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Qua, Jul

EmDefesaDaAposentadoria

  • O 1º de maio de luta contra o fim da aposentadoria e por mais empregos e salários decentes terá a participação de Leci Brandão, Ludmilla, Simone e Simaria, Paula Fernandes, entre outros artistas confirmados

    O Dia Internacional do Trabalhador será histórico este ano. Pela primeira vez, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, estarão juntas no ato unificado do 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a partir das 10h.

    As centrais sindicais brasileiras se uniram contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) e no ato de 1º de maio vão anunciar os próximos passos da luta.

    Além da defesa do direito à aposentadoria, está na pauta a luta pelos direitos trabalhistas, por emprego, direitos sociais, democracia, soberania nacional e a defesa de uma proposta de reforma Tributária que assegure justiça social na arrecadação de impostos.

    O Dia Internacional do Trabalhador será histórico no Brasil este ano

    Atos em todo o Brasil

    Em São Paulo, o 1º de maio Unificado, que terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais, e ato político no período da tarde, tem o apoio da Rádio Top FM, Rede Brasil Atual e TVT.

    Entre os artistas confirmados para se apresentarem no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, estão Leci Brandão, Ludmilla, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

     

    1 demaio brasilartistas

     

     

    Confira onde serão os atos do 1º de maio nos demais estados do país (em atualização):

    BAHIA

    14h - 1º de maio unificado no Farol da Barra, em Salvador.

    BRASÍLIA

    13h – Ato do 1º de maio da classe trabalhadora no Taguaparque, com apresentações culturais de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações locais.

    No 1º de maio também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF).

    CEARÁ

    15h - Concentração na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa,e ato unificado na Praia de Iracema, em Fortaleza, ao lado do Centro Cultural Belchior Largo Luis Assunção.

    GOIÁS

    14h – Concentração na Praça Cívica, em frente ao Coreto.

    17h - Ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

    MATO GROSSO

    16h – Ato político e cultural, com artistas regionais, na Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

    MATO GROSSO DO SUL

    9h às 12h – Ato unificado do 1º de maio na Rua Anacá com a Rua Barueri, bairro Moreninha II.

    MINAS GERAIS

    Contagem

    7h – Missa do Trabalhador, na Praça da Cemig - Cidade Industrial, com ato e marcha após a missa

    Venda Nova

    9h – Carreata em frente à Praça da Matris, centro

    Santa Luzia

    8h – Praça da Juventude - Bairro Cristina B

    PARÁ

    9h – Ato do 1º de maio no Mercado de São Brás, em Belém.

    PARAÍBA

    14h – Caminhada com concentração em frente ao Centro de Zoonoses dos Bancários.

    17 – Ato cultural no Mercado Público de Mangabeira.

    PARANÁ

    8h – Café da manhã, celebração ecumênica e caminhada, na Paróquia São João Batista, Rua Baltazar Carrasco dos Reis, 698, Bairro Rebouças.

    PERNAMBUCO

    9h - Concentração na Praça do Derby, em Recife.

    PIAUÍ

    8h - Ato do 1º de maio na Praça da Integração – C.S.U do Parque Piauí, em Teresina.

    RIO DE JANEIRO

    9h às 14h - Ato na Praça Mauá, com barraquinhas para coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

    14h às 17h - Os trabalhadores e trabalhadoras sairão em bloco pelas ruas, intercalando bloco e fala política das centrais sindicais e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

    SERGIPE

    8h - Concentração do ato na Praça da Juventude - Conjunto Augusto Franco. Em seguida, caminhada em direção aos Arcos da Orla de Atalaia, onde ocorrerá um ato político e cultural com coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

    RIO GRANDE DO SUL

    Porto Alegre

    14h – Concentração na Rótula das Cuias

    15h - Caminhada na Orla do Guaíba

    16h – Ato na Rótula do Gasômetro

    Caxias do Sul

    14h – Ato nos Pavilhões da Festa da Uva

    Bagé

    14h – Concentração na Praça do Coreto, com aminhada pela Avenida 7 de Setembro;

    Erechim

    10h – Concentração no Bairro Atlântico

    Passo Fundo

    14h às 17h – Ato no Parque da Gare

    Pelotas

    14h às 18h - Ato com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

    Santa Maria

    10h às 17h – Atividades com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, no bairro Santa Marta.

    Ijuí

    14h – Concentração seguida de ato na Praça Central.

    Rio Grande – (a definir)

    SANTA CATARINA

    Florianópolis

    9h – Concentração no Parque do Maciço do Morro da Cruz

    9h30 – Atividades Culturais

    10h – Culto Ecumênico

    11h – Panfletagem e diálogo com a comunidade sobre a Reforma da Previdência

    Palhoça

    14h - no Campo de Futebol Frei Damião, com atividades culturais, recreação para as crianças e debate sobre a Reforma da Previdência

    Blumenau

    15h - Ato público unificado na Praça da Prefeitura

    Chapecó

    15h – Sindicato dos Bancários de Chapecó (Rua Porto Alegre, esquina com Benjamim Constant)

    Lages

    Ocupa Calçadão em defesa da Previdência Pública e dos direitos dos Trabalhadores

    Local: Calçadão Centro de Lages (Em frente ao Banco do Brasil)

    15h - Concentração

    15h30 - Atividade Cultural

    15h45 - Debate 'Impactos da Reforma da Previdência n@s Trabalhador@s da Iniciativa Privada'

    16h30 - Intervenção Cultural

    16h40 - Debate 'Impactos da Reforma da Previdência n@s Trabalhador@s do Serviço Público'

    17h15 - Intervenção cultural

    17h25 - Debate 'Impactos da Reforma da Previdência na Vida das das Mulheres'

    18h - Intervenção cultural e final da atividade.

    Caçador

    Roda de conversa com chimarrão em defesa dos direitos no parque central de Caçador

    SÃO PAULO (região metropolitana e inteiror)

    Campinas

    9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral

    10h30 – Ato no Largo da Catedral

    11h – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú

    *A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h às 10h30

    Osasco

    6h30 - 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

    São Bernardo do Campo

    Ação Inter-religiosa

    9h - Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz

    9h30 - Missa

    Sorocaba

    14h às 22h - O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros.

  • Por avaliarem que vários pontos do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da previdência, são extremamente prejudiciais aos trabalhadores, os partidos de oposição junto com as centrais sindicais marcaram posição contra o texto e ainda vão trabalhar pelo adiamento da votação para o segundo semestre.


    Por Iram Alfaia

    Nesse período, eles querem convencer os deputados, sobretudo dos partidos do chamado Centrão, a votar contra a proposta ou no mínimo retirar os pontos prejudiciais aos trabalhadores.

    Essa foi a tônica da reunião organizada pela Liderança da Minoria com os representantes dos partidos políticos e todas as centrais sindicais nesta terça-feira (25), na sala de líderes da Câmara dos Deputados. 

    Depois do encontro, os representantes dos trabalhadores participaram de outra reunião com os líderes do Centrão.

    “Nosso posicionamento é unânime contra o relatório. Na votação nós vamos obstruir. Apresentaremos os nove destaque a que temos direito”, avisou a líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

    Apesar do avanço da retirada da proposta do regime de capitalização, que na prática acabaria com a previdência pública, a líder da Minoria diz que o texto se manteve muito cruel para os trabalhadores. 

    Outro problema apontado pela líder é o benefício não programado, ou seja, o que não representa aposentadoria por velhice ou morte. “Todos eles do regime geral não estão com nenhuma cobertura podendo ser privatizados”, diz.

    Segundo ela, ainda tem o problema do trabalhador rural que só poderá ser aposentar com 60 anos. Além disso, citou a privatização da previdência completar dos servidores públicos, que está abertamente privatizada no texto, e ainda o abono salarial abaixo de um salário mínimo que está constitucionalizado.

    “O texto é muito ruim, impossibilita alcançar a aposentadoria”, disse Jandira Feghali ao fazer referência ao cálculo do benefício. O relator acolheu a regra de cálculo do governo que corresponde a 60% da medida dos salários de contribuição mais 2% para cada ano de contribuição.

    Segundo o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, presente à reunião, a nova fórmula reduz o valor do benefício por dois motivos: a média será rebaixada por incluir todos os salários a partir de 1994, sem preservar os 20% dos menores valores; e não assegura os 100% dessa média, exceto para os que atingirem os 40 anos de contribuição.

    “Nossa opinião é que esse documento reforça profundamente um abismo social. O texto carrega proposta que vão dificultar por demais o acesso a aposentadoria seja com o fim do tempo de contribuição, seja com a idade mínima, que é muito amarga para homens e mulheres”, disse o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo. 

    As entidades programam realizar ainda grande manifestação em Brasília neste mês para pressionar os parlamentares. A mobilização na base dos deputados também será intensa com abordagens nas ruas e nos aeroportos.

    Unidade dos partidos

    O vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, elogiou o encontro que demonstrou a unidade de ação das centrais e da oposição na Câmara dos Deputados. Segundo ele, essa reforma invoca um pacto social que está sendo desmontado e “só vai agravar o esgarçamento da sociedade brasileira já polarizada política e socialmente”.

    Sorrentino afirmou que a reforma está sendo feita sob um mantra falso pelo qual se diz que ela é fundamental para os investimentos privados. Na sua opinião, isso só vai acontecer caso haja investimento público.

    A presidente nacional do PT, deputada Gleisi hoffmamn (PR), diz não ter dúvidas que os avanços até agora obtidos nessa luta contra a reforma da previdência se deve a mobilização dos trabalhadores, a exemplo da greve do último dia 14. Ela propôs que os nove destaques a serem apresentados sejam construídos junto com as centrais.

    O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), prevê uma luta muita intensa dos partidos e das centrais contra a reforma. Ele diz o relatório apresentado é muito prejudicial. 

    “Há pontos muito graves como a desconstitucionalização e dispositivos remitidos à lei ordinária. Fizemos um levantamento e encontramos 21 pontos que estão sendo desconstitucionalizado”, alertou.

    Com informações de vermelho.org.br

  • Para firmar uma agenda de ação em prol dos trabalhadores, CTB junto com as demais centrais realizam nesta quinta (24), às 10h, reunião operativa no Dieese. “A reunião tem caráter organizativo, focando na defesa da aposentadoria digna, dos direitos, valorização do trabalho”, indicou o secretário geral da CTB, Wagner Gomes.

    As entidades emitiram uma nota conjunta no dia 15 de janeiro e indicaram que o evento deve ser precedido de plenárias estaduais e assembleias nas entidades de base dos trabalhadores. 

     

    REUNIÃO SINDICAL
     

    Dirigentes das Centrais, Federações e Sindicatos durante reunião no dia 15 de janeiro no Dieese.

    “A orientação da central é de mobilização total nos estados. Nosso foco deve ser intensificar o contato com as nossas bases e alertar sobre essa maléfica reforma. Atacar a previdência será apenas o começo, esse governo tem dados sinais de a agenda regressiva será ainda pior”, emendou ele.

    No dia 20 de fevereiro, acontece uma Plenária Unitária das Centrais em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria.

    Serviço:

    "Plenária Unitária das Centrais em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria”

    Dia 20 de Fevereiro

    Em todo o Brasil

    Mais informações: (11) 3874-0040

     

    Portal CTB

  • No sábado, (18/05), no auditório central da UFPA, em Altamira (PA), foi realizado Seminário para debater sobre a Proposta de Emenda Constitucional da Reforma da Previdência (PEC 06/2019).

    Evento organizado pela Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo e, com a presença de varias organizações sociais da região, como UJS - União da Juventude Socialista, Sindicatos dos Bancários e dos trabalhadores em Educação (SINTEPP), MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens, Juventude Manifesto, Expressão Popular, Curso Popular, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Consulta Popular, PT, PCdoB, PSOL e representantes da igreja católica e da igreja evangélica.

    O evento teve como facilitadores do debate José Marcos Araujo (Marcão), diretor do Sindicato dos Bancários e da CTB/Pará e Vitoriano Bill, do Sintepp Altamira.

    Em um rico debate, que contou ainda com a presença do deputado federal Airton Faleiro (PT) e deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT), aprofundou sobre os danos da reforma da previdência na vida dos Brasileiros.

    O Marcão mostrou as perdas dos trabalhadores, principalmente das mulheres, com a reforma proposta “que atinge os mais fragilizados economicamente, sem condições contributivas, além de destruir a economia da maioria dos municípios brasileiros”, disse o representante dos bancários alertando que o município de Altamira, por exemplo, perderia grande parte de sua arrecadação, já que a cidade recebeu, em 2017, R$ 130 milhões através dos benefícios previdenciários enquanto apenas R$ 28 milhões do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). “Essa reforma coloca em risco os pequenos comércios dos municípios brasileiros, como mercearias, vendas, farmácias, e até a prestação de serviços públicos”.

    O debate serviu ainda para unificar as organizações de Altamira na convicção de unidade para enfrentar o atual governo federal, ampliando as forças e construindo uma grande greve geral no dia 14 de junho, em todo país.

    Para reforçar a greve geral foi tratado que está terá, como preparatória, a segunda grande manifestação da juventude no dia 30/05, que será ainda maior que a grande marcha pela educação do dia 15/05, que marcou a luta conta os cortes na educação.

    O deputado Airton colocou seu mandato à disposição na luta contra a reforma que, ao contrario do que diz o governo, não combate privilégios, pelo contrário, favorece os mais ricos aos isentar o capital do financiamento do sistema de previdência. Reforçou o deputado Airton a necessidade de trabalhar na sociedade para combater essa proposta de destruição da previdência social no Brasil.

    O deputado Dirceu Ten Caten, da mesma forma, se colocou na frente de luta contra a reforma e em defesa da educação.

    A CTB Pará ressalta que já participou com outras organizações, debatendo e conscientizando, a população paraense contra a Reforma da Previdência, como a audiência pública realizada no dia 10/05 na Câmara Municipal de São Miguel do Guamá e na Câmara Municipal de Castanhal no dia 17/05, sendo eventos importantes na mobilização social contra a Reforma Previdência.

    Para José Adailson, o Careca, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliário de Castanhal - SINTICLEPEM/CTB, "a audiência foi importante na mobilização das diversas organizações, instituições e sindicatos para a construção da greve geral da classe trabalhadora, em Castanhal, convocada pelas Centrais Sindicais para o próximo dia 14 de junho".

  • Trabalhadores e trabalhadoras farmacêuticas dizem não a reforma da previdência que retira direitos e condena à miséria cerca de quatro mil munícipios do país, segundo estudod a  Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (Anfip).

    Para alertar a paopulação do que esconde essa maléfica reforma, a Anfip criou um grupo de trabalho que está focado na produção do livro “A Previdência Social e a Economia dos Municípios”. A edição, revista e ampliada,teve sua última versão publciada em 2011 e é de autoria do Auditor Fiscal Álvaro Sólon de França, ex-presidente da Entidade.

     Acompanhe:

     

    Portal CTB

  • A Frente Brasil Popular lançou uma nota de convocação aos movimentos populares de todo o país para o ato #OcupeBrasília que vai protestar diante do Congresso Nacional contra a proposta de reforma da Previdência (PEC 287/16) e o projeto de reforma trabalhista (PLC 38/2017).

    O ato é organizado pelo conjutno das centrais sindicais em parceria com os movimentos sociais representados pela Frente Brasil Popular. Confira a nota abaixo:

    "A batalha em defesa da aposentadoria e contra a reforma da previdência entra em fase decisiva na Câmara dos Deputados, principalmente entre os dias 22 e 24 de maio.

    É preciso aumentar a pressão em torno dos deputados e deputadas no próximo período e mobilizar todos e todas para ocupar Brasília no dia 24, data de votação da proposta no plenário da Câmara.

    Além disso, é fundamental que os comitês da Frente Brasil Popular se engajem na construção das agendas de agitação e propaganda, na construção de paralisações e mobilizações também nos Estados.

    A maioria da população brasileira está contra as reformas da previdência e trabalhista e é essencial que possamos mostrar que a proposta representa grave retrocesso aos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores arduamente conquistados.

    Vamos ocupar Brasília, as ruas, as redes e fazer atividades, panfletagens e mobilizar o povo brasileiro para juntos e juntas barrar essas maldades contra a classe trabalhadora.

    Só será possível vencer esse governo com a garra e a coragem do povo."

    #ForaTemer #DiretasJá #EmDefesaDaAposentadoria#24M #AposentadoriaFicaTemerSai

    Portal CTB

     

  • Por Altamiro Borges

    O Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, na sexta-feira (22), superou as expectativas mais otimistas das centrais sindicais. Segundo levantamento parcial, o protesto unitário teve atos, marchas e panfletagens em mais de 120 cidades – a previsão inicial era de que as manifestações ocorressem nas 26 capitais e em cerca de 50 municípios de grande porte. Além de ter se espalhado pelo país, os protestos também contaram com expressiva adesão, lotando praças e avenidas.

    O ato na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, reuniu mais de 60 mil pessoas. O clima foi de revolta contra o golpe orquestrado pelo laranjal de Jair Bolsonaro, que extingue a aposentadoria de milhões de brasileiros e reduz os benefícios de outros milhões, e de preparação para a greve geral – que já é consenso entre todas as noves centrais sindicais do país. Apesar do sucesso surpreendente dos protestos, a mídia privatista optou por ofuscar a iniciativa unitária do sindicalismo.

    Os jornalões não deram manchetes para as manifestações e optaram por minúsculas notas – a maioria delas, totalmente anódinas. A Folha de S.Paulo – que brigou com o miliciano Jair Bolsonaro, mas apoia a sua iniciativa de matar de fome os aposentados – deu relatos das manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. No caso do ato na Avenida Paulista, o jornal relata que “segundo a organização, 60 mil pessoas foram à manifestação. A Polícia Militar fala em 15 mil”. O protesto também não mereceu destaque no oligárquico e decadente Estadão e no rentista O Globo.

    O pior da “cobertura jornalística”, porém, ocorreu nas emissoras de rádio e televisão. Diferentemente da linha editorial adotada durante as marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff, nas quais essas concessões públicas foram usadas ilegalmente para excitar os “midiotas”, agora não houve qualquer destaque às mobilizações contra o golpe dos rentistas na aposentadoria. O Jornal Nacional da TV Globo, o principal telejornal do país, fez um registro quase invisível do protesto das centrais sindicais. E ainda tem gente que acredita na “neutralidade” da mídia patronal e rentista.

  • Clemente Ganz Lúcio1

    A fada da confiança desapareceu do país. Talvez esteja no exterior à procura do pó mágico que encanta agentes econômicos, especialmente empresários e governos, para produzir o crescimento da economia. Enquanto isso, o país arca, desde 2016, com um custo altíssimo. Em 2016 o “novo governo” não teve tempo de reverter o quadro recessivo e o PIB despencou -3,3%, depois de já ter caído, no “velho governo”, -3,5% em 2015. Animados, governos e mercado tinham fé de que a fada da confiança trabalharia para reverter a dinâmica em 2017, mas o resultado foi um crescimento pífio de 1%!

    Agora, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acaba de divulgar que o Brasil cresceu míseros 1,1% em 2018! A expectativa do governo e do mercado, no início do ano passado, era de crescimento que poderia superar 3%. O resultado foi 1/3 do prometido.

    Mas não adiante chorar as derrotas. O jogo continua e o que interessa é como está o momento e, mais ainda, o que vem pela frente.

    O ritmo de crescimento de 2018 foi mais fraco do que o observado em 2017, portanto, é como se as rodas da economia estivessem perdendo tração. Cabe ressaltar, entretanto, que o crescimento econômico de 2018, apesar de baixo, foi mais bem distribuído entre os segmentos, diferente do ocorrido em 2017, quando concentrou-se no setor agropecuário.

    Esse resultado reforça que a dinâmica de saída desse tombo econômico de 2015/16 segue muito aquém daquelas dinâmicas observadas nas saídas de crises anteriores no Brasil. O que acontece?

    A recuperação do emprego, além de ser lenta, ocorre com ocupações por conta própria, assalariamento sem carteira de trabalho e postos com baixa remuneração. O consumo das famílias continua inibido, inclusive no uso do crédito. A capacidade ociosa das empresas é grande, o que desestimula investimentos produtivos. A crise fiscal restringe gastos e capacidade de investimento do governo. As importações foram maiores que as exportações, com impacto negativo sobre o PIB. O país terminou o ano patinando em piso escorregadio.

    Otimismo! Estamos em 2019! Novo governo, novas esperanças!

    Passadas as eleições, o mercado voltou a manifestar expectativa de que a fada da confiança atuaria para promover o crescimento na casa dos 3% em 2019. Depois dos primeiros 60 dias do novo governo, o mercado começa a fazer as revisões para baixo. Parece, inclusive, que a fada está com passagem comprada para nova viagem ao exterior. Em vez de 3% de crescimento em 2019, talvez 2,5%, ou 2,3%, ou 2,0% ou até mesmo menos que 2,0%.

    A reforma da Previdência era o pó mágico capaz de mobilizar toda a confiança. Agora, continua poderosa, mas não é mais suficiente. Será preciso muito mais.

    O tempo passa, o desemprego continua alto, a precarização e a insegurança aumentam para os milhões de trabalhadores que lutam por uma ocupação e salário. A pobreza volta e cresce. A indústria definha. A economia mundial imbica para baixo. O governo briga com parceiros comerciais internacionais.

    Mas o poder quase entorpecente do mercado insiste em afirmar que há fada e que o pó do crescimento virá no próximo evento: depois da reforma da previdência; em seguida, depois da desvinculação do orçamento público; e depois de proclamada a independência do Banco Central; e, então, após mudanças no FGTS, no FAT, no seguro-desemprego no abono salarial; depois do fim da política de valorização do salário mínimo; e daí, após a implantação da carteira de trabalho verde e amarela; depois de intensificar ainda mais o ataque aos sindicatos; após o avanço das privatizações, da venda de terras, riquezas e empresas aos estrangeiros; depois de iniciar a exploração de minérios em terra indígenas.

    A vida é muito dura para quem sonha e luta por um país desenvolvido e justo. O futuro, para quem está na batalha, se faz no eterno presente em construção. A história ensina muito, mas o que move os lutadores a enfrentar os pesadelos é a capacidade de enunciar uma utopia para o novo tempo, que virá. Fadas são, como o Saci-Pererê, lendas. Para os que creem na justiça, na solidariedade e na igualdade, só resta a luta, juntos, sempre.

     

    Sociólogo e diretor técnico do DIEESE.

     

  • Os eleitores de Bolsonaro não foram enganados. Apostaram em um candidato que nem sequer mostrou o plano de governo ou como trataria a reforma da Previdência. Agora, todos vão pagar por um erro grave. 

    O regime de capitalização proposto pela equipe econômica do governo pode levar o INSS à falência e atingir, inclusive, aqueles que já estão aposentados. O órgão é responsável por 70% das aposentadorias no Brasil. 

    A capitalização propõe que cada trabalhador se torne responsável por poupar para a aposentadoria, o que resulta em uma desidratação da Previdência. O trabalhador de hoje paga o benefício do aposentado, mas se a reforma passar, a Previdência não terá como se sustentar.

    O RGPS (Regime Geral da Previdência) foi responsável por 93,5% dos benefícios concedidos em 2017. Desse total, 68,4% correspondem a aposentadorias do INSS. 

    Esse é um mercado muito cobiçado pelos banqueiros e empresas de previdência privada. Estão ávidos por este público, mas o governo precisa levar em consideração que o modelo afundou a economia de muitos países e empurrou idosos para o limbo financeiro.

    Fonte: bancariosbahia.org.br