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Ter, Jun

desemprego

  • Convidada a participar do Seminário da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, afirma que “a conjuntura mundial é um desalento para nós. O desemprego acaba com os sonhos da juventude”.

    O seminário ocorreu na sede do Sintaema entre a segunda-feira (19) e a quarta-feira (21). Para a cetebista, os debates foram importantes para “começarmos a entender a necessidade de aproximação da juventude, que está distante do movimento sindical por falta de informação”.

    Ela se baseia no relatório “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017", da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo qual 70,9 milhões de jovens estão desempregados no mundo. “Isso é superior à população da França, por exemplo”, diz.

    A bancária gaúcha lembra ainda que a situação no Brasil é calamitosa. Cerca de 30% dos jovens estão desempregados e 77% estão na informalidade. “Isso significa que precisamos nos aproximar deles para entender a sua linguagem e mostrar que a nossa luta é para acabar com essa verdadeira escravidão”, acentua.

    Porque “apesar de predominar o individualismo na sociedade, sinto na parcela da juventude que trabalha uma vontade de participar e nós precisamos nos antenar para compreender o que querem”.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil conta com cerca de 60 milhões de jovens sendo que 25,8% nem trabalha, nem estuda. “Isso é muito grave porque ficamos sem perspectivas e à mercê do crime organizado”, reforça Bezerra.

    Para ela, o sonho da juventude brasileira atualmente consiste em ter emprego, uma boa educação, saúde e poder ir e vir em segurança e em paz. “A violência está nos tirando dos espaços públicos e são necessárias políticas públicas que possibilitem isso porque cada vez mais se exige especialização, como a chamada Revolução 4.0 está aí para confirmar”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Marciano Bortolin

  • O mercado de trabalho brasileiro vai de mal a pior, registrando o crescimento diário do número de pessoas que estão desocupadas há mais de dois anos, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicado nesta terça-feira (18).

    "Se, no primeiro trimestre de 2015, 17,4% dos desocupados estavam nessa situação [desempregados há mais de dois anos], no mesmo período de 2019, este porcentual avançou para 24,8%, o que corresponde a 3,3 milhões de pessoas”, aponta o Instituto.

    Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, os grupos que apresentaram maior incremento nas suas populações desocupadas há mais de dois anos foram os homens, os trabalhadores mais jovens e os com ensino médio completo, cujas proporções saltaram de 11,3%, 15% e 18,5%, respectivamente, para 20,3%, 23,6% e 27,4%, no período

    "No caso dos trabalhadores mais jovens, este resultado acaba por corroborar um cenário de emprego ainda mais adverso, que combina desemprego elevado (27,3%), baixo crescimento da ocupação (0,4%) e queda de rendimento real (-0,8%)", explicou o órgão.

    As estatísticas reunidas pelo Ipea sugerem que o problema se agravou com a recessão e o golpe de 2018, que congelou os gastos públicos e promoveu uma reforma trabalhista regressiva. A parcela de pessoas desocupadas há mais de dois anos entre os primeiros trimestres de 2015 e 2019 cresceu 42,4%.

    No mesmo período houve um avanço igualmente notável da precarização, com o número de trabalhadores na informalidade superando o daqueles que têm carteira assinada. Ocorreu o contrário do que os defensores da reforma trabalhista imposta por Temer alardearam. A política ultraliberal da dupla Bolsonaro/Guedes está ampliando o desastre e conduzindo o Brasil no caminho de uma nova recessão. Quem paga a conta é o povo trabalhador.

  • O desemprego continua em alta e o setor de serviços, que responde por 70% do PIB, caiu 0,7% em março pelo terceiro mês consecutivo. Ao lado disto, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC) registrou queda de 0,28% em março, em relação ao mês anterior, e de 0,68% no primeiro trimestre do ano. O IBC-Br é uma prévia do PIB, que é calculado pelo IBGE.

    O desempenho deplorável da economia nacional é o reverso da promessa do governo da extrema direita de que a posse de Bolsonaro, por ser o queridinho do “mercado” (leia-se grandes capitalista0s, sobretudo estrangeiros), iria despertar a fada da confiança do empresariado e promover um boom de novos investimentos. Não é o que se vê.

    A vida vai dando razão aos críticos da restauração neoliberal. O que está impedindo a recuperação é a política inaugurada pelo golpe de 2016, fundada no arrocho fiscal, Estado mínimo, privatização, desnacionalização e depreciação da força de trabalho. Bolsonaro adota a mesma receita, adicionando ingredientes mais radicais e procurando apressar sua aplicação. É um desastre anunciado, como agora reconhece até o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

    A recuperação da atividade econômica requer o aumento dos investimentos públicos, resgate do papel do Estado como promotor do desenvolvimento e a valorização da classe trabalhadora, essencial para o fortalecimento do mercado interno. O contrário do que vem sendo feito desde o golpe de 2016. A política econômica neoliberal é a grande causa da crise.

    Desemprego

    O desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos demais estados, houve estabilidade.

    A taxa de desemprego média no país nos 3 primeiros meses do ano subiu para 12,7%, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão.

    Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e a menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.

    A taxa atual de desemprego é a maior desde o trimestre terminado em maio de 2018. São 13,4 milhões de desempregados no país, ante um universo de 12,1 milhões no último trimestre do ano passado.

    5,2 milhões de desempregados procuram trabalho há mais de 1 ano, aponta IBGE

    Na comparação com o 4º trimestre, as maiores variações foram registradas no Acre 4,9 pontos percentuais (p.p.), Goiás (2,5 p.p) e Mato Grosso do Sul (2,5 p.p).

    "O destaque no trimestre é SP e MG, que têm taxas bastante elevadas para estados fortes economicamente, com indústria forte e grande peso na economia do país. E que causam o chamado efeito farol. Ou seja, o que acontece lá, em termos de desocupação se reflete no restante do país. E agora, fica a expectativa de comportamento para o segundo trimestre", afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

    O coordenador do IBGE destacou ainda que houve um aumento no país inteiro do trabalho por conta própria, que reuniu 23,8 milhões de brasileiros no 1º trimestre.

    "O trabalho por conta própria aumentou em 11 estados, em especial Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O pequeno empregador, o vendedor de quentinhas que chama alguém para ajudar, é o que cresce. O que mais aumenta é o comércio, o transporte (motorista de aplicativo). Ou seja, a situação só está boa para grupamentos que são aderentes à informalidade", disse Azeredo.

    Já entre os 4,8 milhões de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho), 60% estão no Nordeste, com destaque para Bahia (768 mil pessoas) e Maranhão (561 mil).

    Em 12 estados e no DF, subutilização é a maior em 7 anos

    Veja a taxa de desemprego por unidade da federação:

    Amapá: 20,2%

    Bahia: 18,3%

    Acre: 18%

    Maranhão: 16,3%

    Pernambuco: 16,1%

    Alagoas: 16%

    Amazonas: 15,9%

    Sergipe: 15,5%

    Rio de Janeiro: 15,3%

    Roraima: 15%

    Distrito Federal: 14,1%

    Rio Grande do Norte: 13,8%

    São Paulo: 13,5%

    Piauí: 12,7%

    Tocantins: 12,3%

    Espírito Santo: 12,1%

    Pará: 11,5%

    Ceará: 11,4%

    Minas Gerais: 11,2%

    Paraíba: 11,1%

    Goiás: 10,7%

    Mato Grosso do Sul: 9,5%

    Mato Grosso: 9,1%

    Paraná: 8,9%

    Rondônia: 8,9%

    Rio Grande do Sul: 8%

    Santa Catarina: 7,2%

    Com agências

  • A mídia burguesa não se cansa de repetir o cantochão otimista de que a economia está a caminho da recuperação como resultado das políticas neoliberais que vêm sendo imposta ao país desde o golpe de Estado de 2016, liderado pelo senhor Michel Temer, um político que chegou a ser considerado chefe da mais perigosa quadrilha do Brasil. A receita de Bolsonaro não difere fundamentalmente daquela aplicada por seu antecessor, com o detalhe de que é ainda mais radical e impiedosa com o povo brasileiro.

    Em nome da retomada da confiança empresarial, do crescimento e do emprego, Temer instituiu um novo regime fiscal, congelando por 20 anos os gastos públicos primários, promoveu a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita, retomou o projeto de privataria tucano, deflagrado por FHC e interrompido por Lula, e deu início ao processo de entrega do pré-sal ao capital estrangeiro.

    Da recessão à etagnação

    O resultado está hoje aí, à vista de todos. A reforma trabalhista não trouxe os empregos prometidos, mas ampliou sensivelmente a precarização do mercado de trabalho, subtraindo direitos trabalhistas e depreciando salários. O equilíbrio fiscal ainda não é mais que uma promessa, o déficit persist mas a política de austeridade reduziu ainda mais os investimentos públicos e é responsável por desastres como a destruição do Museu Nacional, o desmantelamento do SUS e a degradação da educação e dos serviços públicos em geral.

    A consequência mais dramática é revelada pelos indicadores do desempenho da economia nacional, que depois de dois anos da maior recessão da história (2015/2016) resvalou para o pântano da estagnação, condenando a nação brasileira provavelmente a mais uma ou duas décadas perdidas.

    Não seria necessário maior esforço intelectual para concluir que a origem do desastre está no neoliberalismo, mas o pensamento dominante, disseminado pela mídia burguesa, não pode admitir e não admite tal conclusão, ainda que ela nos pareça e de fato seja óbvia. Os interesses sempre falam mais alto do que a ciência e moldam as ideias e as ideologias. Isto explica a razão da insistência das classes dominantes no fracasso projeto neoliberal.

    27,5 milhões de subutilizados

    O mercado de trabalho brasileiro, cuja recuperação é prometida e prenunciada pela mídia após cada medida neoliberal adotada pelo governo, é o retrato falado do desalento. O índice de desemprego aberto voltou a subir no trimestre terminado em janeiro deste ano, atingindo 12%, o que equivale a 12,7 milhões de pessoas. É o maior desde agosto, segundo o IBGE. Já o número de trabalhadores por conta própria bateu recorde histórico, chegando 23,9 milhões.

    O mercado de trabalho tem sido desestruturado pelo crescente número de desalentados e de subutilizados. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,3%. De acordo com o IBGE, 27,5 milhões de brasileiros estavam subutilizados no trimestre encerrado em janeiro – 209 mil a mais que no trimestre imediatamente anterior. Já na comparação anual, esse contingente cresceu 2,5% (mais 671 mil pessoas).

    O número de desalentados ou de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga (4,7 milhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas aumentou 6,7% na comparação anual (296 mil a mais). Já o contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (6,8 milhões) caiu 2,4% em relação ao trimestre anterior, mas subiu 7,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (466 mil a mais).

    Efeito sazonal

    A alta do desemprego neste início de 2019x, segundo técnicos do IBGE, deve ser parcialmente atribuída ao movimento sazonal de dispensa após as contratações de final de ano. Janeiro é um mês em que muitos trabalhadores temporários são dispensados e tradicionalmente há um aumento da taxa de desocupação.

    Na comparação com o trimestre anterior (agosto a outubro), a taxa de desemprego aumentou 0,3 ponto percentual, com um adicional de 318 mil pessoas na fila do desemprego. Segundo o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, trata-se de um movimento sazonal. "Tem a ver com o movimento natural do mês de janeiro, com a dispensa de trabalhadores, sobretudo temporários no comércio", disse.

    Desindustrialização

    A indústria foi o setor que mais dispensou trabalhadores na comparação com o trimestre encerrado em outubro (menos 345 mil), seguida por agricultura (menos 192 mil) e administração pública (menos 175 mil). É mais um indicador do processo já histórico de desindustrialização da economia brasileira.

    O número atual de ocupados (92,5 milhões) no trimestre encerrado em janeiro também é o menor desde agosto de 2018. Segundo o IBGE, a população ocupada no país caiu -0,4% (menos 354 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em outubro.

    "Não é possível falar em recuperação do mercado de trabalho com esse quadro. Nós temos o mesmo quadro que em janeiro do ano passado se olharmos somente para o lado da desocupação. Mas se nos voltarmos para a ocupação apenas, vemos um incremento de 846 mil trabalhadores. Isso é bom, ter mais gente ocupada? Por um lado, sim, mas são todas vagas informais", avaliou Azeredo.

    Ocupação no Brasil por posição, segundo o IBGE

    Em número de pessoas (mil)

    Empregado com carteira setor privado: 32.916

    Empregado sem carteira setor privado: 11.307

    Conta própria: 23.901

    Empregado setor público: 11.499

    Trabalhador doméstico: 6.239

    Empregador: 4.514

    Trabalhador familiar auxiliar: 2.171

    Recorde de trabalhadores por conta própria

    O número de trabalhadores por conta própria e de empregadores tiveram recorde histórico neste trimestre encerrado em janeiro, reunindo, respectivamente, 23,9 milhões e 4,5 milhões de pessoas.

    Na comparação com o trimestre anterior, o número de trabalhadores por conta própria aumentou em 1,2% (291 mil a mais). Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a alta foi de 3,1% (719 mil pessoas a mais).

    O número de empregadores se manteve estável em 3 meses, mas cresceu 3,3% na comparação com janeiro de 2018 (146 mil a mais).

    Os grupamentos de atividades que mais registraram aumento nestes dois tipos de posição foram os de comércio, outros serviços, alojamento e alimentação e, sobretudo, transportes. Segundo Azeredo, prevalece a tendência do aumento de pessoas trabalhando com o transporte alternativo de passageiros, por meio dos aplicativos de transporte, que representam uma porta mais fácil de ingresso informal no mercado de trabalho.

    Trabalho formal e sem carteira assinada

    O número de trabalhadores em carteira de trabalho assinada caiu 2,8% na comparação com o trimestre anterior (menos 321 mil pessoas). Na comparação anual, entretanto, subiu 2,9%, um adicional de 320 mil pessoas.

    O número de empregados com carteira de trabalho assinada, por sua vez, ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas em 1 ano recuou 1,1% (380 mil a menos).

    "A carteira de trabalho continua estável, mas em momento algum a gente percebe geração de postos de trabalho com carteira", avaliou Azeredo.

    Os números de emprego formal em janeiro pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) serão divulgados nesta quinta-feira pelo governo federal.

    Umberto Martins, com informações do G1 e outras agências

  • Assim como a reforma trabalhista, a reforma da Previdência deixa o brasileiro ainda mais vulnerável e sem o direito à aposentadoria. Todos vão sentir. Desde os trabalhadores rurais, idosos em situação de miséria, mulheres, pessoas mais pobres. Só não mexe nos privilégios do topo da pirâmide social, como argumenta Bolsonaro. 

    Não é a primeira vez que o governo e a grande mídia tentam enganar a nação. Com a reforma trabalhista, a promessa era de gerar mais de 8 milhões de empregos formais e, consequentemente, retomar o crescimento econômico. 

    Mas, na prática, nada disso aconteceu. A recessão continua e o desemprego não para de crescer. Mais de 13 milhões estão sem trabalho. Sem contar com as mais de 24 milhões de pessoas subutilizadas ou em trabalho informal, sem garantia alguma.

    Na verdade, a reforma trabalhista serviu apenas para atender agenda de austeridade do neoliberalismo, que deixa o cidadão fragilizado, sem segurança trabalhista e empobrece a população que tem os salários ainda mais achatados em um país onde o custo de vida está cada dia maior.

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • A General Motors cria factoide e ventila inverdades a respeito de possível prejuízos para aplicar a reforma trabalhista a qualquer custo. Ela tem por objetivo também se aproveitar dessa falsa história de prejuízos para se apropriar do dinheiro público, com diminuição de impostos e outras regalias.

    As suas exigências apresentadas aos dois sindicatos, de São José dos Campos e de São Caetano do Sul, sendo aprovadas, significa absolutamente o fim de todos os direitos assegurados nos acordos coletivos, inclusive os direitos assegurados pela CLT. A GM que aplicação total da reforma trabalhista.

    Será o fim de uma história de luta e conquistas a favor dos trabalhadores e trabalhadoras desse complexo automotivo.

    A concretização desse processo significa um aumento sem precedentes na história da exploração da força de trabalho, da desqualificação e precarização das relações de trabalho dentro da GM.

    Ela quer o fim do acordo coletivo atual, que traz inúmeras garantias fundamentais para os trabalhadores; quer a introdução praticamente de tudo que a reforma trabalhista autoriza contra os direitos assegurados na CLT e no acordo coletivo.

    A GM não está no vermelho, ela já está há anos na frente de outras montadoras no comércio automotivo no Brasil. Ela blefa com o objetivo claro de retirada de direitos e pela ganância de auferir maiores lucros.

    Cabe nesse momento aos sindicatos cumprirem seu papel: o de defender os trabalhadores e não caírem nessa conversa de crise e de sair do Brasil. Não é a primeira e nem será a última vez que ela inventa essa história. 

    Os trabalhadores devem se unir, resistir e lutar contra essa tentativa da GM em acabar de vez com os direitos assegurados na convenção coletiva e da CLT. Todos e todas contra a reforma trabalhista!


    Marcelo Toledo é secretário de Formação da FITMETAL e ferramenteiro especializado, há 29 anos na GM de São Caetano do Sul.
     
     
     
     
     
     
     
     
  • Em redações, no palco de uma grande emissora de TV, nas repartições públicas, comércio, independente do cenário, o assédio moral perpetua-se. No caso das mulheres, que já recebem menores salários que os homens (1), a cultura machista torna o ambiente ainda mais vulnerável para ocorrer esse tipo de prática. A notícia ruim é que o quadro pode piorar com a reforma trabalhista do governo Temer, que atualmente tramita no Senado Federal.

    Abaixo, relatos de mulheres que sofreram algum tipo de violência no trabalho (*).

    Rafaela: "Trabalhei sob tanta pressão nos últimos meses e fui diagnosticada com Psoríase, uma doença que pode ser adquirida pelo stress, minha mão está cheia de bolhas".

    Ronsângela: "Meu chefe me expôs em frente aos funcionários porque cometi um suposto erro, fiquei meia hora trancada no banheiro chorando".

    Filomena: "Me proibiram de almoçar até terminar as tarefas, passei muito mal de fome, quase desmaiei, consegui comer às 16:30h".

    Betânia: "Meu chefe me acordou meia noite para trabalhar e fui obrigada a seguir às suas ordens, pois tenho medo de ser demitida".

    As histórias acima envolvem mulheres que permanecem caladas engolindo sapos, às vezes, salamandras. A fila do desemprego e as represálias pela denúncia podem ser muito piores, em um país sem perspectivas, afundado numa crise político-econômica.

    Uma pesquisa da BBC Brasil realizada em 2015 apontou que metade dos brasileiros já sofreu assédio no trabalho. A consulta, que ouviu 4,9 mil profissionais do site Vagas.com, constatou que 52% dos entrevistados já foram expostos a algum abuso moral ou sexual no trabalho, mas apenas 12,5% das vítimas seguiram em frente com a denúncia, reforçando a ideia de que o silêncio se faz necessário quando, no lado mais fraco da corda, encontra-se o empregado.

    Reforma trabalhista: Indenização menor para cargos menores

    Entre algumas aberrações contidas na proposta da Reforma Trabalhista, encontra-se o pagamento de indenização por Assédio Moral, levando em conta o cargo e em graus diferentes: Assédio de natureza leve (Três vezes o valor do salário), média (Cinco vezes o valor do salário) ou grave (Vinte vezes o valor do salário).

    Veja o exemplo hipotético abaixo, caso a Reforma Trabalhista seja provada:

    Palhares é dono de uma grande empresa no ramo alimentício. Muito estressado, sempre quando chega a seu escritório, humilha a faxineira do local, chamando-a de preguiçosa. Sua secretária também aguenta todos os dias uma série de ofensas. “Burra, anta, você deveria estar lavando privada”, esbraveja o patrão.

    Cansadas de sofrerem, as duas funcionárias resolvem processar o chefe pelo mesmo caso de assédio e descobrem que, com a Reforma Trabalhista, receberão diferentes valores indenizatórios, em função de terem cargos distintos.

    No desenrolar do processo, o juiz acata a ação e define os dois casos como agressão média. A faxineira, que ganha R$ 1 mil mensais, receberá R$ 5 mil de indenização. A secretária, que ganha R$ 3.000 mensais, receberá R$ 15 mil.

    A humilhação foi do mesmo grau, por que então a faxineira receberá menos que a secretária? Porque o Governo Temer quer acabar com os poucos direitos dos pobres e beneficiar patrões como o Palhares, que, com certeza, bateu panela com a camisa da CBF, berrando fora Dilma.

    No desfecho do caso do Palhares, após a longa batalha judicial, a secretaria foi diagnosticada com síndrome do Pânico, mas, infelizmente, ela não é uma exceção. Segundo informações da Previdência Social, em 2016, 75,3 mil trabalhadores foram afastados de seus empregos por apresentarem quadros depressivos.

    "Não pense em crise, trabalhe"

    O golpe de estado serviu também para atender o grande empresariado, num discurso hipócrita de combate à corrupção. É evidente que patrões deixam de lucrar quando são obrigados a seguir a legislação trabalhista, a CLT sempre foi uma pedra no seu caminho.

    Com a aprovação das reformas, triplicarão casos de assédio, trabalhadores doentes e mal remunerados. No Japão, por exemplo, são corriqueiros os suicídios por exaustão, as leis trabalhistas de lá permitem que patrões e sindicatos negociem jornadas acima das 8 horas de trabalho. A realidade brasileira pode estar bem próxima desse regime compulsório, basta a Reforma ser implementada.

    Dentro desse contexto, a única saída é a luta e pressão popular, caso contrário, décadas não serão suficientes para desfazer o desmonte do Brasil e a degeneração da classe trabalhadora.

    Por Laís Gouveia. Foto: Direitos Brasil

    1- Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no Brasil, as mulheres ganham 22% a menos que os homens. Para ocorrer à paridade salarial entre homens e mulheres, seriam necessários 70 anos, segundo informa o órgão.

    * Os nomes são fictícios

  • Montadora quer eliminar 10% de sua força de trabalho, até o final de agosto. É parte de seu plano de reestruturação, com o qual pretende economizar US$ 600 milhões. Os operários pagam o pato, e a conta.

    A direção da Ford informou nesta segunda-feira (20) que vai eliminar cerca de 10% de sua força de trabalho assalariada global, o que significa cortar cerca de 7 mil empregos até o final de agosto.

    A redução é parte de plano de reestruturação da segunda maior montadora de veículos dos Estados Unidos para economizar US$ 600 milhões por ano.

    O presidente-executivo da multinacional, Jim Hackett, disse em mensagem aos funcionários nesta segunda-feira que os cortes incluem saídas voluntárias e demissões, e um porta-voz disse à agência Reuters que a medida inclui congelamento de vagas abertas. Cerca de 2.300 das pessoas afetadas estão empregadas nos Estados Unidos, afirmou o porta-voz.

    Dentro dos cortes, Hackett disse que a companhia eliminará cerca de 20% dos gerentes de alto escalão em um movimento também para reduzir a burocracia e agilizar a tomada de decisões no grupo.

    O plano de reestruturação da Ford ocorre ao mesmo tempo em que a empresa avança em sua aliança com a Volkswagen. As montadoras vão compartilhar plataforma de picape, inclusive no Brasil, e de outros veículos no futuro.

    Fechamento de fábrica no Brasil

    Em fevereiro, a montadora anunciou o fim das operações de sua fábrica de caminhões de São Bernardo do Campo, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas. Além disso, na fábrica da Ford em Taubaté (SP), 120 trabalhadores assinaram um plano de demissão voluntária.

    'Chineses estão interessados em fabricar carro' na fábrica da Ford em SP, afirma a Caoa.

    No ABC Paulista, está aberta a possibilidade de a fábrica ser adquirida por outro grupo. A Caoa confirmou conversas com a Ford e com o governo de São Paulo para uma possível compra dos ativos.

    GM e Volkswagen

    Além da Ford, General Motors e Volkwagen também anunciaram grandes cortes de empregos em busca de melhores resultados financeiros.

    A General Motors (GM) anunciou no fim do ano passado um plano para fechar fábricas e demitir trabalhadores na América do Norte.

    O Grupo Volkswagen, por sua vez, afirmou que vai cortar empregos a fim de acelerar o lançamento de carros elétricos e reverter queda em margens de lucro.

    É a lógica do capitalismo, que usa a força de trabalho dos operários para extrair a famosa mais-valia descoberta por Karl Marx, que segreda os lucros. Quando não servem mais a este propósito são sumariamente chutados para o olho da rua. É uma expressão da alienação do trabalho a que se referia o filósofo alemão.

  • As desigualdades no país são gritantes. O estudo do Ipea, com dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE, aponta crescimento nas diferenças salariais. As famílias mais ricas ganham mais do que já ganhavam, ao contrário das famílias de renda média e baixa.

    No quarto trimestre de 2014, os mais ricos tiveram renda média domiciliar 27,8 vezes maior do que a média recebida pelas famílias da faixa de renda muito baixa. Já no último trimestre de 2018, os mais abastados conseguiram ganhar 30,3 vezes mais do que os mais pobres.

    Os ganhos dos trabalhadores de baixa renda são corroídos de forma mais rápida pela inflação, agonizam a cada centavo que aumenta nos produtos da cesta básica. Assim como serviços, educação e saúde.

    Os que recebem maiores salários sentem menos o efeito da inflação. Com 12,7 milhões de desempregados e mais de 37 milhões na informalidade, os brasileiros ficam no limbo financeiro.

     

    Fonte: bancariosbahia.org.br

  • Por Altamiro Borges

    A sinistra RedeTV! foi palanque do “capetão” Jair Bolsonaro quando ele ainda era candidato – como confessou um dos sócios da emissora orgulhoso por sua opção política de ultradireita. Hoje, mais ainda, o canal virou porta-voz do presidente. Famosos por várias sacanagens – calotes trabalhistas, dívidas previdenciárias e sonegação de impostos, ao mesmo tempo em que ostentam luxo –, os donos dessa concessão pública bajulam o governante talvez em busca de publicidade e outras mutretas. Mas a RedeTV! parece caminhar para o desfiladeiro, como relevou na sexta-feira (29) o jornalista Flávio Ricco, em postagem no UOL:

    *****

    RedeTV! pode demitir até 40% dos funcionários; emissora diz que é menos

    Por determinação dos sócios Amílcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, a RedeTV! deve promover uma redução considerável no quadro de colaboradores, segundo apurou a coluna. O motivo para as mudanças impostas pela direção seria a redução de custo. As demissões devem atingir algo em torno de 40% nos departamentos de programação, jornalismo e entretenimento. O diretor de programação Francisco Almeida, conhecido nos bastidores apenas pelo apelido de Chiquinho, foi o primeiro deles.

    *****

    A assessoria da emissora confirmou as demissões, mas jurou que não chegam a “10% do quadro de funcionários”. Ninguém acreditou na bravata da empresa, conhecida pelas mentiras e falta de caráter. Enquanto demite, aloca ilegalmente o canal para seitas religiosas e produz conteúdos de péssima qualidade, os donos da RedeTV! seguem bajulando o presidente-capetão em um puxassaquismo dos mais interesseiros. Na semana passada, talvez para conseguir alguns trocados, Marcelo de Carvalho voltou a usar o Twitter para acusar a TV Globo de fazer “campanha suja” contra Jair Bolsonaro. Haja “concorrência” desleal!

    “Precisa dizer mais alguma coisa? Isso não é jornalismo, é campanha e campanha suja", postou, após comparar as chamadas de reportagens sobre a avaliação do governo publicadas pelos site G1, do Grupo Globo, e R7, da Record. O comentário até foi alvo de ironia do jornalista Mauricio Stycer, especialista em mídia. “Marcelo, são pesquisas diferentes, uma é do Ibope (na notícia do G1) e a outra é da Real Time Big Data (no R7)”. Mas o sócio babaca da RedeTV! ainda insistiu: “Qualquer instituto de pesquisa que tenha errado tão fragorosamente como o Ibope nas últimas eleições deveria ser proibido de divulgar resultados por um determinado período para solucionar seus 'problemas técnicos'”.

    Marcelo de Carvalho é um bajulador contumaz do "capetão" – não se sabe se por mercenarismo ou por ideologia. Em dezembro passado, em entrevista à coluna TV e Famosos, ele explicitou que usou a concessão pública de tevê para fazer campanha – o que é um crime e poderia até resultar na cassação da outorga. “Eu tenho muito orgulho de estar engajado. Desde 2010 ele frequenta os programas da RedeTV!. Eu o considero um amigo. Nós demos espaço para o Jair Bolsonaro quando nem candidato à Presidência ele era. Em junho de 2016, depois de ter aparecido no programa da Luciana (Gimenez) muitas vezes, ele falou no meu programa que pretendia se candidatar à Presidência”, confessou.

     

    Com informações de altamiroborges.blogspot.com

  • O PIB brasileiro caiu 0,2% nos três primeiros meses de 2019, em relação ao último trimestre do ano anterior, na série com ajuste sazonal. Não por acaso, o período coincide com o primeiro trimestre do governo Jair Bolsonaro, que assumiu em 1º de janeiro. Trata-se do primeiro resultado negativo nessa comparação desde o quarto trimestre de 2016, de acordo com as informações do IBGE.

    É um passo a mais no caminho de uma nova recessão. O contrário do que o líder da extrema direita prometeu ao ser empossado, quando falou em resgate da confiança do empresariado e consumidores, aumento dos investimentos estrangeiros e retomada do crescimento econômico. No governo, porém, não tomou uma só medida, emergencial que seja, para amenizar a tragédia do desemprego em massa e superar a estagnação da produção.

    Em sentido contrário, anunciou cortes de verbas para a Educação, Saúde, ciência, cultura e infraestrutura. Também encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma da Previdência cujo objetivo é a privatização do sistema de aposentadorias para favorecer os interesses de banqueiros e rentistas, acelerou a entrega de patrimônio público aos grandes capitalistas, especialmente estrangeiros, baixou uma Medida Provisória com o objetivo de estrangular financeiramente os sindicatos, jurou lealdade a Donald Trump e vomitou ameaças contra a democracia.

    Falsa ladainha

    O ministro da Economia, que fez a vida como rentista especulando no mercado financeiro, também não tem resposta para os dilemas da economia real, que além de semearem desemprego e miséria reduzem o peso do Brasil na economia mundial e retardam o desenvolvimento nacional. Limitou-se a repetir, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (30), o bordão oficial de que a aprovação da reforma da Previdência vai ajustar tudo, é o remédio milagroso para a crise. "A economia está parada, à espera das reformas", decretou.

    Guedes e os apologistas da reforma neoliberal, em geral, rezam uma falsa ladainha, que de resto é requentada. Note-se que já foi entoada nos debates sobre a reforma trabalhista (que iria gerar milhões de novos postos de trabalho, ampliando os investimentos privados em capital variável) e o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, que despertaria a fada da confiança, suposta madrinha dos investimentos privados. Não é o que se vê.

    São ideias que, como diria Cazuza, não correspondem aos fatos. Na realidade, a proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo ao Congresso contempla apenas os interesses de banqueiros, rentistas e empresários. Os interesses do povo não foram levados em conta, nem seus representantes consultados. O pronunciamento da classe trabalhadora sobre o tema ecoará com força na greve geral convocada pelas centrais sindicais e os movimentos sociais para 14 de junho.

    Destaca-se nas estatísticas sobre o PIB divulgadas nesta quinta (30) o comportamento lastimável do setor industrial, que recuou 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2018, acentuando o processo histórico de desindustrialização da economia brasileira. Igualmente preocupante foi o desempenho da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF): declínio de 1,7% em relação ao trimestre anterior, que já havia registrado queda de 2,4%.

    O FBCP compreende os investimentos produtivos, que constituem a força motriz do crescimento das atividades. Seu declínio, que tem tudo a ver com o novo regime fiscal e os cortes dos gastos públicos, é um mau sinal para o futuro da economia, que parece condenada à mediocridade pela política de restauração neoliberal imposta pelo golpe de 2016, coroado com a eleição de Jair Bolsonaro.

    Umberto Martins

  • Há mais de três meses no governo, a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro ainda não desenvolveu nenhum projeto consistente para retomar a geração de empregos no país. Pelo contrário. As medidas incentivam a precarização do trabalho.

    Não é a toa que o númereo de postos de trabalho com carteira assinada segue caindo. Em março, foram fechadas 43.196 vagas formais, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

    O saldo é a diferença entre as contratações e as de demissões no período. Recentemente, pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontava 13,1 milhões de desempregados no Brasil. Ou seja, o que já está ruim tende a piorar.

    Os cortes prejudicam a retomada do crescimento econômico. Tanto que as projeções para este ano foram reduzidas de 1,97% para pífios 1,95%. Foi a sétima queda consecutiva.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • O Brasil está estagnado. A economia não cresce, o desemprego atinge quase 13 milhões de pessoas e a taxa de inadimplência chega a 61,5%. Com tantos dados negativos, não podia dar outra. O país vive a pior década economicamente desde 1901, aponta a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

    A média de crescimento econômico entre 2011 e 2018 foi de 0,6% ao ano, de acordo com o estudo que considerou dados do IBGE. A situação degringolou com a crise política e econômica, intensificada pela direita em 2014, quando perdeu a quarta eleição consecutiva para as forças progressistas.

    O mais agravante é que a perspectiva não aponta melhoras. Pelo contrário. O Brasil está parado. O governo Bolsonaro se mantém no palanque e não diz para que veio, confirmando o que vinha sendo alertado pelo O Bancário: o presidente não tem um projeto para retomar o crescimento do país.

    Com a previsão de que o PIB (Produto Interno Bruto) feche 2019 em 2,01% e 2020 em 2,8%, o Brasil chegará a final da década com crescimento médio de 0,9% ao ano. Um cenário pior até do que a década de 80, conhecida como década perdida, mas que registrou crescimento de 1,6% ao ano.

     

    Fonte: bancariosbahia.org.br

  • A esquerda deve iniciar a corrida presidencial deste ano apresentando pelo menos quatro concorrentes: Lula, que deve ser confirmado como candidato do PT até o dia 15; Ciro Gomes, pelo PDT; Manuela D´Ávila, que teve sua candidatura oficializada nesta quarta (1/8) em Convenção Nacional do PCdoB e Guilherme Boulos, pelo PSOL.

    Este quadro, porém, pode mudar em função de movimentos que objetivam unificar as forças de oposição para garantir um lugar no segundo turno e derrotar as forças conservadoras e de direita, representadas por Alckmin, Bolsonaro e Marina, entre outros presidenciáveis.

    Tanto Lula quanto Ciro, Manuela e Boulos defendem a revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95 que congelou os investimentos públicos por 20 anos, sacrificando a saúde, a educação e o desenvolvimento nacional.

    Portal CTB

  • Teve início na manhã desta quarta (28), a 19º Reunião da Direção Nacional da CTB. Acompanhe a mesa de conjuntura com a ex-vice-prefeita Nádia Campeão e o ex-deputado federal e secretário de Relações Institucionais da CTB, Vicente Selistre.

    "Temos que nos preparar para fazer ainda mais política, com criatividade e de forma mais aguerrida. Também precisamos remodelar nossa atuação, mais política, mais debate, mais corpo a corpo com o povo. O momento nos cobra resistência e a trajetória daqui para frente cobra coragem, mas a esperança sempre foi revolucionária", afirmou Nádia Campeão, durante sua fala na abertura da reunião.

    Fortalecer a CTB

    Durante sua fala, Vicente Selistre, que também representa na reunião a Fundação João Mangabeira, falou sobre "a centralidade da unidade, resistência e ampla mobilização como linhas de fortalecimento da Central e, como consequência, da luta da classe trabalhadora. O tempo político é de grandes desafios, mas a trajetória da CTB até aqui construiu as bases sólidas, que pavimentarão a luta diária sem preder de vista nosso projeto".

    Assista a íntegra das palestras:

    Portal CTB

    *Atualizada às 11h58. 

  • A fórmula Alberto Fernández-Cristina Kirchner garante o voto kirchnerista e amplia o espectro de apoiadores

    *Por Mariano Vázquez

    **Tradução de Vinicius Sartorato

    Novamente, a ex-presidenta colocou toda sociedade argentina a falar dela. A natural apatia dos sábados se transformou em um dia de debate político, após o anúncio, por meio de suas redes sociais, de que ela apoiaria Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete, em uma chapa presidencial que pode por de joelhos Mauricio Macri.

    O eleitorado argentino estava dividido em terços. A saber, o mais fiel, o que segue Cristina Fernández de Kirchner; o que responde a Mauricio Macri; e um terceiro que agrupa a peronistas ortodoxos, a esquerda tradicional, independentes e setores instáveis. Com essa decisão, Cristina rompe essa tripolaridade, assume que sua figura divide o voto opositor e dá um aceno aos eleitores que não compactuam com ela nem com o atual presidente.

    Com essa decisão acabam as especulações se Cristina seria candidata. A resposta é sim, porém em um lugar impensado. E contra o anúncio clássico da história, a líder decide ocupar o lugar de copiloto e oferece a outro que comande o avião.

    A fórmula Alberto Fernández-Cristina Kirchner garante o voto kirchnerista e, por vez, amplia o espectro de apoiadores. A presença de Alberto Fernández golpeia as candidaturas do independente Roberto Lavagna e de Sergio Massa, peronista e ex-funcionário de Cristina, que seguramente terminará somando-se a esse campo político. Além disso, desafia a Alternativa Federal, o peronismo não-Kirchnerista, e obriga Cambiemos de Mauricio Macri a buscar uma nova estratégia eleitoral.

    Alberto Fernández possui todas as qualidades para afrontar esse caótico momento político: capacidade, pragmatismo, diálogo, relações. Foi chefe de gabinete de ministros (Casa Civil) nos governos de Néstor e Cristina Kirchner. Se distanciou, renunciou a seus cargos, voltou à planície, não deixou de construir e retornou como conselheiro principal de Cristina faz pouco mais de um ano.

    “Não tenho dúvidas, a situação do povo e do país é dramática. Trata-se de governar uma Argentina outra vez em ruínas. Mais que ganhar uma eleição, necessitamos de homens e mulheres que possam governar uma Argentina que se encontra em uma situação pior que em 2001”, disse a ex-presidenta em seu anúncio nas redes sociais.

    Sem dúvidas, Cristina também considerou a raiva por trás do ataque judicial-midiático que Lula e o PT sofreram no Brasil.

    Por último, Cristina Kirchner segue sendo a jogadora principal e dominante da política argentina. Ninguém pode deixar de falar de suas decisões, seja para elogiar ou contestar. Ninguém fica indiferente. É um terremoto.

    *Mariano Vásquez (@marianovazkez) é um jornalista argentino residente em Buenos Aires. Documentarista, possui experiência em temas políticos internacionais e laborais, tendo trabalhado por muitos anos na TV boliviana e em vários meios argentinos.

    **Vinicius Sartorato (@vinisartorato) é jornalista e sociólogo. Mestre em Políticas de Trabalho e Globalização pela Universidade de Kassel (Alemanha).

    Fonte: Forum

  • As centrais sindicais paraenses (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas), reunidas em Belém nesta segunda (03), na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/MTE/Pará, debateram o desenvolvimento do Estado, o mapa do emprego e as perspectivas do crescimento econômico e a distribuição de renda.

    O diretor técnico do DIEESE-PA, o economista Roberto Sena, apresentou os dados para subsidiar os debates os quais apontam que o estado segue com saldo positivo entre admitidos e demitidos, no entanto apresenta um déficit de 416 mil postos de trabalhos.

     Para Cleber Rezende, presidente da CTB/PA, a socialização das informações foi importante para “visualizarmos o processo de desenvolvimento regional, interno no Estado, as regiões promissoras e as principais áreas da geração de empregos e necessidades da formação e qualificação profissional no Pará”.

    Agenda

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    Representantes das centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas) no Pará.

    Durante o encontro as Centrais Sindicais definiram solicitar uma audiência com o governador eleito, Hélder Barbalho (MDB), para a apresentação da pauta e das proposições da classe trabalhadora paraense, focada no desenvolvimento, na geração de empregos e distribuição de renda, na valorização do funcionalismo público, na melhoria dos serviços prestados pelo Estado ao povo, na defesa da segurança pública e da intervenção do governador na defesa da estabilidade dos servidores públicos.

    CTB Pará

  • A Ford, multinacional estadunidense do automobilismo, acaba de anunciar a decisão de fechar ainda durante este ano a fábrica que instalou em São Bernardo do Campo, o que significa uma séria ameaça de desemprego para seus 2,8 mil trabalhadores e trabalhadoras.

    A CTB condena energicamente a intenção da multinacional, que pretende deixar de fabricar vários modelos de automóveis e caminhões na América Latina, e expresssa sua total solidariedade aos operários da empresa.

    O fechamento da planta tem um sentido particularmente perverso neste momento da nossa história, quando o mercado de trabalho brasileiro está combalido pelo desemprego em massa e uma crescente precarização dos contratos.

    O plano da Ford revela o caráter cruel das relações capitalistas de produção, todas elas estabelecidas para satisfazer os interesses dos proprietários. Os trabalhadores são usados para produzir lucro (mais-valia) e descartados como cascas de laranja no primeiro sinal de crise, sendo jogados no olho da rua e condenados ao desemprego.

    A CTB reitera seu apoio à luta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em defesa do emprego e da dignidade da classe trabalhadora. Esperamos que a multinacional reveja seus planos e leve em conta o sofrimento das famílias operárias.

    São Paulo, 19 de fevereiro de 2019

    Adilson Araújo, presidente da CTB

  • O clima de crise e desesperança avança no Brasil junto como desemprego e a precarização dos poucos postos de trabalho abertos pós-reforma trabalhista.

    Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, entre 2016 e 2017, foram encerrados no país mais de 2 milhões de postos de trabalho. O resultado é o maior desde o início da pesquisa em 1976, afirma o Insitituto.

    E fica pior. Ao avaliar o avanço do desemprego e o rebaixamento das vagas criadas, Nota Técnica do Dieese destaca que volume de empregos perdidos não será recuperado tão cedo, com o agravamento da política neoliberal. 

    O Dieese lembra que, sem trabalho formal, o que cresce é a informalidade.

    Dados do IBGE indicam que, hoje, mais de 37 milhões de brasileiros vivam do trabalho informal, com jornadas que muitas vezes ultrapassam 12 horas, para manter o mesmo padrão de vida de quem tem a carteira assinada. 

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Na sequência do recuo de 1,8% em setembro, a produção industrial praticamente não saiu do lugar em outubro, quando registrou um avanço de míseros 0,2%, estacionando num nível inferior ao verificado em abril deste ano. O resultado decepcionou os arautos do mercado, que esperavam um crescimento mais robusto, de pelo menos 1,2%, e é mais um sinal da fragilidade do processo de recuperação da recessão de 2015/2016, que sacrificou mais de 7% do PIB e foi a maior da nossa história.

    O desempenho anêmico do setor é originado por mais de um fator, além de traduzir o processo histórico de desindustrialização da economia nacional, iniciado em meados dos anos 80 do século passado no rastro da crise da dívida externa. Entre esses contam os efeitos da greve dos caminhoneiros em maio, quando a atividade do setor declinou 11%, e a crise na Argentina, que derrubou as exportações da indústria automobilística.

    A estagnação em outubro se dá no curso de três meses consecutivos de queda: -0,2% em julho, -0,7% em agosto e -,18% em setembro. Provavelmente a causa mais relevante do declínio, hoje, é a política econômica contracionista do governo golpista, que congelou os investimentos públicos por 20 anos, e o desemprego em massa, que reduz a renda e o consumo da classe trabalhadora.

    A indústria é o setor mais dinâmico da economia em qualquer país ou região do mundo. Foi graças à industrialização que a China se transformou na primeira potência econômica (comercial e financeira) do mundo. Em contrapartida, foram décadas de desindustrialização que promoveram a relativa decadência dos EUA e outras potências ocidentais. O desenvolvimento do Brasil não pode prescindir da valorização e fortalecimento da indústria nacional. Mas esta preocupação não está no radar da ideologia neoliberal que orienta tanto o governo Temer quando a futura gestão liderada por Bolsonaro e seu guru e superministro da Economia, Paulo Guedes.

  • Formatado unicamente para tocar a agenda ultraliberal, atender os interesses do grande capital e fortalecer a supremacia dos Estados Unidos no continente, o governo Bolsonaro continua espalhando miséria e medo entre os brasileiros. Somente no primeiro trimestre do ano, o desemprego aumentou 10,2%. É demais.

    Quer dizer, de janeiro a março mais 1,2 milhão de pessoas no Brasil passaram a engrossar o exército de desempregados. O número total de brasileiros e brasileiras sem emprego saltou para 13,4 milhões. É muita gente. A falta de confiança predomina em todos os setores da economia, com exceção do sistema financeiro, com lucros cada vez maiores.

    Os dados são do IBGE, que também indica um aumento de 5,6% na população subutilizada no mercado de trabalho, que hoje atinge 28,3 milhões de pessoas.

    A situação é altamente preocupante pois em um cenário economicamente tão desfavorável o governo acaba com o programa de valorização do salário mínimo, quer extinguir as férias, o 13º salário e o FGTS, além de impor uma reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria. Cenário sombrio.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • As perspectivas para a economia brasileira não são nada boas. A recessão continua, a estimativa de crescimento é pífia e o desemprego não para de crescer. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país tem 13,1 milhões de pessoas de fora do mercado de trabalho. Mas, o que está ruim, pode piorar.

    Mesmo com o cenário de "terra arrasada", o governo federal insiste em tentar empurrar a reforma da Previdência, que acaba com o direito à aposentadoria do trabalhador. Se aprovada, a proposta vai agravar o quadro. A previsão é de que a economia nacional perca R$ 87 bilhões por ano e, ao menos, 5 milhões fiquem desempregados em 10 anos.

    O PIB (Produto Interno Bruto) deve cair em 1 ponto percentual. A informação não é para causar terror. Mas, para alertar. Pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o trabalhador terá de contribuir por 40 anos ao INSS para ter direito ao valor integral da aposentadoria.

    Não é só isso, os benefícios previdenciários devem ser calculados sobre a média de 100% das contribuições, rebaixando ainda mais o valor final. O BPC (Benefício de Prestação Continuada) seria desvinculado do salário mínimo e não teria a correção monetária. Tudo isso causaria impacto na renda das famílias brasileiras, prejudicando o mercado interno.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • O Dieese lançou nesta quinta-feira (25) em São Paulo o Índice da Condição do Trabalho (ICT-Dieese), um indicador criado com o propósito de monitorar a condição dos trabalhadores e trabalhadoras do país, levando em conta o emprego, a renda e as relações contratuais.

    O índice varia entre 0 e 1, quanto maior melhor a condição do trabalhador, e é resultado da composição de três dimensões: ICT-Inserção Ocupacional (formalização do vínculo de trabalho, contribuição para a previdência, tempo de permanência no trabalho); ICT-Desocupação (desocupação e desalento, procura por trabalho há mais de cinco meses, desocupação e desalento dos responsáveis pelo domicílio) e ICT-Rendimento (rendimento por hora trabalhada; concentração dos rendimentos do trabalho).

    O indicador não define a condição ideal do trabalho, mas indica que quanto mais próximo o valor do índice estiver de 1, melhor a situação geral do mercado de trabalho e, quanto mais próximo de zero, pior. O ICT encerrou o último trimestre de 2018 em 0,36, um nível baixo, refletindo uma piora da condição de trabalho no Brasil em relação ao mesmo período do ano passado (0,39), embora com ligeiro avanço em relação ao trimestre anterior, que marcou 0,34.

    Conforme síntese divulgada pelo Dieese, “ao longo de 2018, aumentou o trabalho informal e houve pequena redução da desocupação, dentro da sazonalidade esperada, e crescimento da desigualdade nos rendimentos do trabalho. O ICT sintetizou esses resultados.

    “Na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2018, os indicadores apresentaram leve melhora, principalmente devido à redução da taxa de desocupação e ao aumento dos rendimentos médios. O tempo de procura por trabalho, entretanto, não se alterou. Também houve crescimento das ocupações desprotegidas.

    “Na comparação entre o quarto trimestre de 2017 e o de 2018, o ICT-DIEESE apontou que a condição do trabalho no Brasil piorou, com ampliação da desigualdade de rendimentos, ligeira alta do rendimento médio, crescimento do trabalho informal e do tempo de procura por trabalho.”

  • Tá osso viver no Brasil. A política de austeridade imposta pelo neoliberalismo tem feito o cidadão rebolar para pagar todos os boletos que chegam em casa. Não raro o trabalhador tem de escolher o que quitar. Quando não consegue sair do vermelho, é obrigado fazer cortes.

    O cenário ruim deixa o brasileiro mais estressado e angustiado. Sem oferta do mercado de trabalho realmente fica difícil pagar até as contas básicas, como energia e água. O pior é que não há perspectivas de melhoras. O desemprego bate níveis recordes. O país tem 13,1 milhões de pessoas sem trabalho, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Sem opção e tendo de sobreviver, milhões terminam na informalidade ou vivem fazendo bicos para conseguir um trocado. O problema é que nem sempre o dinheiro é o suficiente. Neste caso, só fazendo mágica para pagar todas as contas do mês.

    Não é a toa que o percentual de endividados não para de crescer. A taxa de famílias com dívidas chegou a 62,4% em março deste ano. Este é o maior patamar desde 2015, aponta a CNC (Confederação Nacional do Comércio).

    O cenário pessimista deveria preocupar o governo. Mas, não. Enquanto as pessoas se viram nos trinta, o Executivo segue sem apresentar uma proposta capaz de fazer o Brasil retomar o crescimento. Pelo contrário.

    Os projetos são para aumentar a informalidade, vender as empresas estatais, fundamentais para o desenvolvimento, cortar verbas da educação e saúde, dificultar os concursos públicos, por fim a política de valorização do salário mínimo e acabar com o direito à aposentadoria, com a reforma da Previdência. Nada capaz de amenizar o sofrimento do povo.

    Com informações de bancáriosbahia.org.br

  • Por falta de uma política eficaz do governo Bolsonaro, a economia brasileira patina. Com a elevação na taxa de desemprego no primeiro trimestre para 12,7%, 14 das 27 unidades da Federação apresentaram crescimento na desocupação. É o que aponta a PNAD-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Na passagem do último trimestre de 2018 para os três primeiros meses deste ano, os maiores avanços foram observados no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

    A pesquisa também mostrou a taxa de subutilização do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 estados. O índice médio foi de 25%.

    As maiores taxas foram registradas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). 

    Os maiores contingentes de desalentados, ou seja, quem desistiu de procurar emprego, no primeiro trimestre deste ano foram verificados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br