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Dom, Jun

Débora Soriano

  • A militância feminista da capital paulista, com apoio das redes sociais, conseguiu ajudar a polícia a localizar e prender Willy Gorayeb Liger, na cidade de Ubaitaba, no interior da Bahia como suspeitavam os policias do 18º Distrito Policial, no bairro da Mooca, em São Paulo.

    Liger é o único suspeito de ter estuprado e assassinado brutalmente a jovem militante feminista Débora Soriano, de apenas 23 anos, no dia 14 de dezembro em bar do bairro da Mooca. De acordo com reportagem da revista CartaCapital, o proprietário do bar, Delano Ruiz Liger, primo do acusado, foi quem o denunciou à polícia.

    Na quarta-feira (21) a União Brasileira de Mulheres do município de São Paulo fez ampla divulgação da foto do suspeito. Em dois dias o rapaz de 27 anos, que já tinha mandado de prisão por acusação de estupro foi preso pela Polícia Civil de Ilhéus.

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    Divulgada a foto de suspeito de ter assassinado Débora Soriano, de apenas 23 anos

    Até quando as famílias continuarão chorando a morte de suas filhas por causa do machismo?

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Reprodução/Facebook

  • “Não dá mais para continuar assim”, assevera Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ela se refere a mais um feminicídio que ceifou a vida da militante da União da Juventude Socialista (UJS) e da União Brasileira de Mulheres (UBM), Débora Soriano, de apenas 23 anos.

    Soriano foi estuprada e assassinada. “Débora era uma jovem mulher, com a vida toda pela frente, cheia de sonhos e expectativas, mas que foi brutalmente violentada e assassinada. Débora acreditava em uma sociedade melhor e mais justa, irradiava alegria de viver e esperança em um mundo novo, para ela e seus dois filhos pequenos”, diz nota da UBM. Leia a íntegra no final.

    A secretária de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo, Denise Mota Dau também prestou solidariedade. “A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) de São Paulo manifesta sua revolta e tristeza com a notícia da morte da jovem que foi violentada e morta”, diz trecho de nota divulgada pela SMPM.

    “O machismo mata”, diz Dau. “Para combater essa dura realidade é fundamental a continuidade e ampliação de políticas públicas que priorizem a vida das mulheres”, afirma.

    “A CTB se indigna com mais esse crime hediondo e exige apuração rigorosa para a imediata prisão do algoz”, reforça Pereira. “As mulheres não podem mais a levar a vida com medo. Precisamos tomar as ruas e denunciar todo o tipo de agressão, desde um assovio indesejado na rua até a violência física. As mulheres precisam se unir para dar um basta definitivo”.

    De acordo com Pereira, "há necessidade de punições mais severas aos crimes hediondos como esse". A UJS e a UBM estão convidando a todas e todos para um grande ato de solidariedade à família dessa jovem no vão do Masp, na avenida Paulista, neste domingo (18), às 14h. Compareça para dar fim a tanta violência contra as mulheres.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Leia a íntegra da nota da UBM e UJS:

    Do luto à luta!

    Nenhuma Débora a menos!

    Foi com imenso pesar e indignação que recebemos a notícia da morte da jovem Débora Soriano. O machismo ceifou a vida de mais uma de nós, diante de um poder público que pouco ou nada faz para combater a violência patriarcal. Débora era uma jovem mulher de 23 anos, com a vida toda pela frente, cheia de sonhos e expectativas, mas que foi brutalmente violentada e assassinada. Débora acreditava em uma sociedade melhor e mais justa, irradiava alegria de viver e esperança em um mundo novo, para ela e seus dois filhos pequenos.

    Nos solidarizamos com a família neste momento de dor e despedida e exigimos dos órgãos responsáveis que este crime bárbaro seja esclarecido e o autor, rigorosamente punido. Não admitimos que os crimes contra as mulheres continuem sendo secundarizados e esquecidos pelas autoridades. Nós não esqueceremos!

    A morte trágica de Débora reforça a necessidade de políticas públicas para as mulheres, para que não precisemos mais nos despedir de nenhuma de nós desta maneira.

    Por isso, convocamos a todas as mulheres a se somarem a nós neste domingo 18 de dezembro, às 14h na Paulista por Débora e por todas as mulheres que morrem vítimas do machismo e do feminicídio.

  • O nome do suspeito divulgado pela investigação é Willy Gorayeb Liger, de 27 anos. Ele  é o principal suspeito de ter violentado e espancado a jovem Débora Soriano, de apenas 23 anos e mãe de duas crianças, na manhã do dia 14 de dezembro no bar Sr. Boteco, na região da Moóca, na capital paulista. Ele era gerente do estabelecimento e primo do proprietário.

    De acordo com a investigação Liger já tem histórico de violência sexual contra outras mulheres, inclusive consta contra ele condenação pelo crime de estupro, com mandado de prisão em aberto.

    Não havia vínculo entre o suspeito e Débora. O ato de brutalidade e violência foi pelo simples prazer de matar.

    Há possibilidade de que o criminoso tenha fugido para o estado da Bahia. Se alguém reconhecer ou foi vítima desse criminoso, procure o 18° DP Alto da Mooca (Rua Juventus, 350 - Telefone: 11-2273-5751) ou ligue para o Disque Denúncia 181.

    assassino debora sorino

    Débora tinha 23 anos, deixa dois filhos e um futuro de sonhos e possibilidades. Não nos calaremos e nem descansaremos até que Liger seja preso e punido. A Justiça tem que ser feita. Chega de impunidade. 

    Evite que ele permaneça nas ruas em ameaça constante às mulheres. Mais informações pelo Facebook da União Brasileira de Mulheres da cidade de são Paulo aqui

    #NenhumaDeboraAMenos

    Portal CTB