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Dom, Maio

Dignidade ao Povo Negro no Mundo do Trabalho

  • A Secretaria da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Paulo (CTB-SP) realiza o seminário “Dignidade ao Povo Negro no Mundo do Trabalho”, nesta quinta-feira (16), às 19h na sede do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo (rua das Carmelitas, 149, centro, São Paulo).

    “Este seminário faz parte das atividades do Mês da Consciência Negra (novembro) com o objetivo de colocar as questões que afligem a população negra, marginalizada pela sociedade, inclusive no mundo do trabalho”, diz Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP.

    Helena Mascarenhas Ferraz, advogada e membro da Comissão de Direitos Infanto-juvenis da OAB- Sorocaba, falará sobre “Racismo e Injúria Racial: Definições e Diferenças”. Já o tema da outra palestrante, Flávia Costa, dirigente nacional da União Brasileira de Mulheres e da União de Negros pela Igualdade, será “Os Efeitos Colaterais do Golpe no Cotidiano da Mulher Negra e Periférica”.

    Para Gomes, “vivemos um momento de resistência, acumulando forças acabarmos com o racismo, o ódio, e a violência”. Ela explica ainda que o seminário serve também como um esquenta para a 14ª Marcha da Consciência Negra que tem o tema “Contra o Racismo, o Genocídio, por um Projeto Político de Vida para o Povo Negro” (confirme presença pelo Facebook).

    No final haverá apresentação da companhia de dança afro-brasileira Abayomi'n, de Sorocaba, interior de São Paulo (conheça o grupo pela página do Facebook oficial). Gomes afirma que “é importante ter apresentação cultural para sairmos do lugar comum e mostrarmos que a cultura brasileira é diversificada e por isso espetacular”.

    “Somos a maioria da população, mas temos pouquíssimos representantes políticos, não nos querem nas universidades, nem nos empregos de melhor qualificação, muito menos em cargos de chefia, por isso precisamos conhecer a nossa realidade, a nossa história e juntos derrotarmos o racismo”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O seminário “Dignidade ao Povo Negro no Mundo do Trabalho”, da Secretaria da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Paulo (CTB-SP), ocorrido na desta quinta-feira (16), na sede do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo, desnudou o caráter dissimulado do racismo brasileiro.

    “Vimos com as palestrantes como o racismo foi forjado ideologicamente em nosso país para justificar a escravidão. O problema maior é que essa mentalidade escravocrata permanece”, diz Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP.

    Para ela, a reforma trabalhista acentua ainda mais essa discriminação no mundo do trabalho. “Os negros ganham menos que os brancos e as negras estão na base da pirâmide social e ainda fazem os serviços que ninguém quer fazer, principalmente no trabalho doméstico em que são 66% da mão de obra”, reforça.

    Estiveram presentes no seminário, Rene Vicente, presidente da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher, Paulo Nobre, secretário-geral, Rosa Anacleto, presidenta da Unegro-SP, Onogre Gonçalves, dirigente da CTB nacional e Mara Kitamura, secretária de Educação da CTB-SP.

    Gomes explica que a jurista Helena Mascarenhas Ferraz falou sobre a dificuldade de se configurar o crime de racismo, que é inafiançável, porque se confunde com o termo injúria racial. “Ela explicou muito bem que a lei define como racismo se você ofender a um povo ou grupo de pessoas, mas se ofender alguém especificamente é taxado de injúria e aí a pena é menor”.

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    Lidiane Gomes entre Flávia Costa (de amarelo) e Helena Ferraz

    Por isso, acentua, “a Helena defendeu a necessidade de mudar a nomenclatura da lei”. Já a ativista feminista e da igualdade racial Flávia Costa falou sobre o desmonte do Estado que o governo de Michel Temer está fazendo.

    “A Flávia explicou que os cortes orçamentários e a extinção das políticas públicas de combate às desigualdades estão castrando os sonhos da classe trabalhadora em ascender socialmente”.

    Ainda mais num país onde a violência contra a população negra é assustadora. “Que país queremos legar para as futuras gerações se estamos acabando com a nossa civilização?”, questiona Gomes.

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    Companhia de dança afro-brasileira Abayomi'n, de Sorocaba (SP), abrilhanta a noite

    Ela conta ainda que a companhia de dança afro-brasileira Abayomi'n fez um "belo espetáculo com o título 23 Minutos, em referência à mortandade de negros no Brasil". As estatísticas mostram que a cada 23 minutos uma pessoa negra é assassinada.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy