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Sáb, Fev

Espanha

  • 1º de Maio: ato em Barcelona, na Espanha, também grita contra o golpe de Estado no Brasil

    Os Jornalistas Livres mostram que o mundo realmente acordou par ao Brasil e mostram vídeo de ato em Barcelona, na Espanha, da Marcha de 1º de Maio, no qual manifestantes gritaram contra o golpe no Brasil.

    Organizado pelo coletivo Amigos da Democracia, o ato se iniciou na Praça Urquinaona e segue a caminho da Catedral de Barcelona com bandeiras e placas com dizeres como: "Parem o golpe no Brasil", "Não vai ter golpe" e "Fora Bolsonaro criminoso".

    Além de brasileiros, cubanos e idependentistas catalanes, a marcha também reuniu coletivos de vários países. 

     Vídeo Amigos da Democracia:

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Com discurso xenófobo, extrema direita vence na Espanha

    Após 36 anos, neste domingo (2), extrema direita volta à Câmara dos Deputados de Andaluzia, na Espanha. Com 99,7% dos votos apurados, o partido Vox, liderado por Santiago Abascal, somou mais de 391.000 votos (10,9%) e elegeu 12 deputados. Desde que Blas Piñar deixou sua cadeira na Câmara, em 1982, nenhuma força com essas características tinha voltado a pisar em um parlamento do país.

    Em post na rede social Twitter, Marine Le Pen, líder do Agrupamento Nacional, cumprimentou a vitória: “Minhas sinceras felicitações aos nossos amigos do Vox, que nesta noite obtiveram um resultado muito significativo para um movimento jovem e dinâmico”.

    Xenofobia e apologia à repressão

    Os eixos do discurso do Vox foram muito claros: o nacionalismo espanhol, o anti-independentismo, mensagens contra a imigração, a lei da memória histórica e a lei contra a violência de gênero; além de constantes elogios às forças de segurança e ao Exército. 

    Sem projeto

    Informações das agência internacionais revelam que o grupo de extrema-direita volta a cena política sem ter sequer um programa de Governo para a região.

    Durante a campanha, apresentou 100 pontos, dos quais destacamos a criminalização dos imigrantes ilegais e o fim da Câmara regional. O Vox também afirmou ser ao aborto e ao casamento homossexual.

    Uma de suas estratégias foi criminalizar os imigrantes. “O Vox foi o partido que marcou o debate político nestas eleições. Colocamos sobre a mesa o controle das fronteiras e acabar com a invasão da imigração ilegal”, disse Javier Ortega, secretário-geral do partido, logo após o resultado. 

    Portal CTB - Com informações do El País

     

     

  • Crise política na Espanha: Sánchez convoca eleições antecipadas

    O presidente do governo da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, convocou nesta sexta-feira (15/02) eleições legislativas antecipadas no país para o próximo dia 28 de abril. O anúncio foi feito no Palácio da Moncloa, em Madri, apenas dois dias depois da derrota do governo na votação orçamentária de 2019. "Anuncio que propus a dissolução das câmaras e a convocação de eleições gerais para 28 de abril", disse o mandatário, depois de uma reunião breve com seus ministros.

    Sánchez afirmou que "entre não fazer nada" e seguir governando com o orçamento prorrogado de Mariano Rajoy e "dar a palavra aos espanhóis" prefere a segunda opção porque a Espanha deve "continuar avançando e progredindo".

    A atual legislatura, que se encerra no próximo dia 5 de março, após a dissolução oficial do Parlamento, será, com 959 dias de duração, a quarta mais curta da democracia espanhola. As eleições serão as terceiras em três anos e meio na Espanha, fato que sinaliza uma instabilidade política crônica.

    Na última quarta-feira, o Parlamento espanhol rejeitou a proposta orçamentária apresentada por Sánchez para 2019 por 191 votos a favor, 158 contra e uma abstenção, abrindo caminho para a convocação de eleições gerais antecipadas. A Câmara aprovou seis objeções apresentadas pela oposição de direita e conservadora e partidos separatistas catalães.

    Em vez de se concentrar em questões econômicas, o debate orçamentário girou em torno de assuntos políticos, sobretudo a situação da região autônoma da Catalunha, governada por independentistas que exigem que seja reconhecido seu "direito à autodeterminação".

    O governo de Sánchez tem minoria no Parlamento, apenas 84 de 350 deputados, e depende de partidos menores. Ele chegou ao poder em junho passado com o apoio de partidos nacionalistas catalães e esperava receber o aval deles à sua proposta de orçamento.

    Na tentativa de aliviar tensões envolvendo a Catalunha, Sánchez retomou negociações com os separatistas canceladas pelo governo anterior. Os partidos catalães, no entanto, estão insatisfeitos com a recusa de Sánchez em considerar a realização de um novo referendo sobre a independência da região, entre outras questões, e votaram contra o orçamento.

    Os partidos separatistas argumentaram que o diálogo com o governo em busca de uma solução para o que chamam de um conflito político na Catalunha não está avançando e pediram mais investimentos públicos na região, dada a sua importância para o Produto Interno Bruto (PIB) espanhol.

    Conservadores e liberais, que exigem eleições antecipadas, rejeitaram a proposta orçamentária por acreditar que esta favorece os independentistas catalães, aumenta o gasto público sem propor rendimentos credíveis e levará a economia espanhola a uma situação de maior endividamento.

    A oposição de direita e de extrema-direita acusa Sánchez de fazer concessões demais aos catalães e reuniu dezenas de milhares contra o governo em Madri no último fim de semana.

    Governo de curta duração

    Em junho de 2018, o então líder do governo, Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular (PP), foi alvo de uma moção de desconfiança e teve de deixar seu cargo – 180 dos 350 deputados apoiaram a moção lançada pelo PSOE. Desde então, a Espanha é governada por Sánchez, líder do partido socialista.

    A moção de desconfiança contra o ex-chefe de governo foi a primeira na história democrática da Espanha a ser bem sucedida. Foi uma resposta dos socialistas às decisões judiciais num escândalo de corrupção que envolvia o partido de Rajoy. O Tribunal Penal Federal condenou o Partido Popular a pagar uma multa de 245 mil euros. Vários ex-membros da legenda receberam consideráveis penas de prisão.

    Em 2017 foi realizado um referendo sobre a independência da região autônoma da Catalunha. O governo central de Madri reprimiu os separatistas e colocou o governo regional sob sua administração compulsória. Um diálogo entre os dois lados parecia impossível. Foi somente a troca na liderança do governo espanhol que mudou o tom entre Madri e os separatistas catalães.

    Em julho de 2018, Sánchez recebeu o presidente regional da Catalunha, Quim Torra, na capital espanhola. O objetivo declarado era uma reaproximação de ambos os lados. Era também o primeiro encontro do gênero em dois anos. Os dois políticos concordaram em ressuscitar uma comissão bilateral que não se encontrava desde 2011.

    Mas, para os separatistas da Catalunha, as promessas de Sánchez não são mais suficientes. Eles exigem o direito à autodeterminação. Muitos ainda buscam a independência do Estado espanhol. Na votação sobre o orçamento nesta quarta-feira, eles expressaram seu aborrecimento e contribuíram para o fracasso da proposta do governo.

    Atualmente está em trânsito um julgamento no Supremo Tribunal da Espanha contra os 12 principais representantes do movimento de independência catalã. Nove deles podem receber longas penas de prisão por rebelião, motim e apropriação indevida de recursos públicos.

    As novas eleições foram convocadas em um momento desfavorável para os social-democratas liderados por Sánchez. As últimas pesquisas mostram que o PSOE e seus partidos aliados não deverão alcançar a maioria no Parlamento espanhol.

    Fonte: Caminho político

  • Exposição em São Paulo retrata vida e obra de Dom Pedro Casaldáliga

    Foto: Joan Guerrero

    A exposição “Pere Casaldáliga, profissão: esperança”, do fotógrafo espanhol Joan Guerrero fica em cartaz no Centro Cultural São Paulo até 30 de abril (acompanhe pela página do Facebook da mostra aqui). Guerrero mostra parte da trajetória heroica do bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso, região de grandes conflitos agrários. Onde para muitos se travou a principal luta armada de resistência à ditadura (1964-1985), a Guerrilha do Araguaia.

    Pere é o nome de batismo do amado e popular Dom Pedro Casaldáliga, ordenado bispo em 1971, mas desde 1968 adotou o Brasil para exercer a sua opção pelos pobres. Foi parar na região do Araguaia, onde vive até hoje. No ano que vem completa 50 anos no país

    Em parceria com a Associação Cultura Catalonia e da Casa América Catalunya a mostra veio para a capital paulista de Barcelona, na Espanha, onde estreou e vai girar o país e o mundo. Quem estiver em São Paulo não pode perder essa oportunidade de visitar essa emocionante e bela exposição.

    O fotógrafo catalão capta com maestria a visão de mundo de Casaldáliga, sempre em defesa dos desvalidos, dos sem-terra, dos indígenas. “Façam-me a carteira de identidade catalã. O endereço já sabem entre o   (na Espanha) e o Araguaia. A cidade... Vai desde os pastores e os lavradores de Casaldáliga”, assim Guerrero apresenta sua exposição.

    O bispo católico ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário na década de 1970 e participou ativamente da criação da Comissão Pastoral da Terra. Por isso foi perseguido pela ditadura com ameaças de extradição e sofreu diversos atentados (leia mais aqui). Defensor da Teologia da Libertação que prega a igreja voltada para os pobres.

    Acometido da doença de Parkinson, o popular bispo se locomove em cadeira de rodas e completa 89 anos no dia 16 de fevereiro, quase toda vida dedicada aos mais pobres. Disse certa vez que “não basta ser crente, também há que ser crível”.

    Descalçao sobre a terra parte 1 

     Parte 2 

    De acordo com a curadora da mostra Marta Nin a exposição registra a vida de Casaldáliga e do povo da região em 2011. "Acrescentamos poemas e cartas escritas por Dom Pedro que cobrem todos os períodos de sua vida", afirma.

    Trechos dos documentários “Descalço sobre a terra vermelha”, de Oriol Ferrer e “Um bispo contra todas as cercas”, de Ana Helena Tavares (assista aqui) também fazem parte da exposição.

    Em tempos de tanto ódio, conhecer a vida e a obra de um homem tão sério no que faz, amado e idolatrado pelo povo, por defender a melhoria de vida dos desesperançados. Nem mesmo a sua doença o afasta de defender suas crenças.

     Descalço sobre a terra parte 3 

    Serviço:

    O que: Pere Casaldáliga, profissão: esperança

    Onde: Centro Cultural São Paulo, na Área de Convivência e Espaço Flávio Império

                Rua Vergueiro 1000, Paraíso, São Paulo

    Quando: Até 30 de abril

    Quanto: Grátis

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Funcionários da Amazon na Alemanha e Espanha entram em greve na Black Friday

    Funcionários dos centros logísticos da Amazon na Alemanha e na Espanha entraram em greve nesta sexta-feira, abandonando postos de trabalho durante a Black Friday, dia de descontos que inaugura a temporada de compras de Natal.

    A Amazon Alemanha disse que cerca de 620 trabalhadores participam da greve em suas unidades de Bad Hersfeld e Rheinberg, mas que a maioria dos funcionários continuam trabalhando e não houve impacto aos pedidos de consumidores.

    O sindicato alemão de serviços Verdi convocou trabalhadores da Amazon a entrarem em greve por 24 horas até a meia noite nesta sexta-feira, exigindo melhor pagamento e contratos trabalhistas que garantam condições salubres de trabalho.

    “Estamos entrando no impulso do fim de ano, o período mais estressante para funcionários”, disse a representante da Verdi, Mechthild Middeke. “Especialmente em um dia como Black Friday, trabalhadores deveriam ser o foco principal.”

    A Amazon Alemanha disse que suas vagas oferecem salários competitivos e benefícios amplos desde o primeiro dia de trabalho. No país, funcionários ganham um salário inicial de 10,78 euros (12,23 dólares) por hora e recebem em média um salário mensal de 2.397 euros após dois anos.
     

    Funcionários da maior unidade da Amazon na Espanha, em San Fernando de Henares, abandonaram os postos de trabalho nesta sexta-feira e também estarão de greve no sábado. Sindicatos dizem que cerca de 85 a 90 por cento dos funcionários estão participando.

    A Amazon Espanha disse que os números não refletem a realidade e que a maioria dos trabalhadores estão processando pedidos.

    Reuters