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Ter, Nov

Estados Unidos

  • "Federação Sindical Mundial se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos", diz nota

    Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim a cidade como capital do governo israelense diversas lideranças, organizações e entidades sindicais em todo o mundo manifestaram seu repúdio à atitude de Trump, entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM), que divulgou uma nota em apoio ao povo palestino. 

    Leia abaixo a íntegra: 

    Não à decisão do presidente dos EUA

    A Federação Sindical Mundial condena a decisão do presidente dos Estados Unidos de declarar Jerusalém como a capital de Israel. Esse ato revela como o imperialismo é impiedoso, bárbaro,agressivo.

    Temos a responsabilidade de dar apoio ao heroico povo palestino contra essa agressividade. Precisamos apoiar esse povo, que há tempos luta contra a ocupação de um exército, contra as políticas dos governos israelenses, contra as políticas que os obrigam a aceitar a ocupação de Israel.

    A FSM sempre esteve e sempre se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos, que hão de continuar sua luta. A FSM usará todos os fóruns internacionais para promover as justas demandas do Povo Palestino. A FSM também irá revelar as responsabilidades dos líderes sindicais “amarelos” que dão suporte à política de Israel.

    Todas as entidades sindicais Palestinas que têm orgulho de lutar em defesa de seu povo virão ao nosso encontro, em solidariedade a eles. Todos os sindicalistas nas bases de suas entidades, que estão lutando contra sindicalistas corruptos e comprometidos, vão nos encontrar ao seu lado.

    As circunstâncias de hoje, especialmente após a inaceitável decisão do presidente dos EUA, exigem um movimento sindical classista, renovado, internacionalista, massivo e unitário.Um movimento sindical livre de intervenções burocráticas e corrupção. Somente um movimento sindical que é organizado de modo independente e que luta com todas as categorias da FSM pode dar o apoio que o povo Palestino necessita.

    Atenas, 6 de dezembro de 2017

    O Secretariado 

    Portal CTB 

  • A herança do Partido dos Panteras Negras 50 anos depois marca corações e mentes no mundo

    O punho cerrado era o gesto característico de protesto dos Panteras Negras

    Neste mês faz 50 anos que surgiu o Partido dos Panteras Negras para Autodefesa, nos Estados Unidos, para reunir e representar os negros e negras que desejavam o fim das diferenças. “Organizou-se fortemente e cresceu rápido por colocar a luta racial no contexto da luta de classes”, diz Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    De acordo com o historiador Augusto Buonicore, o grupo “desde o início, adotou o marxismo como referência teórica da sua ação e logo se transformou no inimigo público número um do FBI (a polícia federal norte-americana)”.

    Isso porque os Panteras Negras acreditavam no confronto com os racistas para construir uma sociedade socialista, portanto, sem classes e sem discriminações. “Eles foram a primeira tentativa mais avançada de organização dos afro-americanos para a construção de uma nação mais solidária e justa e bem no centro do império do capitalismo”, afirma Custódio.

    "Panteras Negras: todo poder ao povo" (1997), de Lee Lew-Lee 

    O partido nasceu no meio de um forte acirramento das lutas pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Nasceram como uma radicalização do movimento pacifista liderado pelo grande herói Martin Luther King (1929-1968), tão importante quanto os Panteras no combate ao racismo. 

    “O Black Panther Party (Partido dos Panteras Negras) se tornou referência obrigatória para todos os movimentos contra o racismo e pelos direitos civis da população negra ao redor do mundo pela postura contestadora, combativa e pela extrema preocupação com a formação teórica e política da militância e de constituição dos seus núcleos de atuação espalhados nos Estados Unidos, mas em permanente articulação com povos oprimidos do mundo”, afirma Ângela Guimarães, presidenta da União dos Negros pela Igualdade (Unegro).

    Para mostrar a diferença essencial entre o que os Panteras Negras defendiam e os seguidores de Luther king, Bobby Seale, presidente do partido, diz que “embora os Panteras Negras acreditem no nacionalismo negro e na cultura negra, eles não acreditam que levarão à liberdade negra ou à derrubada do sistema capitalista, e são, portanto, ineficientes”.

    Luther King seria assassinado cerca de 1 ano e meio após a criação do movimento dos Panteras, em 4 de abril de 1968. Inicialmente liderado por Malcolm X (assassinado em 21 de fevereiro de 1965), o grupo se notabilizou e ganhou inúmeros adeptos rapidamente.

    Tão famosos ficaram que os atletas velocistas dos 200 metros rasos, Tommie Smith (medalha de ouro) e John Carlos (medalha de bronze) na Olimpíada da Cidade do México em 1968, após receberem a medalha levantaram os punhos cerrados (como na foto abaixo), manifestação característica deles.

    panteras negras 1968

    Esse símbolo também foi adotado pelo jogador Sócrates (1954-2011) na comemoração de seus gols relembrando os Panteras e em protesto contra a ditadura brasileira, vigente na época em que ele atuou pelo Corinthians (veja foto abaixo). O centroavante do Atlético Mineiro, Reinaldo coemorava seus gols com o mesmo gesto e os mesmos motivos. Dizem alguns estudiosos que ele foi cortado da seleção brasileira por isso.

    socrates faz a tradicional comemoracao de gol depois de ajudar o corinthians a fazer 3 a 1 sobre o sao jose no parque antarctica pelo campeonato paulista de 1983 1315269166866 1920x1080

    “Neste momento onde há uma crise profunda do capitalismo no mundo acompanhada do recrudescimento do racismo e sexismo e os ideais dos Panteras materializado no seu programa torna-se ainda mais atual e necessário”, argumenta Guimarães.

    Mulheres negras e o feminismo

    Cientes da necessidade de propagar as suas propostas, criaram em 1967 a publicação semanal “The Black Panther”, que parou de circular em 1971, depois de 4 anos. “De um grupo exclusivamente masculino, ele logo passou a aceitar o ingresso de mulheres, que chegaram a representar mais da metade da militância”, diz Buonicore.

    “A militância feminina dos Panteras Negras marcou definitivamente o movimento feminista ajudando a colocar na pauta a questão das mulheres negras”, afirma Custódio. Uma das mais importantes militantes é Angela Davis, que tem seu livro “Mulher, raça e classe”, que ganhou recentemente tradução inédita em português.

    mulher raca classe angela davis

    Para ela essa é uma das heranças fundamentais para a luta das mulheres negras em todo mundo, deixada pelos Panteras. “O movimento feminista tinha dificuldade de entender as questões específicas das mulheres negras”, reforça.

    Outro fato importante, segundo a cetebista, é inserir a questão da igualdade racial no âmbito da luta de classes. “Interessante os Panteras defenderem a superação do capitalismo para atingirmos uma sociedade realmente igualitária, onde todos sejam respeitados”.

    Já Guimarães afirma que “a radicalidade em contestar a violência racial, mas sobretudo em situá-la como parte de uma violência sistêmica do capitalismo situou os Panteras como um dos movimentos-referência para as lutadoras e lutadores antirracismo de todo o mundo e para a Unegro os Panteras Negras são fontes permanentes de estudo, admiração e referência”.

    Custódio lembra ainda que coube aos Panteras Negras ressaltar as espeficidades da “beleza negra, ainda hoje renegada pelos eurocentristas, para quem só há beleza na tez branca, cabelos lisos e olhos claros”. Os Panteras Negras “fizeram muito bem, assumindo os cabelos black e os traços de sua negritude, mostrando toda a beleza do povo negro”, afirma Custódio.

    Os Panteras Negras existiram até 1989, após perda de militantes e penetração popular. Mas seus ideais permanecem nos corações e mentes de milhares de pessoas em todo o mundo. “A luta pela emancipação dos negros e negras se espalhou pelo mundo e isso ninguém tira de nós”, sintetiza.

    Para ela, “os Panteras deram uma contribuição fundamental para a compreensão de que a luta antirracista é uma das facetas da luta de classes, porque o racismo foi forjado para oprimir uma parcela substancial da humanidade”.

    Por isso, diz ela, “é importante a valorização dos 50 anos dos Panteras Negras e tudo o que eles somaram para a compreensão da necessidade de avançarmos para a superação do capitalismo e a construção de um mundo onde prevaleça a igualdade, a liberdade e o respeito”.

    Afinal, “lutar contra o racismo é lutar pela emancipação da humanidade”, conclui Custódio. “O legado que os Panteras deixaram é tão essencial para a superação da conjuntura atual que pode ser comprovado com a apresentação da Beyoncé (cantora negra norte-americana) no Super Bowl (final do campeonato de futebol americano nos Estados Unidos), onde fez referência direta aos Panteras Negras e causou frisson”.

    Assista a apresentação de Beyoncé para milhões de telespectadores (confira a tradução da letra aqui).

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Artistas pedem seu apoio para o show Canta a Democracia no Rio e em Nova York

    Cresce a mobilização de artistas e intelectuais para a realização do show Canta a Democracia, na terça-feira (23). Um acontecerá no Rio de Janeiro, no Circo Voador e o outro em Nova York, no Apollo Theater, com a participação de artistas brasileiros e de diversos países.

    Por isso, os artistas pedem ajuda para o financiamento dos espetáculos pelo site do Catarse, que apoia financiamento de eventos (acesse aqui e dê a sua contribuição).

    canta a democracia cartaz

    Vídeo com a canção "Canta a Democracia" - vários artistas 

    A filósofa Márcia Tiburi pede apoio ao Canta a Democracia. “Vamos fazer arte, falar bastante, chamar a atenção do mundo”, diz ela, “contra esse poder mumificado que quer que a gente se acabe”.

    Márcia Tiburi contra o poder mumificado de Michel Temer

     

    A atriz Sílvia Buarque lê texto do avô, o historiador Sérgio Buarque de Holanda (1920-1982), onde diz que “a democracia no Brasil foi sempre um mal-entendido, uma aristocracia rural e semifeudal importou-a e tratou de acomodá-la a seus direitos e seus privilégios”.

    No mesmo vídeo, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-199 ) diz que os filhos da elite brasileira levam “na alma o pendor do senhor de escravo” e por isso a “classe dominante é muito ranzinza e não deixa esse país ir para a frente”.

    Veja o vídeo completo com Sílvia Buarque e Darcy Ribeiro: elite "não deixa o país ir para a frente"

     

    O ator e cantor André Abujamra diz que “é claro que teve golpe e a gente como artista não pode deixar”. Inclusive a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que este show “não é apenas para denunciar o golpe em curso, mas para resgatar a democracia”.

    André Abujamra "a gente como artista não pode deixar" o golpe vencer

     

    Vanessa Grazziotin: "resgatar a democracia"

     

    Para o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) o “golpe foi perpetrado por corruptos que querem solapar nossos direitos” e o Canta a Democracia é uma das “várias maneiras de resistir ao golpe”.

    Para Jean Wyllys golpe aconteceu para retirar direitos 

    A veterana atriz Bete Mendes faz parte do show porque “necessito de educação livre, cultura livre, respeito à diversidade e respeito ao voto livre”, acentua. Já a atriz Ana Cecília Costa conta que apoia o movimento “porque amo o meu país” e não tem nada contra a presidenta Dilma.

    Ana Cecília Costa defende a democracia por amor ao país 

    Bete Mendes quer "respeito ao voto livre"

     

    O Canta a Democracia tem participação de Wagner Moura, Bebel Gilberto, Fernando Morais, Letícia Sabatella, Tico Santa Cruz, Zélia Duncan, Bia Lessa, Ernesto Neto, Sérgio Sérvulo da Cunha, Márcia Tiburi, Edgard Scandurra, Tata Amaral, Arrigo Barnabé, Roberto Amaral e Daniel Filho, entre muitos outros de todos os cantos do Brasil.

    Zélia Duncan convida: "apareça antes que nossa democracia desapareça" 

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    Vários artistas cantam a democracia e denunciam o golpe contra o Brasil

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Artistas prometem ir além da luta pelo Ministério da Cultura

    Em poucos dias do assalto ao poder promovido pelos golpistas, ficou evidente o propósito desse golpe à democracia brasileira. “Com a extinção de vários ministérios da área social, todo mundo percebeu o caráter elitista, e antidemocrático do governo interino”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ela ressalta a resistência dos artistas em promover ocupações em edifícios ligados ao até então extinto Ministério da Cultura (MinC). “Os artistas nos mostraram a importância de estarmos coesos em torno da defesa da democracia e do país”, afirma.

    O movimento dos artistas obrigou o governo golpista de Michel Temer a recuar e “recriar" o MinC. Mas, diz Celina, “a resistência cultural deve continuar firme e forte, porque é a cultura que determina o caráter de uma nação. Sem cultura não somos nada”.

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    Extinção do Ministério da Cultura gera protesto em 18 estados e ocupação de 12 Funartes

    A atriz Marieta Severo diz que o movimento é contra esse “governo ilegítimo”. Até Fernanda Montenegro prometeu se engajar nessa luta. “Esse governo, até quando ele existir na atual conjuntura do Temer, vai sofrer um protesto violento, e eu estou neste protesto”, frisa a veterana atriz.

    “Cultura não deve ser encarada como cosmético. E é assim que a elite vê. Mas, para a classe trabalhadora, cultura é fundamental para a própria existência humana. Um povo só se reconhece como nação quando há uma identidade cultural”, afirma Celina.

    Já Jérferson Assumção, no site Outras Palavras, acredita que a elite não valoriza a cultura, justamente por predominar a ideia de compartilhamento e de liberdade. “A cultura, com suas redes, sua possibilidade de gerar empoderamento e autonomia, sua perspectiva ampliadora de repertórios”, incomoda as mentes reacionárias, acredita o ativista.

    Ocupação no Rio de Janeiro com a Orquestra Sinfônica Contra o Golpe faz versão da obra Carmina Burana - o Fortuna, de Carl Orff, e dá o recado dos artistas:

     

    Para Celina, “eles temem a veia criativa dos artistas, que com liberdade, podem levar consciência política à classe trabalhadora”. Por isso, acentua, “a CTB está junto com os artistas, não somente em defesa da cultura, mas da democracia vilipendiada por uma elite corrupta”.

    Enquanto o diretor teatral Marcus Galiña reafirma à Agência Brasil, a continuidade do movimento. “Vamos manter a ocupação, porque somos contra esse governo. Não fez nenhuma diferença a recriação do ministério. Nossa pauta não é essa. Vamos ter força, vamos reverberar e a população vai entender isso”.

    Como afirma o cientista Miguel Nicolelis, o Brasil "não pertence aos homens brancos, milionários e alguns deles criminosos, que ocuparam o poder neste momento. Para o cientista, o governo ilegítimo visa acabar com "o coração e a alma" da nação, através do ataque à cultura. De acordo com Nicolelis, "todos somos artistas, somos poetas".

    “Há um Brasil de verdade”, diz a ativista Katarina Peixoto, onde “há arte, pensamento, ciência, compromisso democrático, consciência, luta social, cultivo da memória e da história”. E, de acordo com ela, “este Brasil de verdade faz cinema, música, literatura, ciência, filosofia”, mas é um país que "está golpeado, espancado, ameaçado, violado”, mas está “vivo, muito vivo”.

    “Com essa grande vitória, devemos reforçar o movimento para termos de volta os ministérios da Mulher, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, do Trabalho e principalmente a Presidência da República”, afirma Celina.

    Ação no Teatro Tivoli, em Lisboa, Portugal:

     

    Para ela, a cultura deu o tom da resistência e mostrou ao mundo o golpe de Estado, comandado pelos Estados Unidos. “Continuaremos nas ruas até a nossa presidenta voltar ao seu cargo de direito”, defende.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Central sindical mexicana denuncia políticas do presidente dos EUA, Donald Trump

    Entre os dias 27, 28 e 29 deste mês, a Nova Central de Trabalhadores do México (NCT) realizou seu segundo congresso. Edson de Paula representou a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no encontro.

    Unasul reprova decisão dos EUA de construir muro na fronteira com o México

    Segundo a organização, compareceram na atividade cerca de 300 delegados e delegadas de mais de 50 organizações, além de convidados internacionais do Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Nicarágua, Austrália e Suíça. 

    Entre as resoluções do congresso está o rechaço da central mexicana às políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que assinou, na última quarta-feira (25),  a ordem para a construção de um muro na fronteira dos dois países.

    Leia abaixo a íntegra do documento em espanhol:

    Un gran éxito el II Congreso Ordinario Nacional de la Nueva Central de Trabajadores con la presencia de una importante delegación de invitados internacionales de Brasil, Argentina, Uruguay, Estados Unidos, Nicaragua, Australia y Suiza, así como de cerca de 300 delegados de más de 50 organizaciones provenientes de 20 estados de la República, culminó exitosamente nuestro Segundo Congreso, que se desarrolló durante los días 27, 28 y 29 de enero, con las siguientes resoluciones fundamentales:

    1.- La Nueva Central de Trabajadores (NCT), se pronuncia en contra de Donald Trump por su política anti mexicana, racista, anti inmigrante, misógina y retrógrada, a partir de su discurso proteccionista y neonazi.

    2.- Rechaza tajantemente el gasolinazo impuesto por el gobierno de Enrique Peña Nieto y se compromete a apoyar las protestas populares, civiles y pacíficas que se desarrollan a lo largo y ancho del país. La NCT llama a articular todos los esfuerzos populares, por lo que proponemos que el 5 de febrero se realicen Asambleas Populares en todas las plazas públicas para organizar una gran Jornada Nacional de Lucha, un Día Nacional de Protesta el 16 de febrero próximo, sincronizanda con los emplazamientos a huelga de los Sindicatos Universitarios, de Educación Superior, Investigación y Cultura.

    3.- Se solidariza con las principales luchas y exige la aparición con vida de los 43 normalistas de Ayotzinapa, el castigo a los responsables de los asesinatos y los crímenes de Estado, así como la liberación de los presos políticos.

    4.- La Nueva Central de Trabajadores (NCT), en una resolución inédita en nuestro país, resolvió lanzar una Campaña de Afiliación individual y directa de los trabajadores y trabajadoras no organizados y precarizados, que estén dispuestos a formar Sindicatos o Comités de Lucha para sumarse a la Nueva Central. Asimismo realizará una campaña de organización de la juventud trabajadora.

    5.- Resolvió la formación de Federaciones Independientes y Democráticas por rama y sector iniciando por las de la Energía, el Transporte, la Educación, la Salud, los trabajadores públicos, del Poder Judicial; con el objetivo de formalizar a la Nueva Central de Trabajadores como una Confederación Nacional Autónoma y Clasista.

    6.- Fortalecer la participación de los jóvenes, los jubilados, pensionados y adultos mayores, que se organizarán en nuevos colectivos dentro de la Nueva Central, como lo han hecho las cooperativas y las mujeres trabajadores en el colectivo de género.

    7.- Nos solidarizamos con las todas las luchas de resistencia de quienes defienden el territorio, el agua y los recursos naturales, en contra de los megaproyectos de la minería y otras obras depredadoras de nuestros recursos y derechos, así como con la lucha de los trabajadores de La Jornada, la huelga de los trabajadores del CONALEP y del conflicto en las tele prepas de Nayarit, los emplazamientos a huelga unificados por los trabajadores universitarios integrantes de la Coordinadora Nacional de Sindicatos Universitarios, la Educación Superior, Investigación y Cultura, entre ellos el SITUAM, SUTIEMS y STAUACH, integrantes de la NCT para el 16 de febrero, el de los trabajadores del Sindicato de Trabajadores del Transporte de Pasajeros de la CDMX, de los trabajadores de la industria hulera, con las trabajadoras de intendencia despedidas del IEMS, de Karla Hernández del SUTIEMS y demanda la reinstalación de los maestros despedidos de la CNTE, así como organizar la solidaridad con todos los sindicatos que enfrentarán procesos de revisiones salariales y contractuales. Asimismo apoya a los trabajadores de AGR Clarín en Argentina que luchan por su reinstalación.

    8.- Exige un aumento salarial de emergencia, ante la escalada de precios desatada por el gasolinazo. Preparará un Paro Cívico Nacional e impulsará una Huelga Política Nacional.

    9.- La NCT apoyará las luchas de los migrantes mexicanos en Estados Unidos, con quienes buscaremos una coordinación binacional, para luchar conjuntamente contra las deportaciones masivas que pretende realizar Donald Trump. También nos solidarizaremos con los pueblos de América Latina en sus luchas contra el neoliberalismo y la anunciada ofensiva del mismo gobernante norteamericano.

    10.- Finalmente convoca a la Jornada Internacional por un paro de mujeres el próximo 8 de marzo, realizando una gran movilización en contra de los feminicidios y por los derechos de la mujer. La NCT comienza una nueva etapa en su construcción por la emancipación social, política y económica de la clase trabajadora de México y el Mundo. Atentamente: José Humberto Montes de Oca Luna. Coordinador de la Estructura Ejecutiva y Secretario del Exterior del Sindicato Mexicano de Electricistas

  • Cresce a concentração de renda na medida em que os salários perdem valor

    Relatório do Boston Consulting Group (BCG), divulgado na sexta-feira (16) mostra claramente o que está acontecendo no mundo do século 21. A concentração de renda cresceu. Além de 1% deter 45% da riqueza mundial, aumenta o número de milionários nos Estados Unidos.

    Cerca de 18 milhões de famílias no mundo possuem uma riqueza de mais de US$ 1 milhão, de acordo com o BCG, sendo cerca de 7 milhões somente nos Estados Unidos e a estimativa é de que essa concentração cresça substancialmente. O relatório mostra também que a concentração de renda cresce em cima do achatamento salarial da classe trabalhadora.

    “Enquanto isso, os países emergentes veem sua economia definhar com o ultraliberalíssimo dominando as agendas, com sucessivos ataques às conquistas da classe trabalhadora, como no Brasil com o governo ilegítimo de Temer”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os dados comprovam que o sistema financeiro domina a economia em detrimento dos setores produtivos, o que faz aumentar a concentração de riqueza e diminuir a criação de novos postos de trabalho. 

    Isso é o que acontece no Brasil após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no ano passado. Voltou-se a “um Estado que protege os interesses do 1% mais rico e vira as costas para a grande maioria da população, deixa o povo desprotegido. Tira os seus direitos, antes de tudo o direito a um emprego”, acentua o cientista social Emir Sader.

    Os oito mais ricos do mundo

    Pela lista da revista Forbes, entre os oito mais ricos do mundo, seis são norte-americanos. Os mais ricos são: Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera o ranking, com uma fortuna de US$ 75 bilhões; seguido pelo espanhol Amancio Ortega, fundador da Inditex, empresa-mãe da Zara (US$ 67 bilhões); pelo americano Warren Buffett, acionista da Berkshire Hathaway (US$ 60,8 bilhões); pelo mexicano Carlos Slim Helu, dono da Grupo Carso (US$ 50 bilhões); e pelos americanos Jeff Bezos, fundador e principal executivo da Amazon (US$ 45,2 bilhões); Mark Zuckerberg, cofundador e principal executivo do Facebook (US$ 44,6 bilhões); Larry Ellison, cofundador e principal executivo da Oracle (US$ 43,6 bilhões) e Michael Bloomberg, cofundador da Bloomberg LP (US$ 40 bilhões).

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com agências. Arte: Latuff

  • Efeito Bolsonaro: estudante entra armado em escola do Paraná e fere dois colegas

    Na manhã desta sexta-feira (28), um adolescente, de 15 anos, entrou armado no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, e atirou contra seus colegas de sala.

    Um vídeo apresentado pela TV RPC, de Foz do Iguaçu, concessionária da Rede Globo, mostra o pânico causado pelos tiros que feriu dois jovens. Um menino de 15 anos foi baleado nas costas e outro de 18 anos foi alvejado na perna de raspão. A imprensa local informa que nenhum dos dois corre risco de morte.

    O adolescente foi levado à delegacia juntamente com o seu colega, também de 15 anos, que lhe dava cobertura. O delegado Dênis Zortéa Merino informa ao G1 que os estudantes apreendidos alegaram sofrer bullying e planejaram a vingança.

    Veja pelo vídeo amador o pânico causado pelo atentado 

    “O bullying é uma situação degradante e perigosa. Principalmente porque um menino dessa idade não tem o total discernimento para encontrar solução para questões desse tipo sem ajuda de adultos”, afirma Rosa Pacheco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-PR.

    E para piorar, diz ela, “quando se tem um candidato à Presidência da República defendendo que a população ande armada para resolver a falta de segurança pública, imagina como fica a cabeça desse jovem que se sente humilhado pelos colegas e não encontra apoio para resolver o problema”.

    Para Rosa, “os adolescentes agressores são tão vítimas do sistema quanto os seus colegas feridos”. Por isso, “é fundamental discutirmos a questão da violência nas escolas de maneira transparente e honesta”.

    De acordo com a Polícia Civil, o menino admitiu que saiu de casa com o objetivo de atingir cinco colegas. A polícia encontrou em sua mochila uma carta com pedido de desculpas e recortes de jornais com notícias sobre ataques idênticos em escolas dos Estados Unidos e também do Brasil. Na casa do adolescente foram encontradas mais armas.

    Como educadora e mãe, a sindicalista afirma que a juventude precisa de parâmetros civilizatórios para ter como exemplo em sua conduta. “Esse tipo de acontecimento mostra a necessidade de se investir maciçamente na educação pública" e ao mesmo tempo "valorizar a cultura da paz para a juventude e a sociedade em geral entender que violência não soluciona os problemas, pelo contrário os agrava. Pessoas ou órgãos públicos devem ter a responsabilidade de não disseminar teses de ódio e discriminação".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Em um país que não investe em educação pública, todo mundo perde. Assine a petição

    Desde que assumiu o Ministério da Educação (MEC), Mendonça Filho tem mostrado a intenção de acabar com a democracia na educação.

    “Todas as atitudes do ministro nos levam a crer que o objetivo é o extermínio da educação pública e total desvalorização dos docentes”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “Depois de receber um conhecido ator de filmes pornôs, como conselheiro, e divulgar meta de privatizar o ensino médio e superior e ainda revogar a nomeação de metade do Conselho Nacional de Educação, agora o MEC inviabiliza o Fórum Nacional de Educação (FNE), exonerando boa parte dos assessores do órgão”, complementa.

    Na sexta-feira (1º), foram exonerados 31 assessores técnicos do FNE, sendo 23 ligados à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) e oito, à Secretaria Executiva da pasta.

    O FNE foi criado a partir de deliberação da Conferência Nacional de Educação (Conae) de 2010. “É, portanto, um órgão de Estado que deve fazer a interlocução do governo com a sociedade e promover a participação democrática nas políticas desse setor estratégico para o país", diz Marilene.

    Já para Isis Tavares, presidenta da CTB-AM, “as medidas tomadas pelo ministro inviabilizam o FNE e acabam com a Educação de Jovens e Adultos (EJA)”. Tudo indica que a “proposta deles é realmente entregar tudo para as mãos de escolas particulares”.

    Contra o desmonte do FNE e a extinção do EJA, circula na internet, no site Avaaz, um abaixo-assinado. “Avaliamos que a Educação, em todos os seus níveis, etapas e modalidades, como direito humano, por ser direito que impulsiona, fomenta e possibilita a aquisição de outros direitos, rege-se por princípios garantidores da liberdade de aprender, ensinar e pesquisar, e pelo pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”, diz trecho do abaixo-assinado.

    fora mendonca

    Leia na íntegra e assine essa petição aqui.

    Para Isis, Mendonça Filho pretende inviabilizar o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014. “Apesar de ainda limitado, o PNE trouxe importantes avanços com as 20 metas a serem cumpridas até 2024, chegando a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação”.

    “Em todos os seus atos, o ministro interino da educação”, diz Marilene, “vem mostrando a vontade de cortar investimentos da educação pública”. Como prova disso, ela cita a intenção do governo golpista de retirar os 50% do Fundo Social e os 75% dos royalties do petróleo para a educação.

    As educadoras da CTB lembram também a existência de projetos que visam cercear a liberdade como a “Lei da Mordaça”, baseada no projeto “Escola Sem Partido”. O que na verdade, fala Isis, “é a escola do pensamento único, da falta de diálogo e da desinteligência”.

    Marilene fala sobre as propostas que atacam os projetos voltados para uma educação cidadã e cita a infâmia promovida na página da enciclopédia virtual Wikipédia por pessoas de um órgão do governo contra o educador Paulo Freire (1921-1997).

    “Atacar um pensador do quilate de Paulo Freire, simplesmente por discordância ideológica, é, no mínimo, um ultraje ao bom senso e um total desconhecimento do papel social da educação, ainda mais num país gigantesco como o Brasil”, diz ela.

    Inclusive Ana Maria Araújo Freire diz que seu ex-marido foi um dos mais importantes pedagogos do mundo,  ela divulgou uma Carta Aberta endereçada ao vice-presidente em exercício na Presidência, Michel Temer.

    “É inconcebível que numa sociedade democrática se divulgue frases carregadas de ódio e de preconceito como: “Paulo Freire e o Assassinato do Conhecimento” - absurda e ironicamente, no ano em que Paulo Freire está sendo considerado nos EEUU (Estados Unidos) como o terceiro intelectual do mundo, de toda a história da humanidade, mais citado, portanto mais estudado nas universidades norte-americanas, que, a princípio são contra o marxismo”, diz trecho da Carta (leia a íntegra aqui).

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Entre o ódio e o preconceito, surge o próximo presidente dos EUA: Donald J. Trump

    Na madrugada desta quarta-feira, o impensável aconteceu.

    Donald J. Trump, o papa do ódio norte-americano, tornou-se o 45º presidente dos Estados Unidos.

    Trump venceu uma corrida apertada contra a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, ultrapassando a marca dos 270 delegados para formar a maioria do Colégio Eleitoral. O empresário, apesar de não ter carreira nenhuma na política nem qualquer qualificação que o colocasse à altura do cargo, viu sua pontuação subir gradativamente ao longo da noite, com a margem de vitória lentamente virando a seu favor. Os resultados dos estados sem preferências foi o fator determinante da vitória.

    A polarização americana se mostrou mais presente do que nunca. Enquanto os estados costeiros dos dois lados votaram majoritariamente no Partido Democrata, de Hillary Clinton, o interior do país uniu-se a Trump em peso. A população rural, especificamente, contribuiu para virar estados que no passado eram dominados por correntes progressistas, mas um segundo grupo demonstrou uma preferência inusitada pelo candidato excêntrico: a classe trabalhadora dos estados mais pobres. Mesmo com o apoio pesado dos afro-americanos e mulheres estadunidenses, o Partido Democrata não conseguiu reverter a rejeição às velhas práticas políticas de Washington - representadas, sem dúvida, pela sua candidata, uma figura atuante há muitas décadas no jogo de poder.

    hillary clinton donald trump chance vitoria dia eleicao 2016NO GRÁFICO: probabilidade de vitória ao longo da noite. O que era uma vitória certa para Hillary Clinton mudou de forma repentina, quando se abriram as urnas das zonas rurais do centro do país (Fonte: New York Times)

    O resultado vem ao final de uma campanha recheada de insultos e mentiras, em que os dois lados trocaram ataques como jamais se viu em uma disputa política naquelas terras. A disputa infectou o eleitorado, provocando manifestações de ódio ao longo da noite. Trump, um bilionário racista e misógino, construiu uma campanha centrada na xenofobia e na criminalização de sua oponente, que nas últimas semanas teve que enfrentar um escândalo diretamente ligado ao FBI. Isso criou uma onda de rejeição extremamente perceptível contra Hillary. Nos debates, Trump se portou com uma falta de educação inédita para um candidato ao cargo, que só pode ser compreendida como um sintoma do ódio profundamente arraigado no eleitorado norte-americano.

    Hillary, por outro lado, dedicou sua campanha para denunciar o comportamento abertamente fascista de Trump, mas falhou em separar sua imagem dos magnatas da indústria armamentista e do mercado financeiro. Ao final, focou seu poder de fogo em uma suposta cumplicidade entre seu rival e o presidente russo, Vladimir Putin, insinuando interferência do governo daquele país no processo eleitoral.

    Conforme foi se tornando claro que uma vitória de Trump seria inevitável, as reações do mercado financeiro ao redor do mundo foram se tornando cada vez mais agitadas. A bolsa de valores asiática, que estava aberta durante a apuração, despencou, assim como a europeia. As bolsas americanas acordaram também em forte queda, com movimentações apavoradas de investidores internacionais.

    Um dos dados mais relevantes conseguidos pelas pesquisas do jornal New York Times foi o dos motivos para a eleição de Trump: a maioria dos eleitores que escolheu o republicano disse tê-lo feito na expectativa de “levar mudança a Washington e dar um basta na corrupção - um discurso muito similar ao da campanha de Aécio Neves em 2014, aqui no Brasil. Quase todos os eleitores, no entanto, expressaram desalento com o clima extremamente negativo das campanhas.

    A vitória de Trump não é apenas uma bofetada no Partido Democrata, mas em grande parte da elite política e financeira norte-americana. O bilionário começou sua trajetória de campanha como uma piada interna do Partido Republicano, sem ser levado a sério nem mesmo por seus oponentes internos. Sua imensa fortuna pessoal, no entanto, facilitou a estabilização de sua candidatura, ao libertá-lo das exigências ideológicas que normalmente são impostas aos candidatos dos grandes doadores. Sem as amarras da política tradicional, Trump tornou-se uma espécie de avatar da anti-política nos Estados Unidos, desrespeitando tudo e todos diante de uma audiência de milhões. Tivesse sido seu oponente um ator igualmente afastado do controle das elites, como o senador progressista Bernie Sanders, talvez o tiro saísse pela culatra. Contra Hillary, porém, o discurso a atingiu em cheio.

    Tal qual um Jair Bolsonaro que fala inglês, Trump acabou se tornando a incorporação do protesto da população contra uma prática política cada vez mais desconectada do mundo real. Também lá, chegou a hora de a esquerda, que em sua grande maioria se posicionou ao lado da candidata democrata, fazer a auto-crítica.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • Findect obtém apoio internacional para denunciar BNY Mellon por fraude no Postalis

    A participação da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) na 5ª Conferência da UNI Américas Postal e Logística nos Estados Unidos foi importante para reforçar a busca por soluções para problemas enfrentados pelos trabalhadores ecetistas, entre elas a crise financeira do Postalis provocada por ações nebulosas de dirigentes e pela gestão desastrosas das aplicações feitas pelo banco BNY Mellon

    A Conferência foi realizada entre 17 e 19 de abril foi em Nova Orleans, nos EUA. A UNI é um sindicato global, que possui um segmento destinado ao Setor Postal e Logística. A Findect foi representada pelo Secretário Jurídico José Rufino e o Secretário de Relações Internacionais Ronaldo Leite, que também é secretário nacional de Formação e Cultura da CTB.

    A conferência debateu importantes temas como o e-commerce, banco postal e os seus impactos sobre os trabalhadores.

    Na pauta ainda estavam temas fundamentais para o Brasil – como a crise do Postalis – e de que forma os sindicatos dos demais países poderiam ajudar os ecetistas no Brasil.

    Entrega de encomendas e segurança do trabalhador

    Na ocasião, Leite apresentou o painel Impactos do e-commerce sobre os trabalhadores dos Correios. Explicitou o crescente número de assaltos aos trabalhadores da ECT decorrentes da ampliação das entregas neste segmento pelos Correios, o que entre outros problemas, tem gerado um clima de tensão e insegurança no trabalhador, realçado pela ausência de ações efetivas da direção da empresa.

    O sindicalista carioca reafirmou que “as entregas do e-commerce são importantes para incrementar as receitas da empresa, mas não podemos desconsiderar o impacto sobre os trabalhadores de Correios. A cada dia 14 carteiros são assaltados, por vezes vítimas de sequestro-relâmpago. Nos primeiros 10 meses de 2017, somente no Estado do Rio de Janeiro, ocorreram 61 mil roubos de cargas dos Correios. Algo precisa ser feito para preservar a integridade dos trabalhadores”.

    BNY Mellon tem que ressarcir o Postalis

    Durante a conferência, Rufino, participou de um debate importante para os trabalhadores ecetistas – Fundos de Pensão – especificamente o caso do Postalis.

    Ele denunciou e detalhou toda a situação que levou nosso plano à intervenção e o impacto negativo das fraudes praticadas pelo Banco BNY Mellon na gestão dos recursos dos trabalhadores, o que levou a perdas de mais de oito bilhões de reais dos recursos destinados ao pagamento das pensões de aposentadoria dos ecetistas.

    Segundo Rufino, “só ingressando com uma ação judicial nos EUA para obrigar o Banco BNY Mellon a pagar o prejuízo causado aos trabalhadores dos Correios. Dessa forma salvaríamos o fundo de pensão (Postalis), evitaríamos que ele seja liquidado e deixe mais de 100 mil trabalhadores sem a complementação da aposentadoria. A Findect tem tomado todas as medidas para manter o direito dos trabalhadores”.

    Também participou deste painel o advogado Bartman, que falou sobre os crimes cometidos pelo Banco BNY Mellon contra o complemento de aposentadoria dos ecetistas.

    Solidariedade internacional

    No encontro foi aprovada uma resolução de solidariedade aos trabalhadores da ECT. Entre as ações concretas está a atitude por parte dos demais sindicatos dos Estados Unidos no sentido de não apenas de denunciar o BNY Mellon pela fraude que resultou em perdas para os ecetistas, como também orientou aos sindicatos a realizarem uma campanha junto aos fundos de pensão nos EUA para retirar o BNY Mellon da gestão destes fundos até que ele devolva o dinheiro da pensão dos ecetistas.

    Durante o encontro, Leite denunciou também a condenação e a prisão sem provas do ex-presidente Lula a intenção de retirá-lo das urnas nas eleições de 2018. Essa investida é mais um capítulo do golpe de 2016 orquestrado pelo empresariado e seus partidos, que entre outras coisas trouxe a atual onda de retirada de direitos dos trabalhadores e destruição e privatização de estatais lucrativas e fundamentais para a segurança e a soberania nacional, como os Correios e a Eletrobrás.

    A participação da Findect nesta Conferência foi de grande importância, pois demonstra o seu interesse em buscar soluções para problemas enfrentados pelos trabalhadores ecetistas, melhorias nas condições de vida e trabalho e reafirma o seu compromisso para com eles.

    Fonte: Findect

  • Fórum das mulheres das centrais defende propostas para a emancipação feminina

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) elaborou uma plataforma eleitoral para entregar às candidatas e candidatos de todos os estados e do Distrito Federal.

    “Elaboramos um programa mínimo para exigir o compromisso de candidatas e candidatos com os interesses das mulheres trabalhadoras”, explica Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    As seis maiores centrais sindicais do país (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) compõem o FNMT e se comprometem a encaminhar as propostas ao maior número de pessoas que pleiteiam um cargo político na eleição de 7 de outubro.

    Leia a plataforma eleitoral das mulheres trabalhadoras aqui.

    “Decidimos que só apoiaremos candidaturas que se comprometerem com as nossas causas”, afirma Celina. As mulheres trabalhadoras das centrais pedem a revogação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 e o engavetamento da reforma da previdência.

    A sindicalista mineira informa que as reformas promovidas e propostas pelo desgoverno Temer prejudicam toda a sociedade, mas são as mulheres as mais atingidas, seja no mercado de trabalho ou na falta de atendimento em questões que envolvam violência.

    Por isso, diz ela, o FNMT defende a criação de políticas públicas e leis mais rigorosas contra o assédio moral e sexual, a discriminação de gênero, raça, deficiência ou orientação sexual. “Em pleno século 21, não podemos mais tolerar o predomínio de tanto ódio e violência contra as mulheres, a juventude, a população negra e indígena e as pessoas LGBT”.

    Para Celina, “O Brasil está numa encruzilhada histórica e as eleições deste ano vão definir o país que teremos no futuro". OU seja, "se voltaremos a ser ‘quintal’ dos Estados Unidos, como defendem os candidatos de Temer ou se retomaremos o trilho do desenvolvimento autônomo e soberano”.

    Ela explica ainda que o FNMT defende o empoderamento feminino, com mais mulheres no poder. “Não pode haver democracia plena sem a ampla participação das mulheres, da juventude e da população negra nas decisões do país”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

  • Glenn Greenwald detona Michel Temer em telejornal norte-americano. Assista!

    O jornalista norte-americano Glenn Greenwald fez uma análise sucinta dos acontecimentos do Brasil para o telejornal “Democracy Now” (“Democracia Já”), da TV dos Estados Unidos, NPR.

    A apresentadora pede esclarecimentos para Greenwald, que reside no Rio de Janeiro, sobre a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele começa dizendo que há uma enorme diferença entre Dilma e o golpista Temer.

    Explica que ela foi ao Senado enfrentar seu julgamento. “Dilma não é obrigada, mas optou por fazê-lo”. E isso "é um contraste impactante com o seu ex-vice-presidente, agora presidente interino, que está prestes a se tornar o presidente não eleito”.

    Para o jornalista, responsável pelo site Intercept Brasil, nas Olimpíadas Rio 2016, Temer fez o contrário de Dilma e se escondeu. Ele “quebrou o protocolo e pediu que seu nome não fosse anunciado durante a cerimônia de abertura”. Mas quando o público percebeu ele foi vaiado.

    Na cerimônia de encerramento, Temer nem compareceu com medo das vaias. “Enquanto ele se esconde, Dilma, que historicamente lutou contra a ditadura militar deste país, foi presa por isso (...) foi enfrentar seus acusadores frente a frente”.

    Greenwald ressalta ainda que os políticos que querem cassar Dilma, “são pessoas condenadas criminalmente ou alvo de investigações, incluindo o presidente do Senado”. Para ele, “esse grupo de pessoas em Brasília está literalmente brincando com as bases da democracia, debaixo de nossos narizes”.

    Ao ser questionado sobre o motivo do processo contra Dilma, ele responde que “ela é acusada de usar truques orçamentários para fazer com que o orçamento do governo pareça mais positivo, visando vencer a reeleição”.

    Mas “se você conversar com europeus e americanos, eles se surpreendem que algo assim possa justificar a remoção de uma presidenta democraticamente eleita, já que é extremamente comum observar essa prática implementada por outros líderes políticos por todo o mundo”.

    Explica ainda com muita clareza a trama golpista da aliança formada entre o PMDB e o PSDB para levar à cabo a agenda derrotada nas urnas, com privatizações e retirada de conquistas importantes e afastando o país dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para se sujeitar aos interesses dos Estados Unidos e ao capital externo.

    Tudo está acontecendo, afirma Greenwald, porque “os poderosos do país desejam a implementação dessa agenda de direita e sabem que isso não é possível através das eleições”.

    A votação final do impeachment deve acontecer entre esta terça-feira (30) e a quarta-feira. Os movimentos sociais mantêm-se nas ruas contra o golpe e prometem permanecer mobilizados para derrotar o governo golpista.

    Assista: 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Imperialismo: Venezuela está sob ameaça de ingerência externa e cerco militar

     O documento emitido pelo Grupo de Lima logo após as eleições democráticas realizadas na Venezuela – que deram uma vitória retumbante ao presidente Nicolás Maduro – em que os países signatários, entre eles o Brasil, declaram não reconhecer os resultados eleitorais e propõem uma série de medidas de ingerência, significam a intensificação da ameaça intervencionista sobre o país bolivariano.

    Por trás, manejando os cordéis, encontra-se o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Como ponta de lança, governos reacionários, golpistas, subservientes aos interesses do imperialismo, como os do Brasil, Argentina e Peru, entre outros.

    De per si perigosa, a ameaça de ingerência não se esgota, porém, no âmbito diplomático. Tem também um componente militar, o qual se desenvolve há mais tempo e diz respeito à segurança e à paz de toda a região latino-americana e caribenha.

    As forças que engendram intervenções e guerras exploram com despudor a presença de venezuelanos nas regiões fronteiriças com a Colômbia e o Brasil. Utilizam o problema migratório como “prova” da existência de uma crise humanitária no país bolivariano e como pretexto para criar incidentes que poderiam transformar-se em conflitos de grave natureza política e militar.

    A ameaça foi explícita em declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. E é latente, quando se considera o entorno geopolítico e ações no âmbito militar que envolvem governos subalternos aos Estados Unidos e a própria potência imperialista do norte.

    Em novembro do ano passado, realizaram-se manobras militares, com a participação dos Estados Unidos, em território amazônico, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Nenhum patriota brasileiro e latino-americano pode deixar de considerar o evento como uma grave ameaça à soberania nacional brasileira e de todos os países da região, uma ameaça à estabilidade, à segurança e à paz.

    Foi a primeira vez que o território da Amazônia brasileira se tornou cenário de semelhantes exercícios militares. “Um exercício inédito no âmbito da América do Sul. A primeira vez que vamos montar uma base logística internacional”, disse na altura o general Theofilo Gaspar de Oliveira, responsável do Comando Logístico do exército brasileiro, em Brasilia, e um dos organizadores dos exercícios apelidados de AmazonLog.

    A “Operação América Unida”, como se denominaram os exercícios militares, durou dez dias, com simulações comandadas a partir de uma base multinacional formada por tropas de Brasil, Colômbia, Peru e Estados Unidos. A base da atividade foi a cidade de Tabatinga (AM), que faz fronteira com Letícia (Colômbia) e Santa Rosa (Peru).

    Os porta-vozes das Forças Armadas brasileiras informaram que a base é temporária e abrigou ítens de logística como munição, aparato de disparos e transporte e equipamentos de comunicação, além das tropas. Afirmam ademais que também convidaram observadores militares de outros países, agências e organismos governamentais.

    A operação fez parte do denominado AmazonLog, exercício militar criado pelo exército brasileiro a partir de uma atividade realizada em 2015 na Hungria pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), braço armado do imperialismo norte-americano e seus aliados da União Europeia, da qual o Brasil participou como observador.

    O exército brasileiro negou que a atividade sirva como embrião para uma possível base multinacional na Amazônia.

    O exercício militar AmazonLog foi o primeiro na região, mas não foi o primeiro exercício conjunto entre as Forças Armadas brasileiras e os Estados Unidos em território brasileiro. Em 2016, as marinhas das duas nações fizeram uma atividade preparatória para as Olimpíadas no Rio de Janeiro, envolvendo treinamento com foco ‘antiterrorismo’.

    Em 2015, um porta-aviões estadunidense passou pela costa do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro para treinamento da Força Aérea Brasileña (FAB).

    O objetivo explícito dos exercícios AmazonLog era, segundo o exército brasileiro, o aumento da capacidade de pronta resposta multinacional, sobretudo nos campos da logística humanitária e apoio ao enfrentamento de ilícitos transnacionais.

    Estes exercícios militares ocorrem em um quadro de maior aproximação entre os militares brasileiros e estadunidenses. Em março de 2017, o major general Clarence K.K. Chin, comandante do Exército Sul dos Estados Unidos, responsável por realizar operações multinacionais com 31 países nas Américas do Sul e Central, foi condecorado em Brasília com a medalha da Ordem do Mérito Militar. Na ocasião, o comandante norte-americano visitou as instalações do Comando Militar da Amazônia, segundo repoprtagem da “BBC News”.

    Também em março, o exército dos EUA inaugurou um centro de tecnologia em São Paulo para desenvolver alianças com o Brasil em projetos de investigação com foco em inovação. Na mesma ocasião, o Ministério da Defesa do Brasil e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos firmaram o Convênio para Intercâmbio de Informação em Investigação e Desenvolvimento, o MIEA (Master Information Exchange Agreement, na sigla em inglês). Acordos de intercâmbio como este não necessitam de aprovação do Congresso Nacional.

    Em 3 de abril, o Ministério da Defesa anunciou em um evento na embaixada estadunidense que o Brasil e os Estados Unidos desenvolverão “um projeto de defesa” em conjunto.

    A embaixada dos Estados Unidos em Brasilia disse que o país “está satisfeito de ter sido convidado junto a outras nações regionais para participar” do exercício na Amazônia e que “busca expandir e aprofundar as parcerias de defesa com o Brasil” (“BBC News”).

    “Durante o último ano finalizamos uma série de compromissos relacionados com a Defesa (entre EUA e o Brasil)”, afirmaram porta-vozes da embaixada estadunidense. “Olhando para o futuro, outros acordos estão em discussão, incluindo suporte logístico, prova e avaliação em ciência e tecnologia e intercâmbios científicos.” (“BBC News”).

    O exército brasileiro também trabalha para organizar a ida de um batalhão de infantaria do Brasil para treinamento em uma brigada do exército estadunidense em Fort Polk, na Lusiana, no segundo semestre de 2020.

    Um dos objetivos da cooperação militar bilateral seria criar uma fiscalização maior na região e elaborar doutrinas para combater os crimes transfronteiriços que afetam a região na guerra de fronteira que hoje alimenta a guerra urbana existente nos grandes centros.

    Coincidem com esses exercícios as tratativas entre o governo dos Estados Unidos e o governo golpista de Michel Temer para ceder o centro de lançamento de foguetes e outros veículos espaciais situado em Alcântara, no estado do Maranhão. Isto representa uma gravíssima ameaça à soberania nacional brasileira e de todos os países vizinhos.

    As recentes manobras militares na Amazônia são tão graves como foram a recriação da Quarta Frota da Marinha de Guerra estadunidense em 2008 e os acordos para a instalação de bases militares na Colômbia em 2009.

    Com justa razão, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, declarou em 1º de dezembro do ano passado que o presidente Nicolás Maduro está preocupado com a iniciativa de realizar manobras militares em território amazônico. As declarações foram feitas durante a 13ª Reunião de Ministros de Relações Exteriores da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que se realizou em Tena, Equador, onde também pediu aos países membros que se declarem em emergência. “O Tratado e a organização do Tratado de Cooperação Amazônica devem declarar-se em emergência. O governo do Equador pode dar um primeiro passo para avançar nesse sentido, devemos ser oportunos e pertinentes”, disse o chanceler Arreaza.

    O militarismo, o intervencionismo e o golpismo, constituem o caminho que o imperialismo estadunidense percorre para impor à força a sua hegemonia. Além dos aspectos econômico, cultural e diplomático, os Estados Unidos levam a cabo uma estratégia intervencionista e militarista para assegurar um domínio multifacético de amplo espectro que pode conduzir o mundo a graves conflitos e perigosas conflagrações.

    Para robustecer a política belicista do imperialismo, Donald Trump aumentou o orçamento militar a 603 bilhões de dólares em seu primeiro ano de mandato (2017). A crescente militarização do planeta, a expansão da Otan para o leste da Europa, com vistas à Rússia, o aumento do número de bases militares, a modernização das armas nucleares e a elaboração de uma estratégia militar centrada na Ásia para a China, são aspectos essenciais da ofensiva do imperialismo, para além das investidas no Atlântico Sul com a reativação da Quarta Frota Naval.

    Os Estados Unidos e seus aliados na região latino-americana e caribenha buscam restaurar seu domínio absoluto.

    A América Latina conheceu nas duas últimas décadas um ciclo progresista cujo ponto inicial foi a eleição de Hugo Chávez para a presidência da Venezuela em 1998. Desde então, em mais de uma dezena de países foram eleitos governos progressistas, que se somaram a Cuba na resistência e na luta por uma América Latina soberana e progressista.

    A onda progressista repercutiu em toda a região, alterando significativamente, durante a primeira década e início da segunda do século 21, a correlação de forças e contrapondo-se ao poder do imperialismo estadunidense que, isolado, sofreu derrotas.

    A luta contra o neoliberalismo e pela integração latino-americana avançou. Milhões de pessoas saíram da pobreza e se criaram valiosos instrumentos de integração regional: a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP), a União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e o Acordo de Cooperação Energética Petrocaribe.

    Os governos democráticos, patrióticos e populares da América Latina, alguns deles revolucionários e com orientação socialista, basearam sua plataforma política na promoção dos direitos sociais, no reforço do Estado nacional, na nacionalização dos recursos energéticos e, em alguns casos, na realização de transformações estruturais.

    Agora, está em curso uma ofensiva para liquidar essas conquistas, estando a Venezuela no foco. As forças reacionárias locais e o imperialismo estadunidense exploram as dificuldades econômicas e sabotam a economia com fins políticos.

    No caso da Venezuela, realizam literalmente uma guerra de quarta geração, de que fazem parte a guerra econômica, o estímulo e organização de atos violentos, o isolamento diplomático, a campanha de descrédito pela mídia empresarial, as ameaças de ingerência externa e a preparação para a guerra propriamente dita.

    Em 2016, produziu-se o golpe de Estado no Brasil. O retrocesso já consumado no Brasil, Argentina e Chile marca um ponto de inflexão no ciclo progressista latino-americano.

    O objetivo principal do imperialismo estadunidense e seus aliados é solapar e reverter o processo de integração regional, esvaziar o eixo Sul-Sul, debilitar o Brics e realinhar subalternamente a região latino-americana aos Estados Unidos.

    No contexto da crise do capitalismo e da intensificação dos conflitos geopolíticos, acentua-se no mundo a ofensiva imperialista contra direitos, liberdades e soberania nacional. Mas por todas as partes desperta a luta democrática, nacional e libertadora dos povos. Multiplicam-se as forças que na região e no mundo buscam alternativas que assegurem a soberania das nações, a prosperidade e o desenvolvimento dos países, a integração assentada na cooperação mútua entre Estados e povos, a democracia, os direitos sociais e a paz.

    A luta por democracia, independência e paz na América Latina e Caribe pressupõe a firme oposição aos planos e ações militaristas promovidos pelos Estados Unidos e os regimes reacionários seus aliados.

    Fonte: Blog Resistência, por José Reinaldo Caravalho. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

  • Jornal The New York Times denuncia ao mundo o golpe no Brasil

    Considerado o diário mais importante do mundo, o jornal The New York Times (NYT) faz uma série de reportagens sobre o golpe de Estado jurídico-parlamentar em marcha contra a democracia brasileira.

    A equipe de correspondentes acompanhou algumas manifestações em defesa do Estado Democrático de Direito e das conquistas sociais dos últimos 13 anos. Os jornalistas norte-americanos produziram um vídeo, visualizado no mundo inteiro.

    Assista o vídeo do NYT 

    Camila Márdila (a Jéssica de Que Horas Ela Volta?) gravou uma chamada à resistência ao golpe. "Algo muito importante ainda está pra acontecer, não tem nada definido... A gente tem que prestar muita atenção ao que pode acontecer nos próximos dias nesse país, e não é só nas Olimpíadas”, diz a atriz.

    Veja Camila Márdila

     

    O vídeo “Golpe x Democracia”, do grupo Juventude Decidida, pergunta: "De que lado você está? De Eduardo Cunha, com várias acusações de atos ilícitos, ou de Dilma, sem nenhuma acusação comprovada?"

    Veja o vídeo e decida 

    Com muita irreverência, centenas de brasileiros e brasileiras tomaram a Times Square em Nova York, Estados Unidos, em defesa da democracia e pelo “Fora Temer”, no domingo (31). Chico César canta “as velhas raposas querem o galinheiro”...

    Assista

    Os Jornalistas Livres gravam vídeo de uma solenidade com a presença de políticos graúdos do PSDB paulista sobre a questão da saúde, onde ocorre um protesto contra o desmanche do SUS e os políticos se fazem de desentendidos.

    Estavam presentes José Serra (ministro interino das Relações Exteriores), Fernando Capez (presidente da Assembleia Legislativa de SP), Geraldo Alckmin (governador de SP), David Uip (secretário de Estado da Saúde) e Ricardo Barros (ministro da saúde do interino).

    Repare a cara de pau dos tucanos 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Charge: Latuff

  • Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial denuncia prisão de jovem palestina

    O Comitê de Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) denunciou o Estado de Israel pela detenção e prisão da palestina Ahed Tamimi, de 16 anos, por confrontar dois soldados israelenses que estavam em frente à sua casa.

    CTB condena decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

    A detenção ocorreu em dezembro em meio aos protestos palestinos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

    “A prisão da jovem palestina, de apenas 16 anos, ocorre num contexto de guerras imperialistas, que têm ceifado a vida de diversas pessoas, em sua maioria jovens”, expressou a secretária de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra, que também integra o comitê da FSM.

    Precisamos denunciar essa realidade, disse Luiza, bem como tais prisões arbitrárias. “Os jovens não devem ser punidos por lutarem por seus direitos”, sublinhou a dirigente.

    Além de repudiar a ação e exigir a liberação imediata de Ahed o comitê fez um chamado aos jovens trabalhadores em todo o mundo para que se solidarizem com a jovem. Vários países já demonstraram seu apoio e estão denunciando sua prisão. Confira a galeria de fotos clicando aqui.

    Participe desta campanha! Baixe o cartaz (aqui)  e denuncie a prisão de  Ahed Tamimi.

    Portal CTB 

  • Luminoso no Times Square diz que brasileiros não permitirão golpe na democracia

    Na noite de sexta-feira (22),  mesmo dia em que a presidenta Dilma denunciou a trama golpista dos sem voto no país, o letreiro luminoso do conhecidíssimo Times Square em Nova York, Estados Unidos, diz em tradução literal que "os brasileiros vão se opor às tentativas de minar a democracia".

    Assista o vídeo de Paulo Villaça:

     

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Martin Luther King: os 50 anos da morte de um dos mais importantes líderes do século 20

    Esta quarta-feira (4) marca os 50 anos do assassinato do líder da luta antirracista Martin Luther King. Morto prematuramente aos 39 anos de idade, o pastor da igreja Batista liderou movimentos pelos direitos civis dos negros norte-americanos num tempo em que eles não podiam nem sentar nos ônibus se houvesse brancos em pé.

    “Se os seres humanos negros sofrem discriminações e violência por esse mundo afora, a situação seria ainda muito pior se não tivesse existido a luta de Martin Luther King contra a violência racial nos Estados Unidos”, diz Mônica Custódio, secretária de igualdade Racial da CTB.

    “Ele levou adiante lutas memoráveis pelos direitos humanos e civis de seu povo”, complementa. “Foi um homem à frente de seu tempo. Tinha um entendimento prático do quais deveriam ser as condições de vida e trabalho de uma população que buscava igualdade de oportunidade”.

    Luther King nasceu em Atlanta, em 15 de janeiro de 1929. Começou sua atuação como pastor protestante, mas com sua poderosa oratória se transformou num dos principais líderes pelos direitos civis das negras e negros norte-americanos.

    Defendia as ações do seu povo através de manifestações pacíficas. Sempre denunciando a opressão racista e buscando os direitos iguais. A sua campanha pela não violência e pelo amor ao próximo atingiu o movimento antirracista no mundo todo e a sua influência é sentida ainda hoje, 50 anos após a sua bárbara morte.

    Começou liderando o boicote aos ônibus de Montgomery, no Alabama, Estados Unidos, em 1955 porque a costureira Rosa Parks foi presa por se recusar a ceder seu lugar a um branco como a lei racista determinava. Ela se transformou num símbolo antissegregacionista e King o grande líder dessa luta.

    A campanha de King foi evoluindo e conquistando corações e mentes. Foi na Marcha sobre Washington em 1963 que proferiu o seu mais famoso discurso: “Eu tenho um sonho”.

    “Eu vi a terra prometida. Talvez não vá até lá com vocês, mas esta noite quero que vocês saibam que nós, como povo, chegaremos à terra prometida”, profetizou o ativista mundial contra o racismo em trecho do discurso.

    Em 1964, King receberia o Prêmio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial através da não violência. O seu pacifismo, o levou a questionar a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã (1955-1975).

    Principalmente porque o seu país enviava para a guerra soldados pobres e negros e despreparados, muitos morriam. No seu discurso "Além do Vietnã", de 1967, ele cutuca a hipocrisia norte-americana.

    “Estou convencido de que para nos colocarmos do lado certo da revolução mundial, nós, como nação, devemos passar por uma revolução radical de valores. Precisamos agir rapidamente — é preciso urgentemente iniciar a transição de uma sociedade orientada por coisas a uma sociedade orientada por pessoas”, disse King.

    “Com os tiros absurdos disparados contra ele, pensaram em calar a voz de Martin Luther King, mas cada vez mais a sua voz ecoa em todos os cantos do mundo e a sua luta por igualdade prolifera em milhares de vozes que pedem paz e segurança para a juventude negra, pobre e da periferia”, conclui Custódio.

    Em trecho do discurso “Eu tenho um sonho” King afirma ter “um sonho de que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: ‘Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais’". O mundo pede isso.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Mídia apresenta pérolas machistas que ganham repercussão na internet

    Um dos destaques da programação recente ocorreu em episódio do MasterChef Brasil, da Band, na terça-feira (16), em que o apresentador Erick Jacquin levou um “puxão de orelha” da também apresentadora Paola Carosella, ao parabenizar as duas finalistas, dizendo: 

    "Para nós, vocês são as duas cozinheiras mais talentosas que já passaram pelo MasterChef. As duas estão prontas para casar", arrematou Jacquin, crente que estava fazendo um grande elogio.

    Sua colega de apresentação, Carosella, reagiu prontamente: "Por que para casar? Elas estão prontas para comandar um restaurante estrelado". As competidoras disseram preferir a argumentação da chef argentina, radicada no Brasil.

    Assista

    Vídeo analisa a cobertura jornalística sexista das Olimpíadas 

    Com força aparece também na internet o programa “O Grande Mundo do Sexismo”, da Vox, nos Estados Unidos. Nele a apresentadora denuncia atitudes sexistas na cobertura jornalística das Olimpíadas Rio 2016.

    Ela cita o comentário de Adam Kreek, da CBC, que fez críticas à jogadora de tênis canadense Eugenie Bouchard, por ela postar selfies com uma marca de pasta de dente nas mãos. “Talvez ela queira algo mais do quer ser uma competidora”, afirma.

    Mas os comentários só pioram. Ao noticiar a vitória da nadadora húngara, que quebrou o recorde mundial de sua categoria, outro apresentador diz: "Este é o homem responsável por fazer Katink Hosszú, sua esposa, uma nadadora diferenciada”.

    Nada igualável à manchete do jornal norte-americano "Chicago Tribune", ao noticiar a vitória de uma atleta: “Esposa de um jogador do Bears ganha uma medalha de bronze nas Olimpíadas do Rio hoje”. Dispensa comentários.

    Rusga ao vivo na Globo entre Cris Dias e William Waak  

    Durante um giro pelos resultados das competições da Rio 2016, na madrugada desta quinta-feira (18), foi ao ar um entrevero entre os apresentadores Cris Dias e William Waak. Ela disse hoje ele meu deu um oi e continuou: “vamos falar de vôlei”.

    O jornalista não se conteve e falou em tom agressivo com ela, quando ela perguntou: “você quer continuar?” e ele teve que se conter, visivelmente contrariado.

    A atitude da jornalista viralizou na internet, ganhando solidariedade de internautas. Já que Waak já havia ocorrido em falta com a cantora Anita. Justamente onde começou a rusga entre ele e a sua colega Dias.

    Ela começou perguntando para a Anita sobre a apresentação dela com Caetano Veloso e Gilberto Gil no final da abertura da Rio 2016. Waak disse “eu ia fazer a primeira pergunta, mas tudo bem continue”, e a apresentadora respondeu “é que eu também estou eufórica e emocionada”.

    Grosseria com Anita 

    A partir daí o jornalista foi um preconceito só em relação à Anita. Perguntou, inclusive, se ela estava com medo de rasgar o vestido no palco, porque não estava dançando como faz em outras apresentações suas.

    Ela respondeu que não. Ele insistiu, dizendo que cresceu ouvindo Caetano e Gil ao que ela respondeu que ela também. 

    Portal CTB

  • Mulheres derrotam Donald Trump em eleição histórica nos Estados Unidos

    A terça-feira (6) entra para a história dos Estados Unidos como o dia em que as mulheres derrotaram o presidente Donald Trump, eleito dois anos antes atacando as questões de gênero, os imigrantes e defendendo propostas racistas e xenófobas. As semelhanças com Jair Bolsonaro não param por aí. Trump também é acusado de utilização de fake news para derrotar a adversária democrata Hillary Clinton.

    “As estadunidenses se mobilizaram para avançar nas lutas por igualdade de direitos”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, com base em informações do jornal The New York Times. Com o resultado o Partido Democrata conquistou maioria na Câmara, mas se mantém em minoria no Senado. Nas duas casas legislativas, a representação feminina já ultrapassa os 20%.

    De acordo com as repórteres Susan Chira e Kate Zernike , “as mulheres participaram de grupos de base determinadas a reconquistar o controle democrata sobre a Câmara, e lotaram organizações que as prepararam para concorrer aos cargos. Como candidatas, elas quebraram regras e derrotaram a sabedoria política convencional”.

    Até o momento já eram 92 eleitas, em 435 parlamentares, superando o recorde anterior de 84 para a Câmara dos Representantes. “Como ativistas, expandiram a definição das questões femininas para além da educação e dos direitos reprodutivos, incluindo assistência médica, imigração, violência armada e proteção do meio ambiente”, assinalam as repórteres. No Senado foram eleitas 10 mulheres nas 35 vagas em disputa.

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    Para Celina, o resultado da eleição da maior potência capitalista do mundo, significa “uma pedra no caminho dos projetos anti-imigração, belicista e armamentista, contra os direitos humanos de Trump”.

    Foram muitas boas novidades. Pelos democratas: em Massachusetts, Ayanna Pressley se tornou a primeira negra eleita. Rashida Tlaib, em Michigan e Ilhan Omar, em Minnesota serão as primeiras muçulmanas no Congresso. Sharice Davids derrubou um republicano no Kansas e Deb Haaland prevaleceu no Novo México, tornando-se as primeiras indígenas eleitas para o Congresso. No Tennessee, Marsha Blackburn, uma republicana, tornou-se a primeira mulher do estado eleita para o Senado.

    Kelly Dittmar, cientista política da agência de Rutgers, disse ao New York Times que "para algumas mulheres, isso significava não esperar a sua vez", enquanto “para outras, isso também significava concorrer de uma maneira que adotasse o gênero e a raça como um trunfo para a candidatura e a manutenção de escritórios, em vez de um obstáculo que precisam superar para ter sucesso no mundo da política eleitoral masculino".

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    Jared Polis foi eleito no Colorado como o primeiro governador de um estado estadunidense, assumidamente gay, também pelos democratas. “Ampla derrota para Trump, que viu suas plataformas principais ruírem”, analisa a sindicalista da CTB.

    Especialistas indicam polarização entre o eleitorado masculino e feminino, muito parecido com o fenômeno que aconteceu na eleição brasileira. “A luta das mulheres não vai parar enquanto houver discriminação, violência e preconceito. O resultado dessa eleição vai além dos números e traz grande signifido político para avançarmos na unidade em defesa da igualdade e do respeito a todas as pessoas”, finaliza Celina. Para ela, a reeleição de Trump em 2020 está comprometida "para o bem da humanidade".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Não dá mais para esconder, TV norte-americana faz piada com golpe brasileiro

    O comediante de TV dos Estados Unidos, John  Oliver, em seu programa Last Week Tonight faz piada com a trama golpista da direita brasileira. “O Congresso brasileiro está tentando realizar o impeachment da presidenta Rousseff”, diz. “No entanto, os deputados não estão em posição muito favorável para julgar”.

    O apresentador ainda reforça: “considerando que 60% dos deputados estão sendo processados por crimes. Processos que vão de fraude eleitoral até homicídio”, ele pede para que as pessoas pensem nisso: “O Congresso brasileiro possui 40% menos criminosos per capita do que as prisões brasileiras”.

    Assista aqui o vídeo completo.

    Portal CTB

  • O que é felicidade?

    Cena do filme "A economia da felicidade", de Helena Nordberg-Hodge (Divulgação)

    Tom Jobim canta em “Wave” o que “os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender”, porque “fundamental é mesmo o amor e é impossível ser feliz sozinho”. Decantada em prosa e verso, a questão da felicidade aflige a humanidade há milênios.

    Por isso, o Portal CTB, aproveitando a virada de ano, resolveu dialogar sobre o tema. A questão é tão fundamental que a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB) apresentou um projeto à Câmara dos Deputados, quando ainda era deputada federal para que a República garanta vida boa aos brasileiros, possibilitando-lhes a chance de serem felizes.

    Nesta semana, a britânica BBC entrevistou Robert Waldinger, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, diretor de um estudo que retoma a discussão sobre o que pode trazer felicidade aos seres humanos.

    O “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto” ocorre desde 1938 e Waldinger, que também é sacerdote zen-budista, afirma à BBC que "o fundamental, que ouvimos uma vez ou outra, é que o importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos".

    "Uma relação de qualidade é uma relação em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Claro que nenhum relacionamento é perfeito, mas essas são qualidades que fazem com que a gente floresça", complementa Waldinger.

    Wave, de Tom Jobim (interpretação de Caetano Veloso e Roberto Carlos) 

    Mas há quem diga que “dinheiro não traz felicidade, manda comprar”. Ditado do qual discorda a sindicalista de Porto Alegre, Adriana Jota. “No capitalismo as pessoas necessitam de ter coisas para serem felizes e isso as torna infelizes, porque sempre querem ter mais”.

    Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, “a dignidade humana está sob ameaça. Não tenho dúvidas de que a felicidade maior do ser humano é ter seu emprego, seu salário digno para poder honrar os seus compromissos”.

    O sindicalista cita ainda a canção “Um homem também chora (Guerreiro menino)”, de Gonzaguinha, alguns de seus versos dizem que: “Um homem se humilha/Se castram seu sonho/Seu sonho é sua vida/E vida é trabalho/E sem o seu trabalho/O homem não tem honra/E sem a sua honra/Se morre, se mata/Não dá pra ser feliz”.

    De acordo com Araújo a classe trabalhadora vai ao paraíso se tiver a “sua casa, a garantia de uma boa educação para seus filhos, proporcionando-lhes possibilidades de um futuro melhor”. Porém, diz ele, “infelizmente, o governo ilegítimo do Temer (Michel) está propenso a aniquilar com os direitos sociais e trabalhistas, impedindo a possibilidade da felicidade”.

    Desde a Grécia antiga o conceito de felicidade vem gerando controvérsias. Em pleno século 21, no capitalismo a felicidade atrela-se à questão de se possuir bens materiais.

    A secretária da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia, Tereza Bandeira discorda. Para ela, uma pessoa só pode ser feliz se houver “a erradicação de todo e qualquer tipo de discriminação e de diferença social”.

    Um homem também chora (Guerreiro menino), de Gonzaguinha (interpretação de Fagner) 

    Em acordo com Bandeira, a presidenta da CTB-AM, Isis Tavares afirma que “a socialização dos meios de produção com igualdade de gênero” é que trarão a felicidade à humanidade. Ela acentua ainda que “o avanço tecnológico deve nos permitir viver mais com a família, com os amigos e amigas e aproveitar mais o tempo ocioso com cultura e lazer”.

    Para a estudante paranaense Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, pequenos atos de generosidade podem deixar as pessoas mais felizes. Ela conta que andando pelo centro de Curitiba foi abordada por uma pessoa vendendo bijuterias.

    Ela gostou de uma pulseira que custava R$ 25, mas só tinha R$ 3. “Eu quis dar o dinheiro que tinha a ele, que estava trabalhando para custear viagem à Florianópolis. Ele então me deu a pulseira, porque dinheiro não é tudo na vida, me disse”. Ela garante que isso a deixou feliz.

    Mas no mundo do capital, “a felicidade custa porque neste sistema só é valorizado quem tem bens”, afirma Sandreia Barroso, secretária da mulher da CTB-PI. Inaceitável para ela é “passar por cima dos outros para se dar bem, seja no mercado de trabalho ou na vida”.

    Complementando a proposta de Barroso, a secretária da Mulher da CTB-SP, Gicélia Bittencourt acredita que a felicidade “é estar com saúde ao lado de quem se ama e é amada”. Fundamental ainda, diz ela, é ter condições de “andar sem medo pelas ruas, ter estabilidade econômica e todas as pessoas poderem viver bem em todos os sentidos”.

    Rosa Pacheco, dirigente da CTB-PR Educação concorda e garante que a felicidade também está relacionada ao sucesso no trabalho. “Como professora me sinto muito feliz ao ver meus alunos e alunas crescerem como pessoas capazes de traçar o seu próprio caminho com liberdade, generosidade e solidariedade”, ressalta Pacheco.

    O pensador prussiano Immanuel Kant (1724 a 1804), a questão da felicidade fica no âmbito do prazer e do desejo. Graças ao pensamento de Kant, a felicidade se tornou “direito do homem”.

    Mais do que isso, Milton Nascimento e Fernando Brant traduzem os sentimentos dos trabalhadores e trabalhadoras na bela "Coração civil", onde cantam "quero a felicidade nos olhos de um pai/quero a alegria muita gente feliz/quero que a justiça reine no meu país/quero a liberdade, quero o vinho e o pão/quero a cidade sempre ensolarada/o povo e os meninos no poder eu quero ver” (assista abaixo).

     

    “Seguramente, certa dose de sossego e de reflexão tranqüila é necessária apenas para compreendermos o que a felicidade significa, mas a atividade de tornar-se feliz é do tipo que nos liga ao mundo”, diz o professor e estudioso Richard Schoch.

    Para ele, “encontrar a felicidade significa não desprezar o mundo, porém criar um mundo melhor”. Porque “nascemos para ser felizes, já que a felicidade é a perfeição da nossa existência”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O sonho americano acabou?

    Os Estados Unidos da América, a terra dos sonhos de liberdade, igualdade, dignidade, respeito, liberdade religiosa e educação, mudou radicalmente com a eleição do milionário Donald Trump à Presidência da República. O discurso agressivo do novo presidente, durante a campanha e após as eleições, despertou uma parcela minoritária da população que quer ressuscitar o racismo, a homofobia, a xenofobia e a intolerância.

    Nos últimos meses, a nação ‘’hollywoodiana’’ vem vendo o ressurgimento de grupos racistas como o Klu Klux Kan em todos os estados. Várias outras organizações menores têm realizado demonstrações ou publicado artigos provocadores nas redes sociais. A manifestação de um grupo de supremacistas brancos (em inglês, “white-supremacists”) em Charlottesville, estado da Virginia, no dia 12 de agosto, resultou na morte de Heather Heyer, uma ativista dos direitos humanos de 32 anos. Este evento foi o estopim de uma nova fase desses grupos de inspiração neonazista ou apenas mais uma etapa da escalada de ódio que assola o país?

    O presidente americano condenou a violência de forma ambígua e disse que os dois grupos de manifestantes eram igualmente culpados. Esta declaração provocou uma reação negativa em boa parte da população. Ao culpar os dois grupos, o presidente não condenou a presença de neonazistas e membros da Klu Klux Kan entre os manifestantes racistas. Políticos republicanos e democratas foram contra a posição de Trump. Alguns membros do conselho de apoio ao presidente abandonaram o comitê depois dessas declarações. O último golpe foi a demissão coletiva dos membros do Conselho Presidencial para as Artes e Humanidades. Em carta pública, os membros do conselho ressaltaram em cada parágrafo a sua oposição às declarações de Trump. A primeira letra de cada um dos seis parágrafos da carta formou a palavra ‘’Resist’’, associada com os protestos contra a atual administração.

    De fato, há uma resistência popular contra Trump que a imprensa internacional, e em especial a brasileira, não consegue captar. Milhares de americanos estão realizando manifestações em diversas partes do país. Em Boston, cerca de 40.000 ativistas pelos direitos humanos marcharam pelas ruas do centro no dia 19 de agosto para demonstrar seu repúdio contra um grupo racista que, baseado na Constituição norte-americana, quis realizar um ‘’free speech’’ (liberdade de expressão) no principal parque da cidade. A “contra-marcha” dos setores progressistas foi pacífica e a administração de Boston deixou bem claro que atos de violência e de provocação não serão tolerados. O prefeito Marty Walsh e a procuradora-geral do estado de Massachusetts, Maura Healey, caminharam lado a lado com os manifestantes.

    Neste momento conturbado da administração de Donald Trump o que está no horizonte é o perigo da volta de um período macabro de racismo da história norte-americana e a decisão política da população de permitir ou não que isto aconteça. Uma vez mais, a nação mais poderosa do planeta terá a oportunidade de mostrar ao mundo se o significado do “american way of life” contempla a democracia ou não. A grande questão é saber diferenciar quem é quem nesta realidade que, infelizmente, remete a um cenário ‘’hollywoodiano”.

    Marcia Cruz-Redding é jornalista brasileira residente em Waltham, estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Organização social cria projeto para incluir mulheres negras e indígenas nas novas tecnologias

    “Com o objetivo de mapear e coletar essas histórias, lançamos esta semana a PretaLab, iniciativa com objetivo de aumentar o número de meninas e mulheres que atuam nas diversas áreas da tecnologia e inovação no país”, diz texto da organização social Olabi, sobre o projeto, lançado na quinta-feira (16), no Rio de Janeiro.

    Para a secretária da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Mônica Custódio, é muito “importante incluir as negras e indígenas nas novas tecnologias para propiciar igualdade de oportunidades. É uma iniciativa importante já que a maioria de nós vai para a área de humanas. E é onde as oportunidades são mais acessíveis”.

    “Já que”, diz ela, “o governo de Michel Temer está abandonando todas as políticas afirmativas para a inclusão dessa parcela marginalizada na sociedade”. De acordo com Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres negras representam 25,5% da população do país.

    Já a Medium Corporation afirma que não há nenhuma negra entre as 19.000 mulheres citadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Já entre os bolsistas para ciências exatas, apenas 5,5% são negras. Além disso, diz ainda,  10 negras se formaram na Politécnica da Universidade de São Paulo em 120 anos.

    "O CNPq é um espaço de fundamental importância na relação do saber e do conhecimento. É uma ferramenta de construção de novos nomes na ciência dentro e fora de no país".

    pretalab

    “Pena que o racismo institucional impede a população negra de ter as mesmas oportunidades dos brancos. Em relação às mulheres a situação piora ainda mais porque vivemos numa sociedade patriarcal e sexista”, afirma Custódio.

    "Nossa juventude negra tem há um tempo disputado esse espaço selecionado e quase fechado. Em especial as jovens mulheres desbravadoras negras".

    De acordo com a reportagem “estima-se que nos Estados Unidos apenas 2% da força de trabalho em todo universo da ciência e engenharia seja de mulheres negras. No Brasil, esse dado sequer existe”.

    Para Custódio, “a sociedade e torna as mulheres negras invisíveis e todos os projetos que visem estimular e desenvolver a nossa autoestima torna-se essencial para a melhoria de vida da população mais carente da população”.

    A entidade se propõe a criar possibilidades para as pessoas desenvolverem saberes, “propondo uma reflexão crítica e propositiva sobre as mulheres negras e indígenas e as tecnologias no mundo contemporâneo”.

    “O mundo digital é uma realidade e quanto mais incluirmos as pessoas que têm menos possibilidade de acesso a essas novas tecnologias, criamos condições de atingir cada vez com menos injustiças uma civilização mais humana e avançada”, diz a sindicalista carioca.

    Ela ressalta ainda a discriminação que as negras sofrem no mercado de trabalho. “Ganhamos cerca de 40% dos salários dos homens brancos e nos destinam os piores trabalhos”.

    Por isso, para Custódio projetos desse porte são importantes para a emancipação dessas mulheres, “esquecidas pelo Estado”.

    O projeto se destina às meninas e mulheres negras e indígenas “que tenham qualquer tipo de atuação relacionada ao campo da inovação e da tecnologia”. Para participar acesse e preencha o formulário aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Os EUA finalmente têm um candidato presidencial socialista - e ele está cada vez mais forte

    Nesta segunda-feira (1), os Estados Unidos começaram a primeira etapa da corrida presidencial que definirá, em outubro, o sucessor de Barack Obama - as eleições primárias dentro dos partidos democrata e republicano. As nomeações prévias foram votadas no estado de Iowa, mas o que era para ser um ritual de praxe se transformou em uma batalha de voto-a-voto quando o candidato socialista Bernie Sanders chegou ao empate com Hillary Clinton. Ele é atualmente senador pelo estado de Vermont.

    O precedente para um candidato socialista forte naquele país é o de Franklin Roosevelt, mais de 70 anos atrás. E ele acabou presidente. Não é à toa que a esquerda americana está em polvorosa.

    Conforme as urnas foram sendo abertas, o que era uma clara vitória para Hillary Clinton foi se acirrando até o empate. Na madrugada da terça-feira, três distritos desistiram de contar votos e decidiram seus vencedores em um literal cara-ou-coroa. Hillary, favorita do comando nacional dos democratas, levou os três, e acabou vencendo por 22 a 21 na contagem de delegados para a decisão final.

    O resultado, contudo, é imensamente favorável a Sanders. Até meses atrás, ele se encontrava com desvantagem eleitoral superior a 40%, comparado com Hillary, e conseguiu erguer sua campanha com ajuda intensa do voluntariado progressista. Empatar, portanto, é uma vitória extraordinária, amplificada pelo fato de Iowa ter peso crucial na formação de tendências para os estados seguintes. Em 2008, foi por este mesmo caminho que Barack Obama conseguiu sair de seus 7% iniciais para a presidência americana.

    Na semana que vem, a votação do estado de New Hampshire está cercada de expectativas de que Sanders vença, acelerando ainda mais a trajetória política de sua campanha. As últimas pesquisas indicam uma vantagem de 18% sobre a ex-primeira dama, fruto de um sistema regional que permite a participação de eleitores independentes - pessoas que se enxergam à esquerda, mas que discordam do centrismo de Hillary e não se ligariam a sua campanha. Esses podem reforçar a mensagem de “revolução política” que Sanders carrega em seus discursos.

    O resultado indica que, depois de um longo período de estigmatização, o socialismo americano finalmente está livre das comparações inconsistentes com a União Soviética a que foi submetido. A jornada de retorno surfa no pique de setores populares, estudantes, intelectuais, artistas e uma parte adormecida e desanimada da opinião pública americana, que vê o fosso das desigualdades sociais com reprovação. Os números não deixam dúvidas: Sanders é o vencedor absoluto entre os mais jovens (84%), entre os mais pobres (57%), entre eleitores independentes (69%) e entre todos aqueles que preferiam não se envolver com eleições anteriormente (59%).

    Com o sistema bizantino de decisão partidária dos EUA, ainda é impossível prever as chances de Sanders. Mesmo que ele vença a maioria das primárias, ainda caberá ao comando do Partido Democrata e seus “super delegados” darem os votos de minerva a esta corrida, que se provará apertada. Independente disso, está claro que a nova geração americana terá valores mais alinhados com a esquerda - um alívio, de fato, considerando a onda conservadora que varre a América do Sul.

    Por Renato Bazan, com informações do New York Times e da Associated Press

  • Ou Moro elege o Lula ou Lula elege quem quiser

    Na cadeia, Lula dirá quem será. Solto, será!

    O Conversa Afiada não tem provas, mas assegura que o Juiz Moro está nesse trepidante instante nos Estados Unidos.

    E de lá contempla a fria em que o Dallagnol lhe preparou.

    A TV Afiada já disse preferir que a prisão inevitável se dê na véspera da Natal.

    A mesma TV Afiada observou que o Dallagnol e seu mortífero Power Point não dão alternativa ao Moro: se não prender o Lula, desmoraliza toda a Lava Jato – e o Moro junto.

    Lá nos Estados Unidos, onde se inspira e fortalece, o Dr. Moro já deve ter percebido que tem diante de si um impasse de gigantescas proporções.

    Se ele prender o Lula, a canoa vira.

    Se a canoa não virar, sem virar, o Lindbergh vai visitar o Lula no mictório que a PF grampeou e na saída diz assim: olha, pessoal, o Lula mandou votar no poste A!

    E o poste A se elege presidente.

    Se o Gilmar (PSDB-MT) sobreviver a dois pedidos de impeachment: esse e esse outro - como diz o Janio, no belíssimo artigo “Fora Gilmar!”, dificilmente o Renan acanalhar-se-á - se o Gilmar sobreviver, ele vai tentar o Golpe de 2017 para dar a presidência ao FHC Brasif ou ao Cerra, aquele do dinheiro lá fora e que marca audiência consigo mesmo.

    Mas, aí, a canoa vira de vez e, como dizia o Mino Carta na juventude, jorrará sangue na calçada.

    Mas, digamos que se realize uma eleição presidencial em 2018.

    Ficha suja ou sujíssima e, em cana, o Lula vai dizer ao Lindbergh: elejam o poste A.

    E o poste A será eleito.

    Se o Moro resolver ignorar a erupção onanística do Dallagnol, o delírio narcísico, aí o Lula se elege sem sair de São Bernado.

    Porque terá sido absolvido pela Lava Jato!

    Bingo!

    O Moro limpará sua ficha!

    Dallagnol trancou o Moro numa sinuca de bico.

    Só há uma alternativa: os amigos americanos sequestrarem o Lula e trancá-lo em Guantánamo.

    Porque, como provou o Dallagnol, o Lula é o “vértice” do ataque às Torres Gêmeas!

    Paulo Henrique Amorim é jornalista e editor do blog Conversa Afiada.

     

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