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Seg, Maio

Dia Internacional de Solidariedade à Venezuela

  • A Frente Brasil Popular (FBP) fez uma reunião nesta segunda-feira (14) na sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em São Paulo. A proposta é definir o calendário de lutas, visando fortalecer a resistência às reformas do governo ilegítimo de Michel Temer.

    A CTB foi representada pelo diretor da Executiva Nacional Eduardo Navarro e pelo secretário de Políticas Sociais, Carlos Rogério Nunes. “É fundamental manter a chama da resistência firme e forte para barrarmos esse golpe que está liquidando com os direitos da classe trabalhadora”, diz Nunes.

    Calendário de Lutas:

    Jornada de Lutas da Juventude Brasileira - de 14 a 18 de agosto

    A FBP se incorpora à jornada de Lutas da Juventude Brasileira que está a todo vapor em defesa da educação pública e gratuita, pelo Fora Temer e por Diretas Já. A quinta-feira (17) ficou como o dia central de mobilizações.

    Dia Internacional de Solidariedade à Venezuela - 22 de agosto

    Diante da ofensiva imperialista sobre a Venezuela e a tentativa de desestabilização política do país, após o processo de instalação da Assembleia Constituinte, legitimada por mais de 8 milhões de eleitores, torna-se urgente a solidariedade internacional. Os movimentos populares em diversos países do mundo estão convocando o dia 22 de agosto como Dia Internacional de Solidariedade à Venezuela. A FBP se soma a essa iniciativa e orienta a organização de atos de solidariedade, na embaixada e nos consulados da Venezuela, ou de denúncia em órgãos de representação oficial dos EUA. Na ausência dessas representações os atos poderão ser construídos em locais de concentração popular.

    Jornada em Defesa da Soberania Nacional - 4 a7 de setembro

    De acordo com o nosso calendário, aproveitaremos a Semana da Pátria para realizar uma Jornada em Defesa da Soberania Nacional. O governo golpista vem promovendo o desmonte dos pilares estratégicos de uma nação soberana, através de ataques aos recursos naturais, da entrega do controle do pré-sal para as multinacionais, da desestruturação e privatização de estatais que atuam em áreas estratégicas, como a Petrobrás, os bancos públicos, do setor elétrico, entre outras medidas antinacionais.

    Calendário Geral

    14 a 18 agosto - Jornada Nacional da Juventude em defesa da educação pública e gratuita
    17 de agosto a 5 de setembro - Caravana da Esperança - Roteiro com o presidente Lula pelos nove estados do Nordeste, contra a retirada de Direitos.
    22 de agosto - Dia Internacional de Solidariedade à Venezuela
    24 a 26 de agosto - 4º Congresso Nacional da CTB - Salvador
    28 a 31 de agosto - Congresso da CUT - São Paulo
    4 a 7 de setembro - Jornada Nacional em Defesa da Soberania: Realizar atividades em defesa da Petrobras, das estatais, e denúncia da ação do capital estrangeiro nas terras, recursos naturais, transnacionais, etc.
    13 de setembro – Ato em Curitiba contra a perseguição ao presidente Lula, durante o segundo depoimento de Lula à Moro.
    3 de outubro – Aniversário da Petrobrás – Grande ato no Rio de Janeiro
    16 a 18 de novembro – Encontro da Jornada pela Democracia e contra o neoliberalismo em Montevidéu.
    8 a 10 de dezembro – 2ª Conferência Nacional da FBP

    Portal CTB

  • Por Socorro Gomes (*)

    Em diversos países a última semana foi marcada por manifestações, sempre silenciadas pela mídia empresarial, de solidariedade com o povo venezuelano. O Brasil foi palco de algumas delas. Na última sexta-feira (8) centenas de pessoas, lideradas por partidos políticos e movimentos sociais, foram até o Consulado Geral da Venezuela em São Paulo, externar sua solidariedade com o governo legítimo e constitucional do presidente Nicolás Maduro e com o povo irmão, que é vítima de uma tentativa de golpe de Estado e encontra-se sob ameaça de intervenção militar.

    Como presidenta do Conselho Mundial da Paz, somo-me a essas vozes de protesto contra a política de mudança de regime e a tentativa criminosa de derrubar o governo legítimo da Venezuela, A guerra   em preparação, comandada  por Donald Trump  e seus fantoches do cartel de Lima, tem o objetivo de controlar e apropriar-se das maiores reservas de petróleo conhecidas do planeta, além de outras importantes fontes de recursos naturais.

    Os Estados Unidos agem como Estado fora da lei buscando através da sabotagem, das sanções econômicas, da guerra midiática e diplomática,  impor o terror no país através de um fantoche que se autoproclamou “presidente encarregado”, totalmente a serviço de sua política de ingerência, violando as leis internacionais e levando o continente à beira  da guerra e devastação.

    São falsos os pretextos usados pelos imperialistas estadunidenses, de que defendem a democracia e os direitos humanos na Venezuela. O que querem é o controle das imensas riquezas petrolíferas e outros recursos do país. Querem impor seus interesses e domínio no continente e impedir pela força a afirmação de nações soberanas.

    Se o mundo permitir a concretização do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, estará dando carta branca à repetição de crimes de lesa-humanidade, típicos do nazismo de Hitler e do imperialismo em crise dos tempos atuais. Não se pode, sob nenhum pretexto, permitir a repetição de guerras como as que destruíram a Iugoslávia e dilaceraram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Síria.

    Para ser livre, justo e equilibrado, o mundo não pode permitir tais desatinos, mas ater-se sempre à autodeterminação das nações e povos, como direito inalienável e sagrado, reconhecido pela Carta das Nações Unidas.

    Não se pode admitir as intervenções de um país sobre outro, os golpes antipopulares, a violação da soberania nacional, a guerra imperialista.

    O povo venezuelano é vítima de ameaças, golpes e agressões, inclusive a ameaça de intervenção armada pelo governo Trump, seus lacaios internos e no entorno latino-americano.

    Os povos devem levantar a voz e condenar a ingerência dos Estados Unidos e da União Europeia que, ao arrepio do Direito Internacional, fomentam a instabilidade, ao legitimar um autoproclamado “presidente interino” ou “presidente encarregado”, num ato que ignora as instituições democráticas do país.

    Agora, esse “presidente”, num gesto de covardia e traição nacional, afirma que vai solicitar a intervenção externa.

    Para além dos pretextos sobre a “defesa dos direitos humanos” e da “democracia” na Venezuela, invoca-se a “crise humanitária”. Contando com aliados servis, os Estados Unidos iniciaram uma operação fraudulenta de envio de “ajuda humanitária”, que não passa da instalação de um corredor para guerra. Já conta com o beneplácito do governo colombiano e espera a adesão do Brasil.

    Apoiamos o povo venezuelano e seu governo legítimo nos esforços para seguir adiante na construção do sistema político e econômico que corresponde aos interesses nacionais e populares.

    Defendemos o diálogo nacional e as iniciativas diplomáticas em favor da paz na Venezuela para impedir a realização dos criminosos planos agressivos do imperialismo.

    Renovamos a nossa convicção de que vale a pena lutar pela paz, a soberania nacional e a autodeterminação dos povos.

    (*) Socorro Gomes é presidenta do Conselho Mundial da Paz