873 seja tomada individualmente.

    É oportuno reforçar que as centrais e o conjunto do movimento sindical já convocaram, para 22 de março próximo, o Dia Nacional de Lutas contra o fim das aposentadorias e por uma Previdência Social Pública, quando serão realizados atos públicos, greves, paralisações e mobilizações contra o projeto da reforma da Previdência do presidente Bolsonaro, em um processo de mobilização crescente dos trabalhadores e da sociedade civil em defesa dos seus direitos sociais, econômicos, de aposentadoria e previdenciários.

    São Paulo, 7 de março de 2019.

    Vagner Freitas - Presidente da CUT

    Miguel Torres - Presidente da Força Sindical

    Adilson Araújo - Presidente da CTB

    Ricardo Patah - Presidente da UGT

    José Calixto Ramos - Presidente da NCST

    Antonio Neto - Presidente da CSB

    Ubiraci Dantas de Oliveira - Presidente da CGTB

    Atnágoras Lopes - Executiva Nacional da CSP-Conlutas

    Edson Carneiro índio - Secretário-geral da Intersindical

  • A edição da MP 873 pelo presidente Bolsonaro é um grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical e o direito de organização dos trabalhadores, dificultando o financiamento das entidades de classe no momento em que cresce, no seio da classe trabalhadora e do conjunto da sociedade, a resistência ao corte de direitos de aposentadoria e previdenciários em marcha, com a apresentação da proposta de Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional.

    As centrais sindicais, os sindicatos, federações e confederações de trabalhadores tomarão todas as medidas de caráter legal e iniciativas junto ao Congresso Nacional e às bancadas dos partidos políticos, além de mobilizar para derrotar a MP 873 e os ataques contra o movimento sindical, que também são ataques contra a democracia brasileira duramente conquistada.

    Reunidas em São Paulo nesta data, as centrais sindicais orientam que:

    - a MP 873 não altera o desconto em folha de pagamento das mensalidades associativas e outras contribuições constantes nas Convenções e Acordos Coletivos aprovados em assembleias;

    - os empregadores que não efetivarem os referidos descontos, além da ilegalidade, incorrerão em práticas antissindicais e sofrerão as consequências jurídicas e políticas dos seus atos;

    - as centrais sindicais denunciarão o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais organismos internacionais por práticas antissindicais;

    - 0 coletivo jurídico das centrais sindicais construirá estratégias unitárias para orientar seus filiados e recomenda que nenhuma medida jurídica relativa à MP 873 seja tomada individualmente.

    É oportuno reforçar que as centrais e o conjunto do movimento sindical já convocaram, para 22 de março próximo, o Dia Nacional de Lutas contra o fim das aposentadorias e por uma Previdência Social Pública, quando serão realizados atos públicos, greves, paralisações e mobilizações contra o projeto da reforma da Previdência do presidente Bolsonaro, em um processo de mobilização crescente dos trabalhadores e da sociedade civil em defesa dos seus direitos sociais, econômicos, de aposentadoria e previdenciários.

    São Paulo, 7 de março de 2019.

    Vagner Freitas - Presidente da CUT

    Miguel Torres - Presidente da Força Sindical

    Adilson Araújo - Presidente da CTB

    Ricardo Patah - Presidente da UGT

    José Calixto Ramos - Presidente da NCST

    Antonio Neto - Presidente da CSB

    Ubiraci Dantas de Oliveira - Presidente da CGTB

    Atnágoras Lopes - Executiva Nacional da CSP-Conlutas

    Edson Carneiro índio - Secretário-geral da Intersindical

  • Foi realizada na noite de 19 de abril, no auditório da Federação dos Trabalhadores no Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecesc), a Plenária organizada pelas centrais Sindicais e pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos, com o objetivo de organizar a Greve Geral do dia 28 de abril. A Pauta da Plenária foi dividida em breve apresentação, informes das centrais e do Fórum, debate e encaminhamentos.

    Nos informes foi simplesmente repassado o resultado das deliberações tomadas e das principais ações realizadas até aqui para construir a greve do dia 28 de abril, tanto pelas centrais quanto pelo Fórum.

    Depois disso, tivemos uma rodada de falas sobre a pauta da Plenária, subscrita em organizar a greve geral do dia 28 de abril. A maioria das falas, ou a sua totalidade, defendeu que deveria ser prioritário se construir toda a paralisação possível. Fazer de fato a greve, como forma de mostrar a força da classe trabalhadora.

    Parte das falas, no entanto, considerou importante também a possibilidade de se fazer um Ato político no mesmo dia 28. Houve acordo que as duas coisas não deveriam ser dicotômicas, e que fazer a greve ser o mais extensa possível não é dissonante com a possibilidade de haver Ato.

    Nos encaminhamentos se decidiu que o Ato (ou mais que um ato) pode acontecer durante o dia, e mesmo no dia anterior, conforme as condições.

    Deliberações:

    Dia 27 de abril, às 17h: Concentração para Vigília em Defesa dos Direitos, na Praça de Lutas (ao lado do Ticen). Se houver grande número de participantes, será realizada caminhada pelo Centro nesse final de tarde.

    Na Praça de Lutas será montada estrutura de barracões, com água, café, alguma alimentação, para toda a militância aguardar o dia da greve geral, concentrada.

    Dia 28 de abril, cedo: Atividades de reforço das paralisações.

    Dia 28 de abril, às 11h: Nova concentração, para ato itinerante pela cidade, conforme as condições. Esta condição deve seguir ao longo do dia, e os atos podem se multiplicar, inclusive ficar maior no decorrer do período.

    Semana que precede o dia 28 de abril:

    Do dia 24 ao dia 27 de abril: Tenda no Ticen, com panfletagem, som e agitação:
    Dia 24 – CUT e quem mais puder;
    Dia 25 – UGT e quem mais puder;
    Dia 26 – Intersindical Central, Fórum de Lutas e quem mais puder;
    Dia 27 – Todas e todos que puderem, para uma grande agitação.

    Nesta mesma semana será organizado som volante pela cidade e pelos bairros. Responsáveis: André – Bancários e Ingrid – Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte) Regional São José.

    Foi decidido também fazer trabalho de colagem.

    Na Universidade Federal de Santa Catarina, os três segmentos estão articulados para realizar toda uma programação para fortalecer o dia 28 de abril. Da mesma forma, diversas entidades e movimentos estão realizando atividades e atos para construir a greve em seus setores.

    Tem panfleto das centrais na CUT, e panfletos do Fórum no Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde Pública Estadual e Privado de Florianópolis e Região. Pede-se atenção para não deixar faltar, assim como se pede que quem tiver com sobra, leve para estes locais para ser redistribuído.

    Uma Comissão foi montada para ir organizando as demandas em direção ao objetivo. As direções de entidades e movimentos que estavam podem prestar melhores informações a quem considerar necessário.

    - Em Defesa da Aposentadoria e dos Direitos Trabalhistas!
    - Contra a Terceirização!
    - Pressionar cada vez mais forte os deputados e senadores, que seguem votando contra o povo trabalhador!
    - Por Nenhum Direito a Menos! Fora Temer!!!

    Florianópolis, Santa Catarina

    28 DE ABRIL – É GREVE GERAL!

    Fonte: CTB-SC