Sidebar

26
Qua, Jun

Federação Sindical Mundial

  • Representantes de mais de 70 entidades sindicais oriundos da África, Ásia, América Latina e Europa se reunirão entre os dias 5 e 8 de outubro na cidade de Durban, na África do Sul, para o 17º Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM).

    Federação Sindical Mundial realiza no Paraguai plenária preparatória para 17º congresso

    O secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, está em Atenas (Grécia), na sede da FSM, para ajudar nos preparativos da atividade. Ele concedeu ao Portal CTBuma entrevista exclusiva na qual falou sobre o atual momento político e os desafios do movimento sindical diante deste cenário adverso. Leia abaixo a íntegra: 

    divanilton brasil ctb
    Portal CTB: O 17º Congresso da Federação Sindical Mundial ocorre em um momento de ofensa das forças conservadoras contra a classe trabalhadora em todo o mundo. Neste contexto, qual o papel do movimento sindical internacional na defesa dos direitos e como a classe trabalhadora deve agir frente a esta ameaça?

    Divanilton Pereira: A civilização contemporânea passa por uma severa ameaça. O capitalismo, mais uma vez, com sua natureza excludente e concentradora de capitais através de uma de suas maiores crises, impõe aos povos e, sobretudo, à classe trabalhadora uma escalada de perdas de direitos e de perspectivas. O desemprego e o genocídio contra os imigrantes são as manifestações mais trágicas da atualidade.

    A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico.

    “Pelas conquistas das necessidades contemporâneas para os trabalhadores e contra a pobreza e as guerras geradas pela barbárie capitalista” é o lema da atividade que vai de encontro ao momento atual de crise do capitalismo mundial e suas consequências. Qual a importância da organização sindical neste cenário?

    Vivemos num quadro político desfavorável para a classe trabalhadora em nível mundial. O capital financeiro hegemoniza a economia, determina a política e dita sua agenda anti-povo e anti-trabalho. A resultante deste quadro é o aumento da pobreza, uma juventude sem perspectiva e o desemprego chegando este ano aos 200 milhões, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    Além disso, acirram-se as disputas geopolíticas, criando um ambiente crescente de incertezas e tensões. O consórcio imperialista, liderado pelos EUA, luta por sua hegemonia e reage patrocinando atrocidades e guerras. O lema do 17º Congresso da FSM está em sintonia com esse quadro e o seu aprofundamento nos debates, contribuirá para que o sindicalismo classista em nível internacional resista contra essa ofensiva espoliadora.

    Qual a importância da atividade acontecer na África do Sul, um dos países que com o Brasil, Rússia, India e China, compõem o (Brics)? Como esse bloco, que tem um banco próprio, pode ser uma alternativa a hegemonia dos países ricos?

    Vivemos uma transição na geopolítica, na qual novos polos produtivos e econômicos disputam exercer um maior protagonismo e sem o tutelamento absoluto da tríade FMI, Banco Mundial e Banco Central Europeu. A constituição do BRICS é a expressão máxima dessa reação.

    Logicamente que esse movimento não é um passeio. Por ameaçar o status quo hegemônico atual, seus integrantes sofrem as mais variadas contestações, sanções e conspirações – como a do Brasil – para inviabilizá-lo. A realização do congresso da FSM na África do Sul aproxima o sindicalismo classista dessa importante possibilidade histórica.

    Além de nossos históricos laços culturais, será uma honra para todos os participantes conhecerem in loco um povo que é um dos símbolos da luta anticolonialista e antisegregacionista. A terra de Nelson Mandela.

    Qual a expectativa da CTB para este congresso?

    A mais promissora possível. Estamos com uma delegação composta de 44 companheiros e companheiras, 45% de mulheres. É a maior representação da história do sindicalismo classista brasileiro. Esse coletivo expressa na prática a valorização que a CTB dá ao internacionalismo e à solidariedade classista.

    A nossa identificação com a FSM é histórica e é sustentada pelo conteúdo de nossos programas. Uma concepção anti-imperialista, antineoliberal e socialista.

    Estamos convictos de que as resoluções desse congresso, além de fortalecerem o nosso ideário e aperfeiçoarem o conhecimento de nossos sindicalistas sobre o movimento sindical internacional, reforçarão as lutas da classe trabalhadora em nível mundial.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim a cidade como capital do governo israelense diversas lideranças, organizações e entidades sindicais em todo o mundo manifestaram seu repúdio à atitude de Trump, entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM), que divulgou uma nota em apoio ao povo palestino. 

    Leia abaixo a íntegra: 

    Não à decisão do presidente dos EUA

    A Federação Sindical Mundial condena a decisão do presidente dos Estados Unidos de declarar Jerusalém como a capital de Israel. Esse ato revela como o imperialismo é impiedoso, bárbaro,agressivo.

    Temos a responsabilidade de dar apoio ao heroico povo palestino contra essa agressividade. Precisamos apoiar esse povo, que há tempos luta contra a ocupação de um exército, contra as políticas dos governos israelenses, contra as políticas que os obrigam a aceitar a ocupação de Israel.

    A FSM sempre esteve e sempre se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos, que hão de continuar sua luta. A FSM usará todos os fóruns internacionais para promover as justas demandas do Povo Palestino. A FSM também irá revelar as responsabilidades dos líderes sindicais “amarelos” que dão suporte à política de Israel.

    Todas as entidades sindicais Palestinas que têm orgulho de lutar em defesa de seu povo virão ao nosso encontro, em solidariedade a eles. Todos os sindicalistas nas bases de suas entidades, que estão lutando contra sindicalistas corruptos e comprometidos, vão nos encontrar ao seu lado.

    As circunstâncias de hoje, especialmente após a inaceitável decisão do presidente dos EUA, exigem um movimento sindical classista, renovado, internacionalista, massivo e unitário.Um movimento sindical livre de intervenções burocráticas e corrupção. Somente um movimento sindical que é organizado de modo independente e que luta com todas as categorias da FSM pode dar o apoio que o povo Palestino necessita.

    Atenas, 6 de dezembro de 2017

    O Secretariado 

    Portal CTB 

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) divulgou, em seu site, uma nota na qual saúda o primeiro de maio, dia internacional dos trabalhadores e trabalhadoras.

    "A FSM saúda os trabalhadores que vivem, trabalham e lutam em todos os cantos do mundo", diz o comunicado assinado pelo secretariado da entidade sindical, que destaca ainda o internacionalismo e a solidariedade como "armas poderosas" para enfrentar o imperialismo.     

    Confira abaixo a íntegra:

    Primeiro de maio de 2018: com internacionalismo e solidariedade!

    A Federação Sindical Mundial (FSM), em nome de seus mais de 92 milhões de filiados em todo o mundo, saúda este dia a todos os trabalhadores que vivem, trabalham e lutam em todos os cantos do mundo. O Primeiro de Maio foi, é e será um guia para as lutas de ontem e de amanhã. O primeiro de maio deve ser uma mensagem de resistência contra a burguesia, os imperialistas e as políticas de suas alianças internacionais.

    Ao mesmo tempo, o sangue dos trabalhadores que foi derramado em Chicago em 1886 nos lembra de nosso dever hoje; nos lembra que nada é dado de graça; todo direito ou liberdade que foi conquistado por nossa classe foi conquistado através de sacrifícios, confrontações e lutas organizadas.

    Hoje, embora a tecnologia e o progresso científico tenham contribuído para o aumento da riqueza social produzida, as condições de vida de nossa classe estão se deteriorando. Em todos os países capitalistas, os patrões atacam nossas conquistas classistas: Estão destruindo salários, pensões e seguridade social; estão privatizando tudo, não hesitam em atacar até o direito sagrado de greve! A greve é a arma mais poderosa que temos em nossas mãos e não permitiremos que ninguém a limite ou a transforme em letra morta!

    Ao mesmo tempo, eles estão preparando e realizando intensas guerras regionais. Abrem o caminho para novos massacres que maximizarão seus lucros, para novas intervenções imperialistas que destroem nações, derramam o sangue dos povos e roubam seus recursos naturais. A atual intervenção imperialista na Líbia e na Síria, a crescente ingerência contra a Venezuela, a decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, o massacre da Arábia Saudita contra o Iêmen, a tensão na península coreana, todos são indícios de que as multinacionais “cheiraram” novas áreas de lucratividade; e cada vez isso acontece através dos cadáveres dos trabalhadores.

    Sob as condições atuais da profunda crise econômica do capitalismo e a intensa competição entre vários centros imperialistas para controlar novos mercados, nossas armas mais poderosas são o Internacionalismo e a solidariedade. Nenhum trabalhador deve se sentir sozinho. Todos juntos, devemos avançar com a Solidariedade e o Internacionalismo, construindo a unidade da classe operária para implementar o lema de Karl Marx: “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

    Neste contexto e neste aniversário, a FSM manifesta sua solidariedade com os nossos irmãos perseguidos, os imigrantes e refugiados que, devido às balas dos imperialistas ou à pobreza e miséria geradas por este sistema, são forçados a deixar sua pátria. A FSM ficará firmemente do seu lado, lutando por um mundo sem exploração e refugiados. Os imigrantes devem tornar-se parte integrante dos sindicatos, unir-se aos trabalhadores locais e lutar juntos por salários, direitos, contra guerras e intervenções.
    Adicionamos nossa voz à do heróico povo palestino para ele obter sua pátria independente e democrática.

    Além disso, estamos do lado da mulher trabalhadora que luta; a mesma que sofre uma dupla exploração. Durante o recente Congresso Mundial de Mulheres Trabalhadoras no Panamá, mulheres filiadas à FSM declararam alto e claro que querem direitos iguais no trabalho, na sociedade e na vida. A FSM luta e continuará lutando por essa igualdade. É a mesma orientação que seguimos para os jovens, uma vez que a nova geração de trabalhadores tem a tarefa de honrar as melhores tradições de combate do Dia de Maio.

    Este ano, a FSM, dando a mão a quem se levanta, anunciou o ano da educação e formação sindical. Nosso objetivo é que as novas gerações de trabalhadores sejam insubordinadas, militantes, inimigas da conciliação e colaboração de classes. Honramos o ano da formação sindical e pedimos a cada sindicato que contribua com a verdade militante, revelando o verdadeiro significado do Primeiro de Maio e os sacrifícios que a classe trabalhadora fez por ele. Ao resgatar o passado, que é a própria memória do nosso movimento, deixamos um legado para as lutas de amanhã e também temos uma ferramenta para o futuro. É preciso conhecer a história do nosso movimento.

    A FSM avança, fortalece e cresce: e é isso que faz nascer o medo em nossos oponentes. Não há outra maneira senão fazer a FSM presente em todos os lugares, em todos os cantos do mundo, para que não haja mais trabalhadores famintos, demitidos, perseguidos ou presos. A FSM deve ser uma “trincheira” de luta por um futuro sem exploração do homem pelo homem. Desse modo, passará a ser uma realidade a visão do primeiro Secretário Geral da FSM, Luis Saillant, apresentada em 1945: “A FSM para os trabalhadores de todo o mundo!”

    VIVA O PRIMEIRO DE MAIO!

    Secretariado da Federação Sindical Mundial

     

  • A diretora do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) Rosi Santos integrou a delegação nacional da CTB no 17º Congresso Sindical Mundial. O evento aconteceu na cidade de Durban, na África do Sul, entre os 4 a 8 deste mês.

    Os sindicalistas aprovaram uma agenda progressista de enfrentamento da grave ofensiva neoliberal em todo o Planeta. Estiveram presentes mais de 1.500 lideranças sindicais de 11 países. O congresso é um dos organismos da Federação Sindical Mundial (FSM), fundada, em 1945 na França.

    “Na África do Sul, o Congresso fortaleceu a rede de solidariedade internacional da classe trabalhadora com o objetivo de combater às concepções reformistas no sindicalismo e a conciliação de classes e reafirmar a defesa do socialismo”, afirma Rosi Santos que é funcionária da Caixa.

    Protagonismo da CTB

    Para o cargo de secretário geral da FSM foi reeleito Georges Mavrikos. Com o crescimento e protagonismo político da central brasileira, o secretário de relações internacionais da CTB, Divanilton Pereira, foi eleito para o conselho presidencial e do secretariado da FSM. Do Brasil, além da CTB, as centrais Intersindical, CGTB, UST e CSB participaram do evento.

    Presente no evento, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, destacou a ativa participação da CTB nesse processo. “É muito gratificante poder contar nas fileiras da direção da FSM com um quadro valoroso da CTB, como Divanilton. Vamos contribuir na construção de uma agenda comum, de uma agenda que condene a crise que efetivamente crie condições para que a gente possa enfrentar o drama em que vivem milhões de trabalhadores”, disse A Araújo em matéria no Portal da CTB.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • O Coletivo Internacional da CTB realizou, na última quinta-feira (14), sua quarta reunião para apresentar um balanço das atividades realizadas no primeiro semestre e organizar as próximas.

    O assessor da CTB, Aloísio Barroso, fez uma análise da conjuntura internacional alertou para a situação da Europa e dos Estados Unidos que, desde 2007, enfrentam uma crise sistêmica do capitalismo que já deixou milhares de desempregados.

    Neste sentido, ele destacou o papel da China como uma nova potência financeira e exemplificou com o Brics (bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que constituíram um banco próprio e um fundo de reserva. “Em meio à crise das potências, estão sendo criados mecanismos coletivos que se legitimam”, informou.

    Barroso também refletiu a mudança da postura dos EUA em relação à Cuba e ao Irã. “Eles [Estados Unidos] querem disputar o mercados nestes países”, alertou.

    Após a palestra, os participantes deram informes das atividades que participaram e receberam orientações para as próximas como a 104ª Conferência Internacional da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que ocorrerá em junho na Suíça e terá uma delegação da CTB. Outro assunto abordado pelo secretário de Relações Internacionais da central, Divanilton Pereira, foi o plano de ação para a FSM Cone Sul, com propostas de atividades na região.    

    70 anos da FSM 

    Um dos principais temas pautados no encontro foram os preparativos para o Simpósio em homenagem aos 70 anos da Federação Sindical Mundial (FSM), que será realizado em São Paulo entre os dias 1 a 3 de outubro e contará com centenas de sindicalistas de todo o mundo, entre eles o secretário-geral da FSM, George Mavrikos. 

    O evento terá uma vasta programação com debates, atos e atividades culturais. No Dia Internacional da Ação da FSM, celebrado no dia de sua fundação (3 de outubro), ocorrerá no Memorial da América Latina um "Ato Anti-imperialista" que deve contar com a presença de líderes internacionais que lutam pela soberania dos países e povos. 

    Portal CTB 

  • Com o objetivo de definir uma estratégia unitária de luta para derrotar a contraofensiva conservadora na América Latina, a Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza atividades sindicais no Paraguai, Argentina e Uruguai até o dia 2 de abril. 

    No Paraguai aconteceu uma plenária, na segunda-feira (21), que debateu a situação da classe trabalhadora no país e na região. O encontro contou com a presença do secretário de Relações Internacionais da CTB e coordenador da FSM Cone Sul, Divanilton Pereira. No fim da plenária, o capitulo paraguaio da FSM fez uma moção em solidariedade a Lula e Dilma, que foi aprovada por todos os presentes.

    Durante a atividade, a CTB prestou sua solidariedade aos presos políticos pelo massacre de Marina Kue, assentamento sem-terra localizado município de Curuguaty, que terminou com a morte de seis policiais e 11 camponeses e culminou no golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo, em 15 de junho de 2012.

    Pelo crime 11 camponeses, sendo que três são mulheres, foram presos sem provas, acusados pelas mortes dos policiais. Ninguém foi preso pela morte dos sem-terra. Desde então eles estão sendo julgados, hoje (22) ocorre mais uma etapa do julgamento que está sendo acompanhada pela central brasileira.

    Médicos forenses argentinos analisaram os cadáveres e comprovaram que os policiais foram mortos com armas “de grosso calibre”. De acordo com o deputado paraguaio do Parlasul, Ricardo Canese, “Os camponeses nunca contaram com este tipo de armas”. Para ele existe parcialidade manifestada pelos juízes e promotores no julgamento dos camponeses de Curuguaty e a intenção de condenar inocentes é clara.

    Divanilton segue para Buenos Aires, Argentina, nesta quarta (23), onde será realizada a 3ª reunião da FSM Cone Sul, além de debates e manifestações contra as políticas antissindicais executadas pelo presidente Mauricio Macri. As atividades ocorrem até domingo (27).

    Já na segunda (28) será a vez da capital uruguaia Montevideo sediar encontros com sindicatos filiados à FSM daquele país e preparar o 7º Encontro Sindical Nossa América (Esna) que ocorre nos dias 31 de março, 1 e 2 de abril.

    Érika Ceconi – Portal CTB

  • Na última quarta-feira (20), a líder sindical da Guatemala e vice-presidenta da Federação Sindical Mundial (FSM), Julia Amparo Lotan, foi presa com mais quinze pessoas da direção do Instituto Guatemalteco de Segurança Social (IGSS) acusados de fraude.

    Os sindicatos denunciam que desde 2013, Julia está sendo perseguida e recebe ameaças, pois, em sua condição de representante dos trabalhadores do IGSS, resistiu à violação da autonomia do IGSS por parte do presidente da Guatemala, general Otto Pérez Molina. 

     "O objetivo real de Otto Pérez Molina é controlar o órgão e beneficiar seus aliados as custas do dinheiro dos trabalhadores", afirmam os sindicatos. A CTB expressa seu repúdio à injusta agressão sofrida pela sindicalista.

    Leia abaixo a nota emitida pela central sindical:

    CTB manifesta sua solidariedade com a companheira Julia Amparo Lotan, vice-presidenta da FSM e exige sua imediata liberação

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), organização reconhecida formalmente pelo governo brasileiro por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, representando a 1.112 entidades sindicais e cerca de 7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, vem a público manifestar seu repúdio diante da brutal agressão ocorrida com a companheira Julia Amparo Lotan, vice-presidenta da Federação Sindical Mundial (FSM) e líder sindical da federação Unsitragua da Guatemala.

    Transmitimos nossa mais profunda preocupação com a agressão das autoridades guatemaltecas contra a companheira que, durante anos, vem lutando incansavelmente pelos direitos dos trabalhadores e do povo, especialmente, junto aos trabalhadores do Instituto Guatemalteco de Segurança Social (IGSS) daquele país.

    A manobra para manchar o nome de Julia Amparo, que está sendo vinculada a denúncias de corrupção, não representa mais do que outro atentado à luta sindical, às liberdades sindicais e à paz social. É um atentado à obra, o esforço e o árduo trabalho daqueles que lutam por fazer valer os direitos e conquistas trabalhistas e sociais.

    Solidários com a companheira Julia Amparo nos somamos ao apelo da Federação Sindical Mundial, entidade da qual a CTB é filiada, para exigir sua imediata liberação.

    Leia a versão deste comunicado em espanhol 

    São Paulo, 21 de maio de 2015
    Adilson Araújo, presidente da CTB
    Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais

  • Na última terça-feira (2), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), participou, por meio do seu secretário de Relações Internacionais e membro da Federação Sindical Mundial (FSM), Divanilton Pereira, de um encontro de solidariedade a Cuba ocorrido na capital Havana. 

    Trabalhadores e trabalhadoras celebram 1º de maio em todo o mundo

    Mais de mil pessoas oriundas de 86 países representando 349 entidades sindicais participaram do evento. A atividade, que ocorre após o 1º de maio há muitos anos, contou com um painel no qual a CTB, juntamente com um representante da Venezuela, Argentina e Cuba abordaram a situação em seus países.

    Em sua exposição, Divanilton Pereira, denunciou o golpe no Brasil e as reformas que o governo ilegítimo liderado por Michel Temer está implementando que atentam contra os interesses da classe trabalhadora

    Durante o evento, a Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC) condecorou com medalha honorária o secretário-geral e o vice-presidente da FSM, George Mavrikos e Valentin Pacho, respectivamente, por sua ação e contribuição com o movimento sindical internacional.

    Leia abaixo a íntegra da exposição:

    Primeiro, agradeço o convite da Central de Trabalhadores de Cuba, CTC, pela honra de poder participar da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB, filiada a Federação Sindical Mundial, dessa importante manifestação política de solidariedade internacional.

    Dessa vez a solidariedade mundial amplia-se, pois, este ano não contamos com a presença física de um dos maiores líderes da contemporaneidade: Fidel Castro Ruz. Contudo, a extraordinária marcha de ontem, 1º de maio, comprova que a vida e a luta seguem.

    Segundo, parabenizo essa iniciativa de fomentar a investigação e as reflexões necessárias sobre o recente ciclo político vivido pela América Latina e o Caribe. Esse intercâmbio entre as nossas experiências concretas nos fortalece.
    Ano passado, nesse mesmo palácio, já tratávamos sobre esse assunto e coube a mim abordar a situação brasileira e hoje, um ano após o golpe, apresentarei as consequências que o nosso povo, sobretudo, a classe trabalhadora, está passando.

    Antes, porém, lembro-lhes que em abril do ano passado a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do afastamento da presidenta Dilma Rousseff e em agosto, o Supremo Tribunal Federal, tentando dá ares de legalidade, participou da sessão no Senado Federal que afastou definitivamente uma presidenta sem nenhum crime de responsabilidade, uma exigência prevista na Constituição brasileira. Consagrou-se assim, o golpe parlamentar-judiciário-midiático no Brasil.

    Permitam-me reforçar dois fatores, entre os vários aqui já apresentados, que contribuíram para que o Brasil- como também todos os países que integram o ciclo progressista da América Latina e o Caribe - estão sendo afetados – sofresse esse golpe.

    Dentro de um contexto no qual o desenvolvimento desigual das nações amplia-se, o Brasil alterou suas relações entre os atores que disputam a geopolítica atual. A China e mais recentemente a Rússia lideram um novo protagonismo e o Brasil que integra o BRICS, vinha fortalecendo esse novo polo.

    Soma-se a isso, os esforços empreendidos pela integração regional como a ALBA, CELAC e UNASUL. Em minha opinião, essas diretrizes contrariam o império americano e seus aliados, que apesar deles não assumirem, são questões centrais que os fazem atacarem esses processos soberanos.

    Para isso, sofisticou suas ações e articulado com as elites nacionais, patrocina ou age diretamente com desestabilizações políticas e o terrorismo econômico, sendo os meios de comunicação de massa o instrumento conspiratório maior

    Atualmente, com a perda eleitoral na Argentina, a instabilidade na Venezuela e o golpe no Brasil a nossa região vive uma inclinação política desfavorável.

    Sobre esse tema, entre nós, sobretudo no caso brasileiro, a maioria das análises destaca mais a ação e a força de nossos adversários. Porém, hoje cito fatores que, em minha opinião, afetaram as limitações do projeto político no Brasil:

    Os efeitos da crise capitalista, as limitações de perspectiva estratégica, a subestimação da questão nacional, a ilusão de classe, o voluntarismo econômico, o hegemonismo político e uma unidade insuficiente, inclusive no movimento sindical. São itens que deixo para uma investigação posterior e mais aprofundada. Contudo, quero aqui reafirmar que foram os êxitos desse período que motivaram a sua interrupção.

    Deferido o golpe, o ilegítimo presidente Michel Temer imediatamente tratou de pagar a conta com os seus patrocinadores.

    Constituiu um Ministério corruptos – 5 Ministros já foram afastados e tantos outros estão sendo investigados – e alijou da sua composição as mulheres e os negros.

    Retornou a política externa aos ditames dos Estados Unidos.

    Na questão nacional, alterou a legislação do petróleo para entregar as reservas do pré-sal, acelera a privatização da Petrobras – uma das maiores empresas de petróleo do mundo - e modificou uma política que preservava as empresas brasileiras. Essas medidas já produziram milhares e milhares de demissões nesse estratégico setor.

    Está diminuindo o papel dos bancos públicos e particularmente o BNDES – um dos maios bancos de fomento do mundo – está sendo desviado para financiar as privatizações e não o desenvolvimento nacional e regional.

    No plano econômico, seguindo as diretrizes da banca financeira, está impondo uma recessão que já provocou o recorde de mais de 14 milhões de desempregados no país.

    Nas questões sociais, retirou da constituição um dispositivo que garantia o financiamento público obrigatório, sobretudo à saúde e à educação e o substituiu por outro que congela em valores por 20 anos.

    No conservador Parlamento brasileiro, apresentou um conjunto de reformas que pode impor à classe trabalhadoras condições de trabalho de séculos atrás:

    Já foram aprovadas a da terceirização sem limites e semana passada, a trabalhista – esta ainda seguirá para o Senado Federal – que poderá estabelecer a escravidão assalariada no país. Seu conteúdo também enfraquece a justiça do trabalho e inviabiliza o funcionamento das entidades sindicais.

    Já a previdenciária – que tramita com Congresso Nacional - além de entregar esse importante setor à iniciativa privada, inviabiliza as condições racionais para obtenção das aposentadorias, atingindo fortemente as mulheres e os trabalhadores rurais, dentre outros segmentos.

    No campo político, mesmo com o sistema eleitoral brasileiro esgotado, está em curso restrições que inviabilizam a vida parlamentar de partidos ideológicos como o PCdoB e o PSOL.

    Portanto, essa é agenda do golpe. Uma ofensiva ultraliberal sem precedentes em nossa história.

    Hoje, diante dessas propostas governamentais, desperta-se até mesmo entre os anteriores apoiadores, uma rejeição ao Governo: Apenas 9% aprovam o presidente Michel Temer.

    O movimento democrático, social e sindical realizou importantes mobilizações no país, como as dos dias 08, 15 e 31 de março último.

    Esse acúmulo permitiu que a centrais sindicais convocassem, para o dia 28 de abril último, uma Greve Geral contra as reformas, em particular a previdenciária.

    Neste dia realizou-se a maior greve geral dos últimos tempos. 40 milhões, entre homens e mulheres, participaram dessa paralisação. A classe trabalhadora, que em grande medida ficou indiferente ao processo golpista, retomou seu protagonismo político. Apoios importantes da intelectualidade, juristas do trabalho e das igrejas deram a amplitude necessária para o êxito dessa jornada.

    Sua dimensão política pode significar uma inflexão na conjuntura do país e criar as condições para derrotarmos essas reformas liberais.

    Contudo, a luta continua, pois, o desfecho da luta política brasileira ainda é de grande imprevisibilidade.

    A operação Lava Jato, supostamente feita para combater a corrupção, desvirtuou-se, derrubou uma presidenta e faz uma caçada brutal para evitar a candidatura de Lula em 2018 – atualmente líder nas pesquisas de opinião pública. Hoje, seus ideólogos, com o objetivo maior alcançado, tentam pará-la, pois seus dirigentes foram atingidos.

    Para isso, haveremos de buscar inspirações no legado da grande revolução centenária russa e no nosso eterno comandante Fidel Castro.

    Em nome da CTB registro mais uma vez a nossa solidariedade com o povo cubano, exigindo a imediata suspensão do bloqueio norte-americano, além de reiteramos apoio ao processo da atualização econômica do socialismo no país. Nessa mesma direção, nos manifestamos com o total apoio a revolução bolivariana na Venezuela.

    Viva a integração latino-americana e caribenha!
    Fidel Castro vive!
    Venceremos!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira é secretário de Relações Internacionais da CTB e secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial

    *Matéria alterada 05/04 às 12h para acréscimo de informação

  • Incêndios florestais se espalham pela Grécia desde a tarde desta segunda-feira (23) e, de acordo com o último balanço dos bombeiros, já estão contabilizadas 74 vítimas fatais e 187 pessoas feridas. O combate ao fogo é tenaz, mas as chamas se espalham pelas proximidades da capital Atenas.

    A imprensa local informa que esse é o pior incêndio a atingir o país europeu em mais de uma década. “O povo grego, de contribuição inestimável à civilização, e que atualmente já enfrenta sérios problemas sócio-econômicos, depara-se neste momento com essa tragédia que devasta suas reservas e ceifa vidas humanas”, diz Divanilton Pereira, presidente em exercício da CTB e secretário-geral da Federação Sindical Mundial (FSM).

    O fogo se alastra em três frentes, o que dificulta o combate às chamas, mas o exército grego com ajuda de aviões de combate a incêndio da Espanha e voluntários de Chipre, espera-se conter em breve a destruição, que já dura quase 24 horas.

    “A CTB expressa suas mais sinceras condolências às vítimas fatais e aos feridos pelo dramático incêndio florestal que para além de perdas materiais, de casas e carros, choca pelas numerosas vítimas, em particular crianças e idosos que costumam passar as férias na região atingida pelo fogo", afirma Nivaldo Santana, secretário de Relações Internacionais da CTB.

    "Tais ocorrências, como as que recentemente ocorreram em Portugal, reforçam a necessidade de as autoridades ampliarem as medidas preventivas para eliminar ou mitigar as perdas de vidas humanas em eventos, que de certa forma, devem fazer parte do campo da previsibilidade", conclui.

    Portal CTB. Foto: Alkis Konstantinidis/Reuters

  • Na madrugada desta quarta-feira (24), um forte terremoto, com magnitude de 6,2 na escala escala Richter, atingiu o centro da Itália deixando ao menos 73 mortos e mais de 100 desaparecidos.

    Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), organismo que registra os tremores em todo mundo, o impacto foi maior perto de Perugia, região localizada a menos de 200 quilômetros da capital italiana, Roma. As cidades mais atingidas foram Accumoli, Amatrice, Posta e Arquata del Tronto.

    Solidária com o povo italiano, a CTB enviou uma nota para central União Sindical de Base (USB), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), na qual expressa suas condolências e total apoio ao povo da Itália.

    Leia abaixo a íntegra do comunicado: 

    Queridos camaradas da USB,

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), uma organização sindical classista, expressa seu total apoio e solidariedade com a classe trabalhadora e o povo da Itália e envia suas condolências pela destruição e mortes causadas pelo terremoto que devastou o centro daquele país na quarta-feira (24).

    Nossos pensamentos e desejo de melhora estão com vocês.

    Saudações fraternas,

    Adilson Araújo, presidente da CTB 
    Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais 

    São Paulo, 24 de agosto de 2016

    Érika Ceconi - Portal CTB, foto: Remo Casilli-Reuters 

     

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) iniciará, na próxima quarta-feira (26), uma Campanha Internacional em Solidariedade a Cuba para denunciar o bloqueio político e econômico contra a ilha caribenha - que completou 55 anos – e exigir a devolução do território de Guantánamo.

    Entidades sindicais organizam atos no Brasil para denunciar bloqueio econômico dos EUA a Cuba

    A iniciativa vem de encontro com as recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou o cancelamento da política de aproximação entre os dois países e afirmou que vai reforçar o bloqueio.

    Atendendo ao chamado da entidade sindical mundial, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) promoverá um ato político em São Paulo que contará com a participação do cônsul-geral de cuba na capital paulista, Antonio Mata.

    Dia da Rebeldia Nacional

    A data escolhida para inaugurar a campanha da FSM é celebrada em Cuba como o “Dia da Rebeldia Nacional”. Em 1953, daquele 26 de julho, sob a liderança de Fidel Castro, jovens atacaram os quartéis de Moncada, em Santiago e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, marcando o início da Revolução Cubana.

    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial, Divanilton Pereira, esta campanha de solidariedade é estratégica para reforçar a integração regional contra as ameaças imperialistas.

    “Hoje, denunciar e exigir o imediato fim do bloqueio político-econômico contra Cuba e a devolução da base de Guantánamo ao seu povo é uma jornada extraterritorial, pois faz parte das lutas nacionais, integracionistas e libertárias da América Latina e Caribe”, expressou o sindicalista, que participará da ação em Atenas, Grécia.

    Entidades sindicais filiadas e amigas da FSM em todo o mundo realização atividades denunciando as ações dos Estados Unidos e seus aliados contra a ilha caribenha.

    Em São Paulo, a CTB promoverá um Ato Político em Solidariedade a Cuba, que será no auditório do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente) localizado na Avenida Tiradentes, 1323 - próximo à estação Armênia do metrô a partir das 14 horas.

    Serviço:

    Ato Político em Solidariedade a Cuba
    Quando: 26/07 – Quarta-feira
    Onde: Sintaema (Avenida Tiradentes, 1323 – Ponte Pequena – SP)
    Horário: 14h00

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Atendendo ao chamado da Federação Sindical Mundial (FSM), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realiza encontros em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro com organizações que atuam na proteção e defesa dos direitos dos refugiados e imigrantes.

    A ação é parte da programação do dia 3 de outubro, aniversário de fundação da FSM. Todos os anos, nesta data, a entidade organiza atos pelo mundo denunciando as mazelas do capitalismo e do imperialismo contra os povos. Este ano, a data marcará o “Dia internacional de ação pelos imigrantes e refugiados - as lutas comuns contra a pobreza e as guerras”.  

    whatsapp image 2017 09 29 at 17.46.57

    As atividades serão realizadas na próxima terça-feira (3). Em São Paulo, a ação será no Sindicato dos Marceneiros, localizado no centro da capital paulista, a partir das 9 horas.

    O encontro contará com a presença do presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, o deputado Orlando Silva, do coordenador do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (Cdhic) e ex-coordenador de políticas para migrantes do governo Fernando Haddad, Paulo Illes, além de dirigentes sindicais.

    Bahia

    A CTB Bahia e organizações que trabalham com o tema no estado também farão um ato que contará com a palestra do presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Antônio Barreto, no Sintracom também às 9 horas.

    whatsapp image 2017 09 29 at 10.50.53

    Rio de Janeiro

    A CTB Rio de Janeiro também realizará manifestação em defesa dos imigrantes e refugiados e será representada pelo presidente da central, Paulo Sérgio Farias.

    Serviço: 

    São Paulo:
    Data: Terça-feira (3/10)
    Local: Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo (Rua das Carmelitas, 149 - centro)
    Horário: 9 horas

    Bahia:
    Data Terça-feira (3/10)
    Local: Auditório do Sintracom (Rua Visconde de Ouro Preto, 18. Barroquinha)
    Horário: 9 horas

    Rio de Janeiro:
    Data: Terça-feira (3/10)
    Local: Cedae - Avenida Presidente Vargas, 2655 - Cidade Nova
    Horário: Concentração às 9 horas

    Portal CTB

  • Rogerlam Augusta de Morais, presidenta da Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais, brilha com seu discurso no evento

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) saúda todas e todos aqui presentes e reverencia de forma especial a Federação Sindical Mundial (FSM) por essa iniciativa política e ao mesmo tempo, agradecemos por essa oportunidade.

    Essa programação expressa uma sintonia política da FSM, desde a sua fundação, com o crescente e revolucionário papel das mulheres, particularmente no mundo do trabalho. Reflete uma concepção sindical atenta aos fatores importantes que compõem o desenvolvimento da força de trabalho. Sabe também que nós mulheres, historicamente e contemporaneamente, somos força decisiva para as grandes transformações da sociedade.

    Constatamos que a FSM ao mesmo tempo que valoriza nosso papel, reconhece que as nossas participações nas representações políticas estão aquém de nossa capacidade e representatividade. O nosso protagonismo político se impõe como uma necessidade histórica irreversível e para tal, exige-se uma política dirigida para superar essa defasagem no sindicalismo classista. Estamos dispostas a efetuar essa tarefa.

    A CTB nasceu, em 2007, animada pelo espírito de luta classista que atravessa a história moderna, descrevendo uma epopéia de glórias, conquistas e avanços no sentido da humanização das relações sociais, libertação dos povos e combate ao colonialismo e neocolonialismo. A CTB tem a convicção de que sem a emancipação das mulheres não haverá emancipação da classe trabalhadora. A importância da igualdade de gênero fica evidente ao destacar em seu nome a representação de trabalhadores e trabalhadoras. Nasceu como uma central sindical classista, unitária, democrática, plural, de luta e de massas, compromissada com alguns princípios, dentro os quais destacamos aqui dois importantes para esse momento:

    Combate à discriminação

    Não aceitamos os preconceitos, as discriminações e as intolerâncias, seja de cor, raça, etnia credo, origem, geração, classe social, gênero ou orientação sexual. Lutaremos com vigor por uma sociedade totalmente livre do machismo, da dominação de classe, do racismo e da homofobia, males estimulados pelo capitalismo que maculam e enfraquecem os ideais de igualdade e justiça social na sociedade brasileira.

    Emancipação das mulheres e dos negros

    Compartilhamos a convicção de que sem a emancipação das mulheres, dos negros e outros segmentos oprimidos e discriminados da nossa sociedade não se poderá falar em libertação da classe trabalhadora e tampouco será aberto o caminho para uma nação justa, fraterna e igualitária.

    Direitos das Mulheres no Brasil - As amarras que ainda precisam ser superadas!

    O Brasil, com pouco mais de 201 milhões de habitantes, sendo a maioria mulheres (51,5%), apresenta a segunda maior população negra fora da África. Ainda assim, essa parcela da sociedade está submetida às piores condições de trabalho, salários, moradia, saúde, mobilidade urbana e acesso à cultura.

    Algumas amarras que ainda precisam ser superadas! As mulheres e os homens devem ajudar a transformar as condições de gênero em fator de avanços na luta sindical e política. E, para isso, o conjunto do movimento sindical deve compreender melhor esse tema para superarmos a questão de gênero na sociedade.
    O Congresso da FSM desde a sua fundação deu muita importância ao papel da mulher trabalhadora, por isso uma das principais resoluções contidas nas atas do congresso diz o seguinte:

    "..., a necessidade de dar às mulheres um lugar maior no movimento sindical em seus respectivos países, lamentando verificar o número insuficiente de mulheres representadas na conferência, não sendo esta representação proporcional ao papel que as mulheres assumiram na vida econômica, social e intelectual em todos os países. Convidamos urgentemente os delegados a colocar em prática os princípios da igualdade social, prestando atenção ao problema da educação sindical das mulheres, já que deveriam ter, como os homens, participação ampla em cargos de responsabilidade social ".

    Todas as conquistas feministas até aqui foram diárias a custo de muita luta, sofrimento e mortes e, por isso, devemos ressaltar alguns avanços com muito orgulho. Destacamos aqui o direito ao voto que no Brasil só foi permitido às mulheres em 1932, há apenas 84 anos. Fruto de uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República (15/11/1889), foi ainda aprovado parcialmente, já que somente mulheres casadas (com autorização dos maridos) e viúvas e solteiras que tivessem renda própria, poderiam exercer esse direito básico para o pleno exercício da cidadania.

    Assista vídeo da fala de Rogerlam:

     

    Em 1827 surge a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que frequentassem as escolas elementares; as instituições com ensino mais adiantado, eram proibidas a elas. Somente em 1879 as mulheres tiveram autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior. No entanto, as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informam que pesquisa concluída em 2013 demonstram que no último decênio as mulheres são maioria no ingresso e na conclusão de cursos superiores.
    Nesse quesito nós estamos liderando... E a violência contra mulheres? A Lei 11.340 entrou em vigor em 22 de setembro de 2006 e cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. É normalmente aplicada aos homens que agridem fisicamente ou psicologicamente uma mulher. Dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Essa Lei é em homenagem à Maria da Penha que em 1983, o marido por duas vezes, tentou assassiná-la. Na primeira vez, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e afogamento. Após essa última tentativa de homicídio ela tomou coragem e o denunciou.

    A Pesquisa Avaliando a Efetividade da Lei Maria da Penha (Ipea, março/2015) apontou que 100% das brasileiras conhecem a Lei Maria da Penha e que ela fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídios contra mulheres praticados dentro das residências das vítimas, o que “implica dizer que a LMP foi responsável por evitar milhares de casos de violência doméstica no país.

    Segundo a última pesquisa Data Senado sobre violência doméstica e familiar (2015), uma em cada cinco mulheres já foi espancada pelo marido, companheiro, namorado ou ex.
    Dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50% foram cometidos por familiares, sendo a maioria desses crimes (33%) cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Isso significa que a cada sete feminicídios, quatro foram praticados por pessoas que tiveram ou tinham relações íntimas de afeto com a mulher. A estimativa feita pelo Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato de ser a violência doméstica e familiar a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil. (o inimigo está dentro de casa)

    Hoje, nós mulheres, temos direito de estudar; direitos políticos de votar e ser votada; podemos optar se queremos casar e com quem casar; se queremos filhos... temos direito à independência financeira tambem. Muito foi conquistado a duras penas e pagamos um preço alto por nos arvorarmos a querer mais, a querer direitos iguais aos dos homens. Muitas mulheres, por travarem essa luta, morreram, foram aleijadas, torturadas e apontadas na rua como pessoas de moral duvidosa. Mas, com tudo isso, ainda não conquistamos direitos iguais aos dos homens!

    A partir dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) 2012, o estudo do IBGE revela que em 2002, o rendimento das mulheres era equivalente a 70% do rendimento dos homens. Dez anos depois, em 2012, a relação passou para 73%. Mesmo em setores em que as mulheres são maioria, como os setores de saúde, educação e serviços sociais, há uma desigualdade maior entre homens e mulheres. Nessas áreas, o rendimento das mulheres em cargo de chefia corresponde a 60% do rendimento dos homens.

    Nas relações sindicais também ocorrem práticas discriminatórias. Apesar do aumento da participação feminina, os principais cargos de direção ainda são exercidos por homens e, mesmo integrando algumas diretorias, as mulheres raramente têm voz. A democratização das relações sindicais no Brasil será possível a partir da sua inclusão e da incorporação das demandas de equidade de gênero. De acordo com estudo realizado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos), mulheres representam 37,8% dos dirigentes, enquanto homens somam 62,2%.

    Apesar de alguns avanços, as últimas eleições demonstram dados desanimadores: para o cargo de deputado federal, por exemplo, foram eleitas somente 51 mulheres (9,9%), ao passo que se elegeram 462 homens (90,10%); no Senado foram 5 mulheres (18,5%) e 22 homens (81,5%). Considerando então o Parlamento como um todo (540 cargos), as mulheres representam apenas 10,37%. Portanto, ainda não conquistamos direitos iguais aos dos homens!
    A Constituição Federal do Brasil de 1988, assegura a igualdade de direitos:

    “Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos
    termos desta Constituição”.
    Em relação à sociedade conjugal, a Constituição retira a chefia antes conferida ao homem e equipara o homem e a mulher em direitos e deveres:
    Art. 226 – A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
    (...)
    § 5º – Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
    Mas, tudo isso não foi suficiente: Ainda não conquistamos direitos iguais aos dos homens!
    Dados de pesquisa do Mapa da Violência Contra a Mulher mostra que 13 mulheres são assassinadas por dia, em média, no Brasil - uma a cada duas horas - e que as mais desprotegidas são as mais pobres e as negras. Essas mulheres são mortas pelo simples fato de serem mulheres.

    Recentemente, no dia 25 de maio, ocorreu um crime brutal contra uma menor, de 17 anos. A jovem foi estuprada por 33 homens, em uma comunidade no Rio de Janeiro e a notícia reacendeu o debate sobre a cultura de estupro e a naturalização deste crime. Depois de passar horas violentando a jovem, os criminosos divulgaram vídeos e fotos na internet vangloriando-se do fato. Uma barbárie!
    Lamentavelmente neste mesmo dia, o Instituto Patrícia Galvão informou que em quatro anos dobrou o número de abusos sexuais no metrô de São Paulo. Teve repercussão também o crime de estupro coletivo cometido por cinco rapazes, em face de uma moça de 17 anos na cidade de bom Jesus, no sul do Piauí. Estes fatos deixam claro que passou da hora de combater a cultura de estupro no país. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil.

    Em repúdio a esses crimes a ONU Mulheres Brasil, emitiu uma nota de repúdio em que se solidariza com as vítimas e pede que os crimes sejam investigados sob a perspectiva de gênero: “ (...)Além de serem mulheres jovens, tais casos bárbaros se assemelham pelo fato de as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de drogas ilícitas. Nesse sentido, a ONU Mulheres solicita, aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí, que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos, para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização.”

    Desafios postos à sociedade brasileira

    -Mesmo com muitos avanços, alguns desafios estão postos para conquistarmos a autonomia das mulheres:
    -Ampliar a participação das Mulheres nos setores mais estruturados do Mercado de Trabalho;
    -Ampliar a negociação coletiva de temas relacionados a relações compartilhadas;
    -Ampliação de creche nas empresas ou convênios com creches públicas ou particulares;
    -Aprofundar os programas redistributivos e emancipatórios - com foco nas mulheres;
    -Ampliação da participação das mulheres nos sindicatos;
    -Ampliação da participação das mulheres nos espaços de decisão política;
    -Implementação de creches na zona rural;
    -Melhorar deslocamento entre casa e escola na zona rural;
    -Estrutura física precária das escolas rurais que muitas vezes funcionam em locais arranjados ou estruturas construídas para outros fins.

    A luta contra o golpe

    Na atualidade, todas as energias da CTB são direcionadas para barrar o processo de impeachment que a Presidenta Dilma Rousseff está sofrendo, que é injustificado, já que a Presidenta não cometeu crime de responsabilidade. Tal processo é um golpe perpetrado pela elite gananciosa e rancorosa que não aceita o resultado das eleições que elegeram Dilma Rousseff Presidenta do Brasil em 2014. O presidente em exercício fez um verdadeiro desmonte dos Ministérios e, nesse desmonte ao formar seu novo ministério não nomeou nenhuma mulher e nenhum negro, o que comprova o seu caráter elitizado, discriminatório e a desvalorização de um projeto de inclusão social que estava sendo gestado no país.

    Esse golpe tem o objetivo de interromper o projeto de reafirmação da nação e voltar a aplicar o projeto neoliberal, ou seja, acabar ou restringir direitos sociais, reprimir trabalhadores(as) e tentar concluir o ciclo de privatizações interrompidas, especialmente da Petrobras, dos bancos públicos (Brasil, Caixa Econômica) e do o sistema elétrico, além de um esforço exagerado de alcançar ajuste fiscal a qualquer custo, visando preservar os interesses do sistema financeiro, mesmo que isso signifique colocar em risco políticas públicas fundamentais e conquistas trabalhistas históricos.

    Diante desses desafios postos à sociedade brasileira as mulheres têm sido protagonistas indo às ruas e liderando manifestações denunciando o golpe armado pelos que foram derrotados nas urnas eleitorais em 2014.
    Por isso, a CTB denuncia ao mundo o governo golpista que tem ameaçado a democracia e os direitos sociais no Brasil!!!

    Delegação da CTB na 105ª Conferência Internacional do Trabalho, da OIT

  • Jovens da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Colômbia, Paraguai, Uruguai, e Venezuela participaram do 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que ocorreu em Buenos Aires nos dias 28, 29 e 30 de setembro.

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    A secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra, participou da iniciativa junto à delegação brasileira que contou com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Em entrevista ao PortalCTB, a dirigente informou que a formação sindical foi um dos enfoques no plano de ação dos jovens da região. “A juventude precisa se integrar neste projeto já que 2018 foi tirado como o ano da formação da FSM”, expressou ela.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    De acordo com Luiza, a atividade, que contou com a participação de cerca de 400 pessoas, reforçou a questão da unidade internacional da classe trabalhadora “para sairmos desse momento difícil de avanço das forças conservadoras, imperialistas e ultraliberais”, frisou.

    Além das exposições, os jovens se dividiram em grupos de debate abordando temas como a crise capitalista, o avanço tecnológico e seu impacto na classe trabalhadora.

    Dirigente da CTB saúda encontro de jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial

    Durante a ação, os jovens contaram com os relatos dos venezuelanos sobre a situação do país que está sendo duramente atacado por forças conservadoras contra o governo de Nicolás Maduro.

    A próxima edição do encontro, que ocorre ano que vem, será sediada pelo Uruguai.

    Portal CTB 

  • Em nota enviada para a CTB, a Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU, sigla inglês), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), condena as tentativas de golpe pelas forças conservadoras no Brasil.

    Os paquistaneses denunciam que este ataque contra a democracia “não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos”, diz o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra: 

    A Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU) condena os movimentos golpistas das forças de direita brasileira que nunca perdoaram a opção feita pela luta contra a pobreza e a natureza social das reformas dos governos Lula e Dilma em favor dos trabalhadores e da maioria das pessoas.

    Esse ataque sem precedentes, que visa o retorno do Brasil a uma situação de instabilidade permanente para facilitar a ascensão da burguesia ao poder não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos, para reverter e até mesmo destruir os processos de transformação econômica, social e progressiva da política em toda a América Latina.

    A APFUTU em nome dos trabalhadores que representa no Paquistão, envia sua solidariedade com o movimento sindical, os trabalhadores e as pessoas do Brasil na sua luta que eles estão desenvolvendo na defesa de seus trabalhos e das conquistas sociais, da democracia e do desenvolvimento seu país.

    Com Unidade,

    Azam S Zia, All Pakistan Federation of United Trade Unions (APFUTU)

    Portal CTB 

     

  • Em seus 70 anos de atuação em defesa dos direitos trabalhistas, a Federação Sindical Mundial vem acompanhando e fortalecendo a emancipação do trabalhadores e trabalhadoras. Ela se tornou um instrumento imprescindível para a luta de classe diante de um mundo cada vez mais globalizado, em que o capital ignora as fronteiras e leis nacionais.

    A organização dá grande ênfase ao sindicalismo classista, de forma muito similar à CTB, e congrega os ativistas entidades de cunho socialista e anti-capitalista.

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) enviou uma nota para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), na última terça-feira (20), em apoio aos atos que ocorrerão por todo o Brasil na próxima quinta (22).

    Vamos mobilizar para a paralisação nacional nesta quinta (22), conclama presidente da CTB

    No comunicado, a entidade internacional a qual a CTB é filiada e que irá realizar em outubro seu 17º Congresso, reforçou a defesa da democracia e as denúncias da classe trabalhadora contra o golpe. Leia a íntegra: 

    A Federação Sindical Mundial apoia o ato da defesa dos direitos no Brasil em 22 de setembro

    A Federação Sindical Mundial (FSM) que está se preparando para seu 17º Congresso, em nome de seus 92 milhões de membros nos 5 continentes, reitera seu apoio ao ato unitário da defesa dos direitos para o dia 22 de setembro no Brasil.

    A FSM soma sua voz  com as centrais contra o governo de Michel Temer que tenta "jogar a conta da crise econômica nas costas da classe trabalhadora e dos mais pobres".

    Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil têm a oportunidade de mostrar que não aceitarão perder direitos históricos nem sequer vir precariamente no século 21. O lema da unidade e da luta da classe trabalhadora deve espalhar-se em toda parte! Assim se conseguirá o sucesso do ato de 22 de setembro.

    Portal CTB 

  • Em nota divulgada nesta segunda-feira (23), a Federação Sindical Mundial (FSM) denunciou a tentativa de assassinato do sindicalista colombiano Omar Romero Díaz ao voltar para sua casa na última sexta (20).

    Segundo relatos da imprensa local, Omar conseguiu sair ileso do crime por conta da escolta que o acompanhava no momento. "Como movimento internacional classista, denunciamos rotundamente este crime que se soma a uma série de brutalidades contra dirigentes sindicais e militantes sociais na Colômbia", alerta comunicado da FSM. 

    Leia abaixo a íntegra do documento:  

    A Federação Sindical Mundial (FSM), em nome de seus mais de 92 milhões de trabalhadores e trabalhadoras filiados, condena de maneira veemente o atentado criminoso que nosso companheiro Omar Romero Díaz, dirigente do Sindicato Unitário dos Trabalhadores da Indústria de Materiais para Construção (Sutimac) e dirigente da FSM Colômbia acaba de ser vítima.

    Este vil atentado ocorreu na noite desta sexta-feira (20) na cidade de Cali quando o sindicalista regressava para a sua residência. Afortunadamente, o companheiro saiu ileso da tentativa de assassinato.

    Como movimento internacional classista, denunciamos rotundamente este crime que se soma a uma série e brutalidades contra dirigentes sindicais e militantes sociais na Colômbia. O movimento sindical de classe naquele país deve levantar sua voz e dar uma resposta condenando táticas fascistas que só querem silenciar a voz do povo trabalhador e intimidar a classe trabalhadora.

    Solidariedade ao movimento sindical de classe na Colômbia!

    Tirem as mãos dos nossos companheiros e companheiras colombianos!

             Federação Sindical Mundial 

  • A Federação Sindical Mundial criticou em nota a conduta arbitrária e antissindical da GM, multinacional estadunidense do ramo automobilístico que anunciou a demissão em massa de operários de suas plantas na Colômbia e está pressionando os sindicatos a abrir mão de direitos e conquistas consagradas na Convenção Coletiva da Categoria.

    Os planos da General Motors de fechar sete fábricas no mundo e demitir 14,8 mil trabalhadores somente na América do Norte fazem parte do processo de reestruturação da montadora. Em nome da rentabilidade, a GM vai penalizar cidades inteiras de diferentes países.

    Leia abaixo a íntegra do documento da FSM:

    A Federação Sindical Mundial (FSM), que representa 95 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em 130 países, se solidariza com a classe operária colombiana frente ao anúncio de que a transnacional General Motors pretende demitir 14.700 trabalhadores, entre eles

    cerca de 15% do quadro pessoal da planta da montadora de automóveis em de Bogotá. Como sempre, e especialmente numa conjuntura de crise capitalista mundial, os capitalistas tentam descarregar todo o peso da crise nas costas dos trabalhadores, suprimindo benefícios e conquistas trabalhistas de nossa classe, ocultando que a classe operária é que gera o lucro que eles acumulam.

    Ao mesmo tempo, nossa grande família sindical de trabalhadores rechaça rotundamente a postura dos diretores do monopólio que querem constranger os sindicatos a entregar os pontos nevrálgicos da Convenção Coletiva de Trabalho. Neste sentido reiteramos nossa firme solidariedade classista aos trabalhadores da GM na Colômbia e conclamamos o povo colombiano a apoiar suas justas reivindicações.

    Secretariado da Federação Sindical Mundial (FSM)

  • Nesta quinta, sexta e sábado (28, 29 e 30) jovens da América Latina e Caribe se reunirão na capital argentina para debater os desafios do setor no contexto da crise econômica mundial.

    Inscrições abertas para o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da FSM Cone Sul; participe

    Este é o tema do 4º Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul. A delegação brasileira na atividade conta com a presença de mais de 50 pessoas, além da secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra e da adjunta, Marilene Pereira.

    encuentro juventude cono sur
    Representantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais trocarão experiencias com jovens trabalhadores da região e elaborarão ações conjuntas do movimento sindical para resistir às políticas neoliberais que acabam com direitos sociais e trabalhistas.

    Luiza Bezerra acredita que o espaço será importante para fortalecer as lutas da juventude trabalhadora na região.

    Confira abaixo a programação completa do evento:

    Quinta-feira (28)

    14:00 Recepção das delegações. Credenciamento.

    18:00 Abertura

    19:00 Conferência. "Crise Mundial - O Imperialismo e a Oportunidade histórica do Proletariado"

    20:30 Atividade Cultural

    21:00 Jantar

    Sexta-feira (29)

    07:00 Café da manhã

    08:00 Grupos de debate

    10:00 Intervalo

    10:15 Continuação dos debates

    11:30 Painel - "A Juventude Trabalhadora como sujeito de ajuste do sistema capitalista"

    13: 00 Almoço

    14:00 Painel - ”Modelos de organização sindical"

    15.30 Grupos de debate

    18:00 Encerramento dos debates e elaboração da síntese

    19:30 Conversa com o Embaixador do Estado Palestino na Argentina.

    21:00 Jantar

    22:00 Atividade Cultural

    Sábado (30)

    08:00 Café da manhã

    10:00 Plenária. Documento final

    12:30 Encerramento do Encuentro de la Juventud Trabajadora del Cono Sur.

    15:00 Recorrido guiado ao EX ESMA - Espaço da memória.

    Portal CTB 

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) realizou, na última quinta e sexta-feira (2 e 3) em Roma (Itália), a terceira edição do Congresso Mundial da Juventude trabalhadora. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou da atividade que reuniu 120 delegados e delegadas de mais de 40 países.

    CTB participa do 3º Congresso Mundial da Juventude Trabalhadora na Itália

    Em sua intervenção, a secretária nacional de Juventude da Central, Luiza Bezerra, denunciou o aumento da desigualdade social no país que se agravou após o golpe parlamentar de Estado que afastou a presidenta Dilma Rousseff e impôs uma agenda ultraliberal pelo atual governo.

    discurso luiza juventude

    “No Brasil, 13 milhões de pessoas estão desempregadas, quase 11 milhões trabalhando na informalidade, ou seja, sem os direitos trabalhistas ou perspectivas de se aposentarem”, alertou a sindicalista. (Leia aqui a íntegra do discurso em inglês)

    Neste sentido, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Marcio Ayer, integrante da delegação cetebista na atividade, destacou o ataque do governo Michel Temer aos direitos da classe trabalhadora. “Depois de instituir a possibilidade de terceirização irrestrita, a reforma trabalhista aprovada vai retirar direitos e garantias históricos, precarizando as relações de trabalho”, disse.

    Assista abaixo a íntegra: 

    Na opinião do secretário-geral da FSM, Geoge Mavrikos, neste momento de crise do capitalismo em que a ofensiva conservadora avança no mundo é importante a ação e a participação dos jovens na entidade internacional. “A história da luta de classes é um instrumento para o futuro da nova geração”, expressou Mavrikos.

    whatsapp image 2017 11 02 at 09.06.32

    Durante o encontro, Luiza propôs a criação de campanhas mundiais da entidade sindical internacional por empregos decentes para a juventude, a sugestão foi aprovada assim como a realização de seminários e cursos com a temática juvenil entre outras propostas.

    Também foi eleito um Secretariado de Juventude da FSM, coordenado pelo dinamarquês Emil Olsen, composto por jovens da África do Sul, Brasil, Chipre, Dinamarca, França, Grécia, Índia, Itália, México, Palestina, Peru, Rússia, Sri Lanka e Vietnam.

    “Em fevereiro devemos ter a primeira reunião desse Secretariado, na qual elaboraremos nosso plano de ação”, declarou a dirigente da CTB que representa o país no grupo.

    marcio luiza juventude italia

    Estou certa, disse Luiza, de que os desafios nessa nova tarefa serão muitos, mas unidos conseguiremos efetivar lutas conjuntas para garantir um presente e um futuro melhor para a juventude trabalhadora do mundo.

    Segundo ela, a atividade que teve como organização anfitriã a União dos Sindicatos de Base (USB) da Itália foi positiva.“Saímos do congresso certamente mais fortalecidos e organizados para o próximo período”, concluiu. 

    Portal CTB 

  • Nota prévia: Texto adaptado do discurso feito pelo autor na reunião do Secretariado da Federação Sindical Mundial (FSM), ocorrida nos dias 3 e 4 de maio, em Havana (Cuba).

    Bom dia a todos e todas. Gostaria de saudar a todos da mesa, em especial o secretário-geral da FSM, George Mavrikos. Gostaria também, antes de iniciar minha fala, de lamentar em caráter oficial o falecimento do Comandante Fidel Castro Ruz, ocorrido no último dia 25 de novembro. Esta é a primeira reunião da UIS Metal e Mineração em território cubano e não poderia deixar de fazer esse registro, em uma modesta homenagem ao nosso histórico líder.

    Gostaria, neste espaço, de falar a respeito de três pontos que considero fundamentais neste momento: a atual conjuntura internacional, a situação do Brasil e a luta dos metalúrgicos e mineiros em meio à atual crise.

    A crise internacional ganha novos contornos a partir das recentes eleições nos Estados Unidos e Europa, da guerra na Síria, da tensão na Península das Coreias, da crise dos refugiados e da ação imperialista em nações da América do Sul, com destaque para o Brasil e a Venezuela. Percebe-se que o imperialismo e o sistema financeiro aproveitaram a grave crise econômica iniciada há cerca de 10 anos para aprimorar seu ideário de caráter neoliberal.

    Os números mais recentes mostram o aumento do desemprego, da desigualdade e de tragédias sociais em todos os continentes.

    É a classe trabalhadora que vem pagando a conta pela crise criada pelo sistema capitalista. A cada ano torna-se mais clara a estratégia das multinacionais e dos grandes conglomerados financeiros: retirar direitos sociais consagrados, obrigar as nações a adotar políticas de austeridade e reagir com violência perante os protestos e manifestações da classe trabalhadora.

    A conjuntura é, de fato, muito complexa. A unidade de ação, a luta, o internacionalismo e a solidariedade entre a classe trabalhadora são preceitos fundamentais para o enfrentamento a esse cenário.

    Represento aqui uma entidade de abrangência mundial, a UIS Metal e Mineração (UISMM), mas na condição de sindicalista brasileiro me vejo na obrigação de compartilhar com os camaradas aqui presentes um breve relato da situação de nosso país. O Brasil passou por um golpe de Estado em 2016. O governo ilegítimo que assumiu o poder tem agido com muita rapidez no sentido de destruir direitos históricos da classe trabalhadora, entre eles a aposentadoria e os direitos trabalhistas de nosso povo.

    Temos visto também uma grande onda de criminalização dos movimentos sociais, sindicais e populares. Confirma-se, a cada ação truculenta do governo, que a democracia brasileira foi colocada em xeque desde 2016, com o impedimento da presidenta Dilma Rousseff, sem qualquer crime de responsabilidade. Em seu lugar, além de um presidente ilegítimo e golpista, foi colocado um grupo altamente criminoso, envolvido há décadas em negociações corruptas, e que agora se veem protegidos pelo aparato do Estado em relação aos crimes que cometeram no passado.

    Percebemos hoje que aos poucos o povo brasileiro se dá conta do golpe parlamentar, jurídico e midiático que ocorreu sob seus olhos. Na última sexta-feira, 28 de abril, assistimos à maior greve geral de toda a história de nosso país. Milhões foram às ruas para protestar contra as propostas antipopulares do atual governo, demonstrando que haverá uma forte reação caso a democracia não seja restabelecida em breve.

    Nessa conjuntura, não posso deixar aqui de mencionar a luta das duas categorias que represento: os metalúrgicos e mineiros. O cenário para nós também tem se demonstrado muito complexo. Há demissões em excesso por todos os continentes, além de rebaixamento de salários e precarização.

    Práticas antissindicais são recorrentes em dezenas de multinacionais, inclusive com assassinatos de metalúrgicos e mineiros.

    Notamos também, como consequência da atual crise, que nações que ousaram desenvolver seus parques industriais têm sofrido retaliações de diversas multinacionais e do imperialismo estadunidense. Esse componente torna o cenário ainda mais complexo, exigindo da classe trabalhadora um nível de organização mais elevado.

    O papel da FSM, nessa conjuntura complexa, é mais do que nunca fundamental para defender os interesses da classe trabalhadora. Temos uma grande responsabilidade e precisamos trazer os povos de todo o mundo para essa luta.

    Viva a classe trabalhadora de todo o mundo!

    Viva a Revolução Cubana!

    Viva a Federação Sindical Mundial!
    Francisco Sousa

    Francisco Sousa é secretário-geral da União Internacional dos Sindicatos de Metalurgia e Mineração (UIS-MM) e secretário de Relações Internacionais da FITMetal


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Com o pretexto de que a Venezuela não adotou as regras estabelecidas pelo Mercosul (Mercado Comum do Sul), os chanceleres dos países fundadores do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) decidiram que sua presidência não será exercida pelo país bolivariano conforme cronograma, mas por meio de uma coordenação conjunta.

    Em nota divulgada pelo Itamaraty, na última terça-feira (13), os quatro países também ameaçaram suspender o país do bloco. “Em 1º de dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL”, diz a declaração assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

    Em julho deste ano, o Uruguai encerrou a presidência rotativa do Mercosul que, segundo a ordem alfabética, regra definida pelo bloco, deveria ter sido passada para a Venezuela, porém a Argentina, Brasil e Paraguai se opuseram à transferência.

    Atitude rechaçada por diversas organizações, entre elas a CTB e a Federação Sindical Mundial para o Cone Sul, que emitiram comunicados denunciando a iniciativa contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

    Para o acordo, os três países votaram a favor de uma presidência colegiada, já o Uruguai se absteve. Em seu twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, repudiou a decisão. “A Venezuela, em exercício pleno da presidência pró-tempore do Mercosul e em resguardo de seus tratados rechaça a declaração da Tríplice Aliança [Brasil, Argentina e Paraguai]”, segundo ela, esta declaração vulnera a legalidade da organização.

     



    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, esta é mais uma ofensiva das forças conservadoras e do imperialismo estadunidense contra os governos progressistas. “Depois do Brasil, o principal alvo da direita latino-americana é a Venezuela”, alerta o sindicalista.

    Sobre a alegação de que o país teria descumprido compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, Delcy declarou: "Em breve, vamos expor a verdade  sobre o acervo normativo da Venezuela e do resto dos países-membros, assim como as ações para proteger o Mercosul". Segundo ela, seu país não permitirá violações aos tratados do bloco. Ela denunciou ainda que esta tentativa de destruir Mercosul é um reflexo da "intolerância política e desespero dos burocratas". 

     

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Desde o dia 17 de abril, mais de mil e quinhentos presos palestinos estão em greve de fome contra os maus-tratos a que são submetidos nas prisões israelenses.

    De acordo com informações do Comitê Executivo da Organização para a Liberdade da Palestina (OLP), “se intensificaram os maus-tratos e as penalizações coletivas” desde que se iniciou o protesto.

    Entidades sindicais filiadas e amigas da Federação Sindical Mundial (FSM), entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), enviaram à Organização das Nações Unidas (ONU), ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil, ao Embaixador de Israel no Brasil e à Cruz Vermelha Brasileira o pedido de libertação imediata dos presos políticos em prisões israelenses.

    Leia abaixo a íntegra:

    Para a Organizações das Nações Unidas (ONU), Cruz Vermelha Brasileira,  Ministro das Relações Exteriores do Brasil Embaixador de Israel no Brasil:

    A Federação Sindical Mundial (FSM) e suas entidades filiadas e amigas aqui no Brasil condenamos repetidamente a prisão de prisioneiros políticos palestinos.

    Fomos informados de que cerca de 1500 prisioneiros palestinos iniciaram uma greve de fome em protesto contra as suas condições cruéis e desumanas de prisão.

    Eles correm um verdadeiro risco de morte podendo falecer cumprindo a greve de fome.

    Com esta carta nós reafirmamos a nossa demanda para sua liberação imediata! Pedimos ainda que uma delegação da FSM visite as prisões em Israel e se reúna com uma delegação de pessoas em greve de fome. 

    A ONU agradeceu a manifestação solidária das organizações sociais brasileiras e orientou o envio do documento para o Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio.

     Portal CTB, com agências - Foto: Abbas Momani/AFP

     

     

     

  • Dirigentes sindicais de todos os continentes se reuniram em Calcutá, na Índia, durante os dias 9 e 10 de outubro, para participar do Conselho Anual da Federação Sindical Mundial (FSM) e das Uniões Internacionais Sindicais (UIS). Ao final do encontro, foram apresentadas as “Conclusões de Calcutá”, documento que apresenta uma série de novas diretrizes para aprimorar o funcionamento das chamadas UIS, em cada um de seus ramos de atuação.

    Secretário-geral da UIS Metal e Mineração discursa durante reunião da Federação Sindical Mundial

    Entre as dez UIS atualmente constituídas, nove enviaram representantes para a reunião na Índia. A UIS Metal e Mineração, que tem o metalúrgico brasileiro Francisco Sousa como seu secretário-geral, esteve presente à reunião. 

    Leia abaixo a íntegra do documento:

    Conclusões de Calcutá:

    A Reunião anual da FSM e das UIS ocorre um ano após a realização de seu 17º Congresso, em Durban (África do Sul), e cerca de cinco meses da reunião do Conselho Presidencial ocorrida em Havana (Cuba). Ela ocorre em uma situação na qual a crise no sistema capitalista se aprofunda e a classe capitalista continua agindo para proteger e ampliar seus lucros, às custas da classe trabalhadora e de outros setores populares. Todos os direitos e conquistas da classe trabalhadora estão sob ataque.

    Esse ataque deve ser combatido nacional e internacionalmente. As UIS têm uma grande responsabilidade em liderar essa luta. Elas precisam desenvolver e fortalecer seus setores e coordenar ações em suas respectivas áreas de alcance pelo mundo afora, sob a orientação e apoio da FSM.

    A ideologia da FSM, bem como as resoluções de seu 17º sobre a situação mundial e o papel do sindicalismo classista, deve ser disseminado entre todos os trabalhadores, em todos os setores em que estamos organizados.

    As UIS são os principais atores do movimento sindical classista. Elas têm fundamental responsabilidade para defender os direitos dos trabalhadores em seus respectivos setores, incluindo os direitos sindicais, conectando os locais de trabalho à FSM.

    O princípio básico de funcionamento aberto e democrático enunciado pela FSM deve ser refletido no funcionamento de nossas UIS. Portanto, quaisquer que sejam as deficiências que temos hoje nas UIS devem ser superadas com um grande senso de urgência.

    Para garantir isso, temos aqui algumas tarefas a seguir:

    - Todas as UIS devem se reunir regularmente, discussão o desenvolvimento de suas indústrias, as condições dos trabalhadores dessas indústrias e suas lutas em vários países, em nível mundial. Mecanismos para compartilhar essas informações entre todos os afiliados de todo o planeta devem ser efetivamente implementados.

    - Apoiar as lutas dos trabalhadores em suas indústrias ao redor do mundo, planejar ações de solidariedade e implantá-las; informam a FSM e seu Secretariado a respeito dessas lutas para apoio e solidariedade.

    - Planejar atividades que possam ajudar a desenvolver ideologicamente a classe trabalhadora em seus respectivos setores.

    - Revisão a implementação de decisões e avanços em todas as reuniões e formular atividades adequadamente.

    - Fortalecer a coordenação entre os vários afiliados às UIS e também entre as UIS e a FSM, com o propósito de desenvolver uma resistência global efetiva em relação aos ataques capitalistas.

    - No 150º ano de publicação de “O Capital”, devemos aproveitar para disseminar o conceito de exploração natural do capitalismo e elevar o nível de consciência dos trabalhadores, em uma visão da necessidade de mudar o sistema e do papel da classe trabalhadora para acabar com a exploração.

    - As entidades filiadas às UIS devem estar presentes no dia a dia dos trabalhadores, analisando objetivamente (pelo ângulo da classe trabalhadora) seus problemas e organizando lutas para preencher suas demandas.

    - As UIS devem trabalhar pela unidade entre trabalhadores do campo, estudantes e autônomos.

    - As UIS também devem ter como tarefa promover a solidariedade internacional com trabalhadores de outros setores e países.

    - As UIS devem estar atentas à terrível evolução das políticas para refugiados e imigrantes, diante de desumanas atrocidades em nível mundial,diretamente ligadas à barbárie do imperialismo e à crise do capitalismo.

    - As UIS devem agir em um nível elevado de luta contra a barbárie capitalista patrocinada pelas corporações multinacionais.

    - Realizar efetivos esforços para ampliar a capacidade de funcionamento das UIS, com específica atenção para fortalecer suas reservas, com vias a expandir suas atividades.

    - Estudar, em intervalos regulares, como rastrear o desenvolvimento das indústrias, utilizando-se de fatos e figuras que possam garantir a formação de quadros e de massa crítica em nível internacional, capazes de enviar relatórios ao Secretariado da FSM.

    - Estabelecer uma coordenação entre os Escritórios Regionais e as UIS em cada parte do mundo, de forma a criar ajuda mútua e a implementação de programas conjuntos.

    - As UIS devem promover, de forma constante, a FSM entre as bases de trabalhadores e de organizações sindicais, trazendo-os para a família FSM. Esse deve ser um importante parâmetro para avaliar o sucesso organizacional de todas as UIS.

    - As UIS devem participar de diferentes fóruns da FSM e implementar as campanhas e ações programadas de tempos em tempos pela FSM, incluindo a observação do Dia Internacional de Ação, todos os anos, em 3 de outubro.

    - As UIS devem, de forma democrática, eleger líderes em seus congressos, garantindo que os novos quadros e líderes atuem de forma efetiva, exercendo plenamente sua responsabilidade em cada uma das UIS.

    Esta reunião ocorrida em Calcutá (Índia), em 9 e 10 de outubro de 2017, com representantes de 9 UIS, pede para que o Secretariado da FSM concretize as várias propostas e atividades aqui apresentadas pelas UIS. O Secretariado da FSM deve garantir a devida comunicação às UIS com regularidade e externar apoio organizacional e ideológico de caráter classista a todas UIS.

    George Mavrikos – secretário-geral
    Swadesh Dev Roye – Coordenador geral internacional das UIS

    Fonte: Fitmetal