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Sáb, Fev

DilmaFica

  • "Temer quer amordaçar a classe trabalhadora", denuncia presidente da CTB

    "Temer quer amordaçar a classe trabalhadora", denuncia presidente da CTB, Adilson Araújo, ao enumerar lista de maldades que serão implementadas em um eventual governo do PMDB, em entrevista à Radioagência, da liderança do PCdoB na Câmara.

    O líder cetebista salientou que, caso o impeachment passe, Temer acabará com a CLT, rasgará a Constituição Federal, pondo fim a direitos elementares que foram conquistas ao longo da luta da classe trabalhadora.

     

  • Artistas fazem vídeo em defesa da democracia, do Brasil e contra a corrupção

    Artistas gravam vídeo de apoio ao país e à democracia, contra a corrupção e crítico à ofensiva conservadora e golpista que vem se forjando no país.

    Letícia Sabatella, Gregório Duvivier, Chico César, Aderbal Freire-Filho, Laerte, Flávio Renegado, Elisa Lucinda, Zélia Duncan, Zezé Polessa e diversos outros artistas participam do vídeo produzido pela Poeira TV. Letícia pergunta a certa altura: "Mas se todo mundo é contra a corrupção porque que ela continua?"

    O cantor Lirinha, do grugo Fogo do Cordel Encantado diz que "na história do Brasil o combate à corrupção já foi usado para a justificativa de muitos abusos". E Freire-Filho lembra que "em 1964 a ditadura derrubou um governo eleito falando contra a corrupção" e em 21 anos afundou o Brasil num mar lama.

    Elisa Lucinda diz que na ditadura "não havia liberdade para investigar e denunciar". Os artistas se colocam contra "escola só para ricos, contra a fome, contra a miséria, contra o salário mínimo, mínimo, contra universidades só para brancos, contra o genocídio dos povos indígenas, contra o machismo, contra o racismo, contra a violência à mulher".  

    "Contra a justiça só para alguns, contra a justiça tendenciosa que só investiga um lado". No final dizem: "eu sou a favor da democracia". Lirinha acentua que "sem democracia ninguém vai saber se você é a favor ou contra de nada". Zezé Polessa diz "sou contra o golpe".

    Assista #TodosPelaDemocracia:

     

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

     

  • Dia 31 vai ser maior: torcida do Corinthians convoca para ato contra o golpe

    Neste dia 31, o Coletivo Democracia Corinthiana volta às ruas para celebrar e defender a democracia no Brasil. Uma concentração será realizada a partir das 17h na Praça da Liberdade, ao lado da saída do metrô. De lá, o pessoal irá em caminhada até a Praça da Sé, região central da capital paulista. Durante o ato político, será divulgado manifesto com dez itens sobre o momento atual do país, que publicamos abaixo.

    Manifesto do Coletivo Democracia Corinthiana

    1) A cultura da corrupção deve ser vigorosamente combatida. Ela atrasa o crescimento econômico, prejudica a atividade empreendedora, promove a injustiça e, por fim, tira o pão da mesa dos trabalhadores mais humildes.

    2) A luta contra a corrupção, porém, não pode se transformar em pretexto para perseguições políticas. Shows midiáticos não auxiliam a construção da Justiça.

    3) É inadiável o aprofundamento das investigações que visam a punir aqueles que lesaram a maior empresa do Brasil, a Petrobras.

    4) É necessário, no entanto, que os agentes da lei sejam justos. Se há energia contra os vermelhos, que se repita a atitude contra os azuis.

    5) Procuradores e magistrados devem se empenhar também em defender o povo contra aqueles que delinquiram em Furnas, no Banestado, no Rodoanel, no metrô paulistano, na CPTM ou nas cozinhas escolares que tiveram surrupiada a merenda.

    6) Não se pode admitir que a pauta do Congresso Nacional seja travada por um elemento como Eduardo Cunha, cujo braço da lei parece jamais alcançar.

    7) Não há base legal e moral para o pedido de impeachment da presidenta Dilma. E este golpismo permanente é o principal componente da crise econômica que nos assola.

    8) A interrupção do processo democrático é objetivo das forças conservadoras, as mesmas que atiraram o país nas sombras durante a Ditadura Militar. É também interesse dos oligopólios mercantis transnacionais, que pretendem se apossar de nossas ricas fontes de recursos naturais.

    9) O Coletivo Democracia Corinthiana, enquanto grupo, não apoia qualquer partido ou figura política. Não representa oficialmente o Sport Club Corinthians Paulista, tampouco qualquer de seus dirigentes. Jamais recebeu ou receberá qualquer benefício financeiro como prêmio por suas ações em defesa da democracia.

    10) O Corinthians nasceu dos trabalhadores, em 1910, como referência da luta por liberdade, fraternidade e direitos universalizados. É nosso ethos, o mesmo expresso na trajetória da Democracia Corinthiana, que contribuiu decisivamente para a redemocratização do país. O Corinthians é o time do povo; e o povo tem o direito e o dever de fazer sua própria história.

    Texto e foto: Jornalistas Livres

  • Tássia Camargo e Chico César convocam para o ato desta sexta-feira (18) em todo o país

    A atriz Tássia Camargo e o cantor e compositor Chico César gravam vídeos para convocar as forças democráticas e os trabalhadores e trabalhadoras a tomarem as ruas nesta sexta-feira (18) em defesa da democracia e da classe trabalhadora.

    "Todos do Brasil, você no seu estado, defenda o seu voto, a nossa democracia", diz Tássia. E chama as trabalhadoras e trabalhadores a se somar à Frente Brasil Popular e defender a Justiça, a liberdade e o avanço democrático. Para ela, quem ama o país vai para as ruas dia 18.

    Assista Tássia Camargo:

     

    Já Chico César afirma que "um governo não pode acabar porque aconteceu uma passeata. Quando isso acontece é golpe".

    De acordo com o músico paraibano, quando uma mulher vai para a rua com uma faixa dizendo que pena que não mataram a presidenta da República, durante a ditadura. "É um crime".

    O artista convida as pessoas a defender as conquistas dos últimos 14 anos. "Depois que uma série de acessos foram conquistados por um segmento que ficou 500 anos à margem, eu etou falando descendentes dos negros, dos índios, das mulheres, dos homosexuais".

    Porque, explica César, somente "uma elite branca do país é que tinha acesso à educação, à saúde, ao transporte, o direito de ir e vir".

    De acordo com Chico César, essa elite podia ter empregada doméstica e tratá-la "quase como uma escrava. Hoje não pode mais". É isso o que está em jogo com essa trama golpista. Os direitos de quem trabalha e produz a riqueza do país.

    Acompanhe Chico César:

     

    Todos os corruptos têm que ser julgados e se comprovado o ato ilícito serem condenados. O problema , segundo o artista, é que "temos um Ministério Público politizado, uma Polícia federal politizada a serviço de gente contrária a que os trabalhadores (e trabalhadoras) rurais tenham sua terra", por exemplo.

    E sem "a democratização dos meios de comunicação" a luta fica desigual. Por isso, de acordo com Chico César ir para as ruas nesta sexta-feira (18) trata-se de "defender a democracia e o Brasil".

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Wagner Moura: "Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe clássico"

    Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.

    Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.

    Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.

    O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.

    É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe clássico.

    O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa
    controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.

    Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro.

    Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.

    Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos "limpar" o Brasil. A ideia estúpida de que, "limpando" o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma "nobre cruzada pela moralidade".

    Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.

    O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.

    O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.

    E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.

    Wagner Moura, 39, é ator. Protagonizou os filmes "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2" (2010). Foi indicado ao prêmio Globo de Ouro neste ano pela série "Narcos" (Netflix)


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