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Ter, Abr

Diário de Pernambuco

  • Jovens de todas as idades ocupam a Saraiva em lançamento de livro, nesta sexta (15)

    A galera toda estará presente na noite de autógrafos do escritor pernambucano Urariano Mota, nesta sexta-feira (15), às 19h, na Livraria Saraiva, no Shopping Pátio Paulista (rua 13 de maio, 1.947, piso Paraíso), em São Paulo.

    A editora LiteraRua com a Saraiva traz o escritor para lançar o seu mais novo romance “A mais longa duração da juventude”. O tema promete repercussão. Já confirmaram presença ao lançamento a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Marianna Dias, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos e Nayara Souza, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), entre outras fundamentais lideranças da juventude. A ex-presidenta da UNE, Carina Vitral também garantiu presença. Agora só falta você confirmar.

    Autor de “Soledad no Recife” (2009) e “O filho renegado de Deus” (2013), “Urariano sabe como poucos mesclar memória e ficção. E de tal maneira as confunde na textura da escrita que, nela, o real vira imaginado, e o imaginado assume as formas do real. E o tempo funde as duas pontas do relato, entre o passado e o presente. Fundidos por uma reflexão fina, ligada – para dizer como se dizia há quase meio século – pela análise concreta de situações concretas”, escreve José Carlos Ruy no prefácio da obra.

    “Soledad no Recife” conta a tragédia de Soledad Barrett, mulher do cabo Anselmo – talvez o maior traidor da resistência à ditadura (1964-1985). Cabo Anselmo entregou para a polícia política a sua companheira grávida. Na narrativa de Mota sobra emoção e reflexão sobre a vida e a necessidade de se lutar pelo que se acredita.

    De acordo com os divulgadores, “A mais longa duração da juventude” apresenta “o espírito jovem e o sonho de um amanhã melhor está em cada palavra das mais de 300 páginas. Um convite aos jovens que hoje dão continuidade às lutas em defesa dos seus sonhos e de um país inclusive e que olhe por seu povo”.

    Além de escritor Urariano Mota é colunista do Portal Vermelho, do Brasil 247 e do Diário de Pernambuco. Também colabora como o Jornal GGN, do jornalista Luís Nassif. O lançamento deste livro vai com certeza esquentar ainda mais a noite calorenta desta sexta. Não perca!

    Leia mais

    O escritor pernambucano Urariano Mota lança romance sobre a juventude em São Paulo

    Serviço:

    Lançamento: “A mais longa duração da juventude”

    Onde: Livraria Saraiva, Shopping Pátio Paulista, Piso Paraíso, Rua 13 de Maio, 147

    Quando: Sexta-feira (15), às 19h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações de agências

  • Ministro da Educação quer a volta das aulas de Educação Moral e Cívica nas escolas

    A proposta de reforma do ensino médio (saiba mais aqui) do ministro golpista da Educação José Mendonça Bezerra Filho visa “acabar com qualquer possibilidade de o país manter uma educação contemporânea, voltada para o avanço do país na era do conhecimento”, diz Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da CTB-BA.

    Em concordância com ela, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), “acabar com aulas de Filosofia, Sociologia, História e Geografia, entre outras da área das ciências humanas é retroagir para a época da ditadura, implantada de 1964”. Para ela, "os estudantes querem alimento para o corpo, mas para a alma também, por isso querem estudar essas matérias que são importantes para o diálogo e para a nossa formação".

    Para ela, o Ministério da Educação, do governo golpista, pretende “implantar o projeto Escola sem Partido (veja mais aqui) em conta-gotas, já que o projeto como um todo não passa em lugar nenhum. Justamente porque visa acabar com a luta da juventude por uma educação pública de qualidade e para todos”.

    Os argumentos do ministro baseiam-se nos mais recentes dados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb, leia mais aqui). “Duas matérias muito utilizadas pela ditadura para doutrinar estudantes”, defende Betros.

    Ela conta que “os docentes vêm lutando há anos por uma educação que faça os alunos pensarem. Porque entendemos a escola como um espaço para refletir e com isso formarmos cidadãos e cidadãs com capacidade de construir um futuro onde superemos os preconceitos e o autoritarismo”, complementa.

    Já para Lanes, “eles querem acabar com todas as conquistas que tivemos nos governos Lula e Dilma, rumando para uma educação formadora de consciências livres para um país sem uma educação voltada para os interesses do desenvolvimento nacional autônomo”.

    Enquanto os defensores da proposta do ministro afirmam que há necessidade da volta dessas disciplinas para recuperar alguns valores de cidadania e pela importância de fazer com que os jovens entendam mais sobre si mesmos e, com isso, compreender a conjuntura política e social do país”.

    Foi a Lei 869 de 12 de setembro de 1969 que estabeleceu, em caráter obrigatório, como disciplina e, também, como prática educativa, a Educação Moral e Cívica em todos os sistemas de ensino no Brasil, já que a matéria já existia desde a década de 1930, mas em caráter facultativo. 

    Inconformada, Betros também acredita que essa estratégia do MEC faz parte de um entendimento deturpado. “Nós defendemos uma educação que leve em conta o desenvolvimento das cognitivo e emocional das crianças e jovens. Não de matérias que ditem regras estapafúrdias e fora da realidade”.

    Ela lembra que “nenhuma reforma educacional pode ocorrer sem a participação da sociedade e das entidades ligadas à educação”. Para a sindicalista, “educação tem que formar para o exercício pleno da cidadania, possibilitando aos alunos formular pensamento original sobre todas as questões da vida”.

    Na realidade, reforça Lanes, “os projetos golpistas querem acabar com a educação pública, privatizando o ensino médio e superior, voltando à educação para poucos. Ainda mais se a gente notar que menos de 30% das prefeituras e estados pagam o Piso Nacional do Magistério”.

    Mas ela garante que haverá resistência da juventude que se acostumou com a democracia. “Iremos ocupar as escolas contra o desgoverno Temer. Já ocupamos contra privatização, pela punição de ladrões da merenda e se pensam que desistiremos da educação pública de qualidade estão muito enganados”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB