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Ter, Jun

Dia Internacional da Mulher

  • Milhares de mulheres trabalhadoras, estudantes, jovens e aposentadas se concentraram, a partir das 16 horas desta quarta-feira (8) para o ato do Dia Internacional da Mulher. A atividade, com o mote de “nenhuma a menos”, levantou bandeiras históricas do movimento feminista como a legalização do aborto, a igualdade de salários e oportunidades no mercado de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e bandeiras da atualidade política nacional como o combate à Reforma da Previdência do governo golpista e o “Fora Temer”.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Kátia Branco, fez uma avaliação da atividade para o Portal CTB RJ. “Avaliamos positivamente esse ato. Hoje é uma atividade com vários movimentos. Aqui, temos listados, 65 movimentos: todas as centrais sindicais, movimentos feministas, movimentos sociais, partidos. É um grande avanço para a luta das mulheres a construção desse grande ato unitário nesse 8 de março”, diz.

    Já a coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa sobre Emancipação da Mulher da União Brasileira de Mulheres (UBM), Ana Rocha, afirma que “esse 8 de março tem a marca da resistência das mulheres contra a crise, em defesa da aposentadoria e dos direitos das mulheres. Esse 8 de março tem a marca da retomada da luta das trabalhadoras contra a exploração capitalista e para uma atenção maior para a vida, para o trabalho e para os espaços de poder para as mulheres.”

    mulheres rj 2017

    A atividade foi organizada por diversas atividades e teve uma massiva presença das trabalhadoras e de segmentos da juventude. A diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Graziele Monteiro, comentou acerca da luta das mulheres com exclusividade ao Portal CTB RJ. “No 8 de março, nós, mulheres, vamos às ruas pela luta pelos nossos direitos. Todos os direitos que conquistamos, ao longo da história, foi através de muita mobilização e luta na rua. E agora não vai ser diferente. Nossos direitos estão ameaçados com a Reforma da Previdência, por exemplo, que não leva em consideração a nossa dupla jornada de trabalho. Nós trabalhamos em casa e trabalhamos na vida pública, em nossos empregos. Isso faz com que a gente precise, de fato, de menos tempo de trabalho. De se aposentar com uma idade menor. Isso não é não pedir direitos iguais, é pedir direitos iguais respeitando as nossas diferenças”, conclui.

    Fonte: CTB-RJ

  • O Mapa da Violência 2015 constatou que entre os anos de 2003 e 2013, o assassinato de mulheres negras aumentou 54,2% no Brasil. “O fato mostra a necessidade de se fazer o recorte racial até nas comemorações do 8 de março (Dia Internacional da Mulher)”, afirma Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Segundo a sindicalista, os índices alarmantes de violência contra as mulheres negras mostram que estão ocorrendo mais denúncias. “A nossa dor antes era invisível, começou a ganhar visibilidade na última década”.

    Além do crescimento de 54% de assassinatos em 10 anos, o Ministério da Saúde verificou que mais de 59% dos registros de violência doméstica no Ligue 180 foram feitos por mulheres negras em 2015. 

    Elas são as maiores vítimas também da mortalidade materna (53,6%) e de violência obstétrica (66%), segundo levantamento da Fiocruz em 2014. Já o Dossiê Mulher 2015 mostra que mais de 56% das vítimas de estupro no Rio de Janeiro são negras.

    De acordo com Custódio, isso ocorre porque uma larga porcentagem das mulheres negras vivem em condições de vulnerabilidade. "Sem a presença do Estado e de políticas públicas”. Ela explica ainda que embora tenham ocorrido melhorias, a situação ainda é difícil.

    Assista vídeo do Instituto Patrícia Galvão 

    Segundo Cardoso, com as políticas públicas criadas nos governos Lula e Dilma, as mulheres negras buscaram mais estudo para aprimorar-se e ter melhores oportunidades de vida.

    “As estatísticas comprovam que as mulheres passaram a estudar e se dedicar mais no aprimoramento profissional. As negras sabiam que tinham de ir ainda mais fundo para ter alguma possibilidade de condições iguais no mercado”, conta.

    Mas os salários não subiram. As mulheres negras ainda enfrentam mais dificuldades para se recolocarem no mercado de trabalho e sofrem mais discriminação.

    “O movimento sindical precisa acordar para essa disparidade e encampar para valer as lutas por igualdade de gênero e raça”. Elas ganham 40% a menos do que o homem branco, seus filhos morrem muito jovens e de forma violenta e sofrem por não poderem fazer nada.

    "E por tudo isso, estaremos nas ruas lutando pela igualdade de gênero e racial. Queremos pôr fim ao esmagamento diário do qual somos vítimas”, afirma a sindicalista. A campanha das mulheres corre o mundo e elas prometem parar no dia 8 contra a violência e as reformas da previdência e trabalhista.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: www.silviacerqueira.com.br

     

  • Na sexta-feira (3), o Portal CTB selecionou oito canções do rico repertório da música popular brasileira para homenagear as mulheres pelo 8 de março – Dia Internacional da Mulher (veja aqui). Agora repete a dose para atender a inúmeros pedidos. Nas duas publicações são 16 canções da mais fina flor da MPB.

    O cancioneiro brasileiro sempre encantou o imaginário popular, com profunda ligação aos temas candentes da sociedade. As questões da mulher não fogem à regra e fazem parte da nossa música com intrínseca ligação entre os anseios femininos de igualdade, liberdade e justiça.

    A temática evolui conforme ocorre evolução da luta emancipacionista promovida pelas feministas, que não nasceu hoje, tem história. Mas a MPB acompanha com muita poesia cantada como só os poetas conseguem vislumbrar.

    Essas canções ajudam mulheres e homens a construir o mundo novo, onde ninguém precise viver com medo de nada.

    Deleite-se com essas pérolas. E não seja moderada:

    Desinibida (Tulipa Ruiz e Tomás Cunha Ferreira) 

    A Mulher do Fim do Mundo (Alice Coutinho e Romulo Fróes)  

    Eu Sou Neguinha? (Caetano Veloso)  

    Cor de Rosa Choque (Rita Lee e Roberto de Carvalho)  

    Eduardo e Mônica (Renato Russo) 

    Lei Maria da Penha (Luana Hansen e Drika Ferreira) 

    Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo) 

    Explode Coração (Gonzaguinha) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • A atriz Lívia La Gatta, dona da personagem Consuelo, dá dicas de como as mulheres podem contribuir para a economia brasileira sair da crise. De maneira irônica, ela mostra como o discurso do presidente Michel Temer no Dia Internacional da Mulher, contribuiu para isso.

    Acompanhe as fundamentais dicas de Consuelo: 

    Já a estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro, que se destacou no ano passado em discurso histórico na Assembleia Legislativa do Paraná sobre a ocupação de escolas e a luta pela educação pública, convoca as pessoas para participarem do Dia Nacional de Luta, na quarta-feira (15).

    Assista à convocação da jovem Ana Júlia Ribeiro: 

    Vídeo dos Jornalistas Livres conta com diversos depoimentos de mulheres atacando o discurso provocativo do presidente golpista na quarta-feira (8). “Temer, migo, seu louco! Eu poderia falar horas sobre todas as engenheiras, cientistas, tecnólogas do Brasil, todas as mulheres maravilhosas que romperam barreiras há séculos”, disse a jornalista Marina.

    Veja e reflita sobre o recado que as mulheres dão a Temer: 

    Para fazer compras aproveite as ofertas somente para as mulheres, do Supermercado Temer's. "Eu não sei o preço, mas a Marcela sabe".

    Assista o vídeo de Vozdobrasil Chicolobo: 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal de Salvador realizou na manhã desta sexta-feira (17), no Plenário Cosme de Farias um debate com o tema “Políticas Públicas para Mulheres em Salvador”.

    O evento teve como objetivo debater ações de combate à violência, a participação da mulher no mercado de trabalho e fortalecimento dos movimentos em defesa da igualdade.

    De acordo com levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil, mais de cinco sofrem violência sexual por hora no país. Além disso, o Ministério da Saúde informa que em média 13 mulheres foram assassinadas por dia em 2016.

    Já os atendimentos do serviço 180 aumentaram 51,3%, passando de 9.024 em 2015 para 1.133.345 no ano passado, sendo que 60,53% das vítimas registradas na central são mulheres negras.

    Participou da sessão a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, e a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Taissa Gama; além de representantes dos movimentos de promoção dos direitos e empoderamento feminino.

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    Denúncias de abuso sexual no transporte coletivo em São Paulo aumentaram 850% em 3 anos

    Fonte: CTB-BA

  • O Portal Catarinas (catarinas.info) denunciou no mês passado, que uma mulher de 26 anos procurou o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba com sequelas de um aborto mal feito e acabou sendo encaminhada à prisão onde permaneceu por três dias (leia mais aqui).

    No Mês da Mulher, devido ao 8 de março - Dia Internacional da Mulher - “uma das questões que mais aflige o movimento feminista brasileiro, diz respeito ao aborto ainda ser ilegal no país. Para piorar, o Congresso ultraconservador quer proibir a interrupção da gravidez sob qualquer circunstância”, explica Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Atualmente a legislação brasileira admite o aborto em três condições. Quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher, é resultante de estupro e se houver diagnóstico de anencefalia fetal.

    Já a secretária da Saúde e do Trabalho da CTB, Elgiane Lago afirma que é por esse tipo de discriminação e humilhação por que passa a mulher pobre que “o aborto deve ser legalizado. Assim, essa jovem não precisaria passar por essa situação. Um bebê não é materializado apenas pela mulher e por que só a mulher é responsável?”

    Ela aposta “que o médico não perguntou sobre o pai da criança, mas foi logo condenando a mulher”. Lago reforça a necessidade de união das mulheres “para evitar a perda de conquistas importantes para nossa vida ser melhor”.

    Pereira concorda com ela e diz que os profissionais de medicina não podem se arvorar em juízes. “A função dos profissionais de saúde é tratar de seus pacientes. Não julgar e muito menos condenar. Esse profissional feriu a ética médica ao quebrar o sigilo de sua paciente, deve responder por isso ou o hospital se comprometerá com essa postura ilícita”.

    A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), feita pelo Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, em 2010, mostra que uma em cada cinco brasileiras já realizou aborto. Além disso, descobre que a mulher que aborta é casada, religiosa, tem filhos e costuma ser forçada a responsabilizar-se sozinha por sua decisão.

    “A prática do aborto é considerada crime no Brasil, mas o atendimento humanizado e sigiloso é um direito. Mulheres que chegam ao hospital público com complicações de uma interrupção – voluntária ou não – da gravidez também devem ter garantido esse atendimento, conforme prevê a Norma Técnica do Ministério da Saúde ‘Atenção Humanizada ao Abortamento’. O hospital abriu sindicância para investigar se houve quebra de sigilo, que além de ser crime viola o código de ética dos profissionais de saúde”, informa o Catarinas.

    De acordo com a reportagem, “o delegado disse que a denúncia foi feita por um enfermeiro que ligou para a polícia. Se houver confirmação, vamos pedir a abertura de processo ético-disciplinar no Coren-PR (Conselho Regional de Enfermagem do Paraná)”, afirma a assessora executiva Maria Goretti Lopes.

    Já a advogada Beatriz Galli, integrante do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem Brasil), disse ao Catarinas que a quebra de sigilo profissional é crime, previsto no artigo 154 do Código Penal, e desrespeita a regra de atendimento às mulheres em situação de abortamento.

    Para Lago, não é mais possível que as mulheres sejam punidas quando decidem interromper uma gravidez. “Num país onde milhares de mulheres são estupradas todos anos, a violência doméstica atinge outras milhares todos os dias e quem deveria tratar de uma mulher adoecida, a envia para a cadeia”. 

    Conheça outras histórias pelo site somostodasclandestinas.milharal.org

    A secretária da Mulher Trabalhadora, Pereira, chega à conclusão de que além de "tomarmos as ruas neste dia 8 para combater as reformas da previdência e trabalhista, é necessário dar um basta às inúmeras discriminações que as mulheres vêm sofrendo cotidianamente em todos os setores, inclusive na saúde, principalmente após a tomada de poder pelo golpistas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Portal Catarinas

  • A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (Fetaema) convida as trabalhadoras e os trabalhadores rurais para participarem dos protestos desta quarta-feira (8) – Dia Internacional da Mulher em todo o estado.

    “Ocuparemos as ruas para protestar contra a reforma da previdência, porque ela penaliza a classe trabalhadora, com muita ênfase à agricultura familiar. Mas nós mulheres somos as mais prejudicadas”, diz Rosmari Malheiros, secretária-geral da Fetaema.

    Pela ampliação dos direitos conquistados, a Fetaema realiza manifestações em suas 10 regionais sindicais, com a participação massiva dos trabalhadores e trabalhadoras rurais filiados aos 2.014 sindicatos associados à federação. “Chamamos nosso ato de ‘O Dia D de Mobilização contra a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência”, explica Malheiros.

    De acordo com ela, as mulheres são as mais prejudicadas porque “somos nós que sabemos o preço do feijão, do leite, do material escolar, da roupa das crianças”. Ela afirma ainda que uma trabalhadora rural se aposentar aos 65 anos de idade é um disparate, porque a nossa jornada já é extensiva e ainda temos que cuidar da casa e dos filhos”.

    Saiba onde será a manifestação da sua região e participe:

    1) Baixada Oriental: São Luís (Estiva).
    2) Alto Turi: Santa Luzia do Paruá.
    3) Pindaré: Estaca Zero.
    4) Baixada Maranhense: Estrada de Pinheiro.
    5) Médio Sertão: BR 316 (Saída de São João do Sóter).
    6) Sul: Balsas.
    7) Baixo Parnaíba: Palestina.
    8) Tocantina: BR 010 (Estrada da Cidelândia).
    9) Mearim: Caxuxa.
    10) Cocais: Presidente Dutra.

    Portal CTB

  • Desde às 4h30, mais de 50 mil trabalhadoras rurais, ligadas à Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (Fetaema), protestam contra as reformas da previdência e trabalhista.

    Além dessas bandeiras, as trabalhadoras defendem a agricultura familiar e o combate à violência contra a mulher. “Este 8 de março tem um sabor diferente. É o primeiro após a deposição da presidenta Dilma. Isso nos faz sair às ruas para defender nossas conquistas”, diz Rosmari Malheiros, secretária-geral da Fetaema.

    Para a sindicalista, as mulheres estão cada dia mais presentes na defesa da democracia porque “somos nós que sentimos primeiro os efeitos da crise e os cortes de verbas nos setores sociais”. Ela acredita que o descaso com os programas sociais está “devolvendo à pobreza um número muito grande de famílias e as mulheres são as que mais sofrem”.

    ctb ma 8 de marco 2017

    Já o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA), Joel Nascimento afirma que a central apoia integralmente as trabalhadoras que defendem a igualdade de gênero e lutam pelos seus direitos.

    “O Dia Internacional da Mulher é uma data histórica e de luta. As mulheres brasileiras estão perdendo muitas conquistas com esse governo golpista. Nós da CTB estamos juntos com as mulheres na campanha pela igualdade de direitos”, diz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da Fetaema

  • “Mais uma vez estamos nas ruas da maior cidade do país neste histórico 8 de março para defender nossos direitos e barrar as reformas da previdência e trabalhista que trazem tantos prejuízos às mulheres trabalhadoras”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A animação da dirigente da CTB-SP tem motivos. Juntamente com mulhres de pelo menso 40 países, cerca de 50 mil mulheres marcharam pelas ruas da capital paulista contra as reformas do governo Temer e contra a violência.

    “Não podemos mais ficar caladas diante tantos estupros e assassinatos. O Brasil é o quinto país mais violento com as mulheres e isso tem que acabar”, reforça Bitencourt. “Precisamos estar permanentemente nas ruas pela democracia, que é a melhor forma de avançarmos no processo civilizacional”.

    Durante a caminhada, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que as mulheres jovens não sairão das ruas até o restabelecimento da ordem democrática.

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres: 

    “Queremos ter aposentadoria no futuro e trabalho digno agora. Queremos também uma educação pública de qualidade, que contribua para a construção de uma sociedade mais justa e igual”, diz. Por isso, “defendemos uma reforma do ensino que contemple a juventude e os profissionais da educação. Não aceitaremos que privatizem nossas escolas”.

    O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, afirma que a central tem a igualdade de gênero como um de seus pilares. "O sindicalismo classista combate a exploração do trabalho assalariado e todas as formas de opressão. Dessa forma, a luta emancipacionista das mulheres contribui decisivamente para a construção de uma sociedade livre, democrática e iguatária e deve ter todo o apoio dos homens".

    Com as mulheres negras e indígenas à frente da marcha, que saiu das Praça da Sé, a passeata parou em frente ao posto do INSS na rua Xavier de Toledo para mostrar que as trabalhadoras e as jovens não aceitam a retirada de direitos. “Aposentadoria fica, Temer sai” Foi a palavra de ordem mais utilizada.

    Acompanhe as fotos da manifestação aqui.

    Já a secretária da Mulher do Sindicato dos Correios de São Paulo, Arlete Miranda (afastada para tratamento de saúde) reclama que o “Congresso e o governo Temer querem retroceder em muitas décadas na questão dos direitos trabalhistas, mas principalmente tirando conquistas das mulheres, que sempre são as mais prejudicadas.

    A passeata se encerrou após o encontro com as professoras e professores que estavam em assembleia no Vão do Masp, na avenida Paulista e outros grupos de mulheres que se juntaram para mostrar que não aceitam mais serem discriminadas e violentadas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Renato Bazan

  • Foto: Mídia Ninja

    Mais de 2 mil feministas marcharam pelas ruas da capital catarinense, Florianópolis, pelo fim da violência contra as mulheres e contra as reformas da previdência e trabalhista do governo Temer. “A CTB-SC (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Santa Catarina) apoia integralmente a campanha das mulheres por igualdade de direitos e por uma vida sem medo”, diz Raquel Guisoni, dirigente da estadual da central.

    Ela explica que a central classista defende os direitos da classe trabalhadora e “combate toda e qualquer forma de discriminação e injustiças”. As manifestações em Florianópolis começaram logo cedo às 6h30 com panfletagem nos pontos de maior movimentação.

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    Às 13h teve início a concentração e ato em frente ao prédio do INSS da rua Felipe Schmidt no centro. Mais uma vez a palavra de ordem “Aposentadoria fica, Temer sai” prevaleceu. Além de gritarem em alto e bom som que “não aceitamos mais serem tratadas como erma no século 19”, reforça.

    Com a presença de mais de 2 mil mulheres, a marcha iniciou sua marcha ás 19h, “com muito boa recepção a nossa caminhada mostrou a força e a alegria das mulheres que sempre estiveram à frente das principais campanhas pela igualdade”.

    As manifestantes bloquearam alguns pontos da capital. Mantendo firme o slogan que levou milhares de mulheres às ruas de pelo menos 40 países. A ativista do movimento feminista Angela Albino marcou presença na marcha.

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    “É muito importante ver as mulheres mobilizadas e nas ruas para defender seus direitos e combater os retrocessos contra a classe trabalhadora em pauta no Congresso Nacional. Estão acabando com todos os nossos direitos, além de liquidar a educação e a saúde públicas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações de Anderlize Abreu

  • Mais uma vez o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga pesquisa onde comprova que a mulher trabalha 7h30, por semana, a mais que os homens. Além disso, os salários femininos são cerca de 30% menores do que o dos homens.

    De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as manifestações deste 8 de março – Dia Internacional da Mulher – marcarão a força de mais da metade da população brasileira. Ela ataca a reforma da previdência.

    “Somente no dia em que houver igualdade de gênero no país, no mundo do trabalho, nas instituições públicas e privadas, no Congresso e na família é que se poderá pensar em igualar o tempo de contribuição para a aposentadoria entre os sexos”, diz. Pereira cita também o projeto de lei que escancara a terceirização e precariza ainda mais o trabalho da mulher.

    “Os governantes e os parlamentares deveriam se ater aos textos constitucionais contra a discriminação, em vez de procurarem aumentar o foço entre os gêneros”. Ela afirma que recaem ainda sobre as mulheres as responsabilidades de cuidar da família, dos filhos e os afazeres domésticos".

    A sindicalista comenta também a questão do assédio moral e sexual. "Nós somos assediadas desde o momento em que pisamos na rua, no transporte coletivo, no trabalho e muitas vezes até dentro de casa", reforça.

    Tarefas domésticas

    Ela se refere à informação de que 90% das mulheres declararam ao IBGE exercer trabalho não remunerado, ou seja, atividades domésticas. Segundo o levantamento, em 2015, 40% dos lares brasileiros eram chefiados por mulheres, 34% deles sem a presença do cônjuge. Em 2000, 24,9% das famílias eram chefiadas por mulheres.

    Os dados revelados pelo IBGE mostram o dilema que as mulheres vivem na sociedade brasileira. “Nós trabalhamos mais, ganhamos menos, temos mais responsabilidades e sofremos mais discriminações”, afirma Pereira.

    Assista a menina Helena Prestes Lopes, bisneta de Luís Carlos Prestes 

    Contra a violência

    Ela lembra também que a campanha deste ano do 8 de março “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”, protesta contra a violência a qual as mulheres são vítimas constantemente.

    No Brasil, são denunciados cerca de 50 mil estupros anualmente. E estima-se que apenas 10% das vítimas denunciem. A cada 11 minutos uma mulher é vítima de violência doméstica e milhares são assassinadas todos os anos pelo fato de serem mulheres.

    “Se com as políticas públicas da última década, a violência contra a mulher continua alarmante, os estupros crescem dia a dia, o feminicídio também, imagine com um governo que abandona as políticas de proteção às mulheres e se recusa a debater as questões de gênero”, questiona.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reforma da previdência vai impactar ainda mais a vida da mulher. “Carregamos conosco a responsabilidade pela maternidade e pela família. Os homens têm apenas 5 dias de licença paternidade, podendo chegar a 20 dias, se a empresa aderir ao programa Empresa Cidadã”. Mas ela garante que pouquíssimas aderiram.

    Aborto legal

    Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que pode levar à legalização do aborto. “Essa questão começa desde a imposição que se tenta impor sobre que tipo de roupa a mulher deve vestir”, diz.

    “Aí parte para o poder de decisão sobre o próprio corpo. Querem decidir por nós o que devemos fazer com os nossos corpos e isso é inconcebível”. Para ela, a luta pela legalização do aborto é centenária e precisa levar em consideração o direito de a mulher decidir e a questão da saúde pública.

    “A decisão pela interrupção da gravidez deve ser tomada pelo casal, mas em geral, as mulheres decidem sozinhas e arcam com tudo. A sociedade só faz é condenar sem levar em conta as condições de vida da mulher”, afirma Pereira. "É um crime contra os direitos humanos o que as mulheres pobres sofrem em clínicas de aborto clandestinas".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: O barato de Floripa

  • No primeiro Dia Internacional da Mulher – 8 de março – depois do golpe à democracia brasileira com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras prometem sair às ruas para pôr fim à violência de gênero e os retrocessos do governo Temer.

    As mulheres prometem cruzar os braços, pelo mundo afora, contra a cultura do estupro e todas as formas de discriminação de gênero. O slogan usado já diz tudo: “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

    De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “já passa da hora de dar um basta. Todas juntas podemos derrotar o machismo que nos oprime e construir um mundo onde predomine a justiça e a igualdade”.

    A CTB defende a equidade para avançar à igualdade nas questões de gênero. Entre as principais bandeiras que tremulam na campanha feminista deste ano está o combate às reformas da previdência e trabalhista (saiba mais aqui).

    Assista depoimento da atriz Sonia Braga aos Jornalistas Livres: 

    As mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a se recolocarem no mercado de trabalho. Além disso, “trabalhamos horas a mais que os homens todas as semanas, temos que dar conta de casa e dos filhos, geralmente sem apoio de ninguém”, reforça Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    A situação das mulheres negras é ainda mais degradante, informa Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Trabalhamos em situação mais precarizada, em serviços de menores salários e ainda moramos mais longe, em situação de vulnerabilidade total”.

    Tristemente, o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres. “A cultura do estupro mata milhares todos os anos, grande parte constituída de meninas, com menos de 14 anos e dentro de casa, por pessoas conhecidas ou da família”, diz Lenir Fanton, secretária da Saúde da CTB-RS.

    Confira explicação da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila sobre a reforma da previdência: 

    “É muito importante que a CTB e as demais centrais sindicais definam como prioridade a bandeira da igualdade de gênero para que as mulheres, que constituem 52% da população do país possam viver em paz, em segurança e possa realizar-se plenamente como ser humano”, defende Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES.

    Por isso, “levaremos para as manifestações em todo o país, além da denúncia da perversidade das reformas do Temer, a necessidade de termos mais mulheres na política para asvançarmos nas conquistas dos últimos anos. Políticas públicas abandonadas pelo governo golpista”, sintetiza Pereira.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira (8), centrais sindicais e representantes de movimentos sociais promoveram diversas manifestações pelo país durante todo o dia.

    Em Salvador, mulheres, homens, jovens, crianças e idosos saíram do Campo Grande, no centro da cidade, em direção ao bairro do comércio, com faixas e cartazes com dizeres como "Mulheres na rua contra a reforma da previdência. Diga não à violência contra a mulher”.

    Várias entidades defenderam uma reforma política democrática com igualdade de gênero, protestaram contra a reforma da Previdência, a violência, o racismo, e a luta contra a retirada de direitos.

    Durante a macha a percussão dos tambores femininos deram o tom às canções de resistência da mulher. " Mulheres unidas jamais serão vencidas. Ôh abre-alas que as mulheres vão passar”. Diz uma das canções que as mulheres cantaram durante o ato.

    Em sua fala a vice-presidenta da CTB-BA, Rosa de Souza disse que as mulheres continuam no processo de serem secundarizadas. “Continuamos na briga pela igualdade e oportunidade no mercado de trabalho, a equiparação salarial, as mesmas condições nos cargos de chefia, são bandeiras importantes que temos que defender não só hoje no dia internacional da mulher e sim todos os dias”.

    Rosa disse também que neste dia as mulheres trabalhadoras não se unem só para celebrar a data e sim para defender a democracia. “Não vamos aceitar esse golpe, não admitimos uma reforma na Previdência que seja contra a vida da sociedade, em especial contra a vida das mulheres. Esse governo golpista desconsidera a realidade das mulheres em nosso país, nas triplas jornadas de trabalho”, concluiu.

    Fonte: CTB-BA

  • A mulher sempre esteve presente em todos os gêneros que fazem parte do cancioneiro popular do país. Algumas autoras e alguns autores conseguiram captar o universo da alma feminina de maneira singular e com rara beleza encantam os ouvidos mais exigentes. Neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher - vá para as ruas defender a igualde de direitos e impedir os retrocessos, mas cante conosco a força da mulher brasileira.

    As oito canções selecionadas versam sobre separação, amor, sexo, violência, mulheres negras, que sofrem dupla discriminação. Mostram com certa acidez, mas com muita candura, que toda mulher quer amar, ser livre e viver sem medo.

    Inclusive a lista contém o hino das feministas brasileiras "Maria, Maria".

    Aprecie sem nenhuma moderação, mergulhe fundo:

    100% Feminista (MC Carol e Carol Conka) 

    Olhos nos Olhos (Chico Buarque) 

    Malandragem (Cazuza e Frejat) 

    Coisas do Mundo Minha Nega (Paulinho da Viola) 

    Acreditar (Dona Ivone Lara) 

    Mulheres Negras (Yzalú) 

    Beija Eu (Marisa Monte e Arnaldo Antunes) 

    Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Dia Internacional da Mulher – 8 de Março – será lembrado, em Aracaju (SE), em um ato com o tema Aposentadoria fica, Temer sai – Pela Vida das Mulheres!, promovido pela União Brasileira de Mulheres de Sergipe (UBM-SE), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetase) e UJS. As sergipanas participarão de uma aula pública no auditório do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), às 8 horas, e, em seguida, sairão em caminhada pelas principais ruas do Centro comercial da capital até à Praça General Valadão.

    “A reforma da Previdência do governo Temer atinge mais as mulheres. Ela amplia a jornada de trabalho no campo e na cidade, e aumenta a idade para aposentadoria. Precisamos dizer não ao fim da aposentadoria”, afirma Maria de Lourdes Pereira, integrante da coordenação da UBM-SE. Para ela, está claro que o Governo Temer quer acabar com a aposentadoria a que as trabalhadoras e os trabalhadores rurais e urbanos têm direito.

    Por isso, as direções das entidades optaram pela realização de um aula pública sobre os aspectos jurídicos da Reforma da Previdência e o impacto dessa na vida da mulher e da jovem do campo e da cidade. Segundo Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, a reforma é uma agressão violenta aos direitos da mulher.

    “Violenta com requintes de crueldade. Nós, mulheres sindicalistas, temos que compreender que a tarefa de denunciar esse caráter da reforma é tão importante quanto à luta sindical diária. É uma luta pelo direito à vida, à dignidade no trabalho, à aposentadoria”, salienta. A secretária da CTB Nacional enfatiza que o governo quer que a mulher tenha igualdade com o homem na aposentadoria, mas, ao longo da história, essa mesma mulher é tratada desigualmente pela sociedade. “Recebe menos que os homens quando desempenha a mesma função e trabalha muito mais”, diz.

    Além da reforma da Previdência, outros temas serão debatidos na aula pública, a exemplo da questão da violência contra a mulher e a importância da participação da mulher na política e no sindicato. Entre os palestrantes estão os advogados Valdilene Martins e Thiago D’Ávila Fernandes Fontes. Maria de Lourdes, da UBM, enfatiza que a violência contra a mulher está banalizada e, ao invés de combatê-la, o governo desmontou o ministério que produzia as políticas públicas para as mulheres.

    “Nós ainda vivemos em uma sociedade machista, patriarcal e conservadora e, apesar de sermos maioria, não temos esse reconhecimento. Portanto, devemos nos posicionar de forma clara contra essa reforma que penaliza as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Vamos dizer não à redução de recursos para a saúde e a educação; não ao machismo, à homofobia e à violência contra a mulher”, enfatiza.

    Niúra Belfort - CTB-SE