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Sáb, Abr

Fernando Brant

  • CTB-PA participa do planejamento da Frente Brasil Popular no estado

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Pará (CTB-PA) participou da reunião do Planejamento 2018 da Frente Brasil Popular Pará (FBP-PA), nesta terça-feira (6), na sede do Sindicato dos Bancários do Pará. "Debatemos a nossa organização para enfrentar as adversidades postas pelo golpe de Estado de 2016", afirma Cleber Rezende, presidente da CTB-PA. "A nossa unidade é fundamental tanto na conjuntura nacional quanto na estadual".

    Para Márcia Pinheiro, diretora da CTB-PA, "a FBP-PA deu um passo significativo em sua organização ao planejar suas principais tarefas para 2018". De acordo com a professora e sindicalista, "a CTB-PA se constitui em uma força importante na construção de resistência à ofensiva conservadora no país e no estado".

    Pinheiro coordenou a primeira mesa de debates, cujo tema foi "Desafios da Resistência Popular Contra o Golpe". Já na segunda mesa, o tema foi "Organizando a Resistência Popular", com a proposta de avançar na organização da resistência às ações do governo ilegítimo de Michel Temer. "O golpe veio para liquidar os direitos trabalhistas  e todos os programas sociais que melhoraram a vida do povo brasileiro", diz Rezende.

    "Com apoio da mídia comercial e de parte do Judiciário, o governo vem implantando reformas que fazem o mundo do trabalho retroceder há décadas", afirma. Por isso, complementa, "querem impedir a candidatura de Lula".

    Participaram os deputados estaduais Carlos Bordalo ( PT-PA) e Lélio Costa, líder do PCdoB na Assembleia Legislativa, Jorge André, da Frente Povo Sem Medo e Iury Paulino, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragem no Pará.

    ctb pa fbp encontro

    Todos abordaram os aspectos da conjuntura política, os desafios a enfrentar e as lutas que têm sido travadas na defesa da democracia, na resistência ao golpe em curso e na campanha pelo direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser candidato a presidente da República. Os palestrantes também foram enfáticos na necessidade de se avanaçar na mobilização contra a proposta de reforma da previdência.

    Em seguida, a Plenária com aproximadamente 100 lideranças políticas, sociais, sindicais e juvenis foi dividida em cinco grupos de trabalhos com as tarefas de responder "como organizar a resistência e como disputar a narrativa do golpe". Cada grupo apontou as principais tarefas para cada questionamento.

    Notícias do Brasil, de Fernando Brant e Milton Nascimento, retrata bem o momento 

    Na plenária final, Rezende e Ádima Monteiro, da Consulta Popular, trataram do "Plano de Lutas, Sínteses e Encaminhamentos". Nesta mesa, ficou definido, entre outras tarefas, a construção do Congresso do Povo no Pará, além de reforçar a luta das centrais sindicais contra a reforma da previdência, com greve, atos e manifestações no dia 19 de fevereiro, e fincar pé na defesa de Lula ser candidato nas eleições de outubro.

    Também ficou decidido reforçar a campanha salarial dos servidores públicos estaduais do Pará, denunciando os desmandos do governador Simão Jatene (PSDB) e a defesa de uma Belém para todas e todos sem violência e com garantia de direitos básicos à população local, denunciando o prefeito Zenaldo Coutinho, também do PSDB.

    Portal CTB com informações da CTB-PA

  • O que é felicidade?

    Cena do filme "A economia da felicidade", de Helena Nordberg-Hodge (Divulgação)

    Tom Jobim canta em “Wave” o que “os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender”, porque “fundamental é mesmo o amor e é impossível ser feliz sozinho”. Decantada em prosa e verso, a questão da felicidade aflige a humanidade há milênios.

    Por isso, o Portal CTB, aproveitando a virada de ano, resolveu dialogar sobre o tema. A questão é tão fundamental que a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB) apresentou um projeto à Câmara dos Deputados, quando ainda era deputada federal para que a República garanta vida boa aos brasileiros, possibilitando-lhes a chance de serem felizes.

    Nesta semana, a britânica BBC entrevistou Robert Waldinger, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, diretor de um estudo que retoma a discussão sobre o que pode trazer felicidade aos seres humanos.

    O “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto” ocorre desde 1938 e Waldinger, que também é sacerdote zen-budista, afirma à BBC que "o fundamental, que ouvimos uma vez ou outra, é que o importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos".

    "Uma relação de qualidade é uma relação em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Claro que nenhum relacionamento é perfeito, mas essas são qualidades que fazem com que a gente floresça", complementa Waldinger.

    Wave, de Tom Jobim (interpretação de Caetano Veloso e Roberto Carlos) 

    Mas há quem diga que “dinheiro não traz felicidade, manda comprar”. Ditado do qual discorda a sindicalista de Porto Alegre, Adriana Jota. “No capitalismo as pessoas necessitam de ter coisas para serem felizes e isso as torna infelizes, porque sempre querem ter mais”.

    Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, “a dignidade humana está sob ameaça. Não tenho dúvidas de que a felicidade maior do ser humano é ter seu emprego, seu salário digno para poder honrar os seus compromissos”.

    O sindicalista cita ainda a canção “Um homem também chora (Guerreiro menino)”, de Gonzaguinha, alguns de seus versos dizem que: “Um homem se humilha/Se castram seu sonho/Seu sonho é sua vida/E vida é trabalho/E sem o seu trabalho/O homem não tem honra/E sem a sua honra/Se morre, se mata/Não dá pra ser feliz”.

    De acordo com Araújo a classe trabalhadora vai ao paraíso se tiver a “sua casa, a garantia de uma boa educação para seus filhos, proporcionando-lhes possibilidades de um futuro melhor”. Porém, diz ele, “infelizmente, o governo ilegítimo do Temer (Michel) está propenso a aniquilar com os direitos sociais e trabalhistas, impedindo a possibilidade da felicidade”.

    Desde a Grécia antiga o conceito de felicidade vem gerando controvérsias. Em pleno século 21, no capitalismo a felicidade atrela-se à questão de se possuir bens materiais.

    A secretária da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia, Tereza Bandeira discorda. Para ela, uma pessoa só pode ser feliz se houver “a erradicação de todo e qualquer tipo de discriminação e de diferença social”.

    Um homem também chora (Guerreiro menino), de Gonzaguinha (interpretação de Fagner) 

    Em acordo com Bandeira, a presidenta da CTB-AM, Isis Tavares afirma que “a socialização dos meios de produção com igualdade de gênero” é que trarão a felicidade à humanidade. Ela acentua ainda que “o avanço tecnológico deve nos permitir viver mais com a família, com os amigos e amigas e aproveitar mais o tempo ocioso com cultura e lazer”.

    Para a estudante paranaense Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, pequenos atos de generosidade podem deixar as pessoas mais felizes. Ela conta que andando pelo centro de Curitiba foi abordada por uma pessoa vendendo bijuterias.

    Ela gostou de uma pulseira que custava R$ 25, mas só tinha R$ 3. “Eu quis dar o dinheiro que tinha a ele, que estava trabalhando para custear viagem à Florianópolis. Ele então me deu a pulseira, porque dinheiro não é tudo na vida, me disse”. Ela garante que isso a deixou feliz.

    Mas no mundo do capital, “a felicidade custa porque neste sistema só é valorizado quem tem bens”, afirma Sandreia Barroso, secretária da mulher da CTB-PI. Inaceitável para ela é “passar por cima dos outros para se dar bem, seja no mercado de trabalho ou na vida”.

    Complementando a proposta de Barroso, a secretária da Mulher da CTB-SP, Gicélia Bittencourt acredita que a felicidade “é estar com saúde ao lado de quem se ama e é amada”. Fundamental ainda, diz ela, é ter condições de “andar sem medo pelas ruas, ter estabilidade econômica e todas as pessoas poderem viver bem em todos os sentidos”.

    Rosa Pacheco, dirigente da CTB-PR Educação concorda e garante que a felicidade também está relacionada ao sucesso no trabalho. “Como professora me sinto muito feliz ao ver meus alunos e alunas crescerem como pessoas capazes de traçar o seu próprio caminho com liberdade, generosidade e solidariedade”, ressalta Pacheco.

    O pensador prussiano Immanuel Kant (1724 a 1804), a questão da felicidade fica no âmbito do prazer e do desejo. Graças ao pensamento de Kant, a felicidade se tornou “direito do homem”.

    Mais do que isso, Milton Nascimento e Fernando Brant traduzem os sentimentos dos trabalhadores e trabalhadoras na bela "Coração civil", onde cantam "quero a felicidade nos olhos de um pai/quero a alegria muita gente feliz/quero que a justiça reine no meu país/quero a liberdade, quero o vinho e o pão/quero a cidade sempre ensolarada/o povo e os meninos no poder eu quero ver” (assista abaixo).

     

    “Seguramente, certa dose de sossego e de reflexão tranqüila é necessária apenas para compreendermos o que a felicidade significa, mas a atividade de tornar-se feliz é do tipo que nos liga ao mundo”, diz o professor e estudioso Richard Schoch.

    Para ele, “encontrar a felicidade significa não desprezar o mundo, porém criar um mundo melhor”. Porque “nascemos para ser felizes, já que a felicidade é a perfeição da nossa existência”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para celebrar o 8 de março, o Portal CTB seleciona 8 canções da MPB para você

    A mulher sempre esteve presente em todos os gêneros que fazem parte do cancioneiro popular do país. Algumas autoras e alguns autores conseguiram captar o universo da alma feminina de maneira singular e com rara beleza encantam os ouvidos mais exigentes. Neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher - vá para as ruas defender a igualde de direitos e impedir os retrocessos, mas cante conosco a força da mulher brasileira.

    As oito canções selecionadas versam sobre separação, amor, sexo, violência, mulheres negras, que sofrem dupla discriminação. Mostram com certa acidez, mas com muita candura, que toda mulher quer amar, ser livre e viver sem medo.

    Inclusive a lista contém o hino das feministas brasileiras "Maria, Maria".

    Aprecie sem nenhuma moderação, mergulhe fundo:

    100% Feminista (MC Carol e Carol Conka) 

    Olhos nos Olhos (Chico Buarque) 

    Malandragem (Cazuza e Frejat) 

    Coisas do Mundo Minha Nega (Paulinho da Viola) 

    Acreditar (Dona Ivone Lara) 

    Mulheres Negras (Yzalú) 

    Beija Eu (Marisa Monte e Arnaldo Antunes) 

    Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Portal CTB seleciona canções da diversidade, da vida, da alegria e do movimento popular

    A música popular brasileira sempre se concatenou com o tempo presente e previu o futuro de paz, alegria, justiça e igualdade. Por isso, a imensa maioria dos artistas da MPB estão contra o golpe, em defesa da democracia, da Nação e do povo brasileiro.

    Notícias do Brasil (Fernando Brant e Milton Nascimento)

     

    A Boa notícia é a unidade das forças democráticas, estudantes, classe trabalhadora, artistas e intelectuais nas ruas e nas redes contra o golpe da direita.

     Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré, com Charlie Brown Jr.)

    Respeitando as diferenças, todos juntos contra o ódio, a violência e a discriminação.

    Desesperar Jamais (Ivan Lins e Vitor Martins)

    Com a paciência de quem sabe que a unidade popular planta o presente e colhe o futuro.

    Canto de um Povo de um Lugar (Caetano Veloso, com Pena Branca e Xavantinho)

     

    Sem medo de ser feliz, cantando, dançando, se divertindo, mas com a certeza na frente e a história na mão.

    Refavela (Gilberto Gil)

     

    Combatendo as desigualdades e construindo uma Nação mais justa, humana e alegre, como alegre é o povo brasileiro.

    Apesar de Você (Chico Buarque)

     

    Vencendo todos os muros, transpondo as barreiras, construindo o amor, a paz, a justiça.

    O Morro Mandou Avisar (Tico Santa Cruz e Flávio Renegado)

     

    As periferias se levantam e cantam e defendem seus direitos e suas vontades, agora como protagonistas da história.

    Vai Passar (Chico Buarque e Francis Hime)

     

    A tristeza e a obscuridade serão vencidas e "cada palalelepípedo da velha cidade vai se arrepiar"

    Pro Dia Nascer Feliz (Cazuza e Frejat)

     

    E o dia vai nascer feliz, a Nação mais livre, mais forte e trabalhadores e trabalhadoras sempre juntos nas ruas para vencer o desamor e o egoísmo.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Sindicato dos professores divulga carta aos docentes do setor privado

    "O Brasil viveu, no dia 15 de março, um dia de paralisação geral da educação na luta contra a proposta do governo federal de reforma da Previdência Social. Em Minas Gerais, os trabalhadores das escolas privadas, com muita garra, se uniram à rede pública e a profissionais de diversas categorias na paralisação e uma caminhada pelas ruas das principais cidades de Minas Gerais. Os trabalhadores brasileiros entenderam que esta reforma é um grande retrocesso, pois retira direitos historicamente conquistados.

    A manifestação foi essencial para demarcar que os trabalhadores brasileiros não aceitam nenhum direito a menos e, por isso, o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) parabeniza os professores e professoras de todo o estado de Minas Gerais por terem atendido ao chamado do sindicato. Com certeza, cada um enfrentou muitas dificuldades na tomada de decisão de paralisar as atividades nesse dia 15. Foi maravilhoso assistir à aula que demos nas ruas.

    Com muita emoção, vimos os passos firmes de cada um e as diversas formas de expressão: cartazes, camisetas com frases de impacto, apitos, máscaras, adereços, esquetes teatrais, músicas e paródias, postagens ao vivo em redes sociais, enfim, cada um denunciando, da sua forma, a tentativa deste governo de privatizar a Previdência, assim como faz com os demais direitos sociais e setores da economia nacional.

    Milhares de professores/as se manifestaram , com consciência de classe e de luta. Um exemplo de democracia que precisa ficar na nossa memória como fonte inspiradora para seguirmos adiante contra as tentativas de precarizar nossos direitos, nosso trabalho – reforma trabalhista, terceirização, reforma do ensino médio e lei da mordaça – bem como o desmonte da Previdência.

    Os movimentos populares são uma construção. O dia 15 foi fruto de uma ação coletiva, fruto dos esforços de muitos bravos e bravas companheiras. Resgatamos a importância da luta da nossa confederação – Contee, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – na direção desse movimento nacional.

    Não há dúvidas que todos nós que participamos desse ato contra o desmonte da Previdência Social fizemos história. Mas a luta não para aqui. O Sinpro-MG convida você professor/a para seguir na luta, pois só unidos faremos ecoar a voz do trabalhador brasileiro! Assim também como na nossa Campanha Reivindicatória de 2017 – a qual já enfrenta muitas ofensivas do patronal. A previdência é nossa, os direitos são nossos, o Brasil é nosso!

    'Tenha fé no nosso povo que ele resiste
    Tenha fé no nosso povo que ele insiste
    E acorda novo, forte, alegre, cheio de paixão
    Vamos, caminhando de mãos dadas com a alma nova
    Viver semeando a liberdade em cada coração
    Tenha fé no nosso povo que ele acorda
    Tenha fé em nosso povo que ele assusta'"

    (Milton Nascimento e Fernando Brant)

    Diertoria do Sinpro-MG – 16 DE MARÇO DE 2017

  • Treze canções para Lula que servem à reflexão sobre a conjuntura atual

    Com base nas listas de músicas preferidas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que têm circulado em shows pelo Brasil afora, o Portal CTB homenageia o ex-presidente com treze canções do rico acervo da Música Popular Brasileira. Para exigir Lula Livre, democracia já e liberdade para todas e todos poderem sonhar e viver como desejam, construindo o Brasil que queremos e merecemos.

    Neste sábado (14) completa-se uma semana da prisão de Lula e um mês do assassinato de Marielle Franco. Que país é este, onde predominam o ódio de classe, o racismo, o sexismo, a misoginia e a homofobia? Onde predomina o desrespeito aos direitos humanos e aos mais pobres?

    Esta é uma forma de carta ao ex-presidente. Aumente o som, quem sabe Lula ouve em Curitiba:

    Xote Bandeiroso (Língua de Trapo)  

    Cidadão (Zé Geraldo) 

    Canção da América (Fernando Brant e Milton Nascimento) 

    Latinoamerica (Calle 13) 

    Apenas um rapaz latino americano (Belchior) 

    Lama nas ruas (Zeca Pagodinho) 

    Tenho sede (Dominguinhos e Gilberto Gil) 

    O bêbado e a equilibrista (Aldir Blanc e João Bosco) 

    Asa Branca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga) 

    Blues da  piedade(Cazuza) 

    Juízo Final (Nelson Cavaquinho) 

    Gente (Caetano Veloso) 

    Vai Passar (Chico Buarque e Francis Hime)  

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Francisco Proner