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Ter, Fev

Dia do Trabalhador

  • 1º de Maio de 2016

    A celebração do Dia Internacional do Trabalhador, 1º de Maio, em 2016, não aconteceu em clima de festa, mas de resistência e defesa da democracia.

    As atividades aconteceram por todo o Brasil em caráter de assembleia popular da classe trabalhadora, convocadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. A mobilização contra o golpe de Estado também se reafirmou nas bandeiras históricas dos trabalhadores, em prol de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.

  • 1º de Maio: ato em Barcelona, na Espanha, também grita contra o golpe de Estado no Brasil

    Os Jornalistas Livres mostram que o mundo realmente acordou par ao Brasil e mostram vídeo de ato em Barcelona, na Espanha, da Marcha de 1º de Maio, no qual manifestantes gritaram contra o golpe no Brasil.

    Organizado pelo coletivo Amigos da Democracia, o ato se iniciou na Praça Urquinaona e segue a caminho da Catedral de Barcelona com bandeiras e placas com dizeres como: "Parem o golpe no Brasil", "Não vai ter golpe" e "Fora Bolsonaro criminoso".

    Além de brasileiros, cubanos e idependentistas catalanes, a marcha também reuniu coletivos de vários países. 

     Vídeo Amigos da Democracia:

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • 200 mil comemoram 1º de Maio em SP; centrais falam em nova greve e ocupação de Brasília

    O Dia do Trabalhador de 2017, 1º de maio, foi dominado por um discurso fortemente contrário ao governo Temer e suas reformas. Em várias capitais do Brasil, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo demonstraram que não darão trégua a Michel Temer e sua camarilha golpista.

    O discurso mais recorrente foi o de comemoração à greve geral do dia 28 de abril, que paralisou 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em São Paulo, quase todo discurso incorporou essa grande vitória, de uma forma ou de outra, e escarneceu os assessores do Planalto por chamarem-na de “fracasso”. "Fracasso é o seu, Temer, é o golpe que você deu e já está indo por água abaixo!", bradou o coordenador-geral Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de cima do caminhão de som. "O senhor tem mais de 90% de rejeição e quer aprovar reformas infames!"

    Outro tema recorrente foi a pesquisa Datafolha divulgada durante o feriado, que revela que 7 em cada 10 brasileiros são contrários à reforma da Previdência. Entre os funcionários públicos, a rejeição chega a 83%. No Rio de Janeiro, um terceiro ponto importante foi a ação opressiva brutal da Polícia Militar durante a greve geral, quando membros da corporação atiraram bombas de gás diretamente no palco e feriram um organizador. O ferimento gravíssimo do estudante Mateus Ferreira dos Santos, quase morto pela PM de Goiânia, também gerou grande indignação.

    Veja também: as fotografias do Dia do Trabalhador em São Paulo

    Em Salvador, o ato transcorreu de forma positiva, com um pauta unitária entre CTB e mais seis centrais e as duas Frentes. O Farol da Barra tornou-se palco para discursos políticos inflamados e diversas apresentações culturais. Em Brasília, evento similar ocorreu nos arredores da Funart pela manhã, e em Fortaleza os sindicalistas se encontraram no Sindicato dos Bancários.

    Em São Paulo foi realizado o maior dos atos, com 200 mil pessoas, coordenado pela CTB, pela CUT e pela Intersindical. Entre os oradores estava o presidente da CTB, Adilson Araújo, que fez uma fala apaixonada sobre a necessidade de resistência nesse momento de reformas ultraliberais.

    “Este 1º de Maio acontece no centenário da primeira greve geral do Brasil, é um marco importante, sobretudo diante dos ataques de Michel Temer. A sociedade está convencida de que as ruas são o remédio para romper com o conservadorismo, e quer uma resposta para o caos social que se verificou após a instalação desse golpe contra o voto democrático e popular”, discorreu o presidente. “O caminho é fortalecer a construção unitária das centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Assim, a gente vai conseguir sacudir a poeira, dar a volta por cima e apresentar uma nova agenda para a sociedade”.

    “A sociedade reclama a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e nós não temos outra alternativa que seja dizer, em alto e bom som, ‘Fora, Temer!”, concluiu Adilson. Assista ao discurso completo:

    Tentativa de repressão do ato em SP

    Infelizmente, os organizadores do ato em São Paulo foram surpreendidos com a atitude truculenta e autoritária do prefeito da cidade, João Doria, que tentou mais de uma vez impedir o prosseguimento do ato. Conta o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves: “Foi muito difícil fazer esse ato acontecer, por intransigência do governo municipal, que acha que a Av. Paulista é uma das empresas dele. O prefeito impediu que nós fizéssemos o nosso ato, ou pelo menos tentou, chamou a polícia aqui, disse que ia guinchar o caminhão”.

    Onofre descreveu um comportamento ditatorial por parte da Prefeitura, nas primeiras horas da manhã. Doria teria mandado a PM cercar os organizadores, inclusive com motocicletas, forçando uma retirada total do vão do MASP. Os sindicatos resistiram, o que causou uma escalada de ameaças até a apreensão de todo o equipamento do ato, incluindo os caminhões. Finalmente, depois de três horas de tensão desnecessária, foi permitido que a manifestação acontecesse, mas a prefeitura impôs uma série de barreiras arbitrárias, inclusive impedindo os trios elétricos de descerem com a passeata a Av. da Consolação.

    O claro objetivo foi o de desarticular o ato.

    “Depois de muita luta, de muita resistência, nós conseguimos realizar o nosso ato. A Av. Paulista é do povo brasileiro, é dos trabalhadores, é dos trabalhadoras. E esta é uma festa importante, nós assistimos ao Brasil parar no dia 28, e isso é uma continuidade”, analisou Onofre. “É bem verdade que nós não temos nada para comemorar com esse governo, é bem verdade que nós não temos nada para dizer que ele fez para esse povo, mas temos que dizer que nós temos luta, organização e resistência. Essa é a marca, é isso que nós estamos fazendo aqui hoje, milhares de pessoas que vieram lutar pelos seus direitos”.

    Ouça a avaliação de Onofre:

    O ato terminou pacificamente na Praça da República, onde um outro trio elétrico aguardava os participantes com os artistas Emicida, Leci Brandão, MC Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, e Ilu Obá De Min. Alguns deles dedicaram a apresentação ao cantor Belchior, que morreu neste fim de semana.

    Planos para próximos atos

    Já nesta terça-feira (2), as centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. Calheiros já se declarou favorável a alterar a Reforma Trabalhista, chamando-a de “reforma de ouvidos moucos”.

    Depois, na quinta-feira (4), uma nova reunião entre as centrais decidirá sobre a possibilidade de preparar uma nova greve geral, ou uma ocupação em Brasília, que os propositores imaginam chegar até 100 mil pessoas. Tanto Adilson quanto Onofre afirmam que, apesar de ainda demandar muitos acertos, a CTB é favorável à realização de novos atos até que se instale um governo eleito de forma legítima.

    Portal CTB

  • CTB a luta é pra valer: este 1º de Maio promete ser o maior da história

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) presente no grande ato do 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com Lula e Dilma para fazer este Dia do Trabalhador o maior da história do Brasil.

    Trabalhadores e trabalhadoras contra o golpe de Estado em marcha para devolver o poder à direita entreguista, antinacional e antipopular. Em todo o país, a CTB leva sua brava militância para as ruas em defesa da democracia.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb

    A hora é essa. Às ruas para mostrar que o Brasil não é uma “república de bananas”. Se a classe trabalhadora não tomar as ruas para defender suas conquistas e a democracia, a coisa pode ficar muito pior.

    A CTB se mantém firme na luta e defende a unidade de todas as forças democráticas e populares do país para construir uma frente ampla contra o golpe e para fazer o Brasil avançar rumo ao país dos sonhos e do futuro com liberdade, justiça e igualdade. #CTBALutaÉPraValer.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb 1

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Joanne Mota

  • CTB-RJ participa de ato show do Dia do Trabalhador contra o golpe

    Uma homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que constróem esse Brasil e mais um palco de luta contra o Golpe e os retrocessos representados pelos golpistas e conspiradores, essa foi a tônica do ato show realizado pela Frente Brasil Popular (da qual a CTB-RJ faz parte) na Lapa, no último dia 29.

    A atividade foi marcada pela presença de diversas lideranças de partidos políticos de esquerda, das centrais sindicais (CTB e CUT), de importantes sindicatos, movimentos de juventudes e outros movimentos sociais que se inserem na luta pela democracia e pela ampliação de direitos.

    Após as falas das entidades presentes, houve uma apresentação do cantor Arlindo Cruz, para comemorar antecipadamente a importantíssima data do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. O presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, avaliou como sendo muito importante a atividade da última sexta-feira e reafirmou a luta contra o golpe e em defesa dos trabalhadores. 

    "Hoje, a Frente Brasil Popular do Rio de Janeiro faz o grande ato, nos arcos da lapa, em defesa e comemoração do Dia do Trabalhador. Ato que também é um símbolo de resistência da democracia e, fundamentalmente, em defesa dos direitos dos trabalhadores que o pretenso governo golpista já se assanha em retirar. Não vamos permitir! Não vai ter golpe! A luta só começou".

    Fonte: CTB-RJ

  • Em plenária, Frente Brasil Popular reafirma luta contra golpe e conclama participação no 1º de Maio

    Nesta quarta-feira (25), a Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sindicais e sociais, realizou nova plenária para deliberar sobre o próximos passos da luta contra o golpe. O evento aconteceu na cidade de São Paulo na quadra dos Sindicato dos Bancários de São Paulo, e teve na mesa a presidenta da UEE-SP, Flavia Stefanny; Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares; Orlando Silva, deputado federal pelo PCdoB; uma integrante da Marcha Mundial das Mulheres, e Emídio de Souza, do PT-SP.

    O primeiro discurso foi de Orlando Silva, que falou sobre a posição central do grupo na resistência ao impeachment. "O que nós construímos nesta semana é um indicativo forte de que nós não vamos desistir, da mesma forma como não desistimos na luta pelas escolas. Não é a primeira vez na história do Brasil que as elites afastam a Constituição para que a elite cumpra com seus interesses. Em um dos casos, levaram o Getúlio Vargas, no outro, afastaram pelas armas um presidente democraticamente eleito. Não é um golpe contra o PT, é um golpe contra todo o nosso projeto, e eles se utilizam de uma enorme máquina midiática, que tenta iludir o povo contra aqueles que o querem defender. Nesta fase, é fundamental que a gente aprofunde a denúncia contra o golpe e o que virá se o Michel Temer assumir a presidência. Eles escreveram o que querem implementar no Brasil, é a Ponte Para o Futuro! É aquele projeto dos anos 90, cujo Estado tem pouquíssimas funções e privatiza tudo o que existe de estrutura pública", disse. Fez uma breve análise, também, sobre os eventos semelhantes que ocorrem fora do Brasil: "Quero lembrar a todos aqui que o que acontece no Brasil é algo exclusivo do nosso país, mas de toda a América Latina. Essa luta não é apenas brasileira, mas dos os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo".

    Por fim, falou das batalhas a serem travadas num possível governo Temer: "Muitos deputados já estão, desde o ano passado, tentando reduzir os programas de proteção social como o Bolsa Família, que é uma conquista e uma proteção fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Eles querem universalizar também a terceirização e a flexibilização dos direitos trabalhistas, que será um imenso ataque aos trabalhadores. Mas esses aí que abraçaram o capeta conhecem agora o inferno da resistência popular, porque aqui no Brasil existem os movimentos organizados dos trabalhadores, dos estudantes, dos aposentados, das mulheres. Vamos lutar, e com muita energia, porque o que eles querem é criminalizar também os movimentos populares - no dia seguinte da votação do impeachment, já pediram uma CPI da Une e uma nova lei que flexibilize a contribuição sindical".

    O presidente do PT-SP falou sobre a estratégia de corpo-a-corpo que adotarão nas próximas semanas: "Nós precisamos cercar os golpistas até a votação no Senado, cobrar de cada um deles a postura de defesa da democracia. O Temer não aguentou um único dia de pressão, botou aqueles seguranças. Nós temos que cobrar especialmente a senadora Marta Suplicy, porque ela foi eleita por muitos dos que estão aqui, com o devido compromisso com a democracia. A nossa ação nas ruas, nos aeroportos, nas redes sociais tem que ser ainda mais intensa. A nossa unidade é o que tem encorajado as pessoas a irem às ruas e enfrentar a discussão. Nós temos que valorizar o papel dos artistas, dos intelectuais. Temos que reconhecer o público que se levantou durante a homenagem feita a Chico Buarque para dizer que não vai ter golpe, reconhecer o que o Zé de Abreu fez no Faustão. Porque o que vem depois disso, companheiros, é o ataque aos direitos individuais e civis e um ataque direto aos direitos dos trabalhadores". Fez também o devido reconhecimento do papel da Frente no combate pela democracia: "Estou satisfeito em dizer que o PT reconhece o papel da Frente Brasil Popular. Foram vocês que nos deram fôlego e capacidade de reação. Não tem preço o que está acontecendo aqui, e nós vamos enfrentar essa luta!".

    A Frente reafirmou que não aceitará o golpe tramado por forças antidemocráticas, antipopulares e antinacionais e conclamou os movimentos civis organizados a integrararem o tradicional 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista, a partir das 10h. A atividade deste ano terá um caráter de assembleia popular da classe trabalhadora, que tem se mobilizado contra o golpe em curso. Para isso, o ato será composto por um momento inter-religioso, seguido pelo político, com a presença de lideranças partidárias e dos movimentos sociais e sindical, e um outro momento com shows e atrações culturais.

    Estão confirmadas as participações de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Detonautas, Chico César e Luana Hansen. Também haverá feira gastronômica, unidades móveis de atendimento, atrações para as crianças e outros serviços à população.

    Serviço

    1º de Maio – Assembleia Popular da Classe Trabalhadora contra o Golpe, na Defesa da Democracia e Por Nossos Direitos

    Quando: Domingo (1º de Maio), a partir das 10h

    Onde: Vale do Anhangabaú, em São Paulo (metrô Anhangabaú ou São Bento)

  • Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo se reúnem na CTB para encaminhar resistência ao golpe

    Representantes da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo estiveram reunidos nesta quarta-feira (20), na sede da CTB nacional, em São Paulo, para decidir sobre os próximos passos do movimento de resistência ao golpe em marcha no Brasil.

    Com a presença do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, do presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Gilherme Boulos e de dezenas de representantes de diversas outras entidades, a reunião decidiu que os atos no Dia do Trabalhador - 1º de maio - serão unificados e de denúncia ao golpe que a direita tenta dar no país para atacar as conquistas da classe trabalhadora.

    "O objetivo é deixar claro que os trabalhadores e trabalhadoras não aceitam cortes em seus direitos e não reconhece nenhum governo que tome de assalto o poder, destituindo uma presidente eleita pelo voto popular", diz Adilson Araújo.

    Para ele, a resistência que tomou as ruas de todo o país, não pode parar. "Esse movimento tem que se fortalecer ainda mais e permanecer nas ruas para impedir retrocesso e fazer o Brasil avançar".

    Boulos questiona o que fazer diante de um "Congresso extremamente conservador como o que temos". Ele mesmo conclui que somente "nas ruas poderemos derrotar o golpe e impor uma agenda mais favorável aos trabalhadores".

    A reunião definiu a divulgação de uma declaração política conjunta das duas frentes para ser amplamente divulgada em todo o mundo, denunciando o golpe.

    Além disso, várias ações estão sendo planejadas, como bloqueio de estradas, panfletagens em grandes concentrações urbanas e todo o tipo de mobilização que possa mostrar que vai ter luta.

    "Neste 1º de maio, as duas frentes estarão mais uma vez juntas para construir unitariamente um Dia Nacional de Luta e mostrar aos senadores que nenhum governo ilegal e ilegítmo terá sossego neste país", afirma Adilson.

    Portal CTB

     

     

     

  • Livro que conta a história do 1º de Maio é relançado pelas centrais sindicais nesta segunda (19)

    Para comemorar os 130 anos do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, as seis maiores centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) se uniram para patrocinar o relançamento do livro “1º de Maio: cem anos de luta”, de José Luiz Del Roio, de 1986, e agora rebatizado com o título “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, com apresentação de João Guilherme Vargas Neto.

    “A luta secular da classe trabalhadora no mundo coleciona históricas cenas de resistência e importantes vitórias. Em maio deste ano completaram-se 130 anos da épica greve operária de Chicago (EUA) pela redução da jornada de trabalho a oito horas diárias. Brutalmente reprimida pelo governo da burguesia, a paralisação deu origem ao Dia Internacional do Trabalho e, desde 1886, é lembrada e homenageada em todo 1º de Maio”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    livro 1 demaio lancamento

    Roio conta que lhe foi pedido em 1986 para escrever “um texto simples explicando como havia surgido o 1º de Maio”. Mas ele fez um clássico da literatura do movimento sindical> Uma obra que apresenta a história da classe trabalhadora carregada de lutas, conquistas e também repressão e morte.

    No Brasil, o movimento sindical surge no início do século 20 com a industrialização do país, já uma República, em que vigorava a importação de mão de obra europeia, principalmente de italianos. O autor relata as dificuldades de organização dos trabalhadores e trabalhadoras em um país com cerca de 80% de analfabetos, onde a escravidão havia sido abolida poucos anos atrás.

    O Dia do Trabalhador foi instituído com muita luta no país. Até que a nascente burguesia resolveu cooptar e o 1º de Maio virou feriado nacional - em 26 de dezembro de 1924 - com o objetivo de festejar o trabalho e não refletir sobre ele, muito menos defender os direitos da classe trabalhadora.

    Por isso, “reeditar e divulgar a história do 1º de Maio é fundamental para a luta sindical. Através dela podemos saber das barbaridades às quais o trabalhador era, e ainda é, exposto”, revela Milton Cavalo, presidente do Centro de Memória Sindical.

    O 1º de Maio é “o dia em que, ano após ano, no Brasil, reiteramos e renovamos a luta da classe trabalhadora contra a exploração capitalista, pela igualdade entre todos os seres humanos, pelos direitos sociais, pelo desenvolvimento nacional com valorização do trabalho”, reforça Araújo.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Serviço

    Lançamento “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”

    Dia: 19 de setembro de 2016 (segunda-feira) | Horário: 17 horas
    Local: Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Rua Formosa, 99, São Paulo
    Autor: José Luiz Del Roio
    Editora: Centro de Memória Sindical - Edição: 2ª - Ano: 2016

  • Servidores estaduais unificam luta rumo à greve geral

    Diversas categorias de servidores públicos estaduais se reuniram ontem (25/04) pela manhã, no Palácio da Abolição, para uma Plenária Geral convocada pelo Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec). Na Plenária, as lideranças reforçaram a necessidade da realização de assembleias específicas para a construção de uma possível greve geral.

    Também foi definida a realização de uma nova Plenária na próxima quinta-feira, dia 28 de abril, quando as diversas categorias se reunirão novamente em frente ao Palácio da Abolição. O movimento deverá contar com a participação expressiva dos professores da rede estadual, que deflagraram greve por tempo indeterminado a partir de hoje.

    Com ampla cobertura da imprensa, o ato político visou fortalecer a mobilização dos servidores públicos e demonstrar, para o governo, a insatisfação dos trabalhadores com o adiamento dos debates acerca do reajuste salarial. Soma-se a isto o desrespeito à data base dos servidores, fixada por lei em 1º de janeiro.

    Os servidores estaduais pedem R$ 12,67% de recomposição, com o objetivo de repor a inflação do ano passado, de 10,67%, e agregar mais 2% para minimizar parte das perdas salariais acumuladas, já que o poder aquisitivo do funcionalismo público caiu 57% de 1999 a 2015.

    Encaminhamentos da Plenária Geral

    Os servidores dos 17 sindicatos e associações presentes na Plenária Geral, dentre eles o Sintaf, Sinduece, Sindetran e Sindisaúde, definiram os seguintes encaminhamentos:

    - Realização de assembleias específicas em cada sindicato, a fim de construir, em conjunto com as bases, a greve geral do serviço público estadual;

    - Realização de nova Plenária na quinta-feira, dia 28 de abril, às 9h, no Palácio da Abolição, com a participação expressiva dos professores da rede estadual;

    - Criação do Comitê em Defesa da Democracia e das Organizações dos Trabalhadores no âmbito do Fuaspec;

    - Participação nas atividades do dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, em defesa dos direitos trabalhistas, do serviço público e da democracia (as comemorações serão realizadas na Av. Leste Oeste, com concentração na Areninha do Pirambu, a partir das 8h. Em seguida haverá uma caminhada até o Cuca Che Guevara/Barra do Ceará, encerrando com ato político e cultural).

    - Participação do Fuaspec na Assembleia Geral da Sinduece, no dia 29 de abril, às 9h, no auditório da Uece (Campus do Itaperi).

    Fonte: Sindsaúde-CE