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Qui, Jun

Edward Snowden

  • Glenn Greenwald: “Como jornalista, estou chocado com a mídia daqui”. Jornalista norte-americano critica o envolvimento de veículos como Globo, Veja e Estadão em ataques recorrentes ao governo: “Eles fingem ter imparcialidade, mas na realidade agem como a principal ferramenta de propaganda [da oposição]”

    O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que ficou conhecido após ter sido escolhido por Edward Snowden para revelar ao mundo a espionagem em massa do governo dos Estados Unidos, publicou ontem (11) uma longa entrevista com o ex-presidente Lula no site The Intercept. Durante a conversa, ele fez uma série de críticas à parcialidade da imprensa nas notícias que envolvem o governo federal.

    “Quero discutir o papel da mídia brasileira incitando os protestos e pressionando a saída da Dilma. Como jornalista, não sou brasileiro, mas moro no Brasil há muito tempo, estou chocado com a mídia daqui. Como as Organizações Globo, Veja, Estadão, estão tão envolvidos no movimento contra o governo, defendendo os partidos da oposição”, disse.

    “Eles fingem ter imparcialidade, mas na realidade agem como a principal ferramenta de propaganda. O controle das organizações da mídia, por poucas famílias muito ricas aqui no Brasil, é um perigo para a democracia?”, perguntou ao líder petista, que concordou com o jornalista e ressaltou que muitos meios de comunicação estimulam o ódio no país.

    Essa não é a primeira vez que Greenwald manifesta sua opinião sobre o assunto. Em um artigo publicado em março, ele fez um alerta para que a cobertura internacional não repita o discurso das “fontes midiáticas homogeneizadas, anti-democráticas e mantidas por oligarquias no Brasil”, com o risco de reproduzir informações enviesadas e incompletas.

    Fonte: Revista Fórum

     

  • O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, ganhador do Prêmio Pulitzer - mais importante premiação dos Estados Unidos - pelas reportagens feitas a partir das revelações sobre as espionagens de agências norte-americanas, denunciadas por Edward Snowden, fala dos fatos do domingo (17) e a atual conjuntura política brasileira à influente jornalista Christiane Amanpour, da maior rede de televisão do mundo a CNN.

    “Eles saíram da ditadura apenas em 1985, e é realmente perturbador olhar para eles brincando com a democracia desse jeito”, diz Greenwald. Recentemente ele também criticou os jornalistas brasileiros. 

    “Quero discutir o papel da mídia brasileira incitando os protestos e pressionando a saída da Dilma. Como jornalista, não sou brasileiro, mas moro no Brasil há muito tempo, estou chocado com a mídia daqui. Como as Organizações Globo, Veja, Estadão, estão tão envolvidos no movimento contra o governo, defendendo os partidos da oposição”, disse (leia aqui).

    A reportagem da CNN critica a ação dos congressistas brasileiros e reitera a análise feita por toda a mídia internacional, a de que a sessão que admitiu o impeachment da presidenta Dilma foi um verdadeiro circo, com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo "Fora" Cunha no centro do picadeiro e o ainda vice-presidente Michel "vaza" Temer na sua sombra (saiba mais aqui).

    “É a coisa mais surreal que eu vi em meu tempo como jornalista em qualquer outro lugar, cobrindo política em vários países”, disse Greenwald à CNN.

     Agora assista a reportagem da CNN legendada:

     

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Arte no destaque, criação de Jana Homma

  • “Sabemos que a administração Trump está envolvida em uma estratégia de mudança de regime imprudente na Venezuela, buscando fomentar um golpe militar ou revolta em massa”, postou o cineasta

    O cineasta norte-americano Oliver Stone postou um texto em sua página no Facebook, no qual diz que não se pode descartar a participação dos Estados Unidos na queda de energia elétrica que atingiu a Venezuela, entre os dias 7 e 12 de março, provocando prejuízos à população.

    Stone divulgou uma cena do Filme “Snowden”, dirigido por ele, no qual o então agente da NSA aparece espionando, entre outros, a Venezuela e o Brasil.

    Acompanhem a íntegra do texto:

    De 7 de março a 12 de março deste ano, a Venezuela sofreu a pior queda de energia elétrica da sua história. Aconteceu logo depois de Juan Guaidó – um presidente autodeclarado apoiado pelos EUA – retornou para a Venezuela e pediu protestos em massa para tentar forçar o governo de Nicolás Maduro a deixar o poder. Uma coincidência?

    Nosso governo causou estragos em sistemas de computadores estrangeiros antes, por exemplo, no Irã, no final dos anos 2000, em uma operação conjunta dos EUA / Israel que visava o programa nuclear do Irã. Como Kalev Leetura escreveu recentemente na Forbes, “a ideia de um governo como os Estados Unidos interferindo na [da Venezuela] é realmente bastante realista. Operações cibernéticas remotas raramente exigem uma presença significativa no solo, tornando a operação de influência ideal aceitável”.

    Não podemos ter certeza de que o governo dos EUA esteve envolvido nesta situação sem precedentes, mas sabemos que o governo Trump está engajado em uma estratégia de mudança de regime imprudente na Venezuela, buscando fomentar um golpe militar ou uma revolta em massa por meio da criação de uma presidência paralela, impondo sanções econômicas devastadoras e ameaçando a intervenção militar.

     

    Fonte: revistaforum.com.br