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Dom, Maio

#EleNão

  • Cresce a rejeição ao candidato da extrema-direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro. A Gaviões da Fiel, do Corinthians e a Torcida Jovem do Santos divulgaram nota oficial contra a sua candidatura nesta quinta-feira (20). 

    As duas torcidas organizadas dos clubes paulistas prometem aderir às manifestações do sábado (29) contra o candidato, que acontece em todo o país. “Esses torcedores mostram que no futebol não tem apenas alienação", afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, do Esporte e Lazer da CTB.

    "Há também uma vontade de ver o país voltar ao rumo do crescimento com criação de emprego e valorização do trabalho e respeito aos direitos humanos”, emenda.

    “É importante deixar claro a incoerência que há em um Gavião apoiar um candidato que, não apenas é favorável à ditadura militar pelo qual nascemos nos opondo, mas ainda elogia e homenageia publicamente torturadores que facilmente poderiam ter sido os algozes de nossos fundadores”, diz trecho da nota. A Gaviões promete lotar o Largo da Batata no sábado (29), em São Paulo (veja).

    Leia a íntegra nota divulgada pela Gaviões da Fiel aqui.

    Já a Torcida Jovem do Santos afirma que o “nosso repúdio a essa pauta extremista não apaga o olhar crítico que temos em relação ao cenário político em geral, tomando como referência a nossa postura histórica de combate aos retrocessos sociais. A opressão jamais irá vencer a nossa luta por liberdade dentro e fora dos estádios”. A torcida santista também garante presença no protesto contra o candidato do PSL.

    santos contra bolsonaro

    Leia a íntegra da nota da Torcida Jovem do Santos aqui.

    O candidato mais rejeitado em todas as pesquisas tem poucos votos no eleitorado feminino (52,5% do total de eleitores), por causa de seguidas declarações misóginas, racistas e LGBTfóbicas.

    Inclusive a página de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro já ultrapassa a marca de 2,7 milhões de integrantes, mesmo tendo sido invadida por hackers defensores do candidato extremista.

    Para Vânia, “é muito interessante perceber que o apoio de alguns jogadores não se reflete nas torcedoras e torcedores, que pensam por si próprios e declaram-se contra candidato defensor da tortura, da violência e do ódio”.

    A campanha #EleNão ganha as redes sociais e as ruas com intensidade. Vânia argumenta que “são as mulheres, a população negra, os LGBTs, os indígenas, a juventude e a classe trabalhadora se posicionando contra um candidato que representa ainda mais retrocessos para a vida de todas e todos”.

    "As centrais sindicais e os movimentos sociais se contrapõem ao projeto representado por Bolsonaro porque traz mais recessão, mais desemprego, menos educação, menos esporte, menos cultura, menos saúde e menos direitos", define a sindicalista baiana.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Reprodução/YouTube

  • Contra o fascismo, pessoas de pensamentos completamente diferentes assinam o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil”. O documento foi divulgado neste domingo (23) e já conta com centenas de assinaturas de importantes representantes da cultura e do empresariado brasileiro. Todos contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro.

    "É um chamado para quem vota em quem quer que seja, mas está dentro do campo democrático", diz à Rede Brasil Atual, o advogado José Marcelo Zacchi. Para ele, é fundamental que todos se unam para “repudiar um projeto que nos parece contrário aos princípios democráticos”.

    Já assinam o manifesto: Chico Buarque, Caetano Veloso, Patrícia Pillar, Camila Pitanga, Fernanda Torres, Arnaldo Antunes, Wagner Moura, Gregório Duvivier, Antonio Nobre, Alice Braga, Andreia Horta, Mano Brown, Ana Mozer, Walter Casagrande Júnior, Juca Kfouri, Luiz Felipe Alencastro, Lilia Schwarcz, Maria Victória Benevides, Esther Solano, Milton Hatoum, Fernando Morais, Renato Janine Ribeiro, Laerte, Clemente Ganz Lucio, Maria Alice Setúbal, Bernard Appy e Andrea Calabi, Guilherme Leal e Drauzio Varella, entre muitos outros.

    “Vivemos um momento delicado na história do país”, diz Vânia Marques Pinto, secretária da Políticas Sociais da CTB. “Devemos nos unir às manifestações das mulheres contra o ódio e a violência, neste sábado (29) e dar um chega pra lá no machismo e no autoritarismo”.

    Ganha força a hashtag #EleNão para “impedir o crescimento das ideias propaladas pelo candidato que votou a favor da reforma trabalhista e pretende acabar com a aposentadoria”, define Vânia. “Ele pretende aprofundar ainda mais as maldades feitas por Michel Temer e acabar com a educação pública e com o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    Trecho do manifesto afirma: “É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”.

    Assine o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil” você também aqui.

    Portal CTB. Foto: Mais Goiás

  • As manifestações contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, lotaram as ruas de ao menos 114 cidades em todas as unidades da federação do país. A maior delas, no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 500 mil pessoas, segundo a organização, durante todo o ato liderado pelo movimento Mulheres Contra Bolsonaro.

    A CTB marcou presença porque “nós queremos receber o 13º salário, o abono de férias e remuneração igual para trabalho igual”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Além disso, diz ela, “esse candidato representa o aprofundamento mais radical das reformas feitas por Michel Temer que causaram desemprego, recessão e retirada de conquistas fundamentais da classe trabalhadora”.

    Gente de todos os gêneros, cores, ideologias, idades, crenças religiosas, coloriram as ruas de São Paulo com a força das mulheres e da juventude para disseminar o amor contra o ódio. “Nós não aceitamos o retrocesso e a humilhação”, acentua Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “as forças do campo democrático e popular unidos saberão dar um sonoro não à candidatura do ódio, das armas e da violência. O Brasil precisa de paz, de mais educação, mais saúde, mais justiça, com valorização do trabalho e combte às desigualdades”. Um cartaz dizia: "Vote como uma garota, ele não" e as mulheres cantavam alegres: "O Bolsonaro pode esperar, a mulherada vai te derrotar".

    A manifestação suprapartidária contou com a presença dos presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) e das candidatas à vice-presidentas Manuela D’Ávila (Fernando Haddad), Kátia Abreu (Ciro Gomes) e Sonia Guajajara (Boulos), além de muitos artistas e candidatas e candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “Nós defendemos a liberdade das mulheres, ele não. Nós defendemos o 13º salário, e o direito das trabalhadoras e trabalhadores, ele não. Nós gritamos ‘fora Temer’, ele não. Nós defendemos que as mulheres, os negros, os indígenas, LGBTs tenham dignidade e façam parte de um grande sonho de Brasil, ele não”, postou Manuela em seu Twitter.

    Parte dos manifestantes rumou em passeata por onze quilômetros até o vão do Masp (Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista. Durante o percurso muitos "buzinaços" de apoio, um “Lulaço” improvisado com os trompetistas que puxam essas manifestações em diversos pontos do país e cantos e palavras de ordem pela liberdade.

    Por volta das 20h40, terminou o ato com a disposição de se manter o moivmento de resistência ao fascismo firme e forte, mesmo após a eleição. "As mulheres e a juventude mostraram que a unidade é possível para a superação da crise, com criação de empregos e de um projeto nacional de desenvolvimento voltado para os direitos de todas as pessoas", conclui Luiza 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • Não dá mais par segurar. As mulheres tomaram conta da política nesta eleição. O movimento feminista assumiu a oposição ao candidato Jair Bolsonaro e suas propostas fascistas.

    “A campanha do #EleNão ganhou uma dimensão gigantesca porque as mulheres entenderam que a hora é agora para barrar o avanço das propostas contra os interesses do país e do povo brasileiro”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Letícia Sabatella, Daniela Mercury, Anitta, Linniker, Chay Suede, Pabllo Vittar, Carolina Abras, Maria Ribeiro, Bete Carvalho, Teresa Cristina, Bruna Linzmeyer, MC Carol, Camila Pitanga, Caetano Veloso, Chico Buarque e muitos outros artistas dizem #EleNão.

    A cantora paraense Júlia Passos deu a sua contribuição gravando um dos hinos do movimento; confira o talento

    O movimento começou pelas redes sociais na internet, principalmente com a página Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que na sexta-feira (14) foi invadida por hackers bolsonaristas e chegou a ser removida pelo Facebook. Já no domingo (16) estava de volta. Ganhou impulso maior ainda e já conta com mais de 3 milhões de integrantes.

    Várias artistas dão o seu recado; assista 

    Artistas que já se posicionavam contra as propostas fascistas do candidato da extrema-direita, já vinham se mobilizando em defesa da democracia, se unem às mulheres pela democracia e pelos direitos humanos. Vídeos começaram a circular e a cantora baiana Daniela Mercury gravou falando contra Bolsonaro e desafiou a carioca Anitta a se posicionar.

    As artistas garantem presença nos atos contra Bolsonaro em todo Brasil; no sábado 

    Nasceu a campanha #DesafioUnidasNasRuas e as artistas começaram a desafiar as suas colegas a se engajarem no movimento. A defesa da liberdade e dos direitos da classe trabalhadora ultrapassou fronteiras e se espalhou pelo mundo. A manifestação do sábado já está garantida em ao menos 50 países e conta com apoio de inúmeros artistas internacionais.

    O jovem ator Chay Suede também se posiciona e mostra que os homens que respeitam as mulheres também são contra Bolsonaro; confira 

    “Elas estão no front, mas muitos homens caminham junto”, assinala Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “O mais interessante desse movimento é que ele uniu pessoas de pensamentos muito diferentes com o objetivo comum de barrar os retrocessos e pôr novamente o Brasil no caminho do desenvolvimento com justiça social”.

    Centrais sindicais, artistas, empresários, intelectuais, torcedoras e torcedores de futebol, religiosos, as pessoas do campo popular e democrático sentem a necessidade de se posicionarem contra a candidatura do retrocesso.

    Pabllo Vittar gritou Ele Não no Prêmio Multishow; veja 

    Várias artistas foram agredidas pelas redes sociais ao gravarem vídeos ou postarem textos favoráveis à campanha #EleNão. Caetano Veloso prestou solidariedade à atriz Marília Mendonça, que excluiu seu vídeo, após ela e sua família receberem ameaças.

    Assista o depoimento de Caetano Veloso 

    “Esse movimento é irreversível e promete unir a nação brasileira para termos uma eleição limpa”, sintetiza Celina. “A volta da democracia depende do nosso engajamento com candidaturas que defendam a liberdade e a justiça. Todas e todos às ruas no sábado (29)".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A manifestação deste sábado (29) levou mais de 300 mil pessoas, de acordo com a organização, no palco histórico de lutas de resistência da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para gritar #EleNão “contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e contra todo o retrocesso que o candidato Jair Bolsonaro representa não apenas para as mulheres e as chamadas minorias, mas para toda a classe trabalhadora e o país”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A sindicalista fala emocionada sobre a numerosa presença no ato unificado das forças democráticas do país. ”Foi emocionante ver tantas mulheres, crianças, homens e LGBTs numa só voz em defesa da democracia de da vida das mulheres, dos jovens, dos negros e dos LGBTs”, acentua.

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    CTB-RJ contra Bolsonaro e o retrocesso que ele representa

    A manifestação na Cidade Maravilhosa contou com a presença de inúmeros artistas que abraçaram a causa do #EleNão para “o Brasil recuperar o Estado Democrático de Direito, com valorização do trabalho e respeito aos direitos humanos e individuais”, ressalta Paulo Sérgio Farias, o Paulinho, presidente da CTB-TJ.

    “A unidade do movimento das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro trouxe de volta o brilho nos olhos de quem defende a liberdade e a justiça”, reforça Paulinho. Como em todo o país, no Rio, a manifestação contou com a participação de militantes de vários partidos e movimentos sociais.

    Kátia lembra que o projeto da candidatura de extrema-direita "quer liquidar de vez com os direitos da classe trabalhadora, extinguindo o 13º salário, o abono de férias, o vale-transporte e o vale-alimentação, além de apoiar a reforma trabalhista e o projeto que acaba com a nossa aposentadoria”.

    Para ela, “as mulheres estão escrevendo um novo capítulo da história do Brasil. Estamos nas ruas faz tempo e delas não sairemos até sepultarmos de vez a opressão contra a luta pelos direitos de vida digna para todas e todos os brasileiros. A multidão caminhou atá a Praça XV e encerrou o ato com a certeza da vitória".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja (destaque)

  • As mulheres prometem lotar as ruas de todo o país contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, neste sábado (29). O movimento #EleNão tomou conta das redes sociais e dos debates das eleições 2018.

    “A união das mulheres representa a principal novidade nesta eleição”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Mostramos que é possível lutar juntas, mesmo pensando diferente”, acentua.

    A hashtag #EleNão usada pelo movimento dispara nas redes sociais e inúmeras personalidades brasileiras e estrangeiras aderem ao movimento para barrar o avanço do fascismo no Brasil. “O candidato Bolsonaro representa o que há de pior na cultura do ódio e do atraso”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    As organizadoras dão algumas dicas importantes para a segurança de todas as manifestantes, veja abaixo:

    dicas para manifestacao dia 29

    O movimento se fortaleceu ainda mais após a invasão de hackers à página de Facebook das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, na sexta-feira (14). “Juntas mostramos nossas diferenças e o respeito à diferença. Temos lados, apoiamos programas políticos diversos e sabemos discutir com respeito. Juntas mostraremos o que é fazer política de forma democrática”, dizem as organizadoras dos protestos que ganharam corações e mentes no Brasil e em pelo menos 22 países.

    Por isso, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, “sabendo que somos maioria na população e no eleitorado, resolvemos nos unir para barrar a misoginia e a cultura do estupro”.

    Enquanto Érika Piteres, da CTB-ES, diz que “queremos o nosso lugar na sociedade para construirmos um futuro onde possamos viver sem medo e onde sejamos respeitadas, como todas as pessoas devem ser”.

    O tema da igualdade de gênero se impôs no debate político de uma forma irreversível. Isso porque o Brasil é um dos países onde mais se mata mulheres no mundo. Depois do golpe de Estado de 2016, a violência por questões de gênero cresce assustadoramente.

    Rosmari Malheiros, secretária de Meio Ambiente da CTB, defende que "a participação de nós mulheres, na construção desse momento histórico é, sem dúvida alguma, algo de muita importância para o nosso país, sempre aguerridas e prontas para o combate". Portanto, "não aceitamos o fascismo, o retrocesso, o preconceito, a violência, o machismo... Nós mulheres vamos decidir os rumos do nosso país, mostrando que aqui, o amor vence o ódio."

    Assista o recado de Beth Carvalho, Teresa Cristina e Samba que elas querem 

    Para Gicélia, os protestos do #EleNão também reforçam as pautas da classe trabalhadora. “Defendemos a retomada do crescimento, os direitos do povo que foi saqueado, a vida das mulheres que estão sendo ceifadas, a educação, o SUS e todas as políticas públicas pelos nossos direitos e os programas sociais de volta. Porque o ‘Coiso’ representa a perda de tudo isso”.

    Já Tete Avelar, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB-MG, acredita que com a proximidade das eleições “as campanhas de candidatos racistas, machistas e LGBTfóbicos ameaçam aprofundar ameaçando as perdas para mulheres, jovens e crianças e no bojo disso toda a sociedade perde”.

    São centenas de grupos no Facebook com o mesmo objetivo: #EleNão. Somente no Mulheres Unidas Contra Bolsonaro são mais de 3 milhões de integrantes contra o candidato da extrema-direita e seus seguidores fascistas.

    A secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, Luiza Bezerra afirma que “com a campanha do #EleNão encabeçada por milhões de mulheres Brasil afora mostramos a nossa força para barrar o retrocesso e o fascismo”.

    Ela reforça ainda que “as mulheres jovens também estarão nas ruas no sábado (29) para dizer não ao machismo, à violência, ao racismo, à homofobia. Ele não! Nós sim”.

    Paródia de Bella Ciao, canção da resistência italiana na Segunda Guerra Mundial: Ele não 

    Já Celina avalia a unidade das mulheres “contra o machismo, a misoginia, o racismo a LGBTfobia e todos os preconceitos. A luta por igualdade de gênero é essencial para a democracia e para o país retomar o rumo do crescimento com combate às desigualdades”.

    O Brasil inteiro contra Bolsonaro

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    Também haverá manifestação no Amapá, Rondônia, Piauí, Maranhão e Paraná e na Argentina, Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha, França, Estados Unidos, Uruguai, Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, México, Irlanda, Itália, Israel, Bélgica, Chile, Hungria, Portugal, Canadá e Holanda.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • O vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL-RJ), vai apresentar uma denúncia contra o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) à Comissão de Ética da Câmara Municipal da capital fluminense. A denúncia por quebra de decoro se refere à postagem do filho de Jair Bolsonaro atacando o movimento liderado por mulheres "Ele Não" contra a candidatura de extrema-direita.

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, acredita que “o sentimento contra a política, forjado por setores da elite brasileira travestido de antipetismo escancarou uma face cruel da nossa sociedade”. De acordo com ela, a mídia burguesa e parte da elite "insuflaram a violência e agora não sabem o que fazer para conter essa onda fascista que está nas ruas batendo em mulheres e atentando contra a democracia e a liberdade".

    A sindicalista baiana diz isso, chocada com a postagem feita pelo vereador, Carlos Bolsonaro. O político carioca fez uma crítica grotesca ao movimento #EleNão, que ganha as redes sociais no Brasil e no mundo e no sábado (29) vai tomar as ruas de todo o país e em pelo menos 50 cidades, já confirmadas, espalhadas pelo mundo.

    Em seu Instagram, o vereador fascista postou a imagem de um homem com um saco plástico na cabeça, ensanguentado, com a inscrição #EleNão em seu peito, tirada do perfil de Ronaldo Creative, e acrescentou a frase “sobre pais que choram no banheiro".

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    A postagem que insufla o ódio e a violência

    Especialistas explicam que essa frase é comumente usada para representar pais que se decepcionaram com seus filhos, via de regra ligada à orientação sexual deles. “É um absurdo que isso ocorra em pleno século 21”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    Para a sindicalista sergipana, a argumentação do vereador do PSL-RJ tentando defender a sua postagem denuncia o seu propósito de apologia à tortura. “A atitude desse vereador, fortalece ainda mais o movimento de repulsa à candidatura do seu pai, porque escancara a desumanidade das pessoas que pensam igual a eles e querem retroceder ao século 18”.

    Além do mais, “essa postagem não vai intimidar as mulheres e nem os LGBTi+. Resistência é a única palavra de ordem", afirma o vereador David Miranda. "A extrema-direita está solta batendo e ameaçando as pessoas que pensam diferente deles e uma postagem dessas, reforça o sentimento de que as coisas devem ser resolvidas na base da truculência e na falta de diálogo e inteligência", diz Vânia.

    Por isso,acentua, “as pessoas do campo popular e democrático devem se unir às mulheres para dar um basta à essa violência inominável lotando as ruas de todas as cidades brasileiras no sábado. Vamos gritar bem alto: ele não”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da União Nacional dos Estudantes (UNE), convida as estudantes para uma cobertura colaborativa das manifestações contra o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que ocorre em todo o país e em diversas cidades estrangeiras, no sábado(29).

    “Querem nos silenciar, tirar nossa voz, nos aprisionar. Mas somos nós a barreira de contenção do conservadorismo, do ódio e do atraso. Vamos nos unir e potencializar nossas vozes, nossas pautas e a nossa opinião numa rede de comunicação colaborativa de mulheres para narrar os atos contra Bolsonaro”, dizem as organizadoras do evento Fotografe como uma garota.

    “Mina, você quer somar nessa construção? chega junto! Nós somos a mídia! #elenão #elenunca”, afirmam. Para participar inscreva-se aqui.

    Também confirme a sua presença pela página do evento no Facebook.

    “A juventude não foge à luta e marcará presença em mais esse ato contra o candidato defensor da ditadura e da extinção dos direitos trabalhistas”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, Bolsonaro representa a maior ameaça á democracia, à educação e saúde públicas. “Ele não vai vencer a eleição porque a juventude brasileira se mobiliza para barrar essa ameaça de termos mais retrocessos do que o desgoverno de Michel Temer vem fazendo”. Por isso, “ele nunca”, finaliza.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

     

  • Arte de Ribs mostra a disposição das mulheres contra o candidado da extrema-direita, misógino, racista e LGBTfóbico

    A três semanas das eleições, hackers (criminosos cibernéticos) conseguiram invadir a página de Facebook do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que já havia ultrapassado os 2,2 milhões de integrantes, em poucos dias de funcionamento.

    “As mulheres estão cada vez mais unidas e conscientes de que só mudaremos a política participando dela e neste momento o nosso principal inimigo é o candidato da extrema-direita”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “de nada adianta criminosos agirem contra a democracia e a liberdade de expressão”, certamente, “não nos calarão”. De acordo com a sindicalista, a ação dos hackers seguidores do candidato Jair Bolsonaro, chamou mais ainda a atenção a importância para o voto feminino, "contra as pautas do ódio e da violência".

    Ao mesmo tempo em que viraliza na internet a campanha com a hashtag #EleNão, Celina afirma que “não mudarão nosso voto com o uso da violência; não os intimidarão”. Segundo a sindicalista, “a campanha contra o machismo e o desrespeito às mulheres seguirá firme e forte. Descobrimos o caminho da unidade e não abriremos mão de votar nas candidaturas a favor da cultura da paz, da justiça e da igualdade de direitos”.

    Música de autora desconhecida viraliza: #EleNão 

    "O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras", informa o Facebook.

    A invasão criminosa ocorreu na sexta-feira (14). Os criminosos invadiram o perfil de uma das administradoras e chegaram a alterar no nome do grupo. Além de agredir outras administradoras.

    Chegaram a divulgar dados pessoais de uma delas e ameaçaram outra via WhatsApp. “Esquerdistas de merda” foi um dos xingamentos. “É de conhecimento geral que os apoiadores do fascismo utilizam-se dos meios mais sórdidos para tentar calar aqueles que não aceitam passivos a disseminação do discurso de ódio proferido pelo candidato que fazemos frente de resistência absoluta”, afirmam as responsáveis pelo grupo.

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    Hackers fascistas cometem crime cibernético: serão punidos?

    Celina acentua que “as mulheres têm consciência de que lutar por igualdade de direitos incomoda as mentes reacionárias, principalmente de homens violentos e sem a mínima condição de administrar qualquer coisa, muito menos um país".

    E questiona: "Será que essa invasão não configura crime eleitoral para uma possível impugnação do candidato da extrema-direita?".

    Já as organizadoras da página invadida Mulheres Unidas Contra Bolsonaro afirmam que “nossa resposta será nas urnas, onde iremos mostrar a força das mulheres, pois nossa união não é feita através da violência, mas na certeza de que juntas somos mais fortes e que temos o poder de direcionar nosso país para longe de um discurso racista, misógino e homofóbico”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com Catraca Livre e El País Brasil

  • Como ressalta o grupo Jornalistas Livres tudo aconteceu num único dia. Na manhã da sexta-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski concedeu liminar autorizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

    Com medo da repercussão de uma entrevista de Lula a poucos dias da eleição, o Partido Novo entrou com recurso e o presidente em exercício do STF, Luiz Fux, conhecido por suas posições antipetistas, cassou a liminar, na noite da sexta-feira, com a argumentação de que uma entrevista de Lula poderia influenciar o resultado da eleição.

    “(…) determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral”, decidiu Fux.

     “A decisão de Fux é mais um reconhecimento da força de Lula e do crescimento da candidatura de Fernando Haddad”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. Para ela, já está muito claro que “a prisão de Lula tem a vontade de calar a voz de milhões de brasileiras e brasileiros”. Além de mostrar "o crescimento da campanha das mulheres contra o fascismo, que vai lotar as ruas de todo o país neste sábado".

    Além disso, define a sindicalista baiana, "o fato de um ministro conceder uma liminar pela manhã e à noite outro cassar essa liminar, mostra que o STF está dividido entre apoiadores do golpe de 2016 e defensores da Constituição e do Estado Democrático de Direito".

    Para Luís Francisco Carvalho Filho, advogado da Folha “a decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar”. Ele ainda disse que a proibição de entrevista e de sua publicação “é uma bofetada na democracia brasileira” e “revela uma visão mesquinha da liberdade de expressão”.

    Vânia reforça a convocação para a participação de todo mundo nas manifestações do #EleNão neste sábado (29). “Vamos nas gritar bem alto #EleNão para mostrar que queremos o país de volta à normalidade democrática e por nenhum direito a menos”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Reprodução/Facebook

  • As organizações parceiras da Marcha das Margaridas divulgaram carta explicando porque as Margaridas aderiram ao movimento #EleNão. O documento também faz um chamado para que todas as companheiras intensifiquem os processos de mobilização e diálogo com a sociedade, em defesa de candidaturas comprometidas com o projeto democrático, popular, feminista, antirracista, soberano, agroecológico e assentado na reforma agrária.

    A carta também repudia as medidas implementadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, contrárias aos interesses das trabalhadoras e trabalhadores, com apoio de deputados(as) e senadores(as) que defendem uma agenda privatista, conservadora e antidemocrática, a exemplo da Emenda Constitucional 95 e Reforma Trabalhista. Além disso, houve o acirramento do machismo e, consequentemente, o aumento expressivo dos casos de violência, principalmente contra as mulheres; bem como o corte drástico dos recursos destinados à obtenção de terras da Reforma Agrária, que não permite atender sequer aos processos já em andamento.

    Leia a carta na íntegra:

    É tempo de eleições! E nós, as Margaridas, mulheres trabalhadoras do campo, da floresta e das águas – agricultoras, assentadas, camponesas, assalariadas rurais, indígenas, quilombolas, extrativistas, quebradeiras de coco, seringueiras, catadoras de mangaba, ribeirinhas, pescadoras artesanais, faxinalenses, sertanejas, vazanteiras, caatingueiras, criadoras em fundos de pasto – nos dirigimos à sociedade brasileira para dialogarmos sobre o que está em jogo nestas eleições.

    Entendemos o pleito eleitoral 2018 como um dos mais decisivos da história democrática do País, pois se realiza em meio a um golpe parlamentar-jurídico-midiático, em curso desde 2016, com a destituição da primeira mulher presidenta da República, eleita democraticamente, e que teve como um de seus desdobramentos o impedimento da candidatura à Presidência de um dos principais líderes políticos nacionais: o presidente Lula, por cuja liberdade seguimos mobilizadas.

    Os pilares que nos mobilizam se firmam na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, igualdade, justiça e garantia de direitos, que oportunizem autonomia e liberdade às mulheres. Pilares que vêm sendo sistematicamente ameaçados pelo golpe.

    Atravessamos uma crise política, econômica e social com profundos impactos na vida das mulheres. O governo ilegítimo de Michel Temer, em pouco mais de um ano e meio, aprovou muitas medidas contrárias aos interesses das trabalhadoras e trabalhadores, com apoio de deputados(as) e senadores(as) que defendem uma agenda privatista, conservadora e antidemocrática. Uma dessas medidas foi a aprovação da Emenda Constitucional nº 95/2016 (EC-95), que inviabilizou a garantia de direitos previstos na Constituição de 1988 ao autorizar o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, reduzindo, assim, drasticamente, os investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, moradia e assistência social.

    Além dessa medida, o pacote de maldades de Temer e de seus aliados incluiu a aprovação da Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), que flexibilizou direitos já consolidados, submetendo trabalhadoras(es) a relações e condições de trabalho mais precárias, a exemplo da permissão para que mulheres gestantes e lactantes pudessem trabalhar em atividades insalubres. Soma-se a isso a tão apregoada reforma da previdência, que ainda corre o risco de ser aprovada a depender do próximo governo eleito.

    Todas estas medidas refletem o acirramento do machismo e, consequentemente, o aumento expressivo dos casos de violência, principalmente contra as mulheres. No Brasil, dados registram que a cada duas horas uma mulher é assassinada, sendo as mulheres negras as principais vítimas. De acordo com o Atlas da Violência 2018, em 2016, a taxa de homicídio entre as mulheres negras alcançou 71% a mais do que entre as não negras.

    Vivemos, assim, um cenário marcado pelo agravamento das condições de vida de parte significativa da sociedade, particularmente, as mulheres, as populações negras, rurais e das periferias urbanas. Expressão disso é o avanço da pobreza extrema, que de 2016 para 2017 teve um aumento de 11,2% no País, atingindo 15 milhões de pessoas segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/IBGE (Pnad/2018). Com isso, volta a assombrar o Brasil a insegurança alimentar e a fome, que haviam sofrido redução de 2003 a 2015, durante os governos populares, situação que pode levar o País a integrar novamente o Mapa da Fome.

    Se olharmos as políticas para o campo, o cenário é crítico, sendo o aumento da violência no campo uma cruel realidade. Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) revelam que, somente em 2017, foram registrados 71 assassinatos (maior número desde 2003), envolvendo trabalhadores e trabalhadoras do campo, indígenas, quilombolas e outros integrantes das populações tradicionais, que atuam na luta pela terra, água e outros bens comuns. Este cenário tem sido agravado pelo sucateamento da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária (Incra). Em 2018, por exemplo, o corte drástico dos recursos destinados à obtenção de terras da Reforma Agrária não permite atender sequer aos processos já em andamento.

    Nesse contexto de desmonte, ministérios e secretarias ligados, principalmente, às áreas sociais, dentre eles o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Ministério da Previdência Social (MPS), foram extintos. Junto a isto veio o conjunto de desmontes, incluindo o corte no orçamento, que em 2018 foi da ordem de R$ 4,3 bilhões dos recursos destinados às políticas de desenvolvimento rural, quando comparados a 2017. Isso atingiu drasticamente a execução de programas essenciais ao fortalecimento da agricultura familiar e camponesa, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), Programa Bolsa Verde, Programa de Cisternas, a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural e Programa Bolsa família.

    Como se não bastasse tudo isso, a bancada ruralista no Congresso Nacional tem intensificado sua ação contra as trabalhadoras(es) do campo, da floresta e das águas. Uma das iniciativas é a tramitação de um conjunto de projetos de lei que favorece a indústria de agrotóxicos, buscando flexibilizar o seu uso e a sua comercialização no País, o chamado “Pacote do Veneno”, infringindo o direito humano à saúde e à alimentação adequada.

    Todo este cenário tem feito crescer não só a pobreza, fome e a negação dos direitos à maioria da população, mas também tem disseminado o ódio, racismo, misoginia e intolerância na sociedade. Tais valores têm sido reforçados nas plataformas de governo de candidatos de extrema direita, colocando em risco a soberania popular. Diante disso, a Marcha das Margaridas assume o seu compromisso com os ideais feministas, na luta por uma sociedade pautada na igualdade de direitos entre os gêneros. Assim, seguimos em marcha pela afirmação radical de que as mulheres são gente.

    Nós, mulheres do campo, da floresta e das águas lutaremos ao lado de todas e todos que se mobilizam pelo País, na luta contra candidatos(as) que atuam de forma articulada em favor das grandes corporações, do agronegócio e que defendem o ódio e a violência como ferramenta de controle das nossas vidas e corpos. Lutaremos para que as suas agendas sejam derrotadas nas urnas.

    Nestas eleições, estão em jogo a nossa democracia, o direito a um país com igualdade social, de gênero, raça e etnia e com soberania alimentar, energética e hídrica. Nesse sentido, convidamos todas as mulheres e todo o povo brasileiro a estarem conscientes e alertas, não votando em candidaturas contrárias aos interesses da maioria da população e articuladoras do golpe. Nessa hora, é fundamental pesquisar a trajetória dos(as) candidatos(as) para não elegermos aqueles que votaram nas medidas anti-povo, como a Emenda Constitucional 95/2016 e a Contrarreforma Trabalhista. Acreditamos que para resgatar a democracia é preciso rever essas e outras medidas aprovadas pelo governo golpista, por isso, apoiamos a convocação de um referendo revogatório onde seja submetida ao povo a decisão sobre todos os temas aprovados.

    À vista disto, temos a importante missão de elegermos candidatas(os) compromissadas(os) com as pautas populares e democráticas, principalmente, direcionando nosso voto às candidaturas de mulheres, LGBTIs, negras(os), agricultoras(es) familiares e demais segmentos sub-representados nos espaços de poder.

    Frente a este desafio, nós aderimos ao movimento #EleNão e conclamamos todas as Margaridas a intensificarem os processos de mobilização e diálogo com a sociedade, em defesa de candidaturas comprometidas com o nosso projeto: democrático, popular, feminista, antirracista, soberano e agroecológico, assentado na reforma agrária como condição básica para a reconstrução da sociedade brasileira sob os pilares da democracia, justiça e igualdade.

    Avante! As Margaridas e todo povo trabalhador vão fazer florescer um Brasil feliz de novo.

    Fonte: Contag

  • Agora é Haddad para o Brasil voltar a crescer com justiça social (Foto: Ricardo Stuckert)

    Há dias que ficam para a história. O próximo sábado, 20 de outubro, será um deles. Neste dia, através de uma grande mobilização nacional, o povo irá manifestar seu amor pelo Brasil, por essa pátria tão forte quanto diversa. Vamos levantar nossas vozes, em cada cidade, para rechaçar os ataques e ameaças à nossa democracia e aos nossos direitos políticos e sociais.

    Um dos candidatos que disputam o segundo turno se posiciona explicita e orgulhosamente como o representante de tempos sombrios da história brasileira, superados pela resistência e manifestação massiva do povo brasileiro que resultou na redemocratização e na derrota da ditadura militar, que perdurou por 21 anos.

    A candidatura de Jair Bolsonaro apoia a ditadura militar, defende explicitamente a violação dos direitos humanos, questiona os direitos das minorias, e a ocorrência comprovada de torturas. Além disso, ameaça constantemente com a quebra da normalidade democrática. Suas mal apresentadas propostas indicam um projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro.

    Nunca na história do Brasil tivemos tanta necessidade de resguardar a Constituição. O nosso voto nesse pleito eleitoral pode impedir que a democracia brasileira fique em mãos perigosas e inescrupulosas, que já deu provas do que representa.

    Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad que, neste segundo turno, representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que tem como objetivo resguardar a democracia e nossos direitos políticos e sociais impondo uma derrota nas urnas a Jair Bolsonaro e o seu projeto de atraso. Só o voto em Haddad, pode impor essa derrota. Por isso agora todos/as somos #HaddadSim.

    As mulheres foram para as ruas no primeiro turno e com uma imensa manifestação do #EleNão e ajudaram a garantir o segundo turno. Agora é preciso que toda a sociedade civil, mais uma vez, se organize para mostrar a nossa indignação e amor pelo Brasil, resistir e virar o jogo nas urnas no dia 28 de outubro.

    Vamos derrotar novamente todos aqueles que querem tirar os direitos trabalhistas, civis e sociais, aqueles que querem devastar o Brasil e entregar todas as nossas riquezas, como a Amazônia e o pré-sal. Vamos imprimir uma fragorosa derrota àqueles que não querem ver o povo brasileiro com toda a sua diversidade como protagonista de sua história e do país.

    Em defesa do Brasil, da democracia e dos direitos. Vamos às ruas!

    Movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro
    Frente Brasil Popular
    Frente Povo Sem Medo

  • O movimento de mulheres e o próprio feminismo sempre causam discussões polêmicas de toda ordem, que têm como pano de fundo suas concepções e práticas organizativas importantes para a disputa das pautas chamadas identitárias que têm sido apropriadas e ressignificadas por setores reacionários em especial no Parlamento.

    A partir de 2016, o movimento de mulheres tomou um impulso muito grande com o golpe que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República. A compreensão de que todas as conquistas e avanços nas políticas para as mulheres tinham ali o viés da misoginia, que simbolizava a voz masculina, velha, branca e machista dos setores reacionários da política brasileira.

    Não foi por acaso que se tentou criar na sociedade a figura da mulher "bela, recatada e do lar" em contraposição à mulher forte, determinada, que poderia ser o que quisesse, inclusive presidenta da República. Para as parlamentares, o Parlamento passou a ser mais hostil e desrespeitoso, com demonstrações públicas de agressão e ofensas. 

    Mas o movimento cada vez mais incorporava mulheres de diferentes gerações e setores da sociedade que começaram a se declarar feministas.

    Infelizmente esse crescimento não se refletiu nas candidaturas femininas nestas eleições. Diminuiu. O que talvez reflita o sentimento de negação da política, que vem sendo ideologicamente estimulado, aliado à violência política contra as mulheres no Congresso Nacional e nos parlamentos e intituições públicas brasileiras.

    Com o espaço alavancado pela grande mídia ao candidato do PSL, como estratégia de continuação do golpe e sua influência em uma grande camada da sociedade, as mulheres, principal alvo de suas declarações virulentas, começaram a questionar o que realmente significa antipolítica de armamento e perda dos seus direitos e de suas famílias, temperada com a incitação de muito ódio e intolerância. 

    Mulheres unidas

    Através das redes sociais, conseguiram reunir mulheres de diferentes concepções políticas e que têm um objetivo em comum: impedir que seja eleito alguém que representa o que há de mais atrasado na política do nosso país com a hashtag #EleNão. Elas querem lmais que reconhecimento. Querem valorização das mulheres que não se furtam em se expor seu pensamento.

    Muitas mulheres ainda não compareceram ou se manifestaram por ainda serem reféns de lares opressores, mas os avanços já são significativos. E as manifestações em todo o país e em diversas cidades de outros países comprovam os importantes avanços na organziação e nas lutas das mulheres.

    O dia 29 de setembro de 2018, ficará marcado na história do Brasil e do mundo, como o dia em que as mulheres brasileiras tomaram nas mãos o protagonismo da defesa da democracia e de estancar o avanço do fascismo em nosso país. 

    Mas há que se ter a devida consideração com a relevância política do ato que levou multidões às ruas. Não abrimos apenas o caminho para que daqui pra frente ganhemos um reconhecimento público e sejamos orientadas a ficar a postos quando precisarem de novo.

    Não repetir o passado

    Na Segunda Guerra Mundial, com os homens tendo que se alistar e viajando para os fronts de batalha, elas foram contratadas para trabalhar em fábricas de bombas e peças de aeronaves, como guardas de ataque aéreo, para trabalhos antes realizados por homens. Ao fim da guerra, elas simplesmente foram dispensadas para que os homens assumissem os postos de trabalho.

    Se tem algo incontestável nessa conjuntura, é que não dá para ignorar a presença das mulheres na política e perpetuar a mesma prática machista do século passado, de relegar as mulheres aos espaços privados e subrepresentadas no Parlamento ou à periferia dos espaços de poder e decisão.

    Há que se reconhecer na continuação da luta, que mulheres na política são imprescindíveis e que são grandes companheiras de poder.

    Isis Tavares é presidenta da CTB-AM e secretária de Gênero da Confederação Nacionald dos Trabalhadores em Educação.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Depois da Gaviões da Fiel (Corinthians) e a Torcida Jovem do Santos divulgarem notas contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, agora é a vez de torcedoras e torcedores do Flamengo, Palmeiras, Internacional de Porto Alegre e Grêmio fazerem o mesmo.

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    As maiores torcidas organizadas do Corinthians e do Santos dizem não a Bolsonaro

    "A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange à população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós", diz trecho do comunicado do coletivo Flamengo Antifascista.

    Acompanhe aqui o poema da torcedora do Flamengo, Stephanie Assumpção.

    Já os palmeirenses se contrapõem ao jogador Felipe Mello que declarou voto no candidato fascista. “Não podemos tolerar discursos de ódio dirigidos a grupos historicamente oprimidos. A trajetória da Sociedade Esportiva Palmeiras é uma trajetória de acolhimento à diversidade”, diz parte do texto assinado por  Luiz Gonzaga Belluzzo, Marco Ricca, Miguel Nicolelis, Nádia Campeão, Soninha Francine, Wilson Simoninha, entre muitos outros.

    Leia a íntegra do texto aqui. Também assinam os coletivos: Porcominas, PorComunas, Palmeiras Livre e Palmeiras Antifascista.

    “No cenário atual temos candidatos dos mais variados espectros políticos distribuídos entre as intenções de voto. Esquerda e direita. Progressistas e conservadores. Assalariados e burgueses. É da democracia. No entanto, o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia”, afirma a torcida Inter Antifascista, em seu comunicado pedindo voto contra Bolsonaro.  

    Veja a íntegra aqui.

    A torcida do maior rival do Inter de Porto Alegre, a Democracia Gremista também se posiciona contra a onda fascista. “Como não poderia ser diferente, entendemos o futebol como reflexo da sociedade: se lutamos para democratizar o Grêmio, também lutamos por uma sociedade democrática: livre de tudo aquilo que condenamos. Neste sentido não poderíamos nos calar! Neste processo eleitoral temos lado, que é da defesa da democracia”, diz em seu comunicado contra Bolsonaro.

    Leia o texto completo aqui.

    As torcidas organizadas desses seis grandes clubes brasileiros se mobilizam para participar das manifestações, liderada pelas Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, em todo o Brasil e em vários países. No sábado (29), os gritos de #EleNão e #EleNunca prometem sacudir a eleição e a cultura do ódio, da discriminação e da violência.

    Portal CTB. Foto: André Coelho