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Qui, Jun

Eduardo Bolsonaro

  • Por Altamiro Borges

    Qualquer ser humano com um mínimo de dignidade ficou triste e abatido com a morte prematura do menino Arthur Araújo, de 7 anos, neto do ex-presidente Lula. Mas os fascistas, os que cultivam o ódio e a violência, não são seres humanos. Não dá nem para chamá-los de vermes, já que estes têm função na natureza. Cínicos, eles berram “Deus acima de todos”. No fundo, eles veneram o demônio, a morte. Para estes psicopatas deveria servir a lição do Papa Francisco: “Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”. Em vida, esses milicianos laranjas deveriam pagar por seus crimes. No poder, Hitler e Mussolini festejaram a morte de milhões de pessoas indefesas. Ao final, eles foram devidamente punidos!

    Logo que a notícia da morte por meningite meningocócica do garoto foi estranhamente postada por um colunista de O Globo, na manhã desta sexta-feira, o ódio ao ex-presidente Lula saiu do esgoto. Dezenas de leitores deste jornal – que ajudou a chocar o ovo da serpente fascista com sua criminalização da política e sua satanização das esquerdas – fizeram questão de postar seus comentários asquerosos. Muitos desses babacas desalmados são apenas massa de manobra da cloaca burguesa, que nunca tolerou o “reformismo brando” do ex-presidente que tirou milhões de brasileiros da miséria. Manipulados, eles acreditam que todos os males da humanidade – inclusive sua imbecilidade e nulidade – são culpa de Lula. Por isso, festejaram a morte do neto Arthur Araújo, da esposa Marisa Letícia e do irmão Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, no mês passado.

    No clima de ódio e irracionalidade que corrói a sociedade, eles inclusive já não se escondem no anonimato, como é o caso da “youtuber” Alessandra Strutzel. Logo após a notícia da morte, a figura escrota postou uma foto de Lula com Arthur e a frase sádica: “Pelo menos uma notícia boa”. Diante da reação de um seguidor – “Qual é a notícia boa?” –, a doente respondeu: “Um filho da puta a menos”. O seguidor replicou: “Acho que você não entendeu. Quem morreu foi o neto, uma criança de 7 anos”. E a tréplica da fascista bem que justificaria um processo na Justiça e uma severa punição: “Entendi sim. Pensa, iria crescer com exemplo do avô, um filha da puta a menos para roubar nosso país”. Na sequência, como todos os covardes fascistas, ela pediu desculpas e alegou que “com a postagem que fiz, eu só queria saber como as pessoas reagiriam”.

    O pior neste dia triste não foram os comentários escrotos no jornal O Globo ou as postagens da “youtuber” babaca. O mais lastimável foi a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente do laranjal da República. Diante de uma enquete sobre a liberação de Lula para acompanhar o enterro do neto, o que é previsto na legislação, o “pimpolho” do fascista respondeu: “Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum. Quando o parente de outro preso morrer, ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado”. Para quem tem um pai que disse que não o visitaria no presídio da Papuda, é compreensível o rancor deste fascistinha!

    Em tempo: Qual seria sua atitude diante da prisão de algum membro da famiglia Bolsonaro – seja devido aos vínculos com as milícias assassinas do Rio de Janeiro; ao uso de dinheiro público no emprego de laranjas; ou por apologia ao estupro e a violência; ou por outros crimes?

    Postado por Altamiro Borges

  • O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) repudiou a fala absurda do deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O filho do candidato à Presidência pelo PSL, ameaça o STF em um evento ainda no primeiro turno, gravado em vídeo que foi divulgado somente agora.

    Ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro vencer as eleições no primeiro turno e a possibilidade de impugnação da candidatura pelo STF, o político disse que “eles vão ter que pagar pra ver”. E foi mais longe: “Basta um soldado e um cabo” para fechar a Corte Suprema.

    O decano Celso de Mello enviou a sua resposta ao jornal Folha de S.Paulo. Chamou a declaração do político autoritário de “inconsequente e golpista”, além de mostar “bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República”.

    O também ministro do STF, Marco Aurélio Mello disse que a declaração de Eduardo Bolsonaro é "muito ruim" e mostra total desrespeito “pelas instituições pátrias". Já Luís Roberto Barroso afirma que Dias Toffoli, presidente do STF, deve responder ao deputado sem noção.

    “O presidente estava fora e volta hoje (segunda-feira, 22). Acho que ele é quem deve se pronunciar em nome do tribunal. Na sua ausência, o decano já se manifestou. Acho que nesse momento complexo da vida brasileira, devemos falar a uma só voz”, diz Barroso.

    A fala do filho de Bolsonaro aconteceu momentos antes da realização do primeiro turno das eleições e ainda não havia nenhuma acusação formal de abuso de poder econômico da candidatura de seu pai.

    Acompanhe a falta de respeito à democracia de Eduardo Bolsonaro, imaginem no poder então 

    Na semana passada a Folha de S.Paulo publicou reportagem onde mostra a doação de empresas no valor de R$ 12 milhões para a compra de um pacote do aplicativo WhatsApp para disparar milhões de fake news (notícias falsas) para milhões de pessoas contra o PT, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila.

    Por isso, “a divulgação desse vídeo agora soa como ameaça ao STF e às instituições que deveriam ser as guardiãs da Constituição e do direito democrático”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

    Para ela, tanto o STF quanto o Tribunal Superior Eleitoral não podem se acovardar e devem seguir as leis. “Uma eleição não pode ser ganha no grito, no abuso do poder econômico, com base na mentira. Ainda dá tempo de votar certo. Não se engane”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Carlos Moura/STF

  • Declaração do filho do presidente sobre imigração irritou brasileiros que moram no exterior

    Chanceler “em exercício”, o filho do presidente Jair Bolsonaro e deputado federal, Eduardo Bolsonaro, comentava em entrevista a iniciativa de conceder visto automático a turistas americanos em visita ao Brasil, quando cometeu uma indiscrição: “O brasileiro que vem para cá [Estados Unidos] de maneira regular é bem-vindo. Brasileiro ilegalmente fora do país é problema do Brasil, é vergonha nossa”.

    O comentário mexeu com os brios da comunidade brasileira nos Estados Unidos, majoritariamente apoiadora do pai de Eduardo (no segundo turno das eleições, Bolsonaro teve 81,7% dos votos válidos entre eleitores vivendo no país). “Está todo mundo em choque, se sentindo traído”, disse a Época a professora e diretora executiva do Brazilian Worker Center, Natalícia Tracy. “A comunidade é enorme, diversa. Para uma população imigrante cada vez mais marginalizada, foi muito triste ouvir esse tipo de declaração”, completou.

    Vergonha para quem?

    O Brazilian Women's Group, de Massachusetts, divulgou nota: “Vergonha é um político brasileiro, em viagem oficial paga pelo tributo do povo brasileiro, criticar seus concidadãos no exterior, durante encontro com personalidades estrangeiras”, escreveram as integrantes do grupo, que atua desde 1995. Elas continuaram: “Estamos acostumadas a defender nossa comunidade da perseguição, da discriminação e da xenofobia do governo americano. Nunca pensamos que precisaríamos defender os brasileiros do governo brasileiro".

    Integrante do Conselho de Cidadãos de Boston, a goiana Margareth Shepard foi mais sutil na mensagem aos amigos: “Deixo para vocês meus amigos (as) indocumentados responderem à altura. De minha parte respondo com meus atos 'welcoming immigrants'". Eliana Pfeffer defendeu que o presidente “se desvincule dos filhos”. Terezinha de Oliveira defendeu o voto no pai, mas disse não responder pelo herdeiro. “Me responde se você tiver um filho mau-caráter e você for culpado por isso”. Até o pastor Silas Malafaia, apoiador de Bolsonaro de primeira ordem, gritou: “Quando esse cara fala isso, mostra que não conhece a realidade do imigrante brasileiro”.

    Declaração indigesta

    De 3 milhões de brasileiros vivendo no exterior, segundo o Itamaraty, 1,4 milhão estão nos EUA. Eduardo Bolsonaro é descendente de italianos que migraram para o Brasil no século passado para fugir da fome e trabalhar no interior de São Paulo. A repercussão da declaração indigesta levou o filho do presidente a tentar minimizar o caso, no próprio domingo. “A declaração foi para dizer que o Brasil tem responsabilidade com seus nacionais e não vai ficar permitindo que brasileiros entrem ou facilitando, melhor dizendo, a entrada de brasileiro em qualquer lugar que não seja da maneira legal”, justificou.

    Os panos quentes não resolveram. No dia seguinte, Eduardo mudou o que disse, em entrevista à Record News. Afirmou que na verdade se referia a brasileiros que cometem crimes, como tráfico internacional de drogas, e tentam fugir para outro país. “Se você não é procurado pela Interpol e não cometeu crime em seu país, vai ser bem-vindo. Não só nos EUA, como no Brasil”, declarou. Na tentativa de passar a borracha de vez no assunto, jogou a batata quente no colo de jornalistas, em mensagem a Malafaia: “Se o senhor parasse de se informar pela extrema imprensa, também ajudaria”.  

    Fonte: Época

  • O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo conseguiu essa façanha. Para conferir basta digitar 432% no Google e ver que o patrimônio do deputado federal, candidato à reeleição, cresceu essa cifra em quatro anos.Esse índice exorbitante está nas declarações de bens dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em 2014, quando se elegeu pela primeira vez, o parlamentar tinha declarado à Justiça Eleitoral R$ 205 mil em bens. Este ano, o candidato declarou um patrimônio de R$ 1,395 milhão – um aumento de 432%.

    Por isso, a frase “digite no Google 432%” se espalha pelas redes sociais desde a segunda-feira (1º). Infelizmente não se trata de nenhuma proposta sobre aumento de salários. Mas você conseguiria imaginar um ganho desse porte?

    Quantos anos, as trabalhadoras e trabalhadores precisariam trabalhar para conseguir um aumento desses? Incalculável. Mesmo porque, enquanto o general da reserva Hamilton Mourão quer acabar com 13º salário, a família de Bolsonaro enriquece na política.

    O super enriquecimento, não se restringe a Eduardo. Desde 2006, Jair Bolsonaro aumentou sua riqueza em 168% e o deputado estadual Flávio Bolsonaro aumentou em 55%, em oito anos.

    As declarações de bens de todos os candidatos nas eleições de 2018 podem ser conferidas na íntegra no site do TSE.

    Portal CTB