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Qui, Jun

Encontro Mulheres em Defesa da Democracia

  • Levantamento do canal “Informações sobre Mortalidade (SIM)”, do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça (21), aponta que, só em 2016, cerca de 4.635 mulheres foram mortas por agressão, uma média de 12,6 mortes por dia. O número de denúncias, entretanto, está muito além das ocorrências de feminicídio.

    O Ministério da Saúde alerta que ainda há subnotificação de denúncias e que muitos casos de assassinato de mulheres poderiam ser evitados.

    No últimos 9 anos, segundo dados da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, cerca de 10 mil mulheres foram vítimas de feminicídio (3,1 mil) ou tentativas de homicídio (6,4 mil) por motivos de gênero.

    Na última década (veja gráfico abaixo), o pico de registros ocorreu em 2015, ano em que o feminicídio foi incluído no Código Penal brasileiro como qualificador de homicídio no rol de crimes hediondos. Naquele ano a central recebeu 956 registros.

    info feminicidio

    Segundo a Central, desde 2009 foram relatados quase 737 mil casos de violência doméstica – mais de 80% do total de denúncias recebidas no canal. Das agressões denunciadas em ambiente familiar nos últimos anos, quase 60% são físicas e cerca de 30% psicológicas, tipos de violência que geralmente precedem o crime do feminicídio.

    info violencia domestica

    O Ligue 180 pode ser acionado em todo território nacional e em mais 16 países. Denuncie!

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    Portal CTB - Com informações das agências

  • Na manhã desta quinta-feira (7), representantes de trabalhadoras de todo o Brasil levaram seu apoio e a convicção de luta ao Palácio do Planalto, no “Encontro Mulheres em Defesa da Democracia”. O evento reúne quase mil representantes de entidades sindicais e movimentos sociais e feministas, além de parlamentares.

    As mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil entregaram moção de apoio à Dilma, como as dezenas de entidades presentes, ecoando o grito de milhares de brasileiras e brasileiros pelas ruas: “Não vai ter golpe”.

    Leia mais:

    Para Ivânia Pereira, IstoÉ agride as mulheres com matéria misógina contra Dilma

    União Brasileira de Mulheres repudia misoginia da revista IstoÉ contra Dilma

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, mais uma vez repudia a matéria da revista istoÉ, que estampa ataque misógino à presidenta Dilma. "Essa matéria ataca a todas as brasileiras em sua dignidade e nos direitos de uma vida livre de agressões". 

    "Promovemos este ato para refutar a trama golpista dessa direita, que por não conseguir provar nenhuma falcatrua de Dilma, tenta desmoraliza-lá", acentua Ivânia. De acordo com ela, o objetivo do encontro é mostrar que "queremos tê-la como nossa líder nacional" e, por isso, "as mulheres continuarão nas ruas para garantir a democracia e uma vida sem medo".

    Entre, as sindicalistas que discursaram, Alessandra Lunas, secretária das Mulheres Trabalhadoras Rurais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, levou a solidariedade à Dilma pelos sucessivos ataques misóginos sofridos por ela na mídia burguesa.

    encontro com dilma ivania

    “Com muita indignação, repudiamos as manifestações de ódio e preconceito como o ataque promovido pela revista IstoÉ”, disse Alessandra. “Essa violência não é apenas contra a companheira Dilma, mas atinge a todas nós”.

    A ex-secretária especial de Direitos para Mulheres do governo Lula, Nilcéia Freire, mandou mensagem e vídeo afirmando que “nós, mulheres brasileiras, exigimos respeito aos nossos direitos conquistados passo a passo desde que nossa constituição cidadã foi criada”.

    encontro mulheres com dilma bsb

    Já Creusa Oliveira, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, ressaltou as importantes conquistas delas com a Lei das Domésticas, em vigor desde 2013. “Nunca tivemos nossos direitos reconhecidos e agora podemos sonhar com nossas filhas e filhos nas universidades”, defendeu.

    No encerramento de sua fala, Creusa puxou o coro ao afirmar que “mexeu com ela, mexeu com todas nós”, ao qual a plateia respondeu prontamente. Socorro Gomes, dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, pediu tolerância e respeito às diferenças.

    Aos gritos de “A Dilma fica o Cunha sai”, a Marcha Mundial das Mulheres repudiou os virulentos ataques machistas à presidenta e criticou com veemência a permanência de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados.

    “O lugar do Cunha é na cadeia. Cadê o Judiciário, a Justiça? Nós mulheres feministas temos confiança nesse governo, na nossa luta e no projeto de igualdade que queremos e vamos construir”, concluíram as representantes da Marcha.

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    Presentes ao ato político representantes das mulheres brasileiras de todos os setores da vida nacional. Filósofas, escritoras, negras, trabalhadoras rurais, domésticas, sindicalistas, estudantes, enfim mulheres de todos os matizes gritaram ao final: “Machistas não passarão”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Ruth de Souza, de Brasília