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Qua, Jun

Eduardo Cunha

  • Em sua primeira entrevista coletiva, transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto, após a Câmara dos Deputados aceitar a admissibilidade do processo de impedimento contra ela, a presidenta Dilma Rousseff mostra-se serena e com firmeza nas respostas garante que vai ter luta.

    Precisamos de “um padrão de seriedade maior”, disse ela, sobre o respeito à democracia. Também afirmou que “o presidente da Câmara (Eduardo Cunha) conduziu o processo como quis” e isso não condiz com a importância do cargo que ocupa.

    Assista a entrevista na íntegra:

    Perguntada sobre reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, na qual o ex-ministro Eliseu Padilha afirmou que empresários colocaram jatinhos à disposição de deputados que já tinham deixado Brasília. Dilma diz que “os órgãos competentes têm que investigar”.

    Com a insistência do repórter, a presidenta afirmou que seria profundamente lamentável a comprovação dessa acusação.

    Dilma também disse que fez sua trajetória política na luta e num tempo muito mais difícil, na ditadura. Ela chamou a aceitação do pedido de impeachment de ser estar sendo injustiçada e garantiu que os seus ministros que votaram contra estão fora do governo.

    A presidenta se mostra confiante e assegura que vai usar todos os recursos que a Constituição permite para defender não simplesmente o seu mandato, mas a democracia, conquistada com muita luta.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Viraliza nas redes sociais um vídeo onde uma passageira, de um voo do Rio de Janeiro para São Paulo, diz ao deputado federal cassado Eduardo Cunha: “Senhor Eduardo Cunha muito obrigada por roubar o Brasil inteiro (...) Quero que o senhor apodreça na cadeia”.

    Assista o escracho em Eduardo Cunha 

    Em show em Nova York, o cantor e compositor paulista Criolo incluiu no roteiro um projetor com os dizeres “Fora Temer”, seguido de “Diretas Já”, depois por “É Golpe”, “Pelo fim do foro privilegiado”, "pelo fim da pensão vitalícia" até que no final aparece “A luta é hoje” porque “Amanhã é tarde” e o show prossegue.

    Veja o espetáculo de Criolo 

    Em show de Caetano Veloso e Gilberto Gil em São Paulo, mais uma vez o público acompanhou a música Odeio, de Caetano. Quando o cantor baiano canta “odeio você” o público responde Temer.

    Acompanhe os cantores baianos Gil e Caetano

    Portal CTB

  • Antes de subir no palco de uma casa de shows em Londres, Inglaterra, o cantor e compositor Criolo deu entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da BBC Brasil. O músico não teve papas na língua sobre o momento político vivenciado no país.

    Ele afirma que “cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver. Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala”.

    O secretário da Juventude Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vítor Espinoza concorda com o músico. “Cada corrupto que bem-sucedido, tira dinheiro da educação pública ao mesmo tempo em que o político corrupto faz leis para reprimir os jovens pobres, negros e moradores da periferia”, acentua.

    Ouça o CD "Nó na Orelha" completo:

     

    Para o rapper, as manobras em votações importantes feitas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra que essa gente é capaz “de tudo para proteger seus interesses, até parar o país e fazer com que as pessoas se matem na rua".

    Em referência ao clima de ódio, discriminação e violência desencadeado pela falta de compromisso da mídia comercial com a verdade dos fatos. Para ele, “A questão não é limpar o país da corrupção”. Porque Cunha “é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato", afirma.

    "Um ambiente de ódio, de rancor, tão absurdo que as pessoas passam por cima e parece que não estão vendo uma construção de fortalecimento, que algumas pessoas sugerem, de homofobia, xenofobia, racismo, de achar normal esse abismo social que a gente vive", diz Criolo.

    De acordo com ele, "a gente fala que a mídia manipula, mas quem manipula a mídia que manipula a gente? Vamos falar de impeachment, mas (qual) o porquê real desse impeachment e de todas as pessoas que estão gritando contra a corrupção? O que andaram fazendo e agora vêm com essa?"

    Ele fala ainda que "eles criam um monte de situação, vedam nossos olhos para eles mandarem cada vez mais”.

    Já Espinoza lembra que “a juventude está sendo assassinada por uma polícia branca, elitista que visa proteger somente o capital em detrimento da vida das pessoas”. Para ele, a corrupção tira dinheiro das “políticas de inclusão da juventude no mercado de trabalho em boas condições de trabalho e de vida”.

    Além de “faltarem políticas públicas que possibilitem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer, que juntamente com a educação contribuem para o desenvolvimento pleno dos jovens para garantir-lhes um futuro mais digno”, reforça.

    Criolo questiona o processo de impeachment em andamento. "Se o interesse é acabar com a corrupção, quantos por cento das pessoas que participaram daquela votação deveriam estar na cadeia?” É necessário refletir sobre “quais são os porquês dessa situação".

    Mas o compositor encerra a entrevista à BBC com um voto de fé. "Essa fé no ser humano, essa fé nas coisas boas, essa fé em quem quer de verdade algo bom, isso não pode morrer, cara, isso tem que ser fortalecido a cada momento".

    Saiba um pouco mais sobre Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo

    Filho de cearenses e criado na zona sul de São Paulo, iniciou a carreira como rapper em 1989 com o nome artístico Criolo Doido. Apesar de anos de estrada, somente em 2006, conseguiu gravar o álbum “Ainda Há Tempo” e fundou a Rinha dos MC's.

    Ouça a versão de Cálice feita por Criolo:

     

    Seu segundo álbum, “Nó na Orelha” só foi lançado em 2011, gratuitamente pela internet. No mesmo ano, tirou o sobrenome artístico Doido e ficou somente Criolo. Outra novidade foi a miscelânea de sons, misturando rap com MPB, samba, forró, entre outros gêneros. Em 2013, gravou uma nova versão de “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) e ganhou aplausos dos autores.

    Leia a entrevista inteira aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apareceu novamente nas manchetes dos noticiários políticos desta quarta-feira (6) ao tentar uma nova jogada jurídica, apoiada em um detalhe técnico regimental, para anular todo o seu processo de cassação. Apesar de se manter afastado da imprensa desde a aprovação do parecer contrário a ele pelo Conselho de Ética da Câmara, o deputado tem agido nos bastidores para se livrar da Justiça.

    Depois da derrota em 15 de junho, Cunha apresentou recurso com nada menos que 16 obstruções ao processo de votação do Conselho de Ética, atraindo para o jogo um segundo grupo: a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). “Se [o recurso] for aceito, a CCJ tem o poder de devolver o relatório para a Comissão de Ética, onde terá que ser feito novamente antes de ser votado. A preocupação é saber se Cunha terá o poder de reverter esse quadro a seu favor, porque o processo de cassação só irá a votação depois de passar por todas as comissões necessárias”, explicou à CTB o jurista Magnus Farkatt em entrevista na última edição do Olho Crítico.

    Apenas um foi aceito pela Comissão, mas o caráter puramente regimental do recurso indica que pode estar sendo desenhada uma jogada política maior: alega-se que a forma da votação que determinou o parecer contra Eduardo Cunha seria irregular por ter sido realizada nos microfones, ao invés do painel eletrônico. "Só seria possível adotar o sistema de votação nominal por chamada dos deputados caso o painel eletrônico disponível na sala de sessões do Conselho de Ética não estivesse funcionando”, alega a defesa.

    O relator deste recurso será Ronaldo Fonseca (PROS-DF), grande aliado de Cunha e inclusive pastor da mesma igreja do deputado fluminense - decisão que causou grandes críticas ao presidente da CCJ, deputado Osmar Serraglio (PMDB). Fonseca é coordenador da Bancada da Assembleia de Deus na Câmara e havia sido eleito pelo PR antes de migrar para o PROS. Cunha ficou tão à vontade com a nomeação que comunicou via Twitter que vai acompanhar pessoalmente a sessão de avaliação de recurso.

    A proposta de anulação deve ser agora analisada e votada pelos 66 deputados que integram a Comissão e, se aceita, deve retornar o processo ao Conselho de Ética. “Este já é o processo mais longo da história da Câmara, e ainda há muito pela frente antes de isso acabar. [Cunha] tem o controle de centenas de parlamentares, uma verdadeira tropa à sua disposição, e nós sabíamos que seria difícil fazer valer a lei”, disse Farkatt em depoimento à CTB. Já são mais de oito meses desde o início da luta contra Cunha.

    Portal CTB

  • Na noite desta segunda-feira (22), acontecem os primeiros debates entre candidatos a prefeito nas diversas capitais brasileiras. A emissora a sediar o debate será a Bandeirantes, a partir das 22h30. Quem ligar a TV nesse horário, no entanto, vai se deparar com um confronto distorcido das posições políticas, sem a presença dos candidatos do PSOL, como Luiza Erundina (em São Paulo) e Marcelo Freixo (no Rio), e outros partidos minoritários.

    A justificativa para a aberração é uma decisão da própria Justiça Eleitoral, que na última sexta-feira (19) desobrigou as emissoras a darem espaço para essas legendas no rádio e na televisão. A regra decorre da Reforma Política levada adiante em 2015 pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que determina obrigatoriedade do convite apenas aos candidatos cujos partidos tiverem pelo menos nove deputados federais. O PSOL tem seis.

    Essa alteração atinge em cheio o partido de Erundina, que perde o direito de participar dos debates mesmo nas cidades em que tem o candidato líder nas intenções de voto - caso de Porto Alegre, em que Luciana Genro lidera a disputa com mais de 20%. A única chance de reversão acontece se ao menos dois terços dos demais adversários concordarem com sua inclusão.

    O partido perde também grande parte de seu tempo de propaganda eleitoral gratuita, cuja duração passa a ser 90% proporcional à representação dos partidos na Câmara. Sem uma cota mínima, Erundina e mais 5 candidatos terão menos de 15 segundos para falar na TV em São Paulo.

    “Decisão antidemocrática”

    Para o PSOL, a nova lei eleitoral foi uma vingança de Eduardo Cunha pelo fato de a legenda ter entrado com o pedido de sua cassação como presidente da Câmara. "A decisão antidemocrática de impedir a participação do PSOL nos debates eleitorais é uma afronta às lutas do povo e à livre circulação de ideias. Tirar a voz de uma ex-prefeita, que está em terceiro lugar nas pesquisas, é a demonstração de que Marta, Dória, Olímpio e seus partidos são inimigos da democracia e não merecem governar São Paulo", escreveu Erundina no Facebook.

    De seus adversários, apenas o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o opositor Celso Russomano (PRB) concordaram com a inclusão da ex-prefeita no confronto televisivo. Os outros três adversários citados, Marta (PMDB), João Dória Jr. (PSDB) e Major Olímpio (SD), vetaram sua participação.

    O PSOL aguarda atualmente o resultado de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) protocolada no Supremo Tribunal Federal contra a reforma eleitoral de Cunha. O processo foi distribuído para a ministra Rosa Weber, e pleiteia uma medida liminar que garanta espaço nos debates em 2016, já que os deputados da atual legislatura foram eleitos em 2014, um ano antes de sua aprovação. Na petição, o partido argumenta que a nova regra só poderia começar a ser aplicada a partir de 2018, com uma nova composição parlamentar. Outros partidos, como o PV, também entraram com ações parecidas.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • A TV Poeira vem se colocando como uma importante trincheira pela democracia, desde o início da campanha contra o processo de impeachment ilegal, instaurado na Câmara dos Deputados. No vídeo abaixo, diversos artistas falam sobre as  manifestações programadas para o domingo (31). 

    "Dia 31 de julho, teremos manifestações por dois caminhos no país. Um que apoia um governo só de homens brancos, ricos, investigados pela Lava Jato e que foi convocado por um grupo que mobilizou o país contra a corrupção, mas que no fundo foi patrocinado por partidos corruptos e ajudaram a colocar uma quadrilha no poder", dizem os artistas.

    "O outro quer um Brasil com mais direitos, sem o preconceito racial, sem homofobia, sem o machismo, com mais diversidade, sem corrupção. E acima de tudo que tem o direito de escolher o seu presidente", aí perguntam: "de que lado você fica?. Com Temer ou fora Temer?". E "por um 'acordão' para barrar a Lava Jato ou por uma reforma política para barrar a corrupção?" Enfim perguntam se "este Congresso deve decidir os rumos do Brasil ou você com seu voto?"

    Assista o brilhante vídeo da TV Poeira

    Mais um vídeo genial da TV Poeira 

     

    Em depoimento também para a TV Poeira, o cantor e compositor Mano Brown, do Racionais MC's, diz que "eles (elite golpista) querem trocar um governo por outro" e nada mais. Critica a mídia e diz que "o povo está alheio. Isso que é muito preocupante", afirma. 

    De acordo com o rapper paulista, "se perguntar na periferia quem é o Renan Calheiros ninguém sabe, se perguntar quem é Eduardo Cunha, o camelô não sabe e eles estão detonando o país". Perguntado sobre qual a solução para o impasse vivido no Brasil ele responde que é "eleição direta". No final pergunta ao interlocutor: se o Brasil não é "um país de crime organizado, por que estes caras estão no poder?"

    Veja Mano Brown 

    O grupo pernambucano Nação Zumbi puxa o ‪#‎ForaTemer,‬ durante apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns e o público segue o canto e vibra com a frase mais dita no país nos últimos dois meses.

     Nação Zumbi entoa #ForaTemer

    Nesta quarta-feira (27), durante a abertura do Seminário Democracia na América Latina, em Curitiba, cerca de 7 mil pessoas gritaram "Fora Temer", à espera do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.

    Acompanhe o uníssono "Fora Temer" 

    A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, convoca os estudantes para participar dos atos  "Fora Temer", promovido pela Frente Povo Sem Medo, em diversas cidadades no Brasil e em outros países como Alemanha e Holanda. Ela diz que é "o povo quem deve decidir sobre os rumos do país", por isso defendeu o plebiscito como forma de resolver o impasse criado pela elite golpista.

    Carina Vitral convoca para a defesa da democracia

     

    O cineasta Ruy Guerra, que nasceu em Moçambique e naturalizou-se brasileiro, visitou o Ocupa Minc RJ, na segunda-feira (25), logo após a desocupação violenta e disse que "estamos muito próximos do fascismo", ele critica a atuação do judiciário e diz que virou um "reduto do fascismo". 

    Assista o cineasta Ruy Guerra

    tico santa cruz povo sem medo

    gregorio duvvivier povo sem medo

    juca kfouri povo sem medo

    Portal CTB com agências

  • A Furacão 2000, maior promotora de bailes funks do país, promete ocupar e sacudir a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (17) para acompanhar a votação do  impeachment e barrar esse golpe na jovem democracia brasileira. É a primeira vez que um baile funk de tamanhas proporções chega á zona sul da capital fluminense.

    Fundador da Furacão 2000, Rômulo Costa idealizou a manifestação e explicou que a sua expectativa é levar mais de 100 mil pessoas na orla. Para isso, conta com a presença maciça dos moradores de comunidades próximas, como Rocinha, Vidigal, Pavão Pavãozinho e Cantagalo.

    O funkeiro criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “Temos um presidente ilegítimo para comandar o processo. O paraíso fiscal do Cunha, no Rio, é a Assembleia de Deus”, acusa Costa, que, apesar de evangélico e frequentador da Igreja Universal, tece fortes críticas ao modo como as igrejas são conduzidas, com isenção de impostos. “E os evangélicos de Brasília não me representam”.

    Costa também rechaçou as críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou as conquistas do governo do petista. “Ele tinha que morar em um prédio de dez andares na Vieira Souto, por tudo o que já fez pelo país”, disse.

    Largo da Batata ocupado em SP

    Em defesa da democracia, desde o domingo (10), artistas e representantes de movimentos sociais estão acampados no Largo da Batata, zona oeste, da capital paulista. Tem atração para todos os gostos. Acompanhe abaixo:

    Hoje (13)

    14h - Erickson (Apresentação + Oficina de circo) / Democracia e sociedade autoritária (Marilena Chauí e Maria Rita Kehl)
    14h15 - Multisambofônico (circo/música)
    15h - Tica Lemos (Oficina de dança + Performance)
    16h - Oficina Clube do Bordado / Comitês universidades / Filme + debate - Tatuagem - Dir. Hilton Lacerda
    17h - Lucas Weglinski
    17h40 - Leitura do Manifesto
    18h - Da Lua (Nação Zumbi)
    19h - Rafael Castro / Resistência! Contra o golpe e por novas saídas (Guilherme Boulos, Leonardo Sakamoto, Juca Kfouri e Anelis Assumpção)
    20h - Andre Whoong
    20h40 - KL JAY DJ Set
    21h - DJ Craca + Dani Nega
    22h – Rashid

    Quinta-feira (14)

    12h - Felipe Antunes
    13h - Meno Del Picchia
    14h - Guilherme Kastrup
    15h - Rincon Sapiência
    16h - Chico Salem / Filme + debate - Verdade 12.528 - Dir. Paula Sacchetta
    16h40 - Virada de palco - Baque e Atitute/ Maracatu no solo
    17h - Tiê
    17h40 - Leitura do Manifesto / Virada de palco - Baque e Atitute/ Maracatu no solo
    18h - Guizado
    18h40 - EU EM TI | Sandro Borelli com a Cia Carne Agonizante (dança) com trilha
    19h - Anelis Assumpção
    20h - Lira
    21h - Tulipa Ruiz
    21h40 - Fuzarca Feminista
    22h - BNegão Trio
    23h - Bixiga 70

    Sexta-feira (15)

    14h - Luis Ferron e Dani Dini (dança)
    15h - Sandra Miyazawa | performance
    16h - Ensaio Aberto - Penélope Cia de Teatro / Filme O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas - Dir. Paulo Caldas
    17h - Vivendo do Ocio GRUA (Gentleman de Rua) Cia J.Garcia (dança)
    17h40 - Leitura do Manifesto / Tata Aeroplano DJ SET
    18h - Naná Rizinni
    19h - Aeromoças e Tenistas Russas
    20h - Renascentes / Sérgio Vaz + Binho
    21h - Tape & Scandurra (EST)
    22h – Jaloo

    Sábado (16)

    10h - Isadora Canto - Oficina
    11h - Isadora Canto - Oficina / Cultura e novas narrativas democráticas (Márcia Tiburi, Leticia Sabatella, Tata Amaral)
    13h - MC Soffia (15min)
    15h - Thiago Samba
    16h - Filme + Debate Hoje eu quero voltar sozinho - Dir. Daniel Ribeiro/ Samba de Roda | Rodrigo Campos, kastrup, Jorge Chamon, Da Lua, Roseno, Kiko Dinucci + meninas Ilú Obá de Min
    17h - Maglore
    17h40 - Leitura do Manifesto
    18h - Mauricio Pereira
    18h40 - Bárbara Eugênia DJ Set
    19h - Nobrega
    20h - Black Alien
    22h - Felipe Cordeiro
    23h - Peixe Elétrico

    Portal CTB com informações do jornal O Dia e Catraca Livre

  • Antes de subir no palco de uma casa de shows em Londres, Inglaterra, o cantor e compositor Criolo deu entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da BBC Brasil. O músico não teve papas na língua sobre o momento político vivenciado no país.

    Ele afirma que “cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver. Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala”.

    O secretário da Juventude Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vítor Espinoza concorda com o músico. “Cada corrupto que bem-sucedido, tira dinheiro da educação pública ao mesmo tempo em que o político corrupto faz leis para reprimir os jovens pobres, negros e moradores da periferia”, acentua.

    Ouça o CD "Nó na Orelha" completo:

     

    Para o rapper, as manobras em votações importantes feitas pelo presidente Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra que essa gente é capaz “de tudo para proteger seus interesses, até parar o país e fazer com que as pessoas se matem na rua".

    Em referência ao clima de ódio, discriminação e violência desencadeado pela falta de compromisso da mídia comercial com a verdade dos fatos. Para ele, “A questão não é limpar o país da corrupção”. Porque Cunha “é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato", afirma.

    "Um ambiente de ódio, de rancor, tão absurdo que as pessoas passam por cima e parece que não estão vendo uma construção de fortalecimento, que algumas pessoas sugerem, de homofobia, xenofobia, racismo, de achar normal esse abismo social que a gente vive", diz Criolo.

    De acordo com ele, "a gente fala que a mídia manipula, mas quem manipula a mídia que manipula a gente? Vamos falar de impeachment, mas (qual) o porquê real desse impeachment e de todas as pessoas que estão gritando contra a corrupção? O que andaram fazendo e agora vêm com essa?"

    Ele fala ainda que "eles criam um monte de situação, vedam nossos olhos para eles mandarem cada vez mais”.

    Já Espinoza lembra que “a juventude está sendo assassinada por uma polícia branca, elitista que visa proteger somente o capital em detrimento da vida das pessoas”. Para ele, a corrupção tira dinheiro das “políticas de inclusão da juventude no mercado de trabalho em boas condições de trabalho e de vida”.

    Além de “faltarem políticas públicas que possibilitem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer, que juntamente com a educação contribuem para o desenvolvimento pleno dos jovens para garantir-lhes um futuro mais digno”, reforça.

    Criolo questiona o processo de impeachment em andamento. "Se o interesse é acabar com a corrupção, quantos por cento das pessoas que participaram daquela votação deveriam estar na cadeia?” É necessário refletir sobre “quais são os porquês dessa situação".

    Mas o compositor encerra a entrevista à BBC com um voto de fé. "Essa fé no ser humano, essa fé nas coisas boas, essa fé em quem quer de verdade algo bom, isso não pode morrer, cara, isso tem que ser fortalecido a cada momento".

    Saiba um pouco mais sobre Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo

    Filho de cearenses e criado na zona sul de São Paulo, iniciou a carreira como rapper em 1989 com o nome artístico Criolo Doido. Apesar de anos de estrada, somente em 2006, conseguiu gravar o álbum “Ainda Há Tempo” e fundou a Rinha dos MC's.

    Ouça a versão de Cálice feita por Criolo:

     

    Seu segundo álbum, “Nó na Orelha” só foi lançado em 2011, gratuitamente pela internet. No mesmo ano, tirou o sobrenome artístico Doido e ficou somente Criolo. Outra novidade foi a miscelânea de sons, misturando rap com MPB, samba, forró, entre outros gêneros. Em 2013, gravou uma nova versão de “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) e ganhou aplausos dos autores.

    Leia a entrevista inteira aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O ano de 2016 chega ao fim e é impossível não fazer um balanço desses 366 dias que, como um raio devastador, representou um período de retrocessos e perdas históricas para a classe trabalhadora e para o conjunto da população, especialmente a população negra.

    Iniciamos o ano sob a pressão da aceitação do impeachment da presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff e sob a qual nunca se comprovou nenhum crime de responsabilidade. Uma da série de “vinganças” promovidas pelo então presidente da Casa, Eduardo Cunha, hoje preso por sua extensa lista de crimes de corrupção. Daí em diante, 2016 aprofundou o que 2015 já anunciava: a rearticulação das forças mais retrógradas, racistas, misóginas, conservadoras, anti-povo e entreguistas da sociedade, a união da elite parlamentar, judiciária, midiática e financeira que por meio de um golpe tomou de assalto a presidência do País com fito de implementar sua agenda ultraliberal e deixar o país à beira da insolvência.

    A primeira fotografia deste arremedo de governo não deixava dúvidas de seus reais compromissos e interesses: um Ministério 100% branco, racista e misógino, sem sequer uma mulher, composto por membros das piores oligarquias regionais, quase todos envolvidos em múltiplos escândalos de corrupção, empenhados em revogar todas as conquistas sociais do povo até aqui em especial a ascensão da população negra e pobre a direitos até então inimagináveis como o acesso a universidade e empregos formais.

    A agenda desta gangue não poderia ser outra: desmonte dos direitos sociais, ataque aos programas de transferência de renda (com cortes de beneficiários do Bolsa Família), educacionais, de moradia, de cultura, esporte, entrega das nossas reservas do Pré Sal a multinacionais exploradoras, congelamento dos investimentos nas áreas sociais e do salário-mínimo por longos 20 anos com a maldita PEC 55 (antiga 241/#PECdaMorte), ataques aos direitos de trabalhadoras/es com o PL da Terceirização e agora a aterrorizante Reforma da Previdência que pretende aumentar para 49 longos anos o tempo de contribuição para a aposentadoria integral, estabelecendo como perspectiva para homens e mulheres aposentadoria somente aos 70 anos num país cuja expectativa de vida é de 76 anos!! Qualquer semelhança com a Lei do Sexagenário de 1885 não é mera coincidência!!

    Este programa macabro comporta ainda o desmonte do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço com a redução das multas, o PL 257 que congela salários dos servidores públicos, a instituição da jornada flexível de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado, o aumento de 41,5% do Judicário e tantas outras medidas do infindável pacote de maldades do ilegítimo governo. Some-se a isso a atual crise das instituições, onde reina a submissão do Congresso ao Executivo (índice de fidelidade ao governo em 88% das proposições), interferência do STF no Senado (caso da Lei de Abuso de Autoridade), recusa do Presidente do Senado em cumprir decisão do STF que ordenava seu afastamento e a eterna parcialidade e seletividade da Justiça que tem por conseqüência a blindagem de membros do PSDB. Tudo isso piorado pelo aumento da violência de Estado tanto no que toca a repressão às manifestações dos movimentos sociais quanto no dia a dia das favelas e periferias. Se antes as forças policiais já agiam como se tivessem licença pra torturar e matar, hoje elas se sentem absolutamente à vontade e protegidas pelo atual mandatário do Ministério da Justiça, velho conhecido pelas arbitrariedades promovidas no estado de São Paulo. Passos largos na direção da barbárie!

    O povo se levanta com rebeldia

    Mas nada disso aconteceu sem resistência! Ainda em junho de 2016, a Unegro realizou, em São Luís do Maranhão, o seu 5º Congresso sob o lema “Negras e negros no poder e em defesa da vida” que contou com a participação de cerca de mil delegadas/os de todo o Brasil. Neste congresso que consolidou a Unegro como a maior entidade do movimento negro brasileiro, a militância reunida refletiu sobre os desafios da conjuntura nacional e a imperiosa necessidade de amplificar a organização do povo contra os desmandos do Governo golpista, reafirmando o compromisso da Unegro com um país democrático, livre do racismo, da misoginia e da Lgbtfobia, desenvolvido e justo socialmente. Aprovou ainda as bandeiras do #ForaTemer e #DiretasJá!

    Por sua vez, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além da Convergência Negra contra o Racismo, vêm promovendo uma série de manifestações locais e nacionais, reagindo a cada uma dessas propostas, denunciando ao caráter golpista, racista e elitista deste governo, lutando por Diretas Já. Outra grande e talvez maior lição de rebeldia, resistência e esperança tenha vindo das estudantes - especialmente secundaristas - por todo o Brasil: as ocupações das escolas! Lindas lições de luta, amor e solidariedade surgiram das milhares de escolas ocupadas no Brasil contra a maldita #PECdaMorte (PEC 55), contra a MP 746 que desregulamenta o Ensino Médio e da luta por uma educação de qualidade, crítica e formativa de valores de solidariedade e liberdade. A Unegro foi apoiadora de muitas dessas ocupações em todo o Brasil!!

    Cresce a percepção do povo diante da tragédia social representada pelo governo Temer

    Superando o estado inicial de incredulidade e indiferença diante deste cenário, o povo vem sendo insistentemente chamado pelas forças patrióticas e progressistas a participar do debate sobre os rumos do país e as primeiras respostas começam a surgir: em dezembro 51% dos brasileiros consideram a gestão do presidente ruim ou péssima, ante 31% em julho; para 40% da população, a gestão de Temer é pior que a anterior, de Dilma Rousseff; 65% consideram o presidente falso e 75%, defensor dos mais ricos. Metade dos brasileiros vêem Temer como autoritário e 58%, desonesto.

    Além da queda na popularidade de Temer, a percepção da população sobre a economia piorou. Para 66% dos entrevistados, a inflação vai aumentar. Já o crescimento do desemprego é apontado por 67% dos entrevistados. Em relação ao poder de compra, 59% dos entrevistados pensam que haverá diminuição. Sobre a situação financeira pessoal dos entrevistados, a percepção de piora foi apontada por 50%. Para 38%, a situação permaneceu a mesma e, para 10%, melhorou. Quanto ao futuro da economia, 41% acha que se deteriorará, 27%, que não será alterada e, 28%, que ficará melhor. Do ponto de vista pessoal, 27% aguardam piora nas finanças!!

    Enquanto o governo Temer desaba nas costas do povo as contas do seu “ajuste” os ricos se tornam ainda mais ricos!! Lucros dos grandes bancos ultrapassou R$ 70 bilhões e o país deixou de arrecadar apenas em 2016 o total de 450 bilhões devido à sonegação das grandes empresas que se recusam a pagar seus impostos devidos.

    Não há tábua de salvação para este governo corrupto e alinhado com os banqueiros e as elites! #ForaTemer!! Cabe agora aos movimentos sociais – e a Unegro está devidamente empenhada neste desafio – aumentar o tom das mobilizações por bairros, setor de trabalho, nas escolas e universidades, feiras livres, praças públicas, saídas de ônibus, trens e metrôs, zonas comerciais de grande fluxo e chamar o povo a ser timoneiro do seu presente e futuro! Não cabe ao Congresso, ao Ministério Público ou à Polícia Federal, ninguém dessa sopa de letrinhas, representar os anseios maiores do povo por emprego, direitos e democracia! Que o povo decida quem deve governar a Nação: DIRETAS JÁ é o grito que vai ecoar por todo o ano de 2017!!!

    “Aprenda, homem no asilo!
    Aprenda, homem na prisão!
    Aprenda, mulher na cozinha!
    Aprenda, ancião!
    Aprenda, jovem!
    Você tem que assumir o comando!

    Freqüente a escola, você que não tem casa!
    Adquira conhecimento, você que sente frio!
    Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.
    Você tem que assumir o comando”.
    (Elogio do Aprendizado, Bertolt Brecht)

    Ângela Guimarães é socióloga e presidenta Nacional da União de Negros pela Igualdade.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Às 13h30 desta quinta-feira (7), o deputado federal Eduardo Cunha renunciou à Presidência da Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito em coletiva e foi acompanhado por um discurso emotivo do deputado, que não falou de nenhum dos muitos escândalos nos quais está envolvido.

    Cunha se descreveu como um "perseguido político" por ter se tornado antagonista da presidenta Dilma Rousseff logo no início de seu segundo mandato, e disse "estar pagando um alto preço por ter liderado o processo de impeachment". Ele reiterou que vai provar sua inocência em todos os processos nos quais está envolvido e citou a mulher e a filha como principais vítimas da "perseguição" que vem sofrendo.

    Apesar de ter negado a reúncia com ênfase desde o seu afastamento, o burburinho de que ele faria isso cresceu nos últimos dias. Desde as primeiras horas desta manhã, líderes da Câmara reuniam-se para decidir quais seriam os procedimentos adequados diante de um afastamento tão próximo ao recesso parlamentar do meio de ano. Debate-se agora a data da eleição do novo presidente da Casa e a lista de candidatos.

    Acordo para salvar a pele

    Apesar da aparência de vitória, a renúncia do Cunha não representa grande mudança depois de seu afastamento. A renúncia pode ser uma moeda com outros membros do governo, que têm hoje o poder para salvá-lo por vias regimentais.

    Desde a decisão do Supremo Tribunal Federal, Cunha tem investido na hipótese de empastelar seu processo de cassação por vias regimentais da Câmara dos Deputados. Depois que a Comissão de Ética da Casa aprovou parecer favorável à cassação, a defesa de Cunha moveu 16 obstruções ao processo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    “Se [o recurso] for aceito, a CCJ tem o poder de devolver o relatório para a Comissão de Ética, onde terá que ser feito novamente antes de ser votado. A preocupação é saber se Cunha terá o poder de reverter esse quadro a seu favor, porque o processo de cassação só irá a votação depois de passar por todas as comissões necessárias”, explicou à CTB o jurista Magnus Farkatt em entrevista na última edição do Olho Crítico.

    Apenas um foi aceito pela Comissão, mas o caráter puramente regimental do recurso indica que pode estar sendo desenhada uma jogada política maior: alega-se que a forma da votação que determinou o parecer contra Eduardo Cunha seria irregular por ter sido realizada nos microfones, ao invés do painel eletrônico. "Só seria possível adotar o sistema de votação nominal por chamada dos deputados caso o painel eletrônico disponível na sala de sessões do Conselho de Ética não estivesse funcionando”, alega a defesa. 

    O relator deste recurso será Ronaldo Fonseca (PROS-DF), grande aliado de Cunha e inclusive pastor da mesma igreja do deputado fluminense - decisão que causou grandes críticas ao presidente da CCJ, deputado Osmar Serraglio (PMDB). Fonseca é coordenador da Bancada da Assembleia de Deus na Câmara e havia sido eleito pelo PR antes de migrar para o PROS. Cunha ficou tão à vontade com a nomeação que comunicou via Twitter que vai acompanhar pessoalmente a sessão de avaliação de recurso.

    A proposta de anulação deve ser agora analisada e votada pelos 66 deputados que integram a Comissão e, se aceita, deve retornar o processo ao Conselho de Ética. “Este já é o processo mais longo da história da Câmara, e ainda há muito pela frente antes de isso acabar. [Cunha] tem o controle de centenas de parlamentares, uma verdadeira tropa à sua disposição, e nós sabíamos que seria difícil fazer valer a lei”, disse Farkatt em depoimento à CTB. Já são mais de oito meses desde o início da luta contra Cunha.

    Portal CTB

  • O repórter Mehdi Hasan, da TV Al Jazeera, uma das maiores audiências do mundo, fez uma reportagem de pouco mais de 2 minutos com o sugestivo título “O impeachment de Dilma no Brasil: um caso de estudo da hipocrisia?” (Veja o original aqui).

    Hasan é o mesmo jornalista que encostou Fernando Henrique Cardoso na parede recentemente e deixou o ex-presidente sem resposta para justificar o afastamento da presidenta Dilma Rousseff (saiba mais aqui).

    Em reportagem para o programa “UpFront” (Na Frente), o jornalista ironiza o golpe de Estado jurídico-parlamentar em marcha no país e revela ao mundo que o vice-presidente Michel Temer - que tomou de assalto o cargo de Dilma – está inelegível por 8 anos, por crimes eleitorais.

    Assista a reportagem da Al Jazeera 

    Primeiramente “Fora, Temer!”

    Assim como o maior jornal do mundo, o norte-americano The New York Times (leia aqui) e a TV CNN, também norte-americana (assista aqui), a Al Jazeera apresenta a falta de vergonha da elite brasileira que golpeia a democracia contra os interesses nacionais.

    Hasan mostra ainda que Temer também pode sofrer impeachment. E denuncia que o processo contra Dilma foi detonado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em julgamento por seus pares, acusado de mentir sobre contas ilegais na Suíça, entre outras inúmeras acusações.

    Além disso, o jornalista denuncia que o presidente do Senado, Renan Calheiros, é acusado na Operação Lava Jato, entre outros ilícitos. Juntamente com diversos outros parlamentares e ministros interinos do Temer, sendo que alguns deles já foram até afastados.

    Mostra para o mundo também que 303, dos 513 deputados federais, estão envolvidos em crimes diversos, que vão de corrupção à utilização de trabalho escravo, passando por acusações de assassinatos. Recentemente, um deles, Marco Feliciano (PSC-SP), foi acusado de estupro por uma jovem.

    O governo golpista, mesmo sem a definição do impeachment, já mostra as garras violando direitos humanos e elaborando projetos que tiram todos os direitos da classe trabalhadora, como o 13º salário e as férias remuneradas, além de arrasar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Fique de olho!

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Cabrini iniciou o Conexão Repórter, deste domingo (11), perguntando para o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se o enriquecimento dele “aconteceu através de propinas?” Cunha disfarça, tenta explicar, mas não explica nada.

    Para muitos, o repórter do SBT deu uma lição de jornalismo, ao perguntar o que todos querem saber.  Foi um dos melhores programas jornalísticos dos últimos tempos”, diz Paulo Nogueira, editor do blog Diário do Centro do Mundo.

    Assista o Conexão Repórter com a entrevista completa 

    O programa exibido na véspera do julgamento de Cunha na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar ao mentir sobre contas na Suíça. “O que sobraria de Brasília se o senhor contasse tudo o que sabe?”, insiste Cabrini. Sem resposta condizente.

    Nogueira chama a atenção para outro aspecto importante da entrevista. Para ele, o jornalista do SBT foi melhor que o juiz Sérgio Moro. “Se Cabrini foi capaz de chegar a Claudia Cruz, como Moro pôde fracassar miseravelmente? ”.

    “O que você pode falar sobre as contas no exterior, uma delas em seu nome?”, falou Cabrini para Cruz. Cunha tenta despistar dizendo que o objetivo da entrevista era ele e não ela. O jornalista insiste dizendo que ela poderia responder por ela.

    O repórter insiste e pergunta: “Você é acusada de ter mantido uma vida de luxo, comprando roupas de grife com dinheiro de propina. O que você tem a dizer sobre isso?” Mais uma pergunta sem resposta.

    Assista a parte com as perguntas à Claudia Cruz 

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • E agora Cunha?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    seus comparsas te traíram,
    na noite, a câmara te cassou.
    E agora, Cunha?
    E agora, você?
    Gigante de pé de barro,
    que zombava e golpeava os outros,
    em você eu te escarro,
    teu lugar é na cadeia.
    e agora Cunha?
    A coisa está feia!

    Está sem a Câmara,
    está sem discurso,
    está sem padrinho,
    não pode roubar,
    não pode golpear,
    não pode chantagear
    manipular já não pode,
    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    veio a cassação.
    E tudo acabou,
    e tudo fugiu,
    e tudo mofou.
    E agora, Cunha?
    Um preço caro você pagou.

    E agora, Cunha?
    Outrora todo poderoso,
    ascendeu e caiu,
    ascendeu com traíras,
    por traíras sucumbiu,
    traíras são traíras...
    suas criaturas, que te devoraram
    como um conto épico de um canalha que partiu.
    E agora, Cunha?
    O teu futuro é vil.

    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;
    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    que ir pra o Rio
    a bancada do Rio, Puta que pariu?!...
    E agora, Cunha?
    A casa caiu!

    Se você gritasse,

    se você gemesse,

    se você tocasse

    a valsa vienense,

    se você dormisse,

    se você cansasse,

    se você morresse...

    Mas você não morre,
    você é duro, Cunha!

    É agora, Cunha?
    Você foi apenas uma cobra
    Expulsa de um ninho de serpentes.
    Canalhas! Canalhas! Canalhas!...
    Estava certo Tancredo, saudoso presidente.
    E você Drummond?
    Me concedeu esse presente.

    Francisco Batista Pantera é Professor, Jornalista, Poeta e Presidente Estadual da CTB-RO.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

  • "Le-vos-ei um poema e depois vou sair de fininho. Quem escreveu não fui eu, foi meu filho Michelzinho", começa o ator Gregório Duvivier, no Circo Voador, durante o show Canta a Democracia, denunciando o golpe no Brasil.

    E continua: "Caro povo brasileiro chamar-me-ão morto-vivo, alguns chamarão mordomo, outros vice decorativo. Aos poucos, aceitaram tudo aquilo que eu propunha. Devo tudo nesta vida ao meu amigo Eduardo Cunha"...

    Assista à íntegra da sátira de Duvivier

     Portal CTB

  • O dia 17 de abril de 2016 entrou para a história como o Dia da Vergonha para o Brasil. Por 367 votos favoráveis e 137 contrários, a Câmara dos Deputados, presidida por Eduardo Cunha, atualmente preso por corrupção, disse sim com ênfase ao processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. 

    “Foi vergonhoso assistir àquele espetáculo dantesco com deputados federais mandando tchauzinhos e beijinhos para o papai e a mamãe, além de outras pirotecnias que fizeram a imprensa mundial rir do Brasil”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

    Leia mais

    Cai a máscara de Temer: “O Processo”, filme sobre o impeachment, é premiado no Festival de Berlim

    Pior ainda, mesmo sem provas, “discursaram em nome de Deus, homenagearam torturadores, gritaram e saltitaram contra a corrupção e poucos dias depois se viam envolvidos em ilícitos”, conta Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    As pessoas que querem entender melhor os acontecimentos, podem se inscrever em cursos sobre o golpe em diversas universidades federais e estaduais em todo o país. Vale lembrar também que já está em cartaz no Brasil, inclusive o premiado documentário “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que retrata os bastidores do processo de impeachment em todas as suas nuances.

    Assista teaser de O Processo 

    Exatos dois anos depois, “vê-se que o Brasil andou para trás. A reforma do ensino médio pretende a privatização desse nível escolar. O governo projeta acabar com as universidades federais públicas, propõe liquidar com o SUS (Sistema Único de Saúde) e massacra a classe trabalhadora com a reforma trabalhista e tem a intenção de liquidar com a aposentadoria”, ressalta Ivânia.

    A presidenta Dilma foi afastada do cargo no dia 12 de maio de 2016, assumindo o seu vice, Michel Temer. O processo foi instaurado no Senado, presidido por Ricardo Lewandowski, então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Temer assumiu e imediatamente começou o desmonte do Estado. Vânia lembra que “mesmo como interino montou a sua equipe de trabalho com um ministério composto somente por homens brancos e velhos”. 

    Extinguiu num primeiro momento o Ministério da Cultura. Atacou as conquistas das mulheres, dos negros, dos LGBTs , da juventude e dos direitos humanos numa tacada só. “Foi logo mostrando o real objetivo do golpe: acabar com as conquistas da classe trabalhadora”, diz Ivânia.

    Veja o clima no dia da votação em Brasília 

    Alimentados pela mídia burguesa, milhares de pessoas saíram às ruas de todo o país com camisas da Confederação Brasileira de Futebol pedindo o afastamento da presidenta. A campanha foi infame.

    “Sucessivos ataques misóginos eram estampados nos jornais e nas revistas, sem nenhuma comprovação ou preocupação com os fatos”, afirma Vânia. Quatro meses depois o golpe era consumado com o afastamento definitivo da presidenta eleita constitucionalmente por mais de 54 milhões de eleitoras e eleitores. O Brasil ficou dividido. "Somente as eleições deste ano podem apaziguar o país", reforça.

    “Muito importante lembrar-se desse fatídico dia, para entendermos porque não tivemos a capacidade de defender a nossa presidenta”, assinala Ivânia. “Tudo o que vem ocorrendo mostra que o golpe veio para perpetuar a corrupção, os desmandos e o aniquilamento dos sonhos de um futuro digno para o país e seu povo”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A nadadora pernambucana Joanna Maranhão volta a ser alvo de polêmica. Após não conseguir classificação em competição de natação nas Olimpíadas Rio 2016, choveram ataques à atleta pelas redes sociais.

    No ano passado, pouco antes de partir para as competições do Pan-americano, Maranhão gravou um vídeo em resposta aos deputados ultraconservadores que defendem a redução da maioridade penal e a retirada de conquistas das mulheres. Atacou também as posições racistas e homofóbicas de Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro. No vídeo, dispensou a torcida deles na disputa do Pan (saiba mais aqui).

    A partir dessa manifestação, ela passou a ser perseguida por setores reacionários da sociedade. Circulando pelas ciclovias paulistanas, ao ver um carro estacionado em cima da ciclovia, reclamou e recebeu ofensa (leia aqui) igual à desferida contra Letícia Sabatella em Curitiba.

    Os ataques mais recentes contra a atleta olímpica, de 29 anos, aconteceram após ela não obter classificação para continuar a disputada por medalhas da Rio 2016. “Nem todo mundo compreende a grandiosidade e a competitividade de uma olimpíada", diz Maranhão.

    “Treinei muito para ser a melhor nadadora do Brasil e não sucumbir à minha depressão, e de repente as pessoas me questionando, questionando minha história", afirma. Com razão ela diz que "o Brasil é um país muito racista, muito machista, muito homofóbico”.

    Assista a entrevista da atleta ao canal pago SporTV 

    Maranhão se solidariza com seus colegas do judô que perderam. Ela cita o caso de Rafaela Silva que foi chamada de “macaca”, por ser negra, em 2012, após perder (leia mais aqui).

    “Rafaela é uma menina de origem pobre, que teve assistência de programas sociais, e muitas pessoas querem que isso acabe. É paradoxal", reforça.

    Para ela, seria natural as pessoas criticarem a suja atuação no esporte, mas “desejar que eu seja estuprada, que a minha mãe morra, que um bandido me mate”, argumenta, “acho que isso ultrapassa “ os limites da civilidade.

    Ela afirma que o possível dinheiro arrecadado com as ações judiciais reverterão para a sua ONG Infância Livre, que cuida de crianças que sofreram abuso sexual em Recife (saiba mais aqui).

    “As pessoas se sentem seguras por estarem por trás de um computador”, mas ela conta que armazenou todos os xingamentos e encaminhou para a Justiça, porque ao partirem “para a história da minha infância” para o “desrespeito com as mulheres” e “pelo fato de eu ser nordestina" aí "vou ter que tomar medidas jurídicas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Considerado o diário mais importante do mundo, o jornal The New York Times (NYT) faz uma série de reportagens sobre o golpe de Estado jurídico-parlamentar em marcha contra a democracia brasileira.

    A equipe de correspondentes acompanhou algumas manifestações em defesa do Estado Democrático de Direito e das conquistas sociais dos últimos 13 anos. Os jornalistas norte-americanos produziram um vídeo, visualizado no mundo inteiro.

    Assista o vídeo do NYT 

    Camila Márdila (a Jéssica de Que Horas Ela Volta?) gravou uma chamada à resistência ao golpe. "Algo muito importante ainda está pra acontecer, não tem nada definido... A gente tem que prestar muita atenção ao que pode acontecer nos próximos dias nesse país, e não é só nas Olimpíadas”, diz a atriz.

    Veja Camila Márdila

     

    O vídeo “Golpe x Democracia”, do grupo Juventude Decidida, pergunta: "De que lado você está? De Eduardo Cunha, com várias acusações de atos ilícitos, ou de Dilma, sem nenhuma acusação comprovada?"

    Veja o vídeo e decida 

    Com muita irreverência, centenas de brasileiros e brasileiras tomaram a Times Square em Nova York, Estados Unidos, em defesa da democracia e pelo “Fora Temer”, no domingo (31). Chico César canta “as velhas raposas querem o galinheiro”...

    Assista

    Os Jornalistas Livres gravam vídeo de uma solenidade com a presença de políticos graúdos do PSDB paulista sobre a questão da saúde, onde ocorre um protesto contra o desmanche do SUS e os políticos se fazem de desentendidos.

    Estavam presentes José Serra (ministro interino das Relações Exteriores), Fernando Capez (presidente da Assembleia Legislativa de SP), Geraldo Alckmin (governador de SP), David Uip (secretário de Estado da Saúde) e Ricardo Barros (ministro da saúde do interino).

    Repare a cara de pau dos tucanos 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Charge: Latuff

  • Na manhã desta quinta-feira (7), representantes de trabalhadoras de todo o Brasil levaram seu apoio e a convicção de luta ao Palácio do Planalto, no “Encontro Mulheres em Defesa da Democracia”. O evento reúne quase mil representantes de entidades sindicais e movimentos sociais e feministas, além de parlamentares.

    As mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil entregaram moção de apoio à Dilma, como as dezenas de entidades presentes, ecoando o grito de milhares de brasileiras e brasileiros pelas ruas: “Não vai ter golpe”.

    Leia mais:

    Para Ivânia Pereira, IstoÉ agride as mulheres com matéria misógina contra Dilma

    União Brasileira de Mulheres repudia misoginia da revista IstoÉ contra Dilma

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, mais uma vez repudia a matéria da revista istoÉ, que estampa ataque misógino à presidenta Dilma. "Essa matéria ataca a todas as brasileiras em sua dignidade e nos direitos de uma vida livre de agressões". 

    "Promovemos este ato para refutar a trama golpista dessa direita, que por não conseguir provar nenhuma falcatrua de Dilma, tenta desmoraliza-lá", acentua Ivânia. De acordo com ela, o objetivo do encontro é mostrar que "queremos tê-la como nossa líder nacional" e, por isso, "as mulheres continuarão nas ruas para garantir a democracia e uma vida sem medo".

    Entre, as sindicalistas que discursaram, Alessandra Lunas, secretária das Mulheres Trabalhadoras Rurais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, levou a solidariedade à Dilma pelos sucessivos ataques misóginos sofridos por ela na mídia burguesa.

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    “Com muita indignação, repudiamos as manifestações de ódio e preconceito como o ataque promovido pela revista IstoÉ”, disse Alessandra. “Essa violência não é apenas contra a companheira Dilma, mas atinge a todas nós”.

    A ex-secretária especial de Direitos para Mulheres do governo Lula, Nilcéia Freire, mandou mensagem e vídeo afirmando que “nós, mulheres brasileiras, exigimos respeito aos nossos direitos conquistados passo a passo desde que nossa constituição cidadã foi criada”.

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    Já Creusa Oliveira, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, ressaltou as importantes conquistas delas com a Lei das Domésticas, em vigor desde 2013. “Nunca tivemos nossos direitos reconhecidos e agora podemos sonhar com nossas filhas e filhos nas universidades”, defendeu.

    No encerramento de sua fala, Creusa puxou o coro ao afirmar que “mexeu com ela, mexeu com todas nós”, ao qual a plateia respondeu prontamente. Socorro Gomes, dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, pediu tolerância e respeito às diferenças.

    Aos gritos de “A Dilma fica o Cunha sai”, a Marcha Mundial das Mulheres repudiou os virulentos ataques machistas à presidenta e criticou com veemência a permanência de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados.

    “O lugar do Cunha é na cadeia. Cadê o Judiciário, a Justiça? Nós mulheres feministas temos confiança nesse governo, na nossa luta e no projeto de igualdade que queremos e vamos construir”, concluíram as representantes da Marcha.

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    Presentes ao ato político representantes das mulheres brasileiras de todos os setores da vida nacional. Filósofas, escritoras, negras, trabalhadoras rurais, domésticas, sindicalistas, estudantes, enfim mulheres de todos os matizes gritaram ao final: “Machistas não passarão”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Ruth de Souza, de Brasília

  • Susan Sarandon, Viggo Mortensen e Noam Chomsky apoiam Dilma contra o golpe

    Vários artistas estrangeiros lançaram nesta quarta-feira (24) um manifesto em defesa da democracia brasileira. Contra o golpe em marcha no país, disfarçado de impeachment da presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff.

    “Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados”, diz trecho do manifesto (leia a íntegra no final do texto).

    Assinam o manifesto o cineasta Oliver Stone, a atriz Susan Sarandon, o ator Viggo Mortensen, o ator Danny Glover, o linguista Noam Chomsky, o compositor Brian Eno, a estilista Vivienne Westwood, entre diversas outras personalidades.

    Também na quarta-feira, intelectuais brasileiros encaminharam uma petição ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski pedindo a anulação do processo de impeachment contra a presidenta Dilma.

    Assinam a petição o escritor Fernando Morais, os jornalistas José Trajano e Alípio Freire, os professores universitários Stella Maris de Freitas e Laymert Garcia dos Santos, entre outros. O texto da petição acusa Eduardo Cunha de "desvio de poder e ofensa à moralidade administrativa".

    Além de apontar "interferência externa, deslealdade processual, ausência de liberdade de julgamento e abuso de poder" (leia a íntegra aqui).

    fernando morais jose trajano alipio freire stella maris de freitas laymert garcia dos santos

    Canta a Democracia

    O show “Canta a Democracia” (acesse página do Facebook aqui) reuniu inúmeros artistas para cantar a liberdade no Circo Voador, no Rio de Janeiro e no Apollo Theater, em Nova York.

    Entre muitos outros artistas, participaram Wagner Moura, Bebel Gilberto, Fernando Morais, Letícia Sabatella, Tico Santa Cruz, Zélia Duncan, Bia Lessa, Ernesto Neto, Sérgio Sérvulo da Cunha, Márcia Tiburi, Edgard Scandurra, Tata Amaral, Arrigo Barnabé, Roberto Amaral e Daniel Filho.

    Artistas interpretam "A Farsa" no "Canta a Democracia" 

    “Canta a Democracia é o nome do espetáculo e também da campanha que coloca no palco artistas e grandes nomes da cultura brasileira que querem defender os direitos de todo cidadão brasileiro. O Brasil das mulheres. Dos negros. Dos cidadãos LGBT. Dos indígenas. O Brasil dos trabalhadores, dos aposentados, dos estudantes, de todos nós. O Brasil que já teve importantes conquistas e não pode, de forma alguma, voltar para trás. Um país que tem de preservar o que já conseguiu com muita luta. Um país que tem de assegurar o direito do voto. Um país que diz não ao golpe”, afirma o manifesto do evento.

    Leia a íntegra do manifesto dos artistas e intelectuais estrangeiros:

    Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil

    Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, que instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável, e existem evidências convincentes demonstrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.

    Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.

    Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.

    Assinam:

    Tariq Ali – Escritor, jornalista e cineasta

    Harry Belafonte – Ativista, cantor e ator

    Noam Chomsky – Professor emérito de Linguística no MIT, teórico e intelectual

    Alan Cumming – Ator e autor

    Frances de la Tour – Atriz

    Deborah Eisenberg – Escritora, atriz e professora

    Brian Eno – Compositor, cantor, artista visual e produtor

    Eve Ensler – Dramaturga, autora de “Os Monólogos da Vagina”

    Stephen Fry – Locutor de rádio, ator, diretor

    Danny Glover – Ator e diretor de cinema

    Daniel Hunt – Produtor musical e cineasta

    Naomi Klein – Escritora e cineasta

    Ken Loach – Cineasta

    Tom Morello – Músico

    Viggo Mortensen – Ator e músico

    Michael Ondaatje – Novelista e poeta

    Arundhati Roy – Autora e ativista

    Susan Sarandon – Atriz

    John Sayles – Roteirista, diretor e novelista

    Wallace Shawn – Ator, dramaturgo e comediante

    Oliver Stone – Cineasta

    Vivienne Westwood – Estilista

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com agências

  • Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado  de S. Paulo se recusou.

    A extinção do Minc (Ministério da Cultura) é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse governo ilegítimo.

    O pior ainda está por vir.

    Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.

    Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça.

    Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013.

    Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais.

    Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.

    Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!).

    Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos.

    Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo.

    Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.

    Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?!

    Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior?

    Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo.

    E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da Esplanada dos Ministérios… Faz sentido.

    Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.

    Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil.

    Ótimo. Pra que cultura?

    Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na igreja de Malafaia e na redação da Veja:

    “Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!”

    Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.

    Por Wagner Moura

  • O jornalista Bob Fernandes, mais uma vez, em seu comentário na TV Gazeta, denuncia as mazelas do golpe em marcha no Brasil, travestido de impeachment. Ele conta que "agora Gilmar Mendes diz ser preciso chamar às falas os responsáveis'".

    Mendes reclama do vazamento dos pedidos de prisão para Sarney, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Romero Jucá, feitos pelo Procurador Rodrigo Janot. “É processo oculto, pede-se sigilo, mas divulga-se para a imprensa. Isso é grave, brincadeira com o Supremo. Quem faz isso está cometendo crime”. Fernandes responde afirmando que está o ministro do STF está “certíssimo”, desde que não levem “em conta o ‘mensalão’, centenas de vazamentos ocorreram nos últimos dois anos, nas investigações do ‘petrolão’".

    Lembra também do vazamento da conversa particular entra o ex-presidente Lula com a presidenta Dilma, há 3 meses, e até aí, Mendes se calou profundamente. Há três meses, de maneira ilegal foi gravada parte de conversa entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. Com vazamento ilegal da porção ilegalmente gravada. “À época o ministro Teori Zavaski criticou e cobrou o juiz Moro.

    O que disse então o ministro Gilmar Mendes sobre o vazamento?”, pergunta Fernandes e ele mesmo responde: “disse que a divulgação foi "correta" e que importante era discutir o "conteúdo extremamente grave".

    O jornalista cita também vídeo (assista abaixo) do Blog de Fausto Macedo, do jornal O Estdo de S. Paulo, onde Nestor Cerveró é flagrado dizendo que “a Odebrecht sempre teve profunda influência (na Petrobras) desde época do (Joel) Rennó (Ex-presidente da Petrobras)”.

     

    Diz ainda que “a Braskem é um dos maiores escândalos criados na época do Fernando Henrique...e não foi o Lula quem inventou... Essas coisas não são investigadas, isso é que eu fico impressionado”.

    Por essas e por outras que o golpe contra os mais de 54 milhões de voto dados à presidenta Dilma prossegue no Senado e o STF nada. Reveste-se de mais importância ainda os atos do Dia Nacional de Mobilizações, nesta sexta-feira (10) em todo o país. O povo vai gritar “Fora Temer”. Essa nem o STF segura.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Veja cometário completo de Bob Fernandes:

     

  • "Pedimos que o Conselho de Ética exerça seu papel e acelere o quanto antes o processo contra Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar. Nós acreditamos que vocês darão voz à milhares de brasileiros que estão indignados em terem como líder da casa do povo alguém suspeito de estar envolvido com corrupção", diz texto de abaixo-assinado para a cassação do ainda presidente da Câmara dos Deputados.

    A petição "Pela cassação do mandato de Eduardo Cunha" está no Avaaz (assine aqui) e já conta com mais de 1 milhão de assinaturas.

    Acusado de envolvimento em tenebrosas transações na Lava Jato, contas na Suíça, entre outras inúmeras acusações, o deputado do PMDB-RJ tem representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara, mas com sucessivas manobras, Cunha tem conseguido adiar os tralbalhos da comissão.

    Ainda por cima comanda a Câmara como um imperador e participa de trama golpista para tirar da Presidência da República, Dilma, rasgando a Constituição e jogando o Brasil à beira do precipício.

    Além de sucessivas manobras no regimento interno para recolocar em votação pautas rejeitadas pelo plenário, para aprová-las sumariamente.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

  • O momento político do Brasil desperta paixões. Obviamente, não haveria como ser diferente em uma conjuntura de rompimento do pacto democrático, firmado após a ditadura militar, e da ofensiva golpista de um grupo que não aceitou o resultado das urnas.

    Vivemos um dos momentos mais complexos e mais graves da história nacional, com a peculiaridade de um golpe de Estado sem tanques, mas com a violência autoritária de setores do parlamento, a mão de ferro do judiciário, a ação ilegítima de uma mídia nativa monopolizada, o controle das opiniões e da verdade.

    Frente a esse cenário, os movimentos sociais, os setores progressistas da sociedade precisam respirar fundo, entender o que está em jogo, planejar o contra-ataque para recuperar o que foi tomado do país: a democracia. A União Nacional dos Estudantes realizou esse exercício de reflexão e debate no último fim de semana, em São Paulo, durante o seu 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). O resultado foi a resolução da UNE em apoiar a proposta de um plebiscito para consultar a população acerca da realização de novas eleições. Trata-se de uma luta conjunta, travada ao lado da resistência ao golpe, da denúncia dos desmandos do governo de Michel Temer e a busca pelo retorno da presidenta eleita ao seu cargo.

    Para os estudantes e outros movimentos, o pacto que foi rompido e não será restituído com a política de gabinetes, com o desenrolar do contaminado jogo institucional que se apresenta. Um novo pacto qualquer não terá legitimidade sem a participação popular direta, sem o protagonismo dos milhões de brasileiros que se sentem mal representados pela classe política em geral e desejam sua renovação. A fragilidade do atual sistema se mostrou escancarada com a tomada de assalto da República por personagens como Eduardo Cunha, o tirano que dá as cartas sob holofotes ou nos bastidores, manipulando toda a dinâmica do presidencialismo de coalizão e fazendo do futuro do país uma partida sádica de xadrez.

    O plebiscito será como a retirada do poder de narrativa dessas figuras como Cunha, Temer e outros cujo projeto é rejeitado pela maioria, entregando-o à população. É o horizonte de uma nova disputa a ser vivida nas ruas, junto aos trabalhadores, aos jovens, pobres, camponeses, às mulheres, negros, indígenas, a população LGBT. Assusta aos golpistas, como os dois citados logo acima, a possibilidade de precisarem defender sua agenda na luz do dia, em uma campanha na qual precisariam justificar o desmonte das leis trabalhistas, os cortes nos programas sociais, na educação, na saúde, a retirada de direitos, a priorização dos grandes interesses econômicos em detrimento do desenvolvimento dos menos favorecidos. O plebiscito é um desafio para “botarem a cara” e dizerem a que vieram.

    A cara da UNE já está aqui, esperando os que aceitam o embate sem golpes, sem viradas de mesa, frente a frente com o povo. O plebiscito é uma construção que está amadurecendo entre as diversas correntes da sociedade, a partir do debate respeitoso e de uma nova articulação popular formada pelas bases, como sempre foi nos momentos mais críticos da história do país. É uma proposta que agrega consensos e que acua os inimigos em comum. A juventude quer ouvir a voz do Brasil sobre novas eleições. Você também quer? Vamos juntos.

    Carina Vitral é presidenta da União Nacional dos Estudantes e colunista do blog Conversa Afiada.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

  • Ruas e universidades de todo país serão palco de uma série de manifestações nesta quinta-feira (28) com o objetivo é denunciar uma ruptura constitucional e democrática no país, “um golpe”, como destaca o documento aprovado pelos diretores da União Nacional dos Estudantes e divulgado na semana passada.

    O ”Dia Nacional de Paralisação nas Universidades em Defesa da Democracia” é organizado em parceria com as centenas de comitês universitários de resistência democrática que foram construídos dentro das instituições e têm promovido diversas atividades desde que o golpe avançou no país.

    O diretor de comunicação da UNE, Mateus Weber, afirma que os estudantes vão mostrar sua força nas ruas. ”Nós vimos a aberração que foi a votação no último dia 17. A democracia não está ligada à defesa de governos, mas a gente acredita que esse processo de impeachment vai ferir diretamente os programas sociais e todas as conquistas dos últimos anos. Por isso a juventude vai pra rua para dizer que não aceita esse golpe que o Congresso está tramando”, disse.
    Estão programadas manifestações nos restaurantes universitários, na porta das faculdades, atos nas salas de aula, atividades culturais, marchas, aulas públicas e assembleias que devem mobilizar toda a comunidade acadêmica de estudantes, professores, funcionários e técnicos-administrativos.

    Cunha corrupto, Temer conspirador

    Para os estudantes, o processo de impeachment não tem base legal e, além disso, é ilegítimo por ter sido conduzido na Câmara dos Deputados pelo réu e corrupto Eduardo Cunha, além de tramado pelo vice-presidente Michel Temer, “que conspira e quer levar adiante um projeto extremamente conservador e atrasado, com uma agenda neoliberal radical.”

    “Enfrentaremos cada batalha contra o golpe institucional, inclusive no Senado Federal. Porém, caso esse cenário se confirme, a União Nacional dos Estudantes não reconhecerá a presidência da república. O vice-presidente não tem legitimidade porque assumirá o governo através de um golpe institucional, no qual é um dos maiores conspiradores.”, reforça o texto divulgado pela UNE.

    Região Sul:

    Santa Catarina – UDESC, UFSC e IFSC irão fechar a entrada das instituições e realizar passeatas.
    Paraná – Na UFPR haverá um ato no prédio da Reitoria. A Unila será fechada.
    Rio Grande do Sul – Passeata da UFRGS

    Região Sudeste:

    Rio de Janeiro – Manifestação no prédio da Faculdade Nacional de Direito (UFRJ)
    São Paulo – UNICAMP receberá a caravana da UEE

    Região Centro-oeste:

    Goiás – Ato na PUC e UFG
    Distrito Federal – Assembleia Geral com 15 cursos na UnB

    Região Nordeste:

    Pernambuco – UFPE, UFRPE e UPE paralisarão as atividades
    Ceará – UFC paralisará as atividades, Unifor terá passeata

    Região Norte:

    Maranhão- Estácio, CEUMA e FACAM realizarão passeata unificada
    Pará – Assembleia dos estudantes da UFPA e UEPA

    Fonte: UNE